LEGISLAÇÃO

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terça-feira, 10 de abril de 2018

Como reduzir custos logísticos?



Artigo desenvolvido por Edésio Elias Lopes (*), doutor em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na área de Infraestrutura Viária, aborda procedimentos adotados por grandes empresas de logística com o objetivo de reduzir os custos logísticos sem impactar na qualidade e eficiência do serviço prestado.
Em muitos casos as empresas não sabem diferenciar os custos logísticos daqueles que envolvem a produção e a armazenagem da mercadoria. Quando não se tem a noção exata do custo revertido para a sua logística, fica praticamente impossível planejar formas de barateá-lo.
logistica custos
Para entender de forma precisa o que influencia no custo logístico, é preciso ao gestor fazer o mapeamento dos processos logísticos, preferencialmente no formato de fluxos, da seguinte forma:
  • Estoque: recurso financeiro empregado para garantir o estoque de matérias-primas e do produto final;
  • Movimentação interna: gastos inerentes à movimentação da mercadoria durante o processo produtivo, podendo constar gastos com empilhadeiras, aquisição de maquinários, equipe de funcionários, entre outros;
  • Armazenamento: recursos investidos para receber, armazenar e despachar produtos e matérias-primas em geral, na espera pelo despacho em portos, entre outros;
  • Transporte: valor investido para promover o deslocamento das mercadorias para os centros de distribuição, operadores logísticos, portos, lojistas.

Agora que você tem tudo mapeado, é preciso colocar todos esses custos em uma planilha para analisar passo a passo, conforme as dicas que daremos a seguir, como será possível reduzi-los. Vamos à próxima etapa?
Eficiência financeira e logística
Alguns dos custos que mais oneram as empresas são os envolvidos no transporte e no armazenamento das mercadorias. Portanto, elencamos a seguir uma série de ações que visam otimizar os recursos sem que se perca a eficiência do trabalho.
1. Invista em recursos avançados
Hoje em dia há no mercado uma série de recursos tecnológicos voltados para a conferência de mercadorias. Muito mais assertivos e ágeis do que o controle manual, susceptível a erros. Os leitores de código de barras e sua técnica de conferência por rádio frequência (RFID) é uma inovação que deve constar na sua lista de investimentos em melhorias logísticas. Ela permite que se faça rapidamente a identificação e conferência dos itens, de forma precisa, e a distância.
2. Embalagens apropriadas
Um custo quase nunca levantado pelas empresas diz respeito ao percentual de produtos devolvidos por conta de danos sofridos no transporte e/ou acondicionamento incorreto. É de fundamental importância que o quesito embalagem receba uma atenção especial no seu planejamento de custos.
Adotar embalagens adequadas à proteção integral da mercadoria é um investimento inteligente que vai evitar gastos futuros com a inutilização de produto danificado. Hoje em dia são disponibilizados diversos invólucros, materiais anti impacto e recipientes adequados que fazem a proteção correta da mercadoria. Além de melhor acondicionar a mercadoria, essas embalagens ainda evitam o desperdício de dinheiro toda vez que ela é danificada.
Só para você ter uma ideia da importância desta etapa, veja quais gastos são implicados a cada mercadoria danificada:
  • Retrabalho com a logística reversa (devolução do produto danificado);
  • Custo para produção de um nova mercadoria;
  • Novo transporte da mercadoria não danificada;
  • Risco de perder o cliente final insatisfeito com tempo maior de espera pelo produto

3. Rotas inteligentes
Toda capacidade de planejamento de um operador logístico deve ser utilizada neste momento de traçar as rotas de escoamento da mercadoria. Esse será um diferencial fundamental e de destaque dos gestores que entendem o que fazem, daqueles que não investem na inteligência logística.
O bom profissional sabe calcular:
  1. A menor distância a ser percorrida;
  2. As melhores condições da malha viária;
  3. Os modais mais adequados que oferecem melhor custo benefício;
  4. Organizar demais entregas no decorrer do caminho e
  5. Gerenciar riscos

Uma rota bem planejada é crucial para a eficiência na entrega e a redução dos custos envolvidos com o transporte das mercadorias. Falando em transporte rodoviário no Brasil, hoje em dia é fundamental levantar o risco inerente de cada trecho adotado, pois infelizmente estamos muito vulneráveis ao roubo de cargas.
4. Central de inteligência de operações
Da entrada ao depósito à sua entrega no destino final, a mercadoria deve ser rastreada com confiabilidade. Para isso, sistemas que coordenam esse fluxo auxiliam o gestor logístico a acompanhar a sua trajetória. Esse controle se faz necessário pois o produto passa por várias mãos até chegar ao seu destino final. Sistemas automatizados como o ERP (Sistema integrado de gestão empresarial) podem contribuir neste controle.
5. Terceirização da frota
Antes de adotar essa medida bastante popular nos dias de hoje, faça um levantamento preciso dos seus custos operacionais envolvendo transporte de mercadorias. Com esses gastos em mãos, é possível compará-los com os orçamentos apresentados pelas empresas terceirizadas. Não esqueça de incluir no seu levantamento os custos envolvidos com a manutenção da frota. Neste caso o ideal é fazer um estudo de viabilidade que vai dar subsídios para identificar se vale mais a pena terceirar ou não.
Em regra geral, a terceirização costuma reduzir os custos operacionais da seguinte forma:
  1. Encargos sociais com a contratação de funcionários e motoristas;
  2. Combustível, pedágios e diárias;
  3. Manutenção da frota;
  4. Pagamento de multas e de indenizações diante da perda de carga


(*) Edésio Elias Lopes é doutor em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na área de Infraestrutura Viária, onde também obteve o seu mestrado, graduado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). É coordenador do MBA de Infraestrutura de Transporte e rodovias do IPOG; MBA Geociências e Geotecnologias; MBA Planejamento Urbano Sustentável; MBA Executivo em Logística de Distribuição e Produção. É colaborador na IDP engenharia (empresa sediada na Espanha) em projetos voltados para infraestrutura de transportes, logística e mobilidade urbana. Atuou por 9 anos como pesquisador no LabTrans/UFSC em projetos relacionados a infraestrutura de transporte em órgão federias e estaduais. Atuou como professor no setor de Geodésia no departamento de engenharia civil da UFSC e trabalhou no Laboratório de Fotogrametria e Sensoriamento Remoto em projetos de auxílio à execução de planos diretores municipais

https://portogente.com.br/noticias/transporte-logistica/101048-como-reduzir-custos-logisticos?utm_campaign=10042018&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

segunda-feira, 5 de março de 2018

Greve

Greve de 24 horas afeta movimento no cais público do porto de Santos


SÃO PAULO (Reuters) - Funcionários da administração do Porto de Santos (SP) realizam uma greve de 24 horas nesta segunda-feira, reivindicando aumento salarial, em um ato que afeta atracações, saída de navios e fiscalização das atividades portuárias no cais público, disseram um representante da categoria e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).
O Porto de Santos é o maior da América Latina e a principal rota de escoamento da produção agrícola do Brasil. As instalações estão às vésperas de receber grandes volumes de soja, cuja safra está em colheita país afora.
Por dia, são realizadas em média cerca de 30 operações com navios no Porto de Santos, entre chegadas e partidas, das quais cerca de metade no chamado cais público --outros terminais são privativos e, por contarem com estrutura própria, não são afetados pela greve, segundo informações da Codesp.
Conforme o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária, Everandy Cirino dos Santos, a adesão à paralisação, que terá duração de um dia, é de cerca de 90 por cento dos empregados.
"A greve afeta a operação do porto no aspecto da atracação dos navios e alguns serviços de apoio, como os trabalhos administrativos, a parte de fiscalização e guarda portuária", disse Cirino dos Santos à Reuters.
Não estava imediatamente claro o impacto da greve e o número de navios atingidos pela paralisação.
(Por José Roberto Gomes)
Fonte: Reuters

https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/logistica/209205-greve-de-24-horas-afeta-movimento-no-cais-publico-do-porto-de-santos.html#.Wp3ROujwbIU

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Mundo tem mais navios que carga para levar


Mundo tem mais navios que carga para levar





Nas principais rotas comerciais nos mares do planeta, uma constatação: há mais espaço nos navios de cargas que produtos para serem transportados. A expansão de exportações, que foi a tônica do comércio por décadas, está estagnada. E, pior: o discurso político que ganha força é justamente o do protecionismo.

Dados da ONU, OMC e de entidades especializadas no comércio internacional apontam que 2016 registra a pior expansão das exportações em um ano de crescimento econômico em décadas. Já o cenário futuro, com um mundo tentando descobrir qual será a política comercial de Donald Trump, é dos mais incertos.

Segundo dados coletados pela ONU em Genebra, o crescimento no volume de produtos transportados pelos oceanos foi, no ano passado, o mais baixo desde 2009, o ano do colapso da economia mundial. Desta vez, porém, não houve uma retração do PIB mundial Mas, mesmo assim, o comércio não sofreu a expansão tradicional

O aumento entre 2014 e 2015 foi de apenas 2,1%. Ainda que o volume total tenha ultrapassado, pela primeira vez, a marca de 10 bilhões de toneladas, analistas alertam que o "futuro aponta para incertezas". A ONU também admite que os sinais indicam um "freio" no processo de globalização comercial, especialmente diante da recessão em algumas economias e da retórica protecionista cada vez mais presente.

Problemas

"O crescimento baixo do setor de transporte marítimo reflete os problemas no comércio global", alertou o informe anual da ONU sobre o setor de cargas. A constatação coincide com os números que, nas últimas semanas, entidades internacionais vêm divulgando. Segundo o Escritório de Análise Econômica da Holanda, por exemplo, houve até mesmo uma retração do comércio internacional nos dois primeiros trimestres de 2016, com uma queda de mais de 1%.

Já a OMC foi obrigada a rever sua previsão de expansão do comércio para 2016. Agora, ela estima que o ano pode ser o pior desde o auge da crise financeira internacional, em 2009. Para 2016, a nova previsão é que o comércio internacional tenha aumento de 1,7%. Em abril, a perspectiva da OMC era de uma expansão de 2,8%. Para 2017, a melhoria seria insignificante.

Nos EUA, o valor total de exportações e importações sofreu uma queda de US$ 470 bilhões de janeiro a setembro. Em 2015, a contração havia sido de US$ 200 bilhões. Segundo analistas, o que mais chama a atenção é que, pela primeira vez desde 1945, o comércio americano sofreu uma queda em tempos de suposta estabilidade econômica.

A ONU aponta que a tradução desses números para o setor de transporte tem sido real. Acostumados a ver uma expansão ininterrupta do comércio, empresas do setor investiram em novas embarcações. Hoje, descobrem que não têm mercadoria para transportar.

Em setembro de 2016, o segmento sofreu sua maior falência, com a quebra da Hanjin Shipping, a sétima maior empresa do mundo em transporte marítimo. "Simplesmente, não há carga hoje em volume suficiente para preencher os novos navios, maiores e mais modernos", alertou o secretário-geral da Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento, Mukhisa Kituyi.

A queda na demanda de importação na China, preços de commodities mais baixos e as incertezas geopolíticas estariam contribuindo para esse "freio" na globalização.

Fonte: JC

https://www.portosenavios.com.br/noticias/navegacao-e-marinha/36635-mundo-tem-mais-navios-que-carga-para-levar?utm_source=newsletter_8041&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Mundo tem mais navios que carga para levar


Mundo tem mais navios que carga para levar





Nas principais rotas comerciais nos mares do planeta, uma constatação: há mais espaço nos navios de cargas que produtos para serem transportados. A expansão de exportações, que foi a tônica do comércio por décadas, está estagnada. E, pior: o discurso político que ganha força é justamente o do protecionismo.

Dados da ONU, OMC e de entidades especializadas no comércio internacional apontam que 2016 registra a pior expansão das exportações em um ano de crescimento econômico em décadas. Já o cenário futuro, com um mundo tentando descobrir qual será a política comercial de Donald Trump, é dos mais incertos.

Segundo dados coletados pela ONU em Genebra, o crescimento no volume de produtos transportados pelos oceanos foi, no ano passado, o mais baixo desde 2009, o ano do colapso da economia mundial. Desta vez, porém, não houve uma retração do PIB mundial Mas, mesmo assim, o comércio não sofreu a expansão tradicional

O aumento entre 2014 e 2015 foi de apenas 2,1%. Ainda que o volume total tenha ultrapassado, pela primeira vez, a marca de 10 bilhões de toneladas, analistas alertam que o "futuro aponta para incertezas". A ONU também admite que os sinais indicam um "freio" no processo de globalização comercial, especialmente diante da recessão em algumas economias e da retórica protecionista cada vez mais presente.

Problemas

"O crescimento baixo do setor de transporte marítimo reflete os problemas no comércio global", alertou o informe anual da ONU sobre o setor de cargas. A constatação coincide com os números que, nas últimas semanas, entidades internacionais vêm divulgando. Segundo o Escritório de Análise Econômica da Holanda, por exemplo, houve até mesmo uma retração do comércio internacional nos dois primeiros trimestres de 2016, com uma queda de mais de 1%.

Já a OMC foi obrigada a rever sua previsão de expansão do comércio para 2016. Agora, ela estima que o ano pode ser o pior desde o auge da crise financeira internacional, em 2009. Para 2016, a nova previsão é que o comércio internacional tenha aumento de 1,7%. Em abril, a perspectiva da OMC era de uma expansão de 2,8%. Para 2017, a melhoria seria insignificante.

Nos EUA, o valor total de exportações e importações sofreu uma queda de US$ 470 bilhões de janeiro a setembro. Em 2015, a contração havia sido de US$ 200 bilhões. Segundo analistas, o que mais chama a atenção é que, pela primeira vez desde 1945, o comércio americano sofreu uma queda em tempos de suposta estabilidade econômica.

A ONU aponta que a tradução desses números para o setor de transporte tem sido real. Acostumados a ver uma expansão ininterrupta do comércio, empresas do setor investiram em novas embarcações. Hoje, descobrem que não têm mercadoria para transportar.

Em setembro de 2016, o segmento sofreu sua maior falência, com a quebra da Hanjin Shipping, a sétima maior empresa do mundo em transporte marítimo. "Simplesmente, não há carga hoje em volume suficiente para preencher os novos navios, maiores e mais modernos", alertou o secretário-geral da Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento, Mukhisa Kituyi.

A queda na demanda de importação na China, preços de commodities mais baixos e as incertezas geopolíticas estariam contribuindo para esse "freio" na globalização.

Fonte: JC

https://www.portosenavios.com.br/noticias/navegacao-e-marinha/36635-mundo-tem-mais-navios-que-carga-para-levar?utm_source=newsletter_8040&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Brasil sobe 10 posições em ranking mundial de logística e alcança 55ª posição



Brasil sobe 10 posições em ranking mundial de logística e alcança 55ª posição

Estadão Conteúdo


O Brasil subiu dez posições no ranking mundial de logística do Banco Mundial, ficando na 55º posição em 2016. O levantamento tem a Alemanha em primeiro lugar, seguido por outros países desenvolvidos, como Luxemburgo, em segundo, e Suécia em terceiro.

Apesar da melhora, o Brasil está atrás de outros emergentes, como a Índia (35º) e China (27º), e países vizinhos, como Chile (46º) e Panamá (40º). O levantamento é divulgado a cada dois anos pelo Banco Mundial e leva em conta seis fatores, como a infraestrutura das estradas e portos, procedimentos alfandegários, prazos de entrega e eficiência de rastreamentos. Em 2014, o Brasil ficou em 65º.

Uma das principais conclusões do relatório divulgado nesta terça-feira pelo Banco Mundial é que enquanto a logística dos países emergentes teve melhora, o progresso nas economias mais pobres se desacelerou pela primeira vez desde 2007. Nas três últimas posições do ranking estão Síria, Somália e Haiti.

No caso do Brasil, o item com melhor avaliação é sobre o “rastreamento”, que mede o monitoramento de cargas, no qual o país ficou em 45º lugar. Já a pior posição, 72º, ficou na categoria “entregas internacionais”, que mede, por exemplo, a competitividade do país nos preços das entregas pelo mundo.

“O desempenho da logística, tanto no comércio internacional como no mercado interno, é fundamental para a competitividade e o crescimento dos países”, afirma no estudo a diretora do Banco Mundial, Anabel Gonzales. Para a elaboração do ranking a instituição entrevistou 1,2 mil pessoas da área de logística no mundo.

Os dez primeiros lugares são dominados por países desenvolvidos. Um dos autores do relatório do Banco Mundial, Jean-Francois Arvis, ressalta que vários países precisam avançar na logística, incluindo a melhora da qualidade dos serviços. Uma das características comuns dos melhores colocados, afirma ele, é que essas economias mostram “forte cooperação” entre os setores públicos e privados no segmento.

O relatório de logística do Banco Mundial começou a ser produzido em 2007 e está em sua quinta edição. A melhor posição ocupada pelo Brasil no ranking geral foi em 2010, quando ficou em 41º lugar.

http://istoe.com.br/brasil-sobe-10-posicoes-em-ranking-mundial-de-logistica-e-alcanca-55a-posicao/

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Espanha desembarca no Brasil para aumentar tráfego marítimo com A. Latina



Espanha desembarca no Brasil para aumentar tráfego marítimo com A. Latina


São Paulo, 5 abr (EFE).- Um grupo de dez autoridades portuárias espanholas, coordenado pelo órgão Portos do Estado, desembarcou nesta terça-feira no Brasil com o objetivo de fomentar o tráfego marítimo com os principais terminais latino-americanos.


A entidade pública se apresenta com a marca "Portos Espanhóis: a perfeita conexão europeia" na feira Intermodal South América 2016, o maior evento de comércio exterior, logística e transporte da região, que começou hoje e vai até quinta-feira em São Paulo.


"O que os portos querem é ser elementos ativos no desenvolvimento da competitividade da economia espanhola e que o país seja o ponto de entrada ou saída de mercadorias que vão da Europa à América do Sul", afirmou à Agência Efe o presidente do Portos do Estado, José Llorca Ortega, durante a feira.


Llorca destacou o "posicionamento geoestratégico de primeira ordem" da Espanha e afirmou que o papel de "ponte" com a América Latina "não é uma questão de reivindicação, mas de sermos os mais competitivos" para aumentar o fluxo.


Os portos espanhóis movimentaram 44,5 milhões de toneladas de mercadorias com a América Latina no ano passado, o que representa apenas 9,2% do total, um percentual que diminuiu em relação aos 11,5% registrados em 2014.


De fato, o fluxo comercial espanhol com a América Latina está longe dos 219,7 milhões de toneladas (45,5%) movimentados com a Europa, os 103,5 milhões de toneladas (21,4%) com a África e os 68,7 milhões de toneladas (14,2%) com a Ásia.


Segundo o presidente do Portos de Estado, que é vinculado ao Ministério de Fomento da Espanha, o menor fluxo comercial entre o país e a América Latina se explica porque, frequentemente, esse tráfego é realizado por meio dos grandes portos do norte da Europa, como Antuérpia e Hamburgo.


Mas, em vez de um cenário negativo, esses números mostram, segundo Llorca, que a "margem de crescimento é muito importante".


O Brasil segue sendo o grande beneficiado dos intercâmbios, pois é responsável por 45% das mercadorias que circulam entre a Espanha e a região. Contudo, a atual crise econômica atravessada pelo país aumentou o desafio para revalidar a movimentação.


"No ano passado, a crise brasileira não era tão grande e, por isso, agora temos que trabalhar mais para que os fluxos entre Brasil e Espanha sejam maiores tanto em importação como em exportação", afirmou Llorca.


Em relação à Intermodal South América 2016, o presidente do Portos do Estado disse que não mudaram muitas coisas em relação à última edição da feira, mas destacou que "o mundo econômico vai mudando e temos que nos adaptar essa situação para tentar que as relações comerciais sigam crescendo".


A Intermodal South América chega a sua 22ª edição com 600 empresas de mais de 25 países, que debaterão ao longo de três dias as principais necessidades do setor logístico, transporte de cargas e comércio exterior para encontrar soluções que ajudem a aumentar o volume de negócios.


http://economia.uol.com.br/noticias/efe/2016/04/05/espanha-desembarca-no-brasil-para-aumentar-trafego-maritimo-com-a-latina.htm

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Logística portuária tem papel fundamental na retomada do País", afirma ministro.


Logística portuária tem papel fundamental na retomada do País", afirma ministro.

Ministro de portos afirma que caminho já está traçado e acredita na superação “em um horizonte próximo”


Na abertura da 22º Intermodal South America, especialistas, autoridades e empresários aproveitaram a oportunidade para apontar melhorias e soluções para o mercado. Jean –Fraçois Quentin, presidente da UBM Brazil, abriu a mesa agradecendo a presença das autoridades presentes no evento e disse “que mesmo diante das adversidades o setor continua apresentando soluções e um ciclo positivo para os negócios” e afirmou: “Estamos convictos que esse momento que o País vive passará e nossa missão é contribuir para que isso aconteça rápido”.

Elogiado por todas as autoridades presentes na mesa de abertura do evento por seu trabalho e seu papel fundamental nas mudanças realizadas até agora no setor portuário, o ministro de portos, Helder Barbalho, foi aclamado pelos representantes do setor, ao falar que “o Brasil clama por investimentos e isso já está sendo feito, como se vê efetivamente e acreditamos que o Brasil mesmo diante de tantos problemas terá em um horizonte próximo prosperidade”.

O ministro, que ouviu de todos os presentes todas as dificuldades que o setor enfrenta, não negou que eles realmente existem mas afirmou que “é preciso trabalhar e enfrentar, pois essa não será a primeira nem a última crise que enfrentaremos”.

De acordo com ele, esse otimismo não é só apenas no discurso, mas também na prática. Lembrando dos R$ 8 bi em investimentos autorizados nos últimos cinco meses, além do crescimento de 70% nas operações portuárias. Barbalho lembrou ainda do projeto de crescimento de 103% no desempenho portuário previsto até 2042. “Creio que vamos superar sim esse momento o quanto antes a fim de iniciarmos uma nova fase positiva e o setor portuário tem papel fundamental nessa transição”, finalizou.

Balanço Investimentos

Durante a conferência “Seminário Intermodal Político Econômico” especialistas fizeram um balanço dos investimentos realizados até agora em terminais. Os investimentos fazem parte do PIL 2 (Programa de Investimento em Logística), pacote anunciado pelo governo, visando melhorar a infraestrutura portuária brasileira. De acordo com Felipe Borim, secretário do PAC (Programa de Aceleração ao Crescimento), os R$ 198 bi anunciados em 2015 pelo governo foram um diagnóstico de que havia a necessidade de complementar o PAC, “que começou em 2007 e mudou o panorama da infraestrutura no País”. Nascia aí, o PIL.


Segundo o executivo, a expectativa do governo é de no período de 2016 - 2018 sejam implantados 47 novos TUPs (Terminais de Uso Privado), 47 novos arrendamentos e 20 renovações de arrendamento. Para esse ano, já estão programados seis leilões de rodovias, 26 terminais em portos públicos, conclusão e análise de 43 pedidos de TUPs, além do leilão de ferrovias.

Crédito Imagens: Agência Infoneb

http://www.guiamaritimo.com.br/noticias/feira-intermodal/logistica-portuaria-tem-papel-fundamental-na-retomada-do-pais

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Transporte e logística são destaque em missão de embaixadores

Transporte e logística são destaque em missão de embaixadores

Diplomatas árabes visitaram o Porto de Suape e se reuniram com empresários pernambucanos no Recife para discutir oportunidades de negócios e investimentos.


Recife – O Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil teve nesta sexta-feira (02) uma série de reuniões com representes do governo e empresários em Pernambuco. Entre os temas discutidos, destaque para o setor de transportes e logística, pois o estado tem infraestrutura portuária robusta e localização que favorece ligação marítima com o Norte da África, e os diplomatas defendem a criação de rotas de navegação diretas entre o Brasil e o mundo árabe.
Alexandre Rocha/ANBA

Porto de Suape tem movimentação recorde
Pela manhã, a delegação visitou o complexo industrial e portuário de Suape, próximo ao Recife. O CEO do porto, Bernardo D’Almeida, destacou que houve movimentação de volume recorde de cargas de janeiro a setembro deste ano, cerca de 13 milhões de toneladas, uma aumento de 37% em relação ao mesmo período de 2014. “Enquanto o Brasil está em crise, Suape está passando por um ‘boom’ em movimentação econômica”, destacou o executivo.

Ele disse que isso é resultado de um trabalho executado ao longo de vários governos. O porto é controlado pelo estado e tem terminais para escoamento de granéis sólidos e líquidos, carga geral e contêineres, além de indústrias de diferentes segmentos no entorno, incluindo dois estaleiros e a refinaria Abreu e Lima, da Petrobras.

“Temos tradição em granéis líquidos, mas há possibilidades para novas atividades”, disse D’Almeida. Entre elas, o executivo citou áreas do complexo industrial que reúnem indústrias de alimentos e bebidas, metal-mecânica e naval. A administração de Suape quer transformar o local num polo internacional dos setores de petróleo e gás e de construção de navios. Outros segmentos de interesse são os de petroquímicos, têxteis, minérios, automotivo, siderúrgico e de tecnologias da informação. “Estamos preparados para receber investimentos”, acrescentou.

O Coordenador de Relações Institucionais de Suape, Sílvio Leimig, ressaltou que recentemente o complexo recebeu a visita dos embaixadores do Senegal, Cabo Verde e da Mauritânia. O último, Abdellahi Kebd, também integra a delegação de diplomatas árabes que visita Pernambuco. O interesse é a criação de uma linha direta para a África. Kebd disse várias vezes que um cargueiro pode realizar a viagem entre o estado e seu país em apenas quatro dias.
Alexandre Rocha/ANBA

Navio em construção no estaleiro
“O estado é o mais próximo da África e seria bom se houvesse uma ligação direta com algum país do continente, como a Mauritânia”, reforçou o diretor-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, que integra a delegação.

Ainda no complexo, os embaixadores visitaram o estaleiro Atlântico Sul, que constrói navios petroleiros para a Petrobras. O gestor de projetos Rodrigo Fanton informou que as operações começaram em 2007 e que a empresa tem em seu portfólio encomendas de 20 embarcações de grande porte a serem concluídas até 2020, sendo que seis já foram entregues.

A administração de Suape informou ainda que a construção de um segundo terminal de contêineres deverá ser licitada em 2016, e que nos dias 12 e 13 de novembro deste ano será realizado um fórum internacional para promoção de negócios no porto.

Rodadas

À tarde, no Recife, os diplomatas tiveram reuniões com empresários e representantes de órgãos estatais, e a questão da logística voltou à baila. Executivos do Porto do Recife, que fica na capital, Carlos Vilar e Joaquim de Andrade Silva, informaram, por exemplo, que também negociam uma parceria com Cabo Verde na tentativa de criar uma linha direta. O porto movimenta carga geral, especialmente granéis.
Alexandre Rocha/ANBA

Embaixador de Omã conversa com empresários
Eles conversaram com Kebd sobre a possibilidade de firmar um acordo de cooperação com o Porto de Nouakchott, capital da Mauritânia, para tentar estabelecer uma ligação direta.

O Porto do Recife já tem presença árabe em suas instalações. A operadora portuária Gulftainer, de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, tem no local seu primeiro investimento nas Américas, estabelecido em 2011. Marcelo Graneros, gerente de desenvolvimento de negócios e sócio local do empreendimento, disse que a empresa começou com uma operação pequena, para avaliar o mercado, mas cogita ampliar sua atuação e está até de olho no processo licitatório do segundo terminal de contêineres de Suape. De acordo com ele, a companhia movimenta no Brasil cerca de 60 mil toneladas a cada três meses, principalmente bobinas de aço.

O embaixador da Tunísia, Sabri Bachtobji, por sua vez, ficou especialmente interessado em conversas que teve com o C.e.s.a.r, um centro de educação e de inovação voltado para tecnologias da informação e das comunicações, e com a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper).
Alexandre Rocha/ANBA

Bachtobji (dir.) com executivos do C.e.s.a.r
“Pernambuco tem um polo de TI importante, conhecido, e podemos estabelecer contatos com instituições similares [ao C.e.s.a.r] na Tunísia ou fazer [programas de] educação por demanda. Eles podem ir para a Tunísia dar cursos”, declarou o diplomata. “O Ministério do Emprego [do país árabe] tem uma estratégia para dinamizar os centros de formação em TI que é muito importante. Vamos colocá-los em contato para ver o que é possível fazer”, acrescentou.

Victor Nogales e Flavia Nascimento, gerentes de negócios do centro, destacaram que já realizaram programas com o governo de Angola e que há interesse de intercâmbio também em Moçambique.

Bachtobji ressaltou ainda que a AD Diper faz um trabalho “inovador” para estimular investimentos no interior de Pernambuco, e que a Tunísia precisa fomentar o desenvolvimento de regiões menos favorecidas, principalmente para criar empregos para os jovens. “É uma boa oportunidade para formular uma agenda dinâmica e criar um modelo de desenvolvimento para regiões marginalizadas”, afirmou.
Alexandre Rocha/ANBA

Camila Lopes, da AD Diper, com Michel Alaby
 Gerente de Inteligência de Mercados da AD Diper, Camila Lopes, explicou que a agência oferece incentivos para investimentos que incluem redução do Imposto sobre Serviços (ISS) e do Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana (IPTU), isenção de taxas na esfera municipal e desconto no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMC) no âmbito estadual. O desconto aumenta conforme a localização, de 75% na região metropolitana do Recife, para 85% na zona da mata, 90% no agreste e 95% no sertão.

“A prioridade é levar desenvolvimento para o interior”, disse ela. Entre os setores prioritários estão os de petróleo e gás, indústria metal-mecânica, gesso, têxtil, frutas e vinhos.

Interessado em atrair investimentos externos, Francisco Cavalcanti de Petibru, da Cimento Pajeú, foi ao encontro para mostrar o modelo de negócios de sua empresa, de fábrica de cimento de pequeno porte instalada próxima ao mercado consumidor. “Estamos buscando investidores para replicar o negócio”, disse. Segundo ele, o modelo é bastante utilizado na Ásia e na África.

Carol Boxwell e Lilian Stupp, da Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário, foram mostrar empreendimentos de alto padrão da construtora no litoral Pernambucano. Com a valorização do dólar frente ao real, elas avaliam que é um bom momento para buscar compradores lá fora.
Alexandre Rocha/ANBA

O embaixador da Líbia fala com empresários
O embaixador da Mauritânia revelou ainda que conversou com empresários do ramo têxtil que se interessaram por eventuais investimentos em seu país, e o embaixador do Sudão, Ahmed Yousif Mohamed, disse que recebeu empresários interessados em investir ou ter um negócio com um sócio local para explorar o mercado africano. Agronegócio e geração de energia são os principais interesses dos sudaneses.
Cúpula

Os diplomatas se reuniram ainda com os secretários estaduais de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões, e de Turismo, Felipe Carreras, e com operadores de turismo. O decano do conselho e embaixador da Palestina, Ibrahim Alzeben, pediu que o governo do estado envie representantes e incentive a participação de empresários pernambucanos na 4ª Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa), que será realizada em novembro em Riad, na Arábia Saudita, e cujo fórum empresarial terá como tema principal transporte e logística.

Integram também a delegação de diplomatas os embaixadores de Omã, Khalid Al Jaradi, do Catar, Mohammed Al-Hayki, da Líbia, Khalid Dahan, da Liga Árabe, Nacer Alem, e o encarregado de negócios da embaixada do Marrocos, Mohamed Boulmani.

http://www.anba.com.br/noticia/21869194/diplomacia/transporte-e-logistica-sao-destaque-em-missao-de-embaixadores/

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

LOGÍSTICA PORTUÁRIA



SEP ATUALIZA PLANO DE LOGÍSTICA PORTUÁRIA





As novas estimativas de crescimento da demanda do setor portuário e, também, as próximas ações e metas de gestão dos complexos marítimos brasileiros serão definidos pela Secretaria de Portos (SEP) na atualização do Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP). O material está em fase final de elaboração e mostrará as diretrizes do setor para os próximos anos. Entre elas, estão a modernização da administração portuária, a otimização das operações e ainda o incentivo à navegação de cabotagem — realizada pela costa de um país.

O PNLP é o instrumento de planejamento estratégico do setor portuário nacional, que visa identificar vocações dos complexos brasileiros, conforme suas localizações e áreas de influência (hinterland). Primeiro, é traçado um panorama do setor e, em seguida, são definidos os cenários de curto, médio e longo prazos com alternativas de intervenção na infraestrutura e nos sistemas de gestão.

Para os próximos três anos, a ideia é melhorar a produtividade e os níveis de serviço e sustentabilidade ambiental dos portos brasileiros. Parte deste plano já foi apresentado a órgãos do Governo Federal.

De acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), modernizar a gestão das administrações portuárias, aumentar a capacidade das instalações para atender à demanda de carga e reduzir o tempo de espera para atracação de embarcações estão entre as diretrizes do PNLP, assim como o incentivo à navegação de cabotagem.

Com a elaboração dos estudos, a ideia é garantir a alocação de recursos a partir da priorização de investimentos. As ações serão adotadas de modo a evitar a superposi-ção de esforços dentro do poder público e seguir as disposições do Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte (Conit).

Segundo dados apresentados pela SEP à Antaq, atualmente, 57,3% das cargas que chegam aos portos brasileiros utilizam o modal rodoviário. Outros 31,5% usam as composições ferroviárias e 6,7% utilizam o modal dutoviário. Apenas 4,5% adotam o modal hidroviário no País.

Fonte: A Tribuna online

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/31740-sep-atualiza-plano-de-logistica-portuaria

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Desafio da logística brasileira está em equilibrar as variáveis de custo e qualidade de serviço


Desafio da logística brasileira está em equilibrar as variáveis de custo e qualidade de serviço

Para executivos, a cabotagem nesse cenário é uma grande oportunidade e investimentos no modal precisam ser analisados




O Tecon Salvador acredita que em um cenário marcado por pedidos menores, mas com uma frequência maior de entrega o desafio da logística brasileira gira em torno de equilibrar as variáveis de custo e qualidade de serviço. Segundo Demir Lourenço, diretor executivo do Tecon Salvador, a companhia acredita muito na Bahia e, por isso, tem feito fortes investimentos na região. “Nenhuma cidade portuária tem o acesso rodoviário que Salvador tem e isso se coloca com uma vantagem competitiva muito grande”, ressalta.

Para o presidente da Codeba (Companhia de Docas da Bahia), José Rebouças, para que essas oportunidades sejam aproveitadas de forma consistente é preciso analisar a importância dos investimentos na cabotagem, por exemplo. “É um momento para apresentar as virtudes e também procurar na experiência do setor quais são os caminhos para a melhoria, entendendo os gargalos e avaliando soluções para buscar cada vez mais eficiência dos processos. Precisamos continuar investindo em cabotagem, pois um país que tem 8 mil km de costa não pode ignorar esta estrada feita de mar que tem à disposição e todas as oportunidades que ela oferece”, reforçou.
Ganhando espaço aos poucos, a cabotagem tem se destacado entre os modais escolhidos pelas empresas, é o que conta o representante do Grande Moinho Cearense, Márcio Fraga. “A cabotagem vem crescendo gradualmente e hoje representa 25% do nosso negócio. Em 2010, ela representava algo em torno de 5 ou 7%. Esse aumento se deve a parcerias com o Tecon Salvador e com os armadores, migrando carga do rodoviário para a cabotagem. Todos saímos ganhando e essa parceria é fundamental para o nosso negócio. O desafio está justamente em equilibrar as variáveis de custo e qualidade de serviço. As tendências de mercado apontam para uma necessidade de reestruturação dos sistemas logísticos, a partir do aumento de volumes transportados pelas empresas e transporte de carga fracionada”, disse.


http://www.guiamaritimo.com/gm_wp/noticias/desafio-da-logistica-brasileira-esta-em-equilibrar-as-variaveis-de-custo-e-qualidade-de-servico/

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Armador, o responsável por gerenciar as embarcações


Armador, o responsável por gerenciar as embarcações

Operação pode ser realizada por empresas ou pessoas físicas


DA REDAÇÃO



Armadores podem ter, gerenciar ou fretar os navios


Realizar o transporte marítimo de cargas em rotas locais ou internacionais, operando embarcações e movimentando vários tipos de mercadorias entre os portos. Estes são os serviços feitos pelos armadores, empresas que devem equipar e manter comercialmente os cargueiros – que podem ou não ser de sua propriedade. Pessoas físicas também podem exercer a atividade.


Existem três tipos de armadores: o proprietário, que é o dono e explora diretamente o navio; o gerente, que opera uma embarcação que pertence a vários proprietários; e o locatário, que recebe o poder de administrar um navio que não é de sua propriedade.


Desde o momento em que os armadores recebem as mercadorias para realizar o serviço de transporte, eles se tornam responsáveis e respondem juridicamente por todos os problemas, ou efeitos, sobre elas. Cabe a eles emitirem, em até 24 horas, contadas a partir da entrega da carga, o Conhecimento de Embarque (em inglês, Bill of Loading ou B/L), que é um documento onde se atesta os artigos embarcados, o consignatário, os portos de embarque e desembarque e o nome da embarcação, além dos valores da operação.


O armador deve registrar sua frota em um país de sua escolha. Com isso, as embarcações assumem a bandeira daquela nação. Este é um fator importante no transporte marítimo, uma vez que cada estado tem uma exigência específica para a operação de cargueiros de outras nacionalidades. Mas os navios não precisam estar cadastrados com a mesma bandeira do armador. Tais decisões envolvem principalmente a política tributária de cada país.


Para representar os armadores em operação no Brasil, foi criado, em 1907, o Centro Nacional de Navegação (Centronave), uma associação sem fins lucrativos que atua para o desenvolvimento do setor marítimo e o comércio exterior brasileiro. Atualmente, segundo o site do Centronave, a entidade tem 24 empresas associadas. Entre elas, estão alguns dos principais armadores do mundo em relação a movimentação de cargas, como a dinamarquesa Maersk Line, a suíça MSC, a alemã Aliança-Hamburg Sud e a francesa CMA CGM.


No Brasil, os armadores ainda enfrentam algumas dificuldades em suas operações. As embarcações de grande porte nem sempre podem escalar nos portos do País utilizando toda a sua capacidade de carga, pois a maioria dos complexos não têm infraestrutura para essa operação.


http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/porto%26mar/armadores-na-realizacao-do-transporte-maritimo/?cHash=3d56dfac80f0c7355f86f2595cecdfe5

MANAUS IMPLANTA SISTEMA DIGITAL DE FISCALIZAÇÃO DE CARGAS NOS PORTOS


MANAUS IMPLANTA SISTEMA DIGITAL DE FISCALIZAÇÃO DE CARGAS NOS PORTOS


Escrito por CLIPPING






MANAUS - Com o objetivo de dar agilidade no recebimento, envio e fiscalização das mercadorias importadas e exportadas pelos portos, a capital do Amazonas vai implantar o Sistema de Informações Gerenciais do Trânsito Internacional de Produtos e Insumos Agropecuários (Sigvig). O Sistema reúne em um cadastro único os estabelecimentos, representantes autorizados e de requerimento de importação e exportação com seus respectivos termos. A operação será realizada nos dois portos, Chibatão e Super Terminais.


A coordenadora-geral da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), Edilene Cambraia Soares, e o chefe do Serviço de Vigilância e Controle Aduaneiro do Porto de Santos (Sevig), Daniel Rocha, do Ministério da Agricultura, apresentaram na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) o sistema digital que já funciona no porto de Santos.


O vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, aprovou o Sigvig. “Quanto mais rápida for a liberação da carga, menos onerosidade e burocracia, maior o impacto na competitividade, menos corrupção e menos custo às empresas”, afirmou Azevedo.


Fonte: Portal Amazônia


https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/31301-manaus-implanta-sistema-digital-de-fiscalizacao-de-cargas-nos-portos

quinta-feira, 16 de julho de 2015

COTAÇÕES DE FRETE MARÍTIMO ATINGEM MÁXIMA DE 2015


COTAÇÕES DE FRETE MARÍTIMO ATINGEM MÁXIMA DE 2015

Escrito por Redação


O principal índice de frete marítimo da bolsa Baltic Exchange, que rastreia as cotações para navios carregando graneis sólidos, atingiu o maior patamar de 2015 ontem, segunda-feira, com aumento de tarifas em todos os segmentos de transporte.

O índice geral, que registra a média dos ganhos diários de navios de granéis tipo capesize, panamax, supramax e handysize, sofreu uma alta de 26 pontos, ou 2,97 por cento, chegando a 900 pontos, seu maior nível desde 10 de dezembro de 2014.

O índice de navios capesize aumentou 71 pontos, ou 5,39 por cento, chegando a 1.389 pontos.

Os preços diários médios dos navios capesize, que tipicamente transportam 150 mil toneladas em cargas como minério de ferro e carvão, aumentou 574 dólares, atingindo 10.186 dólares.

As importações de minério de ferro da China cresceram 6 por cento em junho em comparação ao mês anterior, mostraram dados aduaneiros nesta segunda, com grandes mineradoras aumentando o suprimento para o maior consumidor mundial da matéria-prima.

O transporte do minério de ferro corresponde a um terço dos volumes transportados por via marítima nos maiores capesizes, e a evolução dos preços deste produto é fundamental para o frete de graneis sólidos.

O índice dos panamax subiu 24 pontos, ou 2,28 por cento, atingindo 1.076 pontos, na máxima desde 8 de dezembro.

Já o preço diário dos panamax, que geralmente carregam de 60 mil a 70 mil toneladas de produtos como carvão ou grãos, sofreu alta de 185 dólares, chegando a 8.565 dólares.

(Fonte:Reuters/Nallur Sethuraman, em Bengaluru)

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/30831-cotacoes-de-frete-maritimo-atingem-maxima-de-2015?utm_source=newsletter_7539&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y

terça-feira, 9 de junho de 2015

União anuncia pacote logístico para o Espírito Santo nesta terça-feira




União anuncia pacote logístico para o Espírito Santo nesta terça-feira 

A expectativa do encontro para o Espírito Santo fica por conta das obras para modernização e ampliação da BR 262, ampliação do Porto de Barra do Riacho

Folha Vitória


Redação Folha Vitória


Há a expectativa de que a presidente anuncie as obras de ampliação da BR 262
Foto: Divulgação/Governo

Nesta terça-feira (09), o governador do Estado, Paulo Hartung, embarca para Brasília onde participará da cerimônia de anúncio da nova etapa do Programa de Investimento em Logística. O evento será realizado, às 10 horas, no Palácio do Planalto e, de acordo com o Governo Federal, na oportunidade, a presidente Dilma Rousseff apresentará o plano de concessões de aeroportos, portos e rodovias. Para o Estado, a expectativa fica por conta das obras para modernização e ampliação da BR 262, ampliação do Porto de Barra do Riacho.


De acordo com informações repassadas pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, durante o evento o Governo Federal apresentará a data da primeira audiência pública sobre a ferrovia EF 118 que ligará a região da Grande Vitória à cidade do Rio de Janeiro, com cerca de 700 km. “A definição de uma data é a demonstração pública da União em viabilizar o projeto que é importante para os capixabas e cariocas”, avalia o governador Paulo Hartung.


Saiba mais sobre os projetos:


Nova poligonal no Porto Barra do Riacho

A mudança da poligonal do Porto de Barra do Riacho possibilitará a ampliação do terminal privado existente (Portocel) e viabilizará a implantação de outros projetos (Imetame) portuários na região, pois a poligonal reduz a área delimitada como porto público. Está faltando apenas a autorização do Governo Federal para realizar a mudança.


Primeira audiência pública da malha ferroviária interligando Rio e ES

A ferrovia EF 118 ligará a região da Grande Vitória à cidade do Rio de Janeiro e possui cerca de 700 km. A ferrovia passa pelo litoral do ES e RJ com acesso aos principais portos existentes e aos projetos futuros como o Porto Central, por exemplo.


BR 262

O trecho da BR 262 entre Belo Horizonte e Vitória entrará no plano de concessões do Governo Federal. Isso será muito importante para o desenvolvimento do Espírito Santo e do Brasil. Potencializará, por exemplo, o escoamento de cargas pelos portos do Estado, principalmente vindas do Planalto Central. A melhoria do trecho também impulsionará o turismo, principalmente o da Região Serrana do Espírito Santo, além de reduzir o número de acidentes.


http://www.folhavitoria.com.br/politica/noticia/2015/06/uniao-anuncia-pacote-logistico-para-o-es-nesta-terca-feira.html

quarta-feira, 3 de junho de 2015

MODELO AUTOMÁTICO VAI MUDAR O SETOR DE CARGAS



MODELO AUTOMÁTICO VAI MUDAR O SETOR DE CARGAS


A direção autônoma de automóveis vai mudar radicalmente o transporte rodoviário de cargas num futuro próximo. Segundo o secretário-geral do Fórum Internacional de Transportes (ITF), José Viegas, é esse o setor em que primeiro deve ocorrer a massificação dos veículos que não precisam necessariamente de um condutor.

De acordo com Viegas, três caminhões autônomos da alemã Mercedes-Benz já conseguiram autorização do governo e operam comercialmente nas estradas do Estado americano de Montana. A princípio, os caminhoneiros estão lá, acompanhando o processo, o que não deve ser mais necessário em dois ou três anos.

"Isso vai ter importância decisiva na redução os custos do transporte rodoviário de mercadorias", disse Viegas ao Valor. "Hoje, na Europa, os caminhoneiros representam cerca de metade do custo do frete de longa distância."

Para Viegas, um dos principais limitadores desse tipo de transporte é o número de horas de trabalho do motorista. "Se você não tem motorista, essa limitação não existe. Então, você vai ter caminhões que vão circular 23 horas por dia", afirmou.

Questionado sobre a satisfação os sindicatos de caminhoneiros com tal inovação tecnológica, Viegas admitiu que "isso traz complicações dramáticas no emprego, mas não adianta resistir".

"Do Rio de Janeiro a Salvador, por exemplo, são 3.000 km. Se você tiver essa tecnologia e eu não tiver, você vai ter um custo que é 30% a 40% abaixo do meu. No dia seguinte, eu estou fora do mercado", afirmou. "É por isso que eu digo que vai ser uma propagação muito mais rápida [dessa tecnologia] no caminhão do que no automóvel particular."

Viegas sugere a criação de um fundo para ajudar na recolocação e requalificação dos caminhoneiros, que tendem a desaparecer com a nova tecnologia. "Por que, em vez de tentar resistir a essa força de progresso que é inevitável, os sindicatos não dizem: vamos pegar em 20% essa poupança e afetar ela a um fundo que permita fazer a requalificação e a reforma antecipada dos motoristas?", questiona.

Segundo ele, a indústria está tentando convencer a União Europeia e a associação dos transportadores europeus a começar a trabalhar juntos num projeto sobre o tema. "Tem de ter, desde já, o envolvimento dos sindicatos na busca da solução e não no evitar desse desenvolvimento, que é inevitável", disse. "Isso é algo que tem de ser tratado antes de a tecnologia estar no mercado, não depois."

Fonte: Valor Econômico/Fabio Murakawa | De Leipzig, Alemanha

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/30126-modelo-automatico-vai-mudar-o-setor-de-cargas

terça-feira, 26 de maio de 2015

Mato Grosso vai ficar 600 km mais longe dos portos do Brasil




Mato Grosso vai ficar 600 km mais longe dos portos do Brasil


A afirmativa é verdadeira, mas não estamos falando de consequências de uma mudança climática ou catástrofe natural, dessas que acontecem nos filmes de Hollywood.

Esta é uma típica catástrofe nacional, pois a distância dos portos pode "aumentar" em função de um novo tributo que querem criar sobre as exportações de grãos e fibras, proposto pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso(AL-MT).

A ideia defendida (ainda por poucos dos nossos deputados) prevê a incidência de uma taxa de 9% sobre o preço bruto da soja, milho e algodão exportados por Mato Grosso.

Produzimos no nosso estado produtos globalizados e a consequência disso é que a definição de preços se dá pelo mercado internacional. A soja e o milho têm como base o preço dado pela bolsa de Chicago e o algodão o preço da bolsa de Nova York.

A principal implicação disto é que qualquer custo que atinja uma determinada região de produção do mundo é revertida automaticamente em custos para quem produz. Isso acontece quando surge uma nova praga, quando pagamos o frete até o porto, e pode acontecer caso seja colocado um novo tributo sobre as exportações, como o proposto.

É claro que quem vai sentir os primeiros efeitos de algo assim será o produtor rural, mas como o nosso agronegócio representa mais de 50% do PIB do Estado, com certeza mais cedo ou mais tarde toda a economia do estado pagará pelos efeitos negativos de uma ação deste tipo.

Na pior das hipóteses, nossos produtores podem sucumbir aos custos reduzindo as áreas de produção, gerando desemprego imediato e diminuindo a renda em todos os elos da cadeia. Na melhor das hipóteses, o mercado tratará de reorganizar as coisas, causando mais uma vez a concentração da produção rural.

Isso ocorre porque a logística – na verdade a falta dela – faz com que o tamanho médio das áreas de soja de Mato Grosso tenha que ser maior que no resto do País para que a rentabilidade do produtor seja garantida. De acordo com o censo agropecuário de 2006 do IBGE, no estado a área média é de mais de 1.100 hectares, 2,5 vezes maior que as áreas de Goiás, 4 vezes maior que doMato Grosso do Sul, 25 vezes maior que as do Paraná e 33 vezes maior que do Rio Grande do Sul.

De maneira geral, assim como na lei da evolução de Darwin, as propriedades de Mato Grossomaiores sobreviveram e as pequenas saíram do negócio, ou foram incorporadas, ou conseguiram crescer.

Na prática, para sobreviver e ser mais competitivas, as fazendas terão que crescer para gastar menos, economizando com a mão-de-obra do campo, reduzindo custos administrativos, reavaliando a compra de insumos e etc. Isso trará um menor giro do dinheiro na economia, afetando especialmente os pequenos municípios.

Tributar a exportação desses produtos tem o mesmo efeito que deixar o nosso estado mais longe dos portos e, consequentemente, os benefícios da dinâmica da nossa economia agrícola mais longe do povo.

* Otávio Celidonio é Engenheiro Agrônomo e superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

http://www.cenariomt.com.br/noticia/447042/mato-grosso-vai-ficar-600-km-mais-longe-dos-portos-do-brasil.html

Setor de transporte deve ser beneficiado com acordos entre Brasil e China


Setor de transporte deve ser beneficiado com acordos entre Brasil e China
Os governos brasileiro e chinês assinaram, no dia 19 último, 35 acordos bilaterais, num montante superior a R$ 150 bilhões de investimentos da China no Brasil. O setor de infraestrutura de transportes está entre os que devem ser beneficiados com as parcerias bilaterais.

Entre os principais projetos, está a construção de uma ferrovia transcontinental, que cruzará o país de leste a oeste, passando pelo Peru para acessar portos no Oceano Pacífico. Para isso, foi assinado um memorando de entendimento, a fim de desenvolver estudos de viabilidade do empreendimento que estarão concluídos até maio de 2016.

A linha, que terá 4,4 mil quilômetros somente no Brasil, sairá de Campinorte, no Tocantins, junto à Ferrovia Norte-Sul, passará por Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, atingirá o Acre e atravessará os Andes, até o litoral peruano. O governo, no entanto, ainda não divulga estimativa de valores do empreendimento.

Os acordos foram assinados durante a visita do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, ao Brasil, que, em Brasília, cumpriu agenda no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional. “Convidamos as empresas chinesas a participarem dessa grande obra. Um novo caminho para a Ásia se abrirá para o Brasil, reduzindo distâncias e custos, que nos levará diretamente, pelo oceano pacifico, até os portos do Peru e da China”, disse a presidente Dilma Rousseff, durante a cerimônia de assinatura dos atos.

Segundo o presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Clésio Andrade, a obra já foi elencada, pela instituição, como uma das ações importantes para a solução de gargalos logísticos do país, e poderá aumentar a competitividade das exportações brasileiras. “É uma ferrovia que a Confederação Nacional do Transporte vem defendendo desde o primeiro Planto CNT de Transporte e Logística. Ao ligar o Brasil ao Oceano Pacífico, através do Peru, vai facilitar e baratear o escoamento, principalmente do minério e da soja produzidos no país”.

O primeiro-ministro, Li Keqiang, afirmou que o governo chinês quer estreitar a cooperação entre empresas dos dois países e promover a construção de infraestruturas no Brasil. A ideia, segundo ele, é reduzir os custos, movimentar a economia e ajudar na geração de empregos.

O presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, Sérgio Amaral, consultor do Escritório da CNT na China, explica que, “para a China, isso faz parte de uma estratégia que vem sendo desenvolvida em várias regiões do mundo, que é realizar investimentos grandes em infraestrutura para obter retornos econômicos positivos e, talvez, a abertura de novos mercados”.

“A indústria ferroviária na China é altamente desenvolvida. Eles têm mais de 120 mil quilômetros de ferrovias. Ela é estratégica para o desenvolvimento chinês. Por isso, o governo tem estimulado as empresas chinesas a desenvolverem novos mercados e, para a China, o Brasil é estratégico”, diz Jose Mario Antunes, executivo do Escritório da CNT em Pequim.

Os acordos ainda preveem intercâmbios em outros setores, como da indústria automotiva e de alimentação, comércio, siderurgia, petróleo e gás.

Escritório da CNT na China

O primeiro-ministro chinês viajou para o Brasil com uma comitiva de aproximadamente 120 empresários. Durante a visita, um grupo, com atuação no setor ferroviário, participou de uma reunião na sede da Confederação Nacional do Transporte . Desde o ano passado, a CNT está presente na China com o Escritório Avançado em Pequim. O objetivo é aproximar empresas chinesas e brasileiras e estimular novos investimentos em infraestrutura logística no país.

“Vamos dar continuidade a missões empresariais, levando brasileiros para conhecerem empresas chinesas e trazendo empresas chinesas ao Brasil, para desenvolver cada vez mais esse setor", diz Jose Mario Antunes. Segundo ele, atualmente, o foco principal da China é em ferrovias e portos. "Mas eles também estão muito interessados no setor em hidrovias, aeroportos e rodovias. E a presença desses investimentos tende a ser cada vez maior”, complementa.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Em 2014, as trocas comerciais entre os dois países alcançaram quase US$ 78 bilhões.

https://portogente.com.br/noticias/transporte-logistica/setor-de-transporte-deve-ser-beneficiado-com-acordos-entre-brasil-e-china-86174