LEGISLAÇÃO

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terça-feira, 15 de maio de 2018

Crise na Argentina pode levar à redução das exportações brasileiras


Crise na Argentina pode levar à redução das exportações brasileiras


A crise na Argentina pode levar à redução das exportações brasileiras de carros e peças para o país vizinho, segundo avaliação de especialistas. Atualmente, a participação da Argentina nas exportações brasileiras é de cerca de 8% e a maior parte é do setor de veículos. De janeiro a abril, as exportações totalizaram US$ 74,299 bilhões. Desse total, US$ 6,060 bilhões são referentes à Argentina. Dos produtos exportados para a Argentina, cerca de 33% são automóveis.


A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que ainda não tem uma previsão de quanto podem cair as exportações com a crise. A associação disse apenas que 76% das exportações do setor vão para a Argentina, seguido do México (7%), Chile (5%), Uruguai (4%), Colômbia 3% e Peru (2%).


Em crise econômica, a Argentina decidiu recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para equilibrar a situação financeira do país. A decisão foi tomada depois da disparada do dólar. O governo quer obter respaldo financeiro para acalmar os ânimos dos investidores e frear a saída de capitais do país, cuja economia, segundo o presidente argentino, Maurício Macri, é uma das mais dependentes de recursos estrangeiros. Link 1


O ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral lembra que a Argentina é o principal importador de produtos manufaturados no Brasil. “Os principais produtos são automóveis e peças de carro. Evidentemente, uma crise na Argentina afeta esses setores”, disse. Para Barral, se a Argentina conseguir o empréstimo no FMI, o nível de especulação cambial diminuirá, o que fará com que o país não diminua muito as importações.


Entretanto, Barral disse que o efeito da crise argentina no Brasil deve ficar restrito a esse segmento, sem contagiar toda a economia brasileira. “O Brasil tem reservas internacionais altas, inflação relativamente sob controle. Então, o Brasil não está na mesma situação da Argentina. Mas em termos de exportações, sim. O Brasil pode ser afetado pela queda das exportações”, disse.


Segundo Barral, a competitividade do setor automotivo brasileiro é maior na Argentina por conta do Mercado Comum do Sul (Mercosul). “Os produtos brasileiros não pagam imposto de importação na Argentina”, explicou. Além disso, ele disse que o mercado argentino é maior do que de outros países. “Enquanto na Argentina tem um mercado de 42 milhões de pessoas, no Uruguai, por exemplo, são 3 milhões”, disse.


A pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) Lia Baker Valls Pereira também avalia que o efeito da crise argentina no Brasil se restringirá à balança comercial. “No Brasil, a exportação não é o principal elemento do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). A Argentina é a terceira importadora do Brasil. É muito localizado, afetaria mais a exportação de automóvel”, avaliou a pesquisadora.


“O empréstimo do FMI vem cheio de restrições. A Argentina tem um problema de déficit fiscal, déficit externo, tem inflação alta. A Argentina vai se comprometer a um controle inflacionário e fiscal mais austero”, disse. Lia acrescentou que o presidente argentino Mauricio Macri optou por fazer um ajuste gradual na economia, mas não conseguiu.


No último dia 8, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou não há possibilidade de "contágio" da crise argentina no Brasil. “Nós temos uma situação externa extremamente confortável, um déficit em conta-corrente pequeno, que é financiado por investimentos diretos estrangeiros. Temos reservas extremamente elevadas, de US$ 383 bilhões. Não vejo nenhum impacto. A situação [do Brasil] é completamente diferente da Argentina", disse.


Fonte: Agência Brasil - EBC


https://www.legisweb.com.br/noticia/?id=20459

sábado, 12 de maio de 2018

Argentina elimina dupla imposição tributária com Brasil


Argentina elimina dupla imposição tributária com Brasil


A Câmara de Deputados da Argentina transformou em lei nesta quarta-feira a eliminação da dupla imposição tributária com o Brasil para favorecer pequenas e médias empresas e empreendedores argentinos exportadores do setor de serviços baseados no conhecimento (SBC).

Com esta iniciativa, os empreendedores e empresas argentinas que exportem serviços ao Brasil poderão descontar o que pagam por lucro, evitar o pagamento do encargo às duas Receitas, e assim ganhar maior competitividade, explicou a chancelaria da Argentina em um comunica de imprensa.

Também se permitirá que ambos Estados possam deduzir do seu imposto de renda um importe igual ao retido no outro país e que os limites máximos de retenção neste imposto rondem entre 10% e 15%.

Para o Ministério de Relações Exteriores argentino, o Brasil é um mercado “com muito potencial”, já que “importa em serviços aproximadamente US$ 13 bilhões por ano”.

“Os serviços baseados no conhecimento são o quarto complexo exportador do nosso país, e representam 10% das exportações totais de bens e serviços”, acrescentou a nota.

Os SBC, que se caracterizam por gerar emprego e impulsionar a inovação, incluem setores como o contábil, o legal, a arquitetura e a engenharia, o audiovisual, a publicidade, a informática, pesquisa e desenvolvimento, consultoria e serviços empresariais, entre outros.

O governo argentino calcula que cerca de 46.000 empresas nacionais exportadoras poderão beneficiar-se deste novo regime, cuja atividade representa 10% das exportações totais de bens e serviços.

Além disso, destacaram que em 2017 as exportações registraram um recorde, ao alcançar US$ 6,8 bilhões e apenas nesse ano já cresceram quase 30%.

Argentina e Brasil assinaram em julho de 2017 o fim da dupla tributação durante a Cúpula do Mercosul que foi realizada em Mendoza.

Fonte: EXAME

https://www.legisweb.com.br/noticia/?id=20454

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Argentina

Entre suas prioridades, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, busca agilizar o comércio exterior do país. O executivo Diego Dávila assumiu o cargo de diretor geral da Aduana para que esta instituição funcione junto ao Porto de Buenos Aires, com o objetivo de modernizar e facilitar o comércio, melhorar os processos e combater o contrabando. Ele também coordenará o combate ao narcotráfico com a ministra da Segurança, Patricia Bullrich. Dávila tem excelente relação com Bullrich e com o interventor do Porto de Buenos Aires, Gonzalo Mórtola.
Segundo confirmaram ao jornal La Nación na Casa Rosada, Dávila colocará em ação "processos de modernização e aporte de tecnologia com o propósito de facilitar o comércio exterior mediante o melhoramento dos processos aduaneiros". Os controles serão maximizados com inteligencia prévia e serão eliminados os excessos que atrapalham operações e o fluxo de cargas. "O Porto e a Aduana têm que funcionar como um só", disse ao La Nación uma alta fonte da Casa Rosada. A Aduana não havia se coordenado até agora com a pasta da Segurança e com o Porto durante a gestão de Juan José Gómez Centurión. Mas aconteciam intercâmbios.
A Gómez Centurión se reconhecem, por outro lado, vários méritos: ele fez o trabalho sujo inicial, lutou contra o tráfico de drogas e frustrou a "máfia dos contêineres" de oficiais de Alfândega e empresários. Foram abertas várias correntes de trabalho. 72 inspetores e fiscais da Aduana foram acusados de corrupção e contrabando. Não é pouco.
Gómez Centurión esclareceu que não renunciou ao cargo, mas aceitou uma transferência como vice-presidente do Banco Nación. No entanto, como ele pediu licença devido a problemas de saúde, no início do ano, o seu vice, Pedro Chapar, assumiu suas funções e o ex-veterano das Malvinas nunca conseguiu retomar completamente sua administração diária. Em junho, Macri nomeou Dávila, ex-gerente da cervejaria Quilmes e um breve vice-secretário do Link Interministerial, como vice-diretor geral de Aduana, com a missão de desburocratizar a agência e racionalizar o fluxo de comércio.
Desde então, houve um conflito entre Chapar e Dávila. De acordo com várias fontes confirmadas ao La Nación, Dávila não conseguiu dispor de um escritório fixo por muito tempo, era difícil obter informações, computadores e obstáculos para funcionar. Dávila e Gómez Centurión negaram essas disputas.
Operação - A Aduana deixará de escanear todas as barcaças paraguaias que navegam por vias navegáveis. Esses obstáculos obrigaram muitos a escolher Montevidéu para realizar transbordos. "Havia uma obsessão por escanear tudo e isso não significa mais controle, mas menos fluxo comercial", dizem na Casa Rosada. As equipes argentinas monitoram um contêiner a cada sete minutos. Nos portos de Santos e de Valparaíso, são escaneados dois contêineres a cada 20 segundos.
No México, no Chile ou na Europa, 3% da carga é escaneada. Em Buenos Aires entre 30 e 60%, o que "atrapalha a cadeia logística, devemos adicionar tecnologia", dizem no governo. As autoridades do setor buscam controles precisos, não discricionários e com inteligência prévia. Os controles "ex post" serão aplicados no destino, mas sem bloquear a entrada no Porto para facilitar o comércio.
A idéia é gerar segurança de fluxo de ponta a ponta e não interromper as operações em um Porto. Tudo isso deve ser acompanhado pela tecnologia de última geração que está sendo orçada, além de capacitar o pessoal que atua no segmento.
As informações são do jornal argentino La Nación.
https://www.portogente.com.br/noticias/comercio/98342-aduana-da-argentina-agiliza-os-controles-para-facilitar-o-comercio-exterior

sábado, 1 de julho de 2017

Exportaciones


Productores de limones argentinos celebran apertura de mercado de Brasil

El presidente de la Asociación Tucumana del Citrus, Roberto Sánchez Loria, afirmó que "la apertura del mercado brasileño a los limones argentinos es un gran avance para los productores de la región", luego de la exportación de 21 toneladas de la fruta a ese mercado, que permanecía cerrado desde 2009.
"Es un pequeño movimiento a un mercado que se ha abierto hace muy poco tiempo pero estamos seguros de que se irá ampliando y desarrollando y alcanzará una gran importancia", ya que Brasil “es un país grande con capacidad de consumo”, dijio Sánchez Loria.
El dirigente agregó: "Es un gran avance para los productores de la región, ampliar nuestra oferta en el exterior".
El cargamento, compuesto por 1.400 cajas de 15 kilos cada una (21 toneladas en total) con destino San Pablo, ingresó a Brasil por el paso fronterizo de São Borja, Río Grande del Sur. “Es un procedimiento que hace por vía terrestre y va directamente desde las plantas de empaque en camión hasta el destino establecido”, explicó el productor.
"Citrusvil S. A. fue la empresa que empezó el proceso de exportación" indicó Sánchez Loria, quien añadió: "Esperamos que la demanda vaya en aumento para que las otras citrícolas de la provincia también puedan hacer contactos comerciales y puedan participar de las exportaciones".
(Publicado por Agencia Télam – Argentina, 30 junio 2017)

terça-feira, 13 de junho de 2017

Importaciones


Argentina toma medidas para reducir importaciones automotrices de Brasil

Tras la firma, en marzo pasado, del acuerdo "1 millón" con el sector automotriz, el Gobierno de Argentina, empresarios de la industria y al sindicalismo se reúnen hoy para hacer el seguimiento del convenio. Pero no los recibirá con las manos vacías. El cada vez mayor incumplimiento del "flex" —valor que regula el intercambio automotriz con Brasil— será uno de los ejes principales de discusión, ya que las importaciones de las terminales están superando ampliamente las ventas al principal socio del Mercosur y hay preocupación no sólo de los autopartistas locales sino también del sindicalismo.
Si por cada dólar que Argentina exporta a Brasil debe importar 1.5 dólares, la relación actual es cercana a 2 dólares. El flex acumulado, aseguran en la Asociación de Fabricantes de Autos (Adefa), es de 1.8 dólares. Y si bien el acuerdo automotriz con el vecino país vence en el 2020, lo que les permite ir compensando el déficit, en el Gobierno argentino creen que a este ritmo las automotrices no llegarán a cumplir con el acuerdo y quieren asegurarse de que terminarán pagando la multa correspondiente por ese desfasaje.
Fuentes del Ministerio de Producción adelantaron al diario argentino El Cronista que en breve saldrá una resolución que obligue a las terminales a contratar una garantía adicional a la global que ya disponen por operaciones aduaneras para asegurarse de que se hará efectivo el pago de la multa al vencimiento del acuerdo.
De esta manera, el Gobierno envía una señal interna por el aumento fuerte de las importaciones, en tanto que obliga a las terminales a autorregularse. Sucede que al contratar una garantía por la deuda, las empresas deben agregarlo en sus respectivos balances, lo que "las fuerza a corregir de alguna forma esa contingencia", dijeron fuentes del sector.
Los números de producción nacional de mayo resultaron más alentadores, así como también los de exportaciones, pero aún así, de las ventas locales, hoy 70% es de origen importado, cuando históricamente el porcentaje era de 50%, afirmaron desde Adefa.
La crisis en Brasil hace que las terminales tengan excedentes en ese país que envían para Argentina y, por el contrario, las locales exportan muchísimo menos por la merma de ese mercado. Por otro lado, los autos brasileños ingresan al país a valores mucho más competitivos que los nacionales, lo que también afecta la venta de vehículos argentinos en la plaza local.
Cuando Argentina y Brasil firmaron el acuerdo automotriz a mediados del 2015, el gobierno local resolvió no cobrarles a las terminales las multas respectivas por los incumplimientos previos del flex porque la idea es que lo vayan compensando durante los cinco años que durase el nuevo convenio. Sin embargo, desde el Ministerio de Producción aseguraron que preveían un "mejor escenario en Brasil y que, a este ritmo, no llegarán a cumplirlo".
Convenios laborales
La reunión del próximo jueves será de seguimiento general de cada uno de los puntos acordados en el acuerdo, pero la idea es crear grupos de trabajo para avanzar en los distintos temas. Desde el Gobierno afirmaron que el sector privado se había comprometido a llevar una propuesta de reforma de los convenios laborales en conjunto con los sindicatos (Smata y UOM), pero desde Adefa aseguraron que no tienen nada concreto por el momento para discutir esta semana.
Desde la Asociación de Fábricas de Componentes (AFAC), su presidente, Raúl Amil, mencionó algunas medidas para discutir con la UOM y agregar al convenio colectivo de trabajo como un acuerdo específico del sector. "Si no modernizamos el convenio, será imposible mejorar el costo argentino", afirmó Amil, quien repasó algunas de las ideas del sector, muchas copiadas del modelo español y muchas de las cuales algunas terminales ya las aplican. Por ejemplo, crear un banco de horas; fraccionar las vacaciones una vez que los trabajadores llegan a tener 4 semanas; fomentar la polivalencia y policompetencia y reducir la cantidad de delegados en las empresas.
(Públicado por Cronista - Argentina, 7 junio 2017)

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Intercambio comercial Argentina - Brasil cerró en abril con un déficit de US$ 665 mlls.



Intercambio comercial Argentina - Brasil cerró en abril con un déficit de US$ 665 mlls.



El incremento de las importaciones, el retroceso de las exportaciones y la apreciación del peso son los factores que explicaron el déficit comercial con Brasil de US$ 665 millones en abril, cifra que más que duplicó los US$ 276 millones registrados un año antes, según Ecolatina.

El deterioro del saldo comercial se debe principalmente a que las importaciones al país vecino treparon en abril 29,4% interanual, precisó Ecolatina.

A su vez, las exportaciones a Brasil retrocedieron 10,1% en abril, totalizando US$ 700 millones, lo que significó uno de los más bajos resultados del cuarto mes de los últimos diez años.

Otro factor que explica el aumento del rojo en la balanza comercial bilateral es la apreciación del peso, fenómeno que hace menos competitivos a Argentina frente a los proveedores brasileños.

"En lo que va del año el dólar acumula una caída nominal cercana al 3%, contra una inflación que superó 8,5% conforme a nuestras estimaciones", detalló la consultora.

Además del aumento del déficit, también se redujo la participación de las exportaciones de Argentina a Brasil, dado que el resto de las importaciones realizadas al país vecino treparon 3% interanual en abril.

La incidencia argentina retrocedió 0,9 puntos porcentuales y se ubicó en 6,5% de las compras externas de nuestro principal socio comercial, lo que marcó "la peor participación para un abril desde el 2000", puntualizó la consultora.

Pese al desempeño de abril, en el primer cuatrimestre de 2017 las exportaciones a Brasil crecieron 4,6% interanual y superaron los US$ 2.850 millones.

No obstante, el resto de las compras externas brasileñas treparon 9,9% interanual, por lo que se registró una leve caída de 0,3 puntos porcentuales en la participación argentina en ese mercado.

La suma de exportaciones e importaciones trepó 18% en relación al primer cuatrimestre, lo que significó un incremento de 4% al comparar con los primeros cuatro meses de 2015.

Ecolatina señaló que "la intensificación de las relaciones comerciales bilaterales es un aspecto a profundizar, ya que ambas economías se potenciarían al ensanchar sus mercados y obtener ganancias de escala".

Esta decisión "redundaría en mejoras de la competitividad, más allá de las cuestiones cambiarias, en un momento en que los capitales financieros continúan fortaleciendo tanto al peso como al real", concluyó.

(Publicado por El Clarín - Argentina, 4 mayo 2017)

http://la.migalhas.com/Calientes/134,MI258295,41046-Intercambio+comercial+Argentina+Brasil+cerro+en+abril+con+un+deficit

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Brasil e Argentina

Brasil e Argentina iniciam teste para uso de Certificados de Origem Digitais (COD)

Aduana

Teste piloto para viabilizar o uso de Certificados de Origem Digitais no comércio entre os dois países foi iniciado em 10 de outubro
É uma iniciativa pioneira dentro de um projeto maior concebido no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), que propõe a substituição gradual do certificado de origem preferencial, atualmente emitido em papel, por um documento eletrônico em formato xml (COD), trazendo uma série de vantagens, em termos de celeridade, redução de custos, autenticidade e segurança da informação, para os processos de certificação e validação da origem de mercadorias comercializadas entre os países membros.
Segundo estimativas feitas pelo Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e sua contraparte na Argentina, a utilização de COD acarretará a diminuição do prazo para emissão de certificados de origem de 3 dias para até 30 minutos, bem como na redução em até 35% dos custos de tramitação.
Para Receita Federal, o uso de COD proporcionará mais garantia da autenticidade dos certificados de origem e da inviolabilidade de suas informações, o que ocasionará a dispensa de determinados procedimentos operacionais atualmente efetuados pela fiscalização da RFB no curso da conferência aduaneira de despachos de importação, dentre eles a comparação visual entre a assinatura autógrafa do funcionário que emitiu o certificado de origem em papel com a versão arquivada nos bancos de assinaturas da Aladi e da RFB. Adicionalmente, prevê-se a otimização do gerenciamento do risco aduaneiro relacionado ao tema “origem preferencial de mercadorias importadas”.
O Piloto será realizado durante 3 meses, com a colaboração das unidades locais aduaneiras da RFB e de exportadores e importadores argentinos e brasileiros pré-selecionados, que utilizarão nesses primeiros meses COD sem validade jurídica em suas operações comerciais.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Brasil e Argentina fecham acordos de facilitação de comércio



Brasil e Argentina fecham acordos de facilitação de comércio


Buenos Aires

Monica Yanakiew - Correspondente da Agência Brasil



Os governos do Brasil e da Argentina assinaram hoje (2) dois acordos para facilitar o comércio entre os dois principais sócios do Mercosul, que atravessa uma crise institucional. O principal acordo cria o Certificado de Origem Digital (COD), que beneficiará os exportadores e importadores de ambos países, principalmente as pequenas e médias empresas, consideradas fundamentais para a recuperação econômica.


Atualmente, importadores e exportadores brasileiros levam de um a três dias para obter um certificado de origem, indispensável para concluir uma operação comercial. O acordo permitirá aos empresários obter o documento online em 30 minutos. Segundo o secretário de Comércio Exterior do Brasil, Daniel Godinho, “os custos com burocracia cairão cerca de 35%, beneficiando principalmente os pequenos e médios empresários, que são os que mais gastam com isso”.


O segundo acordo prevê a adoção de uma plataforma digital na Argentina similar ao Portal Único de Comércio Exterior do Brasil, criado para reduzir os prazos de processos de exportação e importação, equiparando o tempo ao dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). A ideia e integrar os dois sistemas para facilitar o comércio bilateral.

Saiba Mais
Venezuela reage à carta de Serra sobre comando do Mercosul


Os acordos foram assinados ao final de uma visita de dois dias do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, a Buenos Aires. Na Argentina, ele se reuniu com empresários e com o ministro da Produção, Francisco Cabrera. Segundo Pereira, Brasil e Argentina já marcaram encontros em agosto, setembro e outubro para discutir acordos de integração comercial com a União Europeia (UE), o Canadá e os quatro países-membros do EFTA (sigla em inglês para Associação Europeia de Livre Comércio, integrada por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça).


Crise institucional


Tanto Pereira quanto Cabrera manifestaram otimismo em relação à recuperação econômica do Brasil e da Argentina, apesar da recessão que atinge os dois países e da crise no Mercosul. Atualmente o bloco regional está sem comando depois que o Uruguai deu por encerrada sua presidência pro tempore sem transferir oficialmente o comando do Mercosul para a Venezuela, por causa da oposição do Brasil, Paraguai e da Argentina.


A Venezuela, último país a aderir ao Mercosul, deveria cumprir até este mês todos os requisitos necessários para ser membro pleno do bloco. Mas o presidente Nicolás Maduro enfrenta uma inflação anual de três dígitos, desabastecimento e uma campanha da oposição para convocar um referendo revogatório e destituí-lo antes do fim de seu mandato, que vai até 2019.


Diante da difícil conjuntura econômica e politica, Maduro dificilmente terá como adequar o país às normas do Mercosul. Mas o governo venezuelano insiste em assumir a presidência do bloco e emitiu nesta terça-feira um duro comunicado contra o Brasil, a Argentina e o Paraguai.


Segundo Pereira, apesar da presidência do Mercosul estar hoje oficialmente vaga, as negociações do bloco com outros países continuarão, sob o comando do Uruguai. Ao entrar para o Mercosul, a Venezuela optou por não participar de negociações internacionais – pelo menos até ser membro pleno.


Edição: Luana Lourenço


http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2016-08/brasil-e-argentina-fecham-acordos-de-facilitacao-de-comercio

terça-feira, 28 de junho de 2016

Brasil e Argentina renovam acordo automotivo até 2020


Brasil e Argentina renovam acordo automotivo até 2020


Acordo mantém sistema flex, em que o Brasil poderá vender, com isenção de impostos, até US$ 1,5 para cada US$ 1 importado da Argentina

por Portal Brasil


Divulgação/EBC


A cada US$ 1 que a Argentina vende ao Brasil em autopeças e veículos, as montadoras brasileiras poderão exportar ao país vizinho US$ 1,5 com isenção do imposto de importação

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Brasil e Argentina renovaram até 2020 o acordo automotivo entre os dois países, que venceria no dia 30 de junho. Em nota divulgada pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, neste sábado (25), o governo informa que foi mantido o sistema flex, que prevê que o Brasil poderá vender, com isenção de impostos, no máximo, US$ 1,5 para cada US$ 1 importado do país vizinho.

O novo acordo prevê que, a partir de 1 de julho de 2019, se alcançadas as condições para o aprofundamento da integração produtiva e o desenvolvimento equilibrado de estruturas produtivas e de comércio, o flex do comércio bilateral do setor automotivo será de US$ 1,7 para cada US$ 1, após prévio acordo entre as partes.

“Depois de muita negociação, chegamos a um acordo por mais quatro anos, que traz muita previsibilidade para o setor e que estabelece bases para o livre comércio automotivo a partir de 2020, uma grande vitória para a indústria nacional", disse o ministro Marcos Pereira, em comunicado enviado à imprensa.

Em junho de 2014, os dois países assinaram um acordo automotivo, válido até junho de 2015. No final do ano passado, o acordo foi prorrogado e os dois países continuaram negociando as cláusulas para a renovação do acerto. O Brasil tentava ampliar a margem do chamado sistema flex. Já a Argentina queria estender às autopeças do país o regime Inovar Auto, que prevê isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de fabricantes brasileiros que cumprem metas de investimento em pesquisa e de desenvolvimento de novas tecnologias.

Sistema Flex

O mecanismo conhecido como flex prevê que cada US$ 1 que a Argentina vende ao Brasil em autopeças e veículos, as montadoras brasileiras poderão exportar ao país vizinho US$ 1,5 com isenção do imposto de importação.

Acima disso, os veículos brasileiros pagam tarifas de 35% para entrar no mercado argentino. Os veículos precisarão ter pelo menos 60% das peças e dos componentes fabricados no Mercosul.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil

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http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2016/06/brasil-e-argentina-renovam-acordo-automotivo-ate-2020

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Argentina abre la importación de soja de Brasil, Paraguay y Bolivia




Argentina abre la importación de soja de Brasil, Paraguay y Bolivia



El nuevo Gobierno de Argentina flexibilizó el lunes el proceso de importación de soja para su molienda y posterior exportación, una medida con la que busca impulsar la industrialización y las ventas externas del principal proveedor mundial de aceite y harina de la oleaginosa.


La decisión del presidente Mauricio Macri, cuando la industria procesadora de granos opera con una ociosidad cercana al 30 por ciento de su capacidad, se suma a otras medidas reclamadas por el sector, como un recorte a los impuestos a los embarques de los derivados de la soja.


"Cuando el producto resultante a exportar sea aceite de soja, harina o pellets de soja, no se requerirá la inscripción en el 'Registro de Operadores de Soja Autorizados' (ROSA)" para la importación de la oleaginosa, señaló la resolución conjunta de los ministerios de Hacienda y Finanzas y de Producción.


En la práctica, el ROSA operaba como un límite a la compra de soja proveniente de vecinos como Brasil, Paraguay y Bolivia, productores relevantes a nivel global. Esa importación es clave para mantener la actividad de las plantas en enero y febrero, cuando escasean los suministros locales.


Cuánto se importará


"La medida va en el sentido correcto. Los efectos se van a poder apreciar recién el año que viene, cuando se estima que se van a poder importar unos 3,5 millones de toneladas de soja de países vecinos", dijo a Reuters Andrés Alcaraz, gerente de comunicaciones de CIARA, el ente que representa a la industria.


La gestión de la ex presidenta de centroizquierda Cristina Fernández, que dejó el poder en 2015, tuvo fuertes choques con las empresas del sector en los últimos años, principalmente con acusaciones de evasión de impuestos por montos millonarios.


"La mayor parte de las empresas no era considerada confiable impositivamente por la AFIP (Administración Federal de Ingresos Públicos) y eso les impedía ser inscriptas en el registro ROSA y así no accedían a la admisión temporaria", dijo una fuente del sector agroexportador bajo condición de anonimato.


Gigantes agroexportadores a nivel mundial como Bunge, Cargill y Louis Dreyfus poseen plantas de molienda y puertos de exportación propios en el polo de Rosario.


Los agricultores locales están cerca de finalizar la siembra de la soja 2015/16, cuya producción sería de 55 millones de toneladas, según la Bolsa de Comercio de Rosario.


La nueva medida apunta a "impulsar la actividad agroindustrial y la generación de valor agregado en el Territorio Nacional, así como la plena ocupación de la capacidad industrial instalada", explicó el Gobierno en la resolución, publicada el lunes en el Boletín Oficial.


(Publicado por Reuters, 19 enero 2016)


http://la.migalhas.com/Calientes/134,MI232720,21048-Argentina+abre+la+importacion+de+soja+de+Brasil+Paraguay+y+Bolivia

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Argentina

Argentina quitará dívidas com fornecedores


O presidente do Banco Central argentino (BCRA), Federico Sturzenegger, disse ontem, em Assunção, no Paraguai, que empresas brasileiras devem receber até julho o valor referente a importações que companhias argentinas não pagavam por falta de acesso ao dólar. Ele participou de reunião de ministros da área econômica na 49ª Cúpula do Mercosul, que termina hoje.
No mesmo encontro, esteve o titular da Fazenda argentino, Alfonso Prat-Gay, que estimou, na semana passada, a dívida dos importadores argentinos em US$ 5 bilhões a maior dos credores é formada por empresas exportadoras brasileiras. "Já temos um cronograma e a partir de julho estará tudo normalizado", disse Sturzenegger.
O crédito foi acumulado no período em que o kirchnerismo controlou o acesso ao dólar, processo iniciado em 2011 e encerrado na quinta-feira pelo governo de Mauricio Macri. Como o país sofre com uma escassez de divisas, no governo anterior, o BC argentino atrasava a liberação de recursos, levando os importadores a ficarem inadimplentes com seus fornecedores no exterior. A ideia da instituição é saldar todas as dívidas dos importadores até meados de 2016. "É uma dívida entre privados", explicou Sturzenegger.
Segundo a câmara dos importadores, da dívida pendente, metade é de autopeças e 25% são de insumos para a zona franca da Terra do Fogo. O restante inclui outros setores. No segmento de autopeças, 90% das dívidas estão relacionadas ao Brasil cerca de US$ 2 bilhões.
A unificação brusca do câmbio pelo governo Macri levou a uma valorização do dólar de 41% e uma queda de 30% no poder de compra do peso. Questioando sobre a desvalorização do peso, Sturzenegger assegurou que a moeda argentina se "apreciou". "O que acontece é que na Argentina existiam muitos tipos de câmbio."
O governo Macri compara a cotação da última sexta-feira (13,60 pesos) com a do dólar paralelo prévio à liberalização do câmbio, quando estava acima de 14 pesos.
A nova administração espera elevar no próximo mês em US$ 25 bilhões as reservas do BC, hoje em US$ 24,3 bilhões. Antes de desvalorizar sua moeda, o governo Macri havia anunciado duas medidas de abertura. A primeira foi o fim de impostos sobre todas exportações agropecuárias, com exceção da soja, que teve sua taxa reduzida de 35% para 30%. A outra foi o fim da exigência de uma autorização para importações, alvo de reclamação constante de empresas brasileiras e argentinas.
O chefe do BCRA previu que as três ações darão à Argentina um crescimento mais acelerado das suas exportações e o país normalizará o fluxo de capitais.
Sturzenegger mencionou Bolívia e Paraguai como referências em política macroeconômica na América Latina. "Quando ouvimos que os bolivianos têm uma inflação de 2,5% e um crescimento de 5%, e o Paraguai com inflação de 4%, nos dá um Norte", disse.
http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2015/12/economia/473442-argentina-promete-quitar-dividas-com-exportadores-brasileiros.htm
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Argentina 1

Governo argentino anuncia fim de barreira à importação

Folhapress
Alvo de constantes críticas de industriais brasileiros que perderam mercado na Argentina, as Djai (Declaração Jurada de Autorização à Importação), um procedimento burocrático para se vender no país, vão deixar de vigorar em 31 de dezembro e não haverá prorrogação.
A informação foi dada pelo novo ministro da Produção argentino, Francisco Cabrera, que adiantou que o governo vai implantar, até o fim do mês, um sistema de monitoramento das importações, que pretende liberar automaticamente a maior parte das compras do país no exterior.
Segundo o ministro, dos cerca de 19.000 itens da pauta de importação argentina, 18.000 poderiam ter licenças automáticas de entrada, pois "têm a ver com a produção e o emprego e não foram paralisadas por questões comerciais e sim por falta de divisas. Isso não deveria ocorrer".
O ministro anunciou o fim do trâmite burocrático a uma plateia de empresários argentinos, reunidos pela UIA (União Industrial Argentina). A maior parte aplaudiu a novidade, mas houve os que ficaram em silêncio.
Criadas em 2012, as Djai funcionam como uma barreira à entrada de importados no país. Para entregar uma mercadoria na Argentina, o exportador tem que solicitar essa autorização ao governo e não há prazo para se obter a resposta, seja ela positiva ou negativa.
O disparador dessa medida foi a escassez de dólares durante o segundo mandato da presidente Cristina Kirchner (2007-2015). Sem disponibilidade de moeda estrangeira, o governo passou a limitar as compras e despesas no exterior.
Mas as declarações acabaram funcionando também como um escudo para a indústria local contra a concorrência de importados. O protecionismo de Cristina e seu discurso nacionalista tinham a simpatia de boa parte do empresariado, que agora teme perder nacos do mercado doméstico para importados.
Cabrera demonstrou conhecer o racha no setor industrial. "Alguns aplaudem, outros ficam preocupados", constatou ele, ao microfone. "Todos devem aplaudir. Não vamos prejudicar ninguém, seremos cuidadosos e vamos cuidar do emprego argentino". Até a retirada da barreira burocrática, porém, o novo governo terá que lidar com a herança kirchnerista no comércio exterior.
O presidente da Fiat Argentina, Cristiano Rattazzi, revelou que a fábrica de automóveis de Córdoba -que fabrica entre 500 e 600 veículos por dia -interrompeu a produção nesta segunda, por falta de peças.
Os equipamentos viriam do Brasil e estão parados na fronteira à espera das autorizações do governo. "Os funcionários se foram, levaram formulários, informações que estavam nos computadores, tudo", disse.
A Toyota passa por problema semelhante, revelou uma fonte ligada à empresa, mas ainda não parou a produção na Argentina. O efeito prático deste problema, segundo Rattazzi, é o desabastecimento do mercado doméstico, que sofre com a alta dos preços dos automóveis.
"Não queremos oferecer automóveis [no mercado doméstico] porque não podemos pagar [as importações]. E isso automaticamente aumenta os preços", afirmou. Rattazzi integra a parte dos empresários argentinos que apoiam a reabertura da economia argentina ao mundo, após o isolamento dos anos kirchneristas.
"Não podemos ter uma indústria limitada apenas ao mercado interno, precisamos olhar as exportações, como fazem os países que têm desempenho mais positivo", disse. "Os países que estão fechados terminam como a Venezuela e eu gostaria que Argentina fosse mais aberta às trocas com o mundo".
O executivo diz esperar ainda que o novo governo retire os impostos que incidem sobre as exportações industriais. No setor automotivo, elas representam 5% do valor do automóvel. "Já que haverá a eliminação dos impostos sobre os produtos agrícolas, me parece óbvio que retirem também os impostos sobre a exportação de automóveis. É um disparate, que não existe em nenhum outro lado do mundo", afirmou.
http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2015/12/economia/472236-governo-argentino-anuncia-fim-de-barreira-a-importacao.html

Argentina 2



Argentina vai automatizar maioria das licenças de importação, diz ministro


Reuters


BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina vai automatizar a aprovação da maior parte de suas licenças de importação, facilitando a entrada de bens no país sul-americano, uma reivindicação de anos de muitos setores que precisam de insumos externos, disse nesta segunda-feira o ministro de Desenvolvimento Produtivo.


O anúncio é feito dias depois da posse do presidente Mauricio Macri, um político de centro-direita, que já anunciou uma série de medidas exigidas pelo mercado, após oito anos do governo da presidente de centro-esquerda Cristina Kirchner.


“Das 19 mil posições tarifárias que tem o nosso comércio internacional, há aproximadamente 18 mil que deverão ser automáticas”, disse Francisco Cabrera à imprensa.


“Assim que fizermos isso automático, vamos fazer mais eficiente, é o que a produção está esperando. É um sistema muito mais simples e dinâmico”, acrescentou o ministro.


Atualmente há sobre as importações argentinas uma licença conhecida como DJAI (Declaração Jurada Antecipada de Importação), que dificultam o ingresso de insumos de produção para setores chaves da economia, em particular o automotivo.


(Reportagem de Maximilian Heath)

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2015/12/14/argentina-vai-automatizar-maioria-das-licencas-de-importacao-diz-ministro.htm

segunda-feira, 29 de junho de 2015

BRASIL E ARGENTINA


BRASIL E ARGENTINA RENOVAM ACORDO SOBRE IMPORTAÇÃO DE CARROS POR UM ANO

Cláusulas não foram alteradas e sistema de importação conhecido como "flex" continua em vigor; entenda


Vendas de automóveis (Foto: Shutterstock)
O acordo entre os governos do Brasil e da Argentina, que prevê reduções de impostos para a importação de carros entre os países, foi renovado ontem (25). A informação foi divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), pasta responsável pelas negociações. As cláusulas foram assinadas durante reunião na Secretaria Geral da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), em Montevidéu, no Uruguai.
A prorrogação entra em vigor em 1º de julho deste ano, quando o acordo anterior chegaria ao fim, e não altera nenhuma cláusula vigente até então. Assim, o sistema conhecido como "flex" continua válido. Ele prevê que a Argentina possa importar 1,5 dólar em produtos brasileiros para cada dólar exportado para o Brasil em autopeças e veículos sem a incidência de impostos. Acima disso, incidem taxas com alíquota reduzida, de 35%. O novo acordo tem prazo de um ano. O governo brasileiro explica que durante esse período os representantes dos dois países continuarão promovendo "negociações em bases mais amplas".
http://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2015/06/brasil-e-argentina-renovam-acordo-sobre-importacao-de-carros-por-um-ano.html

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Com atraso, Brasil e Argentina renovam o acordo automotivo




Com atraso, Brasil e Argentina renovam o acordo automotivo



Por Brasil Econômico


Renovação do convênio de comércio externo deverá ser divulgado em duas semanas, dentro do Plano Nacional de Exportações, a ser anunciado por Dilma em 23 de junho


Agência Brasil


Acordo pode ajudar Brasil a manter níveis de empregos em um momento de estoques altos


Após divergirem sobre a abrangência e a duração de um novo regime automotivo, os governos do Brasil e da Argentina finalmente chegaram a um entendimento e acertaram a prorrogação do acordo vigente por mais um ano, sem mudanças no regime atual — o que beneficiará mais ao Brasil do que à Argentina. Ao Brasil Econômico, fontes que participaram das negociações bilaterais disseram que o anúncio será feito em até duas semanas. A ideia é incluir a renovação do convênio de livre comércio com a Argentina no âmbito do Plano Nacional de Exportações, que será anunciado pela presidenta Dilma Rousseff em 23 de junho.

Os dois países têm pressa. Em 1º de julho vence o acordo atual, o que poderá colocar em risco o já enfraquecido comércio bilateral. Embora o acordo automotivo ainda esteja vigente, as exportações brasileiras de automóveis, peças e tratores para a Argentina vêm perdendo força, e recuaram 18,2% até maio. Situação ainda mais delicada enfrenta a indústria automotiva daquele país, que viu as vendas para o Brasil caírem 31%.

A prorrogação do convênio atual seria anunciada há um mês, mas as conversas bilaterais esfriaram devido a um impasse político com o país vizinho. No fim de maio, em viagem a Buenos Aires, os ministros brasileiros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento e Indústria, Armando Monteiro, chegaram a obter um sinal verde dos representantes da Casa Rosada. À época, chegou-se a acertar que o novo acordo teria duração maior do que o atual, que é renovado a cada ano, e seria mais abrangente.

Mas, na última hora, os argentinos recuaram. “Eles não querem comprometer o governo com algo que poderá ser revisto tão logo assuma um novo presidente. Então, no ano que vem, os países sentam-se e decidem como vão fazer a renovação do acordo atual”, conta uma fonte com conhecimento do assunto.

Não se trata de mero detalhe. Assolada por uma inflação recorde pela crise econômica que paralisa a indústria nacional, a Argentina definirá em 27 de outubro um sucessor para a presidente Cristina Kirchner. Chegando ao fim de segundo mandato, o governo concluiu que, dado o momento de instabilidade política local e a necessidade de se emplacar um sucessor para Cristina na Casa Rosada, o melhor a fazer era não se comprometer com uma “longa e ampla” discussão do acordo automotivo, como queria o Brasil.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, sustenta que a renovação do acordo atual ajuda a desovar estoques elevados da indústria num momento em que as vendas no País dão sinais de enfraquecimento. “Buscar novos mercados para nossa produção e garantir a continuidade das exportações atuais é uma das maneiras mais eficientes de assegurar empregos”, diz.

Números divulgados ontem pela entidade sugerem um quadro desolador para o setor. Em maio, a produção de veículos no Brasil registrou o pior resultado para o mês desde 2005: queda de 25,3% frente a abril. A boa notícia foi a reação da exportação de automóveis, que cresceu 41,7% na passagem para maio, mas, quando são levados em conta os valores recebidos pelas empresas, o desempenho está aquém do esperado. No ano, a queda das receitas com exportação de veículos, segundo a Anfavea, já chega a 12,1%.

A desistência de ampliar o acordo também trouxe prejuízos para a Argentina. Até maio, os governos haviam acertado a inclusão de uma cláusula que estabeleceria uma cota anual de importação de partes e equipamentos automotivos, o que em tese favoreceria o setor de autopeças argentino. Sem acordo, foi acertada a prorrogação do regime atual, que é mais vantajoso para o Brasil, que pode exportar até 1,5 milhão de automóveis, do que para a Argentina, que é autorizada a vender milhão de unidades de veículos para o Brasil.

Ex-secretário de Comércio Exterior do Mdic e professor no Instituto Rio Branco, Welber Barral recomenda uma revisão mais ampla do regime. “Hoje, o acordo basicamente estabelece certa proporcionalidade entre o que os países importam e exportam um para o outro. Além disso, esse prazo de apenas um ano acaba gerando muita incerteza, porque sempre que está para vencer o acordo, vira essa novela pela renovação”, diz.

http://economia.ig.com.br/2015-06-09/com-atraso-brasil-e-argentina-renovam-o-acordo-automotivo.html

segunda-feira, 16 de março de 2015

Argentina e México sinalizam livre comércio



Argentina e México sinalizam livre comércio



Com fim das negociações, anunciarão bases de novo acordo nos próximos dias


REDAÇÃO AB




Terminou na quarta-feira, 11, a última das duas reuniões dos representantes dos governos deArgentina e México para tratar sobre as importações de veículos entre os dois países. Em comunicado conjunto divulgado pelo Ministério da Indústria argentina e a Secretaria de Economia mexicana, as duas nações concordaram em modificar o Acordo de Complementação Econômica (ACE 55), que dita as diretrizes sobre o comércio bilateral e sinalizam a retomada aolivre comércio, encerrado em 2012 para dar lugar ao sistema de cotas de importação.

“As partes acordaram as bases para modificar o ACE 55 e manter o fluxo de comércio bilateral livre de parcelas para o segmento automotivo, mediante um esquema de capacidades e de intercâmbio compensado”, informa a nota, sem deixar claro como se dará o livre comércio e se há ressalvas para a importação de autopeças.

Ainda segundo o comunicado, as novas bases referentes ao livre comércio serão apresentadas nos próximos dias pela ministra da Indústria argentina, Débora Giorgi, e pelo secretário da Economia do México, Ildefonso Guajardo. Também participaram das reuniões, realizadas nos dias 10 e 11, em Buenos Aires, o secretário de planejamento industrial do Ministério da Indústria Argentina, Horacio Cepeda, e o subsecretário do Comércio Exterior da Secretaria de Economia do México, Francisco de Rosenzweig.

Mesmo sem os detalhes das tratativas, o acordo entre Argentina e México aparenta ser bastante diferente do aprovado entre Brasil e México, que prevê novos limites dentro do sistema de cotas de importação pelos próximos quatro anos e que parte de US$ 1,56 bilhão (leia aqui).

COTAS

Após verificar importante déficit da balança comercial com o México em 2011 e a exemplo do Brasil, a Argentina também decidiu pelo sistema de cotas de importação de veículos fabricados no México: em 2012, os dois países haviam concordado com o limite de US$ 600 milhões sem a incidência do imposto de importação de 35%, fixado pelo governo argentino naquele mesmo ano e pelos próximos três anos, portanto, até 2015 (leia aqui).

http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/21578/argentina-e-mexico-sinalizam-livre-comercio

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Argentina



'La Nación': Brasil e barreiras tarifárias afetam comércio exterior argentino

Exportações argentinas caíram 18% em janeiro e as importações, 19%

“No início do ano, a balança comercial da Argentina voltou a mostrar claros sinais de deterioração. Tanto as exportações como as importações caíram fortemente: 18 e 19%, respectivamente. As vendas ao exterior totalizaram US$ 4,294 bilhões – o número mais baixo desde janeiro de 2010 -, enquanto que as compras somaram US$ 4,221 bilhões”. É o que diz uma matéria do jornal argentino La Nación, publicada nesta quarta-feira (25/02).
“Os especialistas não esperam uma melhora, pelo menos não para o primeiro trimestre do ano, e menos com o panorama atual de recessão, perda de competitividade, menor atividade e barreiras às importações. Segundo destacam os analistas, a queda das importações se explica principalmente pela ínfima entrada de divisas e o ‘aperta e afrouxa’ do Banco Central (BCRA), relutante em conceder dólares aos importadores”, escreve a jornalista Paloma Bigio.
Segundo os dados publicados ontem no informe de Intercambio Comercial Argentino (ICA), elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), o saldo comercial de janeiro 2015 fechou com um superávit de US$ 73 milhões, resultado que foi maior que o de janeiro de 2014, quando o saldo comercial foi de US$ 35 milhões. No entanto, naquele momento a queda nas exportações havia sido de 8% e de 4% nas importações.
Durante o mês de janeiro foi estabelecido um limite muito estreito às importações industriais. Houve poucos dias em que se liberaram as declarações juradas antecipadas de importação (DJAI), mas isso não foi suficiente para que se prolongasse até o mês seguinte a fluidez comercial. A combinação da queda dos valores exportados, o esquema administrativo do BCRA, a Secretaria de Comercio e também a AFIP juntaram forças para conseguir um saldo positivo, que chegou a 4,221 bilhões de dólares.
"O crescimento do superávit comercial se deu por uma repressão muito forte às importações, que incidiram muito durante o mês de janeiro", disse o economista Mauricio Claverí de Abeceb.com, que explicou que se deixaram entrar importações "com conta-gotas" pela forte pressão por parte do BCRA. "A esse panorama se somou a queda da atividade e a recessão que vem como herança do ano passado", acrescentou.
"Este é só um mês a mais, um mau resultado em uma cadeia de quedas sucessivas", disse Marcelo Elizondo, economista da consultoria DNI, que também apontou as barreiras às importações. Elizondo explicou que "as tradicionais DJAI estão travadas", mas que "o segundo limite mais grave foi que o Banco Central não esteve nem está concedendo dólares aos importadores ainda que já tenham tido suas declarações juradas aprovadas".
Quanto aos setores, Claverí explicou que o industrial é o mais comprometido tanto para a importação quanto para a exportação. E acrescentou que "a queda ininterrupta das exportações já tem mais de dois anos, sobretudo pela agravada perda de competitividade". Porém, o comércio do Brasil passou (e passa) por um mau momento e não consegue reagir "Sua demanda diminuiu e é nosso principal mercado das exportações", disse Claverí.
Por outro lado, Elizondo atribuiu a queda das exportações ao fato de que os produtos manufaturados na Argentina são vendidos a países latino-americanos que estão em um momento de apreciação do dólar em relação a suas moedas locais, e não acham competitivos os preços argentinos. "Excluindo a indústria automotiva, o problema mais claro está em que os custos de produção na Argentina medidos em dólares são muito altos e se torna muito difícil competir com outros mercados", acrescentou.
"As exportações apenas conseguiram alcançar os US$ 4,294 bilhões em janeiro, o valor mais baixo desde  2010. No que se refere a destinos, as maiores quedas corresponderam aos valores dos envios de bens ao Mercosul (-25%), Chile (-35%) e a União Europeia (-19%)", conclui a matéria do La Nación.
http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2015/02/25/la-nacion-brasil-e-barreiras-tarifarias-afetam-comercio-exterior-argentino/

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Indústrias substituem Argentina por outros países da América Latina



Indústrias substituem Argentina por outros países da América Latina


Com a queda de praticamente 30% das exportações brasileiras para a Argentina, o papel de outros países latino-americanos ficou mais importante como destinos dos manufaturados brasileiros. Economias como México, Colômbia, Chile, Peru e Equador passaram a entrar numa posição mais central no radar da indústria exportadora. Individualmente esses cinco países são mercados ainda pequenos na comparação com a Argentina, mas no conjunto passaram a ganhar maior força.

As exportações brasileiras de manufaturados para os cinco países somaram US$ 8,4 bilhões até outubro, o que equivale a quase 80% dos US$ 10,8 bilhões em vendas do mesmo tipo de bem aos argentinos. No mesmo período do ano passado, os embarques para esses cinco latinos representavam 57,5% das vendas para os argentinos. Além do setor calçadista, empresas como WEG, Romi e Metalplan apostam mais em pelo menos alguns dos cinco mercados.


A mudança na participação relativa desses destinos acontece não somente pelo recuo de quase um terço nas vendas aos argentinos, mas também pelo crescimento de exportação a países como México e Colômbia. A exportação de manufaturados cresceu 3,63% e 2,87% respectivamente, de janeiro a outubro, na comparação com iguais meses de 2013. O crescimento não é explosivo, mas chama a atenção num ano em que, na mesma comparação, a exportação total de manufaturados brasileiros amarga queda de 10,5% até outubro.

Nem todos os cinco países latino-americanos, porém, tiveram resultados acima da média da exportação brasileira de manufaturados. As vendas ao Equador ficaram praticamente estáveis, com variação positiva de 0,58%. As vendas de manufaturados a chilenos e peruanos caíram bastante, com recuos respectivos de 15,2% e 10,1%. A empresas têm expectativa de que o conjunto de países ganhe importância no médio e longo prazos enquanto há maior reticência em relação à recuperação argentina.

Com a recuperação lenta da demanda americana e mais ainda dos países europeus, as economias emergentes e geograficamente mais próximas passaram a estar mais perto do centro das atenções para elevar embarques. A trajetória de forte desvalorização do real neste segundo semestre é outro impulsor desse movimento.

"A Colômbia é nosso 'target'. Já foi foco agora em 2014, porque fizemos uma aquisição na Colômbia. E no Equador abrimos um escritório no ano passado", diz Gustavo Iensen, diretor internacional da WEG. A ideia é abrir novos mercados e aproveitar oportunidades. O executivo também cita o Peru como mercado promissor. "São, na verdade, países muito orientados à mineração, com produto afetado pela queda de preços no mercado internacional e nos quais ainda há muito investimento por fazer. Mesmo assim são mercados que podem ser interessantes."

Iensen explica que o maior mercado de exportação para a empresa atualmente são os Estados Unidos e os países da União Europeia. O terceiro mercado, diz o executivo, são os países da América do Sul. Com sinais ainda contraditórios da economia americana e a desaceleração ou lenta recuperação de países europeus, diz Iensen, a atenção para destinos mais próximos, na América do Sul, se intensificará no próximo ano.

A expectativa, diz Iensen, é que a desvalorização do real frente ao dólar se intensifique no ano que vem e possibilite maior recuperação das exportações no médio e longo prazos. Em 2014, a exportação deve ficar abaixo da meta para o ano, embora a alta do dólar tenha propiciado uma melhora na consolidação das receitas em reais. Até o terceiro trimestre, o crescimento da receita de exportação em reais ficou em torno de 12%.

Livaldo Aguiar dos Santos, presidente da fabricante de bens de capital Romi, também considera promissores mercados como Peru, Equador, Costa Rica, Colômbia e principalmente México, onde a empresa tem uma subsidiária aberta há cerca de três anos. Para Santos, esses países podem compensar ao menos parte da perda com a Argentina. "Claro que esses mercados, principalmente Equador, Peru e Costa Rica, por exemplo, são bem menores e sozinhos são pouco representativos. Mas as exportações estão acontecendo e no conjunto são importantes."

Segundo Santos, as exportações da Romi ganharam maior fôlego a partir do segundo semestre puxadas pelas vendas à Europa e também à America Latina. Até junho, lembra, a receita de exportação em reais da Romi cresceu 11% na comparação com iguais meses do ano passado. A partir de julho, porém, houve uma reação dos embarques e no acumulado até setembro, diz Santos, a elevação foi de 20%. Essa deverá ser a taxa ao fim do ano. Segundo ele, a desvalorização do real contribuiu ao crescimento, mas alta maior se deve mais ao aumento no volume de vendas.

"Estive há pouco no Paraguai. Neste mês vou ao Chile e à Colômbia para reuniões com clientes. Nunca deixamos de vender na região e agora vamos expandir esse contato", diz Edgard Dutra, diretor comercial da Metalplan, empresa que fabrica maquinário industrial. O mercado sul-americano, segue contando Dutra, sempre foi o mais fiel da empresa. Ele compara os clientes chilenos, com quem também busca vender mais além dos colombianos, com os clientes norte-americanos.

"Há dez anos, no nosso auge exportador, o maior mercado era os Estados Unidos. Mas eles não eram fiéis, nunca deram uma margem tão boa quanto os sul-americanos e sempre reagiam mal às oscilações do câmbio. O chileno prefere comprar o produto brasileiro, que chega a ser até 20% mais caro que o chinês, por causa da assistência, manutenção e proximidade", diz.

A retração do mercado argentino forçou o setor calçadista brasileiro a adotar uma estratégia mais agressiva de penetração nos outros mercados sul-americanos. O país governado por Cristina Kirchner foi "a grande decepção do ano" para a exportação do setor, na avaliação de Heitor Klein, presidente da Abicalçados, associação que reúne as indústrias nacionais de calçados. De janeiro a setembro, o embarque do produto aos argentinos ficou em 66 milhões de pares, volume um terço menor do que o verificado no mesmo período um ano antes. "E fora que ano passado já havia dificuldades de mandar produtos para a Argentina. Agora esse mercado vem perdendo peso entre os principais destinos de exportação", afirma Klein.

Desde maio a associação vem desenvolvendo um "plano para as Américas" focado no biênio 2015-2016. "O câmbio deu impulso a esse plano, que está com uma perspectiva mais otimista para o incremento de nossas vendas a outros latinos", afirma Klein.

Nem todas as empresas, porém, estão compensando a queda de vendas à Argentina com parceiros regionais. No setor de calçados, a Democrata sentiu nos últimos anos as barreiras dos argentinos à importação dos produtos e, mais recentemente, a redução de demanda. Marcelo Paludetto, diretor comercial da Democrata, explica que a empresa planejava ampliar a rede de lojas da marca em território argentino, mas o plano foi descartado à medida que se agravou a crise argentina. Este ano, diz ele, a queda de vendas ao país vizinho tem sido compensada por vendas a regiões mais distantes, como Rússia, Cingapura e Indonésia. Segundo ele, são destinos que têm demandado produtos com maior valor agregado e maior investimento em design e permitirão à empresa crescer o volume exportado em 10%. O diretor explica que o dólar mais alto favorece a exportação e pode permitir preços mais competitivos, mas a volatilidade traz incertezas. "Não sabemos se esse patamar próximo a R$ 2,50 é uma bolha ou se será sustentado."

Fonte:Valor Econômico/Marta Watanabe e Rodrigo Pedroso | De São Paulo
http://www.portosenavios.com.br/geral/26994-industrias-substituem-argentina-por-outros-paises-da-america-latina

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Argentina


Argentina cria órgão para controlar comércio exterior e fluxo de divisas


Buenos Aires, 17 nov (EFE).- O governo da Argentina criou nesta segunda-feira um novo órgão para controlar as importações e exportações de bens, serviços e divisas.

A Unidade de Acompanhamento e Previsão das Operações de Comércio Exterior pretende "verificar as operações de comércio exterior, tanto de importações como de exportações, para assegurar a estabilidade macroeconômica", segundo o texto do decreto publicado hoje no Diário Oficial.

O governo justificou a necessidade deste novo órgão ao detectar "diferentes casos de subfaturamento de importações e de exportações e valores de transferência que diminuem o montante de impostos a pagar na República Argentina".

De acordo com a publicação do diário oficial, o Fisco argentino detectou também violações da lei cambial que repercutem "negativamente na economia".

Entre as atribuições da unidade estão a de "efetuar o acompanhamento dos ajustes e denúncias formuladas pelos organismos de controle relacionados às operações de comércio exterior" e a de solicitar e fornecer informação a outras jurisdições sobre seus temas de competência.

A unidade está vinculada a Chefia de Gabinete de Ministros e será formada por representantes do Ministério da Economia, do Fisco argentino, da Comissão Nacional de Valores e da Unidade de Informação Financeira, entre outros.

O novo órgão de controle inscreve-se nas restrições existentes no país sobre as divisas estrangeiras, que endureceram nos últimos anos.

O governo argentino impôs as primeiras restrições cambiais, que pretendiam "desdolarizar" a economia, em novembro de 2011 e as endureceu um ano depois, com a proibição da compra de moeda estrangeira para poupança e para a aquisição de imóveis.

As normas do Fisco, destinadas a evitar a fuga de divisas, restringiram na prática o acesso de muitos investidores ao mercado cambial formal, o que fez ressurgir o mercado negro de compra e venda de moedas estrangeiras. 

http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2014/11/17/argentina-cria-orgao-para-controlar-comercio-exterior-e-fluxo-de-divisas.htm



Argentina reforça fiscalização sobre comércio exterior para evitar fuga de divisas

BUENOS AIRES, 17 Nov 2014 (AFP) - A Argentina criou um organismo de controle do comércio exterior com o objetivo de combater a evasão fiscal e monitorar a saída de divisas, segundo o decreto publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial.

A Unidade de Monitoramento e Rastreamento das Operações de Comércio Exterior será encarregada de "verificar o preço e a quantidade de bens e serviços exportados e importados, assim como a entrada e saída de divisas".

Em meio à disputa com os fundos soberanos e marginalizada no mercado de capitais, a Argentina tem tomado medidas radicais em relação ao controle de divisas.

O novo órgão funcionará sob a responsabilidade do chefe de Gabinete Jorge Capitanich, que em coletiva de imprensa afirmou que a decisão foi adotada depois que as autoridades fiscais "identificaram operações de superfaturamento de importações, subfaturamento de exportações e manipulação de transferências de divisas entre empresas multinacionais".

O decreto ressalta que foram detectadas alterações nas faturas do comércio exterior, "que diminuem o montante de impostos a serem pagos na Argentina promovendo sistemas encobertos de transferências de divisas mediante manobras criminosas".

O organismo tentará evitar "que os preços de transferência manipulados entre empresas vinculadas permitam remessas de lucros ilegais".

O órgão, portanto, será integrado por funcionários do Ministério da Economia, do Banco Central, da Administração Federal de Receitas Públicas (Afip, na sigla em espanhol) e da Procuradoria de Criminalidade Econômica e Lavagem de Ativos (ProCELAc), entre outros organismos estatais.

A Argentina tenta cuidar bem de suas reservas monetárias, que sofreram uma redução expressiva neste ano, em torno de 28 bilhões de dólares, mesmo após uma série de medidas e da ajuda financeira da China.

Leia mais em: http://zip.net/bgqch8

http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/economia/2014/11/17/argentina-reforca-fiscalizacao-sobre-comercio-exterior-para-evitar-fuga-de-divisas.htm