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quinta-feira, 15 de março de 2018

Exportação de soja do Brasil dispara no início de março, aponta Secex




Exportação de soja do Brasil dispara no início de março, aponta Secex




A exportação de soja do Brasil somou 489,5 mil toneladas por dia nos sete primeiros dias úteis deste mês, mais que o triplo do registrado na média diária de fevereiro e um aumento de 25 por cento na comparação com março do ano passado, evidenciando que a colheita de uma safra recorde começa a chegar com mais força aos portos.

Os embarques nas primeiras duas semanas de março somaram 3,4 milhões de toneladas, ante um total de 2,86 milhões de toneladas em fevereiro e 8,98 milhões de toneladas em março de 2017, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do governo brasileiro.

Até o momento, produtores do Brasil realizaram a colheita em cerca de metade da área total de soja do maior exportador global da oleaginosa, segundo especialistas.

Os maiores embarques foram registrados após a comercialização dar um salto no último mês, com os preços em alta devido a perdas pela seca na Argentina.

A comercialização de soja da safra 2017/18 de Mato Grosso, maior produtor nacional, avançou para 61,62 por cento das 31,79 milhões de toneladas projetadas, informou nesta segunda-feira o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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As exportações de farelo de soja do Brasil em março já somam 605 mil toneladas, ou mais da metade do total exportado em todo o mesmo mês do ano passado, segundo dados da Secex.

Algumas consultorias mais otimistas estão estimando a safra brasileira em mais de 117 milhões de toneladas, ante cerca de 114 milhões na temporada passada.

Fonte: Notícias R7

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/43058-exportacao-de-soja-do-brasil-dispara-no-inicio-de-marco-aponta-secex
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Marcadores: exportação, soja

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Importação de soja do Brasil pela China salta 300%



Importação de soja do Brasil pela China salta 300%



Soja: no acumulado dos onze primeiros meses do ano, as compras chinesas do grão brasileiro totalizam 39,06 milhões de toneladas


Da REUTERS


As importações de soja do Brasil pela China saltaram 297 por cento em novembro na comparação com o mesmo mês de 2014, refletindo fortes embarques realizados nos portos brasileiros nos últimos meses, mostraram nesta segunda-feira dados da alfândega chinesa.


Os desembarques de soja brasileira na China totalizaram 2,14 milhões de toneladas no mês passado, a um preço médio de 405,99 dólares por tonelada.


No acumulado dos onze primeiros meses do ano, as compras chinesas do grão brasileiro totalizam 39,06 milhões de toneladas, alta de 22,7 por cento.


Na contramão, as importações de soja dos Estados Unidos pela China caíram quase 9 por cento em novembro, na comparação annual, para 4,25 milhões de toneladas.


Analistas destacaram nos últimos meses que a desvalorização do real, entre outros fatores, vinha deixando o Brasil mais competitivo que os Estados Unidos no mercado global de soja.


O Brasil, maior exportador global de soja, bateu em junho seu recorde de embarques da oleaginosa, para todos os destinos.


Em setembro, quando saiu do país a maior parte das cargas que chegaram à China em novembro, as exportações brasileiras tiveram alta anual de quase 40 por cento, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/importacao-de-soja-do-brasil-pela-china-salta-300-em-novembro
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Marcadores: exportações, soja

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

EXPORTAÇÕES - SOJA



COMPLEXO SOJA RESPONDE POR 16,3% DAS EXPORTAÇÕES E GERA RECEITA DE US$ 26,11 BILHÕES.

São Paulo – As exportações brasileiras do complexo soja totalizaram US$ 26,11 bilhões no período entre janeiro e outubro deste ano, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Do total, US$ 20,15 bilhões (77,2%) referem-se às exportações de soja em grão, US$ 4,99 bilhões (19,1%) representaram as vendas externas de farelo e US$ 965,03 milhões, (3,7%) as de óleo de soja. As exportações dos três produtos respondem por 16,3% do total das exportações brasileiras neste ano.

Vendas em volume
Nos dez primeiros meses de 2015, o País exportou mais de 52,1 milhões de toneladas da oleaginosa, volume 15% superior às exportações realizadas no mesmo período de 2014. As vendas de farelo superaram 12,65 milhões de toneladas no período apurado, um acréscimo de 6,7% em comparação com os dados de 2014. As exportações de óleo de soja somaram 1,38 milhão de toneladas, volume 22,7% superior ao exportado entre janeiro e outubro do ano passado.

Destinos
Os embarques de soja para a China somaram, até o final de outubro, 39,5 milhões de toneladas, volume que representa aproximadamente 76% das exportações brasileiras da oleaginosa. Mais de 10% das exportações do grão tiveram como destino os países da União Europeia e 8,6% seguiram para portos asiáticos.

As saídas de farelo de soja para a União Europeia superaram 7 milhões de toneladas no período (55,7% das exportações brasileiras do produto). Esse volume, porém, apresentou queda de 5% em comparação com os dados de 2014.

Os países do Sudeste Asiático, Coreia do Sul e Japão aumentaram em 22% o volume importado do farelo de soja produzido no Brasil, recebendo, nos dez meses apurados, 4,4 milhões de toneladas do produto. As compras de farelo de soja pela Indonésia, Tailândia, Coreia do Sul e pelo Vietnã já representam 35% das exportações brasileiras do produto.

De um total de 1,38 milhão de toneladas de óleo de soja exportado, 76% se destinaram ao continente asiático. Desse montante, a Índia representa 58% e a China, 20%. O volume residual ficou distribuído entre os países da África, América e do Oriente Médio.

Portos
Pelo porto de Santos foram embarcadas 12,85 milhões de toneladas de soja em grão, ou 25% do volume total exportado de janeiro a outubro. Por Rio Grande foram exportadas 10,65 milhões de toneladas (20%) da oleaginosa, um crescimento de 33% em comparação com o mesmo período do ano passado. Pelo porto de Paranaguá saíram 7,71 milhões de toneladas de soja, 15% do total exportado, e por São Luís, 4,94 milhões de toneladas (9% das exportações do grão).

As exportações de farelo de soja se concentraram, principalmente, nos portos de Paranaguá, Santos e Rio Grande, perfazendo os seguintes volumes, respectivamente: 4,76 milhões de toneladas (38%), 3,53 milhões de toneladas (28%) e 2,32 milhões de toneladas (18%).

Paranaguá exportou mais de 1 milhão toneladas de óleo de soja, o equivalente a 73% do total embarcado desde janeiro. De Rio Grande saíram 213,94 mil toneladas (16% das exportações do produto). Pelo porto de Manaus foram exportadas 110,24 mil toneladas, ou 8% do volume embarcado no ano.

Fonte: Abiove

https://www.portosenavios.com.br/noticias/geral/32290-complexo-soja-responde-por-16-3-das-exportacoes-e-gera-receita-de-us-26-11-bilhoes

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Marcadores: exportações, soja

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Exportação de soja em oito meses de 2015 ultrapassa todo volume embarcado em 2014


Exportação de soja em oito meses de 2015 ultrapassa todo volume embarcado em 2014

De Sinop - Alexandre Alves


Foto: Carolina Barufati


imagem ilustrativa

Os embarques de soja em grãos do Brasil para o exterior, entre os meses de janeiro e agosto de 2015, atingiram 45.85 milhões de toneladas, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (1), pela Secretaria do Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O montante já ultrapassou o volume exportado durante todo o ano de 2014, quando foram enviadas 45.66 mi/t. entre janeiro e dezembro.

Mas, conforme a Secex, apesar de a quantidade ser maior, a receita com a venda da oleaginosa anda está abaixo do que fora movimentado no ano passado. Em 2014, a soja em grãos fez entrar US$ 21,4 bilhões na balança comercial brasileira, enquanto que os negócios durante os oito primeiros meses de 2015 somaram US$ 17,7 bilhões.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o faturamento menor é decorrência da queda no preço da commoditie no mercado internacional. No ano anterior, a tonelada da soja era vendida,em média, a US$ 510,19. Já este ano, os valores foram ‘achatados’ em -24.2%, caindo para US$ 386,72.


Resultado geral da balança comercial

No acumulado janeiro-agosto de 2015, as exportações apresentaram valor de US$ 128,347 bilhões. Sobre igual período de 2014, as exportações registraram retração de 16,7%. As importações somaram US$ 121,050 bilhões, com queda de 21,3% sobre o mesmo período anterior. Assim, o saldo comercial acumulou superávit de US$ 7,297 bilhões, valor superior ao alcançado em igual período de 2014, US$ 205 milhões.

A corrente de comércio (soma do que fora exportado com o importado) alcançou cifra de US$ 249,397 bilhões, representando queda de 19,0% sobre o mesmo período anterior, quando totalizou US$ 307,831 bilhões.

http://www.olhardireto.com.br/agro/noticias/exibir.asp?noticia=Exportacao_de_soja_em_oito_meses_de_2015_ultrapassa_todo_volume_embarcado_em_2014&edt=0&id=20946
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quarta-feira, 3 de junho de 2015

BRASIL EXPORTA RECORDE DE 9,3 MI T DE SOJA EM MAIO, APONTA SECEX



BRASIL EXPORTA RECORDE DE 9,3 MI T DE SOJA EM MAIO, APONTA SECEX


SÃO PAULO - As exportações de soja do Brasil em maio atingiram volume recorde de 9,34 milhões de toneladas, superando a melhor marca mensal anterior registrada em abril de 2014, com os portos escoando uma safra histórica da oleaginosa.

Os embarques de soja renderam ao país no mês passado 3,6 bilhões de dólares - de longe a commodity mais rentável no período -, mas o valor ficou abaixo do registrado em maio de 2014, apesar do volume maior, devido a uma acentuada queda nos preços internacionais nos últimos meses.

As exportações de maio de 2014 foram de 3,87 bilhões de dólares. No período, os preços caíram 24 por cento, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O volume recorde de exportações confirma expectativa de analistas e de dados analisados pela Reuters, que indicavam que maio iria superar a marca de 8,25 milhões de toneladas de abril de 2014.

"A movimentação nos portos é forte. Está dentro da normalidade, considerando que os volumes são maiores este ano. Em princípio, tenho expectativa bastante positiva para o mês de junho. Possivelmente junho vai ser um mês bastante forte", disse o secretário-geral da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Fabio Trigueirinho.

O Brasil está terminando de colher uma safra recorde em 2015. O volume foi estimado nesta segunda-feira pela Abiove, que representa as grandes indústrias e tradings do país, em mais de 93 milhões de toneladas, quase 8 por cento a mais que no ano passado.

Os embarques de farelo de soja em maio também foram elevados, alcançando 1,59 milhão de toneladas, 12 por cento a mais que um ano antes e o maior volume desde agosto do ano passado.

(Fonte: Reuters/Gustavo Bonato)

https://www.portosenavios.com.br/noticias/geral/30137-brasil-exporta-recorde-de-9-3-mi-t-de-soja-em-maio-aponta-secex
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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Exportação de soja por Paranaguá em abril é a maior da história


Exportação de soja por Paranaguá em abril é a maior da história


A exportação de soja pelo Porto de Paranaguá bateu o recorde histórico de movimentação mensal em abril deste ano. Ao longo do mês passado, o porto escoou 1,476 milhão de toneladas de soja, superando o recorde anterior de 1,447 milhão de toneladas, registrado em março de 2014 em 2%.

Em relação a abril de 2014) a diferença é ainda maior: 6%. A marca é resultado do aumento de produtividade nas operações de grãos em Paranaguá. “Em março tivemos a inauguração de dois novos shiploaders, que representam bem a nossa preocupação em dar mais agilidade ao usuário do porto”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino. O resultado foi conquistado apesar de o mês ter registrado mais de 140 horas de chuvas, que paralisaram a operação.

MAIS CAPACIDADE - Os novos carregadores têm capacidade nominal de carregamento 33% maior do que os antigos equipamentos da década de 70. Com isso, o Corredor de Exportação do Porto aumentou a velocidade de operação, de 1,5 mil para 2 mil toneladas por hora. Outros dois shiploaders novos já estão sendo montados no Corredor de Exportação e passarão a funcionar no mês de agosto.

A Appa investiu R$ 59 milhões na aquisição dos equipamentos. O investimento fez parte de um pacote de R$ 511 milhões aplicados no Porto de Paranaguá de 2011 a 2014 em obras de melhoria, infraestrutura e novos projetos no Porto de Paranaguá.

NOVO PATAMAR - O recorde de exportações registrado em abril evidencia um crescimento de patamar na produtividade. Em 2012 e 2013, as maiores marcas mensais foram de 1,1 milhão de toneladas, 300 mil toneladas a menos que o recorde alcançado no mês passado.

Ao longo do mês, mais de 37 mil caminhões chegaram em Paranaguá0,35cm carregados de grãos para descarregar no porto. “O importante é que conseguimos bater o recorde sem impactos na cidade, com uma chegada ordenada dos caminhões”, afirma o diretor empresarial da Appa, Lourenço Fregonese.

No acumulado dos quatro meses do ano, já foram embarcados 2,8 milhões de toneladas do grão. Além disso, no mesmo período foram exportadas 871 mil toneladas de milho e 1,5 milhão de toneladas de farelo pelo porto paranaense.

GERAL - O recorde nas exportações de soja foi o principal responsável pelo aumento das exportações gerais pelo porto paranaense em abril de 2015. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a alta foi de 7%.

Outro produto que colaborou para esta marca foi o escoamento de açúcar. Ao longo do mês, foram exportadas 237 mil toneladas do produto, vinte vezes mais que o volume movimentado no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 10 mil toneladas.

IMPORTAÇÃO – No sentido contrário do comércio exterior, a importação de contêineres foi o principal destaque no Porto de Paranaguá. No mês de abril, foram movimentados 35 mil TEUs na importação, 14% superior do movimentado no ano passado. No acumulado do ano, a entrada de cointeineres pelo terminal paranaense registra a marca de 128,6 mil TEUs, com aumento de 8% em relação aos quatro primeiros meses de 2014.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
www.pr.gov.br e www.facebook.com/governopr

http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=84181&tit=Exportacao-de-soja-por-Paranagua-em-abril-e-a-maior-da-historia

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Confira o áudio desta notícia


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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Porto de Rio Grande, no RS, passa a exportar soja em contêineres


Porto de Rio Grande, no RS, passa a exportar soja em contêineres

Mudança barateia frete e permite venda de volume menor de grãos.
Grãos serão transportados pela linha férrea desde Cruz Alta.

Do G1 RS

A soja passou a ser exportada dentro de contêineres no Porto de Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul. A vantagem em relação ao transporte feito normalmente a granel, nos porões de grandes navios, é que o custo do frete é mais baixo e permite a venda de um volume menor de grãos, como mostra a reportagem do RBS Notícias (veja o vídeo).

O movimento de cargas no maior porto gaúcho aumentou 6% nos primeiros oito meses deste ano em comparação o mesmo período do ano passado. Para atrair cargas em um cenário de retração da economia, terminais está apostando em novas estratégias.

A soja é o principal produto de exportação do estado. Em navios, segue para outros países, principalmente a China. Nesta safra, até agora, 6 milhões de toneladas já foram exportadas. O porto de Rio Grande está apostando em uma novidade para ampliar o mercado da soja gaúcha com o transporte em contêineres.

Uma parceria foi firmada entre a Cesa, a empresa que opera a linha férrea e o terminal de contêineres. A soja será centralizada em Cruz Alta nos silos da Companhia Estadual. Lá, os contêineres serão colocados em trens, que seguirão até o porto de Rio Grande para os embarques.

Cada contêiner leva 25 toneladas, enquanto um navio transporta 80 mil toneladas. Com menos quantidade, os produtores gaúchos poderão vender para clientes interessados em encomendas mais reduzidas e com maior garantia de entrega. Os custos com o frete são mais baratos, já que os contêineres vindos da Ásia até os portos brasileiros voltam vazios.

“Passa a ser uma ferramenta para que esses produtores – grandes ou pequenos – possam atingir mercados com envios semanais, com mais segurança e menos perdas no transporte na cadeia logística. O contêiner passa a ser uma embalagem muito segura”, diz o diretor do Terminal de Contêineres de Rio Grande, Paulo Bertinetti.

Em 2010, o porto realizou embarques experimentais de soja em contêineres. Atualmente, frango, fumo e calçados são as principais cargas movimentadas pelo terminal de contêineres de Rio Grande.

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/campo-e-lavoura/noticia/2014/10/porto-de-rio-grande-no-rs-passa-exportar-soja-em-conteineres.html
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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Exportação de soja

Exportação de soja aumenta em 6 milhões de toneladas

O volume de exportações acumulado de soja embarcados pelos principais portos brasileiros aumentou nos sete primeiros meses de 2014 comparado ao mesmo período de 2013. Em 2013 o total foi de 31,76 milhões de toneladas e em 2014,  de 37,84 milhões de toneladas exportadas. A implementação das regras do agendamento, melhorias nos processos operacionais, aumento da capacidade de embarque e reforço na fiscalização estão entre as principais medidas que contribuíram para o aumento da exportação. As ações são articuladas pelo Grupo de Trabalho (GT) para Gestão do Escoamento da Safra, criado pela Portaria Interministerial n° 231 de 2013, coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O GT é formado por representantes do Ministério dos Transportes (MT), Secretaria Especial de Portos (SEP), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ,) Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Empresa de Planejamento e logística (EPL) e Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA).
Atualmente, os quatro portos que mais exportaram soja em grãos nos sete primeiros meses de 2014 foram o Porto de Santos-SP (12,65 milhões de toneladas), Porto Paranaguá-PR (6,8 milhões de toneladas), Porto Rio Grande-RS (5,92 milhões de toneladas) e Porto São Francisco do Sul-SC (4,29 milhões de toneladas). 

A implementação do agendamento no Porto de Santos, com a participação dos terminais nas regras de agendamento instituídas pela Companhia de Docas do Estado de São Paulo (Codesp), supervisionadas pela SEP e ANTAQ, evitou o congestionamento de caminhões ao longo das rodovias de acesso ao porto. “Isso contribuiu para aperfeiçoar a movimentação nos pátios de recepção rodoviária, melhorando os processos de descarga”, afirmou o secretário-executivo do Mapa, Gerardo Fontelles.

Outro fator que contribuiu para o aumento da exportação foram as melhorias dos processos operacionais do Porto de Paranaguá, principalmente no estabelecimento de “berço expresso”, destinado ao carregamento de navios que contam com, no máximo, três operadores. De acordo com Fontelles, alguns embarques tiveram redução de até 36 horas no tempo de atracação. A adoção de boas práticas nos processos também trouxe melhorias na produtividade do Porto de Rio Grande.

Segundo Fontelles, outros dois fatores relevantes foi o aumento da capacidade de embarque na Ponta da Madeira (Itaqui), de 1,8 milhões de toneladas para 3,7 milhões de toneladas, e o início de operações do sistema rodo-hidroviário da BR 163 em Miritituba, com embarque marítimo em Vila do Conde (Belém) agregando 2 milhões de toneladas na capacidade portuária do Arco Norte (Itacoara (AM), Satarém (PA), Vila do Conde (PA), Itaqui (MA), Salvador (BA), Ilhéus (BA), Outeiro (PA) e Santa (AP)).

Fiscalização reforçada 

A disponibilização de agentes que intervêm no processo aduaneiro coordenados pelo Mapa, Receita, Polícia Federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também estão entre ações estratégicas de gestão nos portos. No âmbito do Mapa, foram remanejados 42 fiscais federais Agropecuários para atender o aumento da demanda nas exportações em portos estratégicos, trabalhando para regularizar a emissão de certificados fitossanitários. 

Fontelles afirma que para a próxima safra de verão a ser colhida em 2015 serão repetidas as medidas que trouxeram resultados positivos. “O GT no momento está avaliando os gargalos existentes para o escoamento, a dimensão da próxima safra e necessidades de logística para a sua movimentação. Também é prioridade do GT indicar as medidas de gestão, de necessidades imediatas de criação de infraestrutura para maior aproveitamento dos portos localizados no Arco Norte”, explicou.
Clique aqui para acessar o gráfico de exportações de soja por porto
Clique aqui para acessar o gráfico de exportações acumuladas de soja em 2013 e 2014
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social
Cláudia Lafetá   (61) 3218 2104
claudia.lafeta@agricultura.gov.br

http://www.agricultura.gov.br/comunicacao/noticias/2014/08/exportacao-de-soja-aumenta-em-6-milhoes-de-toneladas
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Exportações - Soja

Receita das vendas externas da soja supera a do ferro pela primeira vez em quatro anos

"Briga" pela liderança será acirrada

Marta Vieira

 (Sergio Zacchi/Divulgação)

O minério de ferro, estrela das exportações mineiras e brasileiras, perdeu o seu reinado no comércio do Brasil com o exterior no primeiro semestre. Pela primeira vez desde 2010, a matéria-prima abundante e que faz da China o maior parceiro do país no comércio internacional recebeu um belo drible da soja e seus derivados, quando analisadas as receitas de vendas de janeiro a junho. Com a queda dos preços do ferro no mundo, sob pressão do crescimento chinês mais lento e da difícil recuperação da Europa e dos Estados Unidos, os embarques enfrentaram redução de 7% em valor, na comparação com o período de janeiro a junho de 2013, caindo para US$ 14,035 bilhões.

O chamado complexo soja se aproveitou da safra recorde e da demanda por alimentos no mundo, embora esteja também enfrentando desvalorização de preços, mas menor: as exportações de US$ 20,135 bilhões no semestre tiveram redução de 4% em relação aos mesmos meses do ano passado. A briga das duas commodities (produtos agrícolas e minerais com preços cotados no exterior) é ruim tanto para o Brasil quanto para Minas, diante da grande participação dos produtos básicos na balança comercial.
Saiba mais...
 Disputa entre minério e soja não preocupa estado

Os números que mostram o desempenho do minério de ferro e do complexo soja nos últimos 16 anos foram analisados pelo presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, com base em levantamentos regulares do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). “As duas commodities vão continuar disputando os primeiros lugares do ranking, mas agora as posições vão depender, principalmente, do apetite chinês, já que o Brasil embarcou 90% da soja contratada”, afirma. De 1998 a 2005, a soja e seus derivados superaram o minério de ferro, com saldos nem sempre apertados. O melhor resultado foi de US$ 5,061 bilhões a mais que as vendas de ferro em 2004.

Em todo o período analisado por Augusto de Castro, as exportações de minério de ferro ensaiaram a primeira ultrapassagem sobre o complexo soja em 2006, quando a receita da matéria-prima alcançou US$ 8,948 bilhões, apenas US$ 38 milhões à frente do produto agrícola. Desde 2010, no entanto, havia se firmado na liderança (veja o quadro). De olho na performance das vendas de produtos básicos no comércio internacional, entretanto, os palpites são arriscados para os próximos resultados dessa corrida.

Desafio 

Com um certo ar de desafio lançado aos analistas mais pessimistas dos mercados de mineração e siderurgia, o presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, disse, na semana passada, que a performance chinesa, locomotiva do consumo mundial de ferro e aço, está melhor do que “todo mundo diz”. Na contramão das expectativas nos bancos e corretoras, o industrial afirmou que há limites para redução de preços. “Todo mundo está preocupado com a China e acha que o país vai mal, mas, de fato, a demanda chinesa está fazendo melhor do que a gente esperava”, afirmou o industrial, que participou em São Paulo do 25º Congresso Brasileiro do Aço, organizado pelo Instituto Aço Brasil.

O mau humor dos analistas encontrou campo fértil em maio, quando o preço da tonelada de minério de ferro baixou, pela primeira vez desde setembro de 2012, da barreira psicológica de US$ 100, ao atingir US% 98,50 – uma queda de 2,2%. Depois de exibir taxas de crescimento econômico vigorosas que superaram 10% ao ano, a China começa a indicar que poderá não sustentar nem mesmo a expansão de 7,5% que alguns analistas esperavam. De janeiro a março deste ano, a economia do gigante asiático cresceu 7,4%.

http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/08/16/internas_economia,559140/receita-das-vendas-externas-da-soja-supera-a-do-ferro-pela-primeira-vez-em-quatro-anos.shtml
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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Puxada pelo consumo chinês, exportação da soja de MS aumenta 24,5% neste ano


Puxada pelo consumo chinês, exportação da soja de MS aumenta 24,5% neste ano

Estado enviou ao exterior volume de grãos com valor correspondente de US$ 818 milhões

OSVALDO JÚNIOR 10/06/2014 18h30



Foto: Arquivo

MS aumentou exportação de soja

Puxada pelo consumo crescente da China, a exportação sul-mato-grossense de soja aumentou 24,5% nos primeiros cinco meses deste ano se comparada com o mesmo período de 2013. Conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), de janeiro a maio de 2014, o Estado enviou ao exterior 1,63 milhões de toneladas do grão, com valor correspondente de US$ 818,81 milhões. Desse volume, 80% foram comprados pelos chineses. Com a contribuição das vendas da oleaginosa, as exportações totais de Mato Grosso do Sul somaram US$ 2,31 bilhões neste ano.

De acordo com o Mdic, a quantidade de soja sul-mato-grossense embarcada ao exterior é 24,5% maior que os 1,31 milhões de toneladas exportadas de janeiro a maio do ano passado. As receitas, no mesmo intervalo, aumentaram 18%, de US$ 693,3 milhões para os atuais US$ 818,81 milhões.

Esses números refletem o avanço do consumo mundial da soja, com destaque à China, conforme observa a analista chefe e estrategista de mercado de grãos da Rural Business, Tânia Tozzi. “Trata-se de um aquecimento de demanda jamais visto na história”, afirma.

Dos 1,63 milhões de toneladas do grão exportados por Mato Grosso do Sul neste ano, 1,3 milhões de toneladas tiveram como destino a China. Esse volume é 20% maior que o de igual período (janeiro a maio) do ano passado, quando o país asiático importou 1,083 milhões de toneladas da oleaginosa produzida no Estado. A receita resultante desse comércio cresceu de US$ 570,43 milhões para US$ 650,43 milhões.

http://www.correiodoestado.com.br/noticias/puxada-pelo-consumo-chines-exportacao-da-soja-de-ms-aumenta_218880/

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Marcadores: exportação, soja

terça-feira, 10 de junho de 2014

Secex investiga suposto dumping com MDI polimérico


Complexo soja exportou US$ 15,58 bilhões de janeiro a maio


Entre janeiro e maio de 2014, o principal setor exportador do agronegócio foi o do complexo soja, com vendas externas de US$ 15,58 bilhões, alta de 18,6%, e 30,29 milhões de toneladas embarcadas, alta de 23,1%, em relação ao mesmo período do ano passado. A soja em grão foi destaque dentro do complexo, com o valor de US$ 12,55 bilhões (+21,0%) e 24,91 milhões de toneladas comercializadas (+27,1%).

Para complementar o setor, entre janeiro e maio deste ano, as exportações do farelo de soja geraram uma receita de US$ 2,58 bilhões, incremento de 14,6%, com embarque de 4,89 milhões de toneladas (+7,6%). As vendas de óleo de soja atingiram a marca de US$ 444 milhões, com 492 mil toneladas negociadas.

O segundo setor em vendas no acumulado nos últimos cinco meses deste ano foi o setor de carnes, com a cifra de US$ 6,73 bilhões e 2,57 milhões de toneladas comercializadas. As exportações de carne bovina geraram US$ 2,80 bilhões em receita até o mês de maio, alta de 10,7%, com a comercialização de 632 mil toneladas, alta de 11,2%.

Os produtos florestais são o terceiro principal setor do agronegócio em 2014, com vendas de US$ 4,07 bilhões (+5,1%) e 6,9 milhões de toneladas (+11,2%). Papel e celulose lideraram as exportações do setor, com o montante de US$ 3 bilhões (+4,2%) e quantum de 5,19 milhões de toneladas (+8,5%), enquanto que madeiras e suas obras apresentaram vendas externas de US$ 1,07 bilhão (+7,9%) e 1,72 milhão de toneladas (+20,4%).

Em relação às exportações do agronegócio brasileiro sob a análise dos blocos econômicos em 2014, o principal destino foi a Ásia, com uma participação de 44,7% sobre o total das vendas no período e um montante de US$ 17,64 bilhões, crescimento de 4,6% em relação ao período de janeiro a maio de 2013.


Últimos doze meses

No acumulado de doze meses, as exportações do agronegócio registraram US$ 99,08 bilhões e o complexo soja liderou o ranking com embarques de US$ 33,41 bilhões , sendo o maior crescimento absoluto entre os setores (US$ 6,79 bilhões), representando um avanço de 25,5%. O considerável aumento da receita de exportação do complexo soja se deve, principalmente, ao aumento da quantidade exportada de 48,31 milhões de toneladas para 63,18 milhões de toneladas, aumento de 30,8%.

A atualização da balança comercial foi realizada pela Secretaria de Relações Internacionais (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Clique aqui para baixar a balança comercial do mês de maio.

Assessoria de Comunicação Social

http://www.agricultura.gov.br/comunicacao/noticias/2014/06/complexo-soja-exportou-uss-15-bilhoes-de-janeiro-a-maio
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Marcadores: exportações, soja

terça-feira, 3 de junho de 2014

Exportações

Soja torna China principal destino das exportações brasileiras em 2014

A antecipação do embarque da safra de soja ao exterior, motivada pela perspectiva de que os preços caiam no segundo semestre, provocou efeito concentrador nos destinos das exportações. A China ganhou terreno e passou a ser o país no mundo que mais comprou do Brasil. Foi responsável por US$ 1 em cada US$ 5 gerados pela exportação brasileira entre janeiro e abril.
Com 85% da pauta aos chineses reduzida a apenas três produtos -- soja, minério de ferro e óleos brutos de petróleo - o cenário mostra que a soja compensou o recuo nos embarques a outros importantes parceiros da região no mesmo período, como Japão, Coreia do Sul e Taiwan.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) indicam que neste ano o Brasil embarcou US$ 2 bilhões a mais de soja para a China do que em 2013. De janeiro a abril, os chineses compraram US$ 6,7 bilhões do grão produzido no Brasil, um valor 41% maior do que o registrado no ano passado. O anúncio de uma grande safra prevista nos Estados Unidos no segundo semestre e os bons preços no mercado mundial anteciparam os embarques neste ano.
José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) afirma, no entanto, que a perspectiva para 2014 é que as exportações aos chineses fiquem estáveis ou tenham pequena queda em valor ante 2013. "Os preços no mercado futuro estão altos até agosto e caem em setembro. Como 82% dos embarques do produto vão para a China e os preços das outras commodities estão em queda, esse incremento no comércio não deve se sustentar até o fim do ano", diz ele.
De fato, o preço do minério de ferro está em queda neste ano. A manutenção de US$ 4,6 bilhões em exportações do produto à China se deveu ao aumento de 16,3% dos embarques em volume. A previsão da AEB é que o minério fique em média 8% mais barato neste ano. Em óleos de petróleo, no entanto, houve recuo de volume embarcado, o que tirou US$ 500 milhões do comércio com os chineses.
A previsão da AEB é diferente do registrado até abril, quando o total de embarques ficou 14,6% maior na média diária, em US$ 14 bilhões. Assim, a China aumentou em três pontos percentuais a sua fatia entre os destinos das exportações brasileiras, alcançando 20,3% do total. No primeiro quadrimestre do ano passado, os Estados Unidos eram o principal parceiro, absorvendo 19,8% das exportações. Neste ano, os americanos responderam por 18,2% do total apesar de terem comprado 17,4% a mais do que ano passado na média diária.
Já as vendas brasileiras a outros países asiáticos foram afetadas pelo recuo nos preços de outras commodities. As vendas ao Japão, à Coreia do Sul e a Taiwan no primeiro quadrimestre do ano retrocederam 23%, 32% e 35%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado. E os número da Organização Mundial de Comércio (OMC) indicam que o Brasil perdeu espaço nesses mercados. Enquanto as importações de sul-coreanos e taiwaneses aumentaram 2,8% e 0,2% de janeiro a abril, as compras do Japão cresceram vigorosos 5,5% no acumulado até março - último mês com dados disponíveis.
A queda nas vendas de minério de ferro, cereais, carne, café e algodão a esses três países - principais produtos embarcados a eles - ajudou a subtrair US$ 1,4 bilhão das vendas totais do Brasil neste ano.
A concentração da pauta à China não pode ser vista como algo necessariamente ruim, segundo o consultor da Câmara Empresarial Brasil-China (CEBC), Claudio Frischtak, já que existe uma elevada complementaridade entre as duas economias. No médio e longo prazo, a China seguirá como um país que demanda do exterior recursos naturais, e o Brasil, com fortes vantagens comparativas nessa área, tenderá a ganhar espaço nesse mercado. "Não é fácil imaginar um cenário futuro diferente do da concentração da pauta. E o aumento do volume do minério de ferro mostra que ganhamos mercado, por exemplo", diz Frischtak.
O mais preocupante dos números do início do ano no comércio exterior é o encolhimento das vendas a outros mercados, "o que mostra uma persistente perda de competitividade das exportações", diz o consultor. A desvalorização cambial do segundo semestre de 2013 não foi suficiente para reverter o quadro, cuja tendência não deve ser alterada, avalia Frischtak.
"Do ponto de vista estrutural, a grande questão é a de recompor mercados. Se não reverter a trajetória, a China pode se tornar, em alguns anos, 30% até 40% do destino total das exportações brasileiras", diz Frischtak.
O encolhimento das vendas a Japão, Coreia do Sul e Taiwan não é fruto apenas de perda de mercado, na análise de Rodrigo Branco, pesquisador do Centro de Estudos de Estratégias de Desenvolvimento da Uerj (Cedes /Uerj). Ele vê um fluxo no comércio exterior internacional mais tímido neste ano do que o observado em 2013.
"Há um efeito híbrido. Creio que o resultado pior com esses países não se dá por algo específico. A queda nos preços das commodities e a demanda mais arrefecida estão presentes em muitos destinos para os quais o Brasil exporta", afirma Branco.

Fonte:  Valorhttp://www.suinoculturaindustrial.com.br/noticia/soja-torna-china-principal-destino-das-exportacoes-brasileiras-em-2014/20140602093458_M_398
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

EXPORTAÇÕES

Rentabilidade das exportações deve melhorar
O primeiro boletim deste ano produzido pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) traz os números relacionados à demanda externa, à rentabilidade das exportações e preços, além da analisar o desempenho dos setores importadores e exportadores do País, apontando possíveis tendências para 2010.
Segundo dados apresentados no boletim, a taxa de câmbio real em relação ao dólar, deflacionada pelo IPA, acumula valorização de 20,6% até dezembro de 2009. Em relação à cesta de 13 moedas, a valorização do real é de 20,2%. O relatório mostra, ainda, que a taxa de câmbio real deflacionada pelo IPC sofreu desvalorização de 1% em relação ao dólar e 0,6% no que diz respeito à cesta de 13 moedas. Desde dezembro do ano passado houve valorização de 27,8% ante o dólar e de 25,5% em relação à cesta de moedas.
Já o índice de rentabilidade das exportações (que é a composição da taxa de câmbio, preços das exportações – em dólares – e custos de produção) acumulou perda de 19,6% no ano de 2009, queda explicada principalmente pela redução das cotações do dólar. Segundo o economista-chefe da Funcex, Fernando Ribeiro, em 2009 a rentabilidade foi prejudicada tanto pela valorização da taxa de câmbio quanto pela redução dos preços de exportação.
Para o especialista, é provável que haja gradual recuperação da rentabilidade, apesar das dificuldades no cenário externo que ainda dificultam o crescimento das exportações, especialmente de produtos manufaturados. “Neste início de ano, ao contrário, a rentabilidade está melhorando, pois os preços estão em recuperação e o câmbio está se desvalorizando, sem contar a baixa inflação do IPA, que ajuda a conter os custos de produção”, afirma Ribeiro.
Com o crescimento do PIB na faixa de 4% a 5%, e na ausência de aumentos significativos dos preços dos produtos importados, o valor das importações no ano deve crescer a uma taxa pouco superior a 20%, alcançando o montante em torno de US$ 158 bilhões. Já as exportações devem ter desempenho mais fraco, por conta do baixo crescimento da economia mundial e da ausência de ganhos de preços significativos. “Espera-se um forte crescimento das importações, por conta do crescimento doméstico, o que reduzirá bastante o saldo comercial. Segundo nossas projeções, o saldo deve ficar em torno de US$ 8 bilhões”, diz Ribeiro.
O boletim indica, ainda, que o quantum das exportações vinha em trajetória de queda desde o final de 2008, quando se considera a média móvel de 12 meses, mas houve estabilização a partir de novembro. No índice referente ao total das exportações, a redução desde setembro de 2008 alcança 12,8%, sendo mais expressiva nos produtos manufaturados, que acumulam perda de 24,9%, enquanto os semimanufaturados registram variação negativa de 7,8%. Os produtos básicos são os únicos que ainda conseguem ter taxas positivas de quantum, com alta de 1,5%. A tendência mais recente, porém, aponta para suave queda nos básicos, aumento nos semimanufaturados e estabilidade nos manufaturados. (AC)
Aduaneiras




Cana-de-açúcar: dados sobre safra, preço e exportação podem ser acessados no site do Mapa
Números de produção, preço e exportação de cana-de-açúcar, etanol e açúcar, além de informações sobre legislação do setor sucroalcooleiro são atualizados mensalmente pelos técnicos do Departamento de Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os dados estão disponíveis no menu Cana-de-Açúcar e Agroenergia, no endereço www.agricultura.gov.br.
Comércio e Exportação - Segundo informações do departamento do Mapa, os países que mais compraram o açúcar brasileiro em 2009 foram Índia (4,3 milhões de toneladas), Rússia (2,7 milhões), Emirados Árabes (1,8 milhão) e Bangladesh (1,2 milhão). Já o etanol foi exportado principalmente para os Países Baixos (678 milhões de litros), Jamaica (437 milhões), Coreia do Sul (313 milhões) e Estados Unidos (272 milhões).
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento




Governo analisa ideia de acelerar crédito tributário a exportador
O governo estuda a possibilidade de adotar parcialmente a proposta de devolução mais rápida de créditos tributários para as empresas exportadoras. Segundo fontes, essa pode ser uma saída para driblar a restrição fiscal imposta pela meta mais elevada este ano de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida) e assim implementar a medida. Há meses, essa é a principal reivindicação do setor exportador para ampliar sua competitividade em um ambiente de real valorizado ante o dólar.
A medida pode ser implementada por diversos mecanismos. Um deles é a definição de qual segmento exportador poderá ser beneficiado ou até mesmo o porte da empresa pode ser um critério para definir quem receberá mais rapidamente os créditos. Uma linha que tem sido comum na atuação do governo em casos semelhantes foi exatamente a opção pelo porte de empresas, pela devolução mais acelerada apenas de novos créditos ou de parte dos créditos já existentes.
Segundo a fonte, um padrão que também pode ser considerado é o que foi aplicado para a desoneração da folha de pagamentos. Em 2008, o governo reduziu à metade a contribuição patronal para a Previdência das empresas exportadoras do setor de semicondutores, o que é considerado um "projeto-piloto" para uma ação mais ampla nessa área. A equipe econômica sonha em estender a desoneração da folha a outros setores, de modo a estimular as contratações pelas empresas e aumentar a competitividade delas. No entanto, essa iniciativa só será levada adiante quando houver sobra de caixa no governo porque existe o temor de que a desoneração em larga escala possa afetar negativamente as contas da Previdência.
No caso dos créditos tributários dos exportadores, não está descartada a possibilidade de a devolução, em um primeiro momento, ficar restrita a um grupo de empresas e depois, havendo margem nas contas do governo, ser estendida a outros.
O que pode barrar a adoção mesmo parcial desse incentivo aos exportadores é a decisão do governo de trabalhar com uma meta de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) para o superávit primário de 2010. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, dá sinais inequívocos de que irá cumprir essa meta fiscal sem usar a possibilidade de abater os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Quando isso acontece, a meta de resultado primário é reduzida. O próprio Mantega já havia dito no início do ano que o governo adotaria medidas de estímulo às exportações.
Diário do Comércio e Indústria




Colheita de soja avança e deixa frete mais caro no Brasil
Com a colheita recorde de soja avançando nos principais Estados produtores do grão mais produzido no Brasil, os preços para o transporte rodoviário da commodity tiveram uma alta acima do normal para esta época de escoamento da safra, afirmaram especialistas.
Isso ocorre também em meio a uma colheita mais antecipada e concentrada este ano, com um volume maior do produto seguindo para os portos antes do normal, já em fevereiro, o que elevou a demanda por caminhões para transportar a oleaginosa.
O Brasil deve ter uma safra de soja em 2009/10 de 66,7 milhões de toneladas, contra 57,2 milhões na temporada passada, de acordo com o Ministério da Agricultura.
"Ano passado, pagava-se R$ 210 por tonelada de Sorriso (MT) para os portos, o dólar estava R$ 2,30, e isso equivalia a US$ 91 por tonelada. Hoje o mesmo frete está em R$ 235, com o dólar a R$ 1,82, dá US$ 129 por tonelada, aumento de 41% em dólar', destacou João Birkhan, diretor da Central de Comercialização de Grãos da Famato, a associação dos produtores de Mato Grosso.
Para Birkhan, os produtores, que precisam transformar seus custos em dólar, porque recebem pela soja na moeda norte-americana, não têm como suportar essa diferença.
"Se gastamos US$ 129 de frete, mais US$ 10 para carregar no porto, são cerca de US$ 140, de 360 dólares, que é o valor FOB (sem incluir os impostos de importação, frete e seguro) no porto, então nós gastamos 38% do valor do nosso produto nessa despesa", declarou nesta sexta.
Ele observou que o produtor pode até tentar segurar suas vendas, diante da menor rentabilidade, mas há limite para se fazer isso, pois ele precisa quitar dívidas e, em geral, não tem onde armazenar toda a produção.
A soja já chegou a valer US$ 17,5 por saca no Estado nesta safra, e hoje está em torno de US$ 14, queda essa explicada, em parte, pela alta do custo com o transporte.
"A bolsa caiu, mas os custos internos aumentaram, e o frete é o principal, e quem paga a conta é o produtor."
No começo da safra, o frete entre Sorriso, principal município produtor de soja do Brasil, e os portos do Sul e Sudeste estava em torno de R$ 200 por tonelada.
"Temos 4 milhões de toneladas de milho da safra passada por transportar, e isso se não tem pressão de transporte tem pressão de armazenagem, que rouba o espaço da soja. E agora mais de 18 milhões de toneladas (da atual safra de soja).'
Ao lamentar as deficitárias condições logísticas no Estado, ele alertou para a necessidade da conclusão do asfalto da BR-163, em direção ao Pará, que daria uma alternativa mais barata de exportação.

Outras regiões
Se a situação em Mato Grosso, com a colheita já realizada em 35 por cento da área cultivada, é preocupante, até pela distância dos portos (de mais de 2 mil quilômetros, no caso de Sorriso), as outras regiões produtoras do país que já iniciaram a colheita também estão sofrendo, afirmou o analista da AgraFNP Aedson Pereira.
O analista, que detectou aumento no custo do transporte também em Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná, onde as áreas colhidas variam de 25% a 15%, acrescentou um outro fator para o aumento do frete: a necessidade de as transportadoras recuperarem as perdas do ano passado.
"Também por causa da crise, as empresas tiveram de reajustar. O setor de transporte sofreu no ano anterior, empresas tiveram que vender caminhões, demitir funcionários, e agora estão repassando custos", disse ele, lembrando que exportações recordes no mês também colaboram.
Ele destacou que há aumentos expressivos de 30% no frete, mesmo em reais, em rotas como Cascavel-Paranaguá, no Paraná. E também verificou aumento de cerca de 15%, em reais, entre Rondonópolis (MT) e Santos (SP).
Folha OnLine - SP – REUTERS
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

NOTICIAS - COMÉRCIO EXTERIOR E TRIBUTOS

AGRONEGÓCIOS
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PRODUÇÃO BRASILEIRA DE SOJA BATERÁ RECORDE
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou ontem sua estimativa da safra 2009/2010 de soja do Brasil para um recorde de 65 milhões de toneladas, ante 63 milhões na previsão de dezembro, em meio às condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras.
Na safra anterior, quando a área plantada foi menor e uma seca prejudicou as plantações no Sul, o Brasil produziu 57 milhões de toneladas. A previsão do USDA está em linha com a do governo do Brasil, que estimou, na semana passada, a safra em 65,1 milhões de toneladas.
No caso do milho, o USDA manteve inalterada a sua previsão para a safra brasileira, em 2009/2010, de 51 milhões de toneladas, mesmo volume registrado na temporada anterior.
Já a safra de soja da Argentina, terceiro produtor mundial de soja após o Brasil e Estados Unidos, foi estimada em 53 milhões de toneladas, sem alterações na comparação com a previsão anterior. Em 2008/2009, os argentinos produziram 32 milhões de toneladas, afetados por uma severa seca.
A produção de trigo da Argentina, principal fornecedor do Brasil, foi estimada em 8 milhões de toneladas, mesmo volume da estimativa anterior, contra uma produção revisada em 2008/2009 de 9 milhões de toneladas.
Para os EUA, a previsão do USDA é de uma safra de soja de 3,361 bilhões de bushels (91,47 milhões de toneladas) contra estimativa de 3,319 bilhões de bushels. Os estoques finais estão estimados em 245 milhões de bushels (6,67 milhões de toneladas).
Diário do Comércio e Indústria __________________________________________________________________________
BALANÇA COMERCIAL
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MDIC DIVULGA DESEMPENHO DE ESTADOS E MUNICÍPIOS NO COMÉRCIO EXTERIOR EM 2009

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulga hoje (13/1) os números da balança comercial por unidades da federação e municípios no período de janeiro a dezembro de 2009. Ao longo do ano, empresas de 2.362 cidades do Brasil venderam para mercados estrangeiros US$152,994 bilhões, enquanto, em 2008, as exportações totalizaram US$ 197,942 bilhões.
Em todo o ano passado, o Sudeste foi responsável por 53,6% de tudo que o Brasil exportou. Os quatro estados da região venderam juntos, a mercados estrangeiros, US$ 82,011 bilhões. Esse valor foi 25,81% menor que o registrado em 2008. Em destaque aparece o estado de São Paulo, que exportou sozinho US$ 42,463 bilhões. Minas Gerais embarcou US$ 19,518 bilhões, Rio de Janeiro US$ 13,519 bilhões e Espírito Santo US$ 6,510 bilhões.
A Região Sul exportou, em 2009, US$ 32,886 bilhões, o que significou uma participação de 21,5% no total brasileiro. O Rio Grande do Sul foi responsável por exportações de US$ 15,236 bilhões, o Paraná por US$ 11,222 bilhões e Santa Catarina por US$ 6,427 bilhões.
As empresas do Nordeste embarcaram, no ano passado, US$ 11,616 bilhões. Esse desempenho foi 24,78% menor que o registrado em 2008. O estado que mais se destacou na região foi a Bahia, com embarques de US$ 7,010 bilhões, seguida por Maranhão (US$ 1,232 bilhão), Ceará (US$1,080 bilhão), Alagoas (US$ 824,053 milhões), Pernambuco (US$ 823,971 milhões), Rio Grande do Norte (US$ 258,103 milhões), Piauí (US$ 167,466 milhões), Paraíba (US$ 158,200 milhões) e, por fim, Sergipe (US$ 60,729 milhões).
No ano passado, o Centro-Oeste apresentou a menor queda das exportações em relação a 2008. Os três estados e o Distrito Federal exportaram conjuntamente US$ 14,025 bilhões, valor 0,97% menor que o registrado dois anos atrás (US$ 14,163 bilhões). O Mato Grosso liderou o ranking regional com vendas de US$ 8,495 bilhões. Logo depois vieram Goiás (US$ 3,614 bilhões), Mato Grosso do Sul (US$ 1,785 bilhão) e o Distrito Federal (US$ 130,080 milhões).
Os sete estados do Norte venderam ao mercado internacional US$ 10,111 bilhões. O desempenho da região foi 22,51% menor que o verificado no ano de 2008. O Pará foi responsável por exportações de US$ 8,345 bilhões, o Amapá US$ 883,865 milhões, Rondônia US$ 391,236 milhões e Amazonas US$ 182,838 milhões.

Municípios
No levantamento por municípios, São Paulo (SP) foi o maior exportador, de janeiro a dezembro de 2009, com vendas de US$ 5,913 bilhões. No ranking das dez cidades que mais exportaram, em segundo e terceiro lugares ficaram Angra dos Reis (RJ) - US$ 5,542 bilhões - e São José dos Campos (SP) - US$ 4,858 bilhões.
Em seguida aparecem Parauapebas (PA) – US$3,839 bilhões, na quarta colocação; Paranaguá (PR) – US$ 3,712 bilhões (5ª); Santos (SP) – US$ 3,514 bilhões (6ª); Rio de Janeiro (RJ) – US$3,201 milhões (7ª); Itabira (MG) – US$ 2,959 bilhões (8ª); São Bernardo do Campo (SP) – US$ 2,934 bilhões (9ª); e Macaé (RJ) – US$2,672 bilhões (10ª).
MDIC
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COMÉRCIO EXTERIOR
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PETROBRAS COSTURA ACORDO COM GALP PARA ENTRAR NA EUROPA
A Petrobras está costurando um acordo com a portuguesa Galp para entrar no mercado europeu de combustíveis como exportadora de diesel ainda nesta década, relatam fontes da companhia, que estão participando da elaboração do novo plano de investimentos referente ao período de 2010-2015, previsto para ser anunciado já no primeiro trimestre deste ano. Atualmente deficitária em diesel, a companhia estuda rever os planos de algumas das refinarias projetadas - especialmente o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) - para aumentar a produção deste derivado em detrimento de outros.
Diário do Comércio e Indústria
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MINERADORAS DEIXAM A CHINA DE LADO EM NEGOCIAÇÕES, DIZ JORNAL
As maiores mineradoras do mundo estão levando à frente as negociações de preço do minério de ferro com o Japão, enquanto deixam seu maior cliente, a China, na geladeira, segundo uma reportagem do jornal britânico Financial Times.
As três principais produtoras mundiais de minério de ferro - a brasileira Vale e as anglo-australianas Rio Tinto e BHP Billiton - marginalizaram Pequim nas negociações anuais para fixar um preço contratual de referência, diz o jornal.
De acordo com a reportagem, uma vez que as negociações com o Japão estejam concluídas, as companhias planejam apresentar às siderúrgicas chinesas uma proposta de preço do tipo 'pegar ou largar'. "Até onde eu sei, eles (os negociadores chineses) podem vir para a Austrália se quiserem conversar", declarou ao jornal um executivo ligado às negociações, mas não identificado.
A reportagem britânica sai um dia depois de as autoridades chinesas terem anunciado que concluíram uma investigação sobre espionagem comercial relacionada a Stern Hu, executivo da mineradora Rio Tinto, mas sem dar nenhuma indicação sobre a possibilidade de Hu - que possui passaporte australiano - ir a julgamento.
O executivo e outros três empregados da Rio Tinto foram presos em Xangai no mês de julho passado durante as negociações de preço do ano passado, levantando preocupações dentro do setor de mineração sobre como lidar com o país de industrialização acelerada.
Procuradas, a BHP Billiton e a Rio Tinto não quiseram comentar a reportagem. As duas maiores siderúrgicas japonesas, a Nippon Steel e a JFE Steel, também evitaram se manifestar.
As negociações de preço do minério de ferro tradicionalmente começam com o Japão por volta do mês de novembro e ocorrem paralelamente às conversas com a China.
As principais bolsas europeias fecharam em baixa ontem, pressionadas pelos temores de desaceleração da expansão econômica da China. As ações de companhias do setor de mineração lideraram as perdas, devolvendo parte dos recentes ganhos: Xstrata -3,33%, Anglo-American -2,60%, BHP Billiton -2,30% e Rio Tinto -1,81%. Segundo analistas, esse setor tinha acumulado um forte ganho desde o início do ano e, por isso, as mineradoras são extremamente sensíveis às dúvidas sobre o crescimento global.
Diário do Comércio e Indústria
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MINISTRO CONFIRMA EMBARGO DAS CONTAS DO BANCO CENTRAL DA ARGENTINA NOS EUA
O ministro de Economia da Argentina, Amado Boudou, confirmou a decisão do juiz distrital norte-americano Thomas Griesa, de embargar as contas que o banco central argentino possui no Federal Reserve (Fed - o banco central dos Estados Unidos). "O embargo é de US$ 1,7 milhão e, em nenhuma circunstância, será de mais de US$ 15 milhões", como chegou a ser ventilado pela imprensa, disse Boudou em entrevista coletiva ontem.
O ministro qualificou o juiz norte-americano de "embargador serial dos ativos argentinos". Ele recordou que, nos últimos anos, Griesa "buscou ativos argentinos de consulados, embaixadas, de ciência e tecnologia, procurando em todos e em cada um dos lugares possíveis, recursos para pagar os credores conhecidos como fundos abutres (especulativos)".
"Parece existir uma conspiração para que a Argentina pague mais juros e se endivide mais", denunciou o ministro. Ele afirmou que o embargo anunciado ontem e a crise em torno da criação do Fundo do Bicentenário e da demissão do presidente do Banco Central, Martín Redrado, surgiram após avanços do governo de Cristina Kirchner para realizar o swap da dívida em moratória e conduzir o país de volta aos mercados internacionais.
"Como todos sabem, a partir do momento em que a presidente Cristina Kirchner decidiu aceitar a renúncia do presidente do Banco Central, o risco país aumentou 12% e os preços dos bônus argentinos começaram a cair, como o Discount, que perdeu 8,5%", detalhou. "Há uma forte pressão contra os títulos, contra a troca (de bônus) que estamos levando adiante. Parece que os fundos abutres têm escritório e representantes em Buenos Aires; escritórios e representes, às vezes, dentro das repartições do Estado", acusou em uma clara alusão a Martín Redrado.
"Parece que estão defendendo os interesses dos fundos abutres, como já fizeram algumas vezes no país. Alguns preferem que a Argentina faça operações de endividamento a taxas elevadas", acusou Boudou. O ministro referiu-se a Redrado como ex-presidente do BC e insinuou que ele é um dos representantes dos especuladores. "Recentemente, em uma viagem de volta de Istambul, o presidente do Banco Central estava contente por ter tomado dívida a 14% de juros anuais", disse o ministro.
Segundo ele, o fundo foi criado para dar continuidade à política de redução do endividamento. "Se usarmos os recursos do fundo, pagaremos 0,5% de juros por ano, mas se tivermos que ir ao mercado, pagaremos mais de 14%", disse o ministro.
O juiz Thomas Gries embargou as contas que o banco central argentino possui no Federal Reserve, no valor de US$ 1,7 milhão.
Diário do Comércio e Indústria
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CHILE É O NOVO MEMBRO DA OCDE
jan 12, 2010
País comemora o fato de ser a primeira nação sul-americana a ingressar na organização
Ontem, o Chile oficializou a sua entrada na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Trata-se do 31º membro do grupo e do primeiro país sulamericano a ingressar na organização, na qual só participam nações que detêm boas relações comerciais, ambientais e governamentais.
“A entrada na OCDE é um sinal muito potente de que o Chile é um país estável e confiável, o que acreditamos que pode se traduzir em mais investimentos estrangeiros e em melhores condições de financiamento para os investidores locais”, disse a presidente daquele país Michelle Bachelet durante a cerimônia que confirmou a adesão chilena à OCDE realizada no palácio presidencial La Moneda.“Isso significará para o Chile mais emprego, mais postos de trabalho de melhor qualidade.A nossa entrada na OCDE trará consequências muito positivas para as pessoas e trabalhadores do Chile”, garantiu Michelle Bachelet.
A adesão do Chile foi consagrada com a assinatura de um documento pelo secretário geral da OCDE, o mexicano Angel Gurría, e do ministro da Fazenda chileno, Andrés Velasco. O convênio deve ainda ser ratificado pelo Congresso chileno e se prevê uma rápida tramitação deste processo. Após a assinatura da adesão,Velasco, destacou que a OCDE “não é apenas o clube dos países ricos, há tambémpaíses de economias medianas, mas é, sim, a associação de países democráticos e com boas práticas”.O secretário geral da entidade ressaltou os méritos chilenos para ingressar no grupo:“O Chile está comprometido
em um esforço contínuo para desenvolver sua economia.Durante duas décadas, o país tem experimentado um robusto crescimento econômico somado a um maior nível de bem-estar social”, afirmou. Os empresários chilenos também comemoraram calorosamente que o ingresso do país na Organização. Segundo os executivos a nação “começa a jogar na primeira divisão econômicamundial”. A senadora do partido opositor União Democrática Independente, Evelyn Mathhei,também afirmou que, a partir de agora, o Chile “poderá sentar emumamesa comos países que têm os melhores procedimentos e aprender o que eles fizeram” para alcançar o sucesso.
Nova lei O convite formal da OCDE foi feito formalmente no dia 15 de dezembro. Porém, para consolidar a sua adesão, o Chile precisou introduzir uma nova lei para regulamentar o setor bancário além de reforçar outras normas que regulam a livre concorrência e os acordos para a proteção do consumidor.Os países que participam da OCDE representam cerca de 70% do Produto Interno Bruto mundial.A Organização foi criada em 1960, coma participação de apenas 10 países. Antes da entrada do Chile, o último convite a um novo membro havia sido feito em 2000 para a Eslovaquia.
Brasil Econômico
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EXPORTAÇÃO
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BRASIL EXPORTOU MAIS CAFÉ AOS ÁRABES EM 2009
O Brasil exportou um volume 25% maior de café aos árabes em 2009, enquanto a receita das exportações aumentou 4,7% em comparação com 2008. No total do ano passado, foram exportadas 1,32 milhão de sacas do produto, que geraram um faturamento de US$ 163,1 milhões. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
A Síria foi responsável por 37,44% das compras, enquanto o Líbano ficou com 25,56% do café brasileiro exportado aos árabes.
Para Guilherme Braga, presidente do Cecafé, o aumento das exportações aos árabes deve-se “a um processo de maturação do relacionamento comercial do Brasil com estes países”. Segundo ele, também estão relacionados fatores como preço e o aumento de variedades de café que o Brasil tem exportado.
Para 2010, Braga afirmou esperar um crescimento de 7% no volume e de 20% na receita das exportações aos árabes. Ele diz que, em 2009, a receita foi prejudicada devido ao baixo preço do produto, que só apresentou recuperação no final do ano. Segundo o presidente do Cecafé, a expectativa da entidade é que, este ano, o preço da saca aumente 10%.
No total, o Brasil exportou 30,3 milhões de sacas de café em 2009, o melhor resultado em quatro anos em termos de volume. O faturamento de US$ 4,27 bilhões, porém, foi 10% menor que o de 2008.
Agência Anba
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ATENÇÃO A CONSÓRCIO PARA EXPORTAÇÃO 

Desde 1997 vimos batendo na tecla da criação de consórcios, em diversos setores. E sustentando que esta é uma das duas maneiras práticas de se inserir as pequenas e médias empresas no comércio exterior. A outra é através de Trading Company, sendo desnecessário se comentar a respeito, já que sua atuação é bastante conhecida. É de conhecimento geral que as pequenas empresas, em vários países, principalmente dentre os mais desenvolvidos, representam parcela considerável do comércio exterior. E sabemos que no Brasil elas representam pouco. Segundo avaliações de nossos experts elas perfazem cerca de 3% em valor. A quantidade total de exportadores gira ao redor de 17 mil, num universo de mais de 5 milhões de empresas. Outro dado infeliz é que apenas umas 200 empresas representam cerca de 70% de nosso comércio exterior.
Não se pode crescer no comércio internacional mantendo esses números. O resultado é o nosso constrangedor volume de exportações, de cerca de 10% do PIB, representando irrisórios cerca de 1% do comércio mundial, que nos acompanha já há muitos anos. Principalmente que já representamos 2,37% em 1950.
Para nós que participamos do consórcio da criação da exportação de frangos congelados em meados da década de 70, é uma tristeza ver que outros produtos não conseguem ter o mesmo destino, iniciando a sua exportação ou incrementando-a. E sem poder ter o sucesso que o nosso teve, partindo de nenhuma exportação para os atuais 3,3 milhões de toneladas de penosas, com quase US$ 5 bilhões. Em 2008, 3,3 milhões de t e quase US$ 6 bilhões.
Já que não funcionaram os que foram tentados, seria útil voltar ao passado e resgatar um pouco da nossa história. De modo a reduzir a herança maldita de um país sem memória. E de forma a nos tornarmos, algum dia, um player de peso no mercado internacional.
E como ele deve funcionar? A nós parece indispensável, como participante do mais bem sucedido, a União dos Exportadores de Frango (Unef), obediência aos requisitos:
1) a primeira coisa é que não poderá ser de infinitas empresas, mas de um número máximo de 10 a 15 empresas e, obviamente, de desenvolvimento mais ou menos homogêneo.
2) deve ser democrático, ou seja, deve prevalecer a vontade de todas.
3) a participação acionária deve ser igualitária entre as empresas, independente do tamanho e participação de cada uma.
4) a participação, quanto à parcela do produto a ser exportado, deverá ser de acordo com a capacidade de produção de cada uma. Esta parcela deve ser definida em reunião antecipada, de preferência para um futuro de médio prazo como alguns meses, para orientar as vendas futuras.
5) O esforço exportador e de união do consórcio deve ser contínuo, e não deve ser dirigido ao sabor do mercado, ora externo ora interno, dependendo das condições de preço oferecidas. Conquistar um cliente é muito difícil e que reconquistá-lo é quase impossível.
6) A rivalidade deve ficar restrita ao mercado interno. A união no campo externo deve ser total e as empresas devem agir, dentro do consórcio, como hermanitos, e nunca queimarem-se na perigosa fogueira das vaidades.
7) A produção deve ser, de preferência, uniforme, e é bom que se tenha marca única. Embora os exportadores sejam os próprios produtores, sendo o consórcio um escritório central de vendas, é como se o fabricante fosse único.
Era assim que funcionava a mãe dos consórcios, a Unef. E é por isso que ela deu certo. E o Brasil é hoje o maior exportador mundial de frangos, com 45% do mercado planetário.
A Unef não existe mais, foi extinta em 1985, após cumprida sua missão histórica. Ninguém que exporta milhões ou bilhões de dólares, como nossos dois principais exportadores, precisa de um escritório central de vendas. Mas o exemplo ficou, e se deu certo com um produto certamente daria com outros.
É preciso registrar que o consórcio não deve ser encarado como a salvação da lavoura, ou da granja. Em virtude dos pontos colocados acima, existe sempre a possibilidade do consórcio não ser bem sucedido se não for bem administrado.
Os consórcios de exportação devem voltar para ajudar o Brasil a melhorar o comércio exterior.
(Artigo escrito por Samir Keedi para o DCI)
Diário do Comércio e Indústria
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EMPRESAS QUEREM APROVEITAR FEIRAS PARA ELEVAR EXPORTAÇÃO
Ao conquistar a 10ª posição dentre as maiores economias mundiais, de acordo com os critérios de Produto Interno Bruto (PIB), o grande avanço tecnológico e as medidas frente a crise financeira mundial, o Brasil ampliou sua visibilidade no mercado internacional exportador e hoje está entre os 20 maiores do mundo, com US$ 118 bilhões - em 2005 (último dado disponível) - vendidos entre produtos e serviços a outros países do globo.
Com o objetivo de aproveitar o momento de forte atração pelos demais países do mundo, os empresários brasileiros já começam a planejar atuação em grandes feiras internacionais, e com isso aumentar suas receitas com exportações e divulgar suas marcas.
De acordo com o diretor do Ludovico Instituto de Comércio Exterior, Nelson Ludovico, o planejamento das empresas brasileiras deve ocorrer com no mínimo noventa dias de antecedência, para que todas as decisões logísticas e de infraestrutura sejam realizadas e acompanhadas, sem nenhum problema. "Primeiro o planejamento no comércio exterior tem que ser feito com 90 dias de antecedência, pois existe a sazonalidade das produções e a necessidade de compra por parte de outros mercados. Além disso, há a necessidade de relacionar a produção com a logística, que demanda uma análise de custos."
Ele ainda completou "os empresários devem saber que é importante é começar desde já a pensar nas vendas, nas demandas e não esperar passar o carnaval para isso. Podemos ver que existem algumas áreas que estão sofrendo com as mudanças climáticas e outras ainda devem sofrer, por isso os governos destes países fazem seus pedidos, solicitam produtos com antecedência", afirmou Ludovico, autor da série sobre comércio exterior, da Saraiva.
Renato Castro, diretor executivo do Grupo Baumann, explica que o grupo tem como meta abrir as portas para brasileiros com interesse em exportar.
"A iniciativa é para dar oportunidades para o empresário em busca de novos mercados, a preferência é para o setor de bebidas e alimentos." Castro afirma que já iniciou a organização para a décima delegação à Canton Fair, que acontece na China, de 15 de abril a 5 de maio.
Em uma feira tão completa como a Canton seria impossível para o brasileiro competir com eletroeletrônicos, por exemplo. No entanto, há uma abertura grande para a exposição de bebidas e alimentos devido a grande demanda da própria população chinesa", explica Castro.
"Para este ano, a franca recuperação do mercado será o diferencial para o crescimento dos números alcançados na última edição", conta Cláudio Meirelles, também diretor do Grupo, referindo-se aos US$ 30 bilhões que a feira de outubro de 2009 apresentou.
Segundo Ludovico, a "bola da vez" ainda são as commodities, contudo, ele frisa que os têxteis estão retomando sua posição e o setor de alimentos industrializados pode levar grande vantagem esse ano, pois "são produtos prontos e devido a alta demanda, eles devem crescer."
Wirland Teixeira, coordenador do Mercosul Business Meeting, declara que o planejamento é fundamental para o sucesso de qualquer negócio. "A questão do comércio exterior é muito mutante, a China hoje é o maior país exportador, que tem um planejamento muito eficaz, esse planejamento é a chave do negócio o caminho para o sucesso", relata.
Para o coordenador, o setor industrial é quem toma a dianteira frente ao mercado internacional, pois consegue se posicionar muito mais facilmente perante ao mercado externo, transformando produtos e sendo mais competitivo internacionalmente.
Segundo ele, a feira de comércio exterior da América Latina, que acontece em Itajaí (SC) entre 15 e 17 de julho deve registras US$ 800 mil em contratos imediatos, além de elevar esse valor em três ou quatro vezes com contratos futuros e relacionamentos efetuados durante o evento.
"Os negócios durante a feira devem gerar US$ 800 mil para o comércio brasileiro, e esperamos mais 3 ou 4 vezes o valor dos contratos posterior a realização da feira", argumentou Teixeira.
O professor Ludovico é ponderado ao dizer que "as empresas não devem ganhar muito mais com as exportações, mas elas já ganham em tempo com relação as vendas internacionais. O ganho é uma questão muito relativa, por conta do cambio. Esse ano eu não acredito que haverá uma demanda alta. Entrar em boas feiras, em feiras tradicionais, no qual o mundo visita é um ótimo passo para que representantes comprem seus produtos. O fator venda permanece sendo muito importante", concluiu.
Diário do Comércio e Indústria
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BRASIL QUER EXPORTAR US$ 572 MILHÕES EM MODA
O projeto Textbrasil - Programa Estratégico da Cadeia Têxtil Brasileira- tem como objetivo para 2010 exportar US$ 572 milhões no setor de moda, envolvendo 1.174 pequenas e médias empresas brasileiras. A realização do projeto é feita em parceria pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).
Entre os 38 países-alvos definidos pela equipe de inteligência da Apex para alcançar esta meta, estão três países árabes: Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, para vestuário, cama, mesa e banho; e o Egito, no setor têxtil.
O Textbrasil foi criado em 2000, com a meta de preparar as empresas brasileiras para competir no mercado internacional. Nos últimos oito anos, as empresas participantes do projeto ampliaram suas exportações em 27%. Juntas, elas são responsáveis por 23% de toda exportação do setor.
Segundo a Apex, atualmente o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial da produção de jeans, o terceiro nos tecidos de malha e o sexto em artigos têxteis e de vestuário, entre outros.
De janeiro a dezembro de 2009, as exportações de produtos têxteis brasileiros geraram receita de quase US$ 1,7 bilhão. Os maiores mercados compradores destes produtos foram Argentina, Estados Unidos, Paraguai, México e Venezuela.
Em 2008, a Apex realizou uma pesquisa em quatro setores da moda (jóias e bijuterias; calçados; têxteis e cosméticos/higiene pessoal) em oito países do Oriente Médio: Emirados Árabes, Líbano, Jordânia, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait e Omã.
Considerando alguns critérios específicos, como o fato do país já ser um comprador de moda brasileira, a capacidade de entrega das empresas nacionais e a compatibilidade dos produtos originais com o gosto local, o objetivo era colher mais informações sobre o mercado da moda nestes países, além de identificar novos nichos.
Foi desta pesquisa que se destacaram os Emirados Árabes e a Arábia Saudita como fortes compradores potenciais para moda brasileira. O Egito foi agregado à lista por ter grandes possibilidade de aceitação aos produtos nacionais.
Segundo Rodrigo Iglesias, analista de Inteligência Comercial para África e Oriente Médio da Apex, a agência tem recebido um retorno bastante positivo das empresas brasileiras que têm feito negócios com os países árabes. De acordo com ele, as companhias que aprenderam a negociar com este mercado têm obtido sucesso em suas vendas.
“São compradores que precisam de uma fidelidade. Há uma consciência das empresas de que é necessário ter paciência. Existe uma necessidade de que haja maturidade no relacionamento entre a empresa brasileira e o comprador árabe”, disse.
Em 2009, a Arábia Saudita foi o principal comprador árabe da moda brasileira, tendo importado o equivalente a US$ 3,7 milhões. Já o Egito comprou o equivalente a pouco mais de US$ 3 milhões, e os Emirados Árabes US$ 2,2 milhões.
A cadeia têxtil brasileira representa hoje 17,2% do Produto Interno Bruto da indústria de transformação do país.
Agência Brasil
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PORTOS
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INVESTIMENTOS EM TERMINAIS PORTUÁRIOS PARA A COPA PODEM CHEGAR A R$ 677 MILHÕES
A Secretaria Especial de Portos espera liberar em torno de R$ 677 milhões ao longo deste ano para adequar ou construir terminais turísticos portuários de sete dos 12 estados que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
Além da construção de novos terminais, reforma ou ampliação dos já existentes, os recursos serão destinados a obras de melhoria nas vias de acesso terrestre e na infraestrutura portuária, como a ampliação de cais e a implantação de defensas para atracação de navios. Já a dragagem para aprofundamento dos canais (necessária para permitir a movimentação de embarcações de grande porte) desses e de outros portos já fazia parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) desde 2008 e deverá consumir outros R$ 1,6 bilhão até o fim de 2010.
Segundo a secretaria, o valor a ser investido nos terminais de passageiros foi calculado com base nos projetos elaborados pelos administradores dos portos de Salvador (BA), Recife (PE), Natal (RN), Fortaleza (CE), Santos (SP), do Rio de Janeiro (RJ) e de Manaus (AM). Maior porto da América Latina, Santos receberá investimentos devido à sua proximidade com São Paulo, uma das cidades-sede do Mundial.
Além de permitir que maior número de cruzeiros atraque simultâneamente nos portos, atendendo assim ao aumento do número de turistas que visitarão o país durante o evento, os investimentos também possibilitarão que os navios permaneçam atracados. A solução será uma alternativa à falta de leitos em hotéis, a exemplo do que ocorreu durante os Jogos Olímpicos de 2004, na Grécia, de 2000, na Austrália, e de 1992, na Espanha, durante os quais parte dos turistas optou por viajar e permanecer hospedado nos transatlânticos.
De acordo com a assessoria da secretaria, a proposta de investimentos está sendo analisada pela Casa Civil e aguarda aprovação presidencial. O projeto destina a maior parte dos recursos, cerca de R$ 299 milhões, para o Rio de Janeiro, onde serão construídos três novos piers. Em seguida, vem o Porto de Santos, cuja obra de realinhamento de 1.500 metros do cais e a implantação de 3,5 quilômetros de via interna de acesso ao terminal custarão cerca de R$ 114 milhões.
O Porto de Mucuripe, em Fortaleza, prevê gastar pouco mais de R$ 93 milhões para construir um terminal marítimo de passageiros, um berço de múltiplo uso para atracação de navio, estacionamento e para pavimentar e urbanizar o acesso ao terminal.
Já Manaus receberá R$ 79,9 milhões para adaptar e restaurar os terminais já existentes, ampliar o cais, instalar defensas e criar um estacionamento de cerca de 7 mil metros quadrados ligado ao terminal por uma passarela coberta.
No Porto de Natal, onde também não há terminal turístico e os navios atracam em um berço destinado à movimentação de cargas, a adaptação de um galpão frigorífico desativado, a ampliação do cais, a pavimentação das vias de acesso e do estacionamento custarão R$ 46,5 milhões.
Em Salvador, cujo terminal de passageiros passou por reforma recente, a secretaria considera necessário realizar novas obras a fim de oferecer maior comodidade aos usuários. A estimativa é de que as obras custem R$ 29,26 milhões, incluindo a pavimentação e a urbanização do sistema viário externo e do estacionamento.
Outra capital que ainda não conta com terminal e usa tendas móveis para o traslado de passageiros, Recife deverá receber cerca de R$ 17 milhões para adaptar o Armazém 7, de cerca de 2,7 mil metros quadrados, e construir um anexo, além de pavimentar e urbanizar todo o entorno do futuro terminal.
Agência Brasil
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TRIBUTOS
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MUDANÇA NA SUPER-RECEITA VALIDA COBERTURA DE DÉBITOS COM TRIBUTOS
A Lei da Super-Receita (Lei nº 11.457/07) poderá ser modificada para permitir, a partir de declaração do contribuinte, o uso de créditos de impostos e contribuições federais para cobrir débitos previdenciários, bem como a compensação de débitos desses tributos federais por meio de créditos previdenciários. Essa mudança é proposta por dois projetos de lei do Senado (PLS 492 e 699, ambos de 2007) que tramitam em conjunto e estão prontos para serem votados, em decisão terminativa, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Em março de 2009, parecer favorável do senador Wellington Salgado (PMDB-MG) à matéria foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Em seu relatório, Salgado recomendou a aprovação do PLS 699/07, de autoria do senador Renato Casagrande (PSB-ES), mas promoveu ajustes na ementa do projeto por meio de emenda. Quanto ao PLS 492/07, apresentado pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), recebeu Voto pelo arquivamento.
O relator indicado pela CAE, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), considerou o mérito das duas propostas "indiscutível" e, por concordar com o teor da Emenda nº 01-CAS, resolveu recomendar seu acolhimento pela CAE. Em seu parecer, Dornelles avaliou que, antes da unificação da Secretaria da Receita Federal e da Secretaria da Receita Previdenciária, era defensável a proibição de compensação de créditos e débitos previdenciários com outros tributos federais. Mas ponderou que, com a criação da Secretaria da Receita Federal do Brasil pela Lei nº 11.457/07, era de se esperar que essa restrição fosse eliminada. "A mudança legislativa proposta diminui a burocracia, torna o sistema mais lógico, justo e isonômico, além de não trazer prejuízo algum às contas públicas ou à organização da Seguridade Social", assegura.
Na justificação do PLS 699/07, Casagrande afirmou que a permanência dessa proibição na Lei da Super-Receita cria obstáculo à extinção de créditos tributários, especialmente os acumulados por empresas exportadoras.
DCI
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GOVERNO ESTUDA REDUZIR CIDE PARA EVITAR ALTA DA GASOLINA

A área econômica do governo avalia a decisão de reduzir a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômica (Cide) sobre combustíveis com um olho na inflação e outro no caixa do Tesouro. O Ministério da Fazenda pode lançar mão novamente desse instrumento para evitar que uma alta dos preços dos combustíveis dê mais munição ao Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) para aumentar a taxa de juros.
Com a diminuição de 25% para 20% do porcentual obrigatório de adição de etanol, como foi anunciado na segunda-feira, a gasolina pode subir de 2% a 2,5% nas bombas, segundo cálculos de técnicos do governo. Especialistas na iniciativa privada preveem aumento de até 5%. Por isso, com a intenção de manter estável o preço para os consumidores, a Petrobrás pediu à área técnica do Ministério da Fazenda a redução da Cide. Mas, como o orçamento do governo está apertado por causa das desonerações tributárias renovadas no fim do ano passado, a medida tem pela frente um entrave de natureza fiscal: a perda de arrecadação.
O governo tem tempo suficiente para tomar uma decisão porque a redução da mistura de etanol à gasolina só entra em vigor em 1º de fevereiro. A alíquota da Cide é um valor fixo em reais que incide sobre os combustíveis. Atualmente, é de R$ 0,23 por litro de gasolina e R$ 0,07 por litro de óleo diesel.
O tributo tem sido utilizado como "colchão" regulador dos preços. Em maio de 2008, com a inflação se acelerando por causa da alta das commodities no mercado internacional, o governo reduziu a alíquota à metade. Na época, a medida foi adotada para compensar reajuste de 10% nas refinarias que a alta dos preços do petróleo tornou inevitável. A arrecadação mensal, que girava em torno de R$ 650 milhões, caiu para uma média de R$ 350 milhões.
Em junho do ano passado, com um cenário diferente, o governo voltou a subir a alíquota da Cide, cuja arrecadação aumentou para cerca de R$ 640 milhões. A medida foi tomada porque a Petrobras tinha reduzido em 4,5% a gasolina e em 15% o diesel. A elevação da Cide ajudou a reforçar o caixa do governo. Entre janeiro e março de 2009, a arrecadação da Cide havia minguado também por causa de mais de R$ 1 bilhão em pedidos de compensações de crédito tributário feitos por empresas do setor de petróleo. Preocupada com a possibilidade de o BC elevar o juro neste ano, a Fazenda não quer dar mais motivos - o que poderia ocorrer no caso de alta da gasolina.
Diário do Comércio
Postado por Conceição Moura às 00:45 Nenhum comentário:
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Marcadores: balança comercial, Comércio, exportação, porto, soja, tributo
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