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segunda-feira, 14 de julho de 2014

INTERMODALIDADE CORTARIA EM 50% VALOR DO FRETE


INTERMODALIDADE CORTARIA EM 50% VALOR DO FRETE

Um processo logístico intermodal completamente integrado no Brasil - que envolveria portos, hidrovias, ferrovias e rodovias - ainda é um sonho distante. Com as concessões ferroviárias emperradas e a privatização dos portos engatinhando, o sonho da eficiência logística ainda é remoto. No entanto, empresários e analistas calculam que, com um processo integrado, o valor do frete cairia pela metade, o tempo seria reduzido em até 30% e o setor poderia avançar com mais força.

O primeiro passo para a intermodalidade, segundo empresários e especialistas, se daria com a ampliação da malha ferroviária, que hoje ainda é pequena no País.

Segundo consultor em logística e diretor da Trading Best Company, Roberto Jerer Fialkovits, a expansão da malha ferroviária resolveria um problema crasso da realidade brasileira. "Hoje, um terço do PIB brasileiro é proveniente do agronegócio, no entanto, há perdas enormes em todo processo de transporte do grão. Desde dentro do armazém, à espera de transporte, até no processo rodoviário e portuário", diz ele ao DCI.

Na visão do executivo, o chamado custo Brasil interfere diretamente nos planos de expansão das empresas brasileiras, somada ao grande risco que o governo ainda repassa. "Antes dos incentivos para esse setor, é preciso que o governo passe credibilidade. O risco Valec é apenas um dos pontos que intimida o investimento."

O planejamento de uma logística integrada, para Fialkovits, aparece também como de extrema importância. "Não basta o dinheiro, é preciso planejar. O governo e a iniciativa privada precisam entrar em acordos e buscar soluções enxutas. Todos os países que possuem intermodalidade tem operações concisas, com menor custo".


Operação ferroviária

No final da década de 1990, uma onda de privatizações levou à iniciativa privada cerca de 26 mil quilômetros de malha ferroviária. Segundo dados da Associação Nacional dos Transportes Ferroviários, deste montante, 22,8 mil km estão em operação e 5,5 mil é subutilizado ou não utilizado. "A média de operação é boa, o problema é que o Brasil precisaria dobrar a malha para começar a ser competitivo", afirmou o presidente da transportadora de grãos Transpoint, Carlos Brandão.

Para o executivo, com uma malha ferroviária adequada, sob os padrões apontados pelo governo, resultaria em redução de 50% o valor do frete cobrado.

"De acordo com o Programa de Investimento em Logística, anunciado pelo governo federal em 2012, as ferrovias seriam concedidas à iniciativa privada, que construiriam a malha e devolveriam à Valec, que revenderia os espaços nos vagões para transportadores. Nesse cenário, nosso custo cairia pela metade, já que atravessamos o Brasil via rodovias", explicou ainda o executivo ao DCI.

As chances de que esse programa se consolide, para Brandão, são muito baixas. "O governo não conseguiu convencer os empresários a investirem. O mundo vive em crise, o momento não é bom e o governo não repassa segurança", detalhou.


Como faz?

Um levantamento feito pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) endossa a opinião de Brandão. Segundo o estudo, o transporte no Brasil é apoiado na malha rodoviária (62% de uso), seguida da ferroviária (24,1%), aquaviária (14%). "Em um país de extensão parecido com o Brasil, como os Estados Unidos, o transporte ferroviário responde por 43% do mercado, seguido por rodovias [32%], e aquaviários [25%]", diz Rubens Feitosa, professor de engenharia civil com ênfase em logística da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O professor, que tem sua tese de doutorado apoiada nas relações do transporte entre países como Brasil, Estados Unidos e Rússia, apontou ainda que a explicação para o ramo logístico não deslanchar no País é a malha restrita. "O PIB logístico soma, por ano, entre R$ 500 e R$ 650 bilhões e ainda sim, nos Estados Unidos e na Rússia a logística é 25% e 30% mais barata."

Além das ferrovias, o aporte em hidrovias e melhores condições de mobilidade dentro dos portos também aparecem como essencial. "A costa brasileira poderia ser muito mais bem utilizada, no entanto, a cabotagem ainda engatinha no País", disse Feitosa.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria

http://www.aduaneiras.com.br/noticias/noticias/noticias_texto.asp?acesso=2&ID=25722685

terça-feira, 25 de março de 2014

Intermodal promove conferências sobre a matriz de transporte de carga nacional


Intermodal promove conferências sobre a matriz de transporte de carga nacional

A análise sobre o futuro da participação de cada modal na matriz de transporte de carga nacional e os desafios para a intermodalidade nortearão as discussões do programa de conferências da Intermodal 2014, que ocorrerá durante a 20ª edição da Intermodal South America, entre os dias 1 e 3 de abril, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP).

A UBM Brazil, organizadora da Feira, firmou parceria com entidades especializadas do setor para reunir especialistas e formar painéis representativos de cada segmento de atuação, dando assim grande destaque temático para a conferência. O Inbrasc (Instituto Brasileiro de Supply Chain), o Centronave (Centro Nacional de Navegação) e a Abtra (Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados) já confirmaram parceria com o evento e contribuíram para a definição de temas de cada painel, além de indicar seus mais qualificados profissionais para ministrá-los.

Foto: Divulgação
O então ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, em conferência realizada na Intermodal

“Nossas parcerias reforçam ainda mais o potencial estratégico da Intermodal South Amerca. Com a participação de especialistas de entidades amplamente reconhecidas pelo mercado, promovemos o debate de questões pertinentes e atuais em cada área dos modais, e reforçamos ainda mais o papel do evento como um pólo fomentador de diretrizes para as empresas do setor de logística e comércio exterior”, afirma o gerente da Feira, Ricardo Barbosa.

Programação

O painel que dá início à Intermodal Ports & Maritime Summit acontece no dia 1 de abril, às 9h, com o tema “Infraestrutura - Avanços e Perspectivas”. Com moderação do presidente da Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), Vicente Abate, serão abordados temas como o modelo de efetivação dos empreendimentos em infraestrutura previstos pelo Governo Federal para o período 2014-2017, verbas destinadas ao desenvolvimento logístico, riscos e razões de desconfiança do setor privado e proposições para superar esses problemas.

Ainda no primeiro dia de evento, às 14h, tem lugar o painel “Desafios Estruturais dos Portos Brasileiros”, em parceria com a Abtra. Dividido em duas sessões para debates de temas mais específicos, aborda os requisitos para alfandegamento de terminais e recintos e traz, dentre os palestrantes, o gerente de tecnologia da informação da Abtra, Vander Abreu e outros especialistas.

A pauta da segunda sessão do painel vespertino, Porto Indústria e Acesso aos Portos, propõe o debate de alternativas para o acesso à região do Porto de Santos, comenta o projeto do túnel Santos-Guarujá e seus impactos, discute perspectivas de portos como o do Espírito Santo e apresenta cases de sucesso. Entre os palestrantes convidados, estão prefeitos de algumas cidades da Baixada Santista, Paulo Alexandre Barbosa (Santos), Marcia Rosa (Cubatão) e Maria Antonieta de Brito (Guarujá), além do diretor-presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, e o secretário de Desenvolvimento do Governo do Espírito Santo, Nery de Rossi.

Segundo dia

No dia 2 de abril, às 9h, o painel “Novo Código Comercial Marítimo” acontece em parceria com o Centronave e destaca mudanças de direitos e obrigações de embarcadores, companhias marítimas e prestadores de serviços no âmbito portuário. Os temas vão do risco marítimo à navegação aquaviária, passando por garantia patrimonial e apuração formal dos acidentes.

Supply Chain

Em parceria com o Inbrasc, o painel “Supply Chain - Identificando Soluções”, dividido em duas sessões, abre o último dia de Intermodal Ports & Maritime Summit, às 9h. “A Cadeia de fornecimento numa visão global” e “Logística Reversa como um diferencial competitivo” são os temas da primeira sessão, que debate questões como o cenário da cadeia de suprimentos na indústria, estratégias na área para resultados mensuráveis, impactos da Nova Lei de Resíduos Sólidos para o mercado de Logística Reversa e oportunidades para agregar valor ao que seria descartado.

A segunda sessão do período da manhã aborda “A integração de modais na cadeia de suprimentos” e o “Estudo de caso: Basf”. Serão discutidas questões como o gerenciamento do imprevisível para garantir que a carga seja entregue, a identificação de riscos as operações de transporte, multimodais na cadeia de fornecimento e resultados obtidos a partir das estratégias adotadas pela Basf.

Fechando a conferência, o sexto painel acontece às 14h aborda uma visão comparativa entre os condomínios logísticos e as plataformas logísticas. Também dividido em duas sessões, o painel apresenta o conceito, a viabilidade e as razões para implantação e utilização de condomínios ou plataformas logísticas e de Zonas de Processamento de Exportação (ZPE). Situação atual de mercado e necessidade de novos condomínios para os próximos anos também serão levantadas no evento que encerra a conferência.

As inscrições para participar do programa de conferências da Intermodal 2014 estão abertas e podem ser feitas pelo site:http://www.intermodal.com.br.

http://portogente.com.br/noticias-do-dia/intermodal-south-america-promove-conferencias-81378