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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Venezuela elimina impostos para a importação de bens de consumo que escasseiam



Venezuela elimina impostos para a importação de bens de consumo que escasseiam


As autoridades venezuelanas divulgaram esta terça-feira uma lista de dezenas de produtos, a maioria dos quais escasseiam no mercado, que passam a estar isentos de impostos de importação, devido à falta de capacidade nacional.


MARCO BELLO/REUTERS
Na Venezuela são cada vez mais frequentes as filas de pessoas junto de pequenos e grandes supermercados à procura de produtos básicos



Entre os 46 produtos que passam a estar isentos de imposto estão o óleo alimentar, arroz, massa, ervilhas, soja e feijão, atum e sardinhas em lata, açúcar, café, carne de vaca, de porco e de galinha.


Também o leite pasteurizado e em pó, milho, manteiga e margarina, enchidos, farinha de trigo para a panificação, hortaliças e frutos, azeitonas e fórmulas lácteas para crianças de até 12 meses de idade, são outros produtos abrangidos.

A medida foi publicada através dum decreto conjunto dos ministérios de Alimentação, Agricultura e Terras, de Economia e Finanças, e do Centro Nacional de Comércio Exterior.

Segundo o texto do decreto, os importadores devem solicitar às autoridades o Certificado de Não Produção Suficiente daqueles produtos, para serem autorizados a aceder à dólares para as respetivas importações, além de indicar os estabelecimentos comerciais onde vão ser vendidos.

Na Venezuela são cada vez mais frequentes as filas de pessoas junto de pequenos e grandes supermercados à procura de produtos básicos como arroz, massa, margarina, óleo e azeite, açúcar, café, farinha de milho, ovos, papel higiénico, sabão e sabonetes e preservativos, entre outros.

As filas persistem apesar de alguns estabelecimentos comerciais limitarem a venda a dia por semana, segundo o último algarismo do bilhete de identidade e apenas em determinadas quantidades.

As pessoas queixam-se de que é cada vez mais difícil conseguir estes produtos no mercado interno, enquanto os empresários atribuem as faltas às dificuldades para fazerem as importações, face ao sistema de controlo cambial que vigora no país desde 2003, e que impede a livre obtenção local de moeda estrangeira.

O Governo venezuelano atribui a situação ao açambarcamento de produtos, contrabando para a Colômbia e a uma alegada "guerra económica" que procura derrubar o Presidente Nicolás Maduro.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4757086&page=-1

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Maduro anuncia ajustes cambiarios y otros planes de desarrollo



Maduro anuncia ajustes cambiarios y otros planes de desarrolloPDFImprimirE-Mail
  
 presidente venezolano, Nicolás MaduroCaracas, 21 ene (PL) El presidente venezolano, Nicolás Maduro, anunció hoy nuevos ajustes en el sistema cambiario del país, el cual mantiene el denominado dólar preferencial en 6,3 bolívares para cubrir necesidades básicas como salud y alimentación.
Este es el primero de los "tres mercados" con los cuales el Gobierno manejará el sistema cambiario, mientras que de los dos restantes uno estarán basado en un sistema de subastas y el otro en un sistema de bolsas.

Según Maduro, el sistema de subastas mantendrá un solo Sicad (mecanismo establecido por el Banco de Comercio Exterior) para atender otros estamentos estratégicos de la economía (tanto para sectores públicos como privados).

Mientras, se implementará un sistema de bolsa donde podrán concurrir públicos y privados, y que permita -por la vía de un equilibrio de participación legal- hacer transacciones en divisas, explicó.

Este será un mecanismo transitorio dirigido a atender otras demandas de desarrollo económico y estabilizar paulatinamente las inversiones en divisas, señaló el gobernante en su mensaje a la nación ante la Asamblea Nacional.

La mayoría de las divisas que entran al país surgen del ingreso petrolero y del ingreso del Estado, y se invierten para proteger la economía y la sociedad, subrayó.

Tras explicar las nuevas disposiciones cambiarias, el Presidente informó que ocho mil 109 millones de dólares (a 6,3 bolívares) irán destinados este año a la inversión alimentaria.

Para 2015 también anunció un plan especial de protección a la familia venezolana a través de la Gran Misión Hogares de la Patria, el cual brindará atención a unos 500 núcleos familiares, por medio de 300 mil nuevas pensiones, bonos de salud y cuidados especiales a niños y madres, entre otros.

Un censo en el mes de febrero permitirá definir cuáles serán los hogares beneficiados con ese proyecto, precisó.

Otro de los programas sociales priorizados será el de la Gran Misión Jóvenes de la Patria Robert Serra, como parte de este se aumentarán a 200 mil las becas para estudiantes de enseñanza media y a 250 mil las becas para universitarios (incremento del 30 por ciento), explicó Maduro.

En el campo de la vivienda, el objetivo en 2015 es entregar 400 mil apartamentos y con ese fin, hay aprobados unos 32 mil 536 millones de dólares (204 mil 978 millones de bolívares de la banca pública y privada), añadió.

Por otra parte, Maduro decretó un aumento del 15 por ciento del salario mínimo desde el 1 de febrero con el fin de mantener los niveles de ingreso en el país.

tgj/ifb

http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&idioma=1&id=3463181&Itemid=1

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Queda de preço de petróleo deve afetar comércio com Venezuela


Queda de preço de petróleo deve afetar comércio com Venezuela


A queda de preços do petróleo no mercado internacional deve fazer diferença na balança comercial com a Venezuela, país com o qual o Brasil tem o maior superávit dentre os países da América Latina. De janeiro a setembro, a exportação brasileira somou US$ 3,25 bilhões aos venezuelanos, com superávit favorável ao Brasil em US$ 2,36 bilhões. No mesmo período, a balança comercial total do país teve resultado em sentido inverso, com déficit de US$ 690 milhões. No ano passado, o comércio com os venezuelanos rendeu ao Brasil superávit de US$ 3,67 bilhões. A balança total ficou com saldo positivo de US$ 2,56 bilhões.

Segundo analistas, a queda de preços deve gerar divisas menores para a Venezuela, que tem no petróleo 96% do valor exportado. Os preços menores da commodity reduzirão a capacidade venezuelana de importar, num momento em que o controle cambial já restringe os desembarques locais. "Isso deve reduzir a exportação brasileira para o país e também o superávit com a Venezuela, mesmo levando em conta que os alimentos são a maior parte dos embarques para lá", diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Atualmente, a nafta, derivado do petróleo, corresponde a cerca de 60% da importação brasileira com origem na Venezuela. Nas exportações brasileiras para o país predominam as carnes. Levando em conta carne congelada, bovinos vivos e carne de aves, a exportação para os venezuelanos somou US$ 1,41 bilhão de janeiro a setembro, o que equivale a quase 45% do que o Brasil exportou para o país. Apesar da concentração em alimentos, a pauta é diversificada e inclui aços laminados, pneus, tratores, medicamentos e produtos de higiene pessoal.

"Se os preços reduzidos de petróleo se mantiverem, o exportador brasileiro vai sentir muito", diz Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior e sócio da Barral M Jorge Consultores. Além da queda de demanda, a situação deve aumentar o risco da Venezuela, o que traz também dificuldades adicionais, como a contratação de seguro para exportação.

Por conta do risco político já existente, cerca de 50% dos embarques brasileiros à Venezuela são feitos via Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos (CCR), um sistema de compensação de pagamentos do comércio em que as operações entre os países da América Latina são garantidas pelos bancos centrais locais. O índice de uso do CCR com a Venezuela é bem maior que os 5,4% de utilização nas exportações brasileiras para todos os países do convênio.

Barral diz que o uso do CCR no caso da Venezuela pode aumentar, mas o convênio não será solução para todos. "O uso desse instrumento encarece a operação e muitos exportadores já têm margem pequena, que não comportaria o acréscimo." Ele lembra que a dificuldade para exportar aos venezuelanos por conta do risco intensificou-se há cerca de dois anos. A queda de preço do petróleo, porém, deve acentuar a dificuldade.

Caso os principais países não reduzam o nível de produção de petróleo e os preços continuem caindo no mercado internacional, ao exportador brasileiro, que não possa abrir mão de parte da rentabilidade, diz Barral, resta esperar que os venezuelanos consigam chegar a melhor equilíbrio nas contas públicas. Essa, porém, ressalta, é uma perspectiva a médio prazo.

Ao mesmo tempo, é difícil que o Brasil consiga aumentar a importação de petróleo e derivados dos venezuelanos. Ele explica que o tipo de petróleo produzido na Venezuela é muito próximo ao existente no Brasil, o que restringe a demanda brasileira. E mesmo que houvesse maior demanda, diz o ex-secretário, há também um problema na oferta, já que a Venezuela embarca grandes volume a outros parceiros internacionais.

A Venezuela será a economia latino-americana mais afetada negativamente pela queda de preço, de acordo com estimativas da consultoria britânica Capital Economics. A menor receita com o óleo cru aumenta as chances de não pagamento, por parte do governo venezuelano, de dívidas contraídas.

Na análise assinada pelo especialista em mercados emergentes da Capital Economics, David Rees, o petróleo mais barato deve se manter no médio prazo. As receitas com exportações líquidas de petróleo representaram 37% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela em 2013. Com o recuo nessa receita, o governo venezuelano terá que pagar juros maiores nos títulos da dívida pública, colocando maior pressão na já combalida reserva em dólares do país.

A queda de preços também deve afetar a economia da Colômbia. O país, segundo o relatório, terá menos espaço para comprar produtos do exterior. No ano passado, as exportações líquidas de petróleo representaram 6% do PIB do país. A consultoria britânica ressalta que a economia colombiana registrava déficit em conta corrente antes do recuo do preço da commodity. Portanto, para equilibrar as contas externas, a política econômica do governo de Juan Manuel Santos terá que contrair a importação em um cenário de desaceleração do crescimento da atividade.

O contexto colombiano, porém, deve ter impacto bem menor para a exportação brasileira. O comércio com a Colômbia é menos representativo do que o mantido com os venezuelanos. De janeiro a setembro, o Brasil exportou US$ 1,78 bilhão para os colombianos, com superávit de US$ 381,05 milhões.

Fabio Silveira, economista da GO Associados, calcula que, para os países exportadores, os preços reduzidos poderão fazer recuar entre 10% e 15% a receita com a venda de petróleo. Em relação às importações brasileiras do óleo, porém, destaca ele, a expectativa é que, no médio e longo prazo, haja redução, em razão da esperada elevação da produção doméstica.

Fonte: Valor Econômico/Marta Watanabe e Rodrigo Pedroso | De São Paulo

http://portosenavios.com.br/geral/26537-queda-de-preco-de-petroleo-deve-afetar-comercio-com-venezuela

quinta-feira, 5 de junho de 2014

COMÉRCIO ENTRE BRASIL E VENEZUELA DESPERTA INTERESSE DO MERCADO DE SEGUROS


COMÉRCIO ENTRE BRASIL E VENEZUELA DESPERTA INTERESSE DO MERCADO DE SEGUROS

Aparecido Mendes Rocha

O complicado contexto da política da Venezuela e a turbulência de sua economia chamam atenção para o que parece um contrassenso: o bom desempenho do comércio internacional do país. Nem mesmo a hostilidade do chavismo afasta os negócios internacionais do país. O relatório Doing Business, do Banco Mundial, que classifica os países onde é mais rentável fazer negócios, indicou a Venezuela em 2014 na posição 181, entre as 189 economias que entram na lista. No entanto, tudo indica que essa recomendação não será capaz de diminuir o comércio exterior venezuelano.

As relações comerciais entre Brasil e Venezuela se intensificaram nos últimos anos e tornou o vizinho um dos nossos principais parceiros comerciais. Nos últimos cinco anos, o comércio bilateral entre os dois países aumentou 43,9%, passando de US$ 4,19 bilhões em 2009 para US$ 6,03 bilhões em 2013.

Em 2013, o Brasil exportou US$ 4,850 bilhões para a Venezuela e se tornou o terceiro maior fornecedor de produtos comprados pelo país, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. A Venezuela foi o sétimo principal destino das exportações brasileiras, cujos produtos foram compostos, em sua maior parte, por produtos manufaturados, que representaram 53,5% do total, com destaque para aviões e máquinas. Os produtos básicos representaram 40,1% (carnes e animais vivos) e os semimanufaturados (açúcares de cana) 6,4%.

No mesmo ano, as empresas brasileiras importaram US$ 1,180 da Venezuela, o que colocou o Brasil como o terceiro maior comprador de mercadorias venezuelanas, superado somente pelos Estados Unidos e China. As importações tiveram os produtos manufaturados com 89,2%, representados principalmente pela compra de combustíveis (naftas para petroquímica e coque de petróleo não calcinado) e por produtos básicos (petróleo em bruto) com 10,8%. No ano, o saldo da balança comercial registrou um superávit favorável ao Brasil de US$ 3,67 bilhões, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento (MDIC).

O dinamismo dos negócios entre Brasil e Venezuela desperta o interesse do mercado de seguros, que oferece às empresas exportadoras e importadoras o seguro de transporte internacional de exportação e importação.

O seguro de transporte internacional garante as perdas e danos às mercadorias exportadas e importadas durante toda a viagem, seguindo os termos de Incoterms negociado. A maior parte das transações entre Brasil e Venezuela consiste em exportações, e, comercialmente, os exportadores brasileiros têm optado por vender suas mercadorias já com seguro, nas bases das condições CIF/CIP. A exportação com seguro exige atenção para a contratação de um seguro amplo e adequado às necessidades dos clientes, o que também deve ser observado na importação.

Outro seguro destinado aos negócios com a Venezuela é o seguro de crédito à exportação, que cobre os riscos comerciais e políticos a que estão sujeitas as transações comerciais vinculadas às exportações. Este seguro garante ao exportador a indenização por perdas líquidas definitivas, em consequência do não recebimento de crédito concedido a cliente no exterior. Porém, atualmente as seguradoras de crédito estão muito criteriosas para aprovar um limite de crédito para as empresas venezuelanas, devido aos riscos políticos existentes. Desta forma, as empresas brasileiras que pretendem exportar para a Venezuela devem solicitar a seus clientes uma carta de crédito, confirmada localmente, garantindo, assim, a sua venda.

Aparecido Mendes Rocha é corretor de seguros especializado em seguros internacionais

http://www.segs.com.br/so-seguros/160942-comercio-entre-brasil-e-venezuela-desperta-interesse-do-mercado-de-seguros.html

domingo, 1 de junho de 2014

Governo da Venezuela pagará dívidas pendentes desde 2012 a 939 empresas


Governo da Venezuela pagará dívidas pendentes desde 2012 a 939 empresas

Agência Brasil

O governo da Venezuela anunciou hoje (30) que iniciará o pagamento de quase US$ 1,2 bi devidos a 939 pequenas e médias empresas dos setores de comércio, plástico, alimentação, agricultura, saúde, telecomunicações e indústria. De acordo com Rafael Ramírez, vice-ministro para a área econômica, o processo de liquidação das dívidas começará a ser feito na próxima segunda-feira (2).

"Com este valor, executaremos todos os pagamentos pendentes entre 2012 e 2013”, disse o dirigente, em uma entrevista coletiva em Caracas. Ramírez acrescentou que a liquidação cobrirá mais de 80% das empresas de alimentação e agricultura, 73% do setor de saúde, 31% da área de químicos e plásticos e 20% do setor industrial.

A escolha das empresas foi feita com base nas informações recebidas pelo Centro Nacional de Comércio Exterior (Cencoex). “Identificamos as empresas mais importantes do setor produtivo e com isso vamos impulsionar a produção nacional”, afirmou.

Mas o vice-ministro também lembrou que o compromisso com o pagamento das dividas tem a ver com o cumprimento da Lei de Preços Justos, em vigor desde fevereiro. A norma define um teto de 30% de lucro sobre os produtos. Ramírez falou que o “governo não faria nada” por aqueles que “especulam” no mercado do país. A Venezuela enfrenta problemas de inflação e de escassez de produtos básicos.

http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2014/05/30/governo-da-venezuela-pagara-dividas-pendentes-desde-2012-a-939-empresas/

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Atraso nos pagamentos prejudica exportações à Venezuela


Atraso nos pagamentos prejudica exportações à Venezuela
Agência Estado

O aumento dos atrasos ou mesmo da ausência de pagamentos por importadores na Venezuela tem prejudicado as exportações brasileiras para o país, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira, 3, pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). De acordo com 54,7% dos exportadores ouvidos pela pesquisa, esses atrasos aumentaram nos últimos 12 meses.

Além disso, 48,4% disseram demorar até seis meses para receber pelas mercadorias enviadas ao país. A Venezuela é o oitavo maior destino das vendas externas brasileiras, respondendo por 2% de todo o comércio exterior do País. O estudo realizado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp aponta como causa desse crescimento das dificuldades nos pagamentos a criação da Comissão de Administração de Divisas (Cadivi), um órgão governamental de controle de entrada e saída de divisas no país vizinho.

O Cadivi tem restringido as remessas de divisas ao exterior e isso atrapalharia os pagamentos dos importadores venezuelanos. Os montantes a receber por 79,7% das empresas ouvidas chegam a US$ 500 mil. O diretor da Derex, Thomaz Zanotto, afirmou que os maiores prejudicados pelos atrasos são os exportadores menores - que vendem volumes pequenos.

O estudo ouviu 64 empresas de 18 setores variados da indústria. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o comércio entre Brasil e Venezuela mais que quadruplicou de 1999 a 2012, durante a era Hugo Chávez. Em 2013, o saldo da balança comercial entre os dois países ficou positivo em US$ 4,8 bilhões para o Brasil, ou o equivalente a 9,4% das transações brasileiras para toda a América Latina.

Entre janeiro e fevereiro de 2014, as exportações brasileiras ao país chegaram a US$ 612 milhões. Os principais produtos exportados para os venezuelanos são carnes bovinas e de frango congeladas, enquanto os importados são nafta para petroquímica, ureia com teor de nitrogênio e coque de petróleo não calcinado.

Zanotto disse, contudo, que a situação econômica ainda preocupa menos que a crise política que afeta o país desde fevereiro. Nesta quarta-feira, 2, a deputada oposicionista venezuelana Maria Corina cobrou uma posição mais firme do Brasil em relação à crise enfrentada por seu país em audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília.

http://atarde.uol.com.br/economia/noticias/1581345-atraso-nos-pagamentos-prejudica-exportacoes-a-venezuela

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Brasil teme impacto comercial pela situação da Argentina e da Venezuela



Brasil teme impacto comercial pela situação da Argentina e da Venezuela

AFP - Agence France-Presse

Os exportadores barsileiros estão preocupados com a situação econômica da Argentina e da Venezuela e já preveem uma redução de 4 bilhões de dólares no comércio com ambos os países, seus sócios no Mercosul, informou nesta terça-feira a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

"A Argentina terá que cortar em 5 bilhões de dólares suas importações, porque precisa de divisas e saldo comercial (para se financiar). Só por esse corte estimamos que as exportações brasileiras à Argentina cairão em 3 bilhões, a tendência é que seja mais", disse o diretor da AEB, José Augusto de Castro, à AFP.

Em 2013, o comércio bilateral superou os 36 bilhões de dólares, com saldo positivo de 3,152 bilhões para o Brasil. O superávit em 2011 alcançou 5,802 bilhões e se reduziu a 1,553 bilhão em 2012, segundo dados do Ministério de Indústria e Comércio brasileiro.

Com a Venezuela, "estimamos uma redução das exportações de 1 bilhão de dólares" este ano, disse De Castro, se referindo a problemas de liquidez e ao controle do câmbio.

Principalmente com produtos alimentares, o Brasil obtém da Venezuela um de seus principais superávits comerciais. O comércio bilateral subiu a 6 bilhões de dólares em 2013, com superávit para o Brasil de 3,669 bilhões.

O Brasil encerrou 2013 com exportações totais no mundo de 242,178 bilhões de dólares, mas seu saldo positivo foi apenas de 2,561 bilhões, o menor dos últimos 13 anos. Este ano espera melhorá-lo.

Contudo, começou janeiro com um histórico déficit comercial de 4,057 bilhões de dólares.

O Brasil se esforçou para mostrar sua solidez econômica e independência da fragilidade da Argentina, que sofreu uma forte desvalorização e contração das reservas em janeiro: o gigante sul-americano continua recebendo grandes investimentos, tem reservas internacionais de sobra, uma dívida administrável e o governo fez anúncios para enfatizar seu compromisso com a responsabilidade fiscal.

Ainda assim, "muitas pessoas estão reconhecendo que a Argentina é muito importante para o Brasil, pela via das exportações", disse à AFP Jose Francisco Lima Gonçalves, economista chefe do Banco Fator.

A Argentina é o terceiro sócio comercial do Brasil, atrás da China e dos Estados Unidos, e, além disso, é um mercado chave porque compra produtos manufaturados. "O Brasil não tem mercado alternativo", lamenta o responsável da AEB.

O principal afetado no comércio bilateral será o de automóveis, revela de Castro, explicando que a Argentina já indicou que "cortará essas importações". A Federação de Indústrias de São Paulo (Fiesp) lembra em um relatório recém-divulgado que o acordo automobilístico binacional que estabelece livre comércio tem vigência até junho.

O presidente da Associação de Fabricantes de Automóveis (Anfavea) do Brasil, Luiz Moan, disse este mês que a Argentina "diminuiu a concessão de licenças de importações em janeiro".

Os exportadores esperam começar a sentir a contração do mercado argentino na balança comercial de março e abril. "Até agora continuamos exportando o previamente autorizado", explica seu responsável.

A associação brasileira da indústria do calçado informou nesta segunda-feira perdas de 6,2 milhões de dólares com a Argentina depois que pedidos de 410.000 pares foram cancelados por não conseguir autorização.

"Existe um recrudescimento do protecionismo [da Argentina] com as importações brasileiras", denunciou o presidente da Abicalzados, Heitor Klein.

http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2014/02/25/interna_internacional,502035/brasil-teme-impacto-comercial-pela-situacao-da-argentina-e-da-venezuela.shtml

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Exportações - Venezuela



Brasil quer financiar exportação à Venezuela para driblar atrasos


Preocupado com os frequentes atrasos no pagamento às empresas que exportam para a Venezuela, o governo brasileiro já prepara um plano para garantir a remuneração dos exportadores e, ao mesmo tempo, driblar a burocracia que enfrentam os importadores venezuelanos para obter dólares e pagar seus fornecedores no Brasil.

O Valor apurou que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) quer utilizar recursos do Programa de Financiamento às Exportações (Proex), operado pelo Banco do Brasil, para financiar as exportações brasileiras à Venezuela. Pelo modelo proposto, o estatal Banco de Venezuela seria o tomador e garantiria a operação. A instituição repassaria os dólares diretamente ao exportador brasileiro, quitando o empréstimo com o Banco do Brasil de maneira parcelada.

O Mdic pretende, porém, que essa operação exima os importadores venezuelanos de passar pela Cadivi (Comissão de Administração de Divisas), o órgão que regula o câmbio no país. Busca-se, assim, uma via rápida para que os importadores obtenham dólares para pagar os exportadores brasileiros, que têm reclamado de atrasos. São justamente os atrasos nos repasses da Cadivi que têm deixado os compradores venezuelanos inadimplentes. No país, o câmbio oficial e controlado está a 6,30 bolívares por dólar. No paralelo, ilegal, a cotação ontem era de 54 bolívares.

Oficialmente, o Mdic confirma que discute com o país vizinho "a garantia de um banco oficial venezuelano às exportações brasileiras para aquele país, a fim de facilitar o pagamento dos exportadores brasileiros". Mas não dá detalhes.

A proposta, ainda não formalizada, foi discutida durante visita do ministro Fernando Pimentel à Venezuela, em junho deste ano. Ela está sendo discutida pelo Grupo de Trabalho sobre Assuntos Econômicos e Comerciais, criado em junho e que integra técnicos do Mdic e do Ministério da Indústria da Venezuela. Os dois países pretendem assinar, em breve, um Memorando de Entendimento sobre Créditos para a Exportação.

A ideia do Mdic é que o montante a ser destinado para essas operações e os limites máximos sejam definidos pelo Cofig (órgão colegiado que trata dos financiamentos às exportações brasileiras).

A irregularidade nos pagamentos travou o comércio entre os dois países. Entre janeiro e setembro, as exportações brasileiras à Venezuela somaram US$ 3,124 bilhões, contra US$ 3,746 bilhões no mesmo período de 2012. O superávit recorde do ano passado, de US$ 4,059 bilhões, atrás apenas de Holanda e China, dificilmente será repetido ao final de 2013.

A situação de escassez - de dólares e produtos - agravou-se neste ano na Venezuela, que passou por duas eleições presidenciais entre outubro do ano passado e abril de 2013, esta última após a morte do presidente Hugo Chávez. A gastança nos períodos pré-eleitorais obrigou o presidente Nicolás Maduro a apertar os cintos, o que se refletiu em uma dificuldade dos importadores de obter divisas e quitar seus compromissos. Como o país - que obtém 96% de seus dólares com o petróleo - importa cerca de 70% de tudo o que consome, isso resultou em uma escassez de diversos produtos, de papel higiênico a autopeças.

A economia também sofreu. A inflação, que fechou 2012 em 20,1%, acumulou alta de 49,4% entre janeiro e setembro. E o PIB, que cresceu 5,5% no ano passado, deve aumentar 1% em 2013, segundo o Fundo Monetário Internacional.

Em maio último, o governo venezuelano admitiu que a Cadivi acumulava um atraso na entrega de US$ 8 bilhões a US$ 9 bilhões aos importadores locais. À época, a Câmara de Comércio Brasil-Venezuela (Cavenbra) estimava que, desse total, US$ 1, 5 bilhão eram referentes a exportações brasileiras.

A entidade não tem uma estimativa mais recente. Afirma que a situação melhorou com leilões de dólares promovidos pelo governo, mas diz que a inadimplência ainda é grande em setores nos quais os importadores são privados, como pneus, químicos e autopeças. Setores prioritários, como carnes, frango, açúcar e medicamentos, cujas importações são feitas em grande parte pelo governo socialista, têm sofrido menos com os atrasos.

Fonte: Valor Econômico/Fabio Murakawa | De São Paulo
http://www.portosenavios.com.br/geral/21445-financiar-exportacao-a-venezuela?utm_source=newsletter_1239&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

COMÉRCIO EXTERIOR

BRASIL E ÁUSTRIA QUEREM ACABAR COM A EXPORTAÇÃO TRIANGULAR
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O comércio entre Brasil e Áustria apresentou alta durante o ano passado, quando comparado com 2008. O fato coloca o país à frente das outras nações da União Europeia, que durante o ano de crise financeira tiveram quedas no comércio com o Brasil, mesmo ao utilizar o comércio triangular como meio de relação.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a corrente de comércio bilateral, entre janeiro e novembro de 2008, foi de US$ 1,078 bilhão, enquanto no mesmo período de 2009 o valor apresentado é de US$ 1,094.
Para o cônsul comercial austríaco, Ingomar Lochschmidt o déficit é irreal, uma vez que a balança comercial com a Áustria deve ser contabilizada por meio triangular. "O Brasil exporta para a Alemanha e para a Holanda, e a Áustria compra a maioria dos produtos brasileiros por meio desses países. É muito difícil para o Brasil vender diretamente para nós, pois não temos portos, então, a balança parece desigual. Deve-se contabilizar as compras e vendas não por meio da estatística de exportação, pois em nenhum país é igual e nenhum país está correto. Devemos observar os números de importação, assim, teríamos dados corretos. Para nós, a balança está equilibrada, pois os números de importação dos dois países é muito próximo".
Contudo, Lochschmidt se contradiz ao afirmar que a Áustria vendeu para o Brasil em 2008 aproximadamente US$ 717 milhões e comprou somente US$ 286.9 milhões. Ele afirmou, ainda, que as relações comerciais devem aumentar em 2010, com a diminuição das compras de produtos básicos e elevação do comércio de produtos manufaturados.
"Hoje em dia, vendem-se commodities para qualquer lugar, no entanto, o importante são os produtos de alta tecnologia, e é isso que o Brasil precisa focar."
Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, o Brasil é competitivo em alguns setores, contudo, o pátio industrial ainda deve se modernizar o suficiente para adentrar em alguns mercados mais avançados.
"O Brasil tem excelentes possibilidades de alavancar suas vendas no mercado externo, principalmente se houver investimentos em tecnologia. As fábricas devem modernizar seus equipamentos e reduzir o custo do produto para elevar a competitividade lá fora. Nós temos um ótimo exemplo com a Embraer e sua aceitação no mercado internacional, além da indústria manufatureira em geral, que tem uma boa parcela de competitividade mundial", argumentou.
Com relação ao comércio triangular, Barral afirmou que o Brasil não possui frotas marítimas para adentrar em todos os portos, igualmente, não possui logística para vender para alguns mercados, mas a tendência é elevar as rotas marítimas.
"Usamos rotas pré-definidas, ou seja, os navios que o Brasil utiliza para entregar suas mercadorias passam por determinados portos, então as vendas para os outros países, como a Áustria são feitas por meio da Alemanha, por exemplo, no qual o País tem relações portuárias. Para alcançar alguns países, e eliminar o comércio triangular, o Brasil teria de investir na compra e fabricação de navios cargueiros e em logística, mas, para isso é necessária vontade do setor privado."
Os dados do Mdic apontam que as importações brasileiras provenientes da Áustria no acumulado de 2009 até novembro, tiveram alta de 9,81% com US$ 913.5 milhões em 2009. Enquanto as exportações recuaram 26,29%.
A razão do aumento nas importações, segundo Roberto Segatto, presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (Abracex), é a entrada de produtos manufaturados. Ele sinalizou ainda, o elevado déficit comercial entre os países com a crise.
"Não podemos deixar de observar o saldo que está deficitário para o Brasil em US$ 732,1 milhões, valor superior a queda de US$ 585,8 milhões de 2008."
"O Brasil deveria ser mais competitivo e vender em maior quantidade produtos manufaturados, com alto valor agregado. Para isso seria necessário atualizar o setor industrial e reduzir as tributações", disse Segatto.
Para representantes do comércio exterior brasileiro, a Áustria representa uma porta de entrada no bloco econômico e uma parceria fundamental. "Devemos nos preocupar com as importações austríacas, que são maiores do que as exportações brasileiras, contudo, o fato de termos um ótimo relacionamento entre os países e uma alta na corrente comercial demonstra que o Brasil tem muito a ganhar com a relação internacional", concluiu.
Diário do Comércio e Indústria

 
CHINA DESCOBRE 5 BILHÕES DE TONELADAS DE MINÉRIO DE FERRO
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A China descobriu cinco bilhões de toneladas de reservas de minério de ferro em seu subsolo em 2009, anunciou o ministério da Terra e de Recursos Naturais.

Mais de três bilhões de toneladas ficam no noroeste do país, na província de Liaoning, e também foram localizados depósitos importantes em Hebei (norte), Shandong e Anhui (leste), além de Sichuan (sudoeste).
De acordo com o ministério, as reservas de Hebei, a pouca profundidade, são fáceis de explorar. A China, maior produtor mundial de aço, é também o maior importador mundial de minério de ferro, necessário para a produção de aço
AFP - France Presse
 
 
VENEZUELA, DESVALORIZAÇÃO E MERCOSUL

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Nos últimos três meses, a Venezuela despontou no noticiário brasileiro duas vezes. Primeiro, em outubro do ano passado, quando a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. Depois, quando Chávez assinou decreto desvalorizando a moeda nacional, o bolívar, em 100%, criando um sistema de câmbio múltiplo.
Bom, se nosso Senado aprovou norma que nos torna mais próximo desse país caribenho, nada mais justo do que uma análise da conjuntura da economia política de lá e de um breve ensaio sobre as conseqüências de seu ingresso no nosso bloco econômico.
Com o prejuízo da simplificação, o mundo olha para a Venezuela como uma máquina de fazer petróleo. Noventa por cento de suas exportações advém do óleo e seus derivados.
O petróleo representa 90% das exportações venezuelanas desde 1935, ou seja, o país é uma máquina de fazer petróleo desde então. A diferença da política do atual presidente venezuelano para a de Carlos Andrés Pérez – que lançou o plano La Gran Venezuela em 1976, estatizando toda a produção de petróleo do país e criando a Petróleos de Venezuela S.A. (PdVSA) – é que Pérez teve como objetivo diversificar a economia do país com os proventos da exportação do óleo, enquanto que Chávez decidiu assumir a posição de que a Venezuela é sim uma máquina de fazer petróleo e, portanto, resolveu distribuir os proventos da exportação para a população.
A política de Pérez não teve muito êxito por vário motivos, mas principalmente porque, cinco anos após a nacionalização da indústria petroleira, o preço do óleo despencou e ficou baixo por um par de décadas. Chávez, assumiu a presidência no fim desse ciclo de vacas magras para a indústria petroleira e assistiu à maior alta do preço do petróleo na história, conquistando a sua popularidade distribuindo à parcela relevante da população os louros do período de vacas gordas.
O que vemos agora, com o recém decreto que desvalorizou o bolívar, é simplesmente consequência da crise internacional, que derrubou o preço médio da cesta de óleo bruto venezuelano de $86 em 2008 para $57 em 2009. Ou seja, a desvalorização nada mais é do que uma pequena mágica que possibilita distribuir o mesmo número de bolivares para a população com menos dólares, o que foi necessário dado que os dólares ficaram mais escassos para a Venezuela.
Muito bem, mas o que o povo brasileiro tem a ver com bolivares, Chávez e afins? Bom, ao que tudo indica, a Venezuela deverá ser o mais novo membro do nosso bloco econômico o Mercosul. Isso significa que os brasileiros terão privilégios alfandegários na venda de bens e serviços para o nosso vizinho do norte em tela, assim como esses benefícios alfandegários serão recíprocos.
Uma vez que isso se der, deveremos ver uma enxurrada de produtos brasileiros na Venezuela que, como já sabemos, é uma máquina de fazer petróleo e pouco produz em termos industriais. Enfim, o Brasil deverá se beneficiar de um fenômeno conhecido como detour de comércio, mesmo que a indústria brasileira não seja a mais eficiente do mundo na produção de algum bem, ela estará melhor posicionada para vendê-lo na Venezuela por uma questão alfandegária.
Mas por que a Venezuela daria esse benefício ao Brasil? Porque, hoje, a Venezuela já depende dos EUA para exportar: 65% de todas as suas exportações são para os EUA. Os EUA e Colômbia, dois adversários políticos, também são a principal fonte de importação.
Parece que a Venezuela está disposta a pagar um pouco para mudar esse quadro. Mas isso não tem custo político para a relação do Brasil com os países do Norte? Tem, hoje, é claro.
Mas, isto posto em marcha, se um dia os nortistas quiserem impor sanções econômicas sobre a Venezuela, vão ter que combinar conosco.
Igor Barenboim é Ph.D. em Economia por Harvard e Subsecretario Municipal de Administração do Rio de Janeiro
Jornal do Brasil


PREÇO DE COMMODITIES SOBE, AJUDA EXPORTADORES, MAS PRESSIONA INFLAÇÃO
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Novo ciclo de Novo ciclo de alta das matérias-primas pode ser indicador de recuperação global, embora ameace estabilização
Passado o trauma da crise, os investidores estão provocando uma forte alta nos preços de combustíveis, minerais, metais e alimentos. O novo ciclo de alta das commodities é puxado pela demanda da China, pela busca dos investidores por ativos mais rentáveis e pela desvalorização do dólar. O fenômeno pode ser um sinal de recuperação da economia mundial, mas há quem diga que não passa de uma bolha, que vai provocar inflação em um ambiente ainda frágil de retomada.
O índice Commodities Research Bureau (CRB), principal termômetro dos preços das matérias-primas, subiu 44% entre fevereiro de 2009, quando atingiu o nível mais baixo, e este mês de janeiro. Boa parte do salto (16,6%) ocorreu no último trimestre do ano, quando as economias americana e europeia começaram a se recuperar. Os preços, porém, estão distantes dos recordes de 2007 e 2008, quando o temor de uma crise de alimentos assombrou o mundo.
Rico em recursos naturais, o Brasil é beneficiado pelo aumento das cotações das commodities. Empresas como Vale e Petrobrás vão turbinar lucros e assistir à valorização de suas ações. Mas, mesmo para o País, a situação não é tão simples. As commodities já estão subindo em reais, o que pode estimular o Banco Central (BC) a elevar os juros. “Sabe-se que ocorre uma inversão que precisa ser acompanhada”, alerta o economista Affonso Celso Pastore.
Há uma diferença significativa no desempenho das matérias-primas industriais e dos alimentos. Os preços das commodities industriais dobraram. Um índice da revista The Economist aponta que as cotações desses produtos subiram 97% em 12 meses, enquanto o mesmo indicador para as commodities agrícolas avançou 32%.
O petróleo é a principal commodity e influencia os demais mercados. Depois de cair para US$ 43,6 por barril em fevereiro de 2008, chegou a US$ 67,7 em setembro e a US$ 80,5 na média mensal até 14 de janeiro. Como os sinais de recuperação da economia são dúbios, indicadores negativos nos Estados Unidos fizeram a cotação fechar a US$ 78 na sexta-feira.
Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, o petróleo deve oscilar entre US$ 75 e US$ 80 este ano, acima dos US$ 30 da média histórica, mas abaixo do recorde de US$ 140 em 2008. “Se o mundo voltar a crescer, o preço do petróleo vai subir forte.” Ele diz que falta “petróleo novo” até que os investimentos de países emergentes gerem produção.
A tonelada do minério de ferro já atinge US$ 135 no mercado à vista, 68,5% acima do preço de referência de 2009. O movimento esquentou as negociações deste ano entre siderúrgicas e mineradoras. Para recuperar as perdas com a crise, as mineradoras pedem 30% de reajuste, mas as siderúrgicas chinesas oferecem 10%. Na quinta-feira, a corretora Merrill Lynch já previa, no entanto, alta de 50%.
“A Vale vai ser uma das empresas mais beneficiadas por essa alta de preço, porque falta minério de qualidade no mundo”, disse o analista da SLW Corretora, Pedro Galdi. Segundo ele explica, as mineradoras adiaram os investimentos, mas a Vale não parou e ganhou mercado.
Os preços da celulose também se recuperaram. A tonelada saiu de US$ 480 em maio para US$ 560 em setembro e saltou para os atuais US$ 730, mas está abaixo dos US$ 840 pré-crise. Segundo o analista da Link Investimentos, Leonardo Alves, os chineses puxaram o mercado e, recentemente, os europeus voltaram a comprar. A participação do Brasil nas compras chinesas subiu de 7,3% em 2008 para 10,7% em setembro.
A China é um fator decisivo no novo ciclo de alta das commodities e explica a diferença de ritmo entre insumos industriais e alimentos. O país asiático saiu rapidamente da crise com um pacote de US$ 586 bilhões, voltado à infraestrutura, o que elevou a demanda por produtos como minério de ferro.
Para a sócia da Galanto Consultoria, Mônica Baumgarten de Bolle, a alta das commodities é sustentável por causa da demanda da Ásia. “Houve uma mudança no eixo de produção mundial a favor dos asiáticos.”
O economista-chefe da RC Consultores, Fábio Silveira, discorda e diz que a alta do preço das commodities “é uma bolha desde sempre”. Ele afirma que a economia dos EUA ainda está frágil e atribui o movimento dos preços ao excesso de liquidez no mundo, provocado pelas taxas de juros baixas e pelos bilionários pacotes de ajuda.
Nas commodities agrícolas, a tendência de alta só começou recentemente. “Se descontarmos a queda do dólar, o aumento dos preços não é tão expressivo assim”, disse Guilherme Dias, professor da USP.
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), os estoques de cereais para a safra 2009/2010 estão em 510 milhões de toneladas, um nível muito mais confortável que os 430 milhões da época da crise alimentar em 2007 e 2008.
Para o especialista em crise alimentar do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Shantanu Mukerjee, a tendência dos preços muda conforme o produto: cereais e carne variaram pouco, mas açúcar e leite subiram muito. “Não há temores de crise de alimentos. Mas em muitas regiões, como o leste da África, a situação já é precária.
O Estado de São Paulo


BRASIL RETOMA POSIÇÕES NO MERCADO ARGENTINO
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Após meses de guerra comercial, o governo argentino começou a normalizar o ritmo de liberação das licenças não automáticas de importação para produtos brasileiros, que vinha ultrapassando o prazo legal de 60 dias fixado pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
A redução do tempo de análise — em alguns casos, superior a 240 dias — já permitiu à indústria brasileira reconquistar a liderança no mercado local de calçados. O governo brasileiro diz que está superada a questão de atrasos na liberação de autopeças, à exceção de problemas “pontuais”. Fabricantes de pneus também estão prestes a receber uma boa notícia: o Ministério da Produção da Argentina, a pedido dos importadores e comercializadores, prometeu tornar mais flexível o processo de licenciamento nos próximos dias.

Brasil recupera mercados na Argentina
Daniel Rittner, de Buenos Aires


Após meses de guerra comercial, o governo argentino começou a normalizar o ritmo de liberação das licenças não automáticas de importação para produtos brasileiros, que vinha ultrapassando o prazo legal de 60 dias fixado pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
A redução do tempo de análise – houve queixas de demora superior a 240 dias – já permitiu à indústria brasileira reconquistar a liderança no mercado argentino de calçados. O governo brasileiro diz que está superado o problema de atrasos na liberação de autopeças, à exceção de problemas “pontuais”, atribuídos a falhas de duas empresas no preenchimento das guias de exportação. Fabricantes de pneus também estão prestes a receber uma boa notícia: o Ministério da Produção da Argentina, a pedido dos importadores e comercializadores, prometeu flexibilizar o processo de licenciamento nos próximos dias.
“A situação melhorou muito desde a retaliação do governo brasileiro”, diz Heitor Klein, diretor-executivo da Abicalçados, a associação do setor calçadista brasileiro. Em agosto, os calçados brasileiros perderam a liderança histórica que tinham no mercado argentino para fornecedores asiáticos, principalmente a China. Até outubro, haviam exportado ao país vizinho menos de 9 milhões de pares. Naquele mês, o Ministério do Desenvolvimento recebeu sinal verde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para retaliar a Argentina, com a aplicação das mesmas licenças. Em apenas dois meses, novembro e dezembro, foram liberados 4,9 milhões de pares – cerca de 35% do total exportado em todo o ano passado.
“Os argentinos só reagem quando nós endurecemos. Isso já aconteceu outras vezes”, avalia Klein. Ele diz que a emissão das licenças de importação têm ocorrido em 30 dias e permitido aos exportadores programar melhor suas vendas. No fim do ano, segundo a consultoria argentina IES, o Brasil já dominava 52% das importações de calçados feitas pelo vizinho. Ainda é menos do que a participação de 62%, alcançada em 2007, mas suficiente para reverter a progressiva perda de mercado para os chineses e demais asiáticos.
O atraso nas licenças provocou o cancelamento de pedidos de 1,5 milhão de pares em 2009, diz a Abicalçados. Com a normalização do processo, ao fechar novas encomendas, as empresas passaram a dar entrada nos pedidos com um mês de antecedência, a fim de embarcar os calçados assim que saem da linha de produção. As perspectivas voltaram a ser favoráveis com a retomada do crescimento da economia, na avaliação de Klein, que adianta: a associação trabalhará em propostas para aumentar, em 2011, o volume de 15 milhões de pares definidos no acordo voluntário de restrição às exportações. Esse acordo vale para os anos de 2009 e 2010.
“Houve uma melhoria considerável e diminuíram as reclamações dos exportadores brasileiros”, afirmou ao Valor o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral. Segundo ele, após a reunião que os presidentes Lula e Cristina Kirchner tiveram em novembro, o prazo médio de liberação das licenças não automáticas pela Argentina foi reduzido para 30 a 35 dias. “Idealmente, não deveríamos sequer ter licenças no comércio bilateral, mas isso é algo que ainda precisaremos negociar com o governo argentino”, diz Barral. A próxima rodada de negociações está marcada para os dias 4 e 5 de fevereiro, em Buenos Aires. Além de levar a proposta de levantar restrições a produtos argentinos sujeitos a licenças no Brasil, como alho, o governo apresentará outro argumento: o de que 2010 será um ano de expansão dos investimentos diretos de empresas brasileiras no exterior, por causa do reaquecimento da economia e do câmbio favorável, e elas precisam de “previsibilidade” no comércio para instalar-se na Argentina, principal sócio do Brasil no Mercosul.
O Valor apurou que, no país vizinho, o Ministério da Produção criou recentemente um grupo especial de analistas dentro da Secretaria de Indústria para agilizar a liberação das licenças para produtos brasileiros. O ministério diz ter salvado 500 mil empregos na indústria local graças ao freio nas importações em 2009, introduzidos em meio aos temores de uma crise cambial.
Nos próximos dias, serão divulgadas medidas para agilizar a compra de pneus. No ano passado, até novembro, a importação argentina de pneus brasileiros caiu 53%. Mas a pressão da indústria automotiva local, que atualmente vende ao Brasil 51 de cada 100 veículos fabricados na Argentina, e dos comercializadores levou o Ministério da Produção e o poderoso secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, idealizador do mecanismo, a decidir na quinta-feira passada pela flexibilização das licenças não automáticas para pneus importados.
Há quem ainda considere os avanços muito tímidos depois de toda a confusão criada, com perda de clientes na Argentina, que deram preferência à segurança de comprar de fornecedores locais. “Houve sinais de normalização, mas não sentimos a extensão disso a todos os segmentos”, afirma Domingos Mosca, coordenador da área internacional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Ele cita tecidos, índigo e roupas de cama como os segmentos mais prejudicados com as restrições adotadas pelo país vizinho
Mosca, embora relativize as queixas sobre desvio de comércio para fornecedores chineses, acredita que o estrago causado pela descontinuidade no atendimento a antigos clientes de produtos brasileiros “será revertido muito lentamente”. Ele tem dúvidas sobre a capacidade argentina de agilizar o processo de liberação das licenças. “No Brasil, é tudo informatizado. Se você for ao departamento responsável no Ministério da Produção, o que se vê é uma pilha.
Valor Econômico

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

NOTICIAS DE 30/12/2009

BENEFÍCIO DOS EUA A IMPORTAÇÕES

A poucos dias do fim do prazo, o Congresso norte-americano aprovou a renovação por um ano do Sistema Geral de Preferências, que concede tarifas reduzidas para importação de produtos de países como o Brasil. Segundo a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), 21% das exportações gaúchas para o país usufruem do benefício.
Zero Hora
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=capa_online



CHINA PODE SUPERAR ALEMANHA COMO MAIOR EXPORTADOR MUNDIAL

A China pode superar a Alemanha e se tornar o maior exportador mundial em 2009, apesar da desaceleração provocada pela crise econômica mundial, afirmou o vice-ministro chinês do Comércio, Zhong Shan.
A parte correspondente a China no comércio mundial deve ultrapassar 9% em 2009, contra 8,6% em 2008, segundo Zhong.
"Provavelmente, a China vai ultrapassar a Alemanha e se transformará no primeiro exportador mundial", declarou o vice-ministro.
No primeiro semestre de 2009, as exportações chinesas de mercadorias ultrapassaram por pouco as alemãs, de acordo com dados divulgados em agosto pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
As exportações chinesas alcançaram no período 521,7 bilhões de dólares, contra US$ 521,6 bilhões das alemãs.
Mas 2009, ao mesmo tempo, foi um ano difícil para a China, que registrou uma queda de 18,8% nas exportações nos primeiros 11 meses do ano na comparação com o mesmo período em 2008, segundo o ministério.
Zhong acrescentou que o país enfrentará uma situação ainda mais complicada no comércio exterior em 2010, em consequências das dúvidas sobre a demanda mundial e a estabilidade cambial do yuan.
AFP - France Presse



CLIMA, BIOCOMBUSTÍVEIS E DEMANDA ASIÁTICA DEVEM FAZER PREÇO SUBIR NOVAMENTE EM 2010

O ano de 2009 começou com a preocupação da crise financeira internacional. A queda nos preços dos produtos agrícolas imprimiu declínio de 10% no valor das exportações. Se comparado com os preços vertiginosos e atípicos do ano passado, a redução foi menor do que a expectativa. Estabilizada a situação do comércio mundial, as perspectivas para 2010 devem seguir algumas tendências de 2008, na opinião do secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Célio Porto.
“Naquele ano, a grande elevação de preços teve um fator especulativo embora algumas causas fundamentais permanecessem camufladas pela crise financeira internacional. Passada essa instabilidade, elas voltarão a influenciar os preços agrícolas”, diz Porto. As causas apontadas se referem às mudanças climáticas globais e os programas de fomento ao uso de produtos agrícolas para biocombustíveis. Para o secretário do Mapa, elas foram desaceleradas, mas devem ser retomadas com mais força. Há também o aumento do consumo nos países emergentes, principalmente Ásia, por conta do crescimento de renda e migração da população rural. “A China está sendo o grande motor do crescimento da demanda e dos preços agrícolas no mundo e esse processo continuará”, acredita.


Câmbio - O secretário espera que as medidas governamentais de desestímulo à entrada de capital especulativo ajudem o câmbio a ficar mais equilibrado nas exportações de 2010. “Para o setor produtivo, o ideal é que essa especulação seja isolada e que as medidas do governo evitem a afluência desses capitais de investimento na bolsa prejudicando o lado real da economia, ou seja, a produção interna e as exportações”, prevê o secretário.

Novos mercados - A reabertura das exportações de carnes bovina e suína para a África do Sul, interrompidas em 2005 por conta dos casos de febre aftosa, é uma expectativa ainda não atendida, apesar das gestões do governo brasileiro. Porto explica que, tecnicamente, as questões estão resolvidas e agora depende da decisão política. “Isso deverá ser uma das nossas prioridades para 2010”, enfatiza.

Para o primeiro trimestre, é esperada a conclusão do processo de abertura das vendas de carne suína para os Estados Unidos, estancada com a mudança de governo. De acordo com o dirigente do Mapa, o mercado norte-americano não é significativo para o Brasil, já que é concorrente nas exportações de carne suína. Porém, muitos dos países, que não têm condições de fazer as análises de risco para doenças, seguem os padrões americano e europeu.


A habilitação de plantas frigoríficas de carne suína para a União Europeia também é aguardada e, assim como no caso dos Estados Unidos, abre perspectivas para países, como Japão e Coreia do Sul, além da América Central e Caribe. “Esse seria o principal ganho de imediato”, finaliza Célio Porto.
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento




PIRATAS SOMALIS SEQUESTRAM EMBARCAÇÕES BRITÂNICA E PANAMENHA

29/12 – EFE
Kuala Lumpur - Grupos de piratas somalis capturaram uma embarcação com bandeira britânica e outra do Panamá em águas do Golfo de Áden, afirmou nesta terça-feira (29) o Centro de Informação da Pirataria.
O navio britânico "St.James Park", que tinha zarpado de um porto espanhol, foi sequestrado ontem quando navegava rumo a Tailândia com uma carga de produtos químicos para a fabricação de plásticos.
No "St.James Park", que transmitiu um sinal de socorro antes de ser abordado por um número indeterminado de piratas, viajavam 26 tripulantes de diferentes nacionalidades, informou o porta-voz do centro subordinado ao Escritório Marítimo Internacional, Noel Chong.
O navio de bandeira panamenha - com 19 tripulantes a bordo - foi capturado no mesmo dia nas águas em frente à costa do sul da Somália.
Os piratas somalis retêm pelo menos 11 navios e mais de 244 tripulantes, segundo os dados do centro de Kuala Lumpur.


 
PRODUÇÃO INDUSTRIAL DO JAPÃO AVANÇA PELO NONO MÊS CONSECUTIVO

A produção industrial do Japão apresentou crescimento de 2,6% em novembro ante o mês anterior, nos dados ajustados sazonalmente. Esta foi a nona alta consecutiva do indicador, segundo as informações oficiais divulgadas hoje.
O avanço de novembro excedeu os 2,3% projetados por analistas e representou a maior variação desde a alta de 5,7% na produção registrada em maio.
O resultado, de acordo com o Ministério da Economia, Comércio e Indústria, foi impulsionado pelo segmento de equipamentos de transporte e pelo setor de máquinas. A forte produção de carros e seus componentes, para atender a demanda da Ásia e dos EUA, foi destaque no período.
Na comparação anual, no entanto, o índice de produção ainda evidencia os efeitos da crise financeira mundial. Ante novembro do ano passado, o indicador recuou 3,9%.
Para os próximos meses, as projeções do ministério apontam para um crescimento de 3,4% na produção industrial em dezembro e de 1,3% em janeiro de 2010.
Valor OnLine

 
SAI REGULAMENTAÇÃO DO FUNDO SOBERANO; TESOURO VAI GERENCIAR RECURSOS
29/12 - Agência Estado
O Tesouro Nacional já está autorizado a fazer aplicações com o dinheiro depositado no Fundo Soberano do Brasil (FSB). A regulamentação do Fundo ocorre exatamente um ano depois da aprovação da Lei 11.887, que o criou.
Rombo nas contas públicas cresce 278% em um ano
Segundo o decreto, publicado nesta terça-feira no Diário Oficial da União, o Tesouro poderá vender os títulos públicos que estão depositados no Fundo e comprar outros ativos. O decreto também autoriza o ministro da Fazenda a fazer novas aplicações em quotas no Fundo.
Quando o Fundo Soberano foi criado, em dezembro do ano passado, o governo aplicou inicialmente R$ 14,2 bilhões em títulos do Tesouro. O dinheiro é hoje uma reserva de poupança do governo no caso de necessidade de cumprimento da meta de superávit fiscal das contas públicas.
De acordo com a legislação, as aplicações do FSB têm como objetivo promover investimentos em ativos no Brasil e no exterior, formar poupança pública e fomentar projetos de interesse estratégico do País localizados no exterior. O dinheiro do FSB também poderá ser utilizado para reduzir os efeitos de ciclos econômicos.
Pelo decreto, o Tesouro só poderá aplicar o dinheiro em ativos no exterior com rentabilidade mínima equivalente à taxa Libor (London Interbank Offered Rate, taxa de juros de referência em Londres) de seis meses. As aplicações em ativos no Brasil deverão ter rentabilidade mínima equivalente à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). O decreto exige que as aplicações sejam realizadas em ativos financeiros emitidos por entidades que detenham grau de investimento atribuído por, no mínimo, duas agencias de risco.


Auditoria de contas
A execução orçamentária e financeira do FSB estará no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). O Fundo terá suas contas auditadas pelos órgãos de controle da administração pública federal. As demonstrações financeiras do FSB serão divulgadas semestralmente e deverão conter dados, como o valor de mercado dos ativos, informações sobre os gastos com a taxa de administração e despesas relativas à operacionalização. O Tesouro terá de elaborar, semestralmente, relatório de administração dos recursos do Fundo, com informações sobre a rentabilidade das aplicações apurada no período e as diretrizes de investimentos.
Caberá ao Conselho Deliberativo do Fundo Soberano do Brasil (CDFSB) aprovar as diretrizes de investimentos. Formado pelos ministros da Fazenda, Planejamento e o presidente do Banco Central, o Conselho vai autorizar o porcentual máximo de cada classe de ativos que o gestor do FSB poderá manter, direta ou indiretamente, na carteira do Fundo. O Ministério da Fazenda ainda não deu entrevista para falar sobre o decreto.


TAXA ELEVADA DEVE AFETAR EXPORTAÇÃO DE MINÉRIO DE FERRO DA ÍNDIA

NOVA DÉLHI (Reuters) - A imposição de uma taxa de exportação extra de 5 por cento sobre o minério de ferro dificultaria a competitividade da Índia, terceiro maior exportador mundial, à medida que a demanda da China está aumentando, disse uma autoridade do comércio nesta segunda-feira.
Na última semana, a Índia elevou a taxa de exportação de minério de ferro granulado para 10 por cento, contra 5 por cento, e determinou uma taxa de 5 por cento para minério de ferro fino.
"O momento para o aumento da taxa é inoportuno. Isso acontece quando as exportações começaram a subir", disse Siddhartha Rungta, presidente da Federação das Indústrias de Minério Indianas (FIMI), acrescentando que poderia elevar os custos das exportações em 3,50 dólares por tonelada.
Atualmente, o preço médio do minério indiano com 63,5 por cento de ferro tem sido cotado a 80 dólares por tonelada.
As exportações de minério de ferro da Índia dobraram em outubro para 9,325 milhões de toneladas, contra 4,26 milhões de toneladas no ano anterior, devido principalmente ao aumento da demanda chinesa, mostraram dados da FIMI.
Reuters


TRIGO
UE CONCEDE LICENÇAS PARA EXPORTAR 374 MIL TONELADAS NA SEMANA
Agência Estado

Londres, 29 - A União Europeia (UE) concedeu licenças para exportação de 374 mil toneladas de trigo soft na semana encerrada em 22 de dezembro, mostraram hoje dados do bloco europeu. A iniciativa eleva o volume total exportado nas 25 primeiras semanas do ano comercial para 8,2 milhões de toneladas, contra 11 milhões de toneladas no mesmo período um ano antes.
As exportações de grãos somaram 10,1 milhões de toneladas nas 25 semanas do ano comercial, ante 16,5 milhões de toneladas em igual período no ano passado.
A UE concedeu aprovou ainda importações de 23 mil toneladas do cereal na semana terminada em 22 de dezembro. Com isso, o volume total importado nas 25 primeiras semanas do ano comercial avançou para 2,2 milhões de toneladas. As informações são da Dow Jones.

VENEZUELA NO MERCOSUL CRIA OPORTUNIDADES NAS REGIÕES NORTE E NORDESTE

27/12 - Marina Gazzoni, iG São Paulo
A entrada da Venezula no Mercosul mudará a geografia do bloco comercial e pode beneficiar os Estados do Norte e Nordeste, dizem os especialistas. Essas regiões se favoreceram menos da abertura comercial do bloco que o Sul e o Sudeste do país, mais próximos de Argentina, Uruguai e Paraguai. A adesão da Venezuela coloca um membro do Mercosul na fronteira de Roraima e Amazonas.
Comércio com Venezuela deve crescer menos na próxima década mesmo se país ingressar no Mercosul
Empresários querem que governo brasileiro garanta risco de negociar com a Venezuela
Processo de adesão sofreu oposição de políticos e empresários
“Essas regiões sentiram muito pouco os benefícios da abertura comercial do Mercosul”, afirma José Francisco Marcondes, presidente da Federação de Câmaras de Comércio e Indústria Venezuela-Brasil. "Os negócios do bloco no Brasil se concentraram nos Estados do Centro-Sul
A proximidade geográfica da Venezuela com as regiões Norte e Nordeste favorece o consumo de produtos venezuelanos. Da mesma forma, cria uma oportunidade de investimento para empresas abrirem centros de produção para atender uma região ampla, que começa no Brasil, se estende pela Venezuela e chega até o Caribe, diz Marcondes.