LEGISLAÇÃO

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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Terminal de Cargas de Aeroporto Internacional São Paulo/Guarulhos (SP)



Aonde vai parar o maior Terminal de Carga Aérea da América Latina?

Marcos Farneze (*)
 O Terminal de Cargas de Aeroporto Internacional São Paulo/Guarulhos (SP), administrado pela GRU Airport, superou a marca de 25 mil toneladas de carga internacional somente em dezembro. Todavia, na contramão desse crescimento, passa por dificuldades.
Ao contrário do bom desempenho divulgado na mídia no mês de janeiro, onde os terminais de embarque e desembarque internacional somaram mais de um milhão e trezentos mil passageiros, as cargas exportadas e importadas vivem outra situação.
Cargas importadas, parametrizadas em canal vermelho, sofrem espera de mais de 60 dias para serem liberadas devido à greve dos auditores fiscais, causando prejuízos incalculáveis aos importadores e exportadores e à economia do país.
Por mais que os profissionais que atuam na área de importação e exportação torçam e se esforcem para o bom andamento das atividades, deparam com dificuldades como a greve dos auditores fiscais e problemas com a gestora do Terminal de Cargas.
A concessionária GRU Airport vem ao longo de sua atuação desenvolvendo o Sistema denominado CMS. Com isso, os serviços que eram feitos presencialmente, passaram a ser feitos através do Sistema. Porém, os usuários observam que as opções de serviços implicam em cada vez menos responsabilidades para a concessionária e mais responsabilidades para os usuários que dependem da utilização do Sistema.
 Relatos de que em momentos de maior demanda ocorre queda de Sistema, como na semana de  19 de fevereiro, após o Carnaval, oportunidade em que a solicitação de saída de cargas liberadas passou a ser feita somente de forma digital, sem a possibilidade de se fazer de forma presencial. Houve queda do Sistema e atrasos na resposta da GRU Airport, o que impacta no restante do processo, levando o importador a ter que pagar o recálculo de armazenagens e arcar com todo prejuízo.
Há, de forma geral, um descontentamento dos profissionais aeroportuários que reclamam de “Excesso de Autoridade” da direção de GRU Aiport que define questões, aplicam procedimentos, e não administram os possíveis erros que ocorrem, ficando o ônus por conta do importador/exportador e seus representantes, transportadores e toda a cadeia logística.
Após cerca de 15% de demissões de seu efetivo total de 1.400 colaboradores, ocorridas no início de 2017, mais demissões ocorreram nesta semana, submetendo o TECA/GRU a total falta de colaboradores e, principalmente, aqueles com conhecimento técnico.
Outro fato relevante que impacta neste momento ruim do Terminal, diz respeito à greve dos Auditores Fiscais da Receita Federal, que após seu início no ano de 2016 teve sua demanda estabilizada. Esta, porém, retornou com força em 2017 e continua sem previsão de final neste início de 2018. A perspectiva é de que o movimento se intensifique, por conta da exigência do pagamento de bônus aos Auditores Ficais. O adicional de remuneração inclusive foi aprovado em lei, mas até hoje não foi regulamentado e as metas nem chegaram a ser estipuladas.
Segundo ainda os aeroportuários que atuam em Guarulhos, nunca presenciaram o que chamam de “abandono por parte da Inspetoria da Receita Federal que fecha os olhos para a situação”. Neste caminho, questionamos qual será o destino daquele que é hoje o maior aeroporto cargueiro da América Latina.
(*) Marcos Farneze é Presidente do Sindicato dos Despachanates Aduaneiros de São Paulo – SINDASP

terça-feira, 5 de agosto de 2014

APM Terminals Itajaí lança em parceria benefício aos importadores de SC


APM Terminals Itajaí lança em parceria benefício aos importadores de SC



Junto a Asia Shipping e DMX Cargo entregas de cargas fracionadas será possível sem custo, em um raio de até 150 quilômetros a partir de Itajaí


A APM Terminals, através de uma parceria com a Asia Shipping e a DMX Cargo, apresentou uma vantagem aos seus clientes que importarem suas cargas na modalidade fracionada (Less-than-Container Load - LCL na sigla em inglês). Agora eles terão o benefício da entrega rodoviária sem custo em um raio de até 150 quilômetros a partir de Itajaí, alcançando importadores da Grande Florianópolis, Norte de Santa Catarina e Vale do Itajaí.


O serviço LCL com o benefício da entrega sem custos para a região é inédito no Sul do Brasil. Segundo Ricardo Arten, Diretor Superintendente da APM Terminals Brasil, a o que a empresa fez foi estender a logística e o atendimento que o importador já tem no transporte marítimo para o transporte rodoviário, oferecendo a solução completa até a porta da empresa. “Temos certeza que este diferencial irá alavancar pequenas e médias empresas catarinenses. Além do custo zero para o frete rodoviário, o serviço também reduzirá o tempo para a entrega da carga”, completa.


Desenvolvido com o objetivo de enxugar custos operacionais e aperfeiçoar processos no transporte de carga marítima internacional, o serviço LCL permite o compartilhamento de cargas de mais de um cliente em um mesmo contêiner e atende exclusivamente o mercado de importação.


http://www.guiamaritimo.com/gm_wp/noticias/apm-terminals-itajai-lanca-em-parceria-beneficio-aos-importadores-de-sc/

domingo, 4 de maio de 2014

Novo terminal em Paranaguá



Setor privado planeja construção de novo terminal em Paranaguá

Triunfo e LOGZ pretendem utilizar área de 2 milhões de metros quadrados para armazenar contêineres
Publicado em 03/05/2014 | 
A Triunfo Participações e Investimentos (TPI) e a LOGZ Logística Brasil estudam a construção de um novo terminal em Paranaguá. O plano das duas empresas, a princípio, é construir um terminal de contêineres em um espaço de 2 milhões de metros quadrados a oeste do Porto de Paranaguá, na região conhecida como área do Embocuí.
Impasse
Com anulação das audiências, terminal volta para consulta pública
O terminal de contêineres previsto pela Secretaria Especial de Portos da Presidência da República (SEP) para uma área ao leste do Porto de Paranaguá deve voltar às consultas públicas do novo plano de arrendamentos.
A proposta de arrendamento de um novo terminal no espelho d’água ao leste do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) tinha sido rejeitada com base nas audiências públicas realizadas pela SEP e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). No entanto, com a anulação do processo, a proposta deve voltar à mesa. As novas consultas não devem acontecer antes do fim deste mês.
Sozinha, a área tinha investimento estimado em R$ 1 bilhão. A área era tão polêmica, que foi suprimida da apresentação oficial do plano pela secretaria. Em um relatório técnico interno, a proposta de terminal foi considerada inviável. Mesmo assim, a área foi incluída na primeira proposta de novas áreas para arrendamento no porto.

O interesse foi confirmado pela Triunfo em um fato relevante divulgado ao mercado. Segundo o documento, a TPI-Log e a LOGZ terão participação de 50% cada – e, de acordo com um empresário do setor que prefere não se identificar, o valor estimado para aquisição do terreno e operacionalização do projeto superaria os R$ 200 milhões.
Os planos são para os próximos cinco anos, com previsão de início das operações para 2019. Atualmente a Triunfo já opera um terminal de contêineres no Portonave, porto privado de Navegantes (SC).
“Esta é uma área que já está prevista no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto de Paranaguá (PDZPO) e faz parte da previsão de expansão de demanda do porto para os próximos vinte anos”, afirma o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino. Apesar de a área estar no plano, o superintendente diz que não há nenhuma manifestação oficial por parte das duas empresas.
No documento formulado pela Appa, a área do Embocuí tem vocação para abrigar um terminal de contêineres, mas também pode funcionar como terminal de granéis (sólidos, líquidos e de fertilizantes), veículos e até como polo industrial de metalmecânico e plataformas para operação em alto mar.
Como o projeto é de um terminal portuário privado, a instalação não dependeria de um leilão para disputar a área. Com isso, o destravamento do projeto independe da paralisia do novo plano de concessões para o porto paranaense. TPI e LOGZ não quiseram comentar o assunto.
Projeção
No que diz respeito à demanda, o possível novo terminal complementaria a oferta do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) – único em atividade no litoral paranaense – e o Terminal de Contêineres de Pontal do Paraná, que teve seu projeto aprovado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) no fim do ano passado e tem previsão de operação para 2020.
Hoje, o TCP tem capacidade de movimentação de 1,2 milhão de TEUs (unidade de medida equivalente a contêineres de 20 pés) por ano. O terminal de Pontal do Paraná prevê que possa movimentar outros 1,4 milhão de TEUs assim que estiver em operação.
“Mesmo um terceiro terminal concorrente não seria problemático. Existe demanda para isso. O que não existe hoje é infraestrutura para que esses contêineres cheguem até o litoral paranaense”, afirma o membro do conselho de infraestrutura da MV Consultoria Sebastião Almagro.
De acordo com o PDZPO, a área tem potencial de aumentar a capacidade de movimentação em pelo menos 1 milhão de TEUs e a demanda de operação de contêineres no estado superaria os 2 milhões de TEUs até 2030.


http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1466086&tit=Setor-privado-planeja-construcao-de-novo-terminal-em-Paranagua

segunda-feira, 31 de março de 2014

GRU Airport Cargo, Terminal de Cargas do GRU Airport


GUARULHOS TRIPLICA CAPACIDADE DAS CÂMARAS-FRIAS DE EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO

Investimento vai aumentar a capacidade para armazenamento de produtos perecíveis ou que exigem acondicionamento especial.

Atento às necessidades das empresas que atuam com comércio exterior, o GRU Airport Cargo, Terminal de Cargas do GRU Airport – Aeroporto Internacional de São Paulo, está investindo na ampliação das câmaras-frias de exportação e importação, destinadas a produtos perecíveis ou que exigem armazenamento especial. Com a conclusão do projeto, previsto para o início de abril, o volume das câmaras passará de 7,7 mil m3 para 26 mil m3, praticamente o triplo da capacidade atual.

A câmara-fria de exportação foi inaugurada nesta sexta-feira, 28 de março, e tem um volume de 1,7 mil m3, com controle de temperatura entre 2ºC e 8ºC e capacidade para 220 posições. Já a câmara de importação terá volume de 17 mil m3 e capacidade de 1,8 mil posições, com controle de temperatura entre 16ºC e 22ºC. Paralelamente, a administração do GRU Airport Cargo está investindo na revitalização das 16 câmaras existentes, que hoje têm capacidade de 7,7 mil m3.

Segundo o diretor do GRU Airport Cargo, Marcus Santarém, havia uma grande demanda de empresas exportadoras e importadoras para ampliação da capacidade de câmaras-frias, principalmente do setor farmacêutico. “Além disso, precisávamos de equipamentos mais modernos, que possibilitam trabalhar com uma variação maior de temperatura, para atender às peculiaridades de cada produto armazenado”, explica o executivo.

Entre os principais produtos armazenados nas câmaras-frias, estão frutas e medicamentos na área de exportação, e medicamentos, pescados, hortifrúti, na de importação.

Guarulhos é líder no segmento de produtos perecíveis na importação e na exportação, e com esse aumento de capacidade das novas câmaras está plenamente preparado para o aumento de demanda, inclusive durante a Copa do Mundo.

Movimentação de carga -Em 2013, o GRU Airport Cargo movimentou 343.784 toneladas de cargas, volume 3,6% superior ao operado no ano anterior. Somente o setor de importação cresceu 8% no período, enquanto que o mercado nacional permaneceu praticamente estável, com alta de apenas 0,6%.

http://www.exportnews.com.br/2014/03/guarulhos-triplica-capacidade-das-camaras-frias-de-exportacao-e-importacao/