LEGISLAÇÃO

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Cade determina que BTP suspenda cobrança de taxa no Porto de Santos


Cade determina que BTP suspenda cobrança de taxa no Porto de Santos



O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou nesta terça-feira, 16, que a empresa Brasil Terminal Portuário (BTP) suspenda a cobrança de taxas alfandegárias no Porto de Santos consideradas abusivas pelo órgão. A maioria do conselho decidiu conceder medida preventiva pedida pela empresa Marimex, que presta serviços de armazenagem no porto.

No pedido, a Marimex alega que a operadora BTP estaria condicionando a liberação de contêineres ao pagamento de uma taxa (THC2) que seria indevida, já que existe outra tarifa básica que cobriria os custos de movimentação dos contêineres.

A conselheira relatora, Cristiane Alkmin, havia votado contra a concessão da medida preventiva na última sessão, mas o conselheiro Paulo Burnier pediu vistas e apresentou um voto pela suspensão da cobrança.



Segundo o conselheiro, a BTP é monopolista no mercado de movimentação portuária em seu terminal, o que permite que ela imponha a cobrança da taxa adicional.

Fonte: Terra

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/cade-determina-que-btp-suspenda-cobranca-de-taxa-no-porto-de-santos

terça-feira, 5 de junho de 2018

Mesmo com fim da greve, maioria dos contêineres segue represada no Porto


Mesmo com fim da greve, maioria dos contêineres segue represada no Porto


Cerca de 22 mil contêineres de importação já liberados pela Receita Federal ficaram retidos no Porto de Santos, durante a greve nacional dos caminhoneiros. Cinco dias após a liberação da vias, a maior parte desta carga ainda continua represada nos terminais. Enquanto isso, o movimento de navios segue intenso no canal de navegação. Para esta terça-feira (5), estão programadas as entradas de 16 embarcações e a saída de 20.

Desde sexta-feira, os terminais do Porto intensificaram suas operações para minimizar os reflexos dos 10 dias sem o acesso de mercadorias no cais santista. Isto aconteceu por conta dos bloqueios de caminhoneiros em três pontos do complexo. Os prejuízos superam a marca de R$ 1,5 bilhão para o setor da navegação.

De acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o Porto de Santos, ontem, foram realizadas 39 movimentações de navios, com 18 atracações e 21 desatracações de cargueiros no complexo.


O número supera a média diária de acesso de embarcações ao cais santista. No mês passado, 406 embarcações atracaram em terminais do Porto, cerca de 13 por dia.

As instalações especializadas na movimentação de granéis sólidos foram as que mais rápido retomaram suas operações, com o fim da greve. Com estoques baixos e acessos livres, esses terminais não precisaram de grandes esforços para abastecer seus silos.

Apesar do maior movimento de embarcações e de veículos carregados, segundo o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região (SDAS), Nívio Peres dos Santos, a situação dos contêineres de importação só será normalizada na próxima semana. O problema, segundo ele, está na logística da retirada das milhares de caixas metálicas represadas.

“A questão é que, operacionalmente, os terminais têm uma determinada capacidade de entrega de cargas, por conta de estoque, equipamentos. Não é possível adiantar muito esse processo de retirada das cargas represadas”, destacou Nívio.

O executivo explica que os 22 mil contêineres retidos caíram no canal verde de verificação da Receita Federal. Nesse caso, é necessária apenas a conferência documental das cargas.

O problema ainda tende a se agravar caso os auditores fiscais da Receita Federal prorroguem, até o final desta semana, o movimento que impede a conferência e a liberação dos contêineres que caem no canal vermelho. Normalmente, as cargas de importação que caem neste parâmetro necessitam de conferência documental e física, levando entre 24 e 48 horas para serem liberadas pela Receita Federal.

Líquidos

No setor de líquidos, as operações no Porto de Santos foram retomadas em ritmo intenso. Mas boatos de uma nova paralisação de caminhoneiros reduziram o movimento ontem. Segundo o diretor do conselho de administração da Associação Brasileira de Terminais de Líquidos (ABTL), Mike Sealy, a situação estará normalizada na próxima semana.

Fonte: A Tribuna

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/mesmo-com-fim-da-greve-maioria-dos-conteineres-segue-represada-no-porto

terça-feira, 22 de maio de 2018

Porto de Santos - Qual sua capacidade?


Porto de Santos - Qual sua capacidade?


De tempos em tempos vemos novos planos para o porto de Santos. De toda ordem. Sempre mirabolantes. Dificilmente realistas e passíveis de cumprimento. É a sina brasileira da síndrome de grandeza. Tudo tem que ser o maior, o melhor. Nada errado, obviamente. É esse o objetivo a ser perseguido sempre. Porém, com realismo. Planos factíveis.
Ninguém pode começar a pensar em almoçar no melhor restaurante da cidade, se seu salário é o mínimo. Há que melhorar, se aperfeiçoar, ganhar mais, aí sim, ir lá. Mas, esse pensamento não é deste País megalomaníaco. Qualquer coisa que se pense deve ser crível, sério.
Em 2009, durante reunião em Santos, veio a ideia de se lançar o porto de Santos 2024, que se deveria movimentar 230 milhões de toneladas. Em 2017 movimentamos 130 milhões.
Em 2015, nova megalomania, em reunião numa grande Associação em São Paulo. Que em 2017, apenas dois anos após, teríamos uma profundidade do porto de 17 metros. Para recebermos navios de 16 metros de calado. Os maiores que existem hoje. Estamos em 2018 e continuamos tendo os tradicionais cerca de 13 metros. De tempos em tempos surgem outros, novos ou reciclados.
Ficamos sonhando quando teremos planos sérios. Que se possam cumprir. Quando nos tornaremos um País sério, que fala o que vai fazer e faz o que falou. A nossa mania de grandeza e megalomania nos impede de traçar planos razoáveis. De pensar logicamente. Há que começar com o arroz e o feijão. Depois mudar o cardápio, quando possível.
Temos que começar com planos modestos. Quanto à profundidade, ir passo a passo e manter. Quanto aos acessos, trabalhar como se deve e não apenas sonhar com eles. Um passo por vez. Devagar se vai longe. Correr leva o risco de tropeçar, cair, retardar a caminhada.
Quanto a novas áreas, é preciso fazer a licitação delas, aumentar os terminais. Mas nunca antes de ter a profundidade necessária, acessos adequados, e espaços disponíveis para carga e movimentação.
É preciso incentivar a modernização portuária. A troca de equipamentos antigos, pouco produtivos, gastadores, por mais modernos. Não se pode conviver com equipamentos obsoletos. E nem misturados com modernos, que é contraproducente. Bem como pensamentos arcaicos, também importantes.
A troca de equipamentos, de toda ordem, tem que ser tratada de forma adequada. O País precisa começar a entender a diferença entre bens de consumo e bens de capital. Estradas, portos, equipamentos etc. são bens de capital e não de consumo. E estes não podem ser tributados. A compra de qualquer equipamento tem que ser sem impostos.
Não é suficiente que sejam apenas para equipamentos portuários. Tem que ser para veículos rodoviários. Também para trens. Assim como para construção de estradas. Construção de armazéns. Ou seja, tudo que vai produzir bens de consumo, riqueza, tem que ter imposto zero. E de toda ordem. Abrangendo os impostos municipais, estaduais e federais. Sem exceção.
A capacidade do porto de Santos, com tudo isso, sem dúvida, poderá ser de uns 400-500 milhões de toneladas. Se levado a sério. Mas, para isso, temos que relembrar nosso querido Garrincha e combinar com os russos, isto é, com todos. Tem que haver união total para que funcione. Nada funciona quando se pensa sozinho. Como foi no "Santos 17", pensado pelos empresários, sem lastro algum na época. Apenas desejo.

Autor(a): SAMIR KEEDI
Bacharel em economia, professor da Aduaneiras e universitário de MBA, especialista em transportes e logística internacional, consultor e autor de diversos livros em comércio exterior, tradutor oficial para o Brasil do Incoterms 2000 e representante brasileiro para revisão do Incoterms 2010.


segunda-feira, 9 de abril de 2018

União publica novas regras para procedimentos de cargas em recintos alfandegados



União publica novas regras para procedimentos de cargas em recintos alfandegados


Novas regras para disciplinar os procedimentos para o agendamento de posicionamento de cargas nos recintos alfandegados do Porto de Santos e, também, a verificação de mercadorias do complexo marítimo, por meio de registros de imagens obtidos por câmeras, foram publicadas na edição da última terça-feira (03) do Diário Oficial da União.


Elas constam da Portaria nº 134 da Alfândega da Receita Federal do Brasil no Porto de Santos, de 28 de março último. Conforme o texto, o regramento entra em vigor em 60 dias a partir da publicação.


Fonte: A Tribuna

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/43481-uniao-publica-novas-regras-para-procedimentos-de-cargas-em-recintos-alfandegados

quarta-feira, 5 de julho de 2017

IBAMA realiza ação para fiscalizar o transporte de cargas perigosas no Porto de Santos



IBAMA realiza ação para fiscalizar o transporte de cargas perigosas no Porto de Santos


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) realizou uma operação surpresa no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (3). O objetivo foi fiscalizar caminhões que transportam produtos perigosos, visando à prevenção de acidentes.


A ação ocorreu na Avenida Governador Mário Covas Júnior, principal acesso aos terminais portuários do lado de Santos. A blitz teve a colaboração da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que organizou o trânsito na região.


Segundo o IBAMA, entre 25 e 30 caminhões foram abordados nesta segunda-feira. Dois condutores receberam autuações e um foi alvo de notificação, por apresentarem algum tipo de irregularidade.


IBAMA realizou ação no Porto de Santos (Foto: Reprodução/TV Tribuna)

Os veículos eram parados quando saíam ou chegavam aos terminais. Os fiscais do IBAMA verificavam se o transporte estava sendo feito da maneira correta, dentro da lei, e se os motoristas possuíam toda a documentação necessária para a atividade.


Essa não é a primeira vez que o instituto realiza esse tipo de operação no Porto. Ao longo do ano, são promovidas, em média, entre cinco e dez ações, não só na área portuária, mas, também, em outros pontos na Baixada Santista.


Fonte: G1


https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/39457-ibama-realiza-acao-para-fiscalizar-o-transporte-de-cargas-perigosas-no-porto-de-santos

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Operadora lança ferramenta para monitorar mercadorias




Operadora lança ferramenta para monitorar mercadorias




Monitorar, em tempo real, todas as etapas do processo logístico. Este é objetivo de uma ferramenta criada pela operadora portuária Santos Brasil para que importadores, exportadores, agentes de carga e despachantes aduaneiros possam acompanhar as operações nas instalações da empresa no Porto de Santos.

Inédita na região, a novidade pode ser acessada no Portal do Cliente, no endereço eletrônico da operadora www.santosbrasil.com.br/tecon-santos-sistemas. A ideia da empresa é trazer ganhos de competitividade para seus clientes, apresentando os dados de performance de modo mais transparente.

O serviço está disponível para as operações do Terminal de Contêineres (Tecon) e para os Centros Logístico e Industrial Aduaneiro (Clias) de Santos e Guarujá. A ferramenta, que demorou cerca de nove meses para ser produzida, ainda oferece relatórios quantitativos de contêineres e carga solta.

De acordo com o diretor comercial de Operações Logísticas da Santos Brasil, Wagner Toffoli, antes, as informações sobre os processos logísticos da empresa eram apresentados de forma reativa, com indicadores mensais. Agora, com a ferramenta, os detalhes podem ser conferidos em tempo real pelos responsáveis pelas cargas.

O portal foi customizado de acordo com a necessidade de cada cliente. Entre as informações que podem ser monitoradas, estão os tempos de carregamento, de desova e de armazenamento. Segundo a Santos Brasil, o conteúdo pode ser extraído por etapas ou em um arquivo único. Sua atualização ocorre a cada seis horas, permitindo um monitoramento diário, se necessário.

“Suponha que o navio chegou no Porto de Santos e descarregou no nosso terminal. A partir daí, já visualizando essa previsão de atracação do navio, o cliente começa a ter acesso às informações. A descarga do contêiner, a presença de carga, eventualmente se o contêiner receberá outro serviço adicional, como desova, toda a etapa de A a Z do serviço prestado pela Santos Brasil está dentro desse novo serviço. Há um menu em que o cliente pode medir a performance da empresa nesse item de serviço ou em todos”, explicou o diretor comercial de Operações Logísticas.

Distância

Segundo Toffoli, logo no início das atividades do portal, na última quinta-feira, até clientes que estão fora do País passaram a utilizar o novo serviço desenvolvido pela Santos Brasil. Exportadores mexicanos estão entre eles.

“A gente entende que, ao disponibilizar a nossa performance, a medição dela, de uma forma tão clara e imediata para os clientes, isso nos puxa para cima. Eventualmente, em qualquer desvio, há uma forma mais rápida de serem tratados os processos de melhoria. A gente acha que isso nos desenvolve. Olhando para os clientes, ajuda a melhorar o planejamento logístico e todo o processo de compras, estoque. Naturalmente, reduz custos para o cliente”, explicou o diretor da operadora Santos Brasil.

Fonte: A Tribuna

https://www.portosenavios.com.br/noticias/geral/39104-operadora-lanca-ferramenta-para-monitorar-mercadorias?utm_source=newsletter_8227&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y

terça-feira, 28 de março de 2017

Demora para obter licenças de importação leva Porto a perder cargas





Demora para obter licenças de importação leva Porto a perder cargas

Cargas estão indo para outros complexos portuários do País, como Itajaí (SC) e Paranaguá (PR)


Liberação da licença de importação demora cerca de 20 dias no Porto de Santos (Foto: Carlos Nogueira)


A demora na obtenção de licenças de importação (LI) no Porto de Santos está causando uma fuga de cargas para outros complexos portuários do País, como Itajaí (SC) e Paranaguá (PR). O alerta é do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região (SDAS) e do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), Além disso, o posto portuário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve perder seu chefe.

As duas entidades se reuniram para tratar destes e de outros problemas enfrentados no cais santista com o deputado federal João Paulo Papa (PSDB-SP). Questões como a demora na inspeção de embarcações e ainda o baixo número de funcionários da Anvisa no cais santista também foram levados ao deputado.

De acordo com o presidente do SDAS, Nívio Peres dos Santos, após o desembarque de cargas no Porto de Santos, são necessários cerca de 20 dias para a obtenção de uma LI pela Vigilância Sanitária. “O prazo é um absurdo, porque depois tenho que submeter a licença à Receita Federal. Os custos ficam altíssimos. Paga-se mais armazenagem, demurrage. Geralmente, são usados contêineres reefer (refrigerados) e isso aumenta demais o custo para importador”, destacou o presidente do SDAS.

O tempo, segundo o representante dos despachantes aduaneiros, já foi maior. Antes, o trâmite levava cerca de 30 dias, mas a agência sanitária fez uma força-tarefa para agilizar as operações. No entanto, em outros portos como Itajaí e Paranaguá, a LI é expedida em três ou quatro dias.

Para o deputado federal João Paulo Papa, o maior prejuízo causado por esse problema é a fuga de cargas do Porto de Santos para outros portos, como os catarinenses e paranaenses.[TEXTO] “Este problema é grave por conta dos medicamentos e alimentos. O prazo é longo e afeta bastante o interesse do cliente. Quando o alimento esta finalmente liberado para consumo, ele já consumiu muito do prazo pela burocracia”, destacou o parlamentar, que prometeu levar o assunto à Anvisa e ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTAPC).

“Em audiência com o ministro (Maurício Quintella), vou colocar esse ponto também porque o Porto de Santos é o maior do País, tem presença grande nas importações e precisamos ter uma estrutura à altura do movimento que nós temos aqui”, destacou Papa.


Livre Prática

Uma pauta antiga dos agentes marítimos é a limitação do horário de inspeção dos navios na Barra de Santos. Segundo o diretor-executivo do Sindamar, José Roque, as visitas a bordo das embarcações acontecem até as 16 horas.

“Existem dezenas de casos que mesmo o navio tendo atracado, bem antes das 16 horas, o servidor não comparece ao navio. Como consequência, o navio permanece inoperante e pagando o dobro de atracação. Há a incidência de demurrage, sobreestadia do navio por conta do exportador, elevando o custo Brasil, o que acarreta falta de competitividade com outros players internacionais”, explicou o diretor-executivo do Sindamar.

Roque explica que a Anvisa se norteia pelo Regulamento Sanitário Internacional (RSI) para efetuar as inspeções somente durante o dia. Mas, em alguns casos, há possibilidade de flexibilização da regra. “Essa situação é contraditória já que muitas vezes, nos navios de passageiros, efetuaram as inspeções no período noturno. Nos navios de passageiros, se houver atraso, é a única carga que fala, reclama, grita”.


Guias de recolhimento

Os agentes marítimos ainda relatam ainda dificuldades no pagamento de Guias de Recolhimento da União (GRU), necessárias para a obtenção da Livre Prática (documento que atesta as condições sanitárias das embarcações e as libera para entrar no cais) bem como para a Renovação do Certificado Sanitário de Bordo. O problema é recorrente e já foi alvo de muitas reclamações de usuários do Porto.

“As agências efetuam o peticionamento eletrônico, solicitando a emissão da GRU, e a guia não é disponibilizada no sistema Porto Sem Papel (programa de liberação dos navios nos portos) para ser baixada e recolhida. Já acionamos a direção da Anvisa em Brasília e o MTPAC/SEP. O problema não está concentrado no sistema Porto Sem Papel mas no sistema obsoleto da Anvisa”, destacou Roque.


Falta de fiscais também preocupa

Outra questão que vem preocupando os usuários do Porto de Santos é o baixo efetivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no posto do complexo marítimo. De acordo com o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, hoje, cinco servidores atuam em regime de plantão no setor de embarcações e outros nove se dedicam ao setor de importação. Segundo ele, o contingente deveria saltar para oito e 14 funcionários em cada departamento.

Para Roque, esse baixo número de funcionários acaba causando problemas para os usuários do Porto. “Na questão do quadro atual de servidores, além de prejudicar a entrada dos navios, no setor de importação, que faz a análise de produtos, acaba sendo prejudicada a fiscalização sanitária de fato, pois além da análise documental, temos as inspeções de produtos e existem outras atribuições pertinentes aos produtos ilegais”.

O problema afeta toda a cadeia logística e gera ainda mais despesas. “Enquanto a Anvisa não liberar os produtos, há a retenção dos equipamentos, dos contêineres, com custos para o importador, demurrage e sobreestadia. Esses custos são repassados para o consumidor final, nós”, destacou Roque.

Outra preocupação que atinge agentes marítimos e despachantes aduaneiros é com relação à saída do chefe do posto da agência sanitária no Porto de Santos, Rogério Gonçalves Lopes. A informação é de que ele será transferido para o posto localizado no Aeroporto Internacional de São Paulo, que fica em Guarulhos.

“Revelamos nossa preocupação com a mudança da chefia local da Anvisa, com quem temos obtido avanços e possuímos excelente relacionamento. Essas mudanças sempre acarretam dificuldades de atendimento, sendo necessário iniciarmos uma nova aproximação, visando obtermos um canal de comunicação eficiente, que nem sempre ocorre”, destacou o diretor-executivo do Sindamar.

http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/porto%26mar/demora-na-licenca-de-importacao-leva-porto-a-perder-cargas/?cHash=f5c8e0d361c34f8ed8948dda2bcf0750

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Porto de Santos enfrenta Semana do Canal Vermelho. Agentes temem perdas



Porto de Santos enfrenta Semana do Canal Vermelho. Agentes temem perdas





Há quatro meses realizando protestos, os auditores reclamam do não cumprimento de um acordo firmado com o Governo. Eles também são contra as modificações propostas ao projeto de lei que trata da recomposição salarial e, também, da regularização de normas que garantem a independência e a autonomia do trabalho da categoria.

“A greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que se iniciou em julho deste ano e se agravou nas últimas semanas, tem impactado significativamente a fluidez do comércio exterior, trazendo prejuízos incalculáveis às milhares de empresas importadoras e exportadoras, que eventualmente perdem embarques ou precisam desembolsar valores maiores pela armazenagem de mercadorias, além de desabastecer o comércio e a indústria de insumos essenciais”, destacou o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque.

Agora, a categoria implantou a Semana do Canal Vermelho, que continuará até o dia 16. Nesse período, as cargas de importação ficarão retidas nos terminais e as de exportação terão de passar por todas as vistorias previstas. Isto inclui conferências físicas e documentais das mercadorias que serão embarcadas.

Na próxima semana, também está prevista uma operação padrão na Alfândega do Porto de Santos. Entre segunda e sexta-feira, serão liberadas somente cargas vivas, perigosas, medicamentos, perecíveis, urnas funerárias e fornecimentos de bordo.

A estimativa do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco) em Santos é que a greve em outubro e novembro tenha causado a retenção de cerca de 16 mil contêineres no Porto de Santos e um atraso na arrecadação estimado em R$ 1,6 bilhão. Com a aprovação da continuidade do protesto, se somarão a estes números um volume de 6 mil contêineres e R$ 600 milhões de atraso na arrecadação.

Segundo o diretor-executivo do Sindamar, as cargas de importação estão sendo retidas nos terminais por falta de desembaraço. Já as mercadorias de exportação procedentes de outros portos nacionais e em trânsito por Santos necessitam da conclusão do trânsito, e por falta dessa providencia, perdem várias conexões de navios destinados ao exterior, com custos de armazenagem desnecessários.

“Também sofre-se com a imprevisibilidade das operações, gerando insegurança jurídica e contratual, podendo, inclusive, levar ao deslocamento de operações de algumas empresas para outros portos ou mesmo para outros países. Isso faz com que percamos a competitividade perante os novos players, o que nos traz sérios impactos ao comércio exterior e a balança comercial”, afirmou Roque.

Espaço físico nos terminais

Diante dessa situação, o diretor do Sindamar já teme que a Semana do Canal Vermelho se estenda por mais tempo. Se isso acontecer, os terminais podem não ter mais capacidade física para armazenamento das mercadorias.

“Nunca nos defrontamos com uma situação tão crítica como a atual, onde o silêncio do Governo impera em detrimento do crescimento do País”, disse Roque. “As cargas de importação estão sendo retidas nos terminais, por falta de desembaraço, da mesma forma a carga de exportação, em trânsito por Santos, procedente de outros portos nacionais, que necessita de conclusão do trânsito. E, por falta dessa providência, várias conexões de navios destinados ao exterior são perdidas, com custos de armazenagem desnecessários".

Fonte: A Tribuna

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/36856-porto-de-santos-enfrenta-semana-do-canal-vermelho-agentes-temem-perdas?utm_source=newsletter_8059&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Porto de Santos marca recorde de 78,6 mi de toneladas em cargas


Porto de Santos marca recorde de 78,6 mi de toneladas em cargas






A movimentação de cargas pelo Porto de Antonina registrou um aumento de 94% entre os meses de janeiro e outubro de 2016, em comparação com o ano anterior. Foram 1.055.611 neste ano e 544.082 toneladas movimentadas em 2015. Açúcar, farelo de soja e fertilizantes são os principais produtos que passam pelo porto.

No acumulado dos nove meses do ano a movimentação de cargas pelo Porto de Paranaguá aumentou em 5%, se comparado ao mesmo período de 2015. Entre exportação e importação foram movimentadas 35.565.482 de toneladas de produtos, sendo 15,8 milhões de toneladas a mais do que em 2015, quando a movimentação foi de 33.982.487 de toneladas no período.

A movimentação de granéis sólidos em Paranaguá - entre janeiro e setembro - foi de 23,9 milhões de toneladas. Já o granel líquido registrou aumento de 44%, com a movimentação de 4,49 milhões de toneladas em 2016. A movimentação de cargas gerais foi de 7,2 milhões de toneladas neste período.

O movimento acumulado de cargas de janeiro a agosto deste ano no Porto de Santos atingiu a marca recorde de 78,6 milhões de toneladas. Esse volume suplantou em 1,3% o maior volume até então registrado, atingido no mesmo período de 2015 (77,6 milhões t). O fluxo de exportação permanece como o principal responsável pela alta, com participação de 74,0% do total movimentado e crescimento de 4,6% no período, contra um decréscimo de 7,1% na importação.

Um total de 19,9 milhões de sacas de 60 quilos de café - 1,19 milhão de toneladas do grão - foi embarcado no Porto de Santos neste ano, até o mês passado. Com isso, o cais santista segue como a principal porta de saída da commodity no País, escoando 84,1% da safra brasileira do produto. Mas esse volume poderia ser maior, se não houvesse o impacto da greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que já tem a duração de três meses.

De acordo com o Ministério do Trabalho, estima que 40% dos acidentes de trabalho ocorrem devido acidentes por quedas. Para realizar a movimentação de cargas, é necessário o uso de alguns maquinários, acessórios e também o uso de cinta para movimentação de carga. É importante que os funcionários estejam bem preparados, de acordo com a Norma Regulamentadora (NR 35), uma norma voltada para profissionais que realizam trabalhos em altura. Empresas como a Polifitema , produzem equipamentos de proteção para trabalho em altura, fabricante de cinta para movimentação de carga, manilha para movimentação de carga. Fornecem também acessórios e cintas para movimentação e elevação de carga.

Fonte: Terra

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/36629-porto-de-santos-marca-recorde-de-78-6-mi-de-toneladas-em-cargas

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Porto de Santos cria sistema 3D para mapear cargas e prevenir incêndios




Porto de Santos cria sistema 3D para mapear cargas e prevenir incêndios



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As cargas perigosas do Porto de Santos (SP), o maior da América Latina, vão passar a ser monitoradas em todos os terminais para evitar incêndios de grande porte, como os ocorridos em 2015 e 2016.

Uma mapa em três dimensões, com dados atualizados on-line sobre o que há em cada um dos cerca de 80 mil contêineres armazenados no porto mensalmente, passará a estar disponível para que o porto possa dar mais agilidade no combate a incêndios.

Após análises de um grupo de trabalho formado por empresas, prefeitura, a administração do porto e entidades da cidade litorânea para analisar os incêndios, ficou demonstrado que o fogo da Localfrio, em janeiro de 2016, que durou 50 horas, foi ampliado pela falta de conhecimento das cargas que estavam próximas ao local que pegou fogo.

"Ninguém sabia o que tinha nos contêineres. Quando pegou fogo, [o bombeiro] não sabia o que tirar ou deixar por perto. Esse mapeamento vai ajudar bastante", explicou Ademar Salgosa, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos, uma das entidades que ajudou a elaborar um novo plano para a cidade.

Os prejuízos quando o Porto de Santos para, como quando ocorreram os incêndios, são incalculáveis. De cada dez contêineres que circulam no país, quatro passam em Santos. Além disso, a paralisação do porto torna a cidade inteira um caos.

O Secretário de Portos da Prefeitura de Santos, José Eduardo Lopes, diz que é necessário armazenar e movimentar de forma segura as cargas, dentro dos melhores padrões internacionais, para evitar novas ocorrências. Segundo ele, a Companhia Docas contratou uma empresa para gerenciar um plano para diminuir os riscos, seguindo pedido feito pela prefeitura, o que deverá dar mais segurança às operações.

Sistema

Matheus Miller, secretário-executivo da Abtra (Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados), que congrega 59 terminais do porto, diz que o novo monitoramento em 3D foi feito a partir de um sistema já implantado pelas empresas que registra os contêineres que entram no porto e é compartilhado com a Receita Federal.

Segundo ele, a ampliação do sistema para que ele mapeie cargas perigosas teve custo marginal para as empresas e ajudará a tornar a operação mais segura. Os próximos passos serão monitorar as cargas fora de contêineres, como líquidos inflamáveis e produtos agrícolas que também já causaram incêndios de grandes proporções.

Foi o caso do incêndio no terminal da Ultracargo, em maio de 2015, que, segundo o levantamento do grupo de trabalho que analisou o tema, foi o segundo maior já registrado no mundo. Os tanques de combustível da empresa pegaram fogo por oito dias.

Segundo Salgosa, além de melhorar o monitoramento, o grupo de trabalho detectou que também seria necessário aumentar os investimentos em equipamentos e melhorar o treinamento de combate a incêndio. "Faltou até espuma para combater o incêndio. Teve que vir a espuma de todo o país e não foi o suficiente", lembrou Salgosa.

A Codesp (Companhia Docas de São Paulo), estatal que administra o porto, disse que está "aprimorando os procedimentos de prevenção e atendimento a situações de emergência".

Em setembro, a empresa fez o maior simulado de incêndio de sua história, além da aquisição de R$ 1,1 milhão em equipamentos como dois caminhões, reservatório para líquido gerador de espuma e torre de iluminação com gerador de energia. A população que vive próxima aos terminais também vai receber orientação.

"A reestruturação vai revisar os protocolos de segurança, definindo planos de ação, rotas de fuga e de acesso, bem como pontos de encontro, tanto para os trabalhadores dos terminais e órgãos de segurança, quanto para brigadistas e também população do entorno", informou o porto através de sua assessoria.

Fonte: Folha
https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/36549-porto-de-santos-cria-sistema-3d-para-mapear-cargas-e-prevenir-incendios

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Porto de Santos responde por 84% dos embarques de café



Porto de Santos responde por 84% dos embarques de café









Um total de 19,9 milhões de sacas de 60 quilos de café – 1,19 milhão de toneladas do grão – foi embarcado no Porto de Santos neste ano, até o mês passado. Com isso, o cais santista segue como a principal porta de saída da commodity no País, escoando 84,1% da safra brasileira do produto. Mas esse volume poderia ser maior, se não houvesse o impacto da greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que já dura três meses.


A paralisação impacta diretamente na liberação dos certificados de exportação, necessários para o embarque da carga. A informação é do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que realiza levantamentos mensais sobre o comércio internacional da commodity.


De acordo com a entidade, as exportações de café somaram 2,5 milhões de sacas no mês passado em todo o País. No entanto, o volume esperado era de 3 milhões de sacas. Esta marca foi obtida em agosto.


“Temos convicção de que (a redução) é algo pontual. Assim que tudo for regularizado, os números serão atualizados, refletindo a normalidade registrada em agosto e mantendo o crescimento contínuo conquistado pela eficiência e pela sustentabilidade de nossos processos produtivos, que resultam em um café cada vez mais qualificado e interessante para o consumidor no mundo todo”, afirma o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.


O total exportado de janeiro até setembro computou 23,7 milhões de sacas, com receita de US$ 3.5 milhões. Já a soma dos últimos 12 meses, entre outubro do ano passado e setembro deste ano, registrou 34 milhões de sacas com total de receita de US$ 5.1 milhões.


No mês passado, o destaque foi para os cafés industrializados (torrado e solúvel), que somaram 302.295 sacas. O volume é 7,7% maior do que os embarques registrados em setembro do ano passado.


Mesmo com esse incremento, os cafés verdes mantiveram a liderança das exportações, com 2,1 milhões de sacas de arábica e 30.486 de robusta. No entanto, registraram queda de 24,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Todo esse volume foi responsável por uma receita cambial de US$ 409,496 milhões.


O preço médio da saca registrado em setembro foi de US$ 163,59, com alta aproximada de 1.8% em relação ao mês anterior, quando o custo foi de US$ 160,62.


Em relação às exportações de cafés diferenciados, aqueles que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado, o volume embarcado no mês passado foi de 359.250 sacas. Já no acumulado dos três primeiros trimestres, este tipo da commodity representou 18.6% dos embarques, com um total de 4,4 milhões de sacas, alcançando preços médios de US$ 189,95.


Destinos


Os principais destinos do café exportado pelo Brasil são os Estados Unidos, com 4,6 milhões de sacas no período de janeiro a setembro, a Alemanha, com 4,2 milhões de sacas, a Itália, que adquiriu 1,9 milhão de sacas, e o Japão, que foi responsável pela compra de 1,7 milhão de sacas. No acumulado dos três primeiros trimestres, 120 países consumiram o café brasileiro.


Os 10 maiores países importadores de cafés diferenciados brasileiros responderam por 81,3% dos embarques. Os Estados Unidos são responsáveis por 21% dessas exportações, o equivalente a 910.037 sacas. O Japão aparece em segundo lugar, com 14%, 628.692 sacas, seguido pela Alemanha com 12%, 519.434 sacas.


Fonte: A Tribuna


https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/36237-porto-de-santos-responde-por-84-dos-embarques-de-cafe

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Greve de estivadores no porto de Santos afeta terminais e navios


Greve de estivadores no porto de Santos afeta terminais e navios






As operações dos principais terminais de contêineres do porto de Santos (SP) ganharam ares de crise neste fim da semana, quando estivadores invadiram a BTP e ocuparam um navio atracado na Libra, em meio ao acirramento da greve que a categoria deflagrou há uma semana por tempo indeterminado. Os estivadores avulsos - que atuam sem vínculo empregatício - cruzaram os braços nos terminais da BTP, Libra e Santos Brasil e protestavam contra a suposta utilização de mão de obra estrangeira para compensar a paralisação.

Os terminais continuam operando parcialmente, pois têm estivadores que são funcionários próprios, mas a capacidade está reduzida. Com isso, a produtividade caiu e navios desviaram a rota. Estima-se que em torno de 3 mil trabalhadores tenham aderido à greve.

A Lei dos Portos permite que os terminais dentro do porto público vinculem os estivadores, desde que os profissionais sejam da base do Ogmo, o órgão gestor responsável pelo fornecimento e treinamento dessa mão de obra.

A categoria reivindica reposição salarial de 11,78% e luta contra o aumento da fatia da mão de obra vinculada nesses terminais, que saiu de 50% para 66,66% em julho. O restante é reservado aos avulsos, que atuam em sistema de rodízio nos terminais do porto. Um acórdão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de 2015 permitiu que a partir de 1º de julho deste ano os terminais elevassem gradualmente a participação dos estivadores com carteira assinada, até chegar a 100% a partir de março de 2019.

Segundo os trabalhadores, a redução da fatia da mão de obra avulsa vai tirar o ganha pão dos trabalhadores sem carteira, pois não haveria vaga para todos os estivadores se a totalidade deles fosse contratada pelos terminais - ao passo que o sistema de rodízio garante trabalho universal.

Na quarta-feira, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP) vai julgar o dissídio da categoria. As empresas aceitaram a proposta de conciliação do TRT-SP para reajuste de 10% retroativo a março (data-base da categoria) e vale refeição de R$ 30,00. "Só que a greve não é contra isso, eles querem manter a proporção de 50% a 50%. Isso é desrespeito a uma decisão final do TST num processo movido por eles", diz Sérgio Aquino, coordenador da câmara de contêiner do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp).

Marcello Vaz dos Santos, advogado do Sindestiva, discorda. "Temos uma pauta de reivindicação extensa, da qual a proporcionalidade é um dos itens, mas não é o ponto central. O ponto central é a falta de reajuste desde março", diz.

O Sindestiva diz que, com a greve, os terminais substituíram os estivadores pelos trabalhadores dos navios, cuja tripulação é estrangeira - o que desrespeita a Lei dos Portos e a legislação trabalhista. Em julho, quando houve paralisações pontuais, o sindicato obteve duas decisões liminares que impedem Santos Brasil, BTP e Libra de usarem mão de obra estrangeira. "Mas a Polícia Federal flagrou estrangeiros atuando como estivadores e multou os terminais da BTP e Santos Brasil", diz Vaz dos Santos.

As empresas se manifestaram por meio do Sopesp. "Os terminais não contratam mão de obra estrangeira. Os trabalhos relacionados à movimentação de contêineres nos navios são 80% automatizados, e, desde que iniciada a greve, as peações e despeações nos navios estão sendo realizadas por um pequeno contingente de trabalhadores vinculados. Inclusive, vale destacar, que estes trabalhadores estão trabalhando sob fortes ameaças", diz a nota da associação.

Além dos terminais, o sindicato dos estivadores diz que vai acionar na Justiça os armadores Hamburg Süd, Maersk Line e MSC - os três maiores a operar no Brasil. Segundo o Sindestiva, essas companhias de navegação teriam disponibilizado pessoas da tripulação para atuar como estivadores.

Os donos de navios dizem que as embarcações estão sendo operadas pela parcela de estivadores celetistas dos terminais. "A gente não está operando os navios, quem está fazendo isso são os terminais onde escalamos. A mão de obra é deles", diz Julian Thomas, diretor-superintendente da Hamburg Süd. Pelo menos cinco navios da empresa tiveram problemas de atraso e alguns foram desviados para outros terminais ou portos.

A Maersk afirmou que monitora a situação com suas equipes em terra e a bordo das embarcações. "Embora nós não comentemos disputas trabalhistas locais, a Maersk Line está totalmente comprometida em manter-se alinhada com as regulamentações e legislações locais", disse em nota. A MSC não respondeu até o fechamento desta edição.

Fonte: Valor

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/35868-greve-de-estivadores-no-porto-de-santos-afeta-terminais-e-navios

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Porto de Santos terá banco de dados de cargas perigosas em 60 dias



Porto de Santos terá banco de dados de cargas perigosas em 60 dias




Incêndio em tanques na Alemoa, em abril do ano passado(Foto: Fernanda Luz)



Em até 60 dias, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) terá um banco de dados com informações sobre a armazenagem de produtos perigosos no Porto de Santos. Com isso, em caso de um acidente com essas mercadorias, a Autoridade Portuária saberá a localização dos produtos explosivos ou químicos estocados nas instalações portuárias.

O monitoramento das cargas perigosas no Porto é uma das etapas necessárias para a criação do sistema de Alerta e Preparação de Comunidades para Emergências Locais (Apell, em inglês). A medida é defendida pela Defesa Civil do Estado e foi discutida com autoridades regionais e paulistas ontem, no Palácio dos Bandeirantes, na Capital.

Recentemente, o Porto foi o cenário de dois grandes incêndios, que envolveram carregamentos químicos ou explosivos. Há um ano e quatro meses, tanques do terminal retroportuário da Ultracargo, na Alemoa, em Santos, foram destruídos pelas chamas. O sinistro levou nove dias para ser controlado e foi considerado a maior ocorrência deste tipo no País.

Em janeiro, o terminal retroportuário da Localfrio, em Guarujá, foi atingido pelo fogo. Segundo bombeiros que atuaram no combate às chamas, nas primeiras horas do incêndio, houve dificuldade em identificar quais cargas estavam sendo consumidas e, assim, quais os meios adequados para conter as chamas. “A gente identificou falta de informação. Então, a gente está desenvolvendo um trabalho para termos um banco de dados dentro da Autoridade Portuária para que, no momento de um sinistro, a gente possa ter informações para o Corpo de Bombeiros, em tempo real, sem a necessidade de buscar diretamente no terminal”, explicou o chefe do posto da Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) em Santos, Daniel Alves dos Santos.

A criação do banco de dados é coordenada pelo órgão. Segundo o executivo, a ideia é que a Autoridade Portuária tenha em mãos a identificação do produto químico, o potencial de risco, o terminal onde se encontra e a localização da carga na instalação.

Para isso, 11 terminais do porto organizado (públicos) e a Embraport, que é um Terminal de Uso Privativo (TUP), deverão encaminhar eletronicamente, em 60 dias, as informações sobre suas cargas potencialmente perigosas. “Se um terminal tiver um caso idêntico ao da Localfrio, onde houve a evacuação do terminal, o Corpo de Bombeiros poderá utilizar essas informações junto à Autoridade Portuária”, destacou Daniel.

O chefe do posto da Antaq no Porto explicou que, inicialmente, a Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra) participaria do processo de monitoramento das cargas perigosas. Mas as tratativas com a entidade não avançaram no tempo estabelecido. “A Abtra congrega todas essas informações para a Receita Federal. Seria um facilitador. Ao invés de pegar de 11 terminais, eu pegaria de um único ponto. Mas por algumas dificuldades técnicas, depois de quatro meses de conversação, ela não apresentou esse trabalho”, explicou.

Enquanto o projeto foi elaborado, houve o treinamento de 51 pessoas, incluindo oficiais do Corpo de Bombeiros, que farão a gestão dessas informações. Além disso, foi desenvolvida uma tabela com as informações necessárias para o atendimento de uma emergência envolvendo cargas perigosas no Porto.

Em uma segunda etapa, a Antaq pretende expandir o banco de dados. “A nossa ideia futura é que o próprio banco de dados emita uma projeção 3D onde eu tenha o contêiner sinistrado e o que eu tenho em volta na pilha, para que a gente possa fazer o plano de remoção dessa carga de modo a entender o que tem mais risco. Talvez o contêiner sinistrado não seja o maior risco, mas sim os que estão perto”, destacou o chefe do posto local da Antaq.

Abtra

Procurada, a Abtra informou, através de sua assessoria de imprensa, que a análise das informações sobre esses produtos e de suas especificidades técnicas levou mais tempo do que o previsto. No entanto, a entidade pretende comunicar, ainda nesta semana, a conclusão do projeto à Autoridade Portuária. O prazo estimado para a implantação do projeto é de 30 dias.

“Estamos fazendo o possível para concretizar essa parceria e prosseguimos dispostos a contribuir para o melhor encaminhamento, tendo em vista o desenvolvimento sustentável da atividade portuária na cidade de Santos”, informou a Abtra.

Fonte: Tribuna online/FERNANDA BALBINO

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/35484-porto-de-santos-tera-banco-de-dados-de-cargas-perigosas-em-60-dias

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Alfândega do Porto de Santos – Operação padrão



Alfândega do Porto de Santos – Operação padrão



Vânia Augusto e
Leopoldo Figueiredo

Aduana I

Os problemas enfrentados pelos usuários da Alfândega do Porto de Santos se agravam. Desde o mês passado em seus processos devido à operação padrão realizada pelos auditores às terças e quartas feiras. Agora, surgiu mais um obstáculo.

Ontem, agentes de navegação que buscavam atendimento no órgão foram informados de que a demora será maior, devido à paralisação dos analistas sempre às quartas, quintas e sextas.

O protesto ocorrerá por tempo indeterminado.


Aduana II

Segundo agentes de navegação, esses atrasos vão prejudicar as operações do Porto e aumentar os custos das cargas movimentadas no complexo marítimo, uma vez que a liberação das mercadorias vai demorar mais e os gastos com armazenagem, aumentar.

A categoria aguarda um posicionamento das autoridades para resolver esses problemas.

Aduana III

Já há mercadorias de importação ou exportação, retidas por falta de desembaraço aduaneiro, que estão sendo liberadas graças a mandados de segurança.

Fonte: Jornal “A Tribuna” –

http://www.sindamar.com.br/?p=6460

terça-feira, 28 de junho de 2016

EXPORTAÇÕES PELO PORTO DE SANTOS MANTÉM TENDÊNCIA DE ALTA



EXPORTAÇÕES PELO PORTO DE SANTOS MANTÉM TENDÊNCIA DE ALTA






O Porto de Santos exportou, de janeiro a maio de 2016, o valor de US$ 22,2 bilhões. Com este resultado, fica mantida a tendência de crescimento no valor comercial das exportações pelo cais santista. O número é US$ 2 bilhões a maior que o verificado no mesmo período de 2015 (US$ 20,2 bilhões). O desempenho das exportações representa ainda o crescimento da participação de Santos dentre os portos brasileiros, com índice de 30,2%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e compilados pela Gerência de Estatísticas da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).


Os números positivos da balança comercial na exportação se somam aos resultados da movimentação de cargas, uma vez o Porto de Santos voltou a registrar, após 14 meses, crescimento nas importações, com 2,8% de aumento em relação a maio do ano passado. A movimentação de mercadorias no mês também foi recorde, mantendo a tendência registrada em todo este ano.


As importações não apontavam crescimento desde março/2015, quando houve acréscimo de 3,3% sobre o ano anterior. Neste mês de maio, foi registrado o número de 2,81 milhões de toneladas desembarcadas, um aumento de 2,8% em relação ao mesmo mês do ano passado (2,74 milhões de toneladas). O produto com maior participação é o adubo, com 321,8 mil toneladas movimentadas, um crescimento de 62,1% em relação a maio do ano passado. O enxofre é a 2ª mercadoria em movimentação, com 173,2 mil toneladas (aumento de 15,3%). O 3º no ranking é o sal, com 142,4 mil toneladas, aumento de 77,6%.


Nas exportações, o Porto de Santos também registra recorde: 7,57 milhões de toneladas. É a maior movimentação de cargas exportadas não somente em relação aos meses de maio, mas de todos os meses de 1º semestre. O complexo soja (grãos e farelos) continua como 1º produto mais embarcado, mas diminuiu a participação em relação aos meses anteriores. Foram 2,89 milhões de toneladas exportadas, queda de 0,4% em relação a maio/2015. Em sentido contrário, os produtos derivados da cana-de-açúcar registram aumento. O açúcar foi o 2º produto com maior movimentação, com a marca de 1,79 milhão de toneladas, aumento de 27,4% em relação ao ano anterior. O álcool também registrou aumento de movimentação: 87,6%. Com o embarque de 138,0 mil toneladas, foi o 4º produto mais exportado. Em 3º, ficaram os sucos cítricos, com 173,3 mil toneladas (aumento de 3,2% em relação a maio do ano passado).


Balança comercial


O valor da participação do Porto de Santos na balança comercial brasileira, no acumulado do ano, é de US$ 37,5 bilhões. O total do país é de US$ 127,3 bilhões. A participação percentual do Porto no período é de 29,4%.


No total das exportações do Brasil, Santos representa 30,2% (US$ 22,2 bilhões em US$ 73,5 bilhões no total nacional). China e Estados Unidos são os principais parceiros comerciais, tanto nas exportações como nas importações.


Nas exportações, em dólares, a China tem participação de 19,7% no período, cerca de US$ 4,37 bilhões. Os Estados Unidos entram com 10,9%, por volta de US$ 2,41 bilhões), Argentina (5,9%, aproximadamente US$ 1,3 bilhão), Holanda (4,6%), México (3%), Alemanha (2,8%), Japão, Bélgica (ambos com 2,7% de participação), Indonésia (2,6%) e Itália (2,3%) completam os dez principais importadores pelo cais santista.


Nas importações, o resultado do Porto de Santos entre janeiro e maio é de US$ 15,3 bilhões, correspondente a 28,4% do total brasileiro (US$ 53,8 bilhões). A participação da China é de US$ 2,98 bilhões (19,5% no total do porto). Em segundo, Estados Unidos, com US$ 2,71 bilhões e participação de 17,8%. Completam os dez maiores parceiros comerciais na importação: Alemanha (10,2% - US$ 1,56 bilhão), Japão (4,9%), Coréia do Sul (4,2%), França (3,3%), Itália (3,1%), México (3%), Índia (2,6%) e Espanha (2,2%).


Em valores comerciais, a principal carga exportada pelo Porto de Santos neste período é a soja, com US$ 3,82 bilhões, correspondente a 17,2% do total. China, Tailândia e Irã são os principais importadores do produto. A 2º carga de maior participação comercial nas exportações é o açúcar, com 8,4% de participação no total do Porto (US$ 1,85 bilhão). China, Argélia e Bangladesh são os principais compradores.


O 3º produto de maior valor comercial na exportação em 2016 continua sendo o café em grãos, com 7,0% (US$ 1,54 bilhão), exportado principalmente para Estados Unidos, Alemanha e Japão. Outros 65 países também recebem café embarcado no Porto de Santos.


Nas importações, as cargas de maior valor comercial desembarcadas em Santos foram óleo diesel (US$ 266,8 milhões), importado dos Estados Unidos, Emirados Árabes e Reino Unido, principalmente, além de outros seis países. Em 2º, caixas de marchas (US$ 200 milhões), importadas do Japão, Indonésia, Coréia do Sul e outros 16 países. A 3ª carga de maior valor que chega ao Brasil por Santos são as peças de aviões e helicópteros (US$ 196,6 milhões), vindas do Japão, Estados Unidos, e Espanha e outros 15 países com menor participação.


Fonte: Noticias Agricolas

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/34763-exportacoes-pelo-porto-de-santos-mantem-tendencia-de-alta

quinta-feira, 23 de junho de 2016

PORTO DE SANTOS



IMPORTAÇÃO VOLTA A CRESCER NO PORTO DE SANTOS


O Porto de Santos movimentou 47,9 milhões de toneladas de cargas nos cinco primeiros meses do ano. O volume é 4,4% maior do que o operado no mesmo período do ano passado, quando 45,9 milhões de toneladas entraram ou saíram do País pelo cais santista.

Considerando apenas o último mês, o cais santista escoou 10,3 milhões de toneladas, com destaque para o aumento nas importações, o que não acontecia há mais de um ano.

O volume de descargas estava em queda, nas comparações mensais, desde março do ano passado, quando houve um aumento de 3,3% sobre a movimentação do mesmo mês no ano anterior. Em maio, porém, 2,8 milhões de toneladas foram desembarcadas nos terminais do complexo marítimo. No mesmo mês de 2015, foram 2,7 milhões de toneladas.

Entre os produtos, o de maior participação foi o adubo, com 321,8 mil toneladas importadas, 62,1% a mais em relação a maio do ano passado. O enxofre é a segunda carga de maior movimentação nesta corrente, com 173,2 mil toneladas, um aumento de 15,3%. O terceiro no ranking é o sal, com 142,4 mil toneladas desembarcadas, alta de 77,6%.

Em maio, as exportações também registraram recorde, desta vez de 7,5 milhões de toneladas. Trata-se maior movimentação de cargas exportadas não somente em relação aos meses de maio, mas de todos os meses de 1º semestre.

O complexo soja, que inclui grãos e farelos, continua como o produto mais embarcado, mas diminuiu a participação em relação aos meses anteriores. Foram 2,8 milhões de toneladas carregadas, uma queda de 0,4% em relação a maio do ano passado.

O açúcar alcançou 1,7 milhão de toneladas, aumento de 27,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os sucos cítricos surgem em terceiro lugar no ranking das exportações, com 173,3 mil toneladas escoadas, uma alta de 3,2% em relação a maio do ano passado. O álcool também registrou um crescimento de 87,6%, com o embarque de 138 mil toneladas, sendo o quarto produto mais exportado.

Acumulado

Nos primeiros cinco meses deste ano, 35,7 milhões de toneladas foram embarcadas pelo Porto. O volume revela um crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período de 2015. Já as importações chegaram a 12,1 milhões de toneladas, ainda indicando queda, que chega a 10,6% em relação ao ano passado.

Mais uma vez, o movimento de contêineres diminuiu, com uma redução de 8% no acumulado do ano. Foram 1,3 milhão de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), em 2016, contra 1,5 milhão de TEU em 2015.

Fonte: Tribuna online/FERNANDA BALBINO

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/34711-importacao-volta-a-crescer-no-porto-de-santos

quarta-feira, 22 de junho de 2016

CODESP PRETENDE MONITORAR CARGAS PERIGOSAS NO PORTO DE SANTOS


CODESP PRETENDE MONITORAR CARGAS PERIGOSAS NO PORTO DE SANTOS



A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos, pretende monitorar a armazenagem de produtos perigosos no cais santista. A ideia é que a Autoridade Portuária tenha total controle das cargas explosivas ou químicas, com base em informações prestadas pelos terminais e pelos órgãos anuentes.

Recentemente, o Porto de Santos foi o cenário de dois grandes incêndios, que envolveram carregamentos químicos ou explosivos. O primeiro, há um ano e dois meses, atingiu os tanques da Ultracargo, na Alemoa, em Santos, na Margem Direita do complexo marítimo. O sinistro levou nove dias para ser controlado, sendo considerado a maior ocorrência deste tipo no País.

Em seguida, em janeiro, o terminal retroportuário da Localfrio, na Margem Esquerda (Guarujá), foi atingido pelas chamas. Conforme relatos dos bombeiros que atuaram no combate ao fogo, nas primeiras horas de incêndio, houve dificuldade em identificar quais cargas estavam sendo consumidas e, assim, quais os meios adequados para conter as chamas.

É justamente este problema que a Codesp quer evitar. O tema está em discussão na Claps, que integra a Comissão Nacional das Autoridades nos Portos (Conaportos). De acordo com o diretor-presidente da Docas, José Alex Oliva, um grupo de trabalho, composto por várias autoridades que atuam no Porto, estuda uma forma de garantir o rastreamento de cargas perigosas no complexo.

Uma proposta apresentada pelo grupo é de que os contêineres de cargas perigosas tenham um arquivo de dados localizado fora dos terminais. A ideia é que, em um sinistro, esse arquivo seja consultado e os bombeiros receberiam, por meio de um aplicativo de mensagens (por exemplo, o WhatsApp), os dados do contêiner sinistrado e a melhor rota de acesso ao local.

Outras ações defendidas pelo grupo já foram implantadas. Entre elas, está a obrigatoriedade da apresentação do layout dos terminais de contêineres, identificando suas rotas de acesso e a disposição das cargas. Outra medida foi a adequação do acesso de emergência à Margem Esquerda (Guarujá). Trata-se de uma obra civil de nivelamento do leito carroçável com o cruzamento da via ferroviária.

O grupo de trabalho também propôs realizar exercícios simulados bimestrais e, ainda, treinamentos com os funcionários das instalações portuárias e moradores da região, abordando como se portar em caso de acidentes.

A criação de um inventário dos equipamentos cedidos em caso de acionamento do Plano de Auxílio Mútuo (PAM, que envolve as empresas do setor para o combate a sinistros) e a compra de equipamentos diversos para exclusivo uso do órgão também foram defendidas pelo Claps na reunião da última semana.

Plano de monitoramento

Dentro do plano de monitoramento de cargas perigosas apresentado por Oliva, as informações serão geridas pela Docas. “Elas terão duas fontes: a empresa e uma fonte que estamos trazendo da origem. Quando a carga sair de qualquer outro País em direção a Santos, nós teremos um link com a Receita Federal e com a Abtra (Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados) e teremos essas informações”.

Segundo o presidente da Codesp, a Autoridade Portuária também precisará ser comunicada em caso de movimentação de mercadorias entre terminais do cais santista.

“Quando chegar, vou ser comunicado e terei o controle em tempo real. Se movimentou, serei informado em qual terminal, quadra, fila estará. E ainda qual é número do contêiner. Tudo dentro do padrão IMO (Organização Marítima Internacional, na sigla em inglês)”.

Para isso, será necessária a implantação de sistemas eletrônicos, capazes de interligar as informações dos terminais e as da Receita Federal, o que levará cerca de três meses, prevê Oliva.

A partir daí, em casos de incidentes, a Autoridade Portuária será a primeira a ser acionada, já que terá o controle de todas as informações. Em seguida, os dados sobre as cargas serão disponibilizadas para outros órgãos.

Fonte: A Tribuna online/FERNANDA BALBINO

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/34688-codesp-pretende-monitorar-cargas-perigosas-no-porto-de-santos

quinta-feira, 2 de junho de 2016

PORTO DE SANTOS




PORTO DE SANTOS EXPORTA US$ 17,7 BILHÕES ATÉ ABRIL; ALTA DE 16,5% SOBRE EXPORTAÇÕES DE 2015



Santos – O Porto de Santos exportou, de janeiro a abril de 2016, US$ 17,7 bilhões. O valor é US$ 2,5 bilhões maior que o verificado no mesmo período de 2015 (US$ 15,2 bilhões), número que representa cerca de 16,5% de aumento. O valor da participação do Porto de Santos na balança comercial brasileira, no acumulado do ano, é de US$ 29,7 bilhões (30,1% de um total de US$ 98,6 bilhões). Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e compilados pela Gerência de Estatísticas da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Até abril de 2016, o total de exportações pelo Porto de Santos representa 31,6% do total nacional (US$ 55,9 bilhões). A China continua como principal parceira comercial. No total das exportações, em dólares, aquele país asiático tem participação de 18,4% no período, cerca de US$ 3,25 bilhões. Estados Unidos (10,9%, por volta de US$ 1,93 bilhões), Argentina (6%, aproximadamente US$ 1,06 bilhões), Holanda (4,4%), Japão (3,1%), México (2,9%), Bélgica, Alemanha (ambos com 2,8% de participação), Indonésia (2,6%) e Itália (2,4%) completam os dez principais importadores pelo cais santista.

Nas importações, o resultado do Porto de Santos entre janeiro e abril é de US$ 12 bilhões, correspondente a 28,2% do total brasileiro (US$ 42,7 bilhões). A participação da China é de US$ 2,37 bilhões (19,8% no total do porto). Em segundo, Estados Unidos, com US$ 2,14 bilhões e participação de 17,8%. Completam os dez maiores parceiros comerciais na importação: Alemanha (9,7% – US$ 1,16 bilhão), Japão (5%), Coréia do Sul (4,1%), França (3,3%), Itália (3,1%), México (2,9%), Índia (2,6%) e Espanha (2,3%).

Em valores comerciais, a principal carga exportada pelo Porto de Santos neste período é a soja, com US$ 2,76 bilhões, correspondente a 15,6% do total. O principal importador do produto foi a China. Em seguida estão a Tailândia, o Irã e outros dez países com menor participação.

O 2º produto de maior participação comercial nas exportações é o açúcar, com 8,3% de participação no total do Porto (US$ 1,46 bilhão). Neste período, a Argélia superou a China como principal importador, seguida de Bangladesh em terceiro. O açúcar também vai para outros 50 países com menor participação no total.

O 3º produto de maior valor comercial na exportação em 2016 continua sendo o café em grãos, com 7,2% (US$ 1,28 bilhão), exportado principalmente para Estados Unidos, Alemanha e Japão. Outros 64 países também recebem café embarcado no Porto de Santos.

Nas importações, as cargas de maior valor comercial desembarcadas em Santos foram óleo diesel (US$ 207,6 milhões), importado dos Estados Unidos, Emirados Árabes, Finlândia e outros quatro países; em segundo, peças de aviões e helicópteros (US$ 157,6 milhões), vindas do Japão, Estados Unidos, e Espanha e outros 15 países com menor participação. Em 3º, caixas de marchas (US$ 155,2 milhões), importadas do Japão, Indonésia, Coréia do Sul e outros 15 países.

Fonte: Codesp/Porto de Santos

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/34467-porto-de-santos-exporta-us-17-7-bilhoes-ate-abril-alta-de-16-5-sobre-exportacoes-de-2015

segunda-feira, 30 de maio de 2016

PORTO DE SANTOS BATE NOVO RECORDE DE MOVIMENTAÇÃO


PORTO DE SANTOS BATE NOVO RECORDE DE MOVIMENTAÇÃO


O Porto de Santos registrou um novo recorde de movimentação de cargas no mês passado, com o embarque ou o desembarque de 9,75 milhões de toneladas. Esse foi o melhor resultado para abril nos 124 anos da história do complexo marítimo e, também, o quarto recorde mensal batido pelo cais santista neste exercício.

O total é 3,1% maior do que o verificado no mesmo mês do ano passado. Considerando o acumulado de 2016, o primeiro quadrimestre alcançou a marca de 37,51 milhões de toneladas, 4,7% a mais do que em 2015.

Os números integram o balanço operacional de abril do Porto de Santos, divulgado na manhã de ontem pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária.

Conforme o levantamento, o crescimento na movimentação do mês se deve ao aumento nas exportações, principalmente de açúcar e do complexo soja (grãos e farelo). Os embarques de soja responderam por 40,4% da tonelagem verificada em abril, chegando a 3,94 milhões de toneladas, alta de 19,6%. Já o açúcar totalizou 893,8 mil toneladas exportadas, 14,9% a mais do que no quarto mês de 2015.

O terceiro produto de maior operação foi a celulose, com 294,6 mil toneladas, com um aumento de 12% em relação ao ano passado.

Com esse desempenho, as exportações cresceram 8,8%, somando 7,42 milhões de toneladas. Foi o maior resultado para um mês do primeiro semestre.

Em contrapartida, as importações registraram 2,32 milhões de toneladas, uma queda de 11,8%. O produto com maior participação foi o adubo, com 171,9 mil toneladas movimentadas, um crescimento de 50,1% em relação a abril do ano passado. O enxofre foi a segunda mercadoria em movimentação, com 115,8 mil toneladas (queda de 23,8%). O terceiro produto mais importado foi o trigo, que registrou uma alta de 152%, somando 105,2 mil toneladas desembarcadas nos terminais da região.

Quadrimestre

No acumulado do ano, as exportações chegaram a 28,2 milhões de toneladas, 12,8% a mais do que no primeiro quadrimestre de 2015. A alta, mais uma vez, é resultado dos embarques do complexo soja (10,89 milhões de toneladas, 27,3% de aumento) e do açúcar (4,3 milhões de toneladas, 4% de expansão). O milho (2,21 milhões de toneladas, 183,1% de acréscimo) também teve destaque no período.

As importações somaram 9,31 milhões de toneladas nos quatro primeiros meses do ano, uma queda de 14% em relação a 2015. O adubo se manteve como o produto com maior movimentação no quadrimestre, com 725 mil toneladas e crescimento de 52,2%. Em seguida, ficou o enxofre, com 441,6 mil toneladas, um recuo de 31,2%

Contêineres

Enquanto as exportações de commodities pelo Porto de Santos cresceram nos primeiros quatro meses do ano, as operações de contêineres recuaram 7%, totalizando 12,03 milhões de toneladas. O cenário piora se a avaliação for feita em TEU (Twenty-feet Equivalent Unity ou, na tradução livre do inglês, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). A diminuição foi ainda maior, chegando a 9,1%, com um resultado de 1,08 milhão de TEU.

Fonte: A TRIBUNA ONLINE/LEOPOLDO FIGUEIREDO

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

PORTO DE SANTOS


PORTO DE SANTOS BATE A MARCA DE 50 MILHÕES TEU NA MOVIMENTAÇÃO DE CONTÊINERES


O Porto de Santos deve atingir neste mês de maio de 2016 a marca de 50 milhões TEU na movimentação de contêineres. TEU (Twenty Foot Equivalent Unit) é a unidade padrão deste tipo de transporte e equivale a um contêiner de 20 pés. De acordo com os números registrados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo, até março foram 49,6 milhões TEU movimentados no cais santista. A média mensal nos últimos três anos está acima de 300 mil TEU.

As estatísticas para aferição da movimentação de contêineres no Porto de Santos partem de 1970, embora os dois primeiros contêineres tenham chegado a este porto em 1965, ainda de forma experimental. Eles foram descarregados pela cábrea Sansão, de propriedade da Codesp. Nos primeiros dez anos, este tipo de carga apresentou uma movimentação incipiente. O primeiro avanço acontece em 1981, quando instala-se o Terminal de Contêineres (Tecon), hoje administrado pela Santos Brasil, na margem esquerda do Porto de Santos. Daquele ano até hoje, outros terminais especializados, com equipamentos modernos (transtêineres, portêineres), foram instalados, sendo os últimos o Brasil Terminal Portuário (BTP) e a Embraport, ambos entrando em operação em 2013.

Naquele ano, Santos foi apontado como maior porto da América Latina na movimentação de contêineres, superando o Porto de Balboa, no Canal do Panamá. No ano passado, em julho, foi batido o recorde mensal do Porto, com o registro de 360 mil TEU. O crescimento tem se dado não somente pelo aumento na capacidade de movimentação, mas também pela produtividade.

Os terminais de contêineres de Santos vêm batendo recordes sucessivos. A principal marca é do líder no market share, com 34,5% de participação (dados relativos a 2015): a empresa Santos Brasil fechou o mês de março de 2016 com uma média de 110,02 movimentos por hora (MPH), sendo que Anteriormente, a maior marca mensal no Porto de Santos havia sido registrada em novembro de 2014 pela própria Santos Brasil, quando o Tecon Santos atingiu 109 MPH em média.

Na operação específica, o Tecon atingiu o recorde em 6 de abril 225,25 MPH na operação do navio MSC Bremen. Outro operador, a Brasil Terminal Portuário (BTP) iniciou 2016 estabelecendo dois novos recordes na movimentação de contêineres. Segundo a empresa, em janeiro deste ano, a média de produtividade alcançou o patamar de 35,66 MPH/STS (movimentos por hora por portêiner – STS), superando o maior indicador já atingido pela empresa, que foi de 34,11 MPH/STS registrado em maio de 2015. Já em fevereiro deste ano, foi a vez da equipe bater o recorde no navio. Foram 206,82 movimentos por hora durante as descargas e embarques do navio MSC Geneva, o que corresponde a uma produtividade média de 44,53 MPH por equipamento portuário (STS).

A carga conteinerizada responde atualmente por cerca de ¼ da movimentação total em toneladas do Porto de Santos. O principal produto transportado por contêiner no Porto de Santos é o café, com mais de 1,6 milhão de toneladas em 2015.

Fonte: Porto de Santos

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/34180-porto-de-santos-bate-a-marca-de-50-milhoes-teu-na-movimentacao-de-conteineres