LEGISLAÇÃO

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Brasil e Uruguai assinam plano de trabalho para ampliar comércio


Brasil e Uruguai assinam plano de trabalho para ampliar comércio

Receita Federal

O objetivo é atrair novos investimentos, aumentar a segurança das operações de comércio exterior e aprimorar os controles aduaneiros


por Portal Brasil


Foto: Pref. de Jaguarão/RS
Ponte internacional Barão de Mauá, sobre o Rio Jaguarão, na fronteira entre Brasil e Uruguai


Brasil e Uruguai deram um novo passo rumo ao objetivo de ampliar o comércio bilateral, com a assinatura do plano de trabalho para assinatura do Acordo de Reconhecimento Mútuo (ARM) dos Programas de Operador Econômico Autorizado (OEA) entre os dois países.


Para o Brasil, o objetivo é atrair novos investimentos à economia, aumentar a segurança das operações de comércio exterior e aprimorar os controles aduaneiros por meio da gestão de risco.


Acordos de Reconhecimento Mútuo (ARM) são acordos bilaterais celebrados entre países que possuam Programas de OEA compatíveis, nos quais cada país reconhece como de baixo risco os operadores certificados no outro país.


Para isto é necessário que os critérios de segurança física da carga e cumprimento da legislação tributária e aduaneira exigidos para a certificação e os procedimentos adotados para a validação e monitoramento destes operadores sejam similares.


O diretor nacional de Aduanas da República Oriental do Uruguai, Enrique Canon, destacou que os Acordos de Reconhecimento Mútuo são vantajosos para as aduanas dos dois países por que diminui o retrabalho dos fiscos e simplifica as operações internacionais, proporcionando agilidade aos operadores de baixo risco. Além disso, ressaltou a importância do Brasil como parceiro comercial do Uruguai.


O subsecretário substituto de Aduana e Relações Internacionais da Receita Federal, José Carlos de Araujo, enfatizou que os Programas de OEA são fundamentais para incrementar a gestão de risco nas operações aduaneiras e a adoção de padrões internacionais de segurança.


Fonte: Portal Brasil com informações da Receita Federal

http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2016/02/brasil-e-uruguai-assinam-plano-de-trabalho-para-facilitar-o-comercio-exterior-dos-dois-paises

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Brasil e Uruguai assinam acordo de livre comércio para produtos automotivos


Brasil e Uruguai assinam acordo de livre comércio para produtos automotivos



Brasília (9 de dezembro) – Os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e os ministros das Relações Exteriores, Rodolfo Nin Novoa, e da Indústria, Energia e Minas do Uruguai, Carolina Cosse, assinaram, no Palácio do Itamaraty, um Acordo de Livre Comércio entre os dois países para produtos do setor automotivo.

O acordo terá vigência a partir de 1º de janeiro de 2016 e prevê 100% de preferência tarifária para bens do setor automotivo – automóveis de passageiros, ônibus, caminhões, máquinas agrícolas, autopeças, chassis e pneus.

De acordo com o ministro Armando Monteiro é importante destacar que este "é um acordo de livre-comércio que não se restringe a cotas, e tem uma perspectiva, portanto, de se ter um comércio totalmente livre, fluido, com regras de origem que contemplam as peculiaridades e o estágio de desenvolvimento dos dois países nesta área”. Monteiro lembrou ainda que “o acordo com o Uruguai abre uma perspectiva nova para que possamos estabelecer um marco mais amplo de livre comércio e maior integração produtiva”.

O acordo

Para o lado brasileiro, o livre comércio valerá para produtos que cumprirem Índice de Conteúdo Regional (ICR) igual ou superior a 55%. Para os produtos uruguaios, o ICR será igual ou superior a 50%. O índice é calculado por uma fórmula estipulada pelo Mercosul.

Para os produtos que não cumprirem a regra de conteúdo regional, será estipulada uma cota: US$ 650 milhões para o Uruguai e US$ 325 milhões para o Brasil.

O acordo estabelece ainda um Programa de Integração Produtiva (PIP) para veículos e autopeças que iniciem a produção no país e que precisam de tempo para desenvolvimento de fornecedores.

Há ainda uma cláusula de salvaguardas para situações de desequilíbrios significativos entre os dois países. Nesses casos, um dos países poderá solicitar suspensão temporária do livre comercio e o Comitê Automotivo bilateral deverá avaliar a situação e propor medidas corretivas para o restabelecimento das condições previstas no acordo.

Em 2014, foram vendidos 56.548 veículos no Uruguai. Neste mesmo ano, o Brasil exportou 14.229 unidades (entre veículos leves, caminhões e ônibus). Entre janeiro e novembro de 2015, as exportações brasileiras alcançaram 12.512 unidades de veículos leves, caminhões e ônibus.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=14214

terça-feira, 4 de novembro de 2014

CONVÊNIO ENTRE BRASIL E URUGUAI VAI SIMPLIFICAR IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO


CONVÊNIO ENTRE BRASIL E URUGUAI VAI SIMPLIFICAR IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO



O Brasil e o Uruguai assinaram convênio que permitirá aos exportadores e importadores dos dois países realizar e receber pagamentos nas suas próprias moedas, dispensando o contrato de câmbio. O novo sistema também poderá ser utilizado para o pagamento de aposentadorias e pensões, além de remessas de pequeno valor.

O mecanismo estará disponível a partir de 1° de dezembro e a utilização será opcional. O acordo, divulgado no domingo (3) pelo Banco Central (BC), foi firmado pelos presidentes dos bancos centrais do Uruguai (BCU) e do Brasil, Alberto Graña e Alexandre Tombini, durante reunião de presidentes de bancos centrais da América do Sul, realizada na sexta-feira (31) em Lima, no Peru.

Segundo nota do BC brasileiro, o mecanismo vai aumentar o acesso dos pequenos e médios agentes, aprofundar o mercado do real e do peso uruguaio e reduzir custos de transação. O BC destacou que o convênio apresenta semelhança com sistema em operação com a Argentina.

O BCU também divulgou comunicado, informando que o sistema implicará em mudança dos padrões de comunicação, motivo pelo qual a entidade trabalha para que entre em funcionamento o software que será utilizado. Segundo a autoridade monetária uruguaia, o convênio vai “minimizar prazos para o processamento de operações, facilitar a inclusão financeira de pessoas físicas, pequenas e médias empresas e melhorar a qualidade para as que já participam dessas operações”.

Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

http://www.exportnews.com.br/2014/11/convenio-entre-brasil-e-uruguai-vai-simplificar-importacao-e-exportacao/

quinta-feira, 3 de julho de 2014

China supera Brasil como principal destino das exportações uruguaias



China supera Brasil como principal destino das exportações uruguaias

AFP - Agence France-Presse


Frigorífico uruguaio, em San Jacinto, prepara carnes para exportação, em 31 de outubro de 2012. Foto: © AFP/Arquivos Pablo Porciuncula


A China foi o principal destino das exportações de bens uruguaios no primeiro semestre do ano, superando o Brasil, tradicional número um do ranking, informaram o Instituto Uruguai XXI (público-privado) e a União de Exportadores (UEU), nesta terça-feira.

"As vendas para a China somaram 806,6 milhões de dólares, aumentaram 11,53% e representaram 16,2% do total", informa o relatório da UEU. "Isso sem considerar a mercadoria que chega à China das zonas francas" e que representa cerca de 17% do total, acrescentou.

Entre os principais produtos exportados pelo Uruguai para a China estão soja, carne e produtos lácteos

O Brasil caiu para o segundo lugar da lista de importadores do Uruguai, com recuo de 0,43% no primeiro semestre, em comparação ao mesmo período do ano passado.

As maiores quedas das exportações uruguaias foram para o Chile (-29,03%), com recuo na venda de carne, e para a Holanda (-21,03%), que importou menos soja e carne.

Na primeira metade do ano, o Uruguai totalizou 4,981 bilhões de dólares em exportações – cerca de 7,8% a mais em relação ao mesmo período de 2013 - e 4,687 bilhões de dólares em compras no exterior. Isso significa um aumento de 5,7% ao ano, somando um superávit de 294 milhões de dólares.

O produto mais vendido no intervalo entre janeiro e junho foi a soja, com compras que chegaram a 24% do total, seguido da carne.

Em junho, a balança comercial uruguaia teve um superávit de 316 milhões de dólares, com um aumento das exportações de 22,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, a 1,125 bilhão de dólares, e de 21,5% nas importações, a 809 milhões de dólares.

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/economia/2014/07/01/internas_economia,513504/china-supera-brasil-como-principal-destino-das-exportacoes-uruguaias.shtml

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Acordo Brasil - Uruguai deve ampliar presença da América do Sul na Marintec South America - Navalshore



Acordo Brasil - Uruguai deve ampliar presença da América do Sul na Marintec South America - Navalshore

A visitação sul-americana deve superar 25% do público total, formado por mais de 18 mil empresários e profissionais que buscam estreitar relações comerciais com o Brasil. Empresas uruguaias também estarão reunidas em um pavilhão internacional.

Principal evento marítimo da América Latina, responsável por reunir armadores, estaleiros e fornecedores da cadeia naval e offshore, a Marintec South America - 11ª Navalshore atrai cada vez mais a participação de países da Europa e África, América do Sul, América do Norte e Central, Ásia e Oceania. Este ano o evento, que acontece de 12 a 14 de agosto, no Rio de Janeiro (RJ), deve receber mais de 18 mil empresários e profissionais do setor e ampliar e a participação estrangeira, em especial, a da América do Sul, que responde por 25% desta visitação.

“Acreditamos que o acordo recém firmado entre Brasil e Uruguai, para a integração produtiva dos dois países, dará novo impulso à indústria naval, pois os dois governos promoverão o acesso recíproco de bens e serviços de empresas brasileiras e uruguaias e reconhecerão o conteúdo local”, destaca Renan Joel, gerente do evento.

Ainda segundo Joel, diversas empresas uruguaias já confirmaram a participação no evento. “A relação entre as cadeias produtivas brasileira e uruguaia deve ter impacto positivo na geração de negócios entre ambas indústrias na feira. A Argentina é outro país do continente sul-americano que terá um próprio pavilhão e merece destaque”, acrescenta Joel.

Em 2014, além dos pavilhões do Uruguai e da Argentina, a Marintec terá outros 10 dedicados aos expositores internacionais, de países como Alemanha, Canadá, China, Coreia do Sul, Dinamarca, Holanda, Japão, Noruega, Polônia e Reino Unido. Em 2013, a iniciativa dos expositores foi recompensada pela presença maciça de visitantes, somando 17.314 profissionais.

“Outro fator que está no radar das empresas internacionais e as atrai ao evento é o volume de investimentos programado pela indústria da construção naval brasileira, que em 2013 chegou a R$ 5 bilhões. A injeção de recursos permitiu a entrega de 77 embarcações”, conclui Joel.

http://www.portosenavios.com.br/industria-naval-e-offshore/24592-acordo-brasil-uruguai-deve-ampliar-presenca-da-america-do-sul-na-marintec-south-america-navalshore

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Porto contestado



Porto contestado

Durante o seminário do grupo inglês Port Finance International, no Rio, o presidente da Logz, Nélson Carlini, voltou a criticar o anunciado crédito do BNDES para um superporto em Rocha, no Uruguai.

– Com dinheiro próprio, o Uruguai estaria certo em fazer esse investimento. Mas o Brasil financiar um porto que se destinaria basicamente a atrair cargas brasileiras, é absurdo. O projeto prevê um porto de águas profundas, que seria o maior da região, deixando os terminais brasileiros como satélites de segunda classe do uruguaio. Grandes navios deixariam cargas no Uruguai e, depois, navios menores redistribuiriam os containeres pelos portos brasileiros. Os terminais do Sul e Sudeste do Brasil iriam virar portos auxiliares.

Carlini também previu que o projeto aumentasse o movimento de caminhões brasileiros para levar cargas para Rocha. Em relação ao porto cubano de Mariel, igualmente financiado pelo BNDES, Carlini disse que, no caso, não haveria qualquer prejuízo operacional para o Brasil, mas lembrou que o fato de a obra ser coberta de confidencialidade pode envolver subsídios para Cuba, quando, no Brasil, há forte disputa para obter financiamento para portos.

Fonte: Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta

http//www.portosenavios.com.br/portos-e-logistica/24085-porto-contestado

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Apoio a superporto no Uruguai pode tirar cargas de terminais brasileiros

Apoio a superporto no Uruguai pode tirar cargas de terminais brasileiros
Brasil está em vias de entrar em uma polêmica no Mercosul ao apoiar um superporto no Uruguai que poderá roubar cargas dos terminais brasileiros. O apoio brasileiro, repetindo um financiamento a Cuba, deve ser forte: cerca de US$ 1 bilhão do BNDES, recursos do Orçamento, via Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), e conhecimento técnico, segundo fontes que acompanham a negociação.
As conversas entre Brasil e Uruguai para a construção de um porto de águas profundas estão a pleno valor. Maior oferta de frequências marítimas, fretes mais baratos, tempo de deslocamento menor e, principalmente, possibilidade de alcance do mercado asiático pelo Estreito de Magalhães (no extremo sul do continente), em condições de concorrência com o Canal do Panamá, atraem o Brasil.
Operadores portuários brasileiros, no entanto, temem uma concorrência com um porto mais moderno, mais capacitado e menos burocrático (e caro) que os nacionais, principalmente no Sul do Brasil.
O empreendimento será construído em Rocha, cidade a 288 quilômetros de Rio Grande (RS), onde está um dos mais importantes portos brasileiros. O projeto uruguaio, segundo os estudos atuais, é ousado: calado (profundidade) de 20 metros, que permite a atracação de navios com capacidade para até 180 mil toneladas. Os portos do Sul do Brasil têm, no máximo, 14 metros de calado e recebem navios com capacidade de até 78 mil toneladas. O porto uruguaio pode sugar cargas da região, afetando Sul e Centro-Oeste do Brasil, Paraguai, Bolívia e Norte e Centro da Argentina.
Caso o empreendimento de fato saia do papel, poderá contar não só com recursos do BNDES e do Focem, como do Programa de Financiamento às Exportações (Proex), que prevê, por exemplo, subsídios para tornar a taxa de juros compatível com as do mercado internacional.
Do tamanho de Paranaguá e Rio Grande juntos - Como os navios no mundo são cada vez maiores, para ganho de escala, o porto deve se consolidar como parte das grandes rotas intercontinentais, deixando os terminais brasileiros de fora. O próprio governo uruguaio publica em sua página na internet algumas estimativas sobre o novo porto, que em 2025 deve movimentar 87,5 milhões de toneladas, mais do que a soma dos terminais de Paranaguá (no Paraná, com 44,7 milhões de toneladas em 2013) e de Rio Grande (com 33,2 milhões de toneladas em 2013) juntos. O preço será competitivo no porto uruguaio. Nas rotas para China, Japão e Sudeste Asiático, a tonelada transportada pode ficar entre US$ 12,50 e US$ 22,50 mais barata, enquanto para a Europa a redução de custos pode chegar a US$ 3,50 por tonelada.
A polêmica portuária já existe entre Uruguai e Argentina, que dividem o Rio da Prata, onde estão os principais portos dos dois países. Uruguaios acusam os argentinos de dificultarem os planos de dragagem para os portos do país de Mujica, que seriam mais eficientes que os da terra de Cristina Kirchner. O novo porto de Rocha, contudo, ficará em mar aberto, sem a necessidade de envolvimento com a Argentina para resolver questões do uso comum das águas da Bacia do Prata. O Paraguai, sem mar, exporta 90% de sua soja pela Argentina, mas já está fechando um acordo com o Uruguai. E, agora, o Brasil entra no circuito.
"Este é um projeto quase secreto, não temos informações. No Brasil, o governo não coloca dinheiro nos portos, o setor está travado, mas o governo estuda apoiar um porto no país vizinho que, sem a burocracia brasileira, tende a ser mais competitivo que nossos portos. Vemos empresários com temor de investir em terminais sem saber o que será este projeto", disse Nelson Carlini, presidente do Conselho de Administração da LOGZ Logística Brasil, que investe num terminal em Santa Catarina.
Wilen Manteli, presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), afirma que o problema não é o Brasil apoiar um porto do Uruguai, mas a falta de investimentos aqui no país e uma estrutura legal e burocrática que impede que os terminais nacionais sejam competitivos internacionalmente. Ele disse que a Secretaria de Portos confirmou que está apoiando tecnicamente os uruguaios.
O BNDES afirma que o projeto não chegou à instituição, mas fontes revelam que há tratativas e que o banco apoiaria o projeto. O financiamento não seria à obra do país vizinho, mas se enquadraria na rubrica de exportações de serviços brasileiros, caso uma empreiteira verde-amarela faça as obras de Rocha, como é esperado. É o mesmo modelo do adotado pelo banco para financiar em US$ 685 milhões o porto de Mariel, em Cuba, reformado pela Odebrecht. Caso se confirme o valor de apoio ao projeto estimado por fontes - US$ 1 bilhão - o financiamento seria equivalente ao liberado pelo BNDES ao setor portuário no Brasil em 2012, quando chegou a R$ 2,4 bilhões. Em 2014, o segmento deverá receber mais R$ 1,8 bilhão do banco.
'Não há transparência' - O governo do Uruguai não comentou o assunto, pois as autoridades não estavam disponíveis nas últimas quarta e quinta-feiras. A Semana Santa é ampliada no país vizinho e representa o maior feriado anual. Ainda assim, a área de comunicação do governo confirma o projeto, que está em fase de estudos. Não se sabe se ele seria licitado ou feito por meio de parceria público-privada (PPP). Estudos preliminares indicam, por exemplo, que parte dos minérios que deverão ser explorados em Mato Grosso do Sul e na Bolívia passarão pelo local.
A senadora gaúcha Ana Amélia Lemos (PP) afirma que o porto uruguaio prejudicará o Brasil. "Não podemos financiar e apoiar um porto no Uruguai quando não se aplicam recursos no Brasil. E sabemos muito pouco sobre o que realmente está ocorrendo, não há transparência".
De outro lado, Juan Carlos Muñoz, diretor do Centro de Armadores Fluviais e Marítimos do Paraguai (CAFYM), afirma que seu país tem interesse especial no empreendimento. "Já estamos conversando com produtores brasileiros, de Mato Grosso do Sul, que poderão também exportar por lá, utilizando nossa rede fluvial", disse ele, que espera comprar produtos brasileiros, como ferro e aço, a partir de Rocha.
Uruguai já recebe informações técnicas - A fase atual é de conversas. O governo brasileiro se colocou à disposição para cooperar na estruturação financeira e técnica do projeto, que está em fase de elaboração. Os uruguaios já se beneficiam com informações técnicas relacionadas à confecção do projeto em contatos com a Secretaria de Portos.
"Nossa visão é que o porto deve contribuir para a infraestrutura final, criando sinergia com os demais portos sul-americanos", disse uma fonte do governo brasileiro envolvida nas discussões.
Uma das primeiras iniciativas tomadas foi recomendar ao governo uruguaio a realização de estudo sobre complementaridade entre o novo porto e os terminais já existentes. O estudo será concluído ainda neste ano, segundo fontes envolvidas no assunto. Segundo uma fonte, alguns aspectos ainda precisam ser definidos, como a dimensão do porto, a estrutura jurídica e a logística de acesso ao local. Esta fonte afirmou que é prematuro fazer considerações sobre custos e prazos referentes à obra, localizada numa das regiões menos habitadas do Uruguai e onde há perspectiva de exploração de minério de ferro e de aumento na produção de grãos.
O projeto do porto faz parte da agenda de alto nível entre Brasil e Uruguai, criada em 2012 pelos presidentes Dilma Rousseff e José Mujica. Foi instituído um grupo encarregado de impulsionar a integração física entre os dois países, com ações nas vertentes rodoviária, ferroviária e hidroviária.
A presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu, disse não ser contra a construção de um porto fora do Brasil, desde que beneficie o escoamento da safra agrícola. "Para o exportador, onde houver porto bom, está ótimo. O que sabemos é que os investimentos são altos, mas não estamos vendo o tamanho da carga", diz Kátia Abreu, lembrando que o Uruguai é o único país que não faz parte do acordo de navegação marítima do Mercosul e não tem acordo bilateral com o Brasil para a divisão de cargas.
Fonte: O Globo - Henrique Gomes Batista e Eliane Oliveira, 20/04/2014
http://www.usuport.org.br/noticia.php?id=6913