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terça-feira, 5 de junho de 2018

Paraguai investe na logística portuária e avança no mercado brasileiro


Paraguai investe na logística portuária e avança no mercado brasileiro

País não tem rodovias de qualidade, mas é um bom exemplo para o Brasil no que se refere à navegação hidroviária interior



Uma empresa é competitiva quando é capaz de oferecer produtos e serviços de maior qualidade, menores custos, incluindo os de logística e tornar os consumidores mais satisfeitos do que os seus concorrentes. Nesse ambiente, a infraestrutura portuária é extremamente relevante, pois é capaz de reduzir os custos operacionais e os impactos ambientais de transporte, se comparada aos demais modais.


Infelizmente, essa infraestrutura não vai bem no Brasil! Uma das causas disso é o irrisório investimento público no setor portuário. Quando se trata do modal aquaviário, não há frota própria de navios, o que faz com que os usuários dependam 100% dos navios estrangeiros. Não há competitividade e defesa da concorrência internacional. Esse problema se agrava quando há somente um porto servindo a uma determinada região, como é o caso do Paraná.
O indicador de qualidade de portos do Banco Mundial, em pesquisa feita junto aos executivos de 133 países acerca dos portos no mundo, classificou o Brasil com nota 2,7 numa escala que vai de 1 a 7. Outros países da América do Sul, como Paraguai (3,1), Argentina (3,8), Colômbia (3,6), Peru (3,6) e Chile (4,9), tiveram notas bem melhores. A Holanda teve nota 6,8. Em qualidade de infraestrutura portuária, o Global Competitiveness Report 2017-2018, do Fórum Econômico Mundial, colocou o Brasil em 106º lugar.
Nesse cenário, destaca-se o exemplo do Paraguai. Embora com população (7 milhões) e economia (U$ 28 bilhões) pequenas, comparadas às do Brasil (207 milhões e U$ 1,9 trilhão), o Paraguai é o país que mais cresce no Mercosul, de acordo com o Banco Mundial. Com crescimento médio anual de 6% desde 2010, índice que já atingiu 3,4% no acumulado dos três primeiros meses deste ano.
Ao contrário do Brasil continental, o Paraguai não tem acesso ao mar, mas pretende construir doze portos para transportar, inclusive, cargas brasileiras do agronegócio. Não tem rodovias de qualidade, mas é um bom exemplo para o seu vizinho no que se refere à navegação hidroviária interior, por meio da otimização dos seus rios. O Paraguai tem que servir de exemplo para o Paraná, que criou o Programa Rotas para o Desenvolvimento no seu Plano Plurianual 2016-2019.
Dentre os objetivos desse programa está a otimização da infraestrutura de transporte do Estado por meio de sua modernização, viabilizando a integração multimodal e a criação de centros logísticos, assim como a ampliação da capacidade de movimentação dos portos paranaenses. O programa pretende, ainda, viabilizar a utilização de rotas aquaviárias de transporte no Estado e integrá-las às rodovias e ferrovias para aumentar a eficiência na movimentação de pessoas e mercadorias.
A modernização e expansão da infraestrutura portuária estão entre as medidas necessárias para o atendimento das novas demandas dos clientes da área de abrangência da APPA (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina), que precisa aumentar sua capacidade instalada e elevar seu desempenho operacional.
Mas isso, certamente, não será realizado apenas com investimentos públicos. Essa expansão depende necessariamente de investimentos privados, como é o caso do atual projeto de instalação de um novo terminal de contêineres em Pontal do Paraná, que ajudará a aumentar a capacidade operacional do Estado, quebrando o atual monopólio existente e aumentando a competitividade.
Vale destacar que o custo de operação de um contêiner, unidade de carga que mudou a economia mundial, depende da concorrência de linhas marítimas e oferta de portos. Por isso, é urgente aumentar a oferta de terminais no Brasil, o que é possível com investimentos privados via Terminais de Uso Privado, modelo trazido pela nova Lei dos Portos.

Osvaldo Agripino de Castro Junior, advogado, especializado em Comércio Exterior, Direito Marítimo e Portuário, e doutor em Direito com pós-doutorado em Regulação de Transportes e Portos pela Universidade Harvard

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res. Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao @ fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

https://www.folhadelondrina.com.br/colunistas/espaco-aberto/paraguai-investe-na-logistica-portuaria-e-avanca-no-mercado-brasileiro-1007879.html

terça-feira, 20 de março de 2018

Empresários trocam o Brasil pelo Paraguai





Empresários trocam o Brasil pelo Paraguai

Fonte: O Estado de Minas

Sistema tributário mais simples, custos trabalhistas menores, pouca burocracia e ambiente favorável para os negócios levam empreendedores brasileiros a investir no país vizinho

São Paulo – O jovem empresário paulista Alex Ferreira, de 38 anos, é dono da Solo Cegonhas, empresa especializada na compra e venda de cegonheiras usadas. Há pelo menos dois anos ele tem uma ideia fixa: montar uma fábrica de implementos rodoviários (reboques e carrocerias). Ferreira analisou mercados, pesquisou custos e buscou investimentos. Depois de longo planejamento, ele enfim tomou a decisão: irá abrir a unidade, mas não no Brasil. “Escolhi o Paraguai”, diz. “Não há comparação em termos de atratividade.”

Basta dar uma espiada em uma série de indicadores para entender a lógica do empresário. “No meu caso específico, a carga fiscal no Paraguai será 31% menor do que no Brasil”, diz. Não é só. Os encargos trabalhistas giram em torno de 30% do salário do empregado, enquanto em solo brasileiro eles são superiores a 100%, e o custo da energia elétrica chega a ser 70% mais baixo. “Eu gostaria de contar com esses benefícios no Brasil e manter meus investimentos por aqui. Mas, infelizmente, o ambiente de negócios está muito ruim. O jeito é procurar outros lugares.”

Pior para o Brasil. Para instalar a empresa na região de Assunção, Ferreira irá desembolsar de imediato R$ 1,2 milhão e gerar 25 empregos diretos. Novos aportes virão quando a fábrica deslanchar. Sua ideia é exportar para toda a América do Sul – inclusive o Brasil.

Não se trata de um caso isolado. Os entraves nacionais, que sufocam empresários, empreendedores e trabalhadores, estão provocando um êxodo para o Paraguai. Nos últimos cinco anos, os brasileiros abriram sete de cada 10 indústrias do país vizinho. Segundo a embaixada brasileira em Assunção, o total de empresas que pediram instruções de como se mudar para o Paraguai cresceu 64% em 2017. Foram 445 consultas no ano passado, contra 272 em 2016.

Para Júlio Gomes de Almeida, diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), uma palavra resume o fenômeno: competitividade. Com as facilidades oferecidas por países do Mercosul, o Brasil corre o sério risco de se tornar um gigante pesado e inerte, incapaz de se mover em direção ao futuro.

Não à toa, jovens empreendedores são os maiores interessados em procurar caminhos além das fronteiras nacionais. Eles não enxergam futuro em um país ferido por eternos embates políticos e que sequer consegue concluir reformas tão urgentes quanto necessárias, como da Previdência e tributária.

Solução

Júlio Alcindo Fonseca tem 31 anos e pretende abrir uma unidade de componentes elétricos no país vizinho. “O Paraguai está virando a China e o Brasil, a Coreia do Norte”, diz ele. “Cansei de perder tempo com a eterna burocracia. O governo brasileiro só traz problemas. Eu quero solução.” Exageros à parte (o Brasil está longe de ser uma Coreia do Norte), a verdade é que há um cansaço evidente com as mazelas nacionais.

“Os empresários que me procuram dizem que o Brasil não tem remédio”, afirma Roger Simas, sócio da Consultoria Panamericana, que dá suporte para empresas brasileiras que pretendem cruzar a fronteira. “Trabalho há 15 anos no setor e nunca vi tanto empresário querendo investir fora do país.” Segundo ele, há cinco anos sua empresa recebia cinco consultas semanais de brasileiros motivados com a possibilidade de desembarcar no Paraguai. “Hoje são 30 consultas por semana e pelos menos dois negócios vão adiante.”

O Paraguai não virou polo econômico por acaso. Apostar no setor produtivo foi uma política de Estado do presidente Horacio Cartes, que assumiu em agosto de 2013. Desde então, ele retomou a chamada Lei da Maquila, criada em 1997 mas negligenciada por governos anteriores. A legislação garante o pagamento de apenas 1% de tributo às companhias que abrirem fábricas no Paraguai e exportarem 100% da produção. Nenhuma outra nação do continente oferece algo sequer parecido.

A eficiência da Lei da Maquila pode ser comprovada por números. As exportações das empresas que se enquadram nesse sistema cresceram de US$ 134,5 milhões em 2013 para US$ 369,5 milhões em 2017, segundo levantamento do Ministério da Indústria do Paraguai. Das chamadas empresas maquiladoras paraguaias, 69% têm origem brasileira, 17% são paraguaias e 8% argentinas. Significa, portanto, que os empresários brasileiros, entre todos os da América do Sul, são os mais dispostos a investir no Paraguai.

Segundo os especialistas, isso acontece por duas razões. A primeira delas: o Brasil é o principal país do continente e obviamente tem um número muito maior de empresas do que os vizinhos. A segunda razão: o ambiente de negócios brasileiro é pior do que o de outras nações, o que estimula os empreendedores a partir para projetos além das fronteiras nacionais. O interessante é que não são apenas empresas iniciantes ou dotados de pouca capital que investem no Paraguai. A Riachuelo, uma das principais varejistas do país, tem operações no Paraguai e a Vale opera uma empresa de logística fluvial.

Atrativos

Apoiado por uma legislação moderna, o Paraguai criou mecanismos para atrair negócios. Estabeleceu o Sistema Unificado para Abertura e Fechamento de Empresas (Suace), que permite ao empreendedor fazer todos os registros da companhia em único lugar. Segundo Carlos Astigarraga, diretor de promoção da Rede de Investimentos e Exportações do Paraguai (Rediex), iniciativas como essa fazem com que o tempo de abertura de uma empresa no Paraguai não chegue a um mês. No Brasil, a depender da região, a espera pode levar três meses.

Outra vantagem que pende os negócios a favor dos paraguaios diz respeito ao sistema tributário. Ele é bastante simplificado. Nas cargas trabalhista e previdenciária, a empresa paga ao governo 16,5% e o empregado, 9%. “O sistema é fácil de entender, tem regras claras e sai bem mais em conta para as empresas”, diz o consultor Roger Simas. “Enquanto o Brasil não melhorar o seu ambiente de negócios, faz todo o sentido para o empreendedor investir no Paraguai.”

O tigre da América do Sul

Na última década, o Paraguai alcançou um verdadeiro milagre econômico: o país cresceu mais de 5% ao ano, a inflação média do período não chegou a 4% e a taxa de desemprego permaneceu em admiráveis 6%. O Brasil perde feio na comparação com todos esses indicadores. Se a analogia for feita de dois anos para cá, o Paraguai ganha de goleada.

Para o Fundo Monetário Internacional, que se rendeu ao Paraguai em diversos relatórios recheados de elogios, uma das razões para a solidez econômica é o baixo nível de endividamento público do país. O índice está em 23% em relação ao PIB, um dos menores do mundo. No Brasil, a taxa se aproxima de 75% e a média do Mercosul é de 54%.

O receituário paraguaio é relativamente simples. O país fugiu do populismo latino-americano, controlou os gastos públicos com mão de ferro e definiu regras simples e claras para a atração de capital estrangeiro.

Aliou a isso um programa destinado especificamente a facilitar a vida dos empreendedores, sustentando por um tripé: simplificação tributária, redução drástica da burocracia e diminuição dos encargos trabalhistas e previdenciários.

O resultado das iniciativas é uma transformação que deveria servir de exemplo para os vizinhos sul-americanos, inclusive o Brasil. Se até pouco tempo atrás o Paraguai era visto como um país condenado à segunda divisão na economia do continente, agora tem lições valiosas a oferecer.


http://tributoedireito.blogspot.com.br/

terça-feira, 28 de junho de 2016

GOVERNO ESTUDA UTILIZAR PORTO FLUVIAL DO PARAGUAI PARA EXPORTAÇÃO BRASILEIRA


GOVERNO ESTUDA UTILIZAR PORTO FLUVIAL DO PARAGUAI PARA EXPORTAÇÃO BRASILEIRA




Utilizar o porto fluvial localizado na cidade de Concepción, no Paraguai como alternativa para exportação dos produtos brasileiros, foi a pauta de discussão ontem (22) entre o diretor de gestão estratégica do Sistema Fiems, Rodrigo Benavides, o secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, os vice-ministros paraguaios José Luiz Rodrigues (Indústria e Comércio) e Augustin Encina (Transporte e Obras Públicas).

Um dos temas discutidos durante o encontro foi a viabilização da circulação de caminhões bitrens brasileiros no Paraguai para o transporte de grãos produzidos em Mato Grosso do Sul até o Porto de Concepción.

Para Jaime Verruck, para que a integração ocorra é preciso, antes de tudo, resolver o problema de logística, já que o produto só chega de caminhão ao porto. "Precisa ter uma alteração no Paraguai para que os caminhões bitrens brasileiros possam entrar. A melhor forma de conseguir fazer isso é com o apoio dos governos, colocando a associação de transportadores sul-mato-grossenses com a federação de transportadores paraguaios para conversarem porque hoje a preocupação é perda de mercado".

Segundo o diretor de estratégia da Fiems, a questão do transporte é irreversível. "A integração vai acontecer e os países vão ter que se adequar. A resistência é até justificável enquanto não se tem políticas muito claras de como isso vai acontecer, então, isso deve ser uma coisa sinérgica, ou seja, bom para todos e que não crie desequilíbrios", afirmou.

Já o vice-ministro de Transporte e Obras Públicas do Paraguai, Augustin Encina, disse que a reunião serviu para manifestar interesse do seu país em criar um corredor de transporte por Concepción e Pedro Juan Caballero.

“Temos de aproximar os caminhoneiros paraguaios e brasileiros para encontrar uma solução para a utilização de bitrens nesse corredor entre Mato Grosso do Sul e Concepción. Temos que falar com representantes de caminhoneiros dos dois países para ver qual o melhor modelo para se transportar produtos brasileiros e paraguaios".

Uma reunião no início de julho já está agendada entre os governos dos dois países, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e transportadores de ambos os países.

Fonte:Campo Greande News/Renata Volpe Haddad

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/34743-governo-estuda-utilizar-porto-fluvial-do-paraguai-para-exportacao-brasileira?utm_source=newsletter_7875&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Paraguai se repagina e vira chamariz para empresas brasileiras



Paraguai se repagina e vira chamariz para empresas brasileiras



A soma de benefícios fiscais, baixos custos de energia e de mão de obra e estabilidade das regras para investimento, entre outros fatores, tem feito o Paraguai se transformar em "rota de fuga" para empresas brasileiras que querem ampliar seus investimentos. Camargo Correa, JBS, Riachuelo, Vale, Bourbon, Eurofarma e Buddemeyer estão entre as companhias que encontraram no país vizinho uma opção de crescimento.


A lista inclui empresas que, seja por causa da alta carga tributária, da burocracia, da letargia atual da economia brasileira ou por outros motivos, não conseguem investir no Brasil. De acordo com dados do Banco Central do Paraguai, os investimentos brasileiros no país somaram 403 milhões de dólares no triênio 2012-2014. Isso fez do Brasil o país com maior volume de investimento em terras paraguaias nesse período. Se considerados os investimentos em estoque, que incluem aportes feitos no passado, o Brasil aparece em segundo lugar, com 856 milhões de dólares no fim de 2014, atrás apenas dos Estados Unidos.


Entre os grandes empreendimentos que devem ser inaugurados nos próximos meses está um frigorífico da JBS, em construção no distrito de Concepción, no centro do país. O projeto, que conta com 800 trabalhadores na obra, teve investimentos de cerca de 60 milhões de dólares, com previsão de empregar 1 500 trabalhadores no início de suas atividades, no ano que vem. A lista inclui também a possível duplicação da capacidade de uma fábrica da Intercement, que tem como acionista a construtora brasileira Camargo Correa. O projeto teve investimentos de cerca de 150 milhões de dólares - o maior do Brasil feito no Paraguai - e ajudou a Intercement a deter 40% do mercado de cimentos do país vizinho.


No mês passado, a Riachuelo inaugurou uma fábrica de roupas em parceria com o empresário paraguaio Andres Gwinn, em um projeto que demandou investimentos de 5 milhões de dólares. Sob um acordo de exclusividade, a empresa brasileira forneceu maquinário e matéria-prima à unidade, que fica próxima ao aeroporto de Assunção. A fábrica emprega 300 funcionários atualmente, com previsão de ampliação para 1 200 até 2017. "A legislação paraguaia é muito amigável para a importação de matéria-prima, o que torna o nosso negócio competitivo", diz Flávio Rocha, presidente da companhia. "O Paraguai possui custos atraentes perto dos da China, e o tempo de reprodução é rápido." A fábrica tem capacidade para produzir 1 milhão de peças por ano.


A "diplomacia empresarial" só tem feito crescer nos últimos anos. Executivos brasileiros visitam o país em expedições realizadas quase todo o mês. A última, ocorrida no início de setembro, reuniu mais de 90 empresários e contou com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. No econtro, discutiu-se a possibilidade de construir um polo automotivo em Ciudad del Este.


Quem faz essa espécie de ponte entre os empresários daqui e os de lá é o adido comercial do Paraguai no Brasil, Sebastian Bogado, funcionário da agência de Exportações e Investimentos do Paraguai (Rediex). Residindo no Brasil há cinco anos, ele conta que tem trabalhado "como nunca" nos últimos dois anos. "Não param de me contatar", afirma.


O trabalho de Bogado consiste em percorrer o Brasil para apresentar o Paraguai como um "trampolim para internacionalização", "plataforma de exportação" e de "consolidação" para as empresas. As reuniões são intermediadas por sindicatos, federações do comércio e indústria dos estados e associações setoriais, como de metalurgia, plástico, têxtil e brinquedos. "Eu dou exemplos de sucesso de empresas brasileiras e apresento as vantagens do país e as condições que oferecemos para os investimentos. Queremos mostrar que o Paraguai é uma opção viável, um país super sério", diz.


Wagner Weber, presidente da Braspar, consultoria que há 21 anos faz interlocução entre empresas brasileiras que querem ir para o Paraguai, diz que nunca trabalhou tanto como agora. "No ano passado, de dez empresas que nos procuravam, três fechavam negócio. Atualmente, de dez, oito fecham", afirma. "O Paraguai, com custos menores, é um país estruturado para o trabalho, que faz com que as empresas cresçam com rapidez."


Muitas vezes tido pelos brasileiros como sinônimo de economia informal, o Paraguai é, hoje, um bolsão de crescimento em uma região que cresce pouco. A economia paraguaia vançou 14,3% em 2013 e 4,38% em 2014 - e, segundo o FMI, deve avançar 4% tanto neste ano como em 2016. Além disso, a inflação no país está controlada, na casa dos 4%, e o desemprego segue trajetória de queda. O PIB brasileiro, em contrapartida, praticamente inerte em 2014, deve recuar 3% em 2015 e 1% em 2016. Inflação (que deve passar de 9% em 2015) e desemprego (que já passou de 7% neste ano) seguem rota ascendente.


Uma das provas de que o Paraguai já é visto com outros olhos pelo mundo ocorreu há duas semanas. Em apresentação do último relatório do FMI, em Lima, no Peru, o dirigente do fundo Alejandro Werner desfiou elogios às políticas monetária e fiscal do país. Na ocasião, ainda indicou que o Paraguai só não crescerá mais neste ano por causa da situação complicada em que se encontram os vizinhos Brasil e Venezuela.


Presidente-empresárioO empenho do Paraguai em se promover fora de seu território faz parte da estratégia do governo do presidente Horacio Cartes, eleito em 2013. Um dos homens mais ricos do país e dono de mais de uma dezena de empresas, Cartes não esconde seu plano de transformar o Paraguai num "país-empresa", com uma gestão centrada em menos burocracia e mais eficiência.


"O presidente Horacio Cartes é um grande empresário paraguaio. Ele assumiu o governo com a visão de atrair investimentos estrangeiros", disse ao site de VEJA o embaixador do Brasil no Paraguai, José Eduardo Felicio. "Foram propostas por esse governo novas leis de proteção de investimentos e de parcerias público-privadas. Tem havido o cuidado de melhorar o ambiente de negócios e a segurança jurídica."


O presidente da Câmara de Comércio Brasil-Paraguai, Mauro Blumenthal Silka, citou que logo no começo da gestão de Cartes foram sancionadas duas leis que facilitaram os negócios: a lei de responsabilidade fiscal - que fixa o limite de déficit fiscal em 1,5% do PIB - e a lei de Parcerias Público-Privadas (PPP), voltada a obras de infraestrutura. "Essas duas leis colaboraram para que a agência Moody's melhorasse a avaliação do Paraguai de Ba3 a Ba2 em janeiro de 2014, alterando a perspectiva de 'estável' para 'positiva'", diz Silka. Em janeiro deste ano, outra agência de risco, a Fitch, elevou a qualificação da dívida soberana do Paraguai de BB- a BB, com perspectiva estável.


No início de outubro, o governo paraguaio deu mais detalhes sobre um megaprojeto de infraestrutura no valor de 1,1 bilhão de dólares. Entre as obras anunciadas está uma segunda ponte de ligação entre o Brasil e o Paraguai, a "ponte da Solidariedade". A obra foi avaliada em 212 milhões de dólares. Por ora, a única ponte que liga os dois países é da Amizade, conhecida rota de passagem dos chamados sacoleiros.


Um dos mais expressivos fatores de atração do país é a Lei da Maquila. Regulamentada em 2000 e inspirada no modelo mexicano, o regime permite que as empresas estrangeiras importem maquinários e insumos, desde que o produto final seja vendido para fora do Paraguai, por uma alíquota única de 1%. Atualmente, existem cerca de 100 maquiladoras no país, sendo que a metade delas é de capital brasileiro, diz o adido Sebastian Bogado.


Além dessa lei, o Paraguai oferece às empresas uma vantagem que o Brasil não dispõe mais desde o ano passado. O país integra o Sistema Geral de Preferência europeu, que concede benefícios fiscais para produtos exportados por nações de renda baixa. O Brasil foi excluído do programa por não ser considerado mais pobre. Assim, quem exporta do Paraguai tem acesso ao mercado europeu com tarifa zero. "É uma ferramenta que coloca o seu produto no mundo", diz Sarah Nogueira, gerente de serviços de Internacionalização da Companhia Nacional da Indústria (CNI), Sarah Saldanha.


O diretor financeiro da Buddemeyer, tradicional fabricantes de toalhas, Evandro Miller de Castro, tem na ponta da língua a longa lista de vantagens oferecidas pelo Paraguai. "Lá a legislação fiscal é de uma simplicidade fiscal sem tamanho. A lei trabalhista é muito melhor. A inflação deles é de 2% ao ano. Há dez anos que não há aumento de tarifa na energia elétrica. Pela lei da Maquila, você ainda importa matéria-prima sem imposto", diz. O executivo também não segura a língua na hora de se queixar do ambiente de negócios no Brasil. "A maçaroca fiscal daqui é um horror, intolerável, é um ambiente antinegócios. Ainda tem o inferno astral que você passa para fechar o balanço fiscal da empresa".


A Buddemeyer tem uma fornecedora no Paraguai há pelos menos dez anos. Em 2015, a companhia, fundada em 1952 em São Bento do Sul (SC), resolveu se fundir com a parceira estrangeira. Juntas, elas ergueram uma fábrica no país. Castro não revela detalhes sobre a fusão, como o endereço da nova instalação e o valor do negócio, mas confirma que a empresa pretende ampliar os seus negócios no Paraguai. "Se eu contar, amanhã vai ter um monte de concorrente do meu lado".


O salário mínimo no Paraguai é de 1,8 milhão de guaranis (quase 1 200 reais), e os encargos sociais são bem menores que os brasileiros. O empregador não precisa desembolsar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e as férias renumeradas são de 12 dias para os primeiros cinco anos trabalhados. Tirando o Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica, no Paraguai, cobra-se dos empresários apenas o Imposto sobre Valor Agregado, o IVA, que se equipara a três impostos (PIS, Cofins e ICMS) cobrados no Brasil.


Mas nem tudo são mil maravilhas. O que ainda deixa as empresas com um pé atrás é o bitributarismo - as companhias que atuam tanto aqui como lá precisam pagar imposto nos dois países. Por isso, a questão já faz parte da agenda a ser tratada entre as duas nações. O dólar valorizado em relação ao real também leva as empresas brasileiras a se afastar de despesas em moeda estrangeira. "Mas o guarani também tem caído. E daí surge a necessidade de as companhias pensarem em exportar mais, pois elas vão começar a ganhar em dólar", afirma Sarah Saldanha, da CNI. "Mesmo com o dólar a quatro reais, se você faz as contas, ainda compensa", reforça Castro, da Buddemeyer.


Segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) publicada em julho deste ano, o Paraguai desponta com a maior pontuação entre os países da América do Sul no indicador de clima econômico (ICE) dos últimos quatro trimestres, com 120 pontos. No mesmo ranking, o Brasil está na penúltima colocação, à frente da Venezuela, com 55 pontos.


FONTE: VEJA


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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

El País, fala que empresas brasileiras estão indo para o Paraguai para se tornar mais competitivas



El País, fala que empresas brasileiras estão indo para o Paraguai para se tornar mais competitivas 


Mais de 40 empresas desembarcaram no país vizinho atraídos pelos baixos custos e isenções fiscais


Jornal do Brasil


Em matéria para jornal El País, de Madri, a jornalista Heloísa Mendonça conta que diferentes empresas brasileiras de diferentes setores estão cruzando a fronteira e abrindo filiais no Paraguai, em busca de mão de obra mais barata e menos impostos. País vizinho do Brasil, que hoje é um dos que mais cresce na região, o PIB paraguaio vai aumentar em 4% este ano, tornou-se um parceiro estratégico para empresas que buscam reduzir os custos de produção, neste momento de crise. A principal atração para os brasileiros é a Lei de Maquila, criada ha mais de 15 anos. Inspirada no modelo mexicano, a lei prevê isenções fiscais para as empresas estrangeiras que importam máquinas e matérias-primas, desde que o produto final seja exportado.


O jornal de Madri fala que mais de 40 empresas brasileiras (desde têxteis até fábricas de plástico) já adotaram esta abordagem, incentivados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que no mês passado trouxe mais de 90 empresários de 79 empresas para o Paraguai, para que eles soubessem das oportunidades de negócios no país. Durante três dias, a delegação brasileira, acompanhada do ministro do Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, vai participar de seminários e encontrar-se com o presidente paraguaio, Horacio Cartes.


"A missão tem como objetivo mostrar um ambiente favorável aos negócios no Paraguai. Nós não queremos que as empresas fechem suas portas no Brasil, mas que se tornem mais fortes e competitivas, integrando cadeias internacionais de produção ", diz Sarah Saldanha, diretora de Serviços de Internacionalização da CNI.


"A demanda é tão grande que não se aconselha para todos os interessados. Parte da demanda é para a crise no Brasil, mas também pelo mercado muito competitivo. As empresas que competem com os que já foram, começam a perceber que eles precisam internacionalizar a marca ", explica Wagner Weber, diretor do Centro Empresarial Brasil-Paraguai (Braspar), que aconselha os empregadores nas negociações.


A matéria de Heloísa Noronha ressalta que a eletricidade abundante devido à Usina de Itaipu, faz com que o custo da eletricidade seja 50% mais cara no Brasil. "No Paraguai, a conta de eletricidade é quase três vezes mais barata", diz Rafael Buddemeyer, diretor comercial da fabricante de toalhas Buddemeyer. A empresa, uma subsidiária no país vizinho por 15 anos, planeja expandir a produção no Paraguai. "O que vemos não é uma referência para a diferença de salário básico, mas o imposto cobrado pelo Estado. Paraguai não faz milagres, é o Brasil que abusa de impostos ", disse ele. No Paraguai, o imposto de renda e imposto de valor acrescentado (IVA) são em torno de 10%, enquanto no Brasil as empresas pagam 25% da primeira, e três outros impostos, que em conjunto representam mais de 25%.


http://www.jb.com.br/economia/noticias/2015/10/06/el-pais-fala-que-empresas-brasileiras-estao-indo-para-o-paraguai-para-se-tornar-mais-competitivas/

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Empresas brasileiras migram para o Paraguai em busca de custos menores


Empresas brasileiras migram para o Paraguai em busca de custos menores

Fonte: Folha de São Paulo


Lalo de Almeida/Folhapress



Fila de carros em Foz do Iguaçu para atravessar a Ponte da Amizade com destino ao Paraguai


PATRÍCIA CAMPOS MELLO


A Oxygroup, empresa que produz gases usados em processos industriais, planeja fechar sua fábrica em Pará de Minas, em Minas Gerais, e transferi-la para o Paraguai, com um investimento de cerca de R$ 30 milhões. No país vizinho, a energia é 65% mais barata e os encargos trabalhistas são bem menores.

A Oxygroup é apenas uma das empresas brasileiras que estão migrando para o Paraguai ou transferindo para lá parte da produção. A Lei de Maquila paraguaia, que oferece isenção fiscal para importação de bens de capital, elimina imposto de renda e estabelece taxação única de 1% sobre o faturamento, já atraiu 42 empresas brasileiras desde 2014.

Segundo Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq (Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos), cinco indústrias brasileiras estão em estágio final de análise para abrir fábricas no Paraguai, já escolhendo as cidades para instalação.

De acordo com a Abit (associação da indústria têxtil e de confecção), 28 companhias do setor estudam investimentos no Paraguai.

Além do custo de energia menor (o país gera mais que consome) e dos incentivos fiscais, a mão de obra é 30% mais barata que no Brasil e a carga tributária é de 16,4%, segundo a OCDE, o bloco das economias avançadas. No Brasil, a alíquota é de 35,7% e na Argentina, de 31,2%.

O ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, está no país em uma missão da CNI (Confederação Nacional da Indústria) com representantes de 92 empresas brasileiras. "O Paraguai tem pouca densidade industrial e muito interesse em integração produtiva", disse Monteiro à Folha. Ele nega se tratar de uma fuga de indústrias do Brasil para o Paraguai, mas, sim, de transferir para o país vizinho apenas algumas etapas da produção.

Na visão dos empresários brasileiros, o atual governo paraguaio é "amigável aos negócios" e representa estabilidade política, ao contrário do vizinho argentino, que impõe excessivas barreiras para importação e remessa de capitais.

"O Paraguai tem uma legislação de proteção a investimento que deixa os investidores mais tranquilos, garantindo indenização em caso de expropriações", diz Diego Bonomo, gerente executivo de comércio exterior da CNI.


EM EXPANSÃO

Além disso, o país integra o sistema geral de preferências europeu, podendo exportar com tarifa zero ou baixa para o bloco (o Brasil foi retirado). O ritmo de crescimento tem conta: a economia paraguaia avançou 14,25% em 2013, 4,38% em 2014, e deve crescer 4% este ano e 4% no ano que vem, segundo dados do FMI. Enquanto isso, Brasil deve encolher 2% este ano.

Segundo os dados mais recentes do Banco Central, o investimento brasileiro direto no Paraguai passou de US$ 117 milhões em 2007 para US$ 641 milhões em 2013, expansão de 447%. Na Argentina, os investimentos são maiores, mas estão em queda —eram US$ 5,5 bilhões em 2012 e diminuíram para US$ 4,6 bilhões em 2013.

O número de investidores brasileiros no Paraguai praticamente dobrou. Eram 53 em 2007 e 104 em 2013. Na Argentina, eram 231 em 2007 e 322 em 2013.

"A ideia é usar o país como plataforma de exportação ou fazer integração produtiva com o Brasil, transferindo para lá partes do processo industrial para tornar o produto final mais competitivo", diz Bonomo. "É a chance de desenvolvermos uma cadeia de valor na região."

A entidade pressiona para que o Brasil feche com o Paraguai um acordo para eliminar a bitributação. Segundo Batista, da Abrinq, a transferência de produção para o Paraguai ajudou a salvar a indústria nacional de brinquedos. Na Venezuela, tentaram fazer o mesmo, mas as fábricas não eram boas e havia muitos problemas políticos "Estamos fazendo no Paraguai processos em que o Brasil não era competitivo", diz. "O governo paraguaio conspira a favor, dá incentivo."

"É melhor produzir no Paraguai do que importar da China", diz Pimentel.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/09/1680868-empresas-brasileiras-migram-para-o-paraguai-em-busca-de-custos-menores.shtml

http://tributoedireito.blogspot.com.br/2015/09/empresas-brasileiras-migram-para-o.html

sábado, 29 de março de 2014

A greve geral no Paraguai



A greve geral no Paraguai

Escrito por João Guilherme Vargas Netto




Por João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical

Quase nunca prestamos atenção ao que realmente interessa e que está acontecendo no mundo. A luta dos trabalhadores, por exemplo, é solenemente ignorada pelos jornalões e outros veículos; ficamos na sombra.

O Paraguai viveu, na quarta-feira passada, um dia histórico: a greve geral contra a política do presidente Cartes paralisou o país.

Foi a primeira greve geral em 20 anos, organizada por sete centrais sindicais de trabalhadores e outras entidades representativas de camponeses e estudantes.

As bandeiras unitárias que mobilizaram os grevistas agitavam-se contra a lei de privatização do serviço público, pelo aumento do salário mínimo, pelo controle dos preços da cesta básica e pela diminuição das tarifas do transporte público.

Para registro: com o aumento decretado pelo governo em fevereiro, o salário mínimo chegou a um milhão e oitocentos guaranis (R$930) o que é considerado insuficiente pelas centrais sindicais.
O sucesso da greve foi garantido pelos trabalhadores do transporte público (rodoviários) e mesmo as medidas de prevenção tomadas pelo governo, com muita histeria, fracassaram (por exemplo, o clima terrorista criado na usina de Itaipu, com ocupação militar e convocação de fura-greves brasileiros).

As centrais sindicais brasileiras apoiaram formalmente e efetivamente a greve. Na segunda-feira, 24 de março, realizaram no consulado paraguaio de São Paulo um ato de apoio na preparação da greve. Agora saúdam os vitoriosos que deram prazo ao governo para atendimento das reivindicações e participam da mesa de diálogo coordenada pelo vice-presidente da República.
Quero elogiar o Estado de São Paulo, o único jornalão a cobrir com destaque a vitoriosa greve no Paraguai.

http://portogente.com.br/opiniao/a-greve-geral-no-paraguai-81480

sexta-feira, 7 de março de 2014

Paraguai importa produtos da China para revender e desperta desconfiança no Brasil



Paraguai importa produtos da China para revender e desperta desconfiança no Brasil

Escrito por Bruno Merlin

Reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quarta-feira (05) destaca as reclamações da indústria brasileira, especialmente no setor têxtil, em relação ao comportamento do Paraguai no comércio exterior. O país do Mercosul importa produtos chineses e os revende como produto próprio a outras nações.

Foto: Abit
Uma das que mais emprega no Brasil, indústria têxtil perde espaço para importados

Segundo o jornal, em 2013 o Paraguai vendeu ao Brasil 553 mil pares de sapatos e 5,4 milhões de peças, em negócios que chegam a US$ 31 milhões. Confira a sequência do texto:

"O detalhe é que o Paraguai tem cerca de 500 fábricas de calçados, quase artesanais, que produzem 5 milhões de pares por ano. Apenas a cidade de Franca, em São Paulo, um dos polos calçadistas do País, tem a mesma quantidade de indústrias.

"Os calçados vêm da Ásia, fazem um passeio pelo Paraguai, ganham validade e escapam dos impostos, que chegam a 35% no caso dos calçados prontos e 18% para as partes", explica Hélio Klein.

Sem reclamações

Por enquanto, apenas do Uruguai os exportadores brasileiros não têm queixas. Aberto, o país não cria barreiras e nem problemas. No entanto, com um PIB de US$ 55 bilhões e uma população de 3,4 milhões de pessoas, o pequeno país do Sul não consegue compensar os problemas dos demais vizinhos.

Com uma corrente de comércio próxima de US$ 50 bilhões em 2013, o Brasil tem um superávit próximo a US$ 10 bilhões com o bloco. No entanto, o Mercosul é apenas o quarto parceiro comercial do País, e suas trocas comerciais são a metade daquelas com a União Europeia."

http://portogente.com.br/noticias/comercio/paraguai-importa-produtos-da-china-para-revender-e-desperta-desconfianca-no-brasil-81180