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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Empresa russa irá utilizar o Blockchain para aprimorar a logística dos portos


Empresa russa irá utilizar o Blockchain para aprimorar a logística dos portos


Beatriz Orlandeli


O novo sistema irá reduzir o tempo gasto com papelada

De acordo com a mídia local a Infotech Baltika, empresa russa de logística naval, irá desenvolver um sistema baseado na tecnologia blockchain para seus portos de operação. Para criar a solução, chamada Edge.Port, a empresa se aliou à Iconic, startup blockchain com sede em Moscou.

O novo sistema supostamente irá permitir que os participantes da atividade portuária realizem o armazenamento de toda a documentação necessária na rede blockchain. Aparentemente todos os serviços realizados no porto, incluindo o aluguel de embarcações e rebocadores, poderão ser solicitados e rastreados online diretamente no sistema, sem a necessidade de qualquer papelada.
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De acordo com a Infotech Baltika, o sistema irá permitir que a empresa reduza o tempo gasto em operações portuárias de 4h para 25 minutos. Ainda mais, o uso da tecnologia poderá economizar até uma hora enquanto o navio está sendo descarregado.

Como resultado, a capacidade total de cada porto poderia aumentar de 3% a 5%.

A Infotech afirma operar em 14 portos em toda a Rússia e em diversos países europeus, incluindo Chipre e Itália. Com mais de 3 mil navios registrados operando anualmente, em 2017 a empresa foi eleita como a melhor transportadora de carga de São Petersburgo em termos de valor e bens processados, movendo mais de US$1,5 bilhões em mercadoria.

O blockchain está sendo amplamente utilizado na indústria marítima, tanto pelo setor de operação quanto por empresas de logística. Recentemente a Zim, maior empresa de transporte de cargas de Israel, utilizou a tecnologia para criar uma plataforma para todos os clientes em operações selecionadas, seguindo um projeto piloto bem sucedido.

Em agosto do último ano a IBM e a Maersk, grande empresa dinamarquesa de transporte e logística, lançaram uma solução de embarque global baseada na tecnologia. O projeto envolve 94 organizações e viu 154 milhões de eventos de embarque capturados no momento do lançamento.
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FONTE: COINTELEGRAPH

https://webitcoin.com.br/empresa-russa-ira-utilizar-o-blockchain-para-aprimorar-a-logistica-dos-portos-fev-12/

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

TCU vê 'fortes indícios' de abuso nos preços cobrados em terminais portuários


TCU vê 'fortes indícios' de abuso nos preços cobrados em terminais portuários



Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) verificou "fortes indícios" de que há cobrança abusiva nos portos brasileiros para o transporte de contêineres. Segundo o tribunal, isso encarece tanto a exportação quanto a importação de produtos.

A auditoria avaliou a eficiência dos portos brasileiros, a atuação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a manutenção da profundidade dos portos.

O processo apontou problemas na atuação da Antaq. "A atuação da Antaq não garante a harmonização de objetivos entre usuários donos de cargas e empresas arrendatárias, o que possibilita a cobrança de preços abusivos no segmento de contêineres", disse o ministro Bruno Dantas, que relatou a auditoria.

Infraestrutura

A auditoria apontou, ainda, que os portos brasileiros têm profundidades insuficiente. A falta de uma dragagem eficiente prejudica a eficiência dos portos. Com pouca profundidade, os navios não podem transportar toda a carga possível sob o risco de ficarem encalhados.

Segundo o TCU, as companhias docas, que administram os portos, enfrentam problemas financeiros que prejudicam investimentos. A auditoria indica ao governo a necessidade de ajuda financeira para essas empresas.

Outro ponto que prejudica a eficiência dos portos, afirmou a auditoria, são os atrasos na emissão de importações feita pela Anvisa. Segundo a área técnica do TCU, em muitos casos, o processo de liberação da carga pela Anvisa durava até 30 dias.

"Observou-se ainda a ausência de padrões objetivos para orientação dos fiscais ou qualquer tipo de manual operacional por parte da agência", disse Dantas.

Em seu voto, o ministro recomendou que a Anvisa aprimore os critérios para emissão de licença.

Determinações

Sobre as constatações de cobranças abusivas pelos operadores portuários, o ministro determinou que a Antaq desenvolva metodologia de análise para denúncias sobre abusos no valor cobrado pelos operadores.

O TCU também determinou que a Antaq estabeleça medidas para acompanhar os preços e as tarifas praticadas e que regulamente o processo para obtenção de custos dos terminais.

Para acelerar as obras de dragagem dos portos, o TCU recomendou que as companhias docas reavaliem a profundidade dos portos e façam a readequação de projetos.

Os ministros recomendaram ainda que as autoridades portuárias avaliem a possibilidade de contratarem o serviço em conjunto com outros terminais portuário, como ocorre em outros países.

Fonte: G1

https://www.portosenavios.com.br/noticias/geral/tcu-ve-fortes-indicios-de-abuso-nos-precos-cobrados-em-terminais-portuarios?utm_source=newsletter_8675&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Com alta no frete, fertilizantes estão parados em portos


Com alta no frete, fertilizantes estão parados em portos



O tabelamento do frete está atrasando a entrega de fertilizantes para produtores rurais e o setor já prevê menor rentabilidade com a alta nos preços do produto. Como menos caminhões estão indo até os portos, o insumo importado que seria a carga na viagem de volta está parado nos navios. Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), dos 60 navios parados nos portos brasileiros, 35 estão com fertilizantes.

O diretor executivo da Associação dos Misturadores de Adubo do Brasil (AMA Brasil), Carlos Eduardo Florence, calcula que 60% das entregas previstas para este período do ano estão represadas - a maior parte do fertilizante consumido no País é importada. "Não há mais capacidade de armazenagem de fertilizantes nos portos. O volume que sai é insignificante. Com isso, vários navios estão parados e carregados de adubos", afirmou. "E ainda tem muito navio com fertilizante vindo para o Brasil."

De acordo com a agência marítima Williams Brazil, de 1.º de junho até o dia 18, a quantidade de adubo prevista para ser descarregada nos portos brasileiros chegava a 5,143 milhões de toneladas - 36% para Paranaguá (PR), 22%, para Santos (SP) e 12 3% para Rio Grande (RS).


Segundo Florence, além de não estarem faturando com o insumo que deveria ser entregue, as empresas de defensivos estão arcando com prejuízos decorrentes da multa diária paga quando o embarque demora mais que o combinado.

Custo

No norte do Paraná, a demora na entrega de fertilizantes preocupa os produtores, já que o plantio da soja da safra 2018/2019 começa em outubro. Além desse atraso, a perspectiva é de que, mantido o atual patamar de valores do transporte, o preço dos insumos suba mais.

O gerente de logística da cooperativa Integrada, Celso Otani, diz que o frete para fertilizantes, que era de R$ 75 a tonelada antes do tabelamento, está entre R$ 100 e R$ 105 a tonelada. Ele explica que, em geral, o custo para transporte do insumo leva em consideração o fato de que ele é levado por caminhões que descarregaram grãos no porto e, para não voltar vazios, são carregados com adubo. A nova tabela de frete retirou essa vantagem, diz Otani.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, confirmou essa situação. "Os fertilizantes eram frete de retorno, mas agora viraram frete principal e tabelado", afirmou o ministro.

A cooperativa do norte do Paraná recebeu até agora 40% do volume que precisará de fertilizante para atender os cooperados de setembro e outubro, quando o ideal seria já contar com 50% do total. Segundo Otani, novos pedidos de adubo, que custam, em média, R$ 1.400 por tonelada, já estão sendo feitos com preços reajustados. Os custos da cooperativa com o transporte de grãos até o porto já aumentaram 20%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: A Tribuna

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/com-alta-no-frete-fertilizantes-estao-parados-em-portos?utm_source=newsletter_8582&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Portos



Associação espera publicação da norma com direitos e deveres dos usuários ainda em 2017





Foto: Arquivo/Daniele Rodrigues (Governo Bahia)


A Associação dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro (Usuport-RJ) espera que a norma nacional com direitos e deveres da categoria seja publicada ainda em 2017. A audiência pública foi encerrada em 2016 e o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia, relator do processo, deu voto favorável à aprovação da minuta. Como o diretor-geral da Antaq, Adalberto Tokarski, pediu vistas, a expectativa é que o texto seja novamente colocado em votação nas próximas reuniões da diretoria.

A proposta dispõe sobre os direitos e deveres dos usuários, dos agentes intermediários e das empresas que operam nas navegações de apoio marítimo, apoio portuário, cabotagem e longo curso, e estabelece infrações administrativas. Para a Usuport-RJ, a proposta trazida pela Antaq em audiência pública ainda está longe do ideal porque a agência reguladora se recusaria a fazer análises de impactos regulatórios e tratar de questões consideradas importantes para os usuários. Em contrapartida, a associação entende que a norma será um avanço para os usuários, que nunca tiveram regulação semelhante.

Funcionando em modelo de comitê provisório desde 2014 e criada efetivamente há pouco mais de dois anos, a entidade publicou um balanço em que afirma ter contribuído para abrir caminho para essa discussão e defendido pela inclusão dos transportes marítimos nacionais e internacionais, incluindo agentes intermediários, na norma. A regulação de armadores estrangeiros e agentes intermediários, como os NVOCCs (transportadoras não proprietárias de navios), é uma das bandeiras levantadas pela Usuport-RJ. Ela defende mecanismos eficazes para acompanhamento de fretes em defesa da concorrência. “Assim que a norma for publicada, se verificarmos que a agência foi omissa em relação às sobre-estadias (demurrages), sobretaxas, criação de termos de compromisso e retenção indevida de cargas nos portos, a denunciaremos ao TCU e ao MPF”, afirmou o diretor-presidente da Usuport-RJ, André de Seixas.

Em outubro, a Antaq iniciou uma pesquisa de satisfação dos usuários dos portos. De acordo com a agência, as entrevistas se estenderão até o final do ano. A Antaq informou que, nesta primeira edição da pesquisa, serão ouvidos os agentes marítimos e as empresas brasileiras de navegação (EBNs). "Numa segunda etapa, deveremos estender a sondagem a outros tipos de usuários”, explicou, em setembro, o gerente de desenvolvimento e estudos da agência, Eduardo Queiroz, responsável pela pesquisa. Na ocasião, ele acrescentou que os resultados da pesquisa estarão consolidados no início de 2018.

Na primeira etapa, servidores da agência entrarão em contato com as EBNs e agências por telefone com os seus representantes legais a fim de identificar a pessoa física mais indicada para responder e agendar a entrevista. A Antaq enviará um ofício-circular a cada empresa previamente selecionada para compor a amostra, contendo detalhes da pesquisa, o questionário e meios para contato com a equipe encarregada pela pesquisa. O formulário está disponível no site da Antaq.
(Da Redação)

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/41374-associacao-espera-publicacao-de-norma-com-direitos-e-deveres-dos-usuarios-ainda-em-2017

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Porto de Santos bate recorde histórico de movimentação de cargas



Porto de Santos bate recorde histórico de movimentação de cargas



O Porto de Santos bateu seu recorde de movimentação de cargas no mês passado, quando escoou 11,39 milhões de toneladas. O resultado é 0,3% maior do que a marca anterior, de 11,36 milhões de toneladas, obtida em agosto do último ano. O crescimento se deve, principalmente, ao aumento nas exportações, em especial as das cargas agrícolas, consequência da safra recorde registrada pelo País.

Considerando o total de cargas operadas nos primeiros cinco meses do ano, o complexo marítimo movimentou 50 milhões de toneladas, 4,4% a mais do que no mesmo período do ano anterior.

Analisando apenas o transporte de contêineres, em tonelagem, houve uma queda de 2,2% no mês, que fechou com 3,53 milhões de toneladas. Em quantidade, a redução é menor, de 0,8%, com 308,4 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). No acumulado de janeiro a maio, porém, houve um crescimento de 7,9% em peso (16,87 milhões de toneladas) e de 4,5% em quantidade (1,45 milhões de TEU).

Esses dados integram o balanço operacional do Porto de Santos em maio e foram divulgados na manhã de ontem pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), empresa controlada pelo Governo Federal e que administra o complexo marítimo.

De acordo com o levantamento, no último mês, as exportações do cais santista chegaram a 8,54 milhões de toneladas, 12,8% a mais do que em maio de 2016. A maior parte era do complexo soja (grãos e farelo), que somou 3,38 milhões de toneladas, com uma alta de 17,3%. Em seguida, está o açúcar (tanto em contêineres como a granel), com 2,26 milhões de toneladas, 25,7% a mais.

As importações cresceram 1,1% em maio, em relação ao mesmo mês de 2016, atingindo 2,85 milhões de toneladas. Entre as cargas desembarcadas, os destaques foram o óleo diesel e o gasóleo, com 242,3 mil toneladas (85,8% a mais), e o adubo, que registrou 219,6 mil toneladas, uma queda de 31,7%, segundo os dados mensais da Codesp.

Em relação ao movimento de navios escalando no Porto em maio, o levantamento da Companhia Docas aponta que 406 embarcações estiveram no complexo, três a mais (0,7%) do que nesse mês, no ano passado. No acumulado do ano, porém, houve uma queda de 28 cargueiros (1,4%). Foram 1.969 neste exercício, contra 1.997 em 2016.

Essa queda e o aumento na movimentação mostram que, em média, os navios que vem a Santos estão carregando mais cargas por viagem.

Fonte: A Tribuna

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/39428-porto-bate-recorde-historico-de-movimentacao-de-cargas?utm_source=newsletter_8253&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y

Escoamento de grãos pelos portos do Paraná segue em forte alta


Escoamento de grãos pelos portos do Paraná segue em forte alta



O escoamento de produtos agrícolas pelos portos do Paraná deverá crescer 76% no terceiro trimestre, prevê a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) a partir de uma estimativa feita junto aos terminais que movimentam grãos principalmente em Paranaguá. São esperadas 2,97 milhões de toneladas de cargas entre junho e agosto, ante 1,69 milhão no mesmo período do ano passado

Segundo a estimativa, 1,1 milhão de toneladas serão de soja, 650 mil toneladas de farelo de soja e 1,2 milhão de toneladas de milho. “A diferença de um ano para o outro se dá, principalmente, na escolha do produtor em voltar a exportar o milho. E é isso que temos buscado aqui, manter o Porto de Paranaguá pronto para atender à demanda do seu usuário, seja ela qual for”, afirma em nota o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

A colheita da safra de verão da temporada 2016/17 no Paraná terminou neste mês com 25 milhões de toneladas colhidas, 23% a mais que no ciclo anterior. O Porto de Paranaguá é a porta de saída por praticamente todo o volume escoado para o exterior.

No primeiro trimestre, o Porto de Paranaguá bateu recorde histórico de movimentação com 11,67 milhões de toneladas, mas não apenas de grãos.

Fonte: Valor

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/39426-escoamento-de-graos-pelos-portos-do-parana-segue-em-forte-alta?utm_source=newsletter_8253&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Decreto dos Portos busca maior segurança jurídica



Decreto dos Portos busca maior segurança jurídica



O Decreto de Regularização Portuária – editado com o objetivo de desburocratizar e otimizar os processos de autorizações para investimentos em portos públicos e Terminais de Uso Privado (TUPs) de todo o País – foi assinado ontem pelo presidente da República, Michel Temer, em solenidade em Brasília. O material, que amplia prazos de arrendamento e flexibiliza regras do setor, deve ser publicado hoje, no Diário Oficial da União (DOU).

“Estamos trazendo o Brasil do século passado para o século 21”, disse Temer. “Com esses investimentos geradores de combate ao desemprego, precisamos agora pacificar o País e ter tranquilidade. Não podemos ficar nesse embate de brasileiro contra brasileiro”, afirmou.

Ao ampliar prazos para prorrogações de contratos, o Decreto dos Portos pretende garantir maior segurança jurídica e previsibilidade aos investidores privados. A ideia do Governo Federal é estimular investimentos no setor portuário e garantir uma maior oferta de infraestrutura para as exportações brasileiras.


“Mais do que gerar segurança jurídica, todas as ações do Governo tem como princípio a previsibilidade. Esse foi um princípio muito forte e defendido pelo ministro Moreira Franco (da Secretaria-Geral da Presidência da República) para toda essa modernização dos marcos legais do setor de infraestrutura. Isso é fundamental para que a gente tenha os investidores realmente interessados em fazer o País crescer”, destacou o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella.

Segundo o ministro, com a atualização do marco regulatório, cerca de R$ 25 bilhões devem ser investidos pela iniciativa privada nos próximos anos. O responsável pela pasta que comanda os portos destacou a ampliação dos prazos contratuais, que saltou de 25 para 35 anos, e a agilização dos processos – fatores que devem contribuir para a geração de empregos.

“O tempo de tramitação hoje chega a três anos para autorizar novo investimento. Com o decreto, a nossa expectativa é de que esse prazo caia para 180 dias”, destacou Quintella.

Moreira Franco destacou a necessidade de uma revisão na logística para que, cada vez mais, haja a integração entre complexos portuários e linhas férreas. Já o ministro dos Transportes destacou que nas ferrovias, a movimentação do 1º trimestre deste ano foi 5,9% superior a do ano passado.

Segundo Quintella, o decreto aproveitou parte das propostas do grupo formado por empresários e representantes do Governo, criado para analisar o setor. “Infelizmente não podemos abarcar tudo aquilo que era da vontade do setor produtivo, mas não quer dizer que vamos parar por aqui”, destacou. “Nós temos outros instrumentos legais para atender ao setor para termos um setor mais desburocratizado e veloz”.

Fonte: A Tribuna

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/38745-decreto-dos-portos-busca-maior-seguranca-juridica?utm_source=newsletter_8204&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Temer assina decreto para dinamizar investimentos em portos


Temer assina decreto para dinamizar investimentos em portos

Agência Brasil


O presidente Michel Temer assinou hoje (10) um decreto que pretende desburocratizar e flexibilizar operações, concessões e arrendamento de portos brasileiros. O decreto pretende otimizar os processos de autorizações para investimentos em portos públicos e Terminais de Uso Privado (TUPs), simplificando processos e flexibilizando garantias, atendendo a reivindicações de empresários do setor.

Ao ampliar prazos contratuais e dar liberdade para prorrogações de contratos, o novo Decreto de Regularização Portuária pretende dar mais segurança jurídica e previsibilidade à iniciativa privada, de forma a estimular investimentos no setor, em especial para a ampliação de terminais.

Em seu discurso o presidente Michel Temer disse que o ato de assinatura deste decreto vai ao encontro das medidas de modernização da infraestrutura brasileira. “Estamos modernizando todas as áreas da administração. Estamos tendo coragem e ousadia para isso. O momento exige isso, para avançarmos”, disse ele ao acenar que outros detalhes poderão ser tratados posteriormente, no sentido de atender a demandas ainda não contempladas pelo governo.

“Com esses investimentos geradores de combate ao desemprego, precisamos agora pacificar o país e ter tranquilidade. Não podemos ficar nesse embate de brasileiro contra brasileiro”, acrescentou, ao comentar a polarização política pela qual passa o país.

Medidas

De acordo o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintela, as medidas vão gerar R$ 25 bilhões em investimentos, segundo cálculos de sua pasta. Ele destacou, como principais pontos do decreto, a ampliação dos prazos contratuais, o que, segundo ele, vai atrair investimentos e gerará empregos. Um dos exemplos é a ampliação do tempo de concessões e arrendamentos portuários de 25 para 35 anos, com a possibilidade de uma renovação, o que poderia totalizar 70 anos.

“Além disso, vamos desobstruir as autorizações para novos terminais. O tempo de tramitação hoje chega a 3 anos para autorizar novo investimento. Com o decreto esperamos que esse prazo caia para 180 dias”, disse o ministro. O decreto ainda facilita a expansão de área das TUPs sem a necessidade de novos contratos.

Quintela disse que, além de regulamentar mecanismos para investimentos privados, o decreto possibilitará antecipar receitas e reequilibrar contratos. “Promoveremos competição, garantindo segurança jurídica para a celebração de contratos, de forma a ficar alinhados com as práticas modernas dos países desenvolvidos”, acrescentou Quintela.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, disse que as novas regras vão “trazer o sistema portuário do século passado para o século 21”. Além disso, disse o ministro, as medidas vão ao encontro dos objetivos do governo em “transformar as ferrovias em irmãs dos portos”.

“As ferrovias têm de sair de um porto ou se dirigir a ele para atender nossas necessidades logísticas”, disse. “Sabemos da importância do sistema portuário. Precisamos modernizar, ter eficiência e garantir que o agronegócio e a indústria tenham uma logística capaz de nos tornar competitivos”, disse Moreira Franco ao defender que o país aumente sua capacidade de atendimento às necessidades do comércio internacional.

http://istoe.com.br/temer-assina-decreto-para-dinamizar-investimentos-em-portos/

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Governo norte-americano vai estudar gargalos brasileiros


Governo norte-americano vai estudar gargalos brasileiros





O Governo dos Estados Unidos se prepara para retomar os trabalhos com o do Brasil a fim de estudar como melhorar as operações nos portos brasileiros, inclusive Santos. Washington aguarda um posicionamento do Ministério dos Transportes para concluir um plano de trabalho que irá analisar, entre outros temas, os principais gargalos operacionais e processuais nos complexos marítimos nacionais e medidas para reduzir ou até eliminar esses obstáculos, afirmou o assessor sênior para Questões Internacionais do Administração Marítima do Departamento de Transportes norte-americano, Tony Padilla.

O representante de Washington se encontrou com empresários e autoridades do Porto de Santos na última quinta-feira, durante visita do grupo ao Porto de Nova Iorque e Nova Jersey, o principal da costa leste norte-americana. A ida da comitiva ao complexo complementa a programação deste ano do Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos.

Padilla encontrou o grupo do Santos Export durante suas reuniões com os executivos da consultoria Aecom e os da empresa de tecnologia Eaglerail, em Manhattan, Nova Iorque.

Em entrevista a A Tribuna, o assessor do Departamento de Transportes falou sobre o trabalho de parceria entre os dois países e as oportunidades que podem surgir para o Porto de Santos nesse processo. “Esse acordo pretende avaliar as operações dos complexos marítimos, inclusive do Porto de Santos, seu nível de tecnologia, os processos de gestão adotados e até o fluxo de financiamento disponibilizado (para o apoio a exportações e importações). Estamos com empresas americanas e órgãos do governo para analisar esses pontos e propor ações de melhoria, quando necessárias”, explicou.

Essa iniciativa integra o projeto Parceria em Transportes Brasil-EUA, lançado há dois anos pelas duas nações. O setor portuário é tema de um dos quatro grupos de trabalho criados pelos dois governos, como parte desse acordo. Os outros três tratam de rodovias e estradas, ferrovias e melhores práticas de gerenciamento de emergências.

A equipe que trata dos portos se reuniu pela última vez no semestre passado, informou o representante do Departamento de Transportes. Desse encontro, participaram representantes da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), da Marinha do Brasil e, do lado norte-americano, técnicos dos departamentos de Transporte e de Comércio, da agência de desenvolvimento comercial (USTDA) e de empresas de consultoria, como a AECOM, e dragagem.

Com as mudanças ocorridas no governo brasileiro nos últimos meses, especificamente o impeachment da presidente Dilma Rousseff, a posse do vice-presidente Michel Temer e reforma ministerial ocorrida na sequência, que levou à extinção da Secretaria de Portos e à transferência de suas responsabilidades para o Ministério dos Transportes (que passou a ser denominado como Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil), os trabalhos acabaram interrompidos. Mas devem ser retomados em breve, espera Tony Padilla. “O Governo do Brasil passou por mudanças. Estamos aguardando uma manifestação do Ministério (dos Transportes) para continuarmos nossas atividades”, explicou.

Quando os trabalhos forem retomados, o próximo passo do grupo que cuida dos portos será oficializar seu plano de ação. Já há uma proposta pronta, informou Padilla. Segundo ele, a partir desse ponto, é possível ter as análises do setor concluídas em até 18 meses.

Visita

O grupo do Santos Export iniciou sua visita técnica ao Porto de Nova Iorque e Nova Jérsei na última quarta-feira. Nesse primeiro dia, os empresários e as autoridades brasileiras foram recebidos por representantes da Autoridade Portuária de Nova Iorque e Nova Jersey nos escritórios do órgão, na zona portuária de Nova Jersey.

No encontro, foram debatidos os planos de investimento em infraestrutura do complexo norte-americano, que investe US$ 4,4 bilhões (quase R$ 14 bilhões) na dragagem de seus canais de navegação, na adequação de pontes e na expansão de sua malha ferroviária, a fim de ampliar sua intermodalidade.

A comitiva também visitou terminais de contêineres na região. No dia seguinte, houve reuniões com os executivos da Aecom e a Eaglerail.

Com a primeira empresa, foram debatidos os impactos do aumento do nível do mar em áreas costeiras e portuárias. No encontro com representantes da companhia de tecnologia, foi apresentada a proposta da firma para melhorar o transporte de cargas entre o Porto de Santos e a região de São Paulo. Seus dirigentes defendem a implantação de um sistema teleférico de contêineres.

A programação da viagem do Santos Export foi concluída ontem, com visitas às áreas portuárias de Nova Iorque.

Fonte: A Tribuna online/LEOPOLDO FIGUEIREDO

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/36299-governo-norte-americano-vai-estudar-gargalos-brasileiros

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Estivadores: prontos para parar o Brasil!


Estivadores: prontos para parar o Brasil!

Solange Santana

editor@portogente.com.br


“O estado de greve é nacional e estamos preparados para parar todos os portos do Brasil”, declarou o presidente da Federação Nacional dos Estivadores, Wilton Ferreira Barreto. “Não sentimos, da parte patronal, esperança alguma de acordo. O governo precisa se posicionar e essa é uma das razões pelas quais estamos prontos para fazer essa paralisação que é de 24 horas, mas pode aumentar."


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Os estivadores querem o reconhecimento da Lei 12.815 no que se refere às negociações dos sindicatos com os Terminais de Uso Privativo (TUPs), que não estão sendo respeitadas. Também reclamam o descumprimento da exclusividade legal dos trabalhadores portuários avulsos (TPAs) registrados no Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) para contratação com vínculo empregatício.


No dia 22 último, federações nacionais de trabalhadores portuários e empresários do setor estiveram reunidos na Casa Civil a pedido do ministro-chefe Eliseu Padilha na tentativa de impedir a primeira greve nacional durante o governo interino Michel Temer. A partir dali, duas novas audiências foram marcadas para esta semana: amanhã (quarta-feira), com os Terminais de Uso Privativo (TUPs), para discutir um instrumento coletivo nacional para o pessoal do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) nos terminais de fora do porto organizado; e na quinta-feira (30), para debater um pacto para que a contratação com vínculo cumpra a normas firmadas no coletivo de trabalho.

“A reunião avançou somente no sentido de convidar os terminais privativos na tentativa de construção de um pacto ou acordo nacional com algumas linhas básicas. Mas não há nada de concreto por parte do governo ou do empresariado indicando que realmente haverá”, afirma o dirigente.

Na próxima sexta-feira (1º/07), as federações dos estivadores (FNE), portuários (FNP) e dos conferentes, consertadores, vigias e bloco (Fenccovib) farão avaliação conjunta sobre a data da paralisação.

O presidente da FNP diz que a greve não é política, mas reivindicatória em reconhecimento da Lei 12.815. No entanto, adverte: “Todos os sindicatos já fizeram respectivas assembleias e estamos preparados para, a qualquer momento, pararmos nossas atividades. Agimos com prudência para determinar aos nossos filiados quanto ao dia e o período que vamos parar. O mínimo será de 24 horas, mas a quantidade de horas de paralisação pode aumentar”.


Deputados

Na quinta-feira (23) – dia seguinte à reunião com os trabalhadores - constava na agenda da Casa Civil um encontro com os deputados Beto Mansur (PRB), João Paulo Papa (PSDB) e Marcelo Squassoni (PRB) e empresários de Santos.

O líder dos estivadores afirmou não ter informações sobre o que teria sido tratado nesse encontro, mas que deverão tê-las nas audiências desta semana. “Temos certeza que estamos do lado da razão. Queremos o reconhecimento da lei. Portanto, o que eles foram fazer com o ministro talvez seja algo fora da lei ou para mexer nela, coisa que também nos fará reagir. Hoje temos exemplos de sucesso nos portos de Paranaguá e Vitória. Então, não entendemos como um grupo de empresários, que se recusam a cumprir a lei.”

https://www.portogente.com.br/noticias/transporte-logistica/89793-estivadores-prontos-para-parar-o-brasil

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Governo não consegue eliminar risco de greve nos portos

Governo não consegue eliminar risco de greve nos portos
editor@portogente.com.br


Quase quatro horas de reunião entre federações nacionais de trabalhadores portuários e empresários do setor, convocada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, na terça-feira (21/06), não foram suficientes para descartar a possibilidade do que poderá se tornar a primeira greve nacional durante o governo interino Michel Temer. Portuários de todo o Brasil estão em assembleia em caráter permanente. As federações orientam os sindicatos a permanecerem mobilizados para a deflagração de paralisação da movimentação de cargas em todo o País. A "força tarefa" governamental para evitar a greve tem três ministros, além do próprio Padilha, Maurício Quintella (Transportes, Portos e Aviação Civil) e Ronaldo Nogueira (Trabalho).


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Duas novas reuniões estão programadas para a próxima semana: na quarta-feira (29), com os Terminais de Uso Privativo (TUPs), para discutir um instrumento coletivo nacional para o pessoal do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) nos terminais de fora do porto organizado; e no dia 30, para debater um pacto para que a contratação com vínculo cumpra a normas firmadas no coletivo de trabalho.
                                                Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil                                                Reunião de quase quatros horas no dia 21 último não conseguiu acertar as arestas entre portuários e empresários do setor
Conforme o presidente da Federação Nacional dos Conferentes e Consertadores, Vigias Portuários, Trabalhadores de Bloco e Arrumadores (Fenccovib), Mário Teixeira, as negociações são coordenadas em nome de todos os trabalhadores dos portos brasileiros pelas federações (dos portuários e dos estivadores). “Esta delegação de competência é objeto de deliberações aprovadas e reiteradas em encontros nacionais de todos os sindicatos laborais portuários”, afirma.
“A contratação de mão de obra avulsa, mudanças nas poligonais e representação sindical foram os que demandaram mais tempo na reunião, já que o Governo disse que não pretende privatizar as companhias docas”, diz o presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Guterra.
Os portuários criticam o desrespeito principalmente por parte dos terminais (TUP e até por terminais arrendados), nas negociações coletivas, da condição legal de integrantes de categoria profissional diferenciada, dos trabalhadores dos portos. Também contestam o descumprimento da exclusividade legal dos trabalhadores portuários avulsos (TPAs) registrados no Ogmo para contratação com vínculo empregatício.


https://www.portogente.com.br/noticias/transporte-logistica/89718-governo-nao-consegue-eliminar-risco-de-greve-nos-portos



quarta-feira, 15 de junho de 2016

Usuport-RJ defende regulação setorial dos portos



Usuport-RJ defende regulação setorial dos portos


Em audiência ocorrida em 9 de junho último, com o Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil Maurício Quintella Malta Lessa e sua equipe, a Associação Usuários dos Portos do Rio de Janeiro (Usuport-RJ) defendeu a necessidade urgente da efetiva regulação dos setores portuário e marítimo, principalmente, da navegação de longo curso, que é realizada praticamente 100% por armadores estrangeiros, sem registro junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), sem ordenamento do tráfego, sem regras que inclusive os punam por descumprimento de acordos e contratos.

Foi destacado que o segmento de contêineres, que atende à massa de usuários embarcadores, exportadores e importadores precisa ser regulado com prioridade, pois são pagos pelos usuários, à revelia do órgão regulador, fretes sem acompanhamento de forma a garantir que não estejam ocorrendo combinações de preços, sobretaxas sem quaisquer fundamentações técnicas; Terminal Handling Charge (THC) sem comprovação de seu caráter ressarcitório e; sobre-estadias de contêineres (demurrages) totalmente desreguladas.

Foi entregue ao Ministro o Acórdão nº. 1439/2016 – TCU – Plenário, referente ao Processo nº. TC 004.662/2014-8, relatado pela Ministra Ana Arraes, cuja decisão significa um avanço enorme para o Brasil, equilibrando a relação entre armadores estrangeiros e usuários, à medida que determina que, de fato, a Antaq regule a navegação de longo curso, o tráfego aquaviário, fretes, THCs e demais sobretaxas. Na oportunidade a Usuport-RJ declarou seu apoio à recondução do Senhor Mario Povia ao cargo de Diretor-geral do órgão regulador. Também foi defendida a independência das Agências Reguladoras, com destaque ao papel fundamental da Antaq para que o Brasil avance no comércio exterior.

A Associação destacou ao Ministro que a falta de regulação da navegação de longo curso inibe a entrada de pequenas empresas no comércio exterior, sendo que muitas desistem na primeira tentativa, depois que recebem contas caríssimas, tal como as sobre-estadias de contêineres, que são cobradas ao término de uma operação de importação.

Também foram tratadas questões locais, tais como: a atuação da Associação junto à organização dos jogos olímpicos de 2016, tanto nos acessos terrestres quanto no aquaviário; o portão nº. 24 do Porto do Rio de Janeiro, cuja solução teve importante contribuição da Usuport-RJ após reunião com o Prefeito Eduardo Paes e seus secretários; a importância do inicio imediato da dragagem do Porto do Rio e; os problemas de acessibilidade de empresas e pessoas aos portos administrados pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), por conta do excesso de burocratização criado pela Autoridade Portuária.

A associação aproveitou a oportunidade da audiência para convidar o Ministério, por meio da Secretaria de Portos, para participar da Comissão Permanente para Assuntos Portuários da Prefeitura do Rio de Janeiro (CPAP-Rio) que, por sugestão da Associação ao Prefeito Eduardo Paes e ao Secretário Rafael Picciani, está sendo instituída pela Prefeitura do Rio de Janeiro, no âmbito da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), com a participação das autoridades e dos principais atores do setor. A Comissão tem por objetivo criar políticas públicas para o crescimento do Porto do Rio de Janeiro, inclusive com inserção técnica da atividade no sistema de ensino municipal.

https://portogente.com.br/noticias/transporte-logistica/89620-usuport-rj-defende-regulacao-setorial-dos-portos

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

PORTOS


BRASIL CORRE RISCO DE PERDER COMPETITIVIDADE NOS PORTOS






Os últimos anos experimentaram com rapidez assombrosa o lançamento de navios de contêineres cada vez maiores, medida que permite aos donos de navios (armadores) reduzir o custo do transporte marítimo. Isso alterou - não na mesma velocidade - a dinâmica dos portos mundo afora, ao exigir terminais cada vez maiores e capazes de receber essas embarcações.


A lógica é que menos portos são escalados para receber as grandes embarcações, que exigem portos concentradores (os "hub"), onde atracam apenas os grandes navios e de onde as cargas são redistribuídas via transbordo para portos menores. Uma tendência mundial que, também no Brasil, deve se acentuar nos próximos anos, avaliam especialistas.


Em dezembro de 2010 o maior navio de contêiner em operação no Brasil para linhas internacionais tinha capacidade para carregar 7,1 mil Teus (contêiner de 20 pés). Em 2015, o modelo já tinha aumentado em 35%, para 9,6 mil Teus. Com oferta de espaço cada vez maior por embarcação, o número de escalas nos portos brasileiros recuou na mesma medida.


No fim de 2010 os serviços regulares de longo curso fizeram 179 paradas semanais na costa nacional. Cinco anos depois, o número caiu para 116, mostra levantamento feito pelo consultor Leandro Barreto, especialista em transporte marítimo, a pedido do Valor.


Paralelamente, as escalas de navios dedicados à navegação doméstica (cabotagem) aumentaram 31% na mesma base de comparação, de 36 para 47 atracações semanais. O que mostra a consolidação do modelo de portos concentradores e "feeders" (que alimentam os concentradores via navios menores, geralmente de cabotagem) - um avanço inevitável, mas que encontra limites geográficos.


O Brasil tem restrições para atender os maiores modelos de navios em operação regular na costa, de 336 metros de extensão. Esses porta-contêineres, com capacidade para 9,6 mil Teus, atracam em poucos portos e operam em Santos - o hub do país - "sob condições especiais". Resultado de projetos e obras de dragagens e alargamentos dos canais de navegação dos portos públicos mal feitos, sequer feitos ou ainda em curso. A última dragagem de aprofundamento em Santos, por exemplo, estreitou a largura para avançar na profundidade. Mas os navios cresceram em todas as dimensões, o que dificulta as manobras.


Esses navios não entram, por exemplo, no complexo Itajaí/Navegantes, em Santa Catarina, Estado-chave na exportação de cargas refrigeradas para Europa e Ásia. A extensão máxima permitida ali é de 305 metros. E só escalam em Itapoá, outro porto importante de SC, com séria restrição de calado, portanto com perda de capacidade de carregamento. Ocorre que o volume de cargas refrigeradas produzidas em Santa Catarina é tão grande que não é factível transbordar o mercado todo para Santos.


O problema da infraestrutura portuária brasileira não é que ela inviabiliza os planos de armadores de trazer sua frota de navios maiores para reduzir seus custos. Mas, sim, que o Brasil tende a perder relevância competitiva na região da América Latina, num cenário em que o novo Canal do Panamá - previsto para ser inaugurado neste semestre - vai naturalmente eleger os hubs mais preparados no subcontinente para receber o novo navio-tipo.


Com a expansão do canal, embarcações de até 49 metros de largura, 366 metros de comprimento e 15 metros de calado poderão cruzar a via. Em contêineres, o volume potencial será triplicado, saindo de atuais 4,5 mil Teus para quase 14 mil Teus por navio.


A grande questão que a indústria da navegação e o mercado que orbita ao seu redor se fazem neste momento é se o porto que tem como visão ser o hub do Atlântico Sul será capaz de receber a próxima geração de porta-contêineres. Se sim, quando. Se não, qual será a alternativa.


Em recente entrevista ao Valor, o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Alex Oliva, estatal que administra o cais santista, disse que estudará possibilidades para expansão de Santos assim que for encontrado o seu limite físico. A Codesp contratou a USP no fim de 2015 para apontar o teto da expansão do canal de navegação. O resultado sai no fim de 2017.


Uma possibilidade, se Santos atingir o esgotamento de ampliação, seria pensar em um porto offshore ao qual o porto atual daria suporte. Mas os navios grandes já são uma realidade; o futuro novo porto, uma conjectura.


O especialista Leandro Barreto aponta três locais que têm condições de receber a nova geração de porta-contêineres: Pecém (CE), Suape (PE) e Itaguaí (RJ) têm profundidade. Os dois primeiros estão mais próximos da Europa e da Ásia (via Canal do Panamá). Ambos, contudo, carecem de infraestrutura em terra - grandes terminais de contêineres, o que o programa de arrendamentos pode resolver, mas não só.


Não por acaso a venda em curso do Sepetiba Tecon, o terminal de contêineres explorado pela CSN no porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, desperta tanto interesse. Sepetiba Tecon é considerado estratégico por não ter restrição de calado, o que faz dele um potencial porto concentrador, está afastado da área urbana - ideal para um hub - e tem espaço para expansão. Conta, ainda, com a possibilidade de ter o contrato de arrendamento renovado pelo governo, mediante garantia de investimento em expansão do empreendimento, um dos pilares da nova Lei dos Portos, de 2013.


A venda do Sepetiba atraiu inicialmente dez propostas. Uma delas da Santos Brasil, que controla o maior terminal de contêiner do Brasil, no cais santista.


Fonte: Valor Econômico\Fernanda Pires | De São Paulo


https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/33337-brasil-corre-risco-de-perder-competitividade-na-regiao

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

FILA DE NAVIOS



FILA DE NAVIOS DE GRÃOS NOS PORTOS DO BRASIL DISPARA COM CÂMBIO E ATRASOS


SÃO PAULO - A fila de navios para carregar grãos nos portos brasileiros, no momento de início dos embarques da nova temporada de soja, está mais de duas vezes maior que a registrada um ano atrás, devido a atrasos em alguns terminais e à grande demanda por produtos brasileiros, cuja competitividade tem se elevado junto com a cotação do dólar.


Atualmente há 163 navios escalados para carregar soja e milho nos portos brasileiros até abril, com volume total previsto de 9,73 milhões de toneladas, ante 66 navios e 4,1 milhões de toneladas em meados de fevereiro de 2015, segundo dados da agência marítima Williams analisados pela Reuters.


Para a soja, o lineup prevê 7,51 milhões de toneladas, alta anual de 104 por cento, e para o milho a escala é de 2,22 milhões de toneladas, crescimento de 414 por cento.


"As tradings estão muito cobertas. Conseguiram fazer muitos contratos para entrega em fevereiro e março", disse o analista Aedson Pereira, da Informa Economics FNP, destacando que ao longo de 2015 houve volumoso fechamento de vendas antecipadas, com a ajuda do câmbio favorável.


O dólar fechou 2015 com alta de 48,5 por cento ante o real, o maior avanço em 13 anos.


"Com esse dólar que tivemos, o Brasil foi mais competitivo e fechou volumes talvez mais rápido e maiores que em outras épocas", afirmou o diretor de inteligência de mercado da corretora Cerealpar, Steve Cachia.


O considerável aumento da escala para embarques de milho --619 mil toneladas em março de 2016 ante 60 mil em março de 2015--, algo incomum para essa época, é um indicador de que a atual fila de navios também é decorrente de atrasos registrados desde o fim do ano passado, principalmente no Sul e no Sudeste.


Em Paranaguá (PR), um dos principais complexos portuários do país, o tempo de espera para carregamento está atualmente em torno de 50 a 60 dias. Um ano atrás a demora era de cerca de 20 dias.


"A chuva afetou bastante. Desde novembro chove bastante por aqui", relatou um agente operacional de uma agência marítima que atua no corredor de exportação de grãos do porto paranaense, pedindo para não ser identificado.


Segundo ele, a troca de equipamentos nos berços de atracação em Paranaguá, ao longo de 2015, também contribuiu para retardar o despacho de navios.


Na avaliação de Cachia, da Cerealpar, o lado positivo deste atraso nos embarques é que ele está permitindo que a soja da colheita que começou ao final de janeiro chegue aos terminais.


"Está dando tempo pra colher mais e cumprir contratos", disse o analista.


A colheita de soja começou relativamente atrasada nos principais Estados produtores como consequência de problemas climáticos que retardaram o plantio.


Na semana passada, o ritmo dos trabalhos foi acelerado, mas estes grãos só chegarão aos portos em algumas semanas.


A colheita de soja no Brasil alcançou, em 12 de fevereiro, 15,7 por cento da área total plantada, ante 8,4 por cento na semana anterior, informou nesta segunda-feira a consultoria Safras & Mercado.


A previsão oficial do governo é de que o país possa colher uma safra recorde de mais de 100 milhões de toneladas da oleaginosa em 2015/16, alta de 4,8 por cento ante 2015/16, com exportações crescendo 4,5 por cento, para 56,75 milhões de toneladas.


(Fonte: Reuters/Gustavo Bonato)


https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/33258-fila-de-navios-de-graos-nos-portos-do-brasil-dispara-com-cambio-e-atrasos

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Porto de Itajaí




Porto de Itajaí terá operação de cargas a granel


Por
MAIKELI ALVES



Berço 3 está passando por obras de reforço e alinhamento


Foto: Divulgação / Porto de Itajaí


O berço 3 do Porto de Itajaí, que está em obras de reforço e alinhamento, deve começar a receber em maio a operação de cargas a granel de soja orgânica. A alternativa deve dar novo fôlego à economia do município e ao porto, que perdeu no ano passado 40% de sua movimentação de cargas com a saída da linha asiática.


O superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior, diz que a opção foi natural, pois era necessário aumentar o mix de serviços oferecidos. De acordo com Ayres, a nova operação vai melhorar a saúde financeira do porto, além de movimentar a cadeia logística, garantindo trabalho para a mão de obra avulsa e um aumento no Imposto Sobre Serviços (ISS) da cidade.


— A previsão é que essa operação agregue em torno de 55 caminhões por dia para carregar os navios com soja orgânica. Isso representa um acréscimo de 8% na movimentação global do Complexo Portuário e 38% de aumento para a margem direita em relação a janeiro deste ano — afirma.


Inicialmente as operações de granéis somarão cerca de 60 mil toneladas de soja por mês. As cargas virão de caminhão pela rodovia BR-101, onde será instalado um pátio de triagem, e depois serão acondicionadas em um pátio coberto na área portuária.


Em janeiro, o Complexo Portuário do Itajaí-Açu movimentou 874 mil toneladas em cargas e a margem direita, que pertence a Itajaí, foi responsável por 161 mil toneladas. Com a operação a granel, esse número passará para cerca de 220 mil toneladas ao mês — uma boa recuperação se considerarmos que em janeiro de 2015, quando a linha asiática ainda operava no porto, a movimentação era de 300 mil toneladas.


Preocupação com a limpeza


Para discutir a nova operação, representantes do porto, da comunidade portuária e da empresa ZMW, que deve atuar como operador dessas cargas, se reuniram com o prefeito Jandir Bellini (PP) nesta semana. Uma das preocupações do encontro foi com relação à limpeza da cidade. No entanto, o superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior, garantiu que o volume da cargas é pequeno e a operação mais limpa, porque se trata de soja orgânica. Mesmo assim, será feito um acompanhamento diário dos impactos e a Coordenadoria de Trânsito de Itajaí irá estudar uma rota específica para estes caminhões.


http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2016/02/porto-de-itajai-tera-operacao-de-cargas-a-granel-4974095.html

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

PORTOS DO BRASIL MOVIMENTAM 98,6% DAS EXPORTAÇÕES EM 2015




PORTOS DO BRASIL MOVIMENTAM 98,6% DAS EXPORTAÇÕES EM 2015


Os portos foram os grandes protagonistas das exportações brasileiras no ano passado. Do total de 637,6 milhões de toneladas de produtos vendidos e levados ao exterior em 2015, segundo os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), 95,9% saíram por via marítima e 2,7% por via fluvial.

As exportações de soja puxaram a balança agrícola brasileira e a movimentação nos portos. Pelo porto de Santos foram embarcadas 13,03 milhões de toneladas de soja em grão (24% do volume exportado). Por Rio Grande foram exportadas 11,37 milhões de toneladas (21%) da oleaginosa, um crescimento de 39% em comparação com 2014. Já pelo porto de Paranaguá saíram 8,52 milhões de toneladas de soja, 13% do total exportado, e por São Luís, 5 milhões de toneladas (9% das exportações do grão). Barcarena (PA), no segundo ano de operação, embarcou 2,19 milhões de toneladas, que é 4% do volume exportado.

Os portos do Arco Norte consolidaram-se como importante ponto de saída dos produtos brasileiros e apresentaram destaque com relação à soja em grão: exportaram 8,7 milhões de toneladas em 2014 (19% do total) e 12,6 milhões de toneladas em 2015 (23% do total).

Nos portos de Paranaguá, Santos e Rio Grande, há um grande concentração também de exportações de farelo de soja, com 5,34 milhões de toneladas (36%), 4,30 milhões de toneladas (29%) e 2,70 milhões de toneladas (18%), respectivamente.

Com relação a óleo de soja, Paranaguá exportou 1,21 milhão toneladas, equivalente a 72% do total embarcado. De Rio Grande saíram 270,76 mil toneladas (16% das exportações do produto) e pelo porto de Manaus foram exportadas 128,47 mil toneladas, ou 8% do volume embarcado.

Fonte: SEP

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/32917-portos-do-brasil-movimentam-98-6-das-exportacoes-em-2015

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

LEILÃO GARANTE R$ 2,066 BILHÕES PARA O SETOR PORTUÁRIO



LEILÃO GARANTE R$ 2,066 BILHÕES PARA O SETOR PORTUÁRIO






O primeiro leilão de arrendamento de áreas portuárias da história do Brasil garantiu investimentos no setor portuário de R$ 2,066 bilhões. Desse total, R$ 1,457 bilhão seguirá para os cofres públicos: R$ 430,6 milhões referentes ao valor da outorga a ser pago pelos futuros arrendatários e R$ 1,027 bilhão de recursos a serem pagos à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) pelo arrendamento, ao longo de 25 anos, de cada uma das três áreas leiloadas . Além disso, os arrendatários terão que fazer investimentos de R$ 608 milhões em edificações.


A primeira área a ser leiloada foi na região de Ponta da Praia, que movimentará granéis sólidos de origem vegetal. O vencedor foi o consórcio LDC Brasil, formado pelas tradings Louis Dreyfus e Cargill. O grupo se comprometeu a pagar R$ 303,069 milhões pelo direito de outorga.


Também foi concedido o arrendamento da área na região de Paquetá, que movimentará papel e celulose. A empresa Marimex Despachos Ltda ofertou R$ 12,5 milhões pela outorga.


A terceira área oferecida foi na região de Macuco. A empresa com lance vencedor foi a Fíbria Celulose, com lance de R$ 115,047 milhões.


Comemoração


O resultado final foi considerado um sucesso pelas autoridades presentes.


Para o presidente da Codesp, Alex Oliva, foi um momento exitoso, de renovação, quando o Porto está passando por transformações com uma nova diretoria. “Isso traz novos players, players já existentes com outro gás, com outro olhar, com investimento da ordem de R$ 1 bilhão, em que o Porto, nos próximos dois anos, vai alavancar um cenário de revitalização e de ampliação da sua capacidade de ofertar serviços portuários para o Brasil”.


Já o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia, comemorou o início dos leilões de arrendamento portuários: “Viramos uma página importante do Programa de Investimentos em Logística. Esse é um momento histórico para o Brasil e para o setor portuário, tendo em vista os resultados alcançados. O sucesso deste certame também demonstra o êxito do modelo adotado. Tenho convicção de que as empresas Dreyfus/Cargill, Fíbria e Marimex farão bons usos dessas áreas, o que é importante não só para o setor portuário, mas também para o agronegócio e para a balança comercial brasileira”.


Para o ministro da Secretaria dos Portos (SEP), Helder Barbalho, mais importante do que os recursos da outorga, é a garantia dos investimentos de longo prazo para o setor portuário. “Hoje conseguimos garantir mais de R$ 2 bilhões para o setor. Foram R$ 1,027 bilhão em recursos para o caixa da Codesp, ao longo dos próximos 25 anos; R$ 608 milhões em investimentos na construção de três terminais; e R$ 430,6 milhões em outorgas”.


O titular da SEP também informou que na próxima semana inicia as conversas com representantes do setor portuário para recolher sugestões para a formatação dos editais dos próximos leilões. “Vamos ouvir o mercado. Nossa proposta é de lançar os editais em janeiro e realizar os leilões em marco de 2016”.


Nelson Barbosa, ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, disse ao fim do leilão que os resultados falam por si. Para o ministro, ficaram comprovados o dinamismo e a diversidade da economia brasileira e demonstrado o potencial que existe em nosso país. Ele ressaltou ainda que o sucesso do leilão é resultado de um amplo programa de concessões que está seguindo seu curso.


“São projetos de longo prazo, então o investidor que está participando está olhando um horizonte de 30 anos. Pela história do Brasil, pela nossa tradição de receber bem o investidor estrangeiro, de respeito aos contratos, pelo potencial que temos de aumento de produtividade, de aumento de rentabilidade, de demanda reprimida em infraestrutura, eu tenho certeza que esses projetos têm uma dinâmica própria e tenho certeza de que eles serão bem sucedidos”, disse Nelson Barbosa.


Resultado global do leilão


ÁREA REGIÃO VALOR DO ARRECADAMENTO R$ VALOR DA OUTORGA R$ INVESTIMENTO TOTAL R$ TOTAL R$

STS 04 Ponta da Praia 810.721.500 206.000.000 303.069.333,18 1.319.790.833,18

STS 07 Macuco 169.083.300 155.000.000 115.047.000,00 439.130.300,00

STS36 Paquetá 47.976.600 247.000.000 12.500.000,00 307.476.600,00

Total - 1.027.781.000 608.000.000 430.616.333 2.066.397.733,18


Resultado do leilão por área de arrendamento


ÁREA STS 04 – PONTA DA MADEIRA


VALOR DO ARRECADAMENTO INVESTIMENTO VALOR DA OUTORGA TOTAL VENCEDOR

(pgto à Codesp) R$ R$ R$ R$




810.721.500 206.000.000 303.069.333,18 1.319.790.833,18 Consócio LDC*


(*) Consórcio LDC Brasil formado pelas tradings Louis Dreyfus e Cargill


ÁREA STS 07 – MACUCO


VALOR DO ARRECADAMENTO INVESTIMENTO VALOR DA OUTORGA TOTAL VENCEDOR

(pgto à Codesp) R$ R$ R$ R$


169.083.300 155.000.000 115.047.000 439.130.300,00 Fibria Celulose


ÁREA STS 36 – PAQUETÁ

VALOR DO ARRECADAMENTO INVESTIMENTO VALOR DA OUTORGA TOTAL VENCEDOR

(pgto à Codesp) R$ R$ R$ R$


47.976.600 247.000.000 12.500.000 307.476.600 Marimex Despachos


Fonte: Ascom/Secretaria de Portos - SEP/PR

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/32593-leilao-garante-r-2-066-bilhoes-para-o-setor-portuario

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Tempo de liberação de importações nos portos marítimos cai mais de 10%


Tempo de liberação de importações nos portos marítimos cai mais de 10%

POR EBC
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil


A adoção de tecnologias nos procedimentos e a melhoria da logística reduziram o tempo de despacho de mercadorias importadas por meio marítimoTÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

A adoção de tecnologias nos procedimentos e a melhoria da logística reduziram o tempo de despacho de mercadorias importadas por meio marítimo. Segundo levantamento divulgado nesta semana pela Receita Federal, o intervalo médio entre a chegada do navio ao porto e a entrega da mercadoria ao destino final caiu de 16,44 dias no fim de 2013 para 14,39 dias no início deste ano, queda de 12,5%.

O coordenador-geral de Administração Aduaneira da Receita, José Carlos Araújo, destacou a articulação entre os órgãos públicos e o setor privado para desburocratizar a importação de mercadorias. “A Receita Federal trabalha em conjunto com os demais órgãos públicos e o setor privado na melhoria da performance do comércio exterior brasileiro”, declarou.

A Receita destacou, como medida de redução do tempo de despacho, o lançamento do Portal Único do Comércio Exterior, que concentra numa única página na internet os procedimentos de importação e exportação de mercadorias.

Os dados foram colhidos por meio de apurações de registros eletrônicos em dois períodos: de outubro de 2013 a março de 2014 e de abril de 2014 a fevereiro de 2015. Todos os portos marítimos foram pesquisados. O porto mais ágil do país foi o de Paranaguá (PR), com intervalo médio de 8,86 dias. O porto em que as cargas demoraram mais para serem liberadas foi o de Vitória, com intervalo de 18,92 dias.

Responsável por 44,2% do total das cargas importadas entregues no país, o porto de Santos foi o quarto mais lento na liberação das mercadorias, com prazo médio de 12,8 dias. Os intervalos em cada porto referem-se à segunda etapa do levantamento.

Apesar de assegurar que a etapa de responsabilidade da Receita Federal, entre o registro e o desembaraço da mercadoria, demora pouco (1,49 dias em média), o coordenador ressaltou que há espaço para redução dos prazos em todas as etapas do processo. Entre as fases em que o prazo pode diminuir, estão a presença de carga (quando o desembarque da carga é registrado no porto), o registro da declaração de importação, a anuência e a retirada dos bens desembaraçados.

Editor Lílian Beraldo

http://www.dm.com.br/economia/2015/12/tempo-de-liberacao-de-importacoes-nos-portos-maritimos-cai-mais-de-10.html

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Portos do Brasil


Portos do Brasil devem crescer 103% em movimentação de cargas até 2042
Logística



Previsão foi divulgada no Plano Nacional de Logística Portuária; volume aumentou 4,8% em comparação com 2014


por Portal Brasil


Foto: EBC


Previsão de aumento na movimentação de cargas entre 2015/2042 é de 103%


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Portos do ES receberão investimentos de mais de R$ 600 milhões



Os portos brasileiros devem registrar um aumento de 4,8% no volume de movimentação de cargas em 2015 em relação ao ano passado. O número foi apresentado pelo ministro da Secretaria de Portos, Helder Barbalho, nesta sexta-feira (27), no 2º Fórum de Infraestrutura, no Rio de Janeiro. Ele lembrou que desde 2003 o volume de movimentação de cargas cresceu 70%. “Neste ano, deve crescer 4,8%”, destacou.

“Mesmo neste momento difícil da economia, o setor portuário se apresenta como uma opção para o crescimento”, afirmou o ministro. Barbalho mostrou que no Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP) há a previsão de aumento em 103% na movimentação de cargas entre 2015 e 2042. “Nosso papel é o de apresentar a todos as oportunidades de crescimento e de investimentos no setor”, afirmou. Para isso, Helder Barbalho defendeu a integração dos planos estratégicos de todos os gestores logísticos.

“Por exemplo, as obras de rodovias e de ferrovias devem ser coordenadas para se encontrarem com as obras dos terminais portuários”, ressaltou. “Cito o caso do Arco Norte. As obras da BR-163 e da futura ferrovia, bem como a ampliação da Ferrovia Norte-Sul, são fundamentais para atrair investidores para os terminais de Outeiro e Vila do Conde”, disse. Segundo o ministro, isso criará uma opção logística para o escoamento da soja do Centro-Oeste.


Fonte: Secretaria de Portos

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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Usuário de porto espera melhoria a partir de 2016


Usuário de porto espera melhoria a partir de 2016

Joyce de Sousa


Mila Cordeiro l Ag. A TARDE

Evento na Fieb reuniu dezenas de empresários e usuários dos portos baianos


Mesmo diante da falta de infraestrutura dos portos baianos, as empresas que utilizam os serviços apostam, já para 2016, na melhoria da regulação e no fim do monopólio de gestão, com a licitação de um segundo terminal de contêineres, no caso do Porto de Salvador. Em Aratu, na região metropolitana, a ampliação da capacidade é esperada por meio de arrendamentos junto à iniciativa privada.

As medidas traduzem as perspectivas do setor para minimizar os baixos índices de competitividade dos portos locais, a partir do ano que vem. O tema da necessidade de ampliação da capacidade e modernização dos portos baianos foi novamente a tônica dos debates do Encontro Anual de Usuários, cuja 11ª edição foi realizada, nesta segunda-feira, 23, na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), em Salvador.

"Há pelo menos 11 anos estamos batendo nessa mesma tecla", disse Paulo Villa, diretor-executivo da associação de usuários do estado (Usuport), promotora do evento. De acordo com a entidade, por conta da infraestrutura obsoleta dos portos baianos, atualmente 95% das cargas de Aratu são movimentadas por apenas 15 empresas. "Há dez anos, eram 34, mas o esgotamento da capacidade afastou os usuários", frisou Villa.

Pelos registros da Usuport, os problemas de saturação dos portos de Salvador e Aratu agravaram-se, respectivamente, nos últimos 11 e 18 anos, sobretudo desde 2004, quando o índice médio de crescimento de cargas movimentadas passou a ser de apenas 0,6% ao ano.

O presidente da entidade, Marconi Andraos, ainda ressaltou que a "situação crítica" dos portos baianos gera uma série de distorções de logística. "Salvador tem hoje o menor índice de conectividade com outros portos do mundo, há casos de mais de dois mil dias de espera para atracação em Aratu, e o Porto de Santos movimenta hoje 85% da carga de algodão da Bahia", exemplificou.

"Há uma inércia governamental para a questão e precisamos nos unir para pressionar por melhores condições", destacou o diretor e coordenador do Conselho de Comércio Exterior da Fieb, Ângelo Calmon de Sá Junior.

Agenda Mínima

Conforme divulgado por A TARDE, a Usuport apresentou no evento uma agenda mínima com as propostas para o lançamento de licitações para obras, prevendo investimentos privados de cerca de R$ 3 bilhões, para ampliação e modernização de terminais em Aratu e Salvador.

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia, frisou a importância da apresentação de projetos. "É preciso, antes de tudo, planejar: não adiante alocar recursos sem que haja projetos fincados em demandas reais", alegou. "É uma bola de neve negativa: o governo não investe porque não tem movimento, e não há mais movimento porque não se investe", concluiu o presidente da Associação Comercial, Luiz Fernando Studart.

http://atarde.uol.com.br/economia/noticias/1728672-usuario-de-porto-espera-melhoria-a-partir-de-2016