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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

MDIC projeta saldo comercial entre US$ 65 e US$ 70 bilhões para este ano




MDIC projeta saldo comercial entre US$ 65 e US$ 70 bilhões para este ano





Previsão do superávit foi revisada para cima em virtude do bom desempenho das exportações, que acumulam alta de quase 20%

Brasília (27 de outubro) - Diante do bom desempenho da balança comercial brasileira, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, orientou sua equipe a estudar novas projeções para 2017. A expectativa agora é de que a balança feche o ano com um superávit que pode variar entre US$ 65 bilhões e US$ 70 bilhões. A previsão anterior era de um saldo acima de US$ 60 bilhões.

Os números refletem, principalmente, o desempenho das exportações brasileiras, cuja alta acumulada no ano é de quase 20%, com vendas externas expressivas puxadas por automóveis, veículos de carga, produtos siderúrgicos, produtos do agronegócio e commodities minerais. Na próxima quarta-feira (1º), o MDIC anunciará os dados do mês de outubro e também do período acumulado de dez meses no ano.

Segundo o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto, "em termos absolutos, a exportação apresenta aumento de US$ 25 bilhões, entre janeiro e setembro, na comparação com o mesmo período de 2016". No ano passado, até setembro, as exportações eram de US$ 139,4 bilhões e, no mesmo período deste ano, subiram para US$ 164,6 bilhões.

Produtos

Os principais responsáveis por esse comportamento são os aumentos das exportações de petróleo bruto (US$ 6,2 bilhões), minério de ferro (US$ 5 bilhões), soja (US$ 4,5 bilhões), automóveis de passageiros (US$ 1,7 bilhão), produtos siderúrgicos (US$ 1,5 bilhão), derivados de petróleo (US$ 961 milhões) e veículos de carga (US$ 604 milhões).

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) observou que os seguintes setores e/produtos apresentaram desempenho melhor que o esperado:

Produtos agrícolas: No início de 2017, havia incerteza quanto à variação dos preços de exportação das commodities agrícolas. Entretanto, ao longo do ano, os preços têm se mostrado sustentáveis e crescentes. Como exemplo disso, pode-se levar em conta a celulose, com crescimento de 8,5%; açúcar, com crescimento de 20%; carne de frango, com aumento de 9,2% e carne bovina, com crescimento de preço de 5,5%. "A soja apresenta um pequeno aumento de preço de 1% no ano. Porém, como o volume é muito grande, essa variação contribui positivamente para o aumento das exportações", avalia Abrão Neto.

Automóveis de passageiros e veículos de carga: A Secex previa um aumento de exportação na esteira do desempenho de 2016, mas, segundo o secretário, "surpreende com crescimento de 52% na quantidade de automóveis exportados e de 26,4% na quantidade de veículos de carga".

Petróleo e derivados: O aumento nos preços era esperado. Porém, observa-se também crescimento no volume exportado de petróleo bruto (37,3% até setembro);

Produtos siderúrgicos: a performance de crescimento de36% até setembro das exportações do setor supera as expectativas projetadas no início do ano.



Assessoria de Comunicação Social do MDIC

http://www.mdic.gov.br//index.php/noticias/2829-mdic-projeta-saldo-comercial-entre-us-65-e-us-70-bilhoes-para-este-ano

terça-feira, 8 de março de 2016

SALDO COMERCIAL



SETOR AGROPECUÁRIO CONTRIBUI PARA O MAIOR SALDO COMERCIAL DA HISTÓRIA, PARA O MÊS DE FEVEREIRO


O Brasil obteve no mês passado o maior saldo comercial para um mês de fevereiro, desde 1989, quando se iniciou a série histórica, segundo divulgou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O país obteve um superávit de US$ 3,04 bilhões na balança comercial do mês. Somando-se ao resultado de janeiro, o Brasil já acumula, em 2016, um saldo de US$ 3,97 bilhões com seu comércio exterior, o melhor resultado para um primeiro bimestre desde 2007.
O recorde no saldo comercial do mês foi resultado do grande avanço nas exportações do país e pela, ainda maior, queda nas importações. Em fevereiro, o país vendeu ao exterior US$ 13,35 bilhões, valor 10,4% maior em comparação com o mesmo mês de 2015. Ao mesmo tempo, o país importou US$ 10,31 bilhões, 31,0% a menos que no segundo mês do ano passado. Devido a essa queda mais acentuada nas importações, a corrente de comércio de fevereiro somou US$ 23,65 bilhões, cifra 12,5% inferior à do mesmo mês do ano passado.
A agropecuária foi indispensável para esse resultado, destaca a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, (CNA). Os quinze principais produtos do setor trouxeram ao país US$ 5,41 bilhões no mês, 40,6% do total exportado pelo Brasil e 53,4% a mais que o valor das vendas externas desses mesmos produtos em fevereiro do ano passado. Além dos campeões de exportações, como o milho (US$ 892 milhões) e a soja em grãos (US$ 715 milhões), é interessante notar o crescimento da cadeia do açúcar e etanol.
Houve crescimento de 43,4% nas exportações de açúcar refinado (que atingiram US$ 142,0 milhões), 134,2% nas de açúcar em bruto (US$ 658,0 milhões) e 268,3% nas de etanol (US$ 151 milhões), em comparação com fevereiro do último ano. Esses números foram resultado da combinação entre a desvalorização do Real, que dá maior competitividade ao produto brasileiro, do crescimento nos preços internacionais de tais mercadorias e do aumento da demanda internacional por elas.
A recuperação nos preços de açúcar acontece após cinco anos de baixas cotações do produto, no mercado internacional, e ocorre graças à redução nas produções da Índia (5,7%, segundo o USDA), União Europeia (3,9%), China (3,8%), e Brasil (2,6%). Essas diminuições, causadas por fatores climáticos como o El Niño, pelo crescimento na demanda e por fatores conjunturais, causarão um déficit de 5 milhões de toneladas de açúcar no mercado internacional na safra 2015/2016, pressionando positivamente seus preços.
Segundo o Indicador Açúcar Cristal CEPEA/ESALQ, os preços de açúcar refinado em Santos saíram de R$ 50,44/saca (US$ 17,53/saca), em 27 de fevereiro do ano passado, para R$ 78,94/saca (US$ 19,94/saca), em 26 de fevereiro deste ano.
Já no caso do etanol, três fatores do mercado internacional permitiram a valorização do produto. Além do fortalecimento do dólar frente ao real, que barateia o combustível brasileiro no mercado externo, novas regulamentações ambientais nos Estados Unidos definiram que, no decorrer de 2016, serão misturados 68,5 bilhões de litros de combustíveis renováveis à gasolina norte-americana. Ao lado disso, o crescimento na demanda da Coréia do Sul também contribuiu para ampliar as exportações brasileiras de etanol.
Dessa forma, os preços do etanol anidro (aquele que se mistura à gasolina) saltaram de R$ 1,43/litro (US$ 0,50/litro), em 27 de fevereiro de 2015, para R$ 2,10/litro (US$ 0,53/litro) em 26 de fevereiro deste ano. Já para o etanol hidratado (utilizado no abastecimento direto), os preços subiram de R$ 1,32/litro (US$ 0,46/litro), em 27 de fevereiro passado, para R$ 1,94/litro (US$ 0,49/litro) no último dia 26. Esses preços foram calculados pelo CEPEA/ESALQ, segundo os índices Semanal Etanol Hidratado Combustível e Semanal Etanol Anidro, e referem-se ao estado de São Paulo.
Assessoria de Comunicação CNA