LEGISLAÇÃO

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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Porto sem Papel será implantado nos TUPs de todo o país













Após seis anos de operação em 35 portos públicos, sistema melhorou a qualidade das informações, reduziu custos, tempo de atracação dos navios e padronizou processos no setor portuário


Criado em 2011 pela Secretaria Nacional de Portos (SNP), vinculada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação (MTPA), o sistema Porto sem Papel (PSP) será implantado nos Terminais de Uso Privado (TUPs) de todo o Brasil até o final de 2018.





Com o objetivo de promover a desburocratização dos procedimentos de estadia dos navios nos portos brasileiros, de forma a aperfeiçoar os processos de importação e exportação, aumento da eficiência e da modernização da gestão portuária, a SNP implantou o Projeto Cadeia Logística Portuária Inteligente nos portos de Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES) com o sistema Porto sem Papel (PSP). Dois anos depois, o projeto já alcançava 35 portos públicos em todo o Brasil.


TERMINAIS DE USO PRIVADO – Atualmente, com os portos públicos já utilizando o conceito de Janela Única Portuária, por meio do PSP, a SNP atendeu a um pleito dos Órgãos Anuentes que pediram que o sistema fosse também implementado nos TUPs do país. Assim, todos os procedimentos de concessão de anuência nos portos públicos e privados estariam padronizados e disponibilizados em um só sistema.


O coordenador de Tecnologia da Informação Portuária da SNP, Ricardo Strauss, anunciou que até o final de 2018, o sistema será implantado nos terminais privados de todo o Brasil, atendendo a uma recomendação da Organização Marítima Internacional.


“Em setembro, executamos o projeto piloto nos terminais de Chibatão e Super Terminais, no Amazonas. Em seguida vamos para Itajaí, em Santa Catarina, e partimos para os portos de Rondônia e Pará e depois vamos descendo o litoral, do Norte para o Sul do Brasil”, explicou Strauss.


PASSADO – Antes, a metodologia para solicitar as anuências de atracação, operação e desatracação era realizada de forma individual. Os responsáveis pelas embarcações (Armador ou Agente de Navegação) tinham que prestar informações obrigatórias e necessárias a diversos órgãos governamentais Anuentes como, por exemplo, Marinha do Brasil, Polícia Federal, Anvisa, Ministério da Agricultura e Receita Federal.


O processo incluía mais de 2000 itens de informação, em 112 formulários em papel. O PSP unificou todas as informações, em uma única base de dados, originando o Documento Único Virtual (DUV), com 935 itens, que é dirigido de uma vez só a todos os envolvidos no processo.


https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/41371-porto-sem-papel-sera-implantado-nos-tups-de-todo-o-pais

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

PORTO SEM PAPEL


GOVERNO DEBATE MELHORIAS NO SISTEMA PORTO SEM PAPEL


As melhorias e adaptações que devem ser feitas para evitar falhas no sistema Porto Sem Papel foram debatidas na última quarta-feira (18), em Brasília, durante reunião da Comissão Nacional das Autoridades nos Portos (Conaportos). Os primeiros resultados do Projeto de Modernização da Gestão Portuária (PMGP) e iniciativas que garantem a redução da burocracia no setor também foram discutidas. O encontro aconteceu na sede da Secretaria de Portos (SEP) e contou com a participação do ministro Helder Barbalho.

A Conaportos é composta por integrantes da SEP, da Casa Civil, da Marinha do Brasil e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), além dos ministérios da Justiça, da Fazenda, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Saúde, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do Planejamento, Orçamento e Gestão.

“Gostaria de começar dizendo da minha satisfação de participar pela primeira vez desta reunião tão importante, de uma comissão tão relevante, que trata de temas fundamentais para o setor portuário e para as atividades correlatas ao setor portuário de nosso País”, destacou o ministro dos Portos, na abertura da reunião.

O Porto Sem Papel é um sistema de informação que reúne, em um único meio eletrônico, as informações e a documentação necessárias para a liberação de navios e mercadorias nos portos brasileiros. O objetivo é agilizar esse procedimento. A SEP já implantou o projeto nos 34 portos públicos do País e, com isso, eliminou mais de 140 formulários em papel que foram convertidos em um único documento eletrônico.

No entanto, ainda são necessárias melhorias para evitar falhas na inserção de informações. Dados sobre as mercadorias importadas ou exportadas e ainda detalhes sobre seus responsáveis, origem e destino precisam ser informados no portal. E, muitas vezes, os usuários relatam problemas nesta atividade.

A reunião da Conaportos também discutiu alternativas para garantir a atuação dos servidores ligados aos portos brasileiros durante todo o dia. Trata-se de uma busca por melhorias no programa Porto 24 horas, que ampliou o horário de trabalho de órgãos de fiscalização de cargas também para os períodos da noite e da madrugada, inclusive nos fins de semana.

O objetivo é garantir agilidade aos processos e reduzir o tempo de espera para liberação das mercadorias. Isso implica em menores custos de armazenagem, redução de filas e maior celeridade na emissão dos licenciamentos de importação e no despacho aduaneiro, assim como a melhor utilização dos recursos.

Modernização da gestão

Os avanços do Projeto de Modernização da Gestão Portuária (PMGP) também foram debatidos no encontro. Ele faz parte do programa Portos Eficientes, que busca implantar melhores práticas operacionais para aumentar a produtividade dos portos brasileiros.

Em sua primeira fase, o PGMP foi implantado nos portos de Santos, Rio de Janeiro e Pará. Nestes complexos portuários, o trabalho se baseou na gestão de processos, na governança corporativa, em políticas de pessoal e sistemas de informação.

Agora, a expectativa é implantar o programa nos portos do Espírito Santo, da Bahia, do Ceará e do Rio Grande do Norte. A primeira etapa é a criação de um documento cujo propósito é facilitar a implantação dos processos de melhoria.

A ideia é otimizar principalmente questões que dependem de alterações estruturais e novos investimentos, bem como o monitoramento de indicadores de processo e a proposição de oportunidades de melhoria nos complexos marítimos brasileiros.

Fonte: A Tribuna online

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/32390-governo-debate-melhorias-no-sistema-porto-sem-papel

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Integração entre JUP e Porto Sem Papel deve acontecer até o final do ano



Integração entre JUP e Porto Sem Papel deve acontecer até o final do ano

Esta é a expectativa da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra)


FERNANDA BALBINO




Projeto eliminou mais de 140 formulários em papel


A integração entre a Janela Única Portuária (JUP) e o programa Porto Sem Papel (PSP), desenvolvido pela Secretaria de Portos (SEP), deve acontecer até o final do ano. Esta é a expectativa da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), entidade idealizadora do sistema.

O Porto sem Papel é um sistema de informação que tem como objetivo reunir em um único meio de gestão as informações e a documentação necessárias para agilizar a análise e a liberação das mercadorias nos portos brasileiros. A SEP já implantou o projeto nos 34 portos públicos e, com isso, eliminou mais de 140 formulários em papel que foram convertidos para um único documento eletrônico.

“O nosso próximo passo é a integração da JUP com o PSP. Essa questão está andando bem, estamos interagindo bastante com o Governo Federal, com SEP, no sentido de que a JUP é complementar ao PSP, que atua na relação do navio com a Autoridade Portuária e a JUP contém as informações e a rastreabilidade de toda carga que passa pelos recintos alfandegados. Um faz a parte do mar e outro faz a parte de terra. A integração dá a SEP uma visão global de toda a atividade portuária no maior porto do País”, explicou o secretário-executivo da Abtra, Matheus Miller.

O pedido de integração da JUP ao PSP já foi levado ao ministro dos Portos, Edinho Araújo. A avaliação da SEP é de que o novo programa exerce uma função complementar aos sistemas gerenciados pela pasta, como o PSP e o Portolog. Eles são responsáveis pelo controle de estadia das embarcações e de informações de carga nos 35 portos públicos, além do controle de chegada e agendamento de caminhões nos terminais dos principais portos públicos brasileiros.

“O conjunto de sistemas que compõem a JUP já otimiza e permite dar maior agilidade e eficiência no que se refere a movimentação de cargas entre Porto-operador-terminal, além de facilitar o fluxo de informações gerando mais eficiência na execução dos trabalhos pelos órgãos anuentes”, informou a pasta que comanda os portos brasileiros, através de nota.


Adesão

Miller explica que qualquer órgão público que tenha interesse e legitimidade para fazer anuência ou analise de risco nos processos de comercio exterior pode se juntar à JUP. “Agora, estamos em vias de assinar com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, que monitora e rastreia as operações de comercio exterior com o objetivo de controlar os impostos estaduais incidentes na exportação e na importação”.


http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/porto%26mar/integracao-entre-jup-e-porto-sem-papel-deve-acontecer-ate-o-final-do-ano/?cHash=fe8da170cacb1114cc7d88bfd4837c1f

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Começa a segunda fase de implantação do Porto Sem Papel

Começa a segunda fase de implantação do Porto Sem Papel

Ação visa dar mais agilidade no processamento das informações e contribuir para a preservação do meio ambiente

Porto de Santos 2










Começou ontem, terça feira (26), a 2ª Fase da implantação do PSP (Porto Sem Papel) pela Autoridade Marítima. Desta forma, o despacho de embarcações, previstos nas Normas da Autoridade Marítima para Tráfego e Permanência de Embarcações em Águas Jurisdicionais Brasileiras – NORMAM-08/DPC passarão a tramitar eletronicamente no referido sistema, dispensando, assim, a utilização dos formulários em papel.
Após a revisão, em março do ano passado, o SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados) passou a desenvolver as novas funcionalidades para o trâmite eletrônico de documentos com assinatura digital visando atender os requisitos da referida norma.
Além de proporcionar agilidade no processamento das informações pertinentes à Autoridade Marítima, a iniciativa contribuirá, também, para a preservação do meio ambiente, uma vez que os formulários impressos não serão mais utilizados nos portos contemplados pelo PSP.
Em função de sua relevância no cenário nacional, o Porto de Santos, assim como na primeira etapa de implantação ocorrida há três anos, foi escolhido para sediar o lançamento oficial dessa nova fase da participação da Autoridade Marítima no Programa.
http://www.guiamaritimo.com/gm_wp/noticias/comeca-a-segunda-fase-de-implantacao-do-porto-sem-papel/

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Porto de Santos: como se habilitar para o acesso ao programa Porto Sem Papel



Porto de Santos: como se habilitar para o acesso ao programa Porto Sem Papel
Escrito por Redação Portogente


Aplicado pela Secretaria de Portos (SEP), o Programa Porto Sem Papel busca reduzir a burocracia e o uso de papeis na gestão dos portos brasileiros. A Portaria 106, de 14 de junho de 2011, tornou obrigatório que as solicitações de autorização para a atração, operação e desatracação de embarcações no Porto de Santos sejam fornecidas ao sistema do Porto Sem Papel.

O programa envolve o Porto de Santos, a Anvisa, a Polícia Federal, a Marinha do Brasil, a Receita Federal e o Vigiagro.

Para se habilitar, é preciso preencher o formulário disponível no site do programa e dirigir-se à Gerência de Suporte ao Usuário na Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Os usuários que já se utilizam do Siscomex devem optar pela habilitação, caso contrario cadastramento inicial.

Para usuários que já acessem o PSP e estão mudando de empresa, necessário que a empresa origem do usuário solicite a desabilitação. Após a habiltação existe uma fase interna na Codesp, que é a vinculação do usuário com o CNPJ.

Para mais informações acesse o site do Porto de Santos.

http://portogente.com.br/noticias/portos-do-brasil/santos/porto-de-santos-como-se-habilitar-para-o-acesso-ao-programa-porto-sem-papel-82642

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Conaportos unifica Siscomex e porto sem papel




 A Comissão Nacional das Autoridades nos Portos (Conaportos) anuncia que entra em funcionamento ontem, terça-feira (27/08), o primeiro nível de integração dos sistemas de informações referentes a cargas do Fisco, do Departamento de Marinha Mercante (DMM) e da Secretaria de Portos (SEP).

A integração tem como objetivo impedir uma duplicidade na prestação de informações referentes a cargas inseridas nos sistemas Siscomex Mercante e Porto Sem Papel (PSP). Estas antes eram comuns aos dois sistemas (Manifestos de Carga, Conhecimentos de Embarques e Itens de Carga), mas com a unificação será informada uma única vez no Siscomex Mercante que as transmitirá automaticamente ao Porto Sem Papel.

A implementação das medidas e definição do cronograma é conduzida pela Conaportos. A Comissão foi instituída pelo Decreto 7.861 de dezembro de 2012 e tem a finalidade é de integrar as atividades desempenhadas pelas entidades e órgãos públicos nos portos e instalações portuárias.

Fonte: SEP/ Janaína Valadares


http://www.portosenavios.com.br/site/noticias-do-dia/portos-e-logistica/23248-conaportos-unifica-siscomex-e-porto-sem-papel


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

PORTOS e LOGISTICA

O afilhado do Sarney na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fialho, anuncia que em fevereiro teremos uma nova regulamentação portuária, que não será permitida a criação de terminais sem processo de licitação, de que será obrigatória a movimentação de cargas próprias e as de terceiros devem ser as mesmas que a original do terminal, e só em caso de ociosidade. Muda as regras já com o jogo em campo. portogente


POR DENTRO

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O Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte (Conit) se reunirá ainda este mês para instalar comitês técnicos de logística da agricultura, indústria, comércio e serviços, assuntos internacionais, transporte intermodal, relações institucionais e situação dos operadores e usuários. Os portos não podem ficar de fora.
portogente


PORTO SEM PAPEL QUER REDUZIR TEMPO DE ESTADIA DE NAVIOS EM 25%
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Najla Passos - de Brasília
Desburocratizar as operações portuárias e diminuir o tempo de estadia das embarcações, aumentando a competitividade do Brasil no mercado internacional, além de contribuir para preservação do meio-ambiente. Este é o propósito do Projeto Porto Sem Papel, que começa a ser implantado em Santos, a partir de 8 de abril.
“O Brasil ocupa a 61ª posição no ranking de tempo para liberação de navios, conforme relatório elaborado pelo Banco Mundial. E isso significa mais custos de frete para as exportações e importações”, esclarece o diretor de Sistemas de Informações Portuárias da Secretaria Especial de Portos (SEP), Luis Fernando Resano.
Segundo ele, o tempo médio de permanência dos navios nos portos brasileiros é de 5,8 dias, enquanto na Alemanha, por exemplo, é de apenas 7 horas. “Nossas operações portuárias são extremamente burocratizas: é necessário prestar 935 informações para seis órgãos diferentes, todas elas feitas de forma individual e em papel”, contabiliza.
A proposta do Porto sem Papel é justamente reduzir esse volume de informações, a partir da disponibilização de uma janela única eletrônica, que será acessada pelos seis órgãos envolvidos: Receita Federal, Polícia Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério de Agricultura e Abastecimento, Marinha e Autoridade Portuária.
“Com a janela única, as informações só serão prestadas uma vez e distribuídas para os respectivos órgãos. Com isso, estimamos melhorar a qualidade das operações portuárias em 60% e diminuir o tempo de estadia das embarcações em 25%”, complementou o diretor.


Carga inteligente
Além de atacar o problema da burocratização, o Programa Porto sem Papel vai melhorar a gestão dos serviços portuários. De acordo com Resano, serão instalados sistemas de rastreamento de cargas, o que permitirá otimizar o trabalho. “Hoje, no Brasil, só há rastreamento dos veículos. Vamos possibilitar também de contêineres e granel”.
Ele defende que as medidas vão melhorar a gestão de dados e permitir a avaliação do desempenho de cada órgão. “A operação portuária é muito lenta no Brasil e, muitas vezes, não sabemos nem onde está exatamente o problema, já que são muitos os envolvidos”.


Tecnologia nacional
O ministro da SEP, Pedro Brito, considera que o Programa Porto sem Papel é, paralelamente ao Projeto Nacional de Dragagem, a mais importante ação já empreendida no País para melhorar as atividades portuárias brasileiras, principalmente considerando que 95% das importações e exportações do país passam pelos portos.
Ele comemora também o fato de que a tecnologia utilizada foi desenvolvida no Brasil. “Recebemos a oferta de vários portos estrangeiros que trabalham com esse tipo de programa, mas preferimos desenvolver em casa o sistema que colocará o Brasil no mesmo patamar dos maiores países do mundo em gestão de dados portuários”, afirma.


Meio ambiente
O meio ambiente deixará de dispor, anualmente, de cerca de 340 eucaliptos, quando o Programa Porto sem Papel estiver completamente implantado no Porto de Santos. Atualmente, é essa a média de árvores necessárias para sustentar o volume de papéis utilizados a cada ano nas operações do maior porto do País.
“Em um ano, consome-se, só no Porto de Santos, 3.773.800 folhas de papel do tamanho A4, que representam 7546 resmas de 500 folhas, com 2,3 quilos por resma. Isso resulta no corte dos 340 eucaliptos, árvore que demora sete anos para se formar”, acrescenta o diretor.


Cronograma
Em 8 de abril, começarão as operações no sistema de janela única no Porto de Santos. Resano afirma que a transferência do sistema manual para o eletrônico será gradual e suave. “Queremos nos certificar de que não haverá interrupção nos serviços, porque isso prejudicaria ainda mais a balança comercial brasileira”.
Após o início das operações em Santos, a SEP pretende levar o projeto para os portos de Vitória e Rio de Janeiro. O diretor estima que, até 15 de outubro, a primeira fase do projeto estará implantada e que, em um ano, o porto já estará operando de forma totalmente eletrônica.
portogente


PECÉM AUMENTA FLUXO DE CARGAS E PROJETA RECORDE PARA 2010
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Bruno Rios
Janeiro não poderia ter começado melhor para o Porto de Pecém (CE). O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou os números dos portos brasileiros em 2009, Pecém liderou o ranking de exportação de frutas e, mesmo em um período marcado pela crise mundial, movimentou 33% a mais de cargas entre janeiro e dezembro do ano passado em relação ao mesmo período de 2008. Para 2010, a projeção é de quebra do recorde histórico de toneladas, que até hoje pertence a 2007, com exatos 2 milhões movimentados.

O mais surpreendente foi o aumento de 33% na movimentação de cargas entre 2009 e 2008, incluindo-se carga geral, contêiner, granel líquido e gás natural. No total, foram 1,9 milhão de toneladas transportadas, contra 1,3 milhão de 2008. Os destaques foram o aumento de 29% no transporte de longo curso e 41% a mais de cargas na cabotagem. Pecém manteve a liderança na exportação de frutas e por seus terminais passaram 261 mil toneladas de produtos do tipo, o equivalente a 37% de tudo que o Brasil exportou de frutas no ano passado.
No quesito de importação de produtos siderúrgicos, o Porto de Pecém figurou em segundo lugar no ranking do MDIC, tendo transportado 353 mil toneladas em 2009, sendo ultrapassado apenas pelo Porto de Santos (SP), com 510 mil toneladas. Atrás de Pecém na lista surgem os portos do Rio de Janeiro, São Francisco do Sul e Itajaí (SC) e Vitória (ES). Estes números deixam Mário Lima Júnior, diretor de Desenvolvimento Comercial da CearáPortos, como demonstrou ao PortoGente, cheio de esperança para um 2010 histórico.
“A fruta é um de nossos principais filões. O melhor ano foi o de 2007 e esperamos igualar aquele período ao longo de 2010. Se isso ocorrer, o que é muito provável, e se prosseguirmos no processo de diversificação de cargas movimentadas, nós bateremos em 2010 o recorde histórico, com movimentação de mais de 2,3 milhões de toneladas em 12 meses. Na recessão, os produtores de fruta fizeram direitinho a lição de casa e agora todos nós colhemos as vantagens disso. As perspectivas para Pecém são as melhores possíveis”.
Mário Lima ainda confirmou que um carregamento de 70 mil toneladas de minério de ferro será exportado para a China na segunda quinzena de fevereiro pelo Porto de Pecém. O minério procede das minas do município de Sobral (CE) e está sendo transportado por via ferroviária até o porto. Até hoje, já estão estocadas no pátio de Pecém 32 mil toneladas do produto, devendo o total de 70 mil toneladas ser atingido até o dia 15 de fevereiro. “Além disso, estamos investindo na carne congelada, que vai abrir muitas portas no exterior”.
PortoGente mostrou na última semana que a prioridade da CearáPortos é finalizar a construção do Terminal de Múltiplo Uso (Tmut), fundamental para agilizar tanto o embarque quanto o desembarque de contêineres, hoje feito no Píer 1 de Pecém. A novidade é que agora o Governo do Ceará trabalha com prazo para as primeiras operações no Tmut: o mês de outubro próximo. Ao mesmo tempo, a CearáPortos articula a construção de um pátio exclusivo para cabotagem, com 20 mil metros quadrados de área e mais de R$ 3 milhões de investimentos. Website: www.cearaportos.ce.gov.br
portogente


TURISTAS PODERÃO SE HOSPEDAR EM TRANSATLÂNTICOS DURANTE A COPA DE 2014*
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por Najla Passos - de BrasíliaOs turistas que irão acompanhar a Copa do Mundo de 2014 nas seis cidades-sede da costa do Brasil poderão se hospedar em transatlânticos de luxo, ancorados nos terminais turísticos do País para suprir a deficiência de infraestrutura do setor hoteleiro.De acordo com o ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, o modelo já foi utilizado com sucesso em outros países que sediaram grandes eventos esportivos mundiais. Caso, por exemplo, das Olimpíadas em Atenas (2004), na Grécia, Sydney (2000), na Austrália, e Barcelona (1992), na Espanha.
“Há navios de até três mil leitos que ficarão atracados no cais de cidades como Manaus [foto], que não têm hotéis suficientes para receber a grande quantidade de turistas esperados para o evento”, explica o ministro.
Investimentos públicos
Conforme Pedro Brito, o Governo Federal irá investir cerca de R$ 700 milhões nas obras de infraestrutura turística portuária das seis cidades-sede da Copa que possuem portos, além de Santos (SP), que é a principal porta de entrada dos turistas estrangeiros que chegam ao Brasil por via marítima.
Os demais portos de municípios brasileiros que não sediarão jogos do mundial terão que barganhar recursos do chamado PAC 2 para investir na construção dos seus terminais portuários turísticos. “Esses R$ 700 milhões têm destinação específica: melhorar a infraestrutura turística para a Copa”.
As cidades-sede localizadas na costa brasileira são Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Recife (PE), Natal (RN, Salvador (BA) e Manaus (AM). O Rio ficará com a maior fatia do bolo, R$ 300 milhões, por ser a sede principal e, também, porque sediará os Jogos Olímpicos em 2016. Na capital fluminense, serão construídos três novos piers, o que irá dobrar a capacidade do terminal existente.
O ministro esclarece que, além de ampliar a capacidade hoteleira, esses investimentos visam dar mais comodidade e segurança aos turistas que optarem por vir ao País em cruzeiros marítimos.
portogente


MOVIMENTAÇÃO DE GRANÉIS SÓLIDOS NO PORTO DE PARANAGUÁ CRESCEU 6,2% EM 2009
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Os produtos agrícolas – especialmente os granéis sólidos – asseguraram a estabilidade nas exportações no Porto de Paranaguá, em 2009: movimento observado, também, no maior complexo portuário do País, o Porto de Santos. O crescimento na movimentação de soja (14,29%) e de açúcar a granel (15,53%), fez com que os embarques de granéis sólidos registrassem alta de 6,2% no fechamento de 2009, conforme apontou o levantamento do setor de estatística da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).
Foram exportadas pelo Porto de Paranaguá mais de 14,5 milhões de toneladas de granéis sólidos – o equivalente a 64,14% do volume total das exportações e cerca de 47% do volume total movimentado em 2009 no complexo. A soja liderou os embarques, com 4,76 milhões de toneladas, seguida dos farelos, que somaram 4,75 milhões de toneladas, e do açúcar, que totalizou 3,26 milhões de toneladas.
O ano de 2009 foi, de fato, um ano de crescimento expressivo nas exportações de açúcar por Paranaguá. Somando o produto embarcado a granel e o ensacado, chegou-se a um volume de 3,68 milhões de toneladas, o que correspondeu a um aumento de 23,15% em relação aos embarques em 2008.
“A alta no preço do açúcar no mercado internacional e a quebra de safra em países tradicionalmente exportadores, como a Índia, aqueceu as vendas externas. O Porto de Paranaguá se mostrou preparado para atender esse aumento na demanda, inclusive, abrindo espaço para que os operadores usassem o corredor de exportação, normalmente dedicado a grãos, para os embarques do setor sucroalcooleiro paranaense e brasileiro”, afirmou o superintendente da Appa, Daniel Lúcio Oliveira de Souza.
O desempenho geral das exportações de granéis sólidos foi prejudicado pelos recuos nos embarques de milho (-3,58%) e farelos (-2,37%), como reflexo na quebra da safra de grãos e dos preços desfavoráveis para o milho no mercado internacional.
As perspectivas para este ano são de um crescimento de 5% nas exportações do agronegócio, segundo anunciou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes. As projeções de empresários que operam grãos no Porto de Paranaguá, principalmente soja, são mais otimistas. Estimam um aumento de 30% nos embarques da safra 2009/2010.
Com as melhorias na infraestrutura marítima – a partir do restabelecimento dos 12,5 metros de calado para navegação no Canal da Galheta, que dá acesso aos portos do Paraná – a expectativa é que os fretes marítimos tenham bonificações mais vantajosas em relação a Santos. Para estipular esses descontos, os armadores (donos dos navios) levam em consideração, entre outros fatores, as facilidades que o porto oferece em termos de infraestrutura, logística e condições de navegabilidade.
“O Paraná está se preparando para voltar a ter uma safra de mais de 30 milhões de toneladas. No ano passado, apesar da crise e da quebra de 20% na safra, os produtores continuaram investindo. O desempenho no embarque de grãos pelo Porto de Paranaguá, em 2009, nos dá a tranquilidade de que temos eficiência logística para manter a competitividade nas exportações, já que, mesmo em um ano complicado, conseguimos ter esses números positivos”, afirmou o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini.
De acordo com o secretário, a safra de soja (2009/2010) deverá chegar a 13,5 milhões de toneladas, no Paraná, e 65 milhões de toneladas, no Brasil. “E os produtores encontram no Porto de Paranaguá um dos principais pólos de exportação do País”, acrescentou.
DESEMPENHO GERAL - Considerando as exportações de carga geral, granéis sólidos e granéis líquidos, o Porto de Paranaguá teve um crescimento de 2,76% na movimentação no ano passado, em comparação a 2008 – ligeiramente acima do Porto de Santos que cresceu 2,2%. Os embarques nas três categorias somaram mais de 22,7 milhões de toneladas.
Entre os produtos enquadrados como carga geral, os congelados foram os que tiveram o crescimento mais significativo em 2009: 63,1%. Foram embarcadas mais de 1,36 milhão de toneladas no passado, enquanto em 2008, o volume foi de pouco mais de 836 mil toneladas.
“A iniciativa do ex-superintendente Eduardo Requião em criar um corredor de congelados atraiu novas cargas e investimentos privados em infraestrutura de armazenamento na retroárea do Porto de Paranaguá, consolidando o potencial dos portos paranaenses para operações com esse tipo de carga”, destacou Souza.
Os números do setor de estatística da Appa mostram, ainda, que a movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá teve um crescimento de 7,43% nas exportações. As operações de embarque subiram de 297,3 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), em 2008, para 319,3 mil TEUs, no ano passado.
CRISE – Os produtos manufaturados de maior valor agregado foram os mais atingidos pela crise mundial, dizem os economistas. A queda nas operações com veículos, no Porto de Paranaguá, tanto de exportação
(-13,43%) como importação (-14,78%), corrobora essa afirmação. O balanço da Appa aponta que, em 2009, foram embarcadas 70.912 unidades e desembarcadas outras 68.605 unidades.
“Ao longo do ano, o setor automotivo sinalizou uma recuperação e encerrou 2009 com uma queda bem menor que a registrada no início do ano. As perspectivas são de retomar o crescimento em 2010”, observou o superintendente da Appa.


IMPORTAÇÃO – A crise teve reflexos, também, nas importações de carga geral, granéis sólidos e líquidos, que totalizaram 8,5 milhões de toneladas no ano passado. Os portos do Paraná terminaram 2009 registrando uma queda de 21,57% nos desembarques de mercadorias. Entre os granéis sólidos, o maior recuo foi nos fertilizantes (-32,82%). A retomada do crescimento nas importações do produto, no último trimestre de 2009, não foi suficiente para reverter a queda de 58,17%, acumulada no primeiro semestre. Ainda entre os granéis sólidos, sal e trigo tiveram altas de 9% e 16,94%, respectivamente.
AGENCIA ESTADO

HAMBURG SÜD BATIZA NOVO PORTA-CONTÊINER NO URUGUAI
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Navio será incorporado ao serviço Europa - Costa Leste da América do Sul. Conheça as características da nova embarcação da operadora
A Hamburg Süd batizou na semana passada em Montevidéu, no Uruguai, o porta-contêiner “Rio Madeira”. O navio é o último de uma série de seis porta-contêineres idênticos, cada um com capacidade para 5.900 TEUS. A madrinha da embarcação é Katharina von Malaisé.
Após sua entrega, que aconteceu em meados de novembro do ano passado, no Daewoo Mangalia Heavy Industries (DMHI), na Romênia, o “Rio Madeira” foi inicialmente escalado para o serviço entre Ásia e Costa Leste da América do Sul. Logo após o batismo em Montevidéu, o navio será incorporado ao serviço Europa - Costa Leste da América do Sul.
O nome “Rio Madeira” é uma homenagem ao maior afluente do Amazonas, com 1.500 quilômetros.
Em 2010, Hamburg Süd receberá mais quatro novos porta-contêineres. Programado para serem entregues ainda no primeiro semestre estão dois da classe “Cap”, com capacidade para 4.600 TEUs, seguidos, na segunda metade do ano, por dois da série “Santa”, com capacidade para 7.100 TEUs, os maiores navios da história da empresa.


Dados técnicos do “Rio Madeira”:
Capacidade: 80.455 tdw
Capacidade dos contêineres: 5.900 TEUs
Plugs para contêineres frigoríficos: 1.365
Comprimento total: 286,45 m
Comprimento entre perpendiculares: 273,45 m
Largura: 40,00 m
Calado máx.: 13,50 m
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domingo, 17 de janeiro de 2010

NOTICIAS - COMÉRCIO EXTERIOR E LOGÍSTICA

COMÉRCIO EXTERIOR


SUSPENSÃO DE EMBARGO AINDA NÃO SIGNIFICA VITÓRIA DE KIRCHNER


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O juiz federal Thomas Griesa, de Nova York, suspendeu temporariamente, ontem, o embargo que ele próprio havia declarado na terça-feira sobre as contas do banco central argentino no Federal Reserve (Fed - o banco central dos Estados Unidos).
O anúncio da suspensão da medida adotada pelo juiz foi realizado pelo secretário de Finanças da Argentina, Hernán Lorenzino. Segundo o secretário, Griesa suspendeu o embargo para que ambos lados - governo argentino e credores americanos - cheguem a um acordo sobre os títulos da dívida em estado de calote desde 2001 e que não entraram na reestruturação da dívida em 2005. Griesa concedeu a suspensão, que deve acabar hoje, a modo de trégua.
No entanto, o BC em Buenos Aires, na contra-mão de Lorenzino, indicou que as contas em Nova Iorque continuavam congeladas na prática.
Na terça-feira, Griesa declarou embargo sobre fundos do BC argentino em uma conta na Federal Reserve, ocasião na qual bloqueou US$ 1,7 milhão. Visivelmente irritada, a presidente Cristina Kirchner chamou o juiz de "embargador serial". No dia seguinte, a pedido dos fundos de investimentos EM e NML, entre outros - chamados de fundos abutres pela presidente Cristina - o juiz determinou o embargo de ativos do Estado argentino nos EUA por US$ 3,4 bilhões. Esse valor equivale ao total de títulos argentinos em estado de calote desde 2001 que esses fundos possuem.
No entanto, este embargo, em si, não pode ser aplicado na prática, já que o Estado argentino não possui ativos no exterior com tais valores.
Os holdouts, denominação dos donos dos títulos em estado de calote que não entraram na reestruturação da dívida pública argentina em 2005 (quando sofreram perda do valor nominal e prolongaram-se os prazos para o pagamento da dívida), exigem o pagamento de 100% do valor nominal desses bônus.
Por trás dos pedidos de embargo está a crise institucional argentina, iniciada na semana passada quando a presidente Cristina - passando por cima da autonomia do BC e do Parlamento - decretou a remoção do presidente do BC, Martín Redrado. O presidente da entidade opunha-se ao plano do governo de uso das reservas do BC para pagar US$ 6,5 bilhões da dívida pública deste ano.
O governo sofreu o primeiro revés quando, 24 horas depois, a Justiça restituiu Redrado no cargo. O seguinte revés, nesta semana, ocorreu quando os fundos abutres alegaram perante o juiz Griesa que, se o governo Kirchner estava intervindo no BC, a entidade não possuía autonomia. Portanto, os fundos poderiam ser embargados no exterior.
Enquanto isso, o governo tenta remover Redrado de seu posto por intermédio de recursos na Justiça. No entanto, ontem o presidente do BC, Martín Redrado, afirmou que resistirá em seu posto até o final.
Ponta de tudo isso, os mercados já consideram que o risco argentino é maior que o da Venezuela de Hugo Chávez. Um relatório da Delhpos Investment ressaltou que "atualmente um investidor internacional considera mais factível a declaração do calote em nosso país do que um calote da Venezuela ou Ucrânia".
A crise política na Argentina já ameça as relações comerciais do país. Cristina Kirchner deve cancelar uma viagem que faria à China no dia 26 para impedir que seu vice, Julio Cobos, convoque sessões extraordinários do Congresso durante a sua ausência. De acordo com fontes do governo, a medida desestabilizaria a Argentina já que implicaria na decisão sobre a criação do Fundo Bicentenário e da exoneração do presidente do banco central.
"Não se pode confiar o manejo da coisa pública a Cobos. É uma pena que estamos assistindo a transformação de um vice-presidente em Judas Iscariote", disse Aníbal Fernandez, chefe-de-gabinete da Argentina.
Agustín Rossi, líder da bancada dos deputados da Frente para la Victoria, reconheceu que "tecnicamente, Cobos está em condições de convocar o Congresso caso se torne presidente em exercício". Se isso acontecer, se abria o caminho para que os parlamentares analisem os decretos sobre a criação do Fundo Bicentenário e sobre a exoneração de Redrado.
O Fundo Bicentenário prevê a utilização de reservas internacionais da Argentina para a quitação de uma dívida de US$ 6,5 bilhões.
"Intenções desestabilizadoras", disse Rossi a respeito da possibilidade de Cobos convocar o Congresso do país. "Institucionalmente seria a confirmação absoluta das intenções desestabilizadoras do vice-presidente", acrescentou o deputado.
O juiz federal Thomas Griesa, de Nova York, suspendeu temporariamente o embargo sobre as contas do banco central argentino.
Diário do Comércio e Indústria


SONANGOL PLANEJA INVESTIR US$ 1 BI NO BRASIL SÓ NESTE ANO
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Laelya Longo
RIO DE JANEIRO - Com estreia tardia e atuação discreta nas áreas exploratórias no Brasil, a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) prepara-se para incluir o País em seu mega plano de expansão que deverá ser consolidado entre 2010 e 2011 e somar, somente neste primeiro ano, até US$ 1 bilhão. "Não queremos só a África. Queremos conquistar espaço em outros países, na América do Sul, no golfo americano, Oriente Médio e até no mercado europeu", disse o gerente de Concessões da Sonangol, Antonio Camilo Costa.
A estatal angolana está finalizando os últimos detalhes para passar de sócia à controladora de uma das mais promissoras companhias petrolíferas de pequeno porte no Brasil, a Starfish. "Estamos nas últimas tratativas", garantiu Costa. Ele não comentou valores, mas segundo rumores de mercado, somente este negócio deverá receber investimentos de US$ 200 milhões. "O Brasil certamente é um dos nossos principais alvos", afirmou. "A aquisição da Starfish é apenas uma das muitas possibilidades de expansão das atividades da empresa neste País".
A estratégia da Sonangol com o processo de internacionalização é assegurar a produção de óleo e gás fora de Angola. A petroleira responde hoje por quase 80% dos 2,4 milhões de barris de óleo produzidos por dia no país. Em um primeiro momento, o movimento de internacionalização da petroleira irá priorizar apenas a área de exploração e produção, podendo se estender posteriormente aos segmentos de distribuição (por isso, o interesse no mercado europeu de combustíveis). A expansão das atividades se dá a partir de uma parceria firmada entre a Sonangol e o Banco Espírito Santo (BES).
dci.com.br


PROJETO ESTABELECE CONCEITO PARA A FIGURA DE IMPORTADOR
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A Câmara analisa o Projeto de Lei 6036/09, do deputado Cleber Verde (PRB-MA), que conceitua o importador como "a pessoa jurídica ou natural que dá origem a ocorrência de fato gerador decorrente do desembaraço aduaneiro de bens e serviços de procedência estrangeira para o ingresso em território nacional ou o pagamento, crédito, entrega, emprego ou a remessa de valores a residentes domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado".
De acordo com a Constituição, a seguridade social, além de ser financiada por recursos provenientes dos orçamentos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, também terá recursos das contribuições sociais de diversos segmentos. Entre eles está o importador de bens ou serviços do exterior.
Para Cleber Verde, é necessário regulamentar o inciso que cita esse segmento, "com o fim de conceituar quem é importador, inclusive tendo em vista a busca de recursos para a seguridade social".


Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Agência Câmara


PORTOS: FORMULÁRIO ELETRÔNICO

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O diretor de Sistemas de Informática Portuários da Secretaria, Luís Fernando Resano, lembrou que está em curso o projeto "Porto sem papel", que pretende acabar com a utilização de papéis em todos os portos brasileiros até 2012. Segundo ele, assim que totalmente implementado, o sistema permitirá uma queda no prazo médio de espera de 5,7 dias (o que coloca o Brasil na 61ª posição no ranking do mundo) para 2,5 a 3 dias de tempo de desembaraço (caindo para a 20ª posição no ranking). Em países desenvolvidos, o tempo médio de desembaraço não chega a um dia.



Atualmente, são requeridos vários tipos de formulários por diferentes órgãos do governo, como Polícia Federal, Anvisa, Vigilância Sanitária do Ministério da Agricultura, Receita Federal, Marinha Mercante, entre outros. Ao todo, 935 informações têm de ser prestadas pelo sistema atual, várias delas repetidas.



"O objetivo é ter um único formulário eletrônico com informações compartilhadas por todos. A partir de abril, começamos a testar o sistema no porto de Santos, mas, no primeiro ano, o sistema antigo também será mantido", disse Resano. Ainda informou que o custo diário de uma embarcação é de US$ 50 mil. "Esse valor está embutido nos preços dos produtos. É uma parte do chamado custo Brasil", explicou.
A Tribuna


TRANSPORTES E LOGÍSTICA:   MOMENTO IDEAL
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A 16ª edição da Intermodal South America, maior e mais importante evento das Américas para os setores de transporte, logística e comércio internacional, será um divisor de águas neste ano de 2010. Essa é a opinião de Joris van Wijk, diretor da UBM Brazil, subsidiária brasileira do grupo multinacional inglês United Business Media, líder mundial em mídias de negócios, responsável pelo evento. O otimismo dele está calcado em dois alicerces: a consolidação do Brasil como potência econômica mundial e o processo de sucessão presidencial, que terá temas como logística e intermodalidade na sua agenda.


Momento ideal II
“O Brasil vem em um processo contínuo de aumento de respeitabilidade, que só cresceu no último ano com a postura ousada e bem sucedida na superação da crise financeira mundial. Agora, o debate ganha novos contornos: como o País pode transformar isso em negócios mais sólidos e oferecer não só ao mercado norte-americano, europeu e asiático um sistema de logística eficiente e com custo reduzido, mas também como estender isso a América do Sul” explicou Joris. Para ele, o evento ganha com isso uma importância estratégica fundamental para que o futuro presidente e sua equipe saibam como o setor se portará nos próximos anos.

Momento ideal III
Os expositores parecem seguir o raciocínio do diretor da UBM Brazil. A Intermodal South America acontece nos dias 6, 7 e 8 de abril de 2010 no Transamérica Expo Center, em São Paulo, e já tem 95% dos espaços previstos já comercializados. “Teremos mais de 450 expositores e mais de 45 mil visitantes em uma área de 28 mil m². Além disso, haverá eventos especiais como o Intra-Portos, com presença do próprio ministro Pedro Brito, responsável pela Secretaria Especial de Portos, que atenderá investidores nacionais e internacionais em um estande do órgão na feira”, explicou Bárbara Nogueira, gerente da Intermodal South America 2010.
Soma Comunicação

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

NOTICIAS - COMÉRCIO EXTERIOR, EMPRESAS E TRIBUTOS

AUTOMOTIVOS: IMPORTAÇÃO DE VEÍCULOS SUPERA EXPORTAÇÃO PELA 1ª VEZ EM 14 ANOS

A recessão mundial e a supervalorização do real fizeram com que as importações do setor automotivo no Brasil superassem as exportações pela primeira vez desde 1995, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
As unidades exportadas somaram 369,3 mil em 2009, contra 488,9 mil veículos importados --o maior número da história. O número de unidades importadas representa um acréscimo de 30,3% na comparação com 2008, aumentando a participação dos veículos vindos do exterior no mercado para 15,6%.
Produção de veículos cai 1% em 2009 afetada por exportações
Venda de automóveis novos cai 6,4% em 2009 no Reino Unido
Vendas de automóveis da Ford nos EUA sobem 33% em dezembro
Essa participação, segundo o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, deve se manter em 2010, chegando a cerca de 544 mil unidades importadas neste ano. Questionado a respeito dos efeitos negativos desse crescimento para o mercado brasileiro, ele afirmou que "se o número permanecer e as exportações se recuperarem, é possível sobreviver". As exportações do setor registraram queda de 35,3% em 2009.
De acordo com Schneider, o aumento das importações neste ano foi influenciado pelo cotação mais baixa do dólar, que está em torno de R$ 1,70, e pelos acordos comerciais fechados com países como Argentina e México.
No ranking dos países que mais exportaram veículos para o Brasil, a Argentina ocupa o primeiro lugar, com 58% das importações, seguido pela Coreia, com cerca de 20% e o México, com 11%.
"Além disso, o país se tornou um mercado muito atraente em um momento em que no mundo inteiro há capacidade ociosa nas indústrias", enquanto o mercado interno está forte por aqui, afirmou o presidente da Anfavea.
Para Schneider, as montadoras instaladas no Brasil vão lutar para não perder participação nas vendas para os veículos importados. "Nos últimos dez meses, tivemos anúncios de grandes investimentos no setor no Brasil, que cobrem aumento da capacidade, renovação das linhas e desenvolvimento de novas tecnologias", disse.
"Vamos fazer com que esse mercado crescente seja abastecido, dentro das regras do jogo, com produção local", ressaltou. Ele afirmou ainda que a indústria brasileira vai se focar no desafio, neste ano, de manter a competitividade do produto nacional.

Projeções
A Anfavea divulgou nesta quinta que a produção de veículos caiu 1% em 2009, no comparativo com o ano anterior. Foram produzidos no ano passado 3,18 milhões de veículos no país, número que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões --em 2008, foram 3,22 milhões.
Para este ano, a previsão é retomada da trajetória de alta nas unidades produzidas, chegando a 3,39 milhões (aumento de 6,5%). No caso das vendas, a projeção é de nova elevação --o número bateu recorde em 2009--, para 3,4 milhões de unidades licenciadas (8,2%).

As exportações, segundo a Anfavea, devem crescer 11,5%, para 530 mil unidades em 2010
GIULIANA VALLONE - Folha Online

BNDES LIBERA CRÉDITO PARA MERCEDES

Filial da montadora no Brasil vai receber R$ 1,2 bilhão para desenvolver caminhões e motores menos poluentes.
Rio de Janeiro - Um financiamento no valor de R$ 1,2 bilhão, aprovado hoje (05) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), permitirá à Mercedes-Benz do Brasil, com a participação de engenheiros nacionais, desenvolver novos modelos de caminhões e motores a diesel adequados ao Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, previsto para entrar em vigor a partir de 2012, informou a instituição.
Com o financiamento, a Mercedes poderá aumentar a capacidade de produção de sua unidade em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, além de modernizar o centro de distribuição de peças localizado em Campinas, no interior do estado.
O aumento de produção em São Bernardo do Campo, que passará de 55 mil veículos por ano para 67 mil veículos anuais, propiciará a criação de 1,9 mil empregos diretos.
Agência Brasil
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COPA 2014: BRASIL 2014 - RIO 2016

O governo lançará, no próximo dia 26, um pacote de ações com o objetivo de reforçar o esquema de segurança da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. Uma das principais medidas prevê complemento salarial de R$ 1.200, uma espécie de "Bolsa-Copa", para cerca de 50 mil policiais que trabalharão nos dois eventos.
migalhas.com.br

PUBLICADO ACORDO DE COOPERAÇÃO ENTRE BRASIL E ALEMANHA PARA A COPA E AS OLIMPÍADAS

Christina Machado
Brasília - A edição de hoje (7) do Diário Oficial da União publica memorando de entendimento firmado pelos governos do Brasil e da Alemanha sobre cooperação econômica, sobretudo no que diz respeito à infraestrutura e segurança, para a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, em 2016.
O acordo de cooperação foi firmado pelos dois governos durante visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Berlim, no final do ano passado.
Na ocasião, o governo alemão garantiu ajuda ao Brasil, entre outros pontos, na modernização da rede de transportes públicos e na ampliação de aeroportos. A Alemanha também pretende ajudar o Brasil a incrementar as forças de segurança e a implementar medidas de proteção e combate à criminalidade.
Edição: Juliana Andrade - Agência Brasil
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DESPACHO ADUANEIRO



AGENTES MARÍTIMOS RECLAMAM NORMA PARA DETALHAR APLICAÇÃO DE MULTAS
Os agentes de navegação marítima reivindicam a publicação imediata de uma instrução normativa para sanar um problema que vem ocorrendo com frequência nas aduanas e que leva empresas ao pagamento de multa de R$ 5 mil, por despacho.
Segundo a norma que regula o Siscomex-Carga, o transportador deve prestar à Receita Federal do Brasil informações sobre o veículo e as cargas nacional, estrangeira e de passagem nele transportadas, para cada escala da embarcação em porto alfandegado. Ocorre que os fiscais da Receita, ao detectarem um erro nas declarações de cargas, aplicam multas sem que o agente tenha direito à defesa, explica o presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque.
“Existem interpretações heterogêneas dos auditores; leis, decretos valem pelo que entendem e não como constam [dos normativos]”, reclama Roque ao mencionar que o desejo da categoria é obter uma instrução que indique claramente as situações em que devem ser aplicadas as multas.
O presidente do Sindamar ressalta que no porto de Santos a situação foi amenizada após uma decisão do ex-inspetor da alfândega, mas em alguns recintos, como em São Bernardo do Campo e São Caetano, o caso é crítico.
O procedimento adequado, segundo Roque, é que o auditor faça a emissão do auto de infração para que o contribuinte possa apresentar sua defesa. Entretanto, o que vem ocorrendo é a aplicação imediata da multa, com retenção da carga até o seu pagamento.
De acordo com o presidente da entidade, o Siscomex é bem elaborado, mas para o cumprimento procedimental o entendimento diverso entre fiscais prejudica a eficiência do sistema.
Aduaneiras, por Andréa Campos
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ECONOMIA



BNDES LANÇA US$ BILHÃO  EM BÔNUS.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou ontem US$ 1 bilhão em bônus no exterior com vencimento em julho de 2020. O BNDES pagará menos por essa captação do que pela realizada em junho do ano passado, também por papéis com prazo de 10 anos lançados no mesmo volume de US$ 1 bilhão.
Os juros nominais foram de 5,50%, mas os títulos foram vendidos com um desconto de pouco mais de um ponto porcentual sobre o valor de face, o que resultou em um retorno para o investidor de 5,634%. Nos bônus lançados no ano passado, os juros ao investidor foram de 6,546%.
A emissão deste ano é coordenada pelo HSBC Holdings PLC e pelo Barclays PLC e deve ser concluída na semana que vem. Só então, o BNDES pretende divulgar informações oficiais a respeito da operação.
A demanda dos investidores pelos títulos do BNDES ontem alcançou três vezes o valor da oferta, somando US$ 3 bilhões, com cerca de 80% dela vinda de investidores dos EUA, segundo uma fonte ouvida pela agência de notícias Dow Jones.
Os recursos captados no exterior serão usados pela instituição estatal no financiamento de projetos internacionais, como os de crédito à exportação e apoio a investimentos de empresas brasileiras no exterior.
Em 2009 até novembro, o BNDES concedeu financiamentos à exportação no valor de US$ 7,851 bilhões, mas o presidente do banco, Luciano Coutinho, já anunciou que a atuação nessa área deve diminuir com o fim de uma linha especial temporária criada pelo BNDES em razão da crise do fim de 2008.


DESEMBOLSO MENOR
Este ano, a previsão do banco é de desembolsos totais em torno de R$ 125 bilhões. No ano passado, quando a instituição ampliou sua liberação de recursos como medida anticíclica de combate à crise, os desembolsos totalizaram R$ 137,3 bilhões.
O Estado de S.Paulo


PAÍS ATRAI TERCEIRO MAIOR FLUXO RECURSOS DA HISTÓRIA
O fluxo de dólares para o Brasil voltou ao terreno positivo em 2009 e, no primeiro ano após o estouro da crise, o País atraiu o terceiro maior volume de recursos da história. Dados do Banco Central mostram que US$ 28,7 bilhões ingressaram na economia no ano passado. Dois terços desse volume foram atraídos pelas aplicações em ações, títulos de renda fixa e investimentos produtivos, que receberam US$ 18,8 bilhões, novo recorde histórico.
O restante ingressou graças às exportações que, apesar de terem caído na comparação com 2008, ainda superaram as importações em US$ 9,9 bilhões.
O crescimento do chamado fluxo cambial também permitiu que o Banco Central reforçasse ainda mais as reservas internacionais do País. Desde maio, quando retomou os leilões diários de compra de moeda estrangeira, o BC adquiriu no mercado US$ 27,4 bilhões - o equivalente a 95,6% do volume de recursos externos que ingressou na economia em todo o ano. Em média, o BC tem comprado cerca de US$ 150 milhões todos os dias.
O retorno dos dólares ao Brasil começou a ocorrer apenas sete meses após o agravamento da crise que ocorreu em meados de setembro de 2008. Desde abril do ano passado, o fluxo da moeda norte-americana é positivo todo mês. Entre abril e dezembro de 2009, o País recebeu US$ 31,7 bilhões. O valor foi mais que suficiente para cobrir o rombo de US$ 21,1 bilhões gerado pela fuga dos estrangeiros que deixaram o País entre outubro de 2008 e março de 2009, no auge da crise.
"Quando a crise estourou, o estrangeiro cancelou as operações de maior risco, inclusive no Brasil, para deixar o dinheiro em caixa, disponível. Passada a crise, ele passou a olhar o Brasil como a bola da vez porque a economia está reagindo antes do resto do mundo e ainda temos uma bela taxa de juro", diz o professor de economia da USP Fábio Kanczuk.
Portogente

CAPITAL ESTRANGEIRO SUSTENTA AVANÇO DA BOVESPA
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) já acumula oito pregões de valorização das ações, sustentada pelo fluxo de capital estrangeiro - que foi recorde no ano passado - e o otimismo dos investidores sobre a recuperação da economia global. Desde 21 de dezembro, data do último pregão em que o índice de ações retraiu, a bolsa já teve alta de 7,3%. O Ibovespa, o termômetro dos negócios da bolsa paulista, avançou 0,70% no fechamento, aos 70.729 pontos, o patamar mais alto desde junho de 2008. O giro financeiro foi de R$ 7,196 bilhões.
"O Fed mostrou que ainda está preocupado com a economia e que deve manter os juros baixos. E o relatório de empregos teve o melhor resultado em meses, quer dizer, indicou que a situação ainda está ruim, mas melhorando um pouco", sintetiza Bernardo Rodarte, gerente de operações da corretora Sita. O dólar comercial foi vendido por R$ 1,7390, alta de 0,46%, nas últimas operações. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,740 e R$ 1,729.
Jornal do Comércio
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EMPRESAS



PROJETO FACILITA ENCERRAMENTO DE PEQUENAS E MICROEMPRESAS
A Câmara analisa o Projeto de Lei Complementar 500/09, de autoria do deputado Enio Bacci (PDT-RS), que desonera as pequenas e microempresas do processo de baixa de seus registros após inatividade comprovada de, no mínimo, três anos. A proposta modifica o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MPEs) - Lei Complementar 123/06.
Pela nova redação, as pequenas e microempresas que comprovadamente não apresentem qualquer atividade durante três anos ou mais terão seus registros automaticamente baixados e cancelados pelo oficial do Registro de Empresas Mercantis ou do Registro Civil de Pessoas Jurídica.
Além disso, essas mesmas empresas terão cancelada a inscrição junto ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), de ofício, pela Receita Federal do Brasil. Nos dois casos, não haverá custos para a empresa.
Segundo o autor, a preocupação está em desburocratizar o fechamento de micro e pequenas empresas no Brasil, além de desonerá-las ao serem submetidas ao processo de baixa de seus registros, após uma inatividade mínima devidamente comprovada.
Bacci afirma que, com isso, o Estatuto das MPEs será aprimorado. “A inclusão desse novo dispositivo permitirá um processo mais célere no encerramento de empresas que não tenham se mostrado economicamente viáveis, resultando num estímulo ao empreendedorismo de milhares de brasileiros que poderão entrar para o comércio formal, gerando novos impostos e ativando a economia nacional”, diz.
O deputado acrescenta que existe um consenso de que o processo de abertura de novas empresas no Brasil sofreu melhorias nos últimos anos. Mas, para ele, o procedimento de encerramento dessas empresas ainda é extremamente burocrático e oneroso, o que acaba criando obstáculos àqueles que pretendem formalizar seus negócios.


Tramitação
O projeto tramita em regime de prioridade e, antes de passar pelo Plenário, será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Agência Câmara


MAIORIA DAS EMPRESAS QUER INVESTIR EM 2010
Rio (AE) - A retomada do emprego na indústria deve operar em ritmo lento em 2010, em contraste com as excelentes perspectivas para investimentos e faturamento das empresas este ano. A maioria das empresas pretende elevar investimentos em 2010, e o aumento nas vendas deve ser, em média, de 10,1% - a maior taxa dos últimos oito anos. As conclusões fazem parte da Sondagem de Investimentos na Indústria da Transformação, que apura projeções para este ano entre as empresas.
O levantamento ouviu 762 companhias, nos meses de outubro e novembro do ano passado, e mostrou recuperação nos desempenhos de emprego, investimentos e indústria em 2010, em comparação com o ano passado. Do total de empresas pesquisadas, 40% querem contratar mais pessoal em 2010. Mas são maiores os porcentuais de companhias entrevistadas que projetam aumento de investimentos e de faturamento este ano, respectivamente de 48% e de 69%.
O coordenador técnico de Sondagens Conjunturais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e responsável pela pesquisa, Jorge Braga, explicou que, este ano, o ritmo de expansão no número de vagas na indústria será bem mais lento, se comparado à velocidade de crescimento de investimentos e de faturamento. “O ritmo de contratações é mais vagaroso, porque o aumento de produtividade não depende de aumento no número de vagas”, disse, comentando que há maneiras de elevar a produção sem abertura de vagas, a partir de elevação de horas pagas, por exemplo.

Consumo
Já as projeções de aumento de investimentos da indústria para 2010 são, em média, melhores do que as estimativas para 2009, mas ainda não retornaram ao mesmo nível das expectativas para 2008. Entre os destaques estão os bens de consumo duráveis, como fogões, geladeiras e freezers.
Dentre as empresas pesquisadas neste segmento, 58% planejam investir mais este ano, em comparação com os investimentos do ano passado. Os produtos de consumo duráveis também conseguiram os melhores resultados nas projeções de vendas: 73% do total de empresas deste tipo pesquisadas no levantamento projetam alta no faturamento em 2010 ante o ano passado.
A retomada do setor de bens de capital, como máquinas e equipamentos em 2010 também foi apurada nas projeções da pesquisa. Entre as empresas deste tipo, 47% planejam investir mais este ano, do que investiram no ano passado, e 67% esperam alta no faturamento de 2010 em comparação com 2009. “O setor de bens de capital foi um dos setores mais prejudicados com a crise É muito interessante a boa resposta nas estimativas para este segmento, e salutar”, comentouEntretanto, o economista fez uma ressalva: os melhores resultados da pesquisa são originados de setores mais voltados para o mercado doméstico. Braga ressaltou que o cenário em 2010 para o mercado interno continua com bons sinais.
Tribuna do Norte

CONTRATAÇÃO DE TRABALHADORES JOVENS OU COM MAIS DE 50 ANOS PODERÁ RENDER DESCONTO NO IMPOSTO DE RENDA A EMPRESAS

Empresas que contratarem trabalhadores jovens, com idade entre 18 e 24 anos, ou com mais de 50 anos poderão passar a contar com desconto no imposto de renda devido. O benefício foi estabelecido em substitutivo do senador João Vicente Claudino (PTB-PI) a dois projetos de lei do Senado (PLS 220/00 e 185/03) que tratam da concessão de incentivos fiscais a empresas que admitirem funcionários nessas faixas etárias. A matéria já está pronta para ser votada, em decisão terminativa, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
A proposta permite aos empregadores deduzirem em dobro, até o limite de 6% do lucro operacional da empresa, as despesas com salários de empregados entre 18 e 24 anos ou com mais de 50 anos. Mas, para ter direito ao benefício, a empresa precisará comprovar não ter realizado demissões nos três meses anteriores a essas contratações; deverá manter controle em separado das despesas vinculadas a esse incentivo fiscal; e respeitar a exigência de que essa dedução do IR não irá ultrapassar 15% de sua folha de pagamento.
Caso descumpra qualquer dessas restrições, a empresa beneficiária estará sujeita à cobrança do IR devido com os acréscimos legais. O substitutivo de João Vicente Claudino também delega ao Poder Executivo a responsabilidade de estimar o montante da renúncia fiscal decorrente desse incentivo e incluí-lo no demonstrativo que acompanhará o projeto de lei orçamentária.
Em seu parecer, João Vicente Claudino ressalta "o nobre propósito" do PLS 220/00, que trata da concessão de incentivos fiscais a empresas na contratação de trabalhadores com mais de 50 anos, e do PLS 185/03, que alivia a carga fiscal de micro e pequenas empresas inscritas no antigo Simples (hoje Simples Nacional) na admissão de jovens para o primeiro emprego. O relator aproveitou parcialmente as duas propostas na elaboração de seu substitutivo, mas, por exigência do Regimento Interno do Senado Federal (Risf), teve de votar pela rejeição do PLS 185/03 e pela aprovação do PLS 220/00, esse de autoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR).
Ag. Senado
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 EXPORTAÇÃO

AGÊNCIA DISCUTE COM A GE INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA

Brasília - O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Alessandro Teixeira, reúne-se hoje (7), às 12h, em Brasília, com o presidente mundial da General Eletric (GE), Jeffrey Immelt. O objetivo é tratar dos investimentos da multinacional em todos os setores de infraestrutura do país, como transporte, energia, gás, bens de extração de petróleo e aviação, entre outros. Logo após a reunião, seguida de almoço às 12h30, Teixeira dará entrevista coletiva.
A Apex-Brasil atua na atração de investimentos diretos para o país e, há três meses, negocia com a empresa americana.
Entre os países que mais investiram no Brasil em 2009 estão os Estados Unidos (19% dos investimentos), a China (14%), Holanda (10%) e Colômbia (9%). Os setores que mais atraíram investimentos foram os de petróleo e gás (14%), eletricidade (10%) e veículos (9%).
Edição: Graça Adjuto
Agência Brasil

BRASIL PODE SER FONTE DE EXPORTAÇÕES, DIZ PRESIDENTE GLOBAL DA GE
SÃO PAULO - A maior oportunidade para a General Electric (GE) Brasil é o país se tornar um centro exportador. A afirmação foi feita ontem pelo presidente mundial da GE, Jeff Immelt.
Em sua quarta visita ao país, desde quando tomou posse do cargo, em 2001, o executivo esteve em São Paulo e enfatizou o foco da companhia nos setores que envolvem infraestrutura no Brasil.
Ele afirmou ainda a credibilidade que dá ao setor de aviação, com forte potencial de ganhar o desejado posto de fonte de exportações da empresa no país.
"Estamos impressionados com o desenvolvimento econômico do Brasil. Há muitas oportunidades e a Embraer está fazendo um bom trabalho", afirmou o executivo, destacando um dos principais clientes do braço de aviação da empresa no Brasil.
Os números não negam a coerência da estratégia. Dos US$ 7,8 bilhões em faturamento acumulados pela GE América Latina no ano passado, US$ 3 bilhões vieram do Brasil. Do montante faturado pela empresa no país, US$ 1,2 bilhão são resultado das operações de aviação, o primeiro negócio a ultrapassar a marca do US$ 1 bilhão na região latino-americana.
Com esse foco, a companhia anunciou ontem seus primeiros planos de investimentos no país em 2010. Serão aplicados US$ 120 milhões em setores como energia, aviação e saúde, sendo que, deste montante, US$ 35 milhões vão para a GE Celma, braço de manutenção de turbinas para aeronaves localizada em Petrópolis, no Rio de Janeiro.
A ideia da multinacional é alocar os recursos no aumento da capacidade de manutenção da unidade e avançar ainda para a produção de turbinas no Brasil.
"Precisamos ampliar a operação na Celma. Há oportunidades, pois a quantidade de empresas fora do Brasil que fazem manutenção por ela é imensa", afirmou ao Valor o presidente da companhia no Brasil, João Geraldo Ferreira.
"Produzir turbinas está no nosso radar", completou, sem afirmar quando isso deve acontecer. A diretoria da companhia, no entanto, afirma que o objetivo é começar a produção ainda neste ano.
A oportunidade de ser um centro de exportações vem em concomitância com a importância que o país tem assumido na empresa. Jeff Immelt veio ao país justamente analisar novas oportunidades de investimentos e negócios em infraestrutura e citou os setores de saúde, energia, gás, aviação e transporte como os mais promissores neste sentido.
"Eu ficaria muito decepcionado se a GE Brasil não crescesse substancialmente frente ao que é hoje nos próximos anos", disse. Nos últimos cinco anos, a companhia vem apresentando uma média de expansão de 12% ao ano no país.
O executivo veio ainda anunciar que o Brasil deve abrigar o novo centro de pesquisas da GE, inaugurando a rede na América Latina. A multinacional tem outros quatro centros de pesquisas: na Índia, nos EUA, na China e na Alemanha.
Immelt, entretanto, não especificou o tamanho, a localização, nem os investimentos a ser realizados nesse centro, termos que devem ser dialogados com o governo.
"Com uma forte base industrial e universidades de primeira linha, o Brasil é a escolha lógica para nossa próxima instalação", concluiu o executivo.
Vanessa Dezem - Valor Online

MINISTÉRIO COBRA INCENTIVO FISCAL PARA OS EXPORTADORES 
BRASÍLIA - A queda histórica das exportações brasileiras em 2009 e a perspectiva de o superávit da balança comercial minguar ainda mais este ano deram munição extra ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para ampliar a pressão sobre o Ministério da Fazenda para acelerar a adoção de medidas pró-exportador.
Com a decisão do governo de renovar os incentivos concedidos na crise financeira por meio do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a agenda de medidas de ajuda ao setor exportador ficou em segundo plano, o que deixou numa saia-justa a equipe do ministério, que vinha prometendo “medidas horizontais” para enfrentar a perda de competitividade no mercado externo com o dólar mais barato e o cenário de retração da demanda mundial por causa da crise.
A cesta de medidas, proposta pelo ministério, começou a ser negociada em outubro com a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Mas 2009 terminou e nenhuma medida de peso chegou a sair do papel, o que ampliou o desgaste entre a equipe do Ministério da Fazenda e a área técnica do Desenvolvimento.
No início desta semana, o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, chegou a prometer “para os próximos dias” a ampliação do sistema de drawback (pelo qual as empresas têm suspensão de tributos na compra de matéria-prima nacional ou importada para produção de bens a serem exportados) e de novos regimes de isenção.
O mal-estar aumentou ontem, após a Fazenda divulgar nota oficial desmentindo informação de que o governo poderia ampliar a lista de produtos beneficiados pelo drawback. A nota diz que nos próximos dias deve sair uma portaria que apenas normatiza o uso dos incentivos já concedidos por duas leis aprovadas no ano passado.
Ao anunciar, na última segunda-feira, os dados da balança comercial de 2009, com a maior queda das exportações em 60 anos, Barral não escondeu a insatisfação com a lentidão da área econômica para adotar as medidas. Disse e repetiu que o País não pode continuar penalizando o setor com a tributação das exportações. E que desonerar as exportações era a parte que o governo poderia fazer para impedir que as empresas exportadoras perdessem ainda mais mercado em 2010.
Jornal do Commercio

BRASIL FICA SEM RELATÓRIO SOBRE BARREIRAS DOS EUA
Patrícia Campos Mello, correspondente em Washington
Pelo 2.º ano consecutivo, Itamaraty deixa de publicar estudo usado por exportadores para defesa comercial
Pelo segundo ano seguido, em 2008 e no ano passado, o Itamaraty não publicou o Relatório de Barreiras, um dos principais instrumentos dos exportadores brasileiros para defesa comercial e abertura do mercado americano. O relatório era publicado anualmente desde 1993, quando foi iniciado pelo então embaixador em Washington Rubens Ricupero, e listava todas as barreiras protecionistas dos Estados Unidos contra exportações brasileiras. Antes, apenas em 2004, ele deixou de ser publicado por mudança na metodologia. Agora, os exportadores ficam sem esse instrumento justamente no momento em que o Brasil teve o pior saldo comercial na história com os EUA, por causa da recessão americana e da alta do real.
Em 2007, o relatório já havia sido modificado para respeitar novas diretrizes do Itamaraty. A introdução do relatório, que era crítica aos EUA pela falta de avanço na eliminação das barreiras, foi trocada por um texto mais ameno, de menos confronto. Mesmo assim, a cobertura da imprensa sobre o relatório desse ano foi negativa, destacando a falta de abertura de mercado nos EUA, e desagradou ao Itamaraty.
Em 2009, segundo apurou o Estado, o relatório estava pronto desde a metade do ano, mas simplesmente não foi publicado. “O relatório é um importante instrumento de pressão para abertura do mercado americano aos exportadores brasileiros, porque mapeia todas as barreiras enfrentadas pelos produtos brasileiros nos EUA”, disse Diego Bonomo, diretor executivo do Brazil Information Center, entidade que representa grandes exportadores brasileiros no mercado americano.
EUA, União Europeia, China, Japão e Canadá publicam anualmente relatórios semelhantes, alguns ainda mais abrangentes, que são usados para os países contestarem medidas protecionistas. “É uma pena terem acabado com esse relatório, era uma fonte de referência para defesa comercial”, disse Rubens Barbosa, que foi embaixador em Washington e hoje é presidente do conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
A embaixada do Brasil em Washington afirma que o relatório de 2009 ainda não está pronto. “Uma vez finalizado, mandaremos o relatório para o Itamaraty em Brasília, e as autoridades competentes do Ministério das Relações Exteriores decidem qual o tipo de divulgação darão ao documento”, informou a embaixada.
Os novos exportadores usam o relatório para se informar sobre barreiras contra produtos. Já para os grandes exportadores, a utilidade é ter um mapa sobre as barreiras impostas pelos EUA, que pode ser usado como elemento de barganha em negociações para abertura comercial.
Os europeus dispõem do Market Access Database, onde empresários podem notificar barreiras de qualquer país contra a União Europeia (UE). Os europeus têm uma base de dados específica para medidas protecionistas dos EUA, chamada US Barriers to Trade and Investment. Os EUA têm o National Trade Estimate, que mapeia barreiras contra produtos, investimentos e propriedade intelectual. No ano passado, os exportadores brasileiros foram afetados pela desaceleração da economia americana e a valorização do real, que levaram o País a atingir um recorde negativo no comércio com os EUA. As importações brasileiras dos EUA foram US$ 4,44 bilhões maiores que as exportações brasileiras aos americanos.
O Estado de São Paulo
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PORTOS

RIO GRANDE E IMBITUBA COMEÇAM 2010 COM MUDANÇAS E MODERNIZAÇÕES

Bruno Merlin
Os portos de Rio Grande (RS) e Imbituba (SC), no sul do Brasil, iniciam 2010 com novidades e muito gás para tentar se destacar no concorrido sistema portuário nacional. O porto gaúcho terá que lidar com uma mudança de comando para se firmar como hub port do Mercosul - o que promete há muito tempo, mas ainda não conseguiu -, enquanto o terminal catarinense, único no País administrado por uma empresa privada, aguarda verbas públicas e de investidores para ampliar suas operações.
Alegando motivos de ordem pessoal – mas que pode ter intenções políticas -, Janir Branco, ex-prefeito municipal, se desligou da Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg) e abriu espaço para o engenheiro civil Antônio Jayme Lima Ramis. A posse de Ramis ocorreu no dia 23 de dezembro do último ano. Ele chega com a missão de divulgar o Porto além das fronteiras gaúchas e capacitá-lo para inclusão em novas rotas comerciais internacionais. A nomeação, feita pela governadora Yeda Crusius (PSDB), foi simultânea à do novo diretor Administrativo e Financeiro da Autoridade Portuária, Jesus Iroci Couto Carrasco.
Outro desafio do novo superintendente em 2010 é aplicar os R$ 84 milhões oriundos do Governo Federal para a modernização do chamado Porto Novo, cais público que reúne operações de carga geral, roll-on-roll-off e reparo naval, conforme já mostrou reportagem de PortoGente. Ramis é funcionário aposentado da Suprg e pretende estabelecer as metas para este ano a partir das reivindicações do governo estadual, de parlamentares e de toda a comunidade portuária local.
Em Imbituba, o administrador do Porto, Jeziel Pamato de Souza, segue o mesmo. Mas o terminal marítimo virou um grande canteiro de obras, exemplo do Brasil que o governo Lula quer. O Governo Federal, por exemplo, arcará com a retificação e ampliação dos molhes e com a expansão do cais. Imbituba receberá o montante de R$ 40 milhões de Brasília para finalizar a questão dos molhes até o final deste ano, prazo também para a finalização do aumento da área de atração dos berços 1 e 2, que ficaram paralisados durante 2009 devido à perturbação que o bate-estacas estava causando às baleias locais.
Outros R$ 80 milhões chegarão à Imbituba a partir de investimentos da Santos-Brasil. O terminal de contêineres será a alavanca para modificações na vida da Cidade, de acordo com a visão do prefeito José Roberto Martins (PSDB). Ele alerta, entretanto, para o desafio de ampliar os acessos terrestres aos portos, já que a operação de contêineres deverá pular dos atuais 1.500 cofres para até 30 mil em 2013. Mas para o Executivo, Martins aponta uma consequência muito boa na expansão. “[A ampliação] representará um volume maior de recursos para o município, que nem temos como estimar por enquanto”.
Portogente

PORTO SEM PAPEL EM SANTOS, VITÓRIA E RIO
O ministro dos Portos, Pedro Brito, anunciou nesta quarta-feira (6), no seu miniblog, que o projeto Porto Sem Papel começará pelos portos de Santos (SP), Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ), em março próximo.
O objetivo do programa é viabilizar a operação de um novo sistema informatizado para integrar todos os agentes envolvidos nas operações portuárias, eliminando o manuseio de vários formulários e papéis.
O Porto Sem Papel, segundo o subsecretário de Planejamento e Desenvolvimento Portuário da SEP, Fabrízio Pierdomenico, vai aperfeiçoar em cerca de 60% o desempenho das operações portuárias e reduzir em 25% o tempo de estadia das embarcações nos portos. Isso representa significativa diminuição de custos logísticos e maior competitividade frente ao mercado internacional.
A implantação do projeto pela SEP segue convenções internacionais. Em 1965, a Organização Marítima Internacional (IMO) estabeleceu a Convenção para Facilitação do Tráfego Marítimo Internacional (FAL). O acordo tinha como objetivo a redução das formalidades e documentos exigidos para a chegada, permanência e saída de embarcações. Países como Alemanha, Holanda, Chile, Espanha e Estados Unidos já possuem esse sistema de informações.
Portogente

AGILIDADE NOS PORTOS

MINISTRO DOS PORTOS ANUNCIA PORTOS QUE INICIARÃO O TREINAMENTO DO PORTO SEM PAPEL
Os portos de Santos, Rio de Janeiro e Vitória ES foram os escolhidos para iniciar o treinamento do projeto Porto Sem Papel, informou o ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, no miniblog Twitter. De acordo com a autoridade, o treinamento irá começar em março deste ano. A decisão foi tomada durante uma reunião sobre o projeto nesta quarta-feira.
A implantação do programa Porto sem Papel prevê agilizar a liberação das cargas de importação e exportação nos complexos marítimos. Com o programa, será possível uma integração dos órgãos intervenientes na liberação de cargas (Alfândega, Anvisa e Vigilância Agropecuária, entre outras) em uma única janela virtual que, através de um sistema informatizado, permitirá a redução em cerca de 20% do tempo disponibilizado aos serviços.
Além disso, segundo dados do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o projeto vai aperfeiçoar em cerca de 60% o desempenho das operações portuárias. Isso representará significativa diminuição de custos logísticos e maior competitividade frente ao mercado internacional.
O projeto, incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), tem recursos orçamentários em torno de R$ 19 milhões.
A Tribuna
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 PREVIDENCIA
 CUIDADOS NECESSÁRIOS COM A INSTITUIÇÃO DO FAP
A Lei 10.666/2003 instituiu o Fator Acidentário de Prevenção (FAP) que é um multiplicador variável entre 0,5 e 2,0 a ser aplicado sobre a alíquota Riscos ambientais de trabalho (RAT) a partir de janeiro de 2010. O RAT, antigo SAT é uma contribuição mensal (1%, 2% e 3%) calculada sobre os salários pagos pelo empregador e recolhida através de Guia da Previdência Social (GPS).
O objetivo da instituição do FAP é o financiamento dos benefícios concedidos em razão de acidente de trabalho como o auxílio doença, aposentadoria por invalidez e a pensão por morte e acidente de trabalho. Isto significa dizer que, as empresas com mais acidentes e acidentes mais graves passarão a contribuir com um valor maior, enquanto as empresas com menor acidentalidade terão uma redução no valor de contribuição.
Efetivamente, apenas as empresas de pequeno porte e com poucos funcionários poderão ter redução na alíquota. Desta forma, a arrecadação da Previdência Social aumentará significativamente. Para o empresário, significa um acréscimo de despesas referente contribuição do INSS em até 10,5%.
O cálculo do FAP considerará a ocorrência de acidentes e doenças do trabalho em cada empresa comparados a outras empresas na mesma atividade. O índice é composto por três fatores: gravidade, frequência e custo. Após o cálculo desses fatores, são atribuídos os percentis de ordem para as empresas por setor (Subclasse da CNAE) para cada um desses índices.
Desse modo, a empresa com menor índice de frequência de acidentes e doenças do trabalho no setor, por exemplo, recebe o menor percentual e o estabelecimento com maior frequência acidentária recebe 100%. O percentil é calculado com os dados ordenados de forma ascendente.
Para cada subclasse o cálculo do FAP atribui o intervalo de 0,5 a 2,0 como multiplicador e desta forma, ainda que a empresa tenha índices baixos poderá ter o FAP acima de 1,0 quando na subclasse exista empresas com índices menores, independente da comparação com outras atividades. Claramente, o cálculo do FAP onera as empresas com maior número de funcionários.
O cálculo do FAP contém diversas incoerências em relação a própria metolodogia que penaliza as empresas com maior quantidade de funcionários dentro de cada subclasse.
A Previdência Social também não divulga o rol de índices percentis de cada subclasse, ou seja, impede o contribuinte de conferir a legitimidade dos cálculos.
Outro aspecto importante é que os cálculos do FAP poderão estar considerando benefícios comuns como acidente de trabalho e informações de ex-empregados.
As empresas puderam se defender contra os cálculos da Previdência Social até 30 de dezembro de 2009 através de recurso administrativo ao Conselho de Contribuintes da Previdência. Porém, o recurso não impede a cobrança do adicional FAP, sendo necessária a impetração de Mandado de Segurança.
A instituição do FAP abrigará as empresas a implantar atitudes preventivas quanto ao cálculo do índice. Desta forma, deverá estar acompanhando a concessão de quaisquer benefícios da previdência privada a funcionários.
A empresa terá a responsabilidade de fiscalizar os benefícios concedidos a título de auxílio-doença, auxílio-acidente de trabalho, pensão por morte de acidente de trabalho e aposentadoria por invalidez vinculadas ao seu CNPJ.
Constatados benefícios concedidos indevidamente deverá impugná-los perante a Junta de Conselho de Contribuintes da Previdência, caso contrário, arcará com o aumento do FAP.
ConJur
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TERCEIRIZAÇÃO: CONCLUÍDO PROJETO DE LEI

PL prevê que empresa tomadora de serviços seja solidariamente responsável pelas obrigações trabalhistas decorrentes do contrato
Brasília, 05/01/2010 - Com o objetivo de garantir os direitos dos trabalhadores terceirizados, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, se reuniu nesta terça-feira (5), com representantes das centrais sindicais para concluir o projeto de Lei que regulamentará os contratos de prestação de serviços terceirizados. O projeto é fruto de uma parceria do MTE com as centrais sindicais.
No encontro, Lupi ressaltou a importância de regulamentar a terceirização como forma de proteger os empregados que trabalham nessa condição. "Estamos dando mais um importante passo para melhorar a vida dos trabalhadoresbrasileiros. Estamos há um ano e meio lutando para conseguir esta regulamentação, e, junto com as centrais sindicais, em unidade, conseguimos concluir este Projeto de Lei", declarou.
Atualmente não há marco legal. Os empregados contam apenas com a Súmula 331 do TST como apoio na hora de reclamar os direitos trabalhistas. A relação contratual é entre tomador (aquele que utiliza a mão-de-obra) e prestador de serviço (aquele que coloca trabalhadores à disposição do tomador). A empresa tomadora se responsabiliza somente subsidiariamente, e também não existem regras definidas para a contratação de mão-de-obra ou para prestação de serviço terceirizado.
Não existe também segurança jurídica para as empresas tomadoras e as prestadoras na hora de fechar os contratos de prestação de serviço. Os trabalhadores terceirizados também não recebem o mesmo tratamento dado aos funcionários efetivos quando o contrato é da própria empresa, além da falta de vínculo, que mesmo com todas evidências é difícil configurar vínculo empregatício.
Com a aprovação do Projeto de Lei será assegurada ao empregado da empresa prestadora de serviços a percepção dos direitos que integram convenção ou acordo coletivo de trabalho vigentes celebrados pelo sindicato da categoria profissional preponderante da empresa tomadora de serviços, desde que haja mais benéficos que o instrumento coletivo de sua categoria, diz o projeto que trata dos direitos dos trabalhadores.
A lei prevê vínculo empregatício entre o empregado da empresa prestadora de serviços com a tomadora de serviços desde que presentes os requisitos previstos no artigo 3º da CLT e realizadas funções diferentes das descritas nos contratos regidos por esta lei. Depois de aprovada a lei, a empresa tomadora de serviços será solidariamente responsável, independentemente de culpa, pelas obrigações trabalhistas, previdenciárias e quaisquer outras decorrentes do contrato, inclusive no caso de falência da empresa prestadora de serviços.
Participaram da reunião representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Central Geral dos Trabalhadores (CGTB) e Força Sindical. O ministro Lupi enviará o PL a Casa Civil com Pedido de Urgência, devido a importância do tema para os trabalhadores brasileiros.
Assessoria de Imprensa do MTE

PROJETO DE LEI QUE REGULAMENTA A TERCEIRIZAÇÃO: Clique aqui.
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TRIBUTOS

DISPUTAS NO STF ENVOLVEM R$ 150 BI

Estão nas mãos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) disputas tributárias de grande impacto para a Fazenda Nacional e para os contribuintes que devem ser julgadas neste ano. Só com as três maiores discussões em andamento - inclusão do ICMS na base de cálculo da Cofins, definição da base de cálculo da Cofins das instituições financeiras e incidência da CSLL nas receitas com exportação -, o rombo nos cofres da União, em caso de derrota, seria de aproximadamente R$ 150 bilhões.
A disputa de maior valor está na ação declaratória de constitucionalidade (ADC) nº 18, ajuizada em 2007 pela União na tentativa de ter declarada a constitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo da Cofins. Inicialmente, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) estimou o impacto da disputa em R$ 60 bilhões, caso a União tenha que devolver aos contribuintes os valores referentes aos últimos cinco anos. No entanto, de acordo com a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Adriana Queiroz de Carvalho, recentemente o órgão refez as contas e o valor correto seria de R$ 76 bilhões.
Em agosto de 2008, o Supremo concedeu, por nove votos a dois, uma liminar favorável à União. Desde então, o julgamento de mérito da ADC foi adiado por duas vezes e retirado de pauta em razão da morte do ministro Menezes Direito, relator do caso. A ação foi redistribuída para a relatoria do ministro Celso de Mello e o ministro Dias Toffoli declarou-se impedido de votar, pela atuação no caso enquanto Advogado-Geral da União. O fato foi comemorado pelos tributaristas, que entenderam como um voto a menos para a União.
No julgamento da liminar, os ministros Marco Aurélio e Celso de Mello deixaram claro que, no mérito, também serão favoráveis aos contribuintes. Os advogados apostam ainda em votos pró-contribuintes dos ministros Ricardo Lewandowski e Carmem Lúcia, devido a sinalizações em julgamentos anteriores sobre o tema. Na opinião do advogado especializado em direito constitucional Saul Pinheiro, do Pinheiro Neto Advogados, como a votação tende a ser acirrada, é possível que na disputa a corte tenha que fazer uso da Emenda Regimental nº 35, aprovada pelos ministros em dezembro. Ela determina que, em caso de empate na votação, o presidente dê o chamado voto de qualidade para desempatar o julgamento.
Outra grande disputa acompanhada de perto pela Fazenda Nacional é a que vai definir a base de cálculo para a cobrança da Cofins de bancos e seguradoras. Em 2009, o Supremo deu início ao julgamento do leading case envolvendo a seguradora AXA, que defende que o setor não está sujeito ao pagamento da Cofins. Os bancos, por sua vez, defendem que a contribuição incidiria apenas sobre os serviços que prestam, ou seja, sobre os valores apurados com as tarifas que são cobradas dos clientes. De acordo com o advogado Marcos Joaquim Gonçalves Alves, do Mattos Filho Advogados, o imposto só deveria incidir em atividades bancárias, como a emissão de talão de cheque ou taxas administrativas. "Considerar que a atividade bancária de remuneração de capital seja caracterizada como serviço é contrariar todas as regras do direito econômico", diz Alves.
No primeiro e único voto da corte até agora, o ministro Cezar Peluso entendeu que a contribuição deve incidir sobre o spread - diferença entre o custo de captação do banco e o custo de empréstimo - e sobre os prêmios pagos pelas seguradoras. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Marco Aurélio. Segundo Alves, caso os bancos sejam derrotados, certamente o consumidor será prejudicado com um aumento das taxas. "Os bancos já sofreram majoração na alíquota da CSLL e da contribuição previdenciária", afirma. De acordo com os cálculos da Fazenda, o valor da disputa seria de R$ 40 bilhões, calculado entre 1999 a 2008.
Depois do desfecho negativo da disputa sobre o crédito-prêmio do IPI para as empresas exportadoras, restou apenas uma grande batalha para o setor no Supremo. A corte deve definir se a CSLL incide ou não nas receitas que as empresas obtêm com exportações. De acordo com a PGFN, a estimativa de impacto é de R$ 36 bilhões, caso a Fazenda tenha que devolver o valor do imposto que incidiu sobre o lucro das exportações feitas entre 1996 e 2008. A controvérsia teve início em 2001, com a edição da Emenda Constitucional nº 33 que proíbe a cobrança das contribuições sociais sobre exportações, o que tem sido aplicado, desde então, ao PIS/Cofins. Enquanto o Fisco entende que as contribuições não podem incidir apenas sobre as receitas de exportação, e não sobre o lucro da atividade, os contribuintes defendem que a desoneração deveria abarcar também a CSLL.
No Supremo, o placar está empatado em quatro a quatro e o julgamento está suspenso por um pedido de vista da ministra Ellen Gracie desde 2008. Segundo a advogada Silvania Conceição Tognetti, do escritório Barbosa, Müssnich & Aragão, a decisão da corte deve afetar também outra disputa em curso nas instâncias inferiores, sobre a CPMF que incidia em 9% nos contratos de câmbio feitos pelas empresas exportadoras. Apesar do imposto ser diferente, o argumento das empresas é exatamente o mesmo: a desoneração das exportações deveria ter abrangido também a CPMF.
Valor Econômico