LEGISLAÇÃO

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Porto de Santos exportará 53% do açúcar que aguarda embarque em navios



Porto de Santos exportará 53% do açúcar que aguarda embarque em navios

Escrito por Redação Portogente

Como sempre acontece nos picos de exportação de açúcar, filas de navios se formam nos principais portos brasileiros. O Porto de Santos, no litoral paulista, embarcará 53% - ou 662,48 mil toneladas - do total previsto nos próximos dias. Segundo a agência marítima Williams Brasil, 41 embarcações aguardam para embarcar açúcar e levar aos principais compradores do País. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 8 de janeiro.

O terminal da Rumo, braço logístico da gigante Cosan, deverá embarcar 445,24 mil toneladas neste período. A seguir, no ranking, aparecem os terminais da Cargill (153,60 mil toneladas) e da Copersucar (63 mil toneladas)

A maior parte do volume a ser exportado é da variedade VHP - açúcar bruto de alta polarização -, com 1,20 milhão de t a granel. Os embarques do tipo A-45 somam 32,10 mil t e os de açúcar refinado cristal B-150, 19,05 mil t. O açúcar cristal e o A-45 são embarcados ensacados.

Além de Santos, o Porto de Paranaguá, no Paraná, irá embarcar uma parcela considerável das exportações agendadas: 37%, ou 467,20 mil toneladas. Na região Nordeste, destaque para os portos de Maceió - 74,88 mil toneladas (6%) - e Recife - 56,30 mil toneladas (4%).

Com informações do site Globo Rural.

http://portogente.com.br/noticias/portos-do-brasil/santos/porto-de-santos-exportara-53-do-acucar-que-aguarda-embarque-em-navios-80337

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Porto Seco Uruguaiana


Porto Seco Uruguaiana consegue licença para operar novos produtos

Carnes de origens diferentes já podem ser reinspecionadas na unidade da Elog
O maior porto seco da América Latina, o de Uruguaiana, administrado pela Elog Logística, acaba de conquistar mais uma licença de armazenagem de produtos alimentícios. Agora, além de soro de leite, leite em pó, óleo de manteiga, queijo, pescado e manteiga, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) autorizou a unidade a reinspecionar gordura harmonizada (banha), carne de bovinos, ovinos e búfalos – embaladas individualmente e prontas para o consumo.
Para inclusão desses produtos, o Porto Seco Uruguaiana realizou pequenas reformas, baseadas nas exigências do Ministério. Foram feitas melhorias nas câmaras frias – com divisão de espaços e modernização nos equipamentos, além da aquisição de acessórios e utensílios de uso veterinário.
Segundo Flávio Evaristo, gerente da unidade, além dessas mudanças, os scanners gigantes de averiguação de cargas, a instalação do circuito fechado de TV (CFTV) e a troca de toda a iluminação do Porto Seco, que oferecerá ainda mais segurança aos transportadores, foram fundamentais na conquista da nova licença.
Ao cliente, a novidade impactará diretamente na agilidade das operações e diminuição do custo logístico. “Anteriormente, nossos clientes levavam quase 30 dias para verificação desses produtos, pois além da validação da fronteira, eles eram obrigados a reinspecionar o produto em estabelecimento habilitado pelo MAPA, no interior do País. Com a nova permissão, esse tempo caiu para aproximadamente uma semana, nos casos que as amostras são enviadas a laboratório; para os demais casos, o tempo de liberação é de no máximo 48 horas”, explica Flávio.
Com a licença dos novos produtos alimentícios, a expectativa da empresa é a de ampliar oportunidade de negócios em novos segmentos estratégicos. “Já demos passos importantes no atendimento ao setor de alimentos, bebidas e cosméticos. Agora vamos aumentar a nossa participação de mercado”, conclui o gerente.
Sobre a Elog
A Elog conta com 15 unidades localizadas nos principais corredores de importação e exportação das regiões Sul e Sudeste, entre plataformas multimodais, portos secos, CLIAs e centros de distribuição.  Com essa estrutura, a empresa disponibiliza um portfólio completo de serviços para atendimento de toda a cadeia logística dos clientes. As atividades da Elog estão divididas em gestão de logística integrada, armazenagem, comércio exterior, transportes e informação.
Uruguaiana: possui uma área total de 167.000 m², com capacidade para 600 veículos e duas docas para atender os clientes. Como diferenciais, a unidade conta com scanner e câmara fria; aduanas integradas; pátio para produtos químicos licenciados pelo IBAMA e habilitação para estabelecimento relacionado do MAPA.
http://www.segs.com.br/demais-noticias/139584--porto-seco-uruguaiana-consegue-licenca-para-operar-novos-produtos.html


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Porto de Paranaguá




SÃO PAULO - O Porto de Paranaguá, o segundo mais importante do País na exportação de grãos, enfrenta o colapso na infraestrutura de importação e de exportação. Cinco dos nove tipos de terminais existentes no porto atingiram sua capacidade máxima de movimentação entre 2011 e 2012.

Até 2015, os terminais de contêiner também terão alcançado os limite operacionais para os quais foram construídos.

Há casos, como os terminais de fertilizantes, em que a movimentação anual já supera em 1,2 milhão de toneladas a capacidade para o qual foi projetado.

Crescimento. Já em 2011, o porto movimentou 7,78 milhões de toneladas de fertilizantes, sendo o limite de 6,54 milhões, informa a Administradora do Porto de Paranaguá e Antonina (Appa).

Os números integram o diagnóstico que acompanha o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado (PDZPO), elaborado em 2012, quando o porto atingiu a marca de 44 milhões de toneladas de carga movimentada.

Este ano, com uma previsão de crescimento de 14%, Paranaguá deverá superar a marca de 50 milhões de toneladas de carga. O porto paranaense não está dimensionado para toda essa movimentação.

"É perceptível que o porto está próximo a um colapso operacional", aponta, em nota, a direção de Paranaguá, que até o início deste ano era administrado pelo governo do Paraná.

A nova lei dos portos, aprovada no fim do ano passado, determinou que as decisões de investimentos são de responsabilidade do governo federal.

A Secretaria Especial de Portos (SEP) ainda prepara os editais de arrendamento de novas áreas para o setor privado em Paranaguá, assim como em outros portos brasileiros, como Santos. A direção do porto, entretanto, não concorda com o modelo de arrendamento que o governo federal está propondo.

Regras rígidas. Bom ou ruim, o fato é que nem o governo federal demonstra agilidade para ofertar novos projetos para Paranaguá, tampouco o porto administrado pelo Paraná demonstrou rapidez para evitar o esgotamento de sua capacidade.

A única medida mais eficaz tomada pelo porto foi impor regras rígidas para os exportadores e assim evitar as tradicionais filas de caminhões no acesso ao porto. A medida, tomada em 2011, tem dado resultado e pode ser copiada em Santos, onde o caos vigorou em 2013.

Mas soluções importantes como um anel ferroviário que ligaria o interior do Paraná aos portos de Paranaguá ainda está em estudo. Outra proposta prevê também a construção de uma ferrovia litorânea entre Paranaguá e São Francisco do Sul que está igualmente em estudo.

Construção. Embora numa situação ligeiramente melhor, o porto de Itajaí também espera a definição do governo federal quanto a novos arrendamentos. Uma área de 120 mil metros quadrados poderá ser arrendada para a construção de dois terminais, um de contêiner e outro de carga geral.

O projeto, também sob a responsabilidade da SEP, poderá ser ofertado ao mercado no ano que vem. Segundo Antônio Aires dos Santos Jr., superintendente do porto de Itajaí, a administração local ainda aguarda qual a decisão final do governo sobre qual projeto será incluído no edital.

Hoje, o complexo movimenta 1 milhão de TEUs em dois terminais, administrados pela Portonav (do Grupo Triunfo) e APM Terminals (A.P. Moller – Maersk Group).
Fonte: Agnaldo Brito, especial para o Estadão

http://www.portosenavios.com.br/portos-e-logistica/21558-porto-de-paranagua-esta-proximo-de-um-colapso-operacional?utm_source=newsletter_1245&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Porto de Santos


Gargalo com grãos em Santos afeta fluxo de contêineres de carnes


SÃO PAULO - O embarque de contêineres refrigerados que transportam carnes no porto de Santos, o maior do país, vem registrando atrasos e custos maiores por conta dos problemas logísticos agravados pelo escoamento de uma safra recorde no Brasil, disseram especialistas.

Esse problema começou a ser sentido especialmente a partir do mês de março, quando as exportações de soja da nova safra deram um salto. Os contêineres de carne chegam em sua maioria em caminhões, assim como a oleaginosa, o que tem gerado enormes engarrafamentos na chegada ao porto.

"Tem caso de associado que nos falou de contêiner que já perdeu quatro navios, porque não conseguiu colocar no navio... Então é um caos para todo mundo", disse o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Fernando Sampaio.

Estimativa da Abiec indica que 70 por cento da carne bovina exportada pelo Brasil, maior exportador global, sai pelo porto paulista, com o volume remanescente partindo dos portos do Rio Grande (RS), Vila do Conde (PA), por onde é escoada a oferta do Norte do país, e um volume menor pelo Rio de Janeiro.

A indústria de carne bovina movimenta anualmente cerca de 500 mil contêineres refrigerados no país, para exportar aproximadamente 1 milhão de toneladas anualmente.

Tradicionalmente, as vendas externas costumam ganhar mais força a partir do segundo trimestre. Mas neste ano, favorecido pelo câmbio e demanda, houve um salto 25 por cento no volume de carne bovina embarcado no primeiro trimestre, colaborando para agravar os problemas logísticos desde março.

DIFICULDADES

O sindicato das agências marítimas do Porto de Santos ressaltou que os prejuízos e atrasos na movimentação de contêineres ocorrem principalmente pelas dificuldades no acesso rodoviário aos terminais.

"O contêiner é vítima da supersafra. É uma incompetência dos governos... Tanto para granel quanto para contêiner este gargalo está limitado às vias de acesso", disse à Reuters o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima de São Paulo (Sindamar), José Roque.

Ele ressaltou que o problema de filas de navios não atinge a operação de contêineres, mas devido à dificuldade na chegada pelas rodovias houve embarcações nas últimas semanas que partiram sem carga completa.

Com o excesso de caminhões de grãos buscando chegar aos terminais, houve atraso também na chegada dos contêineres transportados por via rodoviária, que são a maioria.

"Os contêineres que estavam para ser entregues ficaram represados. Isso provocou atraso na mercadoria. Houve bastante cancelamento de cargas por decorrência destes congestionamentos, já que os contêineres não foram entregues nos prazos aos armadores", disse Roque, sem detalhar números de cargas prejudicadas.

Segundo ele, após uma ação conjunta de autoridades e empresas para coordenar o fluxo na chegada de caminhões, os congestionamentos foram reduzidos recentemente.

"Tem tido congestionamento bem reduzido", disse o executivo. Mas ele não está otimista: "De uma hora para outra pode complicar."

O Brasil está na fase final de colheita de uma safra recorde de soja, que deve passar de 80 milhões de toneladas, que se soma a um grande volume de embarque de milho nos últimos meses. Em abril, teve início também a nova safra da cana-de-açúcar, que também preocupa o diretor do Sindamar.

O presidente da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec), Sérgio Salomão, procurou minimizar a questão dos atrasos afirmando que agendamento entre exportadores e operadores portuários tem conseguido diminuir o problema.

Mas admitiu que há atrasos pontuais, causados por congestionamentos nas estradas, lotadas de caminhões graneleiros. Nestes casos, um contêiner que chega atrasado ao porto pode perder o embarque no navio a que se destinava.

Segundo dados do site da autoridade portuária de Santos (Codesp), na manhã desta segunda-feira havia 73 navios fundeados, à espera de atracação. A grande maioria era de navios graneleiros, a espera de soja para exportação, enquanto apenas uma embarcação era de contêineres.

Fonte: Reuters/Gustavo Bonato e Fabíola Gomes

http://www.portosenavios.com.br/site/noticias-do-dia/navegacao/21456-gargalo-com-graos-em-santos-afeta-fluxo-de-conteineres-de-carnes?acm=36669_1084

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Porto Itapoá contará com terminal retroportuário a partir de junho



Porto Itapoá contará com terminal retroportuário a partir de junho

Empresa Navegação e Logística vai investir R$ 27 milhões em terminal retroportuário em Porto Itapoá. Foto:João Souza/Divulgação
A Aliança Navegação e Logística vai investir R$ 27 milhões em um terminal retroportuário localizado a 4 quilômetros do Porto Itapoá, em Santa Catarina. A companhia contará com uma nova empresa, a ATM (Aliança Transporte Multimodal), para iniciar as atividades no local. Com o valor, a primeira fase, que será destinada apenas para contêineres vazios, começará a operar em meados de junho de 2013.
Em uma área construída de 66 mil metros quadrados, o terminal retroportuário terá capacidade operacional para 7 mil TEUs, sendo aproximadamente 900 TEUs para carga refrigerada. A previsão da ATM Logística é de que o local esteja em plena operação em setembro.
"Com a ATM Logística, teremos condições de oferecer serviços com custos competitivos, agilidade, pontualidade e foco no negócio do cliente, visando à demanda de transporte de cargas gerada com a abertura do Porto Itapoá", explica Julian Thomas, diretor-superintendente da Aliança e da ATM Logística.
Inicialmente, a ATM atenderá apenas ao mercado de Itapoá, podendo no prazo de dois anos, ampliar a atuação para outras localidades.
Segundo Thomas, no local será possível trabalhar com contêineres cheios, vazios e refrigerados. As principais cargas movimentadas são madeira, papel, produtos metalúrgicos, tabaco, arroz, bebidas, resinas e fibras. Entre os serviços oferecidos destacam-se armazenagem, transporte, ova e desova de contêineres, recebimento e preparação da carga para embarque.
"Com uma localização estratégica próxima ao complexo portuário, o terminal será um diferencial no atendimento aos clientes e ao mercado por estar preparado para o recebimento, armazenagem e expedição da carga, dispondo de área coberta e balança rodoviária", finaliza o empresário.

http://www.economiasc.com.br/index.php?cmd=industria&id=13538

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Porto de Paranaguá




Concluídas as obras de manutenção e reparo do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá
Obras emergenciais foram feitas para corrigir os estragos causados pela chuva e ventos fortes no final de dezembro 

   Já operam normalmente as descargas de granéis no Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. As obras de manutenção do complexo já estão concluídas, assim como a recuperação dos estragos causados pelo forte vento (que chegou a 114 km/h no final de dezembro) e as chuvas do final do último mês de dezembro.

   Durante os últimos dois meses, aproveitando o período de entressafra, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) realizou a manutenção do Corredor de Exportação, junto com os operadores portuários que atuam no complexo.

   "Os silos horizontais e vertical (Silão) estão limpos, as chaparias e outras peças foram substituídas, e os elevadores também passaram por manutenção. Além das estruturas fixas, as correias transportadoras e os shiploaders também passaram por reparos e estão prontos para operar a todo o vapor”, afirma o diretor técnico da Appa, Paulinho Dalmaz.

   Os seis shiploaders que operam nos três berços do Corredor (212, 213 e 214), foram lavados e lubrificados; os componentes que apresentavam defeitos foram trocados; três correias de coberturas foram substituídas por novas – adquiridas pela Appa, no valor de R$ 1,5 milhão; e as correias transportadoras também foram repostas. A manutenção do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá foi concluída dentro do prazo previsto.

Estragos – As obras de recuperação dos estragos causados pela tempestade que assolou Paranaguá, no último dia 26 de dezembro, também estão concluídas. Emergencialmente, logo no dia 27, uma empresa foi contratada para reparar os danos no Corredor de Exportação. A equipe começou, imediatamente, a trabalhar 24 horas por dia para concluir as obras.

   A cobertura da moega foi refeita, assim como parte do telhado do Silão. Os locais mais atingidos pela chuva e o vento foram o pátio de triagem e o Corredor. “A previsão era que terminasse os reparos antes, mas nesses 23 dias de janeiro, tivemos apenas três sem nenhuma chuva. Nos demais, quando não garoou, choveu forte, o que acabou dificultando as obras nos telhados, até por questão de segurança”, explica o diretor técnico da Appa.

   No pátio de triagem, os novos prédios administrativo e guichês de acesso – que estavam prontos para começar a serem usados – foram bastante danificados. A estrutura de placas de alumínio em arco, de quase 80 metros de comprimento, que compunha a cobertura da nova portaria foi completamente arrancada e retorcida pelo vento. As placas, de 12 metros de largura, voaram e acabaram atingindo o telhado das instalações dos operadores portuários que atuam no pátio.

   Ainda no local, o prédio administrativo da Appa e os guichês antigos também sofreram avarias. No Pátio de triagem, as placas que voaram já foram retiradas e amontoadas em um canto, liberando a passagem. Os escritórios dos operadores que atuam no pátio também funcionam normalmente. E a cobertura destes já foi refeita. Quanto aos novos prédios da Appa, por não terem caráter de urgência, serão reparados em um segundo momento, em um novo projeto.

   No cais, o silo horizontal (AZ-07B), que armazena farelo de soja, também teve parte da cobertura danificada e já foi arrumado. Outros armazéns – 06C e 06D – onde funcionam algumas divisões da Appa, tiveram telhas arrancadas. Estas já foram substituídas. Os prejuízos foram contabilizados em R$ 2,8 milhões.

http://www.portosdoparana.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1021&tit=Concluidas-as-obras-de-manutencao-e-reparo-do-Corredor-de-Exportacao-do-Porto-de-Paranagua-

segunda-feira, 19 de julho de 2010

PORTOS E LOGISTICA - 19/07/2010

Novo calado para Ponta do Félix em Antonina
Helio Miguel /Rodrigo Leal/Appa
Navio segue as boias de orientação no canal de acesso.

Um aumento de um metro no calado do canal que dá acesso aos Terminais Portuários da Ponta do Felix (TTPF), em Antonina, pode garantir a retomada, pela empresa, da movimentação de cargas gerais, como produtos florestais e siderúrgicos, bem como um crescimento no transporte de cargas congeladas, levando a uma circulação de 2 milhões de toneladas por ano até 2014. É o que espera a TTPF, que está aguardando a liberação, pela Capitania dos Portos do Paraná (CPPR), das novas medidas. O calado deve passar dos 7,10 metros atuais para 8,10 metros.

A nova medida foi alcançada depois de uma dragagem emergencial realizada pela Ponta do Felix entre dezembro de 2009 e março deste ano. A batimetria que verificou o novo calado foi feita em seguida. Porém, embarcações que necessitam dessa profundidade para navegarem no local só podem trafegar depois que a CPPR formalizar o novo calado. “Se confirmados esses resultados, poderemos liberar o tráfego de navios e mantermos a segurança da navegação”, comentou o Capitão dos Portos do Paraná, Marcos Antônio Rios.

O diretor-presidente do TPPF, Luiz Henrique Dividino, lembra que, no inicio das suas atividades, o acesso ao terminal tinha 10 metros de profundidade. “A falta de obras de dragagem foi reduzindo a cota ano a ano”, afirma. A situação piorou em maio de 2008, quando a Capitania dos Portos restringiu o calado máximo para 7,10 metros.

Em 2005, o terminal chegou a movimentar mais de 1 milhão de toneladas por ano, segundo Dividino. “Com as dificuldades na infraestrutura marítima, a movimentação anual caiu para 100 mil toneladas por ano”, lamenta. Mas o momento, segundo ele, pode ser de retomada: “Buscamos já para o próximo ano retomar a movimentação de 2005, e dobrar este volume até 2014”, informou.
Nos próximos dois anos, a previsão da TPPF é de investir mais de R$ 16 milhões em infraestrutura e equipamentos, que permitirão atendimentos customizados a cada cliente. Os investimentos, explica Dividino, têm relação direta com o momento atual do País e com a intenção do setor público de evitar um iminente apagão logístico. “Se consideramos a performance da economia brasileira desse primeiro semestre vamos precisar de muitos terminais complementares como a Ponta do Felix para atender estas novas demandas”, diz.

Atualmente, o terminal atende dois navios por vez, com cargas entre 5 mil e 10 mil toneladas. “Neste novo cenário poderemos atender navios com até 15 mil toneladas de carga”, diz Dividino. Em plenas condições de trabalho, o porto pode atender entre 15 e 20 navios por mês. Isso, segundo o executivo, pode contribuir para reduzir a fila de espera de portos vizinhos e custos de sobre-estadias para exportadores e importadores.
parana-online.com.br



A interdição dos portos
Na tentativa de explicar a interdição do Porto de Santos determinada na semana passada por seus funcionários - medida logo suspensa por interferência da Casa Civil da Presidência da República -, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deixou claro o risco de paralisação, a qualquer momento, que corre toda a atividade econômica, sob a acusação de desrespeito às normas ambientais, pois são muito amplos seus poderes.

Na semana passada, três fiscais do Ibama suspenderam as operações do Porto de Santos, que foi multado em R$ 10 milhões, sob esse tipo de acusação. Em nota à imprensa na qual procurou justificar a anulação do ato, o órgão ambiental afirmou que a interdição "foi resultado de iniciativa isolada de um grupo de três fiscais que seguiam ordem do chefe de fiscalização do Ibama em São Paulo, sem que houvesse conhecimento da Superintendência do instituto ou da Diretoria de Proteção Ambiental, responsável nacionalmente pelas operações de fiscalização dessa autarquia".

Se verdadeira, a explicação confirma que a fiscalização do Ibama pode paralisar qualquer atividade no País, inclusive as operações de seu maior porto, sem conhecimento prévio da direção do órgão e sem que, em muitos casos, os prejudicados possam se proteger. No caso de Santos, a interdição durou só três horas - sem efeitos práticos - porque a administração portuária acionou os recursos políticos de que dispunha para reverter a punição. Ligou para o Ministério dos Portos, que ligou para a Casa Civil, que ligou para o Ministério do Meio Ambiente, que ligou para o Ibama - que acabou suspendendo a interdição.

E fez isso simplesmente porque não havia motivo para paralisar aquele Porto por problemas ambientais. Nesse aspecto, a situação "está regular", como reconheceu o Ibama, que prometeu apurar a "responsabilidade dos servidores envolvidos no episódio".

É difícil acreditar, porém, que a ação dos fiscais tenha sido "uma iniciativa isolada", como diz o Ibama. Há um estímulo direto da Diretoria de Proteção Ambiental para a ação firme de seus fiscais contra os portos. "Estamos de olho em todos, acompanhando outros portos", afirmou o diretor Luciano Evaristo à Agência Brasil. "A qualquer hora podemos fazer uma nova operação."

A declaração foi feita durante a interdição dos Portos de Paranaguá - o segundo maior do País em movimento de carga - e Antonina, no Paraná, algumas horas depois da interdição temporária do Porto de Santos. O Ibama apresentou seus motivos para a ação contra os portos paranaenses. A regularização ambiental dos dois portos se arrasta desde 2002. Estudos complementares, exigidos pelo Ibama em 2004, só foram entregues em 2009. No fim do ano passado, foi assinado um termo de compromisso segundo o qual a documentação seria apresentada em maio. O descumprimento desse prazo foi o motivo alegado para a interdição.

A administração dos Portos de Paranaguá e Antonina argumentou que as exigências do Ibama são apenas formais - referem-se a relatórios e documentação -, não havendo risco iminente de danos ao meio ambiente. A Justiça liberou a operação do Porto de Paranaguá e concedeu prazo de 30 dias para a administração portuária cumprir as exigências do Ibama, que não recorrerá da decisão judicial.

O diretor de Proteção Ambiental do Ibama viu no fechamento temporário do Porto de Paranaguá medida de "caráter pedagógico", para forçar os responsáveis pela administração portuária a tratar da questão ambiental com mais presteza. Sejam quais forem as verdadeiras intenções do Ibama, a verdade é que sua atuação pode custar muito caro, não para os responsáveis pelas operações de Paranaguá e, sim, para o Brasil.

Como nossos portos são tão caros e ineficientes que as empresas exportadoras são obrigadas a buscar soluções alternativas e mais caras ainda, a paralisação de portos como Santos e Paranaguá por razões "pedagógicas" revela dificuldade para entender os problemas reais.
OESP



Porto fecha primeiro semestre com aumento na movimentação de cargas
O Porto de Suape fechou o primeiro semestre deste ano com um crescimento de 18,46% na movimentação de cargas em relação ao mesmo período de 2009. Passaram pelo complexo, durante estes seis primeiros meses, 4,03 milhões de toneladas.

Os números resultam, principalmente, do crescimento de quase 30% nas importações e de 33,41% nas cargas referentes à navegação de longo curso, vindas de outros continentes.

Todos os tipos de carga apresentaram crescimento em relação ao ano anterior. No entanto, destaca-se o aumento de 33,11% na movimentação de contêineres. Foram 1,7 milhões de toneladas contra 1,3 milhões do primeiro semestre de 2009. Na quantidade, o crescimento foi de 40,67%, representados por 144.547 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

A comparação entre os meses de junho também é positiva para Suape. O crescimento na movimentação de cargas desse mês em relação ao mesmo mês do ano anterior foi de 18,63%: 686.529 toneladas contra 578.703. O embarque e desembarque de carga conteineirizada (cargas soltas) aumentou 100% e de carga conteineirizada, 43,75%.

No primeiro semestre de 2010, Suape operou exatas 4.003,328 tons e no mês de junho 686.529 toneladas.

Perspectiva
Se essas taxas de crescimento forem mantidas, Suape deverá fechar este ano com mais de 9 milhões de toneladas movimentadas.

Entre os produtos que incrementarão esse crescimento, estão os graneis líquidos e sólidos, além de um acréscimo significativo nas cargas conteineirizadas. Segundo estudo do consórcio Planave/Projetec, até 2016, a movimentação de cargas passará das atuais 8 milhões de toneladas para 48 milhões de tons/ano.
A Tribuna

quinta-feira, 6 de maio de 2010

PORTOS - LOGISTICA

Mercado conteinerizado aponta recuperação
05/05/2010
O mercado global de contêineres indica recuperação em curso, com as linhas marítimas anunciando ampliação de capacidade em algumas rotas e exportadores concordando com reajustes de taxas.

A Hamburg Süd informou que o trade entre Ásia e costa oeste da América Latina voltou a registrar montante de volumes equiparável aos níveis anteriores à recessão. Com isso o armador incluirá navios de porte maior no joint com a companhia chilena CCNI.

O armador também pretende aplicar aumentos gerais de US$ 300 por Teu no serviço. Além disso, deve anunciar mais reajustes nas taxas entre Estados Unidos, Austrália e Ásia, subindo US$ 150 por Teu; 350 euros (US$ 460) por Teu entre norte da Europa e costa leste da América do Sul; e 40 euros por Teu nos embarques da Itália para portos da Turquia, Síria e Egito.

A Maersk também aumentará a capacidade no comércio entre China e América Central, incluindo embarcações maiores no serviço AC2, que liga os principais portos chineses com os complexos de Lázaro Cárdenas (México) e Balboa (Panamá). Os navios atuais, que variam entre 4 mil e 7.500 Teus, serão substituídos por unidades de 8.500 Teus.

A MSC (Mediterranean Shipping Co.) deve promover incrementos de US$ 300 por Teu nos fretes das rotas da Ásia para Europa. A OOCL também deve aumentar em US$ 100 por Teu as taxas de embarque para o Oriente, enquanto a Maersk irá introduzir aumento de US$ 200 por Teu nas rotas do sul da Ásia e Oriente Médio para Europa.
Guia Marítimo



Ministro anuncia investimento de R$ 5 bilhões para os portos
da sucursal de santos
SÃO PAULO - O ministro Pedro Brito, da Secretaria de Portos, participou de solenidade de assinatura de cinco acordos que envolvem a Codesp, a administração municipal de Santos e de Guarujá, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Secretaria de Portos. O ministro anunciou aporte de R$ 5,2 bilhões ao setor portuário nacional prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, dos quais R$ 1,552 bilhão em aportes para o Porto de Santos nos próximos 4 anos, garantindo a consolidação de Santos como maior porto da América Latina.

O ministro destacou como principais projetos a execução da segunda fase da dragagem de aprofundamento do porto para 17 metros no canal externo e 16 metros no interno, com recursos da ordem de R$ 193 milhões, e o reforço e construção de novos berços de atracação, principalmente para a movimentação de granéis líquidos que já atingiram elevada taxa de ocupação (ver anexo quadro de projetos).
Brito também destacou o Protocolo de Intenções assinado entre a Codesp e a Unifesp como o principal acordo firmado hoje. O protocolo prevê a realização de estudos no sentido de uma eventual disponibilização de área sob gestão da Codesp para implantação do Instituto de Ciências do Mar e Meio Ambiente na cidade de Santos, para qualificação de pessoal e desenvolvimento de pesquisa com aplicações práticas em gestão portuária, ambiental, pesca e oceanografia. A prefeita Maria Antonieta de Brito, do Guarujá, e o prefeito João Paulo Tavares Papa, de Santos, também destacaram a importância do acordo que atende diretamente à demanda das principais vocações das cidades da região.

O presidente da Codesp, José Roberto Correia Serra, reportou-se a esse acordo como a marca de um diferencial da atual administração portuária, frisando o “estreito relacionamento com as administrações municipais e as ações conjuntas que propiciam resultados significativos para a comunidade”. Serra também destacou a atenção da SEP com o Porto de Santos, frisando a continuidade e a inserção de novos projetos, “capazes de atrair e alavancar novos investimentos do setor privado para a construção de um porto cada vez melhor”.

Licitação
A Codesp anunciou que abrirá concorrência pública para arrendamento de área com cerca de 38,4 mil metros quadrados para movimentação e armazenagem de granéis líquidos e produtos químicos na Ilha do Barnabé, margem esquerda do Porto de Santos. O Aviso de Licitação foi publicado dia 30 de abril último, com abertura de propostas prevista para dia 16 de junho. Atendidas as condições previstas no Edital, o certame será definido pelo maior valor de oferta pela “oportunidade de negócio”. O edital estará disponível a partir de amanhã na Gerência de Arrendamentos, mediante recibo de pagamento no valor de R$ 350,00, efetuado na Tesouraria da Codesp. Dentre as condições de participação contidas no Edital, será vedada a participação de empresas declaradas inidôneas por ato do Poder Público e, ainda, não reabilitadas e exigido Capital Social mínimo de R$ 6,3 milhões. A visita ao local de arrendamento poderá ser realizada até cinco dias antes da data de abertura dos primeiros envelopes e previamente comunicada à Codesp.
A Tesouraria fica na Praça Cândido Gafrée, edifício Engenheiro José Armando Pereira, em Santos. O horário de atendimento é das 8h00 às 11h00 e também das 14h00 às 16h00. A Gerência de Arrendamentos fica na Avenida Conselheiro Nébias, sem número, 2º andar, O serviço funciona em horário comercial.
A Tribuna



Porto de Santos fecha primeiro trimestre com recorde histórico
O Porto de Santos encerrou o mês de março registrando movimentação de cargas recorde para o primeiro trimestre.
Foram 20,2 milhões de toneladas, superando em 9,7% o, até então, melhor desempenho para o período e em quase 20% o primeiro trimestre do ano passado.

A operação de cargas em março também foi recorde no ano, chegando a cerca de 7,85 milhões de toneladas, também recorde para o respectivo mês.

O Porto atingiu crescimento nos dois fluxos, com destaque bem mais acentuado para as importações, com altas de 65,9% no mensal, registrando mais um recorde, e 47,9% no acumulado. As exportações subiram 3,2% em março e 8,4% no período. O mês de março de 2010 superou em 17,3% o mesmo mês do ano passado.

O bom resultado das cargas importadas deveu-se ao incremento de 93,7% no trimestre de itens de mercadorias variadas que não compõem o ranking dos produtos de maior movimentação. Dentre as cargas mais operadas, o Gás Liquefeito de Petróleo acusou aumento de 47,9% no trimestre.

Nas exportações, o grande destaque no acumulado foi o complexo soja (grãos e peletes) com alta de 27,1% , seguido pela subida de 13,8% nos embarques de gasolina.

O açúcar, carga de maior expressão na movimentação geral, cresceu 6,8% neste ano, com alta de 16,9% no mês. Vale ainda destaque o desempenho nas exportações de suco cítrico em março, com incremento de 54,3%.

Os contêineres voltaram a acusar aumento com ganho, em teu, de 13,9% no trimestre, impulsionado pelo crescimento de 21,5% no mês.

O Porto manteve a tendência de aumento na média da movimentação de carga por navio, com redução de 2,2% no número de embarcações que atracaram em Santos no trimestre (1.415 navios).

No comparativo da movimentação dos 12 últimos meses, o Porto atingiu 86,45 milhões de toneladas, 7,1% a maior ao igual período anterior e projeta para 2010 o total de 89,87 milhões de toneladas, o que superaria em 8,0% o movimento do ano passado.

Em valor comercial, as cargas operadas pelo complexo santista chegaram a US$ 19,8 bilhões, 25,5% do total brasileiro, com aumento de 20,73% em comparação ao primeiro trimestre de 2009.
A Tribuna On-line



Crescimento econômico é desafio para portos do PR
A recuperação da economia e o consequente aumento da demanda de produtos paranaenses no exterior configuram um desafio extra para o Porto de Paranaguá, especialmente com a perspectiva de supersafra de soja neste ano.

Porém, com os prazos curtos para a realização de obras, esse desafio será contornado apenas com melhorias de gestão. A afirmação é do novo superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Mário Lobo Filho, que assumiu ontem o comando dos terminais portuários paranaenses.
Números da balança comercial paranaense de março mostram que as exportações estaduais retomaram índices positivos ao superar a marca de US$ 1 bilhão pela primeira vez desde agosto. Os produtos do complexo soja influenciaram esse número e voltaram a liderar a participação do bolo, respondendo por 19,3% dos embarques do primeiro trimestre. Até o último dia 29, os portos paranaenses haviam exportado 3,5 milhões de toneladas de soja em grão e em farelo, segundo dados da Appa. No entanto, quase 14 milhões da oleaginosa estão sendo colhidos a cada mês no estado.

Para dar conta dessa demanda, Lobo Filho diz que os funcionários de operação estarão focados em efetivar a agenda de embarques, enquanto as equipes de engenharia devem acompanhar de perto o dia a dia do porto para planificar as próximas obras, em ações de médio e longo prazos. “O desafio da supersafra é atender bem os clientes do estado. Um dos meus desejos é retomar a primazia do porto em cargas a granel”, afirmou. Enquanto em 2004 Paranaguá respondia por 34% da exportação nacional de soja em grão, no ano passado a participação caiu para 17%.
Nos projetos de obras, ele não anunciou novidades. “Ninguém precisa mais discutir se o porto precisa da ampliação do cais a oeste, ou da remodelagem do berço. Agora está na hora de as obras sairem do papel”, disse, acrescentando que a prioridade está na ampliação do silo graneleiro e na modernização dos “shiploaders” (equipamentos de embarque).

Gargalo futuro - Lobo Filho ressaltou que o porto funciona bem, mas não está preparado para lidar com o crescimento de 6% ao ano previsto para o Brasil. “Basta olhar o quanto o país cresceu nos últimos anos, enquanto o porto permaneceu praticamente o mesmo. O mesmo silo graneleiro que foi inaugurado pelo general Figueiredo [no início dos anos 80] ainda está lá. Ele está nos servindo bem, mas está sozinho.”
O novo superintendente diz ainda que a situação financeira do porto é boa, com mais de R$ 400 milhões em caixa e outros R$ 50 milhões reservados para a compra da draga. As obras de melhorias não saem do papel efetivamente, de acordo com ele, por “problemas diversos”, como lentidão em conseguir licenças ambientais e em realizar licitações. “Grandes obras de infraestrutura costumam ter problemas nestas áreas, é só lembrar dos casos recentes com [a usina de] Belo Monte.”

Draga - A polêmica licitação para aquisição da draga, por sua vez, deve ser mantida, se a Justiça permitir. Ele diz que o departamento jurídico da Appa está esperando para as próximas semanas o despacho judicial que julga o mandado de segurança impetrado na disputa.

“O investimento na draga se justifica em função das condições características do nosso porto, até porque cada campanha de dragagem custa praticamente o preço de uma draga, cerca de R$ 50 milhões”, defende.”
Gazeta do Povo – PR



Portuários paralisam atividades no Pecém
05/05/2010
Manifestantes alegam que exigem apenas seu direito pelo recebimento de adicional de periculosidade.

Trabalhadores das empresas que operam no Terminal Portuário do Pecém paralisaram suas atividades, na manhã de ontem, para reivindicarem o pagamento de 30% sobre os salários, referentes ao adicional de periculosidade pago a profissionais que exercem atividades sujeitas a riscos. Os manifestantes alegam estarem exigindo apenas o cumprimento de seus direitos, garantidos por dois laudos técnicos, sendo um deles emitido pela Superintendência Regional do Trabalho (SRT), antiga DRT.

De acordo com o auditor fiscal que redigiu o laudo da SRT, Franklin Rabelo de Araújo, a inspeção realizada no porto, no ano passado, por solicitação do Sindicato Mova-se, constatou a circulação de vários produtos inflamáveis no terminal, fato que, por si só, já justificaria o pagamento do adicional de periculosidade, com base no capítulo 5º do Artigo 93 da CLT, combinado com o Inciso 23 do Artigo 7º da Constituição Federal. "Verificamos que passam pelo porto produtos perigosos, como solventes utilizados na indústria de calçados. O risco foi incrementado com a instalação do terminal de regaseificação, onde circulam 3,5 milhões de metros cúbicos de gases, correspondendo a metade da capacidade do terminal", avalia.

Após a visita, o auditor produziu um relatório que gerou o laudo indicando o pagamento do direito. "Enviamos a notificação à empresa e ela não atendeu. Então abrimos um processo administrativo, que resultou em aplicação de multa, que varia entre R$ 3 mil e R$ 6 mil, pelo não cumprimento do pagamento dentro do prazo. Eles estão recorrendo. É direito da empresa questionar. Também encaminhamos o laudo ao Ministério Público do Trabalho e ao Mova-se, além da Cearáportos. Os procedimentos cabíveis à SRT se esgotaram. Agora, a decisão cabe a Justiça", declara.

Cearáportos
O diretor de Operações e Infraestrutura da Cearáportos, Humberto Castelo Branco, alega que nenhuma empresa que trabalha no Porto do Pecém paga adicional de periculosidade. O motivo, segundo ele, é que elas não estão conscientes da obrigatoriedade. Já o coordenador da Procuradoria Jurídica da Cearáportos, Lincon Soares, explica que o não pagamento se deve a "discrepância" constatada entre o laudo da SRT e o laudo da própria empresa.

"O laudo feito por solicitação da empresa, em janeiro desse ano, mostra que só há determinante de periculosidade em algumas áreas específicas e não integralmente em todo o terminal, como atesta o laudo da SRT. Em conversa com procuradores do trabalho, eles nos disseram que existe necessidade de um terceiro laudo, porque não há consenso entre os dois primeiros. O pedido oficial do terceiro laudo deverá ser feito em Juizo", pondera o advogado.

No dia 25 de maio, a 4ª Vara da Justiça do Trabalho de Fortaleza julgará o Processo ingressado no último dia 7 de abril pelo Mova-se, solicitando a implantação do adicional de periculosidade para todos os trabalhadores efetivos da Companhia Docas.

Trabalhadores
Conforme o coordenador geral do Mova-se, José Airton Lucena Filho, embora a ação impetrada pelo Sindicato só atinja diretamente os servidores do Estado que trabalham no porto, a decisão judicial terá repercussão para todos os funcionários de empresas que atuam no Pecém. "Estamos convocando todos os sindicatos para reivindicarem o mesmo direito", afirma.
Portos e Navios



Porto de Paranaguá recebe a 14ª Exposafra

A Feira de Negócios para Caminhoneiros tem previsão de atrair mais de cinco mil caminhoneiros, entre os dias 10 e 13 de maio.

Em pleno pico da safra de grãos, o Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá será palco da 14ª Exposafra - Feira de Negócios para Caminhoneiros, evento promovido pela Revista Caminhoneiro - título da Tudo em Transporte Editora -, com apoio da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA).

Graneleiros, autonômos e empregados, que estarão em pleno embarque da safra de grãos no Porto de Paranaguá (afinal, o Brasil é vice-líder mundial nas exportações de soja e milho) - se programam para visitar o evento, que é a oportunidade na qual terão o privilégio de conhecer, em primeira mão, as mais recentes novidades do setor de transporte rodoviário de cargas, serviços, acessórios, implementos, pneus, combustíveis, produtos e lançamentos em geral.

Estimativas da organização apontam que durante os quatros dias da 14ª Exposafra mais de cinco mil caminhoneiros marquem presença na Feira, onde poderão desfrutar das atividades programadas especialmente para eles.
Destaque para os cuidados com a saúde e com o caminhão. Uma equipe do Sest/Senat estará de plantão no evento para avaliar a condição física do irmão da estrada.

Durante a Exposafra, irá acontecer o Programa Nacional de Workshop, evento com apoio da NTC & Logisitca, que reune empresários do setor do transporte para avaliarem Cenários e Perspectivas do Transporte Rodoviário de Cargas.

No evento - que acontece de 10 a 13 de maio - o caminhoneiro terá ainda a chance de realizar test drive e avaliar o desempenho dos caminhões mais modernos do mercado, percorrendo os 3 km de pista desenvolvida especialmente para uma boa dirigibilidade.

Shows diários também estão na programação da 14ª Exposafra para que os caminhoneiros possam ter um momento de lazer durante o pit stop no evento.
[ 14ª Exposafra - Feira de Negócios para Caminhoneiros, de 10 a 13 de maio de 2010,das 9h às 21h, sendo TEST DRIVE 9 às 17h e Arena de Exposições 15 às 21h, no Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá – Paranaguá/PR. Promoção: Revista Caminhoneiro - (11) 3049-1799. Entrada: Franca].

segunda-feira, 1 de março de 2010

NOTICIAS

Tecnologia e exportações, com apoio da Petrobras
Pequena empresa gaúcha foi desafiada em 2007 pela Petrobras a desenvolver sofisticadas embarcações fechadas e à prova de fogo. Empresa este ano deve fazer suas primeiras exportações
Impulsionar as atividades de desenvolvimento tecnológico em empresas nacionais é uma das linhas que norteiam o Prominp. A pequena empresa gaúcha Rib Offshore é um bom exemplo de como o programa opera. Fundada em 1988 para fabricar barcos de resgate simples e rebocadores de pequeno porte para contenção de derramamento de petróleo, em 2007 a empresa foi desafiada pela Petrobras a desenvolver sofisticadas embarcações fechadas e à prova de fogo, para a evacuação rápida de plataformas em caso de incêndio.
A Petrobras comprava o equipamento no exterior, mas como as novas especificações técnicas de segurança eram mais exigentes que as normas internacionais, a petroleira avaliou que era um bom momento para nacionalizar o equipamento. O Prominp investiu R$ 2 milhões no desenvolvimento da baleeira, e a Rib Offshore, um valor similar. Quase dois anos foram investidos em intermináveis testes. "Gastamos mais de cinco vezes a contrapartida inicialmente prevista, porque os testes foram muito mais complicados do que imaginávamos, mas valeu a pena", conta o diretor e dono da empresa, Sérgio Ganatti.
O faturamento dobrou em dois anos e vai dobrar novamente com os novos contratos. "Também duplicamos o número de funcionários e geramos empregos em toda a cadeia, porque 98% de nossa matéria é nacional", diz. A empresa este ano deve fazer suas primeiras exportações.
Valor Econômico


Exportações Paranaenses ao Mercosul registram alta de 33%
As exportações paranaenses para os países do Mercosul atingiram US$ 8,766 bilhões em sete anos, crescimento de 33%. Nas importações, de 2003 a 2009, o Paraná comprou US$ 6,811 bilhões em produtos do bloco, alta de 19%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Com o resultado, o Paraná teve um saldo na balança comercial de US$ 1,955.
Segundo o secretário de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho, os números revelam a aposta correta do empresariado estadual ao fortalecer negócios com os países vizinhos. “O Governo do Estado foi decisivo ao aproximar empresas, fomentar parcerias e transferências tecnológicas. Hoje o Mercosul é um bloco consolidado e um dos principais mercados do Paraná”.
Em 2002, as vendas do Paraná aos países integrantes do bloco – Argentina, Paraguai e Uruguai -, alcançavam US$ 263 milhões. Em 2003, o Estado já exportava US$ 501 milhões, alta de 90% sobre o ano anterior. A partir de 2006, o Paraná ultrapassou a barreira do bilhão em vendas (US$ 1,263), atingiu US$ 2,250 bilhões em 2008 e, mesmo no auge da crise econômica internacional, exportou US$ 1,327 bilhão em 2009.
País em processo de adesão final ao bloco do Mercosul, a Venezuela até 2002 comprava cerca de US$ 38 milhões em produtos paranaenses. De 2003 a 2009, o país sul-americano importou valores acima de US$ 1,616 bilhão do Paraná, sendo o ápice em 2008 (US$ 408 milhões). Em 2009, foram US$ 240 milhões, fechando 65% de alta na média dos últimos sete anos.

Governo busca elevar exportações
Acordos de cooperação, missões internacionais e rodadas de negócios promovidos pelo Governo do Paraná marcaram a elevação no fluxo de comércio entre as regiões. “Durante o governo Requião, o Mercosul foi prioridade no comércio exterior e os resultados provam que a medida foi determinante para encontrar novos nichos de mercados para o Paraná”, acrescenta o secretário Moreira Filho.
Uma das medidas mais efetivas para a consolidação de negócios foi o fomento entre empresas com produtos com alto valor agregado. Atualmente, entre os principais produtos vendidos para a Argentina por exemplo, destaque para automóveis, tratores, peças automotivas, papel, produtos derivados do ferro e refrigeradores. No ano passado, o mercado argentino foi o terceiro maior comprador geral do estado, vindo logo atrás da China e Alemanha.
Elevados índice de crescimento valem também ao Paraguai e Uruguai. Até 2002, o Paraná vendia US$ 98 milhões em produtos para o Paraguai e atingiu US$ 309 milhões no ano passado. Com o Uruguai, as exportações paranaenses somavam US$ 27 milhões em 2002, e terminaram 2009 com US$ 157 milhões.

Empresas
Forte número de empresas estaduais exportadoras para o Mercosul foram verificadas ao longo dos anos. Chega a 580 o total de empresas do Paraná que vendem para o Paraguai, 500 para a Argentina, 340 para o Uruguai e 193 empresas que realizam negócios com a Venezuela.
Para 2010, novas missões estão sendo agendadas e políticas públicas para a inserção de empresas estaduais no Mercosul serão implantadas, adianta o secretário.
Por Cristina Pierini - Portal NetMarinha - Com informações Agência de Notícias do Paraná


Paranaguá concede desconto de 50%

O CAP (Conselho de Autoridade Portuária) do Porto de Paranaguá aprovou relatório da Comissão de Cabotagem que sugere concessão de desconto de até 50% nas tarifas Inframar (utilização de infraestrutura marítima de proteção e acesso), Infracais (utilização de infraestrutura de acostagem) e Infraport (utilização de infraestrutura de operação portuária) para incentivar a movimentação doméstica de cargas.
De acordo com o relator da Comissão de Cabotagem e diretor de Desenvolvimento Empresarial da Appa, Luiz Alberto de Paula César, a autoridade portuária já acenou com a possibilidade de aprovar os descontos tarifários e tem autorização prévia do CAP para tal.
Mas, conforme destaca César, é preciso que os demais atores do porto também apresentem propostas de redução para que a política de incentivo ao modal seja eficaz.
Guiamaritmo


Indústrias do Brasil de olho em projetos de usinas na África
As vantagens tarifárias obtidas pelos países da África, assim como topografia e clima favoráveis, estão fomentando investimentos no cultivo de cana e em indústrias de açúcar e etanol. Apenas as principais empresas brasileiras que fornecem equipamentos para usinas negociam contratos que somam investimentos industriais de US$ 2 bilhões no continente.
Ao todo são nove usinas de açúcar, álcool e cogeração, uma de etanol e outras três apenas de cogeração a partir do bagaço de cana. As propostas estão em fase de negociação e a expectativa é de que os projetos sejam implantados nos próximos dois anos.
O volume de investimento considera apenas os contratos em negociação no momento pelas paulistas Dedini Indústria de Base e pela Sermatec, especializadas em fornecimento de equipamentos para usinas. O montante não considera capital que será aplicado na área agrícola, tampouco na infraestrutura de irrigação.
No entanto, somente na área industrial, o interesse em todo o continente certamente é maior, segundo Sérgio Leme, diretor da Dedini. "O continente africano é a bola da vez. Somente no Sudão sabemos que há em todo o mercado entre 15 a 17 projetos de etanol e açúcar em análise", afirma Leme.
A empresa negocia atualmente contrato para implantação de nove usinas na África, que contemplam a produção de açúcar, álcool e co-geração. Os projetos, em média, são para moer 2 milhões de toneladas de cana em capacidade plena, e estão localizados principalmente no Sudão, onde há dois deles, e em Moçambique. Também há negociações em curso em Gana, Serra Leoa, Marrocos e Angola.
No fim de 2009, a Dedini entregou uma usina de etanol para a multinacional Kenana, no Sudão, que até então produzia apenas açúcar. A unidade, explica Leme, tem capacidade para produzir até 36 milhões de litros de etanol por ano com previsão de triplicar a atual capacidade em dois anos.
Além da Kenana, também apostam em projetos na África a companhia suíça Addax Bioenergy. Segundo publicou o Valor, a Addax assinou contrato com o governo de Serra Leoa para aluguel de 10 mil hectares de terras visando produzir 100 milhões de litros de etanol a partir de cana-de-açúcar.
Mas, entre todos os países africanos, o Sudão é considerado o mais promissor, segundo analistas. Já há oito usinas de açúcar no país. A maior é da Kenana, com 42 mil hectares de cana, e a estimativa da consultoria em projetos de irrigação Irriger é que as demais usinas tenham 60 mil hectares, totalizando no país o cultivo de 100 mil hectares. "A tendência é de um crescimento de 40% a 50% nos próximos cinco anos", Everardo Mantovani, consultor da empresa.
Atualmente, estima-se que o Sudão produz 800 mil toneladas de açúcar, sendo a metade da Kenana. Apesar do clima desértico, o país tem como diferencial as águas do rio Nilo que, apesar de muito ligado à história do território Egípcio, é na capital no Sudão que ele se forma integralmente - é onde se encontram os dois Nilos (o Azul, que nasce na Etiópia, e o Branco, cuja nascente é na Uganda). "As áreas da Kenana, por exemplo, são irrigadas por sulco e a produtividade é elevada, da ordem de 119 toneladas de cana por hectare", afirma Mantovani.
Com território equivalente a 25% do brasileiro, o Sudão, assim como outros países do continente, é beneficiado pelo acordo EBA (tudo menos armas, na sigla em inglês), portanto, tem isenção de taxas na exportação para Europa, diferentemente do Brasil, por exemplo, cujo etanol paga 192 euros para cada metro cúbico exportado ao bloco.
Já a Sermatec negocia contratos de uma usina de etanol e co-geração em Angola. No ano passado, a empresa forneceu duas caldeiras e um difusor de cana para a Biocom, empresa do governo angolano que tem como acionista a brasileira Odebrecht.
Fabiana Batista - Valor Econômico

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

LEGISLAÇÃO

Renovação de Registro Especial para o Papel Imune

Os fabricantes, os distribuidores, os importadores, as empresas jornalísticas ou editoras e as gráficas que realizarem operações com papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos deverão apresentar pedido de renovação do Registro Especial até o último dia útil de fevereiro de 2010, que será juntado ao processo administrativo de concessão do Registro Especial, observando-se os procedimentos descritos na Instrução Normativa RFB nº 976/2009.
O não-atendimento do disposto acima implica o cancelamento do Registro Especial.
Orientações Gerais
Modelo de Pedido de Renovação de Registro Especial para o Papel Imune
Modelo de Requerimento de Registro Especial para o Papel Imune
acesse aqui

 
INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF Nº 1.012, DE 25 DE FEVEREIRO DE 2010 - DOU 26.02.2010
Aprova o programa multiplataforma para preenchimento da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física referente ao exercício de 2010, anocalendário de 2009 (IRPF2010), para uso em computador que possua a máquina virtual Java (JVM), versão 1.6 ou superior, instalada.

O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos III e XVII do art. 261 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF Nº 125, de 4 de março de 2009, e tendo em vista o disposto na Instrução Normativa RFB Nº 1.007, de 9 de fevereiro de 2010, resolve:

Art. 1º Fica aprovado o programa multiplataforma para preenchimento da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física referente ao exercício de 2010, ano-calendário de 2009 (IRPF2010), para uso em computador que possua máquina virtual Java (JVM), versão 1.6 ou superior, instalada.

Art. 2º O IRPF2010 possui:
I - 3 (três) versões com instaladores específicos, compatíveis com os sistemas operacionais Windows, Linux e MacOS X; e
II - uma versão de uso geral para todos os sistemas operacionais instalados em computadores que atendam à condição prevista no art. 1º.
Art. 3º A partir de 1º de março de 2010, o programa IRPF2010, de reprodução livre, estará disponível no sítio da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) na Internet, no endereço < http://www.receita.fazenda.gov.br>.
Art. 4º Para a apresentação pela Internet das declarações geradas pelo programa IRPF2010 deverá ser utilizado o programa de transmissão Receitanet Java, disponível no endereço mencionado no art. 3º.
Parágrafo único. Na hipótese de que trata o caput, poderá ser utilizada assinatura digital mediante certificado digital válido.
Art. 5º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
OTACÍLIO DANTAS CARTAXO



PORTARIA SEP/PR Nº 87, DE 24 DE FEVEREIRO DE 2010-  DOU 25.02.2010
Estabelece os requisitos mínimos a serem considerados para a implantação de sistema de gerenciamento e monitoramento de navios nos portos.

O MINISTRO DA SECRETARIA ESPECIAL DE PORTOS, DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, incisos I e II, da Constituição, o disposto no artigo 3º da Lei nº. 11.518, de 5 de setembro de 2007, considerando:
a) a necessidade de sistemas de gerenciamento e monitoramento de navios nos portos organizados brasileiros;
b) as diretrizes internacionais estabelecidas pela Resolução A.857(20) - Diretrizes para Serviços de Tráfego de Embarcações, da Organização Marítima Internacional, complementadas pela Recomendação V-128. Requisitos Operacionais e Técnicos para o Desenvolvimento de Equipamentos VTS, da Associação Internacional de Sinalização Marítima - IALA;
c) o que consta da Norma da Autoridade Marítima para o Serviço de Tráfego de Embarcações - NORMAN 26/DHN, de 2009, que atribui às Autoridades Portuárias a competência para a proposição e instalação de sistemas de gerenciamento e monitoramento de navios, nas respectivas áreas de responsabilidade; e
d) a necessidade de integração de dados e informações com outros sistemas informatizados em utilização nos portos ou em desenvolvimento pelas autoridades portuárias e pela Secretaria Especial de Portos da Presidência da República - SEP/PR, como os projetos Porto Sem Papel, Sala de Situação Portuária e outros;

Resolve:
Art. 1º Estabelecer os seguintes requisitos mínimos para a implantação de sistema de gerenciamento e monitoramento de navios nos portos, que deverão ser observados pelos portos organizados quando da aquisição de sistema de gerenciamento e monitoramento nos portos (Vessel Traffic Management System - VTMS):
a) As Companhias Docas, na sua área de atuação, serão as proponentes da implantação do VTMS, devendo consultar previamente a SEP/PR, com a apresentação da proposição inicial.
b) O VTMS poderá ser adquirido mediante processo licitatório, de fabricantes nacionais ou estrangeiros, devendo ser previsto nas cláusulas contratuais a manutenção por um período de, no mínimo, cinco anos, bem como a modernização e atualizações de acordo com o desenvolvimento do fornecedor.
c) O VTMS deverá ser dimensionado em função da densidade de tráfego de forma a tornar mais seguros os aspecto da navegação, maior previsibilidade da chegada e saída de navios, bem como permitir maior vigilância, reduzindo e buscando eliminar ilícitos na área portuária.
d) O VTMS deverá abranger a área marítima do Porto Organizado, bem como os canais de aproximação até uma distância considerada necessária, em razão da segurança das operações e das embarcações.
e) Quando o VTMS utilizar câmeras de circuito fechado de televisão, deverá ser considerado o uso das já existentes no sistema de segurança portuária (ISPS); caso sejam acrescentadas novas câmeras, estas deverão ser integradas ao sistema ISPS existente.
f) O VTMS deverá prever o envio das informações, via internet segura, para a SEP/PR, de forma a ser utilizada na Sala de Situação Portuária, utilizando protocolo de comunicação compatível com o que será utilizado pela SEP/PR.
g) O VTMS deverá ser capaz de gerenciar todo o trânsito de embarcações que se destinam ao porto, de forma que a programação do porto seja realizada na sua plenitude pela Autoridade Portuária, em atendimento aos arrendatários e operadores no porto organizado.
h) As informações de chegada/saída e previsão de chegada/saída deverão ser inseridas, de forma automática, nos demais sistemas de controle e gestão portuária; bem como subsidiar os trabalhos desenvolvidos pela Autoridade Marítima e pelo Departamento de Polícia Federal.
i) O VTMS deverá contemplar, no mínimo, as seguintes necessidades:
I. acompanhamento da derrota do navio;
II. estabelecimento do Ponto de Maior Aproximação (PMA) de obstáculos e de navios na área sob controle, bem como prever o horário em que tal fato ocorrerá;
III. vigilância da posição de fundeio, seja quanto ao deslocamento indevido do navio (garrando), seja pela aproximação indevida de embarcações do navio fundeado;
IV. apresentação do vetor do navio;
V. apresentação instantânea do rumo, velocidade, chamada fonia e características básicas do navio; e
VI. alerta de colisão, bem como a previsão do horário em que ocorrerá.
j) O VTMS deverá ter capacidade de armazenar pelo menos trinta dias de operação e deverá prever a possibilidade de serem gravados, separadamente, fatos relevantes que possam auxiliar a apuração de incidentes e acidentes no porto, ou de outros interesses das Autoridades.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
PEDRO BRITO

PORTOS - LOGISTICA - COMÉRCIO EXTERIOR

Estaleiro é oportunidade em que todo o Brasil está de olho

É grande a expectativa do governo estadual e do segmento empresarial a respeito do resultado da reunião do Conselho Regional de Meio Ambiente (Conrema), que acontece na tarde de hoje, em Aracruz, para aprovar ou não a licença prévia de operação do estaleiro da Jurong do Brasil. Ontem o secretário de Estado de Desenvolvimento, Márcio Félix, afirmou que o projeto naval “é uma oportunidade que todo o Brasil está de olho”.
Os conselheiros do Conrema, 21 no total, têm a responsabilidade de autorizar o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) a emitir a licença prévia (LP) para o estaleiro se instalar em Barra do Sahy.
A licença prévia, que ainda não permite à empresa o início das obras, é um dos documentos exigidos pela Petrobras para que a Jurong possa participar das duas licitações (construção de sete navios-sonda e duas sondas semisubmersíveis) que serão realizadas no próximo dia 4. O documento que possibilitará o início das obras é a licença de instalação (LI).


“Amanhã (hoje) é um dia fundamental para o futuro do Espírito Santo e se eu fosse conselheiro estaria tranquilo para aprovar a emissão da licença prévia para o empreendimento, porque esse projeto está em nossas mãos”, disse na tarde de ontem o secretário.
Antes da entrevista, o secretário reuniu-se com dirigentes da Jurong do Brasil. Eles reforçaram ao governo estadual o compromisso de implantar um projeto que seja referência mundial em termos de sustentabilidade.
O projeto, explicou o secretário, tem sinergia com a região, e será importante para a descentralização do desenvolvimento estadual. Os dirigentes da empresa, antes de optar por Aracruz, pesquisaram o litoral brasileiro. “No Brasil, constataram que o melhor local é o Espírito Santo, e no Estado, o melhor local é Aracruz”, explicou Félix.
O Espírito Santo, ponderou, não quer a instalação de projetos a qualquer preço, mas ressaltou que o momento é de dar esse voto de confiança à empresa que está pleiteando a licença prévia. Ele argumentou que os técnicos responsáveis pela emissão da licença terão o tempo necessário para analisar relatórios e definir com critério as condicionantes.
“A oportunidade é fantástica” disse Félix, ao ressaltar que o Espírito Santo tem a possibilidade de sediar um projeto que será orgulho nacional.
A sede do grupo Jurong Shipyard fica em Cingapura, que tem a mesma população do Espírito Santo, concentrada é área territorial bem menor que a do Estado. Segundo o secretário, cerca de 60% da produção brasileira de petróleo – 1,2 bilhão de barris/dia – está em cima das plataformas produzidas pela Jurong nos vários estaleiros que o grupo tem no mundo.


Vagas 8.500 empregos
É o número total de oportunidades de trabalho no estaleiro. Na fase de construção serão gerados 2,5 mil; na operação, 3,5 mil diretos e 2,5 mil indiretos.
"Minha postura é de esclarecimento, porque os conselheiros terão a responsabilidade de representar 3,5 milhões de capixabas”
Márcio Félix , Secretário estadual de Desenvolvimento


Entenda o caso
Relatório. O relatório de impacto ambiental, elaborado pela CTA, contratada pela Jurong, foi entregue ao Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), no final de dezembro do ano passado.
Licitações. As licitações que a Petrobras realizaria no mês de maio foram antecipadas para o próximo dia 4. Como o prazo foi reduzido, os técnicos do Iema emitiram parecer contrário à emissão da licença prévia (LP).
Contra-argumento. A CTA apresentou um documento contra-argumentando a decisão do Iema. O parecer contrário, junto com o recurso da CTA e junto de um ofício da diretoria do Iema foi apresentado à Câmara Técnica do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema).
Omissão. Os conselheiros do Consema, também alegando pouco prazo para análise de toda a documentação, optaram por não emitir qualquer decisão.
Conselho. Por conta da omissão do Consema, a decisão foi remetida para o Conselho Regional de Meio Ambiente (Conrema).
Decisão. A reunião do Conrema está marcada para a tarde de hoje. E os conselheiros poderão autorizar, ou não, o Iema a emitir a LP. Sem a LP, a Jurong não poderá participar das licitações da Petrobras.
A Gazeta/Vitória,ES/Rita Bridi


Até 90 milhões de barris no poço OGX-5
A OGX, braço de petróleo do grupo EBX, do empresário Eike Batista, informou ontem que o poço 1-OGX-5-RJS, em águas rasas da bacia de Campos, pode ter ao menos entre 30 e 90 milhões de barris de óleo recuperável em uma de suas seções. A estimativa foi feita pela empresa após a conclusão da perfuração do poço, localizado no bloco BM-C-43, do qual a OGX detém 100% de participação. De acordo com comunicado, o poço OGX-5 foi perfurado até 4,1 mil metro de profundidade, encontrando indícios de hidrocarbonetos em reservatórios carbonáticos das seções albiana e aptiana, sendo identificada também a presença de indícios na seção Maastrichtiana, de onde amostras de óleo já foram coletadas. "Com base nas informações obtidas na perfuração do poço, a OGX estima um volume de óleo recuperável para os reservatórios maastrichtianos entre 30 e 90 milhões de barris. O volume estimado para os reservatórios das seções albiana e aptiana ainda está sendo avaliado e seu dimensionamento depende de poços adicionais", explicou a empresa. O comunicado informa ainda que a sonda Ocean Ambassador está sendo deslocada para o poço exploratório direcional na área do prospecto Vesúvio. Este poço será perfurado no bloco BM-C-41 e o início de sua perfuração está prevista para março. No início deste mês a OGX anunciou que o terceiro poço perfurado no bloco BM-C-41, também em Campos, o 1-OGX-3-RJS, tem reservas recuperáveis estimadas entre 500 e 900 milhões de barris de óleo equivalente.
Jornal do Commercio/RJ/DA AGÊNCIA REUTERS




Porto catarinense prevê faturar R$ 250 milhões
SÃO PAULO - O porto santista pode ser o maior da América Latina, mas o que tem chamado mais a atenção do setor neste começo de ano é o Portonave, terminal portuário da cidade de Navegantes (SC) que se posiciona como uma nova rota para o comércio exterior, com destaque na transação de eletroeletrônicos a peças de vestuário. Mesmo depois de ter sofrido com as enchentes que assolaram a região em 2008, o Portonave prevê crescer este ano 73% em relação ao ano passado, com expectativa de faturar em torno de R$ 250 milhões, ante os R$ 144 milhões contabilizados em 2009.
Mês passado, o terminal com 900 metros de extensão movimentou 37.756 mil TEUs (unidade de medida de capacidade que equivale a um contêiner de 20 pés), crescimento de 175% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2009, recebeu 621 navios, quase o dobro de 2008, quando hospedou 302. "Este ano pretendemos movimentar cerca de 50% a mais de TEUs em relação ao ano passado e operar normalmente, apesar das obras de dragagem que possivelmente serão iniciadas ainda em 2010", comentou o diretor superintendente administrativo do Portonave, Osmari de Castilho Ribas, em entrevista exclusiva ao DCI.
A entrevista foi concedida antes de a empresa entrar em período de silêncio - fato anunciado na ultima sexta-feira (19) pela Triunfo Participações e Investimentos S.A, acionista da Portonave. Formado pela Triunfo Participações e Backmoon Investments Inc, o Portonanve contabiliza, desde outubro de 2007, quando começou a operar, a marca de 1.000 navios atracados, e aproximadamente 690 mil TEUs movimentados. "Atingimos a marca de mil navios atracados dia 5 de fevereiro, 27 meses após o início das operações do terminal. Estamos em um crescimento constante do número de escalas, o que nos deixa muito confiantes para este ano", disse o diretor.
Outro resultado expressivo do terminal de Navegantes é o de janeiro deste ano, em que houve crescimento de 335% no número de contêineres movimentados vindos do exterior, em relação a janeiro de 2009. Apesar do aumento, as importações de janeiro representaram 28% das movimentações da Portonave, contra 36% em exportações. "Torcemos por um ano mais tranquilo, aí a partir desse cenário podemos fazer previsões futuras", frisou o superintendente do terminal.
Castilho acredita que o terminal tem apresentado um aumento gradual do número de escalas, e em 2009, as atracações cresceram 106%, frente a 2008 - registrando em média dois navios por dia. "Temos uma ótima infraestrutura e a qualidade de nossos serviços nos garante o posto de os melhores da região. Temos condições para competir com os principais portos da região", emendou Castilho.


Investimentos
A exemplo do Porto de Santos, que pretende triplicar seu crescimento até 2025, conforme as recentes declarações do ministro dos Portos, Pedro Brito, em relação às obras de dragagem que ampliarão a capacidade de calado do porto, permitindo atracar navios de até 9 milhões de TEUs, Castilho comentou que as obras para dragagem do terminal catarinense, que também contarão com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), poderão começar ainda este ano porque os estudos e a licença prévia já foram adquiridos.
"A nosso favor está a garantia do governo federal de que vai liberar os recursos para a dragagem no canal de acesso ao complexo portuário do Rio Itajaí-Açu, que deverá atingir, assim, profundidade de 14 metros", comentou Castilho.
Atualmente, o terminal conta com um calado (designação dada à profundidade a que se encontra o ponto mais baixo da quilha de uma embarcação) de 10,50 metros de profundidade; depois das obras de dragagem, que custarão aproximadamente R$ 60 milhões, o terminal espera atingir 14 metros e atracar navios de até 5,5 mil TEUs. "A Portonave custeou os estudos que viabilizam a dragagem, fundamental para que o complexo tenha profundidade condizente com o tamanho dos maiores navios que estão na costa brasileira", disse Osmari.
Além desses investimentos previstos, o terminal pretende restaurar até o fim deste ano a sua câmara frigorífica, que sofreu um incêndio em novembro de 2009 e ainda não tem os estudos dos danos concluído. "Em ordem de grandeza, acredito que a reconstrução custará em torno de R$ 30 milhões, mas só saberemos com certeza no próximo semestre", lamentou Castilho.
O Portonave investiu cerca de R$ 50 milhões na construção do Iceport. A câmara frigorífica tinha capacidade para armazenar 18 mil toneladas de mercadoria, e havia sido inaugurada em agosto de 2008. No momento do incêndio, o local estava com 14 mil toneladas de produtos congelados, principalmente carnes de ave, bovina e suína.


Prejuízos
Além da crise econômica mundial que afetou o mundo em 2009 e do incêndio na câmara frigorífica Iceport, o terminal enfrentou problemas com o assoreamento do canal de acesso ao complexo portuário do Rio Itajaí-Açu, causado pela enchente de novembro de 2008.
Segundo Castilho, a capacidade do calado era de 12 metros e ficou com aproximadamente 10 metros após o incidente. "Mesmo com a dragagem já realizada, o porto ainda não conseguiu atingir a profundidade desejada. Por isso os estudos para a nova dragagem", relembrou ele.
A dragagem para recuperação após a enchente vista em novembro começou em janeiro do ano passado e recebeu R$ 26,2 milhões do governo federal. O contrato foi firmado por volume dragado, e foi finalizado em abril do mesmo ano pelo Consórcio Draga Brasil. Entretanto, a dragagem não atingiu a profundidade anterior à enchente, e o canal externo, no mar, que possuía 12 metros, tem pontos com 10,5 metros. "Nos últimos três meses do ano passado, quando voltamos a operar com as boas condições de calado, após o término do serviço de dragagem, contabilizamos em média 50 mil TEUs por mês", finalizou Castilho.
DCI/Daniel Popov





Portos em expansão
Os setores que envolvem estrutura de logística em nosso país vêm enfrentando uma grande mudança nos últimos tempos.
Inúmeros desafios já foram transpostos e outros se tornam ainda mais pungentes para os próximos anos, com a proximidade da Copa e da Olimpíada e o crescente aumento do número de cruzeiros marítimos de passageiros, só para citar alguns exemplos.
Diante desta realidade, o trabalho da Secretaria Especial de Portos (SEP), criada há apenas três anos, se mostra indispensável para a realização de ações para o setor portuário de forma sustentada e com foco em resultados concretos, de curto, médio e longo prazos.
Em 2010, veremos a maior parte de um dos mais importantes projetos da SEP, o Programa Nacional de Dragagem (PND), que irá aumentar a profundidade do calado de vários portos brasileiros. Iniciamos este ano com quatro obras concluídas e 13 em andamento.
Com a conclusão das dragagens, teremos portos mais profundos e uma maior capacidade de receber navios maiores e movimentar mais cargas.
Só em Santos, por exemplo, a obra que começa nesta semana irá aumentar o calado de 13 para 15 metros, com estudos para que essa profundidade chegue em breve a 17 metros.
Na situação atual, o Porto de Santos limita a navegação de navios de grande porte, especialmente aqueles que transportam granéis sólidos. Com 15 metros, o Porto terá capacidade para operar com os maiores navios de carga do mundo, que pesam mais de 75 mil toneladas.
Além do aumento do calado, as obras no local também prevêem o alargamento da entrada do Porto de 150 para 220 metros, o que permitirá o acesso dos navios em dois sentidos e trará um aumento de até 30% na movimentação de cargas.
Para a realização de todas as obras de dragagem no país, haverá o investimento de R$ 1,6 bilhão em 20 dos principais portos brasileiros. Além disso, serão investidos mais R$ 2 bilhões no reequipamento desses portos, o que representará um grande salto para o nosso setor portuário.
A perspectiva para os próximos anos é de que estejamos entre os 20 maiores complexos portuários do mundo em questões relativas à logística.
Todas essas ações serão insuficientes, no entanto, se não forem realizadas em conjunto com toda a estrutura que envolve a movimentação portuária. É por isso que a SEP está montando com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) um plano de acessibilidade aos portos brasileiros que melhore não só os acessos terrestres, mas também os hidroviários.
Inclusive, esse plano já está sendo executado em alguns portos, como por exemplo em Santos, onde já há obras no rodoanel de ligação do Porto com as estradas de acesso.
Esses são só alguns exemplos do trabalho que vem sendo realizado no setor portuário brasileiro nos últimos anos e o que pretendemos fazer nos próximos.
Todas as ações dependem de estratégias integradas, que promovam o crescimento do setor e um conseqüente incremento da economia do país.
Assim, teremos melhorias em todos os setores que envolvem a logística no Brasil.
Brasil Econômico



Fretes rodoviários sobem segunda
Os preços dos fretes rodoviários devem subir até 18% a partir da próxima segunda-feira, em uma tentativa de compensar as perdas decorrentes da crise.
Conforme o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística (Setcergs), José Carlos Silvano, o percentual a ser aplicado irá variar conforme o tipo de carga e com os contratos.
Outros fatores que pesarão no preço são as péssimas condições de muitas rodovias, a crescente necessidade de escoltas, o tempo que os caminhões ficam parados nos postos fiscais e o aumento de demanda devido à safra recorde. No Mato Grosso, o frete já subiu 28%.
Correio do Povo – RS








Porto Espanhol busca negócios no Estado
Um termo de cooperação técnica entre os Portos de Recife, Suape e Vigo, na região da Galícia, foi assinado nesta terça-feira, em uma reunião promovida em Recife. A primeira rodade de negócios com empresas dos setores naval, eólico e de produção de granito de Pernambuco, contou com a presença de 12 empresários espanhóis e a presidente do Porto de Vigo, Corina Porro Martínez.
Apontado por Martínez como o "motor econômico" da cidade e semelhante a Suape, o Porto de Vigo, situado no noroeste da Península Ibérica, é detentor de 10 estaleiros e responsável por 45% das exportações da região da Galícia.
Prejudicado durante a crise global por uma queda de 113% em sua movimentação de cargas, o complexo precisa diversificar os produtos que desembarca com destino à Europa, o que gerou o interesse por Pernambuco. As frutas e pescados pernambucanos, especialmente depois da prática de criação de peixes em alto-mar ter sido bem sucedida no Estado, são o maior alvo do exterior.
A Tribuna




SEP publica requisitos para implantação de VTMS nos portos
A Secretaria Especial de Portos estabeleceu os requisitos mínimos que devem ser observados para a implantação de sistema de gerenciamento e monitoramento de navios nos portos (Vessel Traffic Management System - VTMS). De acordo com a Portaria nº 87, publicada no Diário Oficial da União de hoje, 25/02, as Companhias Docas, na sua área de atuação, serão as proponentes da implantação do VTMS, que poderá ser adquirido, mediante processo licitatório, de fabricantes nacionais ou estrangeiros.
O VTMS deverá abranger a área marítima do Porto Organizado, bem como os canais de aproximação até uma distância considerada necessária, em razão da segurança das operações e das embarcações.
Aduaneiras





Calote eleva custo de importação para Cuba

As empresas brasileiras que exportam para Cuba estão recorrendo a intermediários financeiros para validar cartas de crédito cubanas e receber pelos produtos que entregam. Com isso, elas acabam tendo de arcar com taxas de desconto para garantir o pagamento – o que acaba se refletindo em aumento dos preços dos produtos. Essa situação se segue a meses de dificuldades dos empresários brasileiros que tiveram retidos os pagamentos em Cuba.
Durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem a Cuba, a dificuldade vivida por exportadores brasileiros, que não recebem do governo cubano, não entrou na agenda de discussões. Lula aprovou créditos comerciais para facilitar as futuras compras de produtos brasileiros, além de financiar projetos de infraestrutura, como o do porto de Mariel.
Sofrendo com a falta de divisas, a ilha caribenha adotou no ano passado medidas drásticas, como a restrição dos saques em dólar das contas de empresas estrangeiras em bancos cubanos. Além disso, o Banco Central cubano praticamente suspendeu as remessas feitas aos exportadores que vendem para Cuba – com isso, muitos deles ficam com um dinheiro “virtual” preso lá, sem conseguir cumprir compromissos em seus países de origem.
“O resultado dessa situação é que ficou muito mais difícil para o governo cubano comprar no exterior. O que as empresas cubanas estão fazendo agora é emitir cartas de crédito não confirmadas em bancos cubanos. Aí os empresários estrangeiros buscam bancos internacionais que operam em Cuba para conseguir garantia de recebimento, mediante taxas de desconto e administração”, diz um exportador brasileiro com negócios em Cuba. Ele pediu para não ser identificado por temer constrangimentos com seus clientes.
Uma negociação de garantia de pagamento à qual o Valor teve acesso mostra que os bancos estrangeiros cobram sobre o valor total da carta de crédito cubana até 3% a título de comissão de negociação; 0,5% de comissão de tramitação; 0,85% de comissão de emissão. Além disso, cobram 2% ao mês por comissão de compromisso e 18% ao ano de taxa de desconto.
Segundo um outro exportador brasileiro, Cuba voltou a comprar do Brasil materiais de construção e de escritório, abrasivos e insumos para a indústria moveleira.
O recente fôlego cubano se deve à recuperação dos preços das commodities no mercado internacional desde o terceiro trimestre do ano passado. Em 2009, Cuba fechou o ano registrando um crescimento de 1% em seu PIB, de US$ 55 bilhões, segundo o FMI. O resultado foi bem melhor do que o esperado por analistas e foi puxado pela recuperação do preço do níquel, exportado para China e Canadá.
A maior parte das compras cubanas tem sido feita por empresas ligadas às Forças Armadas ou ao Conselho de Estado – o órgão máximo do Poder Executivo. Isso mostraria uma consolidação do poder do presidente Raúl Castro, que colocou aliados próximos das Forças Armadas em posições-chave da economia do país.
Alguns países, como a Espanha, fizeram intensa pressão para que fossem liberados os pagamentos devidos a suas empresas que exportam para Cuba.
O Itamaraty continua a defender que a melhor maneira de proteger os interesses dos exportadores brasileiros é pressionar pela inclusão de Cuba no Convênio de Créditos Recíprocos (CCR) da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi). O CCR é um sistema de compensação de pagamentos, operado pelos bancos centrais dos países participantes, que garante as transações comerciais entre seus membros.
Valor Econômico


China será 2ª maior exportadora de máquinas para o Brasil, diz Abimaq

SÃO PAULO - A China deverá passar a Alemanha e alcançar ainda neste ano a segunda posição entre os maiores exportadores de máquinas e equipamentos ao Brasil, disse hoje o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto.
Apesar da baixa de 7,1% nas importações consolidadas do setor em janeiro, em relação ao mesmo período de 2009, as compras de máquinas e equipamentos chineses cravaram uma expansão de 34% nessa base de comparação, alcançando US$ 192 milhões em valores FOB (free on board), que consideram o preço da mercadoria no porto do país de origem.
Por sua vez, as importações da Alemanha cresceram apenas 2,9%, para US$ 222,3 milhões, enquanto as dos Estados Unidos - maior fornecedor estrangeiro do Brasil nesse setor - cederam 16,2%, para US$ 424,17 milhões.
"É só manter o ritmo para a China passar a Alemanha", disse Aubert Neto, que criticou a "concorrência predatória" dos produtos chineses durante entrevista coletiva à imprensa nesta quarta-feira.
Segundo ele, o fator cambial e os elevados tributos aplicados no Brasil respondem juntos por pelo menos 50% da perda de competitividade das empresas do setor. Essa situação, disse, tem prejudicado a indústria nacional tanto nas exportações como na disputa com os importados pelo mercado doméstico.
"Perdemos mercado lá fora e ficamos de braços abertos para aceitar máquinas e equipamentos importados", afirmou Aubert Neto, acrescentando que as exportações de janeiro, de US$ 465,19 milhões, foram as piores para o mês desde 2003.
Apesar das críticas, as previsões para o desempenho da indústria neste ano são positivas. Aubert Neto repetiu hoje a projeção de crescimento entre 15% e 20% no faturamento do setor em 2010, como resultado da recuperação econômica e da tendência de substituição de máquinas e equipamentos mediante linhas de financiamento especiais, além dos impactos na cadeia dos programas de investimento em infraestrutura do governo.
Além disso, um levantamento da entidade mostrou hoje que a indústria de máquinas e equipamentos prevê investir R$ 8,9 bilhões neste ano, um incremento de 20% sobre os investimentos de 2009 (R$ 7,43 bilhões).
Valor OnLine


Exportador de carne bovina aposta no mercado chinês

A China deve abrir seu mercado de carne bovina para o Brasil ainda este ano, segundo estimativa de Roberto Gianetti da Fonseca, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Atualmente, o País vende perto de 200 mil toneladas por ano de carne para a China via Hong Kong, mas a expectativa é de que com a exportação direta, esse volume aumente para 500 mil toneladas por ano imediatamente.
"Isso é muito fácil, pois a demanda chinesa é altamente elástica", disse Gianetti. Ele lembrou que a China possui o maior número de habitantes do planeta. "É inevitável que o mercado se abra ainda em 2010", afirmou.
A África do Sul voltou a abrir seu mercado para o Brasil este mês. Segundo Gianetti, os primeiros contatos com importadores daquele país já foram feitos e as vendas de fato devem começar "em breve". O presidente da Abiec conversou com a Agência Estado ao deixar a sede da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), onde foi lançado o Projeto Biomas
E não é só o setor de carne bovina que espera conquistar o mercado chinês. Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), chegou ontem à China para negociar a abertura daquele mercado para a carne suína do Brasil. Camargo Neto aproveitará a passagem pela Ásia para visitar a Coreia do Sul, onde se encontrará com autoridades sanitárias.
Hoje o presidente da Abipecs se reúne com potenciais importadores e com empresas brasileiras já estabelecidas em Pequim. No dia seguinte, participa de reuniões no órgão responsável por habilitar frigoríficos a exportar carne para a China (CNCA). O CNCA está analisando a documentação de 25 frigoríficos brasileiros que esperam liberação para acessar o país asiático ainda este ano.
Em dezembro passado, a China reconheceu regiões livres de febre aftosa no Brasil. Para tornar viável as exportações, falta a liberação dos frigoríficos e a aprovação do processo de industrialização da carne suína. O setor espera que essa autorização seja concedida durante a visita do presidente Hu Jintao ao Brasil, o que deve ocorrer no mês de abril.
A Abipecs estima que o Brasil pode atingir uma participação de 5% no total das importações chinesas de carne suína, num volume equivalente a 18 mil toneladas aproximadamente. De Pequim, Camargo Neto segue para a Coreia do Sul, onde pretende acompanhar a tramitação do processo de abertura daquele mercado ao país.
Diário do Comércio e Indústria