LEGISLAÇÃO

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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Feira terá importadores de seis países árabes


Feira terá importadores de seis países árabes

Salão Internacional do Couro e do Calçado começa na próxima segunda-feira na Serra gaúcha e espera compradores de 26 origens, entre eles da Arábia Saudita, Bahrein, Emirados, Kuwait, Sudão e Líbia.

Isaura Daniel
isaura.daniel@anba.com.br


João Ricardo/Divulgação


Pletsch: convite aos árabes é pedido de expositores

São Paulo – O Salão Internacional do Couro e do Calçado (SICC), que ocorre de 25 a 27 de maio na cidade gaúcha de Gramado, terá importadores de seis países árabes entre os visitantes internacionais. Compradores da Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Sudão e Líbia virão para a mostra, segundo Roberta Pletsch, diretora da Merkator Feiras e Eventos, que promove a exposição.

Diferente de outras mostras, onde quem banca a vinda de importadores são projetos setoriais, na SICC é a própria promotora que organiza e patrocina a vinda dos compradores estrangeiros. Na edição deste ano virão 56 compradores de 26 países do Oriente Médio, África, América do Sul, América Central e América do Norte, além da Europa. Eles terão hospedagem, passagem aérea e translado entre Porto Alegre e Gramado bancados pela organização.

Quem já foi convidado em edições anteriores da SICC tem garantida nesta nova participação a hospedagem, que fica por conta da Merkator. Somando estes importadores aos que terão pacote completo, já são mais de cem os compradores internacionais esperados, segundo Pletsch. O salão está em sua 24ª edição e, segundo a diretora, no começo os visitantes estrangeiros vinham principalmente de países próximos da América do Sul.

Os importadores convidados são sugeridos pelos próprios expositores. E eles, segundo Pletsch, pedem bastante pelos compradores do Oriente Médio e África. “Notamos que os importadores estão comprando bem deles”, afirma a diretora, lembrando que nestes países o clima é quente e por isso eles usam bastante calçados abertos. O SICC de maio é voltado para o lançamento das coleções Primavera-Verão. “Os expositores falam que é um mercado em expansão, que compra bastante e que é muito correto no pagamento”, afirma Pletsch.

Os importadores não participam de rodadas de negócios. Eles apenas recebem assessoria da organização da feira na chegada ao hotel e depois ficam livres para circular na feira, entrar nos estandes e negociar com as empresas pelas quais se interessarem. A Merkator coloca um adesivo nos estantes de expositores que aderiram ao projeto importador, indicando que eles têm interesse em exportar e estarão na feira com suas tabelas de preços também em dólar.

A última feira promovida pela Merkator nestes moldes, a Zero Grau, voltada para a coleção Outono-Inverno, ocorreu em novembro do ano passado, também na cidade gaúcha de Gramado, e recebeu 32 importadores pelo projeto. Eles compraram 346 mil pares de calçados, segundo Pletsch. A feira não divulga toda a sua movimentação financeira, mas informa que são comercializados na mostra dois meses de produção das empresas.

No ano passado foram recebidos 9,5 mil visitantes em três dias de exposição. Para este ano são aguardadas 12 mil pessoas. Os expositores serão 350 em uma área de 14,5 mil metros quadrados, que já foi toda comercializada. A feira acontece no Centro de Eventos Serra Park.

Serviço:
24º Salão Internacional do Couro e do Calçado (SICC)
De 25 a 27 de maio de 2015
Serra Park - Rua Viação Férrea, 100 – Gramado – RS
Site: www.sicc.com.br
Telefone: +55 (51) 3593-7889

http://www.anba.com.br/noticia/21867767/oportunidades-de-negocios/feira-tera-importadores-de-seis-paises-arabes/

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

CALÇADISTAS APONTAM FRUSTRAÇÃO NAS NEGOCIAÇÕES COM ARGENTINA



CALÇADISTAS APONTAM FRUSTRAÇÃO NAS NEGOCIAÇÕES COM ARGENTINA


BRASIL X ARG
Ficou para os últimos dias do ano a notícia que não era esperada pelos calçadistas, especialmente depois de reiteradas promessas por parte do governo de Cristina Kirchner quanto à liberação dos mais de 700 mil pares de calçados negociados e impedidos de entrar na Argentina por conta das Declarações Juramentadas Antecipadas de Importação (DJAIs). O prejuízo direto é de mais de US$ 13 milhões.
Segue a nota do presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, que até o dia 20 de dezembro esperava por uma iniciativa que não aconteceu.
“Em termos práticos esta sexta-feira será o último dia útil do ano. E os embarques de calçados brasileiros para a Argentina continuam bloqueados, sem qualquer expectativa se e quando poderão ser processados.
Frustração é o sentimento de todos quantos nos empenhamos na solução desta questão ao longo dos últimos quatro meses, em defesa da indústria e dos trabalhadores que já sofrem os efeitos da situação.
Frustração porque todos os esforços das entidades, das empresas e dos trabalhadores resultaram sem qualquer efeito prático. Inobstante os contatos com a Presidente da República e com vários Ministros de Estado, não se logrou demover as autoridades argentinas do desleal e ilegal bloqueio dos embarques legitimamente contratados com importadores argentinos.
Agora é amargar as perdas: os 700 mil pares que deixamos de embarcar para o Dia de las Madres, os outros 700 mil pares que seriam negociados para o Natal, mais pelo menos outros 700 mil que estariam em produção neste mês de dezembro e janeiro para a temporada de outono-inverno. E, o maior de todos os prejuízos: o dano causado à nossa credibilidade perante os importadores, pela nossa incapacidade de assegurar a efetiva entrega do produto na época contratada.”
Entenda
O governo argentino instituiu, em 2012, a necessidade da DJAI, burocracia que obriga o importador declare suas intenções de investimento em solo argentino ou apresente um programa de exportações, processo que ficou conhecimento por “uno por uno”. Na prática, a política visa, através de uma manobra protecionista, equilibrar a balança comercial argentina. Alguns calçados brasileiros aguardam liberação desde julho.

Fonte:Abicalçados

terça-feira, 6 de agosto de 2013

IMPORTAÇÃO DE CALÇADOS DESMONTADOS FICARÁ MAIS FÁCIL NO BRASIL



IMPORTAÇÃO DE CALÇADOS DESMONTADOS FICARÁ MAIS FÁCIL NO BRASIL


SAPATADA

A partir de outubro deste ano a importação de calçados desmontados ficará mais fácil no Brasil. Isso porque o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, nesta quinta-feira, que vai reduzir o imposto de importação de 25% para 18% para 100 insumos utilizados pela indústria de transformação, entre partes superiores dos calçados (cabedais) e seus componentes, solas exteriores e saltos de borracha ou plástico.
A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) lamenta a decisão, que vai de encontro aos esforços do Governo Federal para devolver a competitividade para a combalida indústria nacional. Segundo o presidente-executivo da entidade, Heitor Klein, o imposto de 25% era um pleito dos calçadistas brasileiros para tentar barrar a importação de calçados desmontados, que aumentou quase 50% depois da adoção da tarifa antidumping contra o produto proveniente da China, em 2010. “Os importadores de calçados chineses, para burlar a tarifa antidumping de US$ 13,85 por par, passaram a importar os calçados desmontados para mera montagem no Brasil.
Considerando que a tarifa de importação de calçados é 35%, os agentes conseguiram obter g anho, pois passaram a pagar somente 18%. O pleito de elevar a tarifa para 25% era, ao menos, para fechar mais próximo do valor da alíquota de importação para o produto acabado”, explica. Klein ressalta que o aumento da tarifa para importação de partes, instituído em outubro de 2012 e revogado este ano, diminuiu o ímpeto das importações dos componentes, trazendo mais competitividade para a indústria brasileira.
“A partir de agora devemos enfrentar, novamente, uma onda de importações de calçados desmontados, especialmente da China. A medida do governo vem de encontro aos esforços já feitos como a desoneração da folha de pagamento e o Reintegra”, lamenta o executivo.

Fonte: Abicalçados

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Calçados - Importações - Medidas antidumping




Calçadistas pedem fim de importação predatória
AGÊNCIA PREVIEW/DIVULGAÇÃO/JC
Rio Grande do Sul está presente no evento que reúne mil expositores, durante esta semana, em SP
Rio Grande do Sul está presente no evento que reúne mil expositores, durante esta semana, em SP
Lideranças das cadeias calçadistas e da moda criticaram a falta de ações da União para impedir as importações predatórias, principalmente de calçados. De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Milton Cardoso, por causa da queda no comércio exterior do setor, o superávit da indústria calçadista, que já chegou a US$ 5 bilhões, não deverá atingir US$ 1 bilhão em 2012, devido ao aumento das importações e da prática da triangulação por parte do mercado chinês. De acordo com Cardoso, a triangulação ocorre desde 2010, após o governo brasileiro adotar medidas antidumping sobre o calçado chinês, cujos produtos passaram a entrar no Brasil por meio de outros países, como Taiwan, por exemplo. A manifestação foi feita na Feira Internacional de Calçados, Artefatos de Couro e Acessórios de Moda (Couromoda), que acontece em São Paulo.

Outra prática predatória permitida pelo governo brasileiro, segundo Cardoso, é a importação de partes de calçados para a montagem do produto no Brasil. “Não conseguimos entender como empresas que importam 94% dos produtos e somente montam o calçado no Brasil são consideradas regulares e legais”, disse. De acordo com ele, essas indústrias são consideradas nacionais e conseguem descontos, por lei, de 75% no imposto de renda e incentivos dos governos estaduais como desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Segundo Cardoso, desde janeiro de 2012 a produção industrial do setor cai mês a mês ante igual período de 2011, exceto em fevereiro e outubro do ano passado. Já a queda no nível de emprego do setor ocorre repetidamente desde outubro de 2011. “Se o comércio cresce desde 2010, isso (essa queda) só pode ocorrer por conta dos problemas com as importações”, disse.

Já o presidente da Associação Brasileira dos Lojistas de Artefatos e Calçado (Ablac), Carlos Ajita, cobrou ainda a ampliação da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que já é feita na venda de calçados, tênis e confecções, para os artefatos de couro, que hoje têm uma alíquota de 10% de IPI.

As lideranças elogiaram, no entanto, as medidas de desoneração tributária e da folha de pagamento adotadas pelos governos federal e estaduais. O governador Tarso Genro, por exemplo, concedeu às empresas gaúchas um crédito presumido de 2% no ICMS sobre as vendas interestaduais no período de 1 de fevereiro a 31 de maio deste ano. A redução deve ter impacto direto sobre as vendas na Couromoda, que responde por cerca de 35% da movimentação anual do setor. “Em todas as demandas da indústria calçadista, a questão tributária sempre foi o foco das demandas para garantir a competitividade da indústria no Rio Grande do Sul”, explicou o diretor-presidente do Badesul, Marcelo Lopes, que participou da abertura do evento.

A 40ª Couromoda, que acontece esta semana em São Paulo, reúne mais de mil expositores do setor coureiro calçadista, que movimenta R$ 70 bilhões, gera 1 milhão de empregos e está presente em 17 estados.

Governo estuda medidas antidumping, assegura Alessandro Teixeira

O ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessando Teixeira, afirmou, na Couromoda, que o governo estuda novas medidas antidumping para as importações de calçados, nos moldes da sobretaxa adotada para a compra desses produtos da China, há três anos. “Temos de trabalhar para a aplicação de medidas antidumping para outros países, começamos o trabalho com o apoio da Abicalçados e, ao longo deste ano, teremos medidas para o setor”, disse o ministro, após abertura da feira.

Desde 2010 há uma sobretaxa de US$ 13,85 por par de calçado importado da China, o que freou as importações daquele país. No entanto, a indústria calçadista brasileira denunciou, e o governo investiga, a triangulação dos calçados da China em outros países asiáticos antes de entrar no Brasil, como Vietnã e Indonésia.

No entanto, de acordo com o ministro, o governo não encontrou irregularidades nas possíveis importações de calçados chineses por meio do Vietnã. “No Vietnã, há uma produção local, com plantas industriais, e algumas empresas até chegaram a deixar a China para produzir lá, o que não configura a operação (triangulação)”, afirmou Teixeira, que ratificou a opção pela ampliação da tarifa antidumping para outros países, sem nominá-los. Ele lembrou ainda que o setor no Brasil é protegido por outras medidas, como uma das mais altas tarifas de importação de calçados, de 35%.

Ministro defende posição de compreensão com a Argentina

Alessandro Teixeira (ministro interino do MDIC) defendeu uma posição de “compreensão” com a Argentina, mesmo após a presidente Cristina Kirchner adotar barreiras contra a entrada de produtos estrangeiros, as quais levaram a uma queda de 13% nas exportações brasileiras ao país vizinho, em 2012, na comparação com o ano anterior, para US$ 18 bilhões. A queda no fluxo entre os dois países trouxe ainda o superávit comercial brasileiro com a Argentina para US$ 1,56 bilhão no ano passado, recuo de 73% sobre 2011 e ajudou a derrubar as exportações brasileiras totais, que caíram 20% em 2012.

“Precisamos entender que a economia argentina vive uma situação complicada. Temos de ser compreensivos porque temos interesses maiores do que a questão da exportação”, disse. “Hoje o grande investidor na economia argentina são as empresas brasileiras, e temos de auxiliar a Argentina, que é fundamental para a gente”, completou o ministro.

Teixeira afirmou ainda que a indústria brasileira começou 2012 melhor do que iniciou 2011, apesar de indicadores antecedentes, como a venda de papelão ondulado e o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas apresentarem desempenhos negativos em dezembro ante novembro e sobre igual período de 2011. “Há um cenário de recuperação da economia internacional, com os Estados Unidos crescendo no último trimestre e uma retomada no consumo tanto naquele mercado, quanto na Europa”, concluiu.

http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=113706

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

EXPORTAÇÕES

APETITE CHINES PELO AÇÚCAR SUSTENTA PREÇO E EXPORTAÇÕES

Um déficit de açúcar na China deve dar novo fôlego às cotações da commodity e abrir uma nova janela de oportunidade para os exportadores brasileiros. Um relatório previu que na China, o segundo maior consumidor mundial de açúcar depois da Índia, haverá uma queda na produção, da ordem de 10,6 milhões de toneladas, segundo o Guangxi Bulk Sugar Exchange Center.
A demanda de açúcar no gigante asiático pode exceder a produção em 3,3 milhões de toneladas e, apesar de ter 2,1 milhões de toneladas estocadas, o aumento do consumo deverá resultar em uma defasagem de mais de 2 milhões de toneladas este ano. A quebra de safra se deve a problemas climáticos que, desde setembro, reduziram a produção na região sul do país.
A necessidade de importação da China pode ser ainda maior que o esperado já que o governo local pode optar por não vender todo o estoque por se tratar de uma reserva nacional estratégica.
Segundo Mick Pitts, diretor de vendas da commodity do National Australia Bank Ltd, as reservas chinesas seriam suficientes até o segundo trimestre. "Eles os chineses provavelmente terão que recorrer a outros mercados ainda que seja apenas para manter seus estoques antes da colheita da sua safra de açúcar, no final de 2010", avaliou Pitts, em um relatório divulgado ontem.
A demanda da China pode elevar ainda mais os preços internacionais do produto que, no ano passado, já atingiram o valor mais elevado em três décadas. Índia, Indonésia, Paquistão, Egito e Rússia também estão entre os países que pretendem comprar açúcar no mercado externo.
"Os fundamentos do açúcar estão muito bons, tanto em demanda e oferta, quanto no clima", disse Chai Ning, analista da Cofco Futures. "A redução da produção está prevista para ser maior do que o estimado anteriormente. A tendência de queda é difícil", completou.
De acordo com analistas, por enquanto, ao invés de aumentar as importações para atender á demanda doméstica, a China está mais interessada em divulgar suas reservas e tentar acalmar as especulações. "A produção interna de açúcar ainda é mais barata do que as importações", disse Zhu Zhiping, analista da China International Futures Co Ltd. Na maioria das áreas produtoras de cana-de-açúcar, o preço do açúcar hoje está mais de 20% mais barato do que o açúcar importado e a China é o terceiro maior produtor mundial.
O Brasil, que em 2009 foi o grande fornecedor de açúcar da Índia, deverá tentar agora saciar o apetite chinês. Na segunda quinzena de janeiro, a produção na região Centro-Sul, onde se concentram mais de 80% das usinas instaladas no País, foi ampliada para 43,9 mil toneladas, ante 40,8 mil produzidas no mesmo período do ano anterior. Segundo informações da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), 63 plantas se mantiveram operando para obterem vantagens dos preços recorde. Entre os dias 16 a 31 de janeiro, os produtores colheram 2,58 milhões de cana, 66% a mais do que um ano antes.
O aumento da demanda internacional de açúcar nesse período do ano já está esbarrando em problemas logísticos. No Porto de Recife, a mão de obra se mostra insuficiente para operar os navios que serão carregados com açúcar ensacado no local. O problema começa a gerar atrasos e prejuízos para algumas usinas.
Os preços do açúcar cristal seguem estáveis no mercado paulista. De acordo com pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a saca se mantém acima dos R$ 72 - patamar recorde, considerando a série deflacionada. De modo geral, as negociações seguem em ritmo lento. Usinas têm ofertado baixo volume do produto, o que tem mantido os preços do cristal e também de outros tipos firmes. Vendedores comentam que a disponibilidade de cristal deve se manter baixa mesmo quando iniciar a moagem da nova safra. Em janeiro, a média mensal do Indicador foi de R$ 70,83, alta de 20,6% em relação à de dezembro.
Ontem, o valor à vista em reais do indicador do açúcar Esalq fechou R$ 72,47 a saca (-0,01%). Em dólar, o preço ficou em US$ 39,20 a saca (-0,01%).
A falta de açúcar na China deve dar novo fôlego às cotações da commodity e abrir uma janela de oportunidade para os exportadores brasileiros. Relatório divulgado nesta semana pelo Guangxi Bulk Sugar Exchange Center previu que na China - o segundo maior consumidor mundial de açúcar depois da Índia - haverá uma queda na produção da ordem de 10,6 milhões de toneladas. A demanda de açúcar no gigante asiático pode exceder a produção em 3,3 milhões de toneladas e, apesar de ter 2,1 milhões de toneladas estocadas, o aumento do consumo deverá resultar em uma defasagem de mais de 2 milhões de toneladas este ano.
Diário do Comércio e Indústria


EXPORTAÇÕES DE 18 ESTADOS BRASILEIROS CRESCEM EM JANEIRO
As exportações de 18 unidades da Federação Brasileira apresentaram crescimento no mês de janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados podem ser conferidos a partir de hoje (12/2), no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No geral, as vendas brasileiras para mercados internacionais aumentaram 21,3% na mesma comparação.
O principal destaque estadual foi Tocantins, cujas exportações elevaram 388,9%. Em janeiro do ano passado, os embarques tocantinenses foram de US$ 1,617 milhões, já neste ano, subiram para US$ 7,909 milhões. A Bahia também registrou amplo desempenho no mês, com crescimento das exportações de 106,3%. No mês, as empresas baianas embarcaram US$ 809 milhões contra US$ 392,1 milhões no ano passado.
Por região, as exportações do Sudeste cresceram 21%, com embarques de US$ 6,421 bilhões, o que representou 56,8% do total brasileiro. O estado que teve maior crescimento regional foi o Rio de Janeiro (+68%), com exportações de US$ 1,150 bilhão. Em seguida, Espírito Santo com vendas ao exterior de US$ 666,6 milhões (+48,9%), São Paulo com US$ 3,126 bilhões (+13,7%) e Minas Gerais com US$ 1,477 bilhões (+3,9%).
No mês, a Região Sul exportou US$ 1,970 bilhão, valor que foi 4,2% maior que o registrado em janeiro do ano passado. Somente as exportações do Rio Grande do Sul cresceram. No período, os embarques gaúchos somaram US$ 838,580 (+19%). Na contramão, as vendas internacionais do Paraná e de Santa Catarina caíram 5,4% e 3,1%, respectivamente.
Os nove estados do Nordeste exportaram US$ 1,3 bilhão, valor que foi 47,8% superior ao mesmo mês do ano passado, quando as vendas somaram US$ 879,939 milhões. Além da Bahia (+106,3%), que teve o maior crescimento regional, também registraram aumento as exportações de Pernambuco, que exportou US$ 156,074 milhões (+75,5%); Ceará, US$ 100,764 milhões (+20%); Paraíba US$ 15,607 milhões (+8,37%), Piauí US$ 5,912 milhões (+3%) e Sergipe US$ 4,011 milhões(+33,1%). No entanto, houve decréscimo nas vendas internacionais de Maranhão (-47,7%); Rio Grande do Norte (-13,7%) e Alagoas (-3,95%).
Os estados do Norte embarcaram US$ 764,980 milhões. Esse desempenho foi 13,39% superior ao de janeiro de 2009. As exportações de Tocantins cresceram 388,9%, mas o principal exportador regional permaneceu sendo o Pará, com vendas de US$ 656,556 milhões, alta de 13,57%. Os embarques do Acre cresceram 85,5%; de Rondônia 33,2% e do Amazonas 11,2%. Entretanto, retraíram as exportações de Roraima (-73,1%) e Amapá (-23,9%).
O Centro-Oeste foi a única região do país a apresentar queda nas exportações (-16,14%). Em janeiro, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal embarcaram, juntos, US$ 699,255 milhões. No mesmo período do ano passado, o resultado chegou a US$ 833,853 milhões.


Municípios
No levantamento por municípios, Angra dos Reis (RJ) apareceu em primeiro lugar nas exportações com embarques de US$ 406,287 milhões. Em segundo e terceiro lugares ficaram São Paulo (SP) – US$ 379,436 milhões - e São José dos Campos (SP) – US$ 328,512 milhões.
A cidade fluminense de Macaé, cujas exportações somaram US$ 307,867 milhões, ficou na quarta colocação, seguida por Parauapebas (PA) – US$ 295,011 milhões; São Francisco do Conde (BA) – 268,492 milhões; Vitória (ES) – US$ 266,255 milhões; Santos (SP) – 265,071 milhões; Rio de Janeiro (RJ) – 238,127 milhões; e São Bernardo do Campo (SP) – 209,340 milhões, na décima posição.
MDIC


EXPORTAÇÕES GAÚCHAS COMEÇAM ANO EM CRESCIMENTO
O ano começa com crescimento das exportações no Rio Grande do Sul. Em relação a janeiro de 2009 houve um incremento de 19,1%, atingindo US$ 838 milhões, 98% deste total correspondente a produtos industrializados. Apesar de ser o terceiro mês consecutivo de elevação nas vendas externas, o volume é inferior ao registrado em janeiro de 2007, que foi de US$ 860 milhões; e de 2008, US$ 1,16 bilhão.
Dos 18 segmentos da indústria, 10 apresentaram crescimento. O setor Químico, especialmente com embarques de polietileno para a Argentina, Bélgica e China, foi o que mais contribuiu para o bom desempenho das exportações gaúchas no primeiro mês de 2010, com uma elevação de 119% nas vendas, um total de US$ 77 milhões. Material Eletrônico e de Comunicação (73%), de Transporte (68%) e Metalurgia Básica (40%) também tiveram participação importante.
Cabe destacar, porém, que a base de comparação deprimida favorecerá um crescimento, mesmo que o valor absoluto exportado não supere o observado em anos anteriores. “A demanda externa está em melhores condições do que há seis meses, e a recuperação da economia mundial é mais consistente. Porém, a dinâmica de recuperação de alguns segmentos é mais lenta”, observou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Tigre, ao avaliar o desempenho da balança comercial, na última quinta-feira (11/2).
A Argentina foi principal país de destino dos produtos gaúchos no mês. Comprou mais US$ 63 milhões de empresas do Rio Grande do Sul, um aumento de 100% em comparação ao mesmo período de 2009. Os Estados Unidos seguem em segundo, mas apresentaram uma queda acentuada de 13% (menos US$ 13 milhões), o que confirma a retração para este país desde o aprofundamento da crise internacional, em 2008. Paraguai, o terceiro colocado, foi o mercado que mais cresceu percentualmente em janeiro, com 233%, impulsionado pelas vendas de adubos, fertilizantes e defensivos agrícolas. A Rússia, em quarto, aumentou em 10% as compras de produtos gaúchos, especialmente carne in natura.
Apesar do desempenho positivo no primeiro mês do ano, o Rio Grande do Sul perdeu a terceira posição de principal estado exportador do país para o Rio de Janeiro, grande produtor de petróleo, beneficiado pelo aumento do preço do barril. A participação gaúcha alcançou 7,4% do total nacional. São Paulo lidera, com 27,7% (US$ 3,12 bilhões), seguido por Minas Gerais, 13,1% (US$ 1,4 bilhão); e Rio de Janeiro, 10,2% (U$ 1,15 bilhão).
As importações também tiveram um incremento em janeiro deste ano, em comparação ao mesmo período anterior: subiram 35%, o que equivale a US$ 794 milhões. “O crescimento nas compras de matérias-primas e bens intermediários é um forte indicativo de que a produção industrial tende a se acelerar nos próximos meses”, comentou Tigre
CNI - Confederação Nacional da Indústria


CALÇADISTAS BRASILEIROS APOSTAM NA COLÔMBIA
Promovido pela Abicalçados e Apex-Brasil e organizado pela Francal, o showroom de calçados brasileiros é mais uma investida do setor para continuar exportando.
Na próxima semana, um grupo de calçadistas brasileiros aporta na Colômbia para participar da International Footwear and Leather Show (IFLS), maior evento de calçados e acessórios daquele país, disposto a ampliar sua participação naquele país e nos mercados vizinhos.
A feira, que ocorre de 16 a 19 de fevereiro, contará com onze empresas nacionais no Pavilhão Brasileiro, organizado pela Francal, dentro do programa Showroom de Calçados Brasileiros na América Latina, promovido pelo Brazilian Footwear – Programa de Apoio às Exportações de Calçados, desenvolvido pela Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) em parceria com a Apex-Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos).
Conforme Vivian Laube, assessora de marketing do programa, a Colômbia é um dos países-alvo para a venda de calçados brasileiros. Mesmo que não figure entre os maiores compradores, aquele mercado registrou crescimento gradativo nos últimos anos, chamando a atenção dos fabricantes para o potencial a ser explorado.
O volume comprado pela Colômbia de janeiro a novembro de 2009 superou em 33% o resultado total de 2008. Neste período, foram embarcados 2,856 milhões de pares, que geraram um faturamento de US$ 14,4 milhões para os fabricantes brasileiros. “O mercado da Colômbia vive um período de crescimento de consumo e o Brasil não pode ficar de fora”, argumenta Vivian.
Segundo a assessora, os calçadistas brasileiros presentes na IFLS estão investindo em divulgação, o que deve reforçar ainda mais suas perspectivas de venda. “Estamos levando apenas uma pequena amostra do que o Brasil oferece hoje no mercado internacional de calçados. Nossa expectativa é de que a IFLS se consolide cada vez mais como a principal feira da América Central, elevando assim a nossa participação”, avalia.
Para Abdala Jamil Abdala, os showroom de calçados brasileiros na América Latina que a Francal promove para a Abicalçados têm se mostrado uma ferramenta essencial na ampliação das exportações brasileiras deste setor. “A Colômbia, especialmente, é um dos mercados mais promissores para os calçadistas brasileiros”, garante o presidente da Francal.
Esta edição da IFLS contará com 400 expositores, distribuídos em uma área de nove mil metros quadrados. A estimativa dos organizadores é de receber 15 mil visitantes. Além da feira, que congrega calçados, manufaturas de couro, vestuário e bijuteria, acontecerão ainda eventos paralelos, como o Fórum de Tendências de Moda.
Fatorbrasil


VENDAS EXTERNAS DE CALÇADOS SE RECUPERAM
O faturamento do setor, com mercado internacional, ficou estável em janeiro sobre o mesmo mês de 2009, mas teve avanço de 28,8% em volume. Foram exportados 17,5 milhões de pares.


Da redação
São Paulo – O faturamento das indústrias brasileiras de calçados com o mercado externo começou a melhorar. Apesar de a receita com exportações em janeiro ter ficado praticamente igual ao mesmo mês de 2009, houve avanço de 28,8% no número de pares exportados. Os embarques somaram 17,5 milhões de pares e a receita ficou em US$ 142,8 milhões.
Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). De acordo com a entidade, influenciou no desempenho o retorno das compras de países que haviam reduzido importações no ano passado, como Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e Argentina. Os Estados Unidos, maior comprador, adquiriram 6,8 milhões de pares.
Entre os estados brasileiros que exportaram calçados, o Ceará teve um bom desempenho. O estado aumentou em 47% o seu faturamento com vendas externas do setor. As indústrias cearenses venderam 10,2 milhões de pares em janeiro, com receita de US$ 44,4 milhões. Também a Bahia teve receita 26,5% maior com exportações de calçados.
Os calçados sintéticos tiveram 20,5% de crescimento no faturamento com exportações em janeiro e os produtos com cabedal têxtil tiveram crescimento de 22,9%. Estes dois tipos de calçados foram os que tiveram aumento nas exportações, tanto em faturamento quanto em volumes.
Anba

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

EXPORTAÇÃO

INDÚSTRIA DE CALÇADOS ESQUECE A CRISE E PREVÊ CRESCER ATÉ 80%
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O mercado de calçados entra em 2010 mais otimista. As entidades que representam o setor afirmaram ontem, no primeiro dia da 37ª edição da Couromoda, que a projeção para este ano é de crescimento físico de 7% no mercado interno. Já para as exportações, a perspectiva é de 3%.
"Considero modesta a meta de 3%, que não leva em conta mudanças relacionadas ao câmbio", frisou o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Milton Cardoso. Ele acredita que o câmbio pode ter mudanças positivas para o setor ainda este ano.
Segundo dados da Abicalçados, o mercado prevê alcançar um número de produção de 800 milhões de pares de calçados durante 2010. Em 2009, foram vendidos cerca de 630 milhões de pares no mercado interno. Porém , apesar do crescimento, o mercado ainda está com uma boa parte da capacidade ociosa e seria capaz de alcançar a produção de 1 bilhão de pares ainda este ano. Quem também está com boas perspectivas para o mercado é o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil que prevê vender cerca de 10% do couro para o setor de calçados. "Hoje, a área de calçados é um dos carros-chefes do setor de couro", afirmou o presidente executivo da entidade, Wolfgang Goerlich.
Fabricantes como a Via Uno, estão ainda mais otimistas que o mercado e esperam crescer 80% em 2010. Em 2009 a empresa fabricou seis milhões de pares durante o ano e em 2010 pretende produzir 10 milhões. "Estamos muito otimistas este ano graças ao investimento que a empresa fez no mercado e o auxilio do governo", afirmou o diretor de marketing Paulo Keeling.
A Paketá Calçados, que possui marcas como Dumond e Capordarte, acredita em um crescimento de produção de 30% em 2010. Apenas a feira corresponde a 20% do relacionamento de vendas da companhia. No ano passado a empresa produziu 1,1 milhão de pares. Neste ano, pretende lançar cerca de mil pares de calçados. "Este número só é possivel porque reservamos cerca de 8,5% do nosso faturamento para os lançamentos", afirmou o gestor superintendente da companhia, Leandro Mosmam.
Já o Grupo Ramarim tem a perspectiva de crescer em 2010 em torno de 15%. No ano anterior, a empresa produziu 40 mil pares de calçados por dia.
Este ano, a companhia também anuncia durante a Couromoda que irá criar uma nova linha de produção na Bahia com capacidade para fabricar 10 mil pares de calçados por dia. "A perspectiva tanto do mercado quanto da nossa companhia são excelentes", afirmou o diretor administrativo, Jakson Wirth.
A Vulcabras pretende vender, este ano, apenas com a linha Grazi Azaleia, dois bilhões de pares de calçados. "Fechamos muito bem as vendas de 2009 e tivemos uma sinalização excelente para o ano de 2010 na nossa pré-venda, realizada em novembro", explica Pedro Bartelle, diretor de marketing da companhia.
No ano anterior a empresa fabricou 40 milhões de pares de sapatos. Nesta feira a empresa está lançando cerca de 1600 versões de calçados entre sapatos femininos, esportivos e chinelos. A empresa tem no seu portfólio marcas como Olympikus, Reebok, Azaleia, Dijean, Funny, Opanka e também as Botas Vulcabras.
O setor calçadista terá hoje um audiência a pública final envolvendo o processo de investigação de dumping nas importações de sapatos da China.
O mercado de calçados entra em 2010 fazendo questão de esquecer o impacto da crise sobre o setor no ano passado. Fabricantes como a Via Uno apostam em uma alta de até 80% nas vendas. As entidades que representam o setor têm projeções mais tímidas e esperam crescimento físico de 7% no mercado interno este ano, segundo afirmaram ontem, no primeiro dia da 37ª edição da Couromoda. Segundo a Abicalçados, o mercado prevê produzir 800 milhões de pares de calçados durante 2010. Em 2009, foram vendidos cerca de 630 milhões de pares no mercado interno. Apesar do crescimento, a indústria ainda tem capacidade ociosa e seria capaz de alcançar a produção de 1 bilhão de pares este ano.
A Via Uno é a mais otimista. Em 2009 a empresa fabricou seis milhões de pares e em 2010 pretende produzir 10 milhões. "Estamos muito otimistas este ano graças ao investimento que a empresa fez no mercado e ao auxílio do governo", afirmou o diretor de marketing Paulo Keeling.
A Paketá Calçados acredita em um crescimento de produção de 30% em 2010. No ano passado, a empresa produziu 1,1 milhão de pares. Já o Grupo Ramarim espera crescer 15% e deve criar uma nova linha de produção na Bahia com capacidade para fabricar 10 mil pares de calçados por dia. "As perspectivas tanto do mercado quanto da nossa companhia são excelentes", disse o diretor administrativo, Jakson Wirth.
Diário do Comércio e Indústria


CALÇADOS BRASILEIROS DE COURO TERÃO CERTIFICAÇÃO
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Convênio a ser assinado na Couromoda garantirá o conforto e a segurança dos calçados de couro produzidos no Brasil. O setor de exploração de petróleo será um dos beneficiados.
São Paulo – A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC) irão assinar quinta-feira (20), durante a feira Couromoda 2010, um convênio no valor de R$ 1,334 milhão para a execução do projeto de certificação do conforto do calçado brasileiro e dos calçados de segurança.
A Couromoda é a maior feira do setor de calçados e acessórios do Brasil e será realizada de 18 a 21 de janeiro, em São Paulo.
O objetivo do convênio é aumentar o valor agregado dos produtos, para estimular sua competitividade no mercado internacional.
Agência Petrobras


CALÇADOS MAIS SEGUROS NAS PLATAFORMAS DE EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO
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A área de segurança abrange calçados utilizados nos setores da saúde, construção civil, metal-mecânico e segurança nacional. Segundo nota da ABDI, o objetivo do convênio nesta área é “aumentar a competitividade das empresas brasileiras fabricantes de calçados de segurança, proteção e ocupacionais, que buscam mercados internacionais, nos quais o atendimento às características técnicas é fundamental”.
Neste nicho, encontra-se ainda o setor de exploração de petróleo, que também será beneficiado. “Os calçados de segurança utilizados em plataformas de extração de petróleo exigem propriedades antiderrapantes mais eficazes”, explica Jorge Boeira, coordenador da área de couro e calçados na ABDI.
Em nota, ele ressalta que “desse modo o Brasil estará adequado aos padrões internacionais, o que vai destacar o calçado brasileiro nos mercados globais e estimular a utilização de materiais mais modernos e de novas tecnologias de engenharia”.
De acordo com Boeira, o projeto vai financiar desde o estudo das novas normas até a divulgação dos novos ensaios e disseminação da inovação tecnológica junto aos fornecedores de matérias-primas e produtos. Posteriormente, os calçados poderão ser avaliados com base na nova norma, garantindo adequação mais ágil para exportação ou distribuição no mercado interno.


Conforto para os pés
O projeto de certificação do conforto do calçado brasileiro será desenvolvido para aumentar a competência na área de produção, no desenvolvimento de novos materiais e componentes, nos métodos de quantificação e na análise da marcha humana para proporcionar maior qualidade no caminhar. A idéia é promover a valorização do produto brasileiro por meio dessas ações e do desenvolvimento da certificação específica para calçados confortáveis.
“O projeto tem objetivos comuns à agenda de ação da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) definida para esse setor, como a geração de empregos e o aumento do patamar competitivo”, explica em nota Reginaldo Arcuri, presidente da ABDI.
A certificação do conforto é uma tecnologia desenvolvida pelo IBTeC .Em entrevista à Anba, Marli Aumondi, diretora de Relações Institucionais do instituto, contou que, atualmente, apenas 60 empresas médias e grandes contam com esta tecnologia e ressaltou que a assinatura do convênio “dá a oportunidade de levá-la a um grupo muito maior de pequenas e médias empresas, para elas competirem no mercado internacional”.
Jornal Brasil / arabe



EXPORTAÇÃO DE AÇÚCAR POR SANTOS CRESCE MAIS DO QUE A MÉDIA NACIONAL
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As exportações de açúcar pelo Porto de Santos cresceram percentualmente mais do que em todo o Brasil no ano passado, batendo recordes históricos. O aumento no complexo foi de 36,6%, segundo dados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), enquanto as remessas nacionais subiram 24,76%, conforme a União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica).
Para o próximo ano, a previsão é que o movimento no cais santista será tímido, porém ainda assim aponta para um acréscimo de 10%, segundo a Autoridade Portuária.
A Tribuna


GOVERNO DEVE ELEVAR HOJE SOBRETAXA PARA CALÇADOS DA CHINA
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Está marcada para hoje a audiência final que irá decidir se a sobretaxação provisória de US$ 12,47 para cada par de sapatos fabricado na China será mantida. Ela foi definida em setembro do ano passado e, de acordo com análise técnica de mais de 40 mil páginas produzida pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), o valor da sobretaxação tende a subir para US$ 18,44, segundo o jornal Folha de São Paulo noticiou hoje. Ivan Ramalho, ministro interino do MDIC, diz que o governo tem trabalhado para reduzir o prazo das investigações antidumping. Ramalho diz confiar que a taxação será mantida e que isso será "uma vitória do setor calçadista no Brasil".
Folha de São Paulo