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sábado, 7 de dezembro de 2013

DOHA



OMC FECHA ACORDO E CONSEGUE DESTRAVAR RODADA DE DOHA


Apesar da resistência inicial de países como Cuba, Venezuela, Bolívia e Nicarágua, a Organização Mundial do Comércio (OMC) conseguiu desbloquear, neste sábado (07/12), a Rodada de Doha, série de negociações parada desde 2008.
“Desta vez houve consenso entre todos os membros”, anunciou o diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo.
Os defensores do pacto afirmam que ele pode injetar na economia mundial US$ 1 trilhão. Porém, grupos antiglobalização não poupam críticas ao acordo porque, segundo eles, beneficiará principalmente as grandes corporações.
Além disso, Cuba, Venezuela, Bolívia e Nicarágua resistiam ao acordo, por considerarem que o bloqueio dos EUA aos cubanos não poderia existir em um contexto de flexibilização do comércio mundial. No entanto, acabaram cedendo e aprovaram a resolução.
Os ministros e representantes dos 159 países-membros da OMC presentes em Bali, onde se realiza uma conferência do órgão, vão emitir a declaração final e terminar a reunião um dia mais tarde do que o previsto, devido às intensas negociações realizadas nas últimas horas.
A reunião terminou atrasada, também por conta da posição da Índia, que afirmou que não negociaria questões que envolvessem segurança alimentar e eventuais subsídios que fossem necessários para políticas do gênero. Na sexta (06/12) à noite, no entanto, Azevêdo apresentou aos presentes na conferência ministerial uma minuta que convenceu Nova Délhi.
“Encomendamos ao Comitê de Negociações Comerciais que prepare um programa de trabalho, nos próximos 12 meses, claramente definido sobre as questões restantes do Programa de Doha para o Desenvolvimento”, diz a minuta aprovada pela conferência ministerial.
O Programa de Doha para o Desenvolvimento – também conhecido como Rodada de Doha – surgiu na capital do Catar em 2001 com o objetivo de liberalizar o comércio entre os países-membros da OMC e está estagnado desde 2008.

(*) Com Efe

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Rodada Doha



PAÍSES INICIAM CONFERÊNCIA DA OMC TENTANDO CONCLUIR NEGOCIAÇÃO DA RODADA DOHA


AAAAAAAAAAAAAAAAAOMC
A 9ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) começou hoje (3) em Bali, na Indonésia. O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, está no país para participar do encontro, que tem como desafio o desbloqueio das negociações no âmbito da Rodada Doha, em vigor desde 2001. As reuniões preparatórias da conferência, no entanto, não foram satisfatórias, segundo o diretor-geral da OMC, o diplomata brasileiro Roberto Azevêdo.
A organização estima que os efeitos de um acordo multilateral dessa envergadura pode chegar a US$ 1 trilhão (cerca de R$ 2,3 trilhões) em geração de comércio e diminuição de custos. Só a facilitação de procedimentos em aduanas reduziria os gastos de exportadores com taxas administrativas e aduaneiras entre 5% e 10%.
A conferência ministerial em Bali irá até a próxima sexta-feira (6) com a participação de representantes de 159 países – entre os quais 125 ministros de Comércio e 3 mil delegados. O presidente da Indonésia, o anfitrião Susilo Bambang Yudhoyono, abriu a conferência pedindo aos países vontade política forte e flexibilidade para que se conclua o “Pacote de Bali” – um conjunto de dez medidas negociadas conjuntamente, especialmente sobre facilitação comercial, desenvolvimento e agricultura.
A facilitação comercial – a simplificação e a desburocratização dos mecanismos de troca de produtos – foi um dos maiores entraves ao pacote nas reuniões ministeriais que antecederam o encontro, o que impediu o avanço das negociações para se fechar um texto mais coeso e consensual para ser levado a Bali.
Outra área tradicionalmente sensível da rodada é agricultura, sobre a qual se espera que haja o fim do atraso imputado aos Estados Unidos e à Europa – que resistem em abandonar subsídios agrícolas. Os países em desenvolvimento pedem que o desenvolvidos abandonem os subsídios e assinem um documento vinculante, mas entendem que o primeiro passo não tem de ser, necessariamente, a eliminação completa do incentivo agrícola, mas, pelo menos, uma redução.
O bloco dos desenvolvidos, por outro lado, quer mais acesso aos mercados dos países em desenvolvimento e não aceita negociar agricultura sem essas concessões – que se argumenta serem prejudiciais aos países em desenvolvimento, cuja indústria é menos competitiva, o que poderá levar ao aumento de importações de produtos de maior valor (em comparação aos exportados por eles, que são majoritariamente agrícolas), gerando forte desequilíbrio da balança comercial.
“Já fizemos muito do trabalho pesado. Estamos perto de uma realização histórica. Juntos, com a nossa vontade política coletiva, aproveitemos esta oportunidade. Esta é a nossa chance de reconstruir a credibilidade e a confiança deste fórum de negociação comercial tão precioso”, pediu o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono.
Na abertura dos trabalhos, um dos entraves mais significativos à aceitação do Pacote de Bali foi a exigência da Índia em relação à produção de trigo no país – apoiada pelo governo por ser a base da agricultura familiar. A Índia havia aceitado a limitação da compra estatal de trigo, mas pediu uma revisão do compromisso, com o argumento de que precisa apoiar os produtores nacionais, negando qualquer tipo de limitação.
A inabilidade de a OMC destravar a Rodada Doha é vista como uma das piores possibilidades para o comércio mundial. Ao longo dos últimos anos, em que não tem havido avanço multilateral, muitos países e blocos têm tentado facilitar o comércio de forma bilateral. Exemplo disso são os esforços recentes do governo brasileiro em fazer andar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
“É a nossa esperança que, ao longo dos próximos dias, os ministros conseguirão passar a mensagem ao mundo de que o sistema multilateral de comércio ainda funciona. Estamos no ápice de uma realização que nos ilude por 12 anos “, disse a presidenta da reunião ministerial, Gita Wirjawan.
Lançada em 2001, a Rodada Doha foi criada pela OMC com o objetivo de proporcionar benefícios a países em desenvolvimento e de melhor desenvolvimento relativo por meio da redução de barreiras comercias e da livre circulação de mercadorias.
Em 2008, a rodada travou depois da disparidade de opiniões dos membros sobre subsídios agrícolas, tarifas, acesso a mercados entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Desde então, pouco progresso foi alcançado.

Da Ag.Brasil

quinta-feira, 26 de maio de 2011

DOHA

Especialistas alertam para risco de fracasso da Rodada de Doha
Existe um alto risco de que as negociações da Rodada de Doha, destinada a abrir o comércio mundial, especialmente o agrícola, fracassem por “falta de vontade política”, especialmente de parte de Brasil, China, Índia e Estados Unidos, alertaram esta terça-feira, em Paris, vários especialistas.

“Estamos à beira do fracasso” das negociações da Rodada de Doha, que deveriam terminar no fim deste ano, disse Peter Sutherland, co-presidente do grupo de especialistas de alto nível sobre o comércio, que divulgou esta terça-feira um relatório conjunto de OCDE, OMC e Nações Unidas.
O ex-diretor do GATT, predecessor da Organização Mundial do Comércio (OMC) criada ao fim da Rodada de Uruguai, lembrou que segundo o princípio de que nada está negociado até que tudo esteja negociado, um fracasso poria a perder os “enormes feitos” conseguidos nestes dez dias de negociações.
“Seria uma tragédia que merece mais atenção do que a que está tendo”, em particular por parte dos líderes políticos, os únicos capazes de desbloquear as negociações. Sutherland lamentou a falta “de compromisso” por parte de Estados Unidos, assim como de China, Brasil e Índia.

“Brasil, China e Índia podem quebrar a OMC, mas não podem salvá-la sozinhos”, destacou o relatório, alertando que “passará tempo” antes que as três grandes economias emergentes “desempenhem um papel que seja equiparável aos benefícios obtidos com a abertura da economia mundial nas duas últimas décadas”.
“Devido, em parte, a limitações internas e à falta de capacidade, seu compromisso com a governança mundial vai a reboque de sua capacidade de se beneficiar” com a conclusão de um acordo comercial desta envergadura.
O Estado de Minas