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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Comércio e Serviços



Argélia amplia oportunidades para empresas brasileiras de transportes e obras públicas


(Argel) - A Secretaria de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), participou da Missão Empresarial ao Norte da África, que aconteceu na Argélia nos dias 1º e 2 de dezembro. No encontro com o governo argelino, do qual participaram autoridades políticas e empresários locais, foram discutidas ações voltadas ao fortalecimento das relações comerciais entre os dois países.
O vice-ministro de Obras Públicas da Argélia, Kamel Belatreche, apresentou à delegação brasileira o plano de construção de novas obras de transportes, bem como operações de infra-estrutura, com investimentos previstos em mais de 70 bilhões de euros para os próximos seis anos (2014-2020). Ele citou ainda o projeto de integração rodoviário Leste-Oeste do país para a década de 2015 a 2025, com extensão de mais de dois mil quilômetros, para o qual desejam parceiros que agreguem capacidades técnicas e de gestão para construção e posterior operação.
Em razão dos casos de sucesso já existentes de empresas brasileiras de engenharia e construção que trabalham na Argélia, Kamel Belatreche reiterou a confiança e a disposição do governo argelino em ampliar a participação empresarial brasileira nos próximos anos. "O Brasil é querido pelo povo argelino. Estaremos lá em 2014 em razão da Copa do Mundo de Futebol com nossa seleção, quando aproveitaremos para divulgar ainda mais as oportunidades oferecidas por nosso país aos investidores brasileiros", ressaltou o vice-ministro.
Humberto Ribeiro, secretário de Comércio e Serviços do MDIC, reforçou o interesse do governo brasileiro em apoiar os esforços das empresas comércio, logística e serviços na direção da ampliação dos negócios e parcerias no norte da África a partir da Argélia. Ribeiro destacou também o interesse por parte de grupos brasileiros nos segmentos de arquitetura e engenharia, transportes rodoviários, energia, distribuição, franquias, entre outros, que convergem com o desejo do governo Argelino de promover a segurança alimentar, energética e a competitividade logística do país.
"A excelente relação política entre o Brasil e a Argélia, bem como as oportunidades já formatadas para investimentos conjuntos, são facilitadores para que o empreendedor brasileiro fortaleça parcerias nesta região do globo", disse Humberto.
Também participaram do encontro representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). 
Assessoria de Comunicação Social do MDIC

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Parceria com a Argélia firmará negócio do Brasil no exterior



Parceria com a Argélia firmará negócio do Brasil no exterior



Argélia oferecerá recursos e facilidades para empresas estrangeiras se instalarem lá Foto: Shutterstock
Argélia oferecerá recursos e facilidades para empresas estrangeiras se instalarem lá
Foto: Shutterstock
Devido ao seu enfraquecimento industrial - que teve início nos anos 90, quando passou por conflitos civis -, o governo da Argélia lançou em julho deste ano um programa que busca firmar parcerias comerciais para atrair investimentos estrangeiros para a economia local. A chamada para projetos industriais, neste ano, contemplará 18 setores e beneficiará até mesmo o comércio exterior brasileiro.

Buscando que empresas privadas se instalem no país, o governo local oferecerá uma série de incentivos, como redução da carga tributária, apoio às exportações e facilidades para retirar financiamentos. Para se ter uma ideia, apenas uma das fontes de financiamento do programa conta com 150 bilhões de dinares argelinos, o que é equivalente a cerca de R$ 4,2 bilhões - a cotação, conforme o Banco Central, é de um dinar argelino para R$ 0,028.

Para participar do programa, empresas privadas devem criar uma joint-venture, ou uma transação, com uma estatal argelina. Esse projeto, no entanto, precisa ser aprovado pelo governo argelino. É possível apresentar propostas até 31 de dezembro por meio de um formulário que está disponível no site do Ministério da Indústria, Pequena e Média Empresa e Promoção do Investimento (Mipmepi).

Mesmo facilitando condições de exportação para empresas brasileiras, o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, acredita que o retorno será a longo prazo, já que esse tipo de investimento - um joint-venture - costuma demorar no mínimo um ano para ter o primeiro retorno em termos de exportação e rentabilidade do projeto. “Por localizar-se próxima a mercados fornecedores e consumidores, como a Europa, a África e o Oriente Médio, essa parceria será muito mais importante para firmar a presença de empresas brasileiras no exterior do que para o aumento da exportação”, diz.

Segundo Alaby, o programa beneficiará, principalmente, pequenas e médias empresas, que verão na Argélia a oportunidade de desenvolvimento da tecnologia nacional. “Como está em posição mais avançada do que a Argélia, a indústria brasileira entraria com a tecnologia e eles com a matéria-prima”, afirma. O secretário-geral ainda ressalta que os setores de tecnologia de reciclagem de lixo, aeronáutica e agroindústria serão os mais beneficiados com o programa.