LEGISLAÇÃO

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quarta-feira, 12 de março de 2014

SOLUÇÃO DE CONSULTA - OPERAÇÕES DE CÂMBIO.


SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT Nº 61, DE 20 DE FEVEREIRO DE 2014


(Publicado(a) no DOU de 10/03/2014, seção 1, pág. 22)  
ASSUNTO: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários – IOF EMENTA: OPERAÇÕES DE CÂMBIO. INGRESSO DE MOEDA ESTRANGEIRA. ALÍQUOTA ZERO. EMPRÉSTIMO EXTERNO. LIQUIDAÇÃO ANTECIPADA. DESCUMPRIMENTO DO PRAZO MÉDIO MÍNIMO. O descumprimento do prazo médio mínimo fixado no inciso XXII do art. 15-A do Regulamento do IOF implica a perda, com efeitos retroativos, do benefício fiscal de redução a zero da alíquota de IOF incidente na liquidação das operações de câmbio de ingresso de recursos no País, captados a título de empréstimos e financiamentos externos. Por conseguinte, o contribuinte ficará sujeito ao pagamento do imposto, calculado à alíquota estabelecida nesse dispositivo, vigente na data de liquidação da operação de câmbio de ingresso dos recursos, acrescido de juros moratórios e multa. DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei nº 5.172, de 1966 (Código Tributário Nacional - CTN); arts. 116, II, 117, II, e 144; Decreto nº 6.306, de 2007, arts. 11, 15-A, IX, XXII, e § 2º; ADI RFB nº 41, de 2011.

ASSUNTO: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF

EMENTA: OPERAÇÕES DE CÂMBIO. INGRESSO DE MOEDA ESTRANGEIRA. ALÍQUOTA ZERO. EMPRÉSTIMO EXTERNO. LIQUIDAÇÃO ANTECIPADA. DESCUMPRIMENTO DO PRAZO MÉDIO MÍNIMO.

O descumprimento do prazo médio mínimo fixado no inciso XXII do art. 15-A do Regulamento do IOF implica a perda, com efeitos retroativos, do benefício fiscal de redução a zero da alíquota de IOF incidente na liquidação das operações de câmbio de ingresso de recursos no País, captados a título de empréstimos e financiamentos externos. Por conseguinte, o contribuinte ficará sujeito ao pagamento do imposto, calculado à alíquota estabelecida nesse dispositivo, vigente na data de liquidação da operação de câmbio de ingresso dos recursos, acrescido de juros moratórios e multa.

DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei nº 5.172, de 1966 (Código Tributário Nacional - CTN); arts. 116, II, 117, II, e 144; Decreto nº 6.306, de 2007, arts. 11, 15-A, IX, XXII, e § 2º; ADI RFB nº 41, de 2011.

FERNANDO MOMBELLI 
Coordenador-Geral
*Este texto não substitui o publicado oficialmente.
http://sijut2.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao=anotado&idAto=50449

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Resultado do fluxo cambial em fevereiro supera o de igual período de 2013




Resultado do fluxo cambial em fevereiro supera o de igual período de 2013


Daniel Lima - Repórter da Agência Brasil Edição: José Romildo

O fluxo cambial, movimento de entrada e saída de dólares do país, registrou entre os dias 3 e 14 de fevereiro saldo parcial de US$ 318 milhões de dólares, de acordo com boletim divulgado hoje (19) pelo Banco Central.

Saiba Mais
Fluxo cambial fecha semana com saldo positivo de US$ 46 milhões
Argentina flexibiliza medidas de controle de câmbio

O resultado permitiu ao país ficar com um fluxo cambial no ano de US$ 1,92 bilhão, já que em janeiro foram registrados mais US$ 1, 61 bilhão. O resultado é bem melhor do que o registrado em mesmo período do ano passado, quando o fluxo estava negativo em US$ 3,96 bilhões.

O resultado parcial foi mantido positivo graças aos resultado do dia 7, quando o fluxo teve superávit de US$ 1,08 bilhão, e dos dias 10 e 12, com US$ 689 milhões e US$ 782, respectivamente. Os dados do Banco Central não permitem identificar o motivo do bom resultado desses dias. Nos demais dias o fluxo ficou negativo.

O saldo parcial de US$ 318 milhões em fevereiro foi alcançado graças ao resultado da conta financeira de US$ 1,72 bilhão, pois a conta comercial registrou déficit de US$ 1,40 bilhão.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-02/resultado-do-fluxo-cambial-em-fevereiro-supera-o-de-igual-periodo-de-2013

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Fiesp: câmbio ainda não afeta exportação e importação



Fiesp: câmbio ainda não afeta exportação e importação

Agência EstadoBeatriz Bulla

Apesar da desvalorização do real com relação ao dólar registrada nos últimos meses, a influência do câmbio ainda é baixa nos Coeficientes de Exportação e Importação (CEI) divulgados nesta quinta-feira, 20, pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Os efeitos da desvalorização do real não foram sentidos pelos exportadores em 2013, de acordo com o levantamento, e também não impediram a entrada de produtos importados.

No ano passado, o Coeficiente de Exportações (CE) da indústria geral brasileira, que mede a participação das exportações na receita total do setor, ficou em 20,6%, alta de 0,33 ponto porcentual em relação a 2012. O avanço, no entanto, está fortemente relacionado à venda de sete plataformas de exploração de petróleo. Sem isso, o CE teria mostrado retração de 0,3 ponto porcentual no último ano. O Coeficiente de Importação, que mede a participação das importações no consumo aparente da indústria brasileira, atingiu a marca histórica de 25,2%, de acordo com a Fiesp. O resultado representa um avanço de 1,7 ponto porcentual ante 2012.

O cenário de baixa competitividade das exportações, com custos elevados, impostos, problemas de infraestrutura e logística, neutralizam os efeitos positivos da desvalorização da moeda para a exportação, avaliou em nota o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto. Já sobre as importações, Zanotto destaca que a expansão se deve a fatores estruturais da economia brasileira, como a relação da indústria doméstica com insumos importados. "O ciclo de apreciação cambial dos últimos anos exerceu forte influência em alguns setores, como por exemplo, eletrônicos e máquinas e equipamento. Assim, o produto nacional das indústrias afetadas passou a ser substituído pelo produto estrangeiro", disse o diretor, em nota.

Setores.

No Coeficiente de Exportação, além do setor de outros equipamentos de transportes - que inclui as plataformas de petróleo e por isso cresceu 43,1 pontos porcentuais no último ano -, apresentaram expansão relevante o setor de couro (5,8 pontos porcentuais) e o de celulose (2,2 pontos porcentuais). As quedas mais significativas no coeficiente de exportação foram registradas em máquinas e equipamentos para extração mineração e construção (-9,9 pontos porcentuais), aeronaves (-7,9 pontos porcentuais) e tratores e máquinas para a agricultura (-7,1 pontos porcentuais).

Nas importações, 17 dos 33 setores apresentaram expansão em 2013, com destaque para o setor de outros equipamentos de transportes (alta de 17,4 pontos porcentuais), produtos farmacêuticos (7,4 pontos porcentuais) e equipamentos de instrumentação médico-hospitalar (4,6 pontos porcentuais). Entre os segmentos que registraram queda no Coeficiente de Importação, a Fiesp destaca o de máquinas e equipamentos para extração mineração e construção (-9,7 pontos porcentuais) e aeronaves (-5,4 pontos porcentuais).

http://www.odiario.com/economia/noticia/803746/fiesp-cambio-ainda-nao-afeta-exportacao-e-importacao/

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Mercado aponta desvios em contratos de importações e remessas no Brasil



Mercado aponta desvios em contratos de importações e remessas no Brasil


Por Marília Almeida - iG São Paulo

Fim de sistema que cruzava dados de contratos de câmbio e importações teria aberto brecha para suposta evasão de divisas

A extinção de um sistema que cruzava informações entre contratos de câmbio e contratos de importações seria a porta inicial para a criação de um suposto esquema de evasão de divisas no País (envio de dinheiro para o exterior, sem declará-lo), bem como a falta de fiscalização do câmbio turismo e de remessas para o exterior, segundo fontes do mercado que pediram anonimato.

Esse afrouxamento pode ter provocado desvios e ter aumentado o número de contratos de importação subfaturados, com preços de 30% a 40% abaixo do mercado, que viriam principalmente da China, alertaram as fontes ouvidas pelo iG.

Leia também: Importação indica alta de investimentos, diz secretário de Comércio Exterior

Encerrado em 2006 – mas instituído ainda na década de 1980 –, o Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior) inibia contratos duplicados, cujas faturas poderiam ser bloqueadas em caso de suspeita de fraude. O sistema eletrônico, sob gestão do Banco Central e ligado à Receita Federal, passou para as mãos do Fisco e se tornou manual. Na época, o argumento foi de que o País não necessitava de tanto controle em um momento de boom econômico. O Sisbacen (Sistema de Informações do Banco Central) foi descontinuado apenas este ano, mas já não cruzava as informações desde 2006.Reprodução
Fair Corretora, em Porto Alegre, deixou de enviar remessas para a China há um ano

Ao contrário do cenário que se desenhava quando o Siscomex foi descontinuado, a suspeita destas operações ilegais cresce diante do atual movimento mais fraco de entrada de divisas no País – déficit de US$ 12,9 bilhões no fluxo cambial registrado em 2013. Por outro lado, as altas cifras do turismo de brasileiros no exterior atingiram recorde no ano passado, de R$ 25 bilhões.

"Os dados parecem suspeitos agora", diz uma fonte que interage com o mercado. Questiona-se também se o volume de importações é realmente efetivo, e se não existem duplicações.

A falta de controle nos contratos de importações seria complementada pela falta de regulação e fiscalização no mercado de câmbio e de remessas, que pode fazer com que a diferença de valor dos contratos seja paga pelo mercado oficial – por meio de remessas ao exterior, cujos envios também podem ser multiplicados –, ou pelo mercado paralelo. Fala-se que a prática seria realizada por corretoras e bancos, pessoas físicas e jurídicas.

Já outra parte do mercado se diz refém da falta de segurança gerada pelo citado esquema. Uma corretora de Porto Alegre nega-se, há um ano, a realizar qualquer remessa para a China – tanto envio como recebimento. Comenta-se entre operadores que a fiscalização dos envios seria insuficiente, tanto pela Receita como pelo Banco Central.

Apesar de trabalhar com a Western Union – responsável pelas remessas internacionais –, a corretora afirma que se reserva ao direito de tomar medidas adicionais de segurança.

Atualmente, não existe cruzamento de CPF para quem realiza remessas para o exterior do Brasil. Um mesmo cliente pode efetuar operações simultâneas em diversas corretoras.

O mercado internacional de remessas sofreu com o impacto da crise internacional em 2007. Mas, no Brasil, apenas os recebimentos dos recursos foram afetados, com o retorno de brasileiros que trabalhavam no exterior antes da crise. Os envios de dinheiro do Brasil para o exterior crescem a uma taxa anual de 7% a 10% nos últimos anos. Em 2013, R$ 1,6 bilhão foram enviados do Brasil na forma de remessas para outros países.

Entenda o caso

No ano passado, corretoras verificaram operações atípicas em seus sistemas, feitas por meio de remessas. Pessoas físicas dirigiam-se até a instituição financeira com o objetivo de enviar dinheiro para outra pessoa no exterior, o que é permitido pela empresa de remessas.

Porém, foi identificado que diversas remessas eram enviadas para a mesma pessoa física, que atuava como intermediária em contratos comerciais, com o intuito de pagar a diferença de importações subfaturadas, principalmente provenientes da China.

O envio comercial é permitido por lei, mas não por meio de sistemas de remessas tradicionais. Para esse tipo de envio, é necessário documentos específicos, que poderiam dificultar uma operação ilegal.

Ação

Segundo fontes no mercado, o Banco Central (BC) já teria começado a agir e penalizado corretoras e bancos pela prática.

Procurado, o BC diz, em nota, que supervisiona os procedimentos e controles adotados pelos agentes autorizados a operar no mercado de câmbio visando a aderência às normas cambiais. A Polícia Federal e a Receita não se pronunciam sobre possíveis investigações em curso.

http://economia.ig.com.br/mercados/2014-02-18/mercado-aponta-desvios-em-contratos-de-importacoes-e-remessas-no-brasil.html

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

FLUXO CAMBIAL



FLUXO CAMBIAL POSITIVO DE US$ 46 MILHÕES NA PRIMEIRA SEMANA DE FEVEREIRO


O fluxo cambial, movimento de entrada e saída de dólares do país, fechou a primeira semana de fevereiro, entre os dias 3 e 7, com saldo de US$ 46 milhões, de acordo com boletim divulgado nesta quarta-feira(12) pelo Banco Central, invertendo um movimento negativo que vinha se consolidando ao longo da semana.
O resultado positivo foi possível em razão do resultado da última sexta-feira (7), quando o fluxo teve superávit de US$ 1,08 bilhão. Os dados do Banco Central não permitem identificar o motivo do bom resultado desse dia. Nos demais dias, entre segunda-feira e quinta-feira da semana passada, o fluxo ficou negativo em US$ 1,04 bilhão.
Durante a semana, o saldo negativo ocorreu em razão das exportações e adiantamentos de contratos cambiais totalizar em US$ 2,69 bilhões, contra importações de US$ 4,11 bilhões. Tal movimento havia deixado saldo negativo de US$ 1,42 bilhão.
Da Ag.Brasil
http://www.exportnews.com.br/2014/02/fluxo-cambial-positivo-de-us-46-milhoes-na-primeira-semana-de-fevereiro/

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

RMCCI E OPERAÇÕES DE CÂMBIO NO COMEX - 1


RMCCI E OPERAÇÕES DE CÂMBIO NO COMEX - 1



Como regra, exportadores e importadores operam em moedas estrangeiras, especialmente em dólares dos Estados Unidos e em euros.
Tendo em vista ser vedado ao exportador ingressar recursos em moeda estrangeira no País, as receitas de suas exportações deverão ser vendidas a instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio. O câmbio também estará presente na vida dos importadores, visto que a estes não é permitido manter contas em moeda estrangeira no País. Para pagar suas obrigações no exterior, deverão, pois, comprar moeda estrangeira em instituição autorizada.
Certamente, estarão livres das operações de câmbio os exportadores que mantiverem recursos no exterior ou as empresas que operarem em reais.
Mas para tratar do câmbio, antes é necessário falar do Banco Central do Brasil. Especificamente em relação ao câmbio, "o Banco Central executa a política cambial definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para tanto, regulamenta o mercado e autoriza as instituições que nele operam. Também compete ao Banco Central fiscalizar o referido mercado e os agentes financeiros. Além disso, o Banco Central pode atuar diretamente no mercado, comprando e vendendo moeda estrangeira de forma ocasional e limitada, com o objetivo de conter movimentos desordenados da taxa de câmbio". Mas o Bacen ou BCB, como é mais conhecido, não opera com clientes.
No que tange à regulamentação, as operações de Câmbio subordinam-se ao Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais (RMCCI). No seu Título 1, trata do Mercado de Câmbio propriamente dito e suas operações; no Título 2, dos Capitais Brasileiros no exterior; e no 3, dos Capitais Estrangeiros no Brasil.
Nos capítulos iniciais do "TÍTULO 1 - Mercado de Câmbio", são encontradas as regras gerais aplicáveis a todas as operações. No seu "CAPÍTULO 1 - Disposições Gerais", destacam-se alguns itens.
O item 3, por exemplo, indica os princípios que devem nortear as operações ao estabelecer que "as pessoas físicas e as pessoas jurídicas podem comprar e vender moeda estrangeira ou realizar transferências internacionais em reais, de qualquer natureza, sem limitação de valor, sendo contraparte na operação agente autorizado a operar no mercado de câmbio, observada a legalidade da transação, tendo como base a fundamentação econômica e as responsabilidades definidas na respectiva documentação". Observar que esses princípios se aplicam, também, às compras e vendas de moedas estrangeiras para constituição de disponibilidades no exterior e seu retorno, bem como àquelas referentes às operações back-to-back.
Registre-se que por "sem limitação de valor" deve ser considerada a capacidade financeira do cliente. A "fundamentação econômica" é a justificativa ou a natureza da operação. Por "responsabilidades definidas na respectiva documentação" deve ser entendida a correta identificação do legítimo credor e do legítimo devedor, no País e no exterior.
O item 8 dispõe que "é facultada a liquidação, no mercado de câmbio, em moeda estrangeira equivalente, de compromissos em moeda nacional, de qualquer natureza, firmados entre pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no País e pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no exterior, mediante apresentação da documentação pertinente".
O item 10 permite "às pessoas físicas e jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no País pagar suas obrigações com o exterior: a) em moeda estrangeira, mediante operação de câmbio; b) em moeda nacional, mediante crédito à conta de depósito titulada pela pessoa física ou jurídica residente, domiciliada ou com sede no exterior, aberta e movimentada no País nos termos da legislação e regulamentação em vigor; e c) com utilização de disponibilidade própria, no exterior".
"A taxa de câmbio é livremente pactuada entre os agentes autorizados a operar no mercado de câmbio ou entre estes e seus clientes, podendo as operações de câmbio ser contratadas para liquidação pronta ou futura e, no caso de operações interbancárias, a termo", diz o item 19. Certamente, poderá ocorrer intervenção da autoridade sempre que ocorrerem operações cujas taxas destoem daquelas praticadas no mercado.
O "CAPÍTULO 2 - Agentes do Mercado" dispõe sobre as instituições autorizadas a operar em câmbio.
Nas suas diversas seções, o "CAPÍTULO 3 - Contrato de Câmbio" é definido como sendo "o instrumento específico firmado entre o vendedor e o comprador de moeda estrangeira, no qual são estabelecidas as características e as condições sob as quais se realiza a operação de câmbio". Algumas operações, desde que registradas no Sisbacen, são dispensadas da formalização do contrato de câmbio. Dentre elas, as operações de valor não superior a US$ 3 mil ou seu equivalente em outras moedas.
Segue na próxima edição.

Autor(a): ANGELO L. LUNARDI
Professor, consultor e autor de livros na área de Câmbio, Carta de Crédito e Incoterms

http://www.aduaneiras.com.br/noticias/artigos/artigos_texto.asp?acesso=2&ID=24697529


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Exportador 'ganha' R$ 8,5 bi com câmbio


Exportador 'ganha' R$ 8,5 bi com câmbio


Os exportadores brasileiros ampliaram em quase R$ 20 bilhões (cerca de 25%) a receita com o embarque de produtos agropecuários entre janeiro e julho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2012. O crescimento se deve ao aumento do volume embarcado e à desvalorização cambial, que mais do que compensaram a queda dos preços no mercado internacional.

Somente a alta do dólar em relação ao real contribuiu com um montante de quase R$ 8,5 bilhões. O cálculo compara a receita em dólar das exportações nos sete primeiros meses do ano com a do mesmo intervalo do ano passado, convertida ao câmbio médio de cada período.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento (Secex/Mdic), as exportações de soja e derivados, carnes in natura, açúcar, café, milho, fumo, couro, suco de laranja e algodão totalizaram US$ 47,3 bilhões no acumulado do ano, um aumento de quase 12%. Convertida ao câmbio médio do período (R$ 2,0678 por dólar), a receita ficou próxima de R$ 98 bilhões. Um ano antes, as exportações desses produtos somavam US$ 42,4 bilhões - ou R$ 78,3 bilhões ao câmbio médio do período (R$ 1,8906).

Não fosse a valorização de 9,3% do dólar, as mesmas exportações teriam rendido pouco mais de R$ 89,5 bilhões entre janeiro e julho - quase R$ 8,5 bilhões a menos do que o verificado ao câmbio de R$ 2,0678.

O cálculo merece pelo menos uma ressalva. Embora os preços das commodities sejam, em sua maioria, formados no exterior, algumas delas sofrem a influência direta da cotação do real - caso especial daquelas commodities em que o Brasil tem uma participação de mercado predominante, como açúcar e café.

Quando o câmbio se desvaloriza, como aconteceu entre 2012 e 2013, exportadores passam a receber mais reais pelo mesmo volume vendido a um determinado preço em dólar, o que tende a pressionar as cotações para baixo no exterior. Contudo, a correlação entre os preços das commodities agrícolas e o real diminuiu substancialmente desde junho do ano passado, quando o governo passou a interferir no câmbio com o objetivo de desvalorizar o real e ampliar a competitividade da indústria nacional.

Carro-chefe das exportações do agronegócio, a soja e seus derivados geraram uma receita em dólar de US$ 21,2 bilhões entre janeiro e julho, o que significa um aumento de US$ 2,2 bilhões ou 12% em relação ao mesmo período do ano passado. Em moeda nacional, porém, essa renda cresceu em R$ 8 bilhões ou 22,4%, para R$ 43,9 bilhões. Isoladamente, a taxa de câmbio foi a variável que mais contribuiu com o aumento da receita dos exportadores de soja - cerca de R$ 3,8 bilhões. O volume total embarcado ano cresceu 7,2% e o preço em dólar, apenas 4,4%.

A carne bovina é um caso emblemático da influência positiva do câmbio para a renda dos exportadores. A queda de 5,6% do preço médio do produto em dólar foi mais do que compensada pela desvalorização da moeda brasileira. Entre janeiro e julho, a cotação média da carne bovina exportada pelos frigoríficos do país subiu 3,2%.

No acumulado de 2013 até julho, as exportações de carne bovina in natura renderam US$ 2,8 bilhões, crescimento de 19% ante o mesmo intervalo do ano passado. Na mesma comparação, a receita em reais registrou um incremento 30,6%, para R$ 5,8 bilhões. Na prática, a desvalorização do real representou um acréscimo de R$ 504 milhões à renda dos exportadores.

A principal alavanca para o forte crescimento das exportações de carne bovina foi, no entanto, o volume. No período, foram embarcadas 630,1 mil toneladas do produto, alta de 26,7% ante as 496,9 mil toneladas de mesmo intervalo de 2012.

No caso da carne suína, o câmbio mais do que anulou a queda de 4,7% da receita em dólar, que atingiu US$ 679,6 milhões de janeiro a julho. Em contrapartida, a receita dessas vendas em moeda brasileira cresceu 4,1%, para US$ 1,405 bilhão.

Já para a carne de frango, a valorização do dólar diante do real maximizou o efeito da forte elevação dos preços do produto, que iniciou o ano em patamares recorde após o repasse feito pelas indústrias para compensar a valorização dos grãos usados na ração animal. O preço médio da carne de frango exportada pelo Brasil nos primeiros sete meses de 2013 subiu 11,2% em dólar e 21,6% em reais na comparação anual. O câmbio valorizado significou, ainda, um acréscimo de R$ 770,2 milhões à renda dos exportadores do país.

Em compensação, o câmbio não foi suficiente para neutralizar o tombo da receita em dólar com os embarques de café, pressionada pelos preços internacionais em queda em decorrência do excedente de oferta global da commodity. Mesmo com um aumento de 17,5% no volume embarcado, a receita em dólar caiu 15,2%, para US$ 2,7 bilhões. Enquanto isso, a receita em reais caiu 7,2%, para R$ 5,6 bilhões.

Fonte: Valor Econômico?Gerson Freitas Jr. e Luiz Henrique Mendes | De São Paulo

http://www.portosenavios.com.br/site/noticias-do-dia/geral/22929-exportador-ganha-r-85-bi-com-cambio

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

CÂMBIO

TRF-4 anula multa de R$ 146 milhões contra exportadora
Por Líliam Raña

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Porto Alegre) confirmou a anulação da multa de R$ 146 milhões aplicada pelo Banco Central a uma empresa exportadora de soja do Paraná. De acordo com o juiz federal Antônio Maurique, convocado para atuar no tribunal, a multa deve ser afastada por falta de indícios de fraude em contrato de câmbio e de sonegação de cobertura cambial. O Banco Central teria presumido a fraude porque a empresa não fez parte das operações de exportação e de importação declaradas no contrato.

O Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) é firmado com bancos autorizados a operar com câmbio e tem por objetivo financiar o capital de giro às empresas exportadoras, na forma de antecipação. “O Banco Central tratou a questão como fraude por considerar que as operações do contrato de câmbio não realizadas são desfeitas ou o valor adiantado é repatriado imediatamente. Em tese, é isto mesmo que acontece. No entanto, para uma empresa que anualmente exporta US$ 400 milhões, realizando várias operações por dia, o que ocorreu foi um atraso em seu cronograma; não foi fraude”, afirmou à Consultor Jurídico o representante da empresa, o advogado André Luiz Bonat Cordeiro.

Ele afirma que os documentos apresentados pela empresa mostraram que não havia a intenção de fraudar. A empresa alegou nos autos que algumas operações comerciais se frustraram, “razão pela qual surgiu a operação, aparentemente inexplicável, de remessa dos valores ao exterior e seu posterior retorno ao Brasil para o pagamento dos valores relativos aos ACC's.”

O tribunal acolheu a tese de que as dificuldades comerciais e de mercado levaram ao descumprimento dos contratos por parte da empresa. O TRF-4 reconhece que a empresa “não pretendia captar recursos no Brasil para aplicá-los no exterior e posteriormente devolvê-los, com apuração de lucros”. Cordeiro explica que a empresa sempre entendeu, desde o início do processo administrativo, que não há multa para pagar.

As operações analisadas eram de 1992 a 1998 e, nessa data, foi lavrado um ato administrativo que impediu a empresa de operar no mercado, além da multa. “Foi a maior multa em julgamento até então. Na época, os U$ 92 milhões eram mais de R$ 270 milhões”, justifica o advogado.

Ao recorrer ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN), órgão colegiado de segundo grau integrante do Ministério da Fazenda, a empresa conseguiu a redução da multa. Cordeiro conta que a dedução de fraude foi também desconsiderada, mas a empresa resolveu ir à Justiça contra o saldo remanescente.

Os fundamentos que embasaram a sentença da 2ª Vara Federal de Curitiba foram adotados integralmente pelo TRF-4. Em 2010, a decisão anulou totalmente a multa e o Banco Central recorreu, além de se considerar o reexame necessário nesse tipo de ação. “O voto vista prevaleceu e a decisão foi por 2 votos a 1 em favor da empresa. Ainda cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça, mas não acredito que a decisão será reformada”, afirmou o advogado. Para ele, não caberá reexame de fatos e provas novas.
Revista Consultor Jurídico


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Compra de moedas para viagem ao exterior passará a ter custo menor

Compra de moedas para viagem ao exterior passará a ter custo menor

Agência Estado
Banco Central altera regras do sistema de câmbio e instituições terão que informar valor efetivo total.

A partir de janeiro de 2012, haverá um novo sistema de câmbio. Foto: Clayton de Souza/ AE São Paulo - O novo sistema de câmbio, que funciona desde o último dia 3 para o mercado primário de transações de comércio exterior, deve ajudar a partir de 2 de janeiro de 2012 a reduzir os custos para pessoas físicas e empresas que desejarem comprar moedas estrangeiras via bancos e corretoras para viagens ao exterior.

A informação é do gerente-executivo de normatização de câmbio e capitais estrangeiros (Gence) do Banco Central (BC), Geraldo Magela

Isso vai ocorrer porque as instituições financeiras que negociam divisas de outros países para este público vão ter de divulgar o valor total efetivo da operação, incluindo tarifas, taxas e impostos.

“Hoje, cada instituição tem um tipo de modelo para informar a tarifa. Uma divulga a taxa cheia, outra a taxa com imposto”, destacou.

Segundo Magela, a partir do primeiro dia útil de janeiro de 2012 entrarão em vigor parâmetros para essa categoria de tarifas, o que obedece resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) do dia 29 de setembro deste ano. De acordo com o CMN, foi estabelecido em uma tabela serviços “referentes à operação de câmbio manual, com a definição de nomenclatura padronizada, da sigla a ser utilizada nos extratos e do fator gerador da cobrança da tarifa”.

Descrição de tarifas

A descrição das tarifas deve conter a forma específica de entrega da moeda: compra ou venda em espécie, em cheque de viagem ou em cartão pré-pago. “Vamos agora dar condições para que haja elementos de comparação para o cliente final, o que vai dar mais eficiência ao processo”, disse Geraldo Magela.
Para o BC, a maior transparência de informações vai ajudar o consumidor a comprar moedas estrangeiras com valores mais favoráveis. O gerente-executivo do Gence destacou que o novo sistema de câmbio passará a funcionar para operações interbancárias a partir de julho.
http://www.contato.d24am.com/noticias/economia/compra-de-moedas-para-viagem-ao-exterior-passara-a-ter-custo-menor/39841

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Especialista diz que operação de câmbio demora 6 meses
Especialistas que atuaram como diretores no Banco Central (BC) afirmam que a política cambial deveria ser menos intervencionista. Arnim Lore, ex-diretor da área internacional do BC, atual vice-presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e conselheiro da Associação de Comércio Exterior do Brasil, afirma que o exportador brasileiro é o que mais sofre com a política cambial brasileira.

"Enquanto para transações financeiras a operação é feita no mesmo dia, com relação ao comércio pode demorar seis meses para ser finalizada", argumentou Lore, ao participar de seminário sobre o câmbio promovido pela Brazilian Business School (BBS). Segundo ele, o Brasil progrediu muito com relação à menor intervenção do governo. "Porém é necessário que o comerciante escolha correr riscos. O que o comércio precisa é de um choque de liberdade. Ele não pode fazer uma transação com o Uruguai sem passar pelo aval do governo", constata.

Lore comenta que as mudanças precisam passar, primeiramente, pelas reformas tributária e previdenciária, de modo a tornar a taxa de juros semelhante ao nível internacional.

De acordo com dados do Banco Central, a cotação de fechamento do dólar entre abril e junho oscilou de R$ 1,70 a R$ 1,825. Na última sexta-feira, o dólar fechou a R$ 1,77, e este tem sido o patamar da moeda americana.

"O Brasil caminha bem, mas ainda tem uma série de condições atrasadas. Entre os BRIC [Brasil, Rússia, Índia e China], o País é um dos de câmbio mais controlado. Desejo que com a reforma tributária e com o ajustamento das finanças do governo, o câmbio brasileiro seja mais livre, comparado a outros países."

Gilberto Nobre, ex-chefe dos Departamentos de Câmbio e de Capitais Estrangeiros do Banco Central, endossa a opinião de Lore. "A operação comercial em dólar é mais burocrática do que a financeira. Acredito que isto seja mais um aspecto cultural, que com o tempo pode ser resolvido. O contrato de câmbio, por exemplo, é um documento enorme que pode ser utilizado ou não nas transações comerciais", analisa.

Maria Celina Arrraes, coordenadora de Planejamento Estratégico do PNUD Brasil e que também foi diretora de Assuntos Internacionais do BC, é da opinião de que o controle cambial no País é profundo. Ela contesta as afirmações de alguns especialistas de que um câmbio livre facilitaria operações ilegais como o tráfico de drogas.

"As operações ilegais têm sido muito controladas pelo nosso Judiciário e pelo Ministério Público. Qualquer redução de informação chama a atenção dos órgãos competentes. A evolução da questão cambial vai depender de um processo de retirada dos custos das transações, incorporada às legislações", aponta.

Outro ponto bastante discutido pelos palestrantes durante o evento refere-se aos benefícios da implantação do Sistema de Moedas Locais (SML) do Brasil com outros países, que elimina o dólar das negociações comerciais.

Maria Celina, que implantou o sistema com a Argentina, acredita ser possível que o SML seja expandido para outros países, até mesmo com os distantes, como o caso da China, importante parceiro comercial brasileiro.

Segundo ela, de janeiro a junho de 2010, foram realizadas 1.596 operações totalizando R$ 396,7 milhões, enquanto em todo ano de 2009 foram feitas 1.193 operações, a R$ 453, 5 milhões.

Ainda durante o evento, ao ser questionado se há possibilidade de sobrevalorização do real frente ao dólar, Arnim Lore afirma que "se houver uma redução do custo Brasil pode ser que o custo da cotação atual seja o correto", avalia ele, de modo a não desmerecer as reclamações feitas para que ocorra um controle maior da valorização da moeda nacional.

O ex-diretor do Banco Central não sabe se haverá alguma mudança com o novo presidente da República, independentemente da eleição da candidata pelo PT, Dilma Rousseff, ou do candidato pelo PSDB, José Serra, favoritos na campanha presidencial. "Temos de esperar que os candidatos digam o que vão fazer. Contudo, o Congresso e o Executivo têm um grande papel na política cambial ao implantarem as reformas fiscal e tributária no Brasil", disse. Sobre a afirmação de alguns especialistas de que o Serra seria mais intervencionista do que Dilma, Lore comenta que o candidato do PSDB tem demonstrado ser um executivo de grande participação, "mas seu posicionamento é outra história".
Diário do Comércio e Indústria

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Para compreender a importância da taxa de câmbio na economia
O debate sobre os efeitos da valorização cambial na economia brasileira continua intenso. Como nos anos 90, alguns podem afirmar que o momento de apreciação cambial seria favorável à aquisição de máquinas e equipamentos baratos no exterior, estimulando o investimento agregado, ou ainda, o de que o câmbio apreciado facilitaria a aquisição de tecnologias que não possuímos do exterior.

Ocorre que ambos os argumentos parecem não descrever bem o que se observou durante a intensa apreciação cambial brasileira ao longo dos anos 90: baixíssimo nível de investimento agregado e baixo dinamismo tecnológico na indústria brasileira nos setores de ponta.

O efeito mais forte da apreciação cambial nas cadeias produtivas de bens comercializáveis, tanto agrícolas quanto de bens industriais, se faz sentir principalmente nas margens de lucro.

A apreciação cambial representa uma queda imediata e intensa de preços de venda e margens de lucro em toda a cadeia que trabalha com preços internacionais, especialmente nos setores que não tem poder de mercado.

A redução de preços de máquinas e equipamentos importados decorrente da apreciação cambial está longe de compensar a redução nos lucros que, baixos, não estimulam o investimento.

Os aumentos de importação de bens de capital observados na balança comercial são primordialmente direcionados para a substituição da produção de máquinas e equipamentos domésticos, o que por si só pode reduzir nossa capacidade de inovação e melhora tecnológica em setores de ponta. O aumento da importação de máquinas não significa necessariamente um aumento do investimento agregado.

Sobrevalorizações cambiais são especialmente nocivas para processos de desenvolvimento econômico, pois reduzem substancialmente a lucratividade da produção e investimento nos setores de bens comercializáveis manufatureiros. Além do que, podem impedir a transferência de mão-de-obra dos setores de baixa produtividade para os de alta produtividade, já que o preço dos bens não-comercializáveis fica artificialmente elevado.

Ao realocar recursos para os setores não-manufatureiros, especialmente para a produção de commodities (com retornos decrescentes de escala), e para setores não-comercializáveis, as sobrevalorizações cambiais acabam por afetar toda a dinâmica tecnológica da economia.

Subvalorizações, por outro lado, estimulam e o investimento nos setores manufatureiros onde retornos crescentes de escala são possíveis.

O nível de taxa de câmbio é, portanto, uma variável fundamental no processo de desenvolvimento econômico. Ao definir a rentabilidade da produção de manufaturas através da relação preços comercializáveis/não-comercializáveis, o câmbio real acaba por definir a viabilidade de setores econômicos importantes para o aumento da produtividade geral da economia. Portanto, uma moeda competitiva pode ser o estímulo adequado para a integração de trabalhadores(as) em atividades de alta produtividade e retornos crescentes.

Entretanto, no Brasil uma possível restrição macroeconômica ao crescimento é o modus operandi da política monetária. O Banco Central brasileiro tem uma excessiva preocupação com a taxa de inflação, aumentando a taxa básica de juros em função de pressões inflacionárias advindas de variações na taxa nominal de câmbio. Essa dinâmica de determinação da taxa de juros impõe uma ineficácia relativa da política monetária, sendo uma das causas da elevada taxa de juros prevalecente na economia brasileira.

Neste contexto, verifica-se a existência de uma armadilha juros-câmbio na economia brasileira. Com efeito, a eliminação do desalinhamento cambial imporia, na atual estrutura de condução da política monetária, uma forte elevação da taxa de juros, o que teria impacto nocivo sobre o investimento e, portanto, sobre a sustentabilidade do crescimento econômico no longo prazo.

Para tanto, o próximo governo brasileiro caso queira promover um crescimento sustentado e de longo prazo, no mínimo terá que discutir medidas de política econômica como, metas implícitas de câmbio, controles sobre a saída de capitais de curto prazo e flexibilização do regime de metas de inflação.
Paulo Daniel - Carta Capital

domingo, 7 de fevereiro de 2010

COMÉRCIO EXTERIOR E MOEDA DE PAGAMENTO

Comércio exterior e moeda de pagamento
Angelo Luiz Lunardi

A realização de negócios internacionais de compra e venda exige de compradores e vendedores cuidados na escolha das condições, tanto as relacionadas com a entrega dos bens, como aquelas que dizem respeito ao seu pagamento. Se, para a entrega, os negócios estão disciplinados por interpretações uniformes e conhecidas, isso nem sempre ocorre com as condições do pagamento, assim entendidas a moeda, o prazo e a modalidade (ou método) de pagamento.
No Brasil, pode-se dizer que as condições de pagamento são livremente negociadas entre as partes, à exceção do prazo de pagamento nas exportações brasileiras, que requer registro específico no Siscomex.

No quesito moeda, a liberdade é quase total.

Nas regras gerais de Câmbio, do Banco Central do Brasil (Bacen), encontramos:
“É facultada a liquidação, no mercado de câmbio, em moeda estrangeira equivalente, de compromissos em moeda nacional, de qualquer natureza, firmados entre pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no País e pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no exterior, mediante apresentação da documentação pertinente.” (RMCCI-1-1)
Ainda, nas regras gerais:

“É permitido às pessoas físicas e jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no País pagar suas obrigações com o exterior:
a) em moeda estrangeira, mediante operação de câmbio;

b) em moeda nacional, mediante crédito à conta de depósito titulada pela pessoa física ou jurídica residente, domiciliada ou com sede no exterior, aberta e movimentada no País nos termos da legislação e regulamentação em vigor;

c) com utilização de disponibilidade própria, no exterior, observadas, quando for o caso, disposições específicas contidas na legislação em vigor, em especial as contidas no título 2, capítulo 2.” (RMCCI-1-1)

Isso posto, fica claro que, além do importador brasileiro poder comprar no exterior fixando o preço em qualquer moeda, pode haver inclusive a troca de moedano curso da operação ou no momento da sua liquidação (pagamento). Veja o que diz o RMCCI-1-12:

“O pagamento da importação pode ser efetuado em qualquer moeda, independentemente daquela registrada na Declaração de Importação – DI, inclusive quando em reais, observado que, no pagamento de importação em moeda estrangeira diferente daquela registrada na DI, os valores envolvidos devem guardar entre si correlação paritária compatível com aquelas praticadas pelo mercado internacional.”

Da mesma forma, ao tratar do Registro da Exportação, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) dispõe que:
“Poderão ser emitidos RE, para pagamento em moeda nacional, por qualquer empresa, independente de destino e/ou produto, observado o disposto nesta Portaria.” (Portaria Secex nº 25/08)

Certamente, o comerciante brasileiro deverá estar atento às exceções, como a que trata da exportação para uso e consumo a bordo:

“Quando o fornecimento se destinar a embarcações e aeronaves de bandeira brasileira, exclusivamente de tráfego internacional, o RE deverá ser formulado em moeda nacional.” (Portaria Secex nº 25/08)

Ou aquela que trata das operações cursadas no âmbito do CCR/Aladi, contida no RMCCI-1-17:

“Os pagamentos cursados sob o CCR são feitos somente em dólares dos Estados Unidos.”

Ressalvadas as exceções, o Bacen, ao tratar das exportações, completa:

“O recebimento da receita de exportação pode ocorrer em qualquer moeda, inclusive em reais, independentemente da moeda constante do registro de exportação no Siscomex.” (RMCCI-1-11)

Diante de tanta liberdade, cabe ao comerciante:

1. Analisar e acompanhar o mercado de câmbio, o comportamento das taxas e os movimentos nos mercados internacionais. Desde 1999, o Brasil adotou o sistema de taxas flutuantes, o que vale dizer, quem determina a taxa de câmbio é o mercado, restando ao Banco Central – na sua quase impotência – interferir nesse mercado com vistas a eliminar distorções de algum movimento especulativo.

2. A despeito do grande número de moedas disponíveis para a negociação, orientar para que seus negócios sejam conduzidos em moedas efetivamente conversíveis, assim entendidas aquelas que são aceitas em qualquer mercado, sem restrições. Operações com moedas “exóticas” sempre geram perdas no momento da operação de câmbio.

Por fim, avaliar a conveniência, ou não, das operações cursadas em reais,que podem exigir do parceiro do exterior a abertura de conta no Brasil, denominada “Contas de Domiciliados no Exterior em Moeda Nacional”, mais conhecida por “CC5”.

Angelo Luiz Lunardi
Professor, consultor e autor de livros na área de Câmbio, Carta de Crédito e Incoterms
Aduaneiras

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

NOTICIAS

AÇO: TRANSPETRO DIZ QUE ARTICULAÇÕES PARA SUBIR PREÇO DO AÇO PODEM LEVAR A IMPORTAR O PRODUTO
Rio de Janeiro - A Transpetro, subsidiária da Petrobras, repudiou o que chamou de “articulações” que estariam sendo feitas pela Usiminas para impor preços mais altos do que os praticados por produtores internacionais na venda de aço para a construção de seus navios e, com isso, “ameaçar a sobrevivência da nascente indústria naval brasileira”.
De acordo com a nota divulgada hoje (4) pela empresa, a Transpetro reafirma sua posição de buscar menores custos para o aço “estejam onde estiverem”. O aço representa cerca de um terço no custo final de um navio.
O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), do qual a Usiminas faz parte, alegou que a decisão da Transpetro de importar aço da China prejudica a indústria nacional e a geração de empregos no Brasil.
A Transpetro negou que tenha ocorrido, nas primeiras licitações do Programa de Modernização da Frota (Promef), favorecimento a qualquer país na aquisição de aço para viabilizar a construção de navios da estatal. O objetivo, segundo a empresa, foi garantir menores custos. O Promef envolve a construção de 49 navios.
A empresa esclareceu que, na quarta licitação realizada no dia 15 de janeiro deste ano, que o preço ofertado pela Usiminas ficou 60% acima da melhor oferta. “Como os preços ofertados em janeiro alcançaram um patamar competitivo, a Transpetro optou por aumentar a encomenda de 18 mil para 42 mil toneladas, de acordo com solicitação do estaleiro Atlântico Sul, destino final do aço”, diz a nota.
Ainda segundo a subsidiária da Petrobras, a Usiminas, ao ser convidada a oferecer sua melhor oferta, aceitou reduzir o preço do aço, mas somente para um lote de 18 mil toneladas, recusando-se a fornecer mais 6 mil toneladas de aço de acordo com a cotação internacional.
A Transpetro acredita que a cada negociação por um preço justo para o aço necessário à construção de seus navios, ela contribui para ampliar as oportunidades da indústria naval, “gerando mais empregos e mais riqueza para o Brasil”.
Agência Brasil


IMPORTAÇÃO RETOMOU PARTE DO PESO PERDIDO NO CONSUMO INTERNO
Comércio exterior: Desde junho, volume importado subiu 10,5% e produção interna aumentou 7,6%

A participação das importações no consumo interno de produtos industriais voltou a ganhar fôlego no segundo semestre do ano passado, na esteira da valorização do câmbio e da retomada mais forte da atividade econômica. Na média acumulada nos três meses até novembro, a fatia dos importados ficou em 15,9%, mais de um ponto percentual acima dos 14,8% atingidos em junho, quando o indicador caiu para o nível mais baixo desde julho de 2007 nessa base de comparação, segundo cálculos da LCA Consultores. Com o dólar barato e a recuperação da demanda, o volume de importações ganhou impulso -na comparação entre junho e dezembro de 2009, cresceu 10,5%, acima da alta de 7,6% registrada pela produção industrial no período, nos dois casos nas séries com ajuste sazonal.
Há setores em que a fatia dos importados está próxima ou acima de 40%, como em material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações – 46,19% na média dos três meses até novembro – e máquinas para escritório e equipamentos de informática – 39,88%. Em equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros, o número ficou em 59,95%. Há setores, no entanto, com participação muito pequena de bens vindos de fora, como o de vestuário e acessórios (4,3%).
“A indústria nacional vai perder um pouco mais de espaço para os produtos importados no mercado interno em 2010″, diz o economista Douglas Uemura, da LCA, observando que a perspectiva para este ano é de um dólar ainda barato, embora provavelmente não mais em tendência de queda, e de forte crescimento da economia – a LCA projeta uma expansão de 6,1%.
De 2004 a 2008, a fatia dos importados no consumo interno de bens industriais pulou de 11% para 16,6%, movimento explicado pela combinação de dólar em queda e crescimento mais forte do Produto Interno Bruto (PIB) – a taxa média de expansão da economia nesse período ficou em 4,8%, muito acima dos poucos mais de 2% registrados entre 1980 e 2003. Já o dólar médio caiu de R$ 3,07 em 2003 para R$ 1,83 em 2008.
Nos primeiros meses de 2009, a participação dos produtos vindos do exterior no consumo interno encolheu. O câmbio se desvalorizou e a economia tombou, refletindo o impacto da crise global sobre o Brasil. O cenário mudou a partir de meados do ano passado, quando o dólar inverteu a mão novamente e a atividade econômica ganhou força. Um dos resultados foi a alta mais firme das importações.
O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, diz que, além da valorização do câmbio e da retomada da atividade, a queda dos preços em dólar também contribuiu para a elevação da fatia dos importados no consumo interno. Em um cenário de economia global ainda fraca, exportadores de países como a China reduziram as cotações de seus bens para manter ou conquistar mercados, avalia ele. Combinado à apreciação da moeda brasileira, isso tornou ainda mais atraente os preços em reais de bens importados. No primeiro trimestre de 2009, a taxa de câmbio média ficou em R$ 2,3113, recuando para R$ 1,7387 no quarto trimestre. Por enquanto, a aposta é de um dólar a R$ 1,75 no fim do ano.
Uemura acredita que o coeficiente importado no consumo de bens industriais vai atingir 17,3% neste ano, uma alta de quase dois pontos percentuais em relação aos estimados 15,5% de 2009. Ele calcula essa fatia com base nos números da produção industrial do IBGE e do volume de exportação e importação da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), ponderando o peso dos setores com informações das contas nacionais. Na média móvel trimestral, o recorde foi alcançado em dezembro de 2008 – 17,16%.
Para Gonçalves, porém, é possível que a tendência de alta da parcela dos importados no consumo interno seja interrompida neste ano. Ele acha que o câmbio não vai mais se valorizar, podendo até se depreciar um pouco, e as empresas estrangeiras que concorrem com as brasileiras não vão continuar a conceder descontos tão grandes, como fizeram em 2009.
Uemura acredita que as maiores altas da participação dos importados tendem a ocorrer nos setores que produzem bens de capital e em alguns segmentos de bens de consumo duráveis, como equipamentos de informática e aparelhos de comunicações. No setor de máquinas e equipamentos – onde se concentra boa parte dos bens de capital -, a fatia dos importados no consumo nacional começou a dar mostras mais consistentes de reação apenas a partir de setembro de 2009, atingindo 26,53% na média dos três meses até novembro. Esse percentual era de 32,75% em dezembro de 2008.
Com a alta forte esperada para o investimento neste ano, a expectativa é que a participação dos produtos estrangeiros ganhe espaço nesse segmento, diz Uemura. A LCA aposta em crescimento de 20,4% da formação bruta de capital fixo (FBCF, medida do que se investe na construção civil e em máquinas e equipamentos). O dólar depreciado também vai ajudar, pois reduz o preço dos bens de capital importados, acrescenta.
Há segmentos em que já houve uma significativa recuperação da parcela dos bens importados no consumo interno. No de máquinas para escritório e equipamentos de informática, por exemplo, houve um salto de 33,97% na média móvel até junho de 2009 para 39,88% nós três meses até novembro de 2009. Nesse segmento, as importações cresceram 56% entre junho e novembro do ano passado, feito o ajuste sazonal. Em veículos automotores, a parcela dos estrangeiros no consumo total também cresceu, aumentando de 13,85% nos três meses até abril de 2009 para 15,4% em novembro.
O professor Fernando Sarti, da Unicamp, considera o aumento da fatia dos produtos estrangeiros no consumo interno um fator de preocupação. Para ele, o Brasil tem na força do mercado interno um grande trunfo para entrar numa fase de crescimento virtuoso e será um grande desperdício se essa vantagem não se traduzir num ciclo de forte investimento e produção doméstica. “O que me preocupa é o padrão de crescimento dos próximos anos”, diz Sarti. Para ele é totalmente indesejável que a expansão se baseie apenas no consumo, com participação cada vez maior de importados, seja componente ou bem final.
Sarti acredita que o aumento da fatia dos produtos estrangeiros no consumo doméstico na segunda metade de 2009 se deveu à estratégia das multinacionais, que desviaram parte da produção para mercados como o brasileiro, que crescem mais que a média da economia global, em especial os desenvolvidos. “O câmbio é o fator-chave, mas não é o único a explicar o movimento.”
Sergio Lamucci, de São Paulo- Valor Econômico



BALANÇA COMERCIAL: CORRENTE DE COMÉRCIO SOMA US$ 5,432 BILHÕES NA SEGUNDA SEMANA DE JANEIRO

Entre os dias 11 e 17 de janeiro de 2010 (segunda semana do mês), a balança comercial brasileira apresentou déficit de US$ 592 milhões (média diária de menos US$ 118,4 milhões), resultante de exportações de US$ 2,420 bilhões (com média diária de US$ 484 milhões) e importações de US$ 3,012 bilhões (média diária de US$ 602,4 milhões). A corrente de comércio (soma das duas operações) totalizou US$ 5,452 bilhões, o que representou negociações médias de US$ 1,086 bilhão por dia útil.
A média diária das exportações no período foi 4,2% menor que a registrada na primeira semana do mês. Nessa comparação, caíram as vendas de produtos básicos (-18,3%) – principalmente, petróleo, carne de frango, bovina e suína, minério de ferro, farelo de soja e fumo em folhas – e de manufaturados (-5,2%) – em virtude de aviões, açúcar refinado, autopeças, óleos combustíveis, óxidos e hidróxidos de alumínio, automóveis, calçados, polímeros plásticos, pneus e etanol. As exportações de semimanufaturados, entretanto, aumentaram 28%, por conta de açúcar em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, semimanufaturados de ferro e aço, ferro-ligas e alumínio em bruto.
As importações, também pela média diária, registraram crescimento de 3,8% em relação à primeira semana do mês explicada pelas aquisições de combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, produtos químicos orgânicos e inorgânicos, siderúrgicos e farmacêuticos.


Mês

No mês, as exportações acumularam US$ 4,946 bilhões, com média diária de US$ 494,6 milhões. Por esse critério, o desempenho foi 6,2% maior que o registrado no mês de janeiro do ano passado (US$ 465,8 milhões). Cresceram os embarques de produtos semimanufaturados (+20,7%) – com destaque para catodos de níquel, borracha sintética ou artificial, ceras vegetais, semimanufaturados de ferro e aço, catodos de cobre e couros e peles – e manufaturados (+7,5%) – principalmente óleos combustíveis, óxidos e hidróxidos de alumínio, suco de laranja, laminados planos, açúcar refinado e autopeças. Na contramão, as vendas de produtos básicos caíram 2,4%, em virtude de soja em grão, minério de ferro, milho em grão, carne de frango e farelo de soja.
Já em relação a dezembro último, quando a média diária chegou a US$ 657,4 milhões, os embarques brasileiros retraíram 24,8%. Nesse comparativo houve queda nas exportações de manufaturados (-34,4%) e básicos (-23,2%). No entanto, as de semimanufaturados aumentaram 5,3%.
As importações somaram US$ 5,913 bilhões (média diária de US$ 591,3 milhões) nas duas primeiras semanas de janeiro e, em relação a janeiro do ano passado (US$ 491 milhões), cresceram 20,4% em virtude das aquisições brasileiras de veículos automóveis e partes (+85,9%), produtos farmacêuticos (+59,2%), aparelhos e instrumentos eletroeletrônicos (+50,3%), produtos plásticos (+34,4%), instrumentos de ótica e precisão (+33,3%) e combustíveis e lubrificantes (+19,2%).
No comparativo com dezembro de 2009 – quando a média diária das importações foi de US$ 558,4 milhões – houve crescimento de 5,9%, justificado pelos desembarques de produtos siderúrgicos (+46,3%), produtos de borracha (+37,1%), instrumentos de ótica e precisão (+20,5%), aparelhos e instrumentos eletroeletrônicos (+20,4%), produtos plásticos (+18,8%), equipamentos mecânicos (+9,5%) e produtos químicos orgânicos e inorgânicos (+8,1%).
O saldo comercial brasileiro acumulado nas duas primeiras semanas de janeiro está deficitário em US$ 967 milhões (média diária de menos US$ 96,7 milhões). Esse déficit, também pela média diária, foi 283,9% maior que o registrado em janeiro de 2009 (-US$ 25,2 milhões). Já em relação a dezembro do ano passado, quando a balança comercial brasileira registrou superávit médio diário de US$ 99 milhões, o saldo comercial deste ano está 197,7% menor.
Assessoria de Comunicação Social do MDIC


CHINA VAI VOLTAR A IMPORTAR CARNE DE 16 ESTADOS CONSIDERADOS LIVRES DE AFTOSA
O secretário de Agricultura de Minas Gerais, Gilman Viana Rodrigues, informou que seu estado e outros 15, além do DF, têm condições de exportar carne bovina para a China após o reconhecimento de que estão livres de febre aftosa. Os outros Estados são Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. 

Brasil Econômico


EMPRESÁRIOS FRANCESES VISITAM O PARANÁ PARA ESTABELECER PARCERIAS

Curitiba – Representantes do setor industrial da região de Rhône-Alpes, na França, estarão em Curitiba, nos dias 1º e 2 de fevereiro, para participar de mesas redondas e visitas técnicas em busca de novos parceiros. Os encontros entre franceses e paranaenses fazem parte de uma missão coletiva promovida pela Rede 4 Motores para a Europa e tem o apoio do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).
Além dos empresários franceses, representantes governamentais das regiões da Lombardia, Itália); Catalunha, Espanha; Baden-Württemberg, Alemanha; Flandres, Bélgica, e País de Gales, Reino Unido, também integrarão a missão, cuja finalidade é fortalecer as relações políticas e econômicas com o Paraná.
Duas empresas de Rhône-Alpes buscarão oportunidades de negócios com indústrias paranaenses em mesas redondas e visitas técnicas promovidas pelo ERAI Curitiba, escritório de representação econômica da região francesa instalado na capital paranaense.
A primeira empresa francesa participante, fabricante de embalagens para alimentos em plástico rígido, pretende encontrar fabricantes de embalagens brasileiros, representantes de máquinas para o setor e produtores de alimentos que possam utilizar seus produtos. A segunda empresa, fabricante de máquinas automáticas para abatedouros de porcos busca clientes potenciais com capacidade mínima de abater 100 animais por hora e 5 mil por semana e parceiros que podem ser fabricantes locais de máquinas ou distribuidores do setor.
Mais informações pelo telefone (41) 3271-9101 e daniel.dallagnol@erai.org.
FIEP


LUIZ HENRIQUE: PRODUÇÃO DE CARROS ELÉTRICOS NO BRASIL SERÁ DISCUTIDA EM JOINVILLE

O desenvolvimento de carros elétricos no Brasil será o tema central da primeira conferência internacional microeletrônica que será realizada, em Joinville. A realização do evento foi confirmada pelo governador Luiz Henrique em encontro, neste final de semana, com o representante da prefeitura de Paris, Roberto Germinet.
Santa Catarina foi escolhida como sede do evento por já produzir diversos componentes para veículos e por ser uma referência internacional na montagem de materiais para o setor de microeletronica, salientou o governador. Além disso, o primeiro carro fabricado no Estado, o Star, deverá ter uma versão elétrica. O off-road com comercial foi lançada no final do ano passado é fabricado pela Tecnologia Automotiva Catarinense S.A. (TAC), com sede em Joinville.
Nesta segunda-feira (25), em Florença, na Itália, o govenador licenciado e a comitiva retomam as tratativas para a instalação de unidades da Escola D´Arte de Firenze em diversos municípios de Santa Catarina. O primeiro objetivo da viagem é a assinatura do convênio com a escola, que resultará na criação de um conjunto de escolas de arte de Santa Catarina.
Segundo o secretário de Articulação Internacional, Vinícius Lummertz, a parceria envolverá as universidades conveniadas com o Sistema da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), como a Univille e a Unisul. A parceria com a Escola D'Arte de Firenze vem sendo discutida há pelo menos dois anos com o apoio das instituições de ensino.
Em Ravello, onde o sociólogo Domenico de Masi realiza um dos principais festivais de cultura do mundo, o governador acompanha no dia 29 a inauguração do Centro Cultural de Ravello, projetado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemayer. O espetáculo de inauguração será feito pelos bailarinos da Escola Bolshoi, de Joinville.
Secretaria de Estado de Comunicação por Revista Portuária


CÂMBIO FLUTUANTE E CONTROLES DE CAPITAIS

Instrumentos ampliam raio de manobra da política cambial
A escolha do regime cambial é uma decisão estratégica de política econômica para os países periféricos
No contexto atual de globalização financeira, a escolha do regime cambial – ou seja, a forma de determinação da taxa de câmbio – constitui uma decisão estratégica de política econômica para os países periféricos que se inseriram no mercado financeiro internacional a partir dos anos 1990. As políticas de câmbio administrado, que prevaleceram nesses países até então, tiveram o mérito de garantir a estabilidade da taxa de câmbio nominal, um dos preços-chave das economias capitalistas, mas se revelaram extremamente suscetíveis à apreciação cambial e a ataques especulativos, que culminaram em sucessivas crises financeiras na segunda metade daquela década.
Após essas crises, aquelas políticas cederam lugar a regimes de flutuação suja. As intervenções frequentes dos bancos centrais das economias emergentes no câmbio decorrem de um conjunto de especificidades dessas economias, que reforçam os efeitos adversos das variações cambiais, dentre as quais a maior volatilidade dos fluxos de capitais; a menor dimensão dos mercados de câmbio e financeiros vis-à-vis esses fluxos; o “descasamento de moedas”; o “pass-through” mais elevado das variações cambiais aos preços; e a menor capacidade de ajuste do setor externo a essas variações, devido, por exemplo, à menor diversificação das pautas de exportação.
A predominância desse regime cambial intermediário entre as soluções polares (câmbio fixo ou flutuação pura) também está associada à chamada “demanda precaucional” por reservas, ou seja, à ampliação da capacidade potencial de sustentação da liquidez externa em momentos de reversão dos fluxos de capitais por meio do aumento das reservas oficiais.
Apesar da adoção quase generalizada do regime de câmbio flutuante nos países emergentes no contexto pós-crise, não existe um modelo geral utilizado. Pelo contrário, os países se diferenciam em relação ao modus operandi, ou seja, à gestão ou política cambial, que, na definição aqui adotada, envolve qualquer transação que altere a posição líquida em moeda estrangeira do setor público, ou seja: intervenções nos mercados à vista e futuro e operações de dívida denominada ou indexada em moeda estrangeira. A política cambial diz respeito tanto aos objetivos macroeconômicos e às metas de política perseguidas, como à forma de atingí-los, ou seja, a intervenção cambial estrito senso.
Dois exemplos são elucidativos: se o objetivo (explícito ou implícito) é o controle da inflação, o BC procurará deter movimentos abruptos do patamar da taxa de câmbio e reduzir sua volatilidade mediante uma estratégia de intervenção (mercado à vista e/ou futuro) que não afete a tendência, em geral; compras ou vendas no final do dia, absorvendo as sobras do mercado ou atendendo as demandas de liquidez. Se o objetivo é a manutenção da competitividade externa, o BC perseguirá uma meta, por meio de intervenções ao longo do dia, em períodos variados, envolvendo grandes volumes.
A eficácia da política cambial dependerá da correlação de forças entre a autoridade monetária e os agentes privados no mercado de câmbio. O êxito das intervenções do BC no sentido de manter a taxa de câmbio no patamar desejado e/ou de atenuar sua volatilidade será inversamente proporcional ao grau de abertura financeira da economia. Este grau, por sua vez, depende das técnicas de gestão dos fluxos de capitais vigentes, que incluem dois tipos de instrumentos: os controles de capitais estrito senso (como a imposição de impostos sobre os fluxos de capitais e/ou de formas de quarentena) e os mecanismos de regulamentação financeira prudencial que afetam as operações dos bancos em moeda estrangeira, como a imposição de limites às posições cambiais. Ao contrário de serem incompatíveis com os regimes de câmbio flutuante, esses instrumentos ampliam o raio de manobra da política cambial, ao contribuírem no sentido de conter fluxos de capitais especulativos e as posições especulativas dos bancos no câmbio.
No caso da economia brasileira, o mercado de câmbio apresenta uma especificidade que amplia a influência da taxa de juros interna e da forma de operação do Banco Central do Brasil (BCB) na determinação da taxa de câmbio: os fluxos cambiais originados de operações comerciais são bem inferiores aos fluxos vinculados a operações financeiras (investimentos estrangeiros diretos e de portfólio, empréstimos externos etc). Ademais, a influência das decisões de alocação de portfólio dos investidores estrangeiros é ainda mais expressiva se adicionarmos as volumosas aplicações nos mercados de derivativos no Brasil e no exterior. Vale lembrar que os fluxos financeiros subordinam-se, em sua grande maioria, a uma lógica de curtíssimo prazo, enquanto os fluxos comerciais são determinados por períodos de produção e embarque, que sentem de forma defasada os efeitos das variações cambiais
Assim, a imposição do IOF sobre os investimentos estrangeiros de portfólio em ações e renda fixa no mercado financeiro doméstico, no final outubro, e a decisão de autorizar o Fundo Soberano do Brasil (FSB) a adquirir dólares, no dia 27 de dezembro, foram iniciativas corretas do do Ministério da Fazenda. Contudo, devido ao elevado grau de abertura financeira da economia brasileira, essas medidas podem se revelar insuficientes para deter a trajetória de apreciação do real caso o contexto de elevado apetite por risco (e, assim demanda por ativos emergentes) predomine em 2010.
Para tanto, outras medidas seriam necessárias, dentre as quais: uma mudança na forma de intervenção do BCB no mercado de câmbio à vista, de forma a exercer uma influência mais ativa na formação do preço do dólar (atuando, por exemplo, de forma imprevista e com volumes variados); a realização de transações somente com bancos dealers com posição comprada; limites às posições vendidas dos bancos nesse mercado (que contribuíram, de forma decisiva, para valorização cambial entre junho e setembro); o retorno das intervenções no mercado futuro (operações de swaps reversos), e; imposição de controles de capitais na BM&F (como ampliação das margens e/ou obrigação de depósitos de garantia em dinheiro – ao invés dos títulos e fiança bancária, aceitas atualmente -, pois a dinâmica do mercado futuro é crucial na formação da taxa de câmbio.
O Brasil levou anos para dar um novo formato ao mercado aberto. A zeragem automática era criticada por todos por manter o BCB sempre como mero legitimador dos movimentos especulativos das instituições financeiras. A manutenção da sustentabilidade de nossas contas externas exige que o País não faça o mesmo com o mercado cambial. Ademais, uma coordenação entre as iniciativas do BCB e do Ministério da Fazenda também poderia contribuir para aumentar a eficácia desta política.
Geraldo Biasoto Júnior é diretor-executivo da Fundação do Desenvolvimento Administrativo do Estado de São Paulo (Fundap) e professor licenciado do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Daniela Magalhães Prates é professora-doutora do Instituto de Economia da Unicamp e pesquisadora do CNPQ.
Geraldo Biasoto Jr. e Daniela M. Prates -Valor Econômico



PETROBRAS E ODEBRECHT CRIAM MEGAPETROQUÍMICA

As duas empresas anunciaram a compra das ações da Unipar na petroquímica Quattor e sua incorporação na concorrente Braskem, que passa a ser a maior das Américas na produção de resinas termoplásticas.

Da redação
São Paulo – A Petrobras e a Odebrecht anunciaram hoje (22) a compra dar participação da Unipar na Qattor e a incorporação da indústria petroquímica na concorrente Braskem, o que vai resultar na criação da maior empresa do ramo das Américas em capacidade de produção de resinas termoplásticas, segundo comunicado da petrolífera estatal. A Petrobras é sócia da Braskem, companhia controlada pela Odebrecht, e da Qattor, que até hoje tinha a Unipar como principal acionista.
Pelo acordo de acionistas firmado pela Petroquisa, subsidiária da Petrobras no ramo petrolífero, Odebrecht, Braskem e Unipar, haverá também ampliação da participação da petrolífera estatal na Braskem e será realizado um aumento de capital da empresa petroquímica entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5 bilhões. A proposta vinha sendo negociada há meses, mas havia uma disputa entre os acionistas da Unipar sobre a venda.
Outro acordo entre a Petrobras e a Odebrecht, sempre segundo o comunicado da estatal, prevê a tomada de decisões compartilhadas na Braskem, que agora passará a deter quase que o monopólio da indústria petroquímica no Brasil. O negócio estabelece 50,1% do capital votante para a Odebrecht.
Para viabilizar o negócio, a Petrobras e a Odebrecht vão criar a holding BRK Investimentos Petroquímicos, que vai concentrar a totalidade das ações da Braskem de propriedade de ambas; e receberá aporte de R$ 2,5 bilhões da Petrobras e de R$ 1 bilhão da Odebrecht.
“Dessa forma, a Petrobras irá concentrar os seus investimentos no setor petroquímico, incluindo sua participação da Quattor, em uma empresa que terá maiores vantagens competitivas para atuar em escala mundial. Terá ainda a garantia de participação no controle desta nova empresa, a ser compartilhado com a Odebrecht”, diz o comunicado da estatal.
A nota informa ainda que Petrobras, Odebrecht e Braskem assinaram mais um acordo que envolve a administração e propriedade do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) e do Complexo Petroquímico de Suape, em Pernambuco, ambos em construção pela primeira. Com todas as operações, a Braskem passará a ter 26 plantas petroquímicas.
ANBA



RECEITA APROVA FORMULÁRIO PARA DECLARAÇÃO DE AJUSTE DO IMPOSTO DE RENDA

O Diário Oficial da União publica a Instrução Normativa nº 993 que aprovou o formulário para a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física relativa ao exercício de 2010, ano-calendário de 2009.
O prazo inicial para a entrega da declaração da pessoa física não foi divulgado, mas tradicionalmente começa em março e termina no dia 30 de abril.
As empresas têm até as 23h59min59, horário de Brasília, do dia 26 de fevereiro, último dia útil do mês, para entregar o comprovante de rendimento aos seus empregados, com informações como o valor do Imposto de Renda Retido na Fonte.
O programa gerador do Imposto de Renda também não foi liberado porque ainda precisa ser homologado para a sua disponibilização.
Outra instrução normativa, a de nº 994, dispõe sobre o cálculo do Imposto de Renda na fonte e do recolhimento mensal obrigatório (carnê-leão) de pessoas físicas no ano-calendário de 2010.
Segundo a Receita, estão sujeitos ao recolhimento mensal obrigatório (carnê-leão), os rendimentos de outras pessoas físicas que não tenham sido tributados na fonte no Brasil, tais como locação e sublocação de móveis ou imóveis.
Agência Brasil

 
EMPRESA PODERÁ DEDUZIR DO IR DOAÇÃO A IDOSO

Programa de incentivo ao Fundo Nacional do Idoso vale apenas a partir de 2011
Um novo programa de dedução do Imposto de Renda foi divulgado na última quinta-feira (21). Conforme lei publicada no Diário Oficial da União, pessoas físicas e jurídicas poderão usar contribuições ao Fundo Nacional do Idoso para abater o tributo a pagar.
De acordo com a consultoria FISCOSoft, o texto, de número 12.213, as doações valem também para fundos municipais e estaduais. A medida vale apenas a partir de 1º de janeiro de 2011.
Conforme a instituição, é importante ressaltar que a soma das deduções aos Fundos dos Idosos, juntamente com as demais, não poderá diminuir o imposto devido pelas pessoas físicas em mais de 12%.


No que se refere à pessoa jurídica, são dois pontos de atenção:
• é vedada a dedução dessas doações como despesa operacional;
• a dedução das doações aos Fundos dos Idosos, somada à dedução relativa às doações efetuadas aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, não poderá ultrapassar 1% do imposto devido.

financialweb



PROJETO DE LEI: PEÇA USADA PODERÁ LEVAR À CASSAÇÃO DE REGISTRO DE SEGURADORA
O deputado Edmar Moreira disse que o objetivo é proteger os direitos dos segurados.
As seguradoras e as oficinas de veículos poderão ter o registro na Receita Federal cassado, por até cinco anos, caso utilizem peças não originais ou usadas sem o consentimento dos segurados, nos carros acidentados. A determinação consta do Projeto de Lei 6458/09, do deputado Edmar Moreira (PR-MG), em tramitação na Câmara.
Segundo o texto, antes da cassação haverá um processo administrativo, em que será dado espaço para a seguradora ou a oficina se defenderem. O projeto estabelece também que as seguradoras não poderão impor aos segurados, e a terceiros, a relação de oficinas reparadoras, em caso de sinistro.
De acordo com o deputado Edmar Moreira, o projeto objetiva proteger os direitos dos segurados. “As seguradoras impõem a utilização das oficinas reparadoras credenciadas, pois através delas, na maioria dos casos, há o emprego de peças não originais e usadas e a cobrança é feita como se a peça reposta fosse nova e original”, explica Moreira.
Ele lembra que o Código de Defesa do Consumidor garante o uso de peças novas e originais, ou que detenham a especificação do fabricante. “Infelizmente, não é o que acontece na prática”, disse o deputado.


Proibições
O projeto prevê também que as seguradoras não poderão praticar uma série de condutas, como impor diferenciação de prazo para vistoria preliminar, remover o veículo para oficina credenciada sem autorização expressa do segurado e impor ao segurado a responsabilidade de arcar com a diferença de preço entre a oficina credenciada e a escolhida por ele, entre outras.
Além disso, não poderão ser gratificadas empresas ou profissionais de investigação de acidentes contratados para autorizar o pagamento do seguro.


Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
• PL-6458/2009
Agencia Camara

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

AGRONEGÓCIOS - CÂMBIO - IOF - SELIC

AGRONEGÓCIO:  VENDA DE FRANGO PARA A CHINA DEVE SUBIR 757% ATÉ 2011

A exportação de frango brasileiro para a China pode aumentar 757% por mês até 2011. A estimativa do analista Eduardo Reinaldo Sarmento, da Safras & Mercados, aponta um salto da média de 7 mil toneladas do produto, atualmente embarcado por mês via Hong Kong, para até 60 mil toneladas. "Com o desenvolvimento chinês, é possível que até o fim de 2011, início de 2012, a importação chinesa aumente para 50 ou 60 mil toneladas por mês", diz o analista.
Sarmento também prevê, em 2010, superação dos recordes de exportação e produção do setor, além do ganho de mais mercado russo com a possível brecha deixada pelos Estados Unidos. Em 2009, os norte-americanos exportaram para a Rússia 800 mil toneladas do produto. Moscou suspendeu as importações dos EUA no início do mês, após entrar em vigor os novos padrões sanitários do país que proíbem a descontaminação do produto com cloro.
De acordo a Safras, no ano passado, o Brasil produziu 11,050 milhões de toneladas de frango. Em 2010, deve chegar a 11,800 milhões. Os números de exportação em 2009 atingiram 3,634 milhões de toneladas. Este ano, a previsão é exportar 3,850 milhões.
Para Sarmento, o avanço em 2010 será de 6%. Já a Associação Brasileira dos Produtores de Frango (Abef) estima crescimento de 3% a, no máximo, 5%. "A receita precisa crescer no mínimo 10%. Contamos com uma melhora na política cambial. Se a sobrevalorização do real persistir, não atingiremos nem os números de 2009", afirma Francisco Turra, presidente executivo da Abef.
Para Turra, apesar de possível o avanço na comercialização com a China, tudo vai depender da questão tarifária de exportação. "As conversas no Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior estão andando bem e sinalizam que o governo está disposto a solucionar o problema tarifário, que hoje é de 100%. Impraticável", afirma, embora ainda não tenha previsão de quando isso possa ocorrer.
Segundo o presidente da Abef, nos últimos oito anos até 2008, o setor registrava um crescimento de 11% no volume e 15% na receita. "2009 foi um ano perdido", diz.
A Abef aposta em aumento das exportações para Ásia, Oriente Médio, África, Japão e Venezuela. O analista da Safras estima também aumento da exportação brasileira de frango rumo ao Uruguai e Chile. "Algo em torno de 20 mil até 30 mil toneladas por mês, em curto prazo", diz Sarmento.
Para o mercado interno, a previsão de crescimento do setor gira em torno de 3%, de acordo com Ariel Antônio Mendes, presidente da União Brasileira de Avicultura (Uba). De acordo com Mendes, apesar de 2009 repetir o volume de produção de 2008, o ano foi ruim para o mercado interno. "Faltou financiamento e os produtores não tiveram capital de giro e, mesmo assim, o mercado não repassou ao consumidor as suas perdas. Este ano, como a economia deve crescer, os preços também devem melhorar, assim como o consumo", afirmou o presidente da Uba. O presidente da Abef adiantou que, se a exportação brasileira avançar tanto na Rússia quanto na China, o setor tem estrutura e está preparado para atender à nova demanda.
Está previsto para hoje o desfecho da guerra do frango entre EUA e Rússia. Para Turra, as conversas entre os dois países vão acabar protelando mais uma vez os novos padrões sanitários russos, que já deveriam ter entrado em vigor no início de 2009.
Segundo Turra, a Rússia foi uma surpresa negativa no ano passado, com o recuo de 54% nas importações do produto brasileiro. "Não tenho expectativa com o embargo ao frango norte-americano. A Rússia é politicamente dependente dos EUA", diz.
Diário do Comércio e Indústria


ECONOMIA-FINANÇAS


DÓLAR FECHA NO MAIOR VALOR DESDE SETEMBRO, A R$1,793
A perspectiva de um aperto monetário na China, a contínua preocupação fiscal na Europa e uma derrota política do governo Obama pressionaram o dólar para cima em todo o mundo nesta quarta-feira, 20, empurrando a moeda para o maior patamar em quase quatro meses no Brasil.
Dados do Banco Central também confirmaram internamente a deterioração das transações correntes do país, motivo que tem ajudado a sustentar a cotação do dólar em alta. A moeda fechou a R$ 1,793, em alta de 1,07%. É a maior cotação de encerramento desde 29 de setembro.
Enquanto o mercado local encerrava as operações, o dólar subia 1,1% ante uma cesta com as principais moedas, com destaque para o desempenho sobre o euro, que caía 1,3%, a US$ 1,41, após romper um suporte.
A principal notícia a pressionar o dólar veio da China, com informações de que o governo instruiu alguns dos maiores bancos do país, como o Citic e o Everbright Bank, a reduzirem os empréstimos ao longo de janeiro. A nova indicação de um aperto monetário colocou as commodities e as bolsas em terreno negativo, com queda de mais de 2% do Ibovespa.
"Já pensou se eles começam a subir juro lá para conter o consumo? Eles são importadores de commodities, daí pega aqui", disse Moacir Marcos Júnior, operador da corretora Finabank. Operadores no exterior também citaram como motivos para a alta do dólar a preocupação com a situação fiscal da Grécia, que vem derrubando o euro, e a derrota do governo Obama em uma eleição fora de época ao Senado dos Estados Unidos.
A vitória de um republicano para representar o Estado de Massachussets pode abrir caminho para um compromisso maior em termos de redução do déficit norte-americano, avaliam.



Contas externas
Internamente, o Banco Central anunciou um déficit maior que o esperado para as transações correntes do país em dezembro. O saldo negativo no mês foi de US$ 5,947 bilhões, levando o déficit total do ano a US$ 24,334 bilhões.
"Essa dinâmica salienta a dependência cada vez maior da conta de capital para financiar o balanço de pagamentos, o que limita o espaço para a apreciação do real", afirmou o banco francês BNP Paribas, em relatório.
Por enquanto, o interesse dos estrangeiros em investir no Brasil tem contrabalançado com folga o crescente déficit em transações correntes, provocado pelo aumento das importações e das remessas de lucros. Em 2009, o resultado global do balanço de pagamentos ficou positivo em US$ 46,651 bilhões, com direito a recorde no investimento estrangeiro em carteira e superávit de US$ 70,551 bilhões na conta de capital e financeira.
Além disso, nos 18 primeiros dias do mês, o fluxo de câmbio para o país ficou positivo em US$ 816 milhões, revertendo um déficit na primeira semana principalmente por causa de operações financeiras. O mercado assistiu nas duas primeiras semanas do ano a diversas emissões de bônus - BNDES, Banco do Brasil, Votorantim e BicBanco, por exemplo.
O gerente de câmbio de um banco nacional, no entanto, questiona a manutenção das condições favoráveis de financiamento do déficit em transações correntes, que por enquanto tem aliviado a pressão sobre o balanço de pagamentos e, consequentemente, sobre a taxa de câmbio.
"Esse ano é ano de eleição, então é possível que a expectativa de investimento direto dos economistas decepcione, pois os investidores podem prorrogar os investimentos até ter mais claro o cenário eleitoral e qual vai ser a politica econômica a ser adotada pelo novo governo", disse.
Diário do Comércio



CÂMBIO DITARÁ RITMO DO CRÉDITO À EXPORTAÇÃO
Para as linhas de importação e exportação, que registraram queda no ano passado, 2010 promete uma maior intensidade no comércio internacional, que deve beneficiar tanto linhas como o Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) e Adiantamento de Contrato de Exportação (ACE), como o financiamento de importações. O ritmo, porém, será ditado pelo câmbio. Nesse cenário, o Banco do Brasil soube aproveitar a situação para ganhar praticamente 10 pontos percentuais de participação de mercado em ACC e ACE, passando de uma média histórica entre 25% e 28% para 34,6% no ano passado.
O ganho de market share da instituição veio apesar de queda nos volumes totais concedidos nessas linhas - o que demonstra o tamanho do recuo do mercado. Em 2009 o BB concedeu R$ 11 bilhões em ACC e ACE, ante 12,9 bilhões em 2008. Em 2009, o mercado de linhas de exportação movimentou R$ 31,374 bilhões.
No entanto, a soma total do crédito para exportação da instituição teve um aumento de 2%, uma vez que o foco maior foi na linha de pré pagamento, modalidade com prazos que chegam a até 10 anos. Nessa modalidade, o BB conseguiu um crescimento superior a 500%, de R$ 500 milhões em 2008 para R$ 3,2 bilhões em 2009. Segundo a instituição, essa linha passou a ser vantajosa uma vez que o banco se encontrava líquido no exterior e o real valorizado frente ao dólar, o que permitia manter a linha barata, com os prazos longos.
Segundo dados atualizados do Banco Central, o ACC teve uma queda de 7,9% em novembro de 2009, em relação a outubro, a um saldo de R$ 31,591 bilhões. Em 11 meses, essa queda chegou a 26,9%, frente a um saldo de R$ 43,245 bilhões no início de janeiro de 2009.
Os repasses externos, por sua vez, tiveram uma queda de 1,7% em novembro ante outubro, a saldo de R$ 12,844 bilhões. No ano passado, em 11 meses, a queda foi de 55%, ante estoque em carteira de R$ 28,524 no início de janeiro daquele ano.
Já os financiamentos de importações tiveram uma alta de 1,7% no mês de novembro, em relação a outubro, a saldo de R$ 12,811 bilhões. Em 11 meses, porém, a modalidade apresentou uma baixa de 32,7%, uma vez que janeiro iniciou com um estoque Para o economista-chefe da Gradual Investimentos, Pedro Paulo Silveira, se permanecerem as condições estruturais de risco baixo e juros estáveis no País, a tendência é de uma melhora nas relações comerciais com outros países, beneficiando as linhas de crédito.
"A tendência é que haja aumento na corrente de comércio, aumentando tanto as importações como as exportações", diz. Ainda segundo ele, os números de 2009 foram pontuais, dada as condições de mercado.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), as importações mostram que devem continuar em reação estimuladas pelo dólar baixo, enquanto as importações ainda seguem em queda. Nas importações, a média diária até a 2ª semana de janeiro, ficou 20,4% acima da média de janeiro do ano passado, US$ 591,3 milhões contra US$ 491,0 milhões. Contra dezembro, a média foi 5,9%.
Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de janeiro deste ano com o mesmo mês de 2009, houve aumento de 6,2%, US$ 494,6 milhões contra US$ 465,8 milhões. No entanto, ante dezembro, houve uma retração de 24,8%, de US$ 657,4 milhões para US$ 494,6 milhões.
Para o professor de administração do Instituto Rio Branco, Luís Antônio Fernandes da Silva, o crédito para exportação deve demorar um pouco mais para reagir, enquanto o para importação deve continuar em alta. "É difícil ver essa reação das exportações em um cenário de curto prazo", afirma o acadêmico.
Segundo ele, muito do motivo está atrelado à valorização cambial do real frente ao dólar. "Nesse patamar de US$ 1 valendo R$ 1,7 ou R$ 1,8, desestimula as exportações e facilita para o importador", explica, "e por consequência, o crédito acompanha essa tendência", completa.
Segundo o professor, as nações compradoras mais fortes não se recuperaram totalmente, como os Estados Unidos e União Europeia, o que também dificulta as vendas para o exterior. "Os Estados Unidos ainda é o carro-chefe, e vem tendo um crescimento pequeno, quase andando de lado. A não ser que a economia mundial comece a se aquecer, não vejo melhora nas vendas externas".
Para finalizar, Fernandes da Silva vê como exportadoras apenas as empresas que já possuíam um contrato de fornecimento a longo prazo, sem novos entrantes buscando esse mercado, devido às adversidades.
Diário do Comércio e Indústria




QUITAÇÃO ANTECIPADA DE DÍVIDA PODERÁ DAR DIREITO A DEVOLUÇÃO DE IOF
De autoria do deputado Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), o Projeto de Lei 6236/09 prevê a devolução do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF) cobrado nas operações de crédito e de financiamento, no caso de pagamento antecipado da operação. De acordo com a proposta, a devolução será proporcional ao tempo de antecipação em relação à duração do empréstimo.

A proposta determina que a restituição será efetuada da seguinte maneira:

- mediante pedido feito pela instituição financeira que aceitar a quitação antecipada da operação;

- em até três meses contados da data do pedido, diretamente à instituição financeira requerente, que efetuará o pagamento do valor restituído ao contribuinte em até três dias úteis.

O projeto estabelece ainda que a restituição do IOF ficará condicionada à inexistência de débitos vencidos e não pagos à União.

Segundo Rêgo Filho, o objetivo da proposta é proporcionar justiça fiscal aos contribuintes brasileiros.

Tramitação
O projeto, quetramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Agência Câmara


NOVA TAXA DE FISCALIZAÇÃO AUMENTA CUSTO DE RESSEGURO
André Luiz Andrade dos Santos
Mais uma vez desvirtuando os critérios de relevância e urgência que deveriam nortear a edição de Medidas Provisórias, o governo federal entregou aos contribuintes um presente de Natal de gosto no mínimo duvidoso nos últimos dias de 2009.
Foi publicada no dia 16 de dezembro a MP 472. Dentre outras importantes alterações na legislação tributária, podem ser destacadas, por exemplo, a instituição de benefícios fiscais para determinadas indústrias, como a petrolífera, nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, bem como a instituição de multas, no percentual de 75% a 150%, destinadas às pessoas físicas que declararem despesas irregulares em sua declaração anual de rendimentos.
Para o mercado de seguros, importa destacar a nova base de cálculo de 15% para o PIS e a Cofins incidentes sobre a remessa de prêmios de resseguro cedidos ao exterior, devendo ser considerado o valor efetivamente pago, creditado, entregue, empregado ou remetido, nos termos do artigo 29.
A medida merece realce, pois visa priorizar a cessão de prêmios e riscos entre as resseguradoras locais, já contempladas, vale dizer, com a preferência instituída pelo artigo 11 da Lei Complementar 126, publicada em 16 de janeiro de 2007, que assim dispõe:


Art. 11. Observadas as normas do órgão regulador de seguros, a cedente contratará ou ofertará preferencialmente a resseguradores locais para, pelo menos:
I - 60% (sessenta por cento) de sua cessão de resseguro, nos 3 (três) primeiros anos após a entrada em vigor desta Lei Complementar; e


II - 40% (quarenta por cento) de sua cessão de resseguro, após decorridos 3 (três) anos da entrada em vigor desta Lei Complementar.


Dessa forma, resta nítido que a nova regra de tributação da remessa de prêmios de resseguro cedidos ao exterior coincide com o aniversário de três anos do início da vigência da referida Lei Complementar, compensando, de certa forma, mesmo que indiretamente, as resseguradoras locais da redução do percentual de 60% para 40% da preferência para a cessão de resseguros. A medida atende, portanto, a critérios de extrafiscalidade.
Por outro lado, não é primeira vez, nos últimos anos, que o aumento da tributação causa impacto no custo das apólices de resseguro. Basta lembrar a decisão de majorar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para as operações de câmbio, tomada antes do início da crise financeira, no início de 2008. Apesar de prever alíquota zero para as operações de resseguro, a alíquota estabelecida para operações de câmbio, que antes também correspondia a zero, passou a ser de 0,38%, causando impacto sobre prêmios de resseguro cujo risco tenha sido cedido a ressegurador estrangeiro, bem como sobre a remessa de dividendos e juros sobre capital próprio para acionistas no exterior e até mesmo para o pagamento de indenização, em moeda nacional, para seguro contratado no Brasil, mas com emprego de recursos mantidos em conta em moeda estrangeira provenientes de retrocessão contratada no exterior.
Retomando a análise das alterações na legislação tributária promovidas pela MP 472/09 no tocante à atividade de seguros, cabe salientar a instituição da Taxa de Fiscalização dos mercados de seguro e resseguro, de capitalização e de previdência complementar aberta, cujo fato gerador corresponde ao exercício de poder de polícia pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Cumpre lembrar que a referida Taxa de Fiscalização foi, na verdade, criada originalmente pela Lei 7.944/89, agora revogada expressamente pelo artigo 61 da MP 472/09 para a definição de novos parâmetros e para alcançar as novas resseguradoras, cumprindo previsão do artigo 7º da Lei Complementar 126/07.
A definição do valor relativo à Taxa de Fiscalização varia para cada sociedade seguradora de acordo com a margem de solvência, para efeito do enquadramento nas faixas indicadas na Tabela constante do Anexo I da MP 472/09, cujo artigo 52 define a Base de Cálculo da Taxa de Fiscalização (BCTF) da seguinte forma:


“I- para as sociedades seguradoras que operam com seguro de pessoas – produtos de vida de acumulação – oito por cento do total das provisões técnicas e fundos relacionados aos seguros de vida caracterizados como produtos de acumulação, somado, no caso dos demais seguros de pessoas, ao maior dos dois valores abaixo:


a) 0,20 vezes o total dos prêmios retidos dos últimos doze meses; ou


b) 0,33 vezes a média anual dos sinistros retidos dos últimos trinta e seis meses;


II - para as seguradoras que operam com seguros de danos, ao maior dos dois valores abaixo:


a) 0,20 vezes o total dos prêmios retidos dos últimos doze meses; ou


b) 0,33 vezes a média anual dos sinistros retidos dos últimos trinta e seis meses;


III - para as sociedades seguradoras que operam simultaneamente com seguros de danos e pessoas - o somatório dos valores dos incisos I e II;


IV - para as sociedades seguradoras e as entidades abertas de previdência complementar que operam previdência complementar aberta – oito por cento do total das provisões técnicas e fundos relacionados aos planos de previdência;


V - para as sociedades de capitalização – oito por cento do total das provisões técnicas;


VI - os resseguradores locais, para efeito de enquadramento nas faixas indicadas na Tabela constante do Anexo I, deverão calcular a margem de solvência somando os resultados obtidos nos incisos I e II; e


VII - para os resseguradores admitidos, fica estabelecido valor de taxa única, correspondente a R$ 18.674,08.


Com efeito, a nova Taxa de Fiscalização criada representará, para muitas seguradoras, um aumento de mais de 100% em comparação com os valores recolhidos nos últimos exercícios.
Exceção é feita às seguradoras que operam apenas com seguro saúde, vez que tais empresas não estão sujeitas ao pagamento da nova Taxa de Fiscalização, já que são reguladas e fiscalizadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e não pela Susep.
As medidas acima referidas certamente causarão considerável impacto no custo das apólices, prejudicando, em última análise, os próprios segurados, que terão que arcar com prêmios ainda maiores para segurar seus riscos.
Contudo, mais uma majoração de tributos não pode ser considerada necessariamente uma novidade, num país onde a carga tributária, como é do conhecimento de todos, corresponde a aproximadamente 38% do PIB, segundo recente levantamento divulgado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).
Conjur


MERCADO AUMENTA PROJEÇÃO PARA SELIC NO FIM DE 2010
O mercado financeiro manteve a expectativa para o IPCA.
A pesquisa Focus do Banco Central (BC), divulgada na manhã desta segunda-feira (18), aumentou a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2010, de 11% ao ano para 11,25% anuais. Hoje a Selic está em 8,75% ao ano. Para o final de 2011, o mercado ampliou de 10,75% ao ano para 11% ao ano a previsão da Selic.
O mercado financeiro também manteve a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010 em 4,50%. Assim, a previsão dos analistas ficou exatamente no centro da meta de inflação para este ano, que é de 4,50%. Na mesma pesquisa, a estimativa para o IPCA de 2011 manteve-se em 4,50%. A estimativa para a inflação de janeiro subiu de 0,54% para 0,55%. Para fevereiro, a previsão para o IPCA avançou de 0,52% para 0,53%.
A estimativa para a expansão da economia brasileira em 2010 aumentou de 5,20% para 5,30% na pesquisa divulgada hoje. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 foi mantida em alta de 4,50%. No mesmo levantamento, a estimativa para a produção industrial em 2010 segue positiva, em 8,00%, enquanto a projeção para 2011 passou de alta de 4,50% para um avanço de 4,70%.
Analistas mantiveram a previsão para o patamar do dólar no fim de 2010. O nível da moeda norte-americana no fim deste ano ficou em R$ 1,75. Já a previsão de câmbio médio no decorrer de 2010 subiu de R$ 1,74 para R$ 1,75. Para o final de 2011, o mercado ampliou a previsão do valor da moeda norte-americana de R$ 1,80 para R$ 1,83.
O mercado financeiro também alterou as previsões para o déficit nas contas externas em 2010. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano subiu de US$ 41,30 bilhões para US$ 45,50 bilhões. A previsão de superávit comercial em 2010 caiu de US$ 11,20 bilhões para US$ 10,75 bilhões. Analistas alteraram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010 de US$ 37,50 bilhões para US$ 37 bilhões.
Agência Estado