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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

CABOTAGEM



CABOTAGEM DE CONTÊINERES CRESCEU SUBSTITUINDO TRANSPORTE RODOVIÁRIO






Para o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), Bruno Lima Rocha, o ano de 2015 foi de poucas conquistas e de muito trabalho para o setor de apoio marítimo. A diminuição do tamanho da Petrobras e de suas atividades exploratórias, segundo ele, também reduziu o número de barcos contratados. “O que vimos foi a redução de navios de bandeiras estrangeiras. Já os de bandeira brasileira tiveram que renegociar seus contratos com a Petrobras.”


Na cabotagem, ele afirma que a de granéis “andou de lado”, ou seja, não cresceu porque essa atividade, diz, é ligada ao PIB, ou seja, quando a economia diminui o ritmo, a cabotagem de granéis também cai. Porém fez questão de frisar que a cabotagem de contêineres teve, em 2015, um ano interessante porque conseguiu captar cargas do rodoviário, do caminhão. “Tem um mercado enorme para ser captado.”

Nesta entrevista ao MONITOR MERCANTIL, Bruno Lima Rocha fala sobre cabotagem, taxa de juros, alta do dólar, troca de ministro da Fazenda, demissões e a urgência de se mudar o marco regulatório do petróleo.


Qual a perspectiva do Syndarma para este ano?


– Acho que o apoio marítimo vai andar de lado. Não se espera nenhuma licitação de barco novo para a Petrobras. O marco regulatório do petróleo não prevê maior presença de grandes empresas internacionais no setor exploratório. O marco continua muito concentrado na Petrobras. Além disso, o preço do barril também não ajuda nem à Petrobras e nem às demais empresas. Então, se o apoio marítimo continuar e chegar ao final do ano com o número de barcos que se tem hoje, já será uma grande vitória.


E a cabotagem?


– A de contêineres segue com boa perspectiva, porque ainda tem muita carga no caminhão que deverá migrar para o navio. Dependerá muito da competência das empresas de captar isso. Na de granel vai crescer conforme o PIB, ou seja, não vai crescer.


Como o Syndarma analisa esse cenário de crise político/econômico que se instalou no país?


– O Syndarma chora. Tem pena. Não sei se o Syndarma discute essas questões político-econômicas. Cada um tem sua ideia, seu sentimento. Não tem um sentimento do Syndarma. Eu, particularmente, não estou vendo saída. Isso é o que é o pior.


Alguns analistas falam que 2016 começou como terminou 2015. Concorda com essa tese?


– Acho que essa discussão faz parte de sair com alguma solução. Quanto mais se discutir a conjuntura político-econômica, e quanto mais ideias surgirem para resolver de ambas, é salutar.


Os reflexos dessa crise econômica já chegaram ao setor de marinha mercante?


– Sim. O apoio marítimo foi afetado. A cabotagem de granel foi afetada com pequeno crescimento. Mas a de contêineres, não.


Como o senhor analisa essa troca de ministro da Fazenda, saindo Joaquim Levy, considerado monetarista, e entrando Nelson Barbosa, muito ligado ao PT e às questões sociais?


– Não sei se o ministro Barbosa é mão aberta. Mas, se isso for verdade, será uma lástima. Se ele (Barbosa) seguir o que o PT advoga será muito ruim para o país porque o buraco vai se expandir. O que espera e o que a gente tem ouvido do ministro Barbosa é que ele tem as mesmas preocupações, a mesma vontade de fazer o ajuste fiscal. Isso ele tem repetido e acho que ele tem tentado fazer. Então, mantenho a esperança de que o atual governo consiga fazer.


Como o Syndarma analisa a alta das taxas de juros?


– Acho que prejudica muito indiretamente porque o setor, para o seu investimento em ativo fixo, tem o Fundo de Marinha Mercante (FMM), que tem prazos longos, taxas fixas e bem mais baixas e competitivas. Aliás, o FMM é, na realidade, uma das formas de financiar a navegação com taxas mais competitivas do mundo, tendo em vista que tem prazos longos e taxas de juros fixas por todo o período, o que não existe no mundo. Só aqui.


Com o dólar superando a casa dos R$ 4, prejudica o setor?


– Prejudica porque, na cabotagem, os fretes são fixados em reais e alguns custos são em dólares. Um dos maiores custos da navegação cresceu em dólar e diminuiu o preço do combustível. E se compra o combustível a preço internacional e mais o ICMS. Então o valor por tonelada do combustível bunker marítimo diminuiu extraordinariamente em função do preço do petróleo. Isso é uma vantagem, mas não tem nada a ver com taxa de câmbio, que só faz com que a gente tenha muito custo nominado em dólares: peças sobressalentes, navipeças, que são importadas. Isso encarece o custo de manutenção das embarcações, sem dúvida. O frete na cabotagem muitas vezes é em real. Mas também há mão de obra, o custo do trabalho nominado em real. Então, o câmbio afeta sim, mas não é determinante.


A Operação Lava Jato desmantelou uma quadrilha na Petrobras, que está implementando uma política de desinvestimento para captar recursos. Isso está afetando o setor?


– Sim, porque todo o apoio marítimo foi criado em cima da Petrobras. Então, cerca de 90% da produção exploratória de petróleo é feita pela estatal. Se ela vai mal, vai mal tudo que depende dessa exploração e produção. O apoio marítimo depende 100% dessa exploração e produção. Portanto, se a Petrobras vai mal, o apoio marítimo vai junto. Estão casados.


Tem corrido demissões no setor?


– Demissões ainda não. Se for mantida a frota de apoio marítimo, não haverá demissões. E a cabotagem de contêineres está crescendo. Então, não tem porque ter demissões. E a cabotagem de granéis está se mantendo. Então, não vejo demissões nas empresas de navegação este ano.


Alguns especialistas falam que, com o preço do barril de petróleo a US$ 30, a exploração do pré-sal fica inviável. Em sua opinião, qual seria o valor ideal do preço do barril para que o pré-sal seja explorado?


– Isso, acho que a Petrobras guarda a sete chaves, porque diz respeito ao seu custo, o que faz ela muito bem. Nenhuma empresa quer abrir seus custos. Então, não tenho nenhuma ideia do breakeven de exploração do pré-sal. Mas US$ 30 é um preço muito baixo. Já ouvi falar que US$ 48 seria o preço do breakeven. Então, a US$ 30 a exploração do pré-sal já estaria negativa. Mas não tenho nenhuma segurança desses US$ 48.


Quais são os gargalos do setor que precisam ser resolvidos no curto prazo?


– Primeiro, acho que no apoio marítimo, a gente deveria incentivar o Congresso Nacional a mudar o marco regulatório do petróleo, sobretudo, do pré-sal, quer dizer, tirar a obrigatoriedade da Petrobras de participar de tudo e de qualquer licitação. Ela não tem dinheiro para investir. Isso vai travar, portanto, as novas explorações de campos no Brasil. Sei que ninguém vai fazer investimento com o preço do barril de petróleo a US$ 30. Nada vai ajudar no curto prazo. Acho que o quanto antes se discutir o marco regulatório do petróleo, vai ser muito salutar para todo o país e, mais particularmente, para o apoio marítimo. No que diz respeito à cabotagem, entendo que a vida do Syndarma tem sido desonerar, digamos, a cabotagem de algumas exigências portuárias, sobretudo, que encarece e também faz com que as viagens demorem mais tempo, ou seja, tudo que acontece no porto. Para mim, o grande enfoque tem sido reduzir os aumentos e as exigências nas áreas portuárias. É isso que a gente pretende.


Há muita embarcação de bandeira estrangeira na cabotagem?


– Não. Muito pouco. A cabotagem é feita por empresa brasileira de navegação. Só elas podem fazer cabotagem. Isto está na Lei 9.432. Agora, se tem demanda, essa lei é muito sábia, porque dá preferência para empresa brasileira de navegação e para navio de bandeira brasileira em condição. Se não houver navio de bandeira brasileira em condição e tiver carga, aí, sim, o estrangeiro pode ser afretado. Portanto, o navio de bandeira estrangeira só pode participar da cabotagem afretado a uma empresa brasileira de navegação.


Fonte: Monitor Mercantil


https://www.portosenavios.com.br/noticias/navegacao-e-marinha/33120-cabotagem-de-conteineres-cresceu-substituindo-transporte-rodoviario?utm_source=newsletter_7720&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Cabotagem



Samsung migra para cabotagem por alternativa ser mais barata e segura

Segundo diretor da companhia, ao migrar para o modal foi possível reduzir a emissão de poluentes e diminuir os custos com o frete



Iniciando os primeiros passos com a cabotagem em 2005, o gerente de logística da Samsung, Mateus Soares da Silva, destacou a importância do modal para as vendas diretas da companhia, ressaltando que antes a movimentação das cargas saía de Manaus para Belém por meio de balsas e para São Paulo através de carretas. Segundo ele, a operação, no entanto, ficou cara, e a alternativa foi migrar para a cabotagem. “A distribuição das mercadorias passou a sair de Manaus e ir para Pecém pelo modal, assim como seguiu para outros portos, desta forma era possível realizar a venda direta da Samsung sem ter de lidar com altos custos, roubos e avarias, que ocorriam nas estradas”, explica o executivo, acrescentando ainda que ao migrar para a cabotagem foi possível reduzir a emissão de poluentes, diminuir os custos com o frete, regular a supply mundial e sincronizar a demanda dos pedidos, além de desenvolver um sistema coordenado com a ordem de pedido com o tempo de entrega. “Conseguimos ter um ritmo de trabalho em toda a cadeia, regulando o atendimento com cada cliente”, finaliza.
Para saber mais sobre a cabotagem, previsões, benefícios e perspectivas do modal, visite www.portocabotagem.com.br. No site, é possível, ainda, ter acesso a um estudo exclusivo sobre este meio de transporte.

http://www.guiamaritimo.com/gm_wp/noticias/samsung-migra-para-cabotagem-por-alternativa-ser-mais-barata-e-segura/

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Tecon Imbituba apresenta novo serviço de cabotagem da Hamburg Süd/Aliança




Tecon Imbituba apresenta novo serviço de cabotagem da Hamburg Süd/Aliança


A Santos Brasil dispõe de um novo serviço regular da Hamburg Süd/Aliança no Tecon Imbituba, terminal de contêineres administrado pela Companhia em Santa Catarina.

Trata-se de mais uma escala semanal de cabotagem, que fará o transporte de contêineres da região Sul para alguns dos principais portos do Norte e Nordeste do País. Com a novidade, três escalas semanais regulares passam a ser oferecidas a importadores e exportadores em Imbituba, ampliando a movimentação e participação deste terminal no mercado.

Uma das principais vantagens do novo serviço é a redução do tempo de viagem, garantindo maior agilidade no atendimento às demandas de clientes e aumento da produtividade no Tecon. Até então, as cargas da região eram transportadas aos portos de Salvador (BA), Suape (PE), Pecém (CE), Manaus (AM) e São Luís (MA), apenas após o transbordo no Porto de Santos - ou seja, precisava aguardar a troca de navios para seguir seu destino.

Além da linha que liga Imbituba aos portos do Norte e Nordeste, a unidade conta com outros dois serviços regulares da Hamburg Süd - o primeiro proveniente da região do Golfo do México e Caribe; e o segundo com destino ao Uruguai e Argentina (River Plate).

Para o gerente comercial da Santos Brasil em Imbituba, Paulo Pegas, o Tecon é hoje uma alternativa viável para o transporte de cargas conteinerizadas de empresas dos estados da região Sul. "Com a ampliação do número de linhas de navegação, nosso terminal se torna uma opção altamente competitiva aos produtores e indústrias catarinenses e rio-grandenses, que contam com um terminal com tecnologia de ponta e de fácil acesso", reforça.

O Tecon Imbituba possui capacidade de movimentação de 650 mil TEU/ano. Situado em uma enseada de mar aberto, tem calado de 15 metros de profundidade e está estrategicamente localizado no Sul de Santa Catarina, a 360 quilômetrosde distância de Porto Alegre (RS) e de curitiba (PR), com fácil acesso rodoviário pela BR-101 e à malha ferroviária regional.


Sobre a Santos Brasil

A Santos Brasil é referência em operação de contêineres e logística. Criada há 16 anos para operar o Tecon Santos (SP), a empresa já investiu R$ 3 bilhões, calculados a valor presente, em aquisições, expansões, novos equipamentos, tecnologia e recursos humanos. Antecipando-se ao crescimento do fluxo de comércio internacional, a Santos Brasil colaborou significativamente para aumentar a capacidade logística portuária do país.

A produtividade do Tecon Santos é a mais alta do Brasil: média mensal de 85 MPH (movimentos por hora). Em janeiro de 2012, o Tecon Santos bateu a marca de 155,5 MPH na operação de um único navio.

Além do Tecon Santos, a companhia opera mais dois terminais de contêineres - Vila do Conde (PA) e Imbituba (SC) - e um terminal de veículos (TEV) no Porto de Santos. Conta também com uma operadora logística e de cargas gerais, a Santos Brasil Logística, que atua de forma integrada aos terminais viabilizando o atendimento ao cliente em todas as etapas da cadeia logística do porto até o transporte e distribuição.

Listada no nível 2 de Governança Corporativa da Bovespa, a Santos Brasil adota um modelo de crescimento contínuo e sustentável, que alia alto desempenho financeiro e operacional com preservação ambiental e responsabilidade social.


Fonte: Segs/WILLIAN FERNANDES

http://portosenavios.com.br/portos-e-logistica/25078-tecon-imbituba-apresenta-novo-servico-de-cabotagem-da-hamburg-sued-alianca?utm_source=newsletter_5911&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Tecon Rio Grande bate recorde histórico de cabotagem em maio



Tecon Rio Grande bate recorde histórico de cabotagem em maio

O Tecon Rio Grande bateu, em maio, seu recorde histórico em cabotagem – movimentação de cargas entre portos de um mesmo país. Ao todo, foram movimentados 3.900 TEUs (unidade de medida padrão para contêiner de 20 pés), representando um crescimento de 26,9% em relação ao mesmo período de 2013.

No acumulado do ano, o incremento verificado foi de 9,3% no comparativo com o mesmo período. Entre os fatores que contribuíram para este resultado, está o bom desempenho da safra gaúcha, especialmente o arroz, responsável por 77% dos embarques, além da abertura de novas rotas, incluindo São Luís (MA) e Belém (PA), e a retomada dos embarques diretos a Manaus (AM) sem a necessidade de transbordo.

“Os investimentos dos armadores, focando na modernização e aumento da frota, com destaque aos novos navios com capacidade para 4.800 TEUs, também foram essenciais para o crescimento da cabotagem. Apostamos que o Rio Grande do Sul vai acompanhar o crescimento anual de 10% previsto para a cabotagem no Brasil”, destaca o diretor comercial do Tecon Rio Grande Thierry Rios.

Fonte: Jornal Agora (RS)

http://www.portosenavios.com.br/portos-e-logistica/24762-tecon-rio-grande-bate-recorde-historico-de-cabotagem-em-maio

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Linha de cabotagem em Natal reduz até 30% do pagamento de frete de mercadorias



Linha de cabotagem em Natal reduz até 30% do pagamento de frete de mercadorias

Escrito por Redação Portogente
publicado originalmente na Coluna do Bulhões no portal nominuto.com

Os presidentes da Federação das Indústrias do RN, Amaro Sales e Federação do Comércio do RN, Marcelo Queiroz e o de Bens, Serviços e Turismo do estado, Marcelo Fernandes de Queiroz e da Companhia Docas do RN (Codern), Pedro Terceiro e empresários se reúnem esta semana para passar o preto no branco com relação operação de uma linha de cabotagem (transporte por navios entre portos de um mesmo país) para o Porto de Natal.

Já é chegada a hora de se resolver essa questão: a novela está pior do que remoção da pedra da bicuda que atrapalhava a entrada de navios de maior calado para ter acesso ao Porto de Natal.

É claro que a engenharia para fazer acontecer uma linha de cabotagem não é fácil, principalmente no Brasil, cheio de contrastes, má vontades e outras dificuldades que nem Freud explica. Mas, como a persistência vence os desafios, o presidente da Codern, Pedro Terceiro desde que assumiu o cargo vem lutando e agora se vê uma luz no túnel.

O gerente geral de Operações da empresa carioca Log-In Logística Intermodal, que pretende operar uma linha de cabotagem para o Porto de Natal, Celso Possas Júnior apresentou o projeto ao presidente da Fecomércio e da Codern confirmou que o Porto de Suape, em Recife, está trabalhando no limite e é um dos portos mais caros do mundo. O porto de Pecém também opera no limite. Certamente que a operação de cabotagem no Porto de Natal é viável e irá atrair muitos empresários. O apoio da Fecomércio que se soma ao da Fiern, é fundamental para isto", afirmou ele.

No início desta semana, o diretor-presidente da empresa de cabotagem Log-in Logística Intermodal, Vital Jorge Lopes esteve em Natal destacando oficialmente o interesse na operação de linhas regulares no Porto de Natal.

A empresa planeja, gerencia e opera soluções para a movimentação de cargas de cabotagem. Vital Jorge explicou que a companhia tem uma ampla rede integrada que facilita a movimentação portuária e o transporte "porta a porta". Ele explicou que a Log-in tem uma extensa malha intermodal, que permite abrangência geográfica com o Brasil e o Mercosul. O transporte porta a porta significa que a Log-in não só faz a linha portuária, mas também trata de toda a operação de transporte da carga, desde a coleta do produto na origem até a entrega no destino. "Isso garante facilidade no controle de todo o processo de gestão da cadeia logística e condições de competitividade", explicou Vital Jorge.

Segundo Marcelo Queiroz a economia que as empresas podem fazer adotando a cabotagem em suas matrizes de transporte será compensadora. "Em média, estes custos tendem a cair cerca de 30%. É uma economia muito relevante. Além disso, temos o ganho de retirar milhares de caminhões de nossas ruas e rodovias e até, em um segundo momento, de possibilitarmos a redução dos preços de alguns itens ao consumidor, assegurou.

http://portogente.com.br/noticias/portos-do-brasil/natal/linha-de-cabotagem-em-natal-reduz-ate-30-do-pagamento-de-frete-de-mercadorias-82186