LEGISLAÇÃO

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Conta petróleo explica déficit da balança comercial em 2014, diz ministério


Conta petróleo explica déficit da balança comercial em 2014, diz ministério

BRASÍLIA - De janeiro a maio, o país importou US$ 7,606 bilhões em petróleo e derivados do que exportou

Agência Brasil

BRASÍLIA - Apesar da queda do preço das commodities - bens agrícolas e minerais com cotação internacional - e do recuo na venda de veículos para a Argentina, a conta petróleo explica o déficit acumulado de US$ 4,854 bilhões na balança comercial em 2014, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Segundo a pasta, não fosse o desempenho das importações e exportações de petróleo e de derivados, a balança registraria superávit de US$ 2,752 bilhões no ano.

De janeiro a maio, o país importou US$ 7,606 bilhões em petróleo e derivados do que exportou. O déficit é 31% menor que o rombo de US$ 11,038 bilhões registrado no ano passado. A estatística, no entanto, está influenciada por US$ 4,5 bilhões de importações de petróleo feitas em 2012, que só foram registradas entre janeiro e maio de 2013. O atraso, que prejudicou a conta petróleo no ano passado, beneficiou o saldo em 2014.

Mesmo com o efeito estatístico, o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Daniel Godinho, diz que a conta petróleo está sendo beneficiada por mudanças estruturais como a retomada da produção de plataformas que ficaram em manutenção no ano passado. "O registro em atraso teve impacto apenas nas importações de petróleo e derivados. É importante deixar claro que não apenas as importações estão caindo, mas as exportações estão subindo", justificou.

De janeiro a maio, o país exportou US$ 9 bilhões de petróleo e de derivados, 9,7% a mais que no mesmo período do ano passado pela média diária. As importações desses produtos totalizaram US$ 16,611 bilhões, recuo de 13,2%. "Para o segundo semestre, a expectativa é que as exportações de petróleo subam ainda mais porque mais plataformas vão entrar em operação", disse o secretário, sem, no entanto, dizer se a conta petróleo encerrará o ano no positivo.

Embora a conta petróleo justifique o saldo negativo da balança comercial neste ano, Godinho reconheceu que o saldo poderia estar melhor não fosse o desempenho das exportações brasileiras. Nos cinco primeiros meses do ano, o país exportou US$ 90,064 bilhões, queda de 2,5% pela média diária em relação ao mesmo período do ano passado. O déficit da balança comercial só não cresceu em 2014 porque as importações totalizaram US$ 94,918 bilhões e caíram em ritmo maior: 2,9% também pela média diária.

As exportações de produtos básicos cresceram apenas 2,9% no acumulado do ano pela média diária mesmo com as vendas externas recordes de soja, café e carne bovina. Segundo Godinho, o crescimento do volume foi praticamente anulado pela queda dos preços internacionais das commodities. "Em relação aos produtos básicos, o total exportado cresceu 11,7% no ano, mas os preços caíram 7,2%." explicou.

As vendas de produtos semimanufaturados caíram 9,8% pela média diária de janeiro a maio, puxadas pelo açúcar, pelo aço e pelo ferro fundido. As exportações de produtos manufaturados caíram 8% na mesma comparação. De acordo com o secretário, a queda da venda de veículos para a Argentina e a previsão de não sejam exportadas plataformas de petróleo neste ano contribuíram para a queda.

"A Argentina é nosso terceiro parceiro comercial. A situação deles afetou muito o Brasil porque grande parte das nossas exportações para eles são de alto valor agregado, como veículos e autopeças", disse Godinho. Apesar da redução de 18,6% nas exportações para a Argentina, o Brasil acumula este ano superávit de US$ 380 milhões com o país vizinho. Isso ocorreu porque as importações da Argentina caíram 19,1% no ano, em ritmo maior que a queda das vendas externas.

http://www.dci.com.br/politica-economica/conta-petroleo-explica-deficit-da-balanca-comercial-em-2014,-diz-ministerio-id398916.html

DÉFICIT DO SETOR ELETROELETRÔNICO ATINGE US$ 12,25 BILHÕES


DÉFICIT DO SETOR ELETROELETRÔNICO ATINGE US$ 12,25 BILHÕES




O déficit da balança comercial de produtos eletroeletrônicos atingiu US$ 12,25 bilhões, no acumulado de janeiro-abril de 2014, 8% acima do registrado em janeiro-abril de 2013 (US$ 11,39 bilhões).

Este saldo negativo foi consequência de exportações de US$ 2,13 bilhões e de importações de US$ 14,38 bilhões.

No acumulado de janeiro-abril de 2014, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos (US$ 2,13 bilhões) ficaram 6,0% abaixo das registradas no mesmo período do ano passado (US$ 2,27 bilhões).

Cinco das oito áreas do setor registraram retração nas vendas externas.

As exportações de Componentes Elétricos e Eletrônicos atingiram US$ 953,6 milhões, representando 45% do total. Este resultado foi 9,9% abaixo do apresentado no igual período de 2013. Dentre eles, destacaram-se: componentes para equipamentos industriais (US$ 220 milhões), eletrônica embarcada (US$ 217 milhões) e motocompressores herméticos (US$ 179 milhões).

As maiores taxas de retração foram das vendas externas de bens de Telecomunicações (-44,7%), de Informática (-34,9%) e de Utilidades Domésticas (-25,6%). Destacaram-se, no primeiro caso, as reduções nas exportações de 67% de telefones celulares e de 37% de estações radio base; em Informática, a queda de 42% nas vendas de impressoras; e em Utilidades Domésticas, os recuos de 73% nos auto rádios e de 45% nos refrigeradores.

Por outro lado, aumentaram 40,4% as exportações de itens de GTD – Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica –, que somaram US$ 276,6 milhões. Os incrementos de 80% nas exportações de transformadores (US$ 107 milhões) e de 101% de geradores (US$ 58 milhões) colaboraram com este resultado. Nota-se que estes foram os dois produtos que tiveram as maiores taxas de crescimento entre os dez mais exportados do setor.

Ainda referente aos produtos mais exportados do setor, verifica-se que mesmo com queda de 5% em relação ao igual período de 2013, os motores e geradores passaram a ocupar a primeira posição neste ranking, totalizando US$ 228 milhões. Estas vendas representam mais do que a metade das exportações de Equipamentos Industriais, que somaram US$ 435,1 milhões.

A área de Equipamentos Industriais (+6,3%) foi uma das três que registraram crescimento nas exportações. Este resultado contou, também, com as vendas de filtros eletrostáticos para gases para Cingapura, que somaram US$ 40 milhões. Ressalta-se que, neste mesmo período do ano passado, não foram registradas exportações destes bens para Cingapura.

Importações

As importações de produtos elétricos e eletrônicos cresceram 5,3% no acumulado dos quatro primeiros meses de 2014 em relação ao mesmo período de 2013, totalizando US$ 14,4 bilhões.

Deste total, US$ 8,5 bilhões referem-se às importações de Componentes Elétricos e Eletrônicos, que cresceram 11,7% no período citado. Dentre eles, estão os três principais produtos importados do setor: componentes para telecomunicações (+38%), semicondutores (+7%) e componentes para informática (+8%), que juntos somaram US$ 5,5 bilhões, representando 38% do total do setor.

A área de Material Elétrico de Instalação (+13,3%) foi a que apresentou a maior taxa de crescimento, apontando US$ 336,9 milhões, com destaque para lâmpadas, que expandiram 23%, totalizando US$ 172 milhões.

Destacaram-se nos dez produtos mais importados do setor, as taxas de incremento dos já citados componentes para telecomunicações (+38%) e das máquinas de processamento de dados (+31%). Neste último caso, este crescimento contribuiu com o aumento de 2,3% nas importações de bens de Informática.

No sentido inverso, as importações de bens de GTD caíram 31,7%, em função, principalmente, da queda de 64% nas compras externas de grupos eletrogêneos (US$ 143 milhões).

Exportações

No mês de abril de 2014, as exportações de produtos eletroeletrônicos somaram US$ 548,1 milhões, 18,0% abaixo das registradas em abril de 2013 e 1,6% menores que as ocorridas no mês imediatamente anterior.

Evolução das Importações – US$

Cresceram apenas as exportações de Equipamentos Industriais (+2,6%) e de bens de GTD (+14,1%) na comparação com abril de 2013, que contaram com as vendas externas de motores e geradores para uso industrial (+4%) e de geradores de grande porte (+96%), respectivamente.

Fonte; Abinee
http://www.exportnews.com.br/2014/06/deficit-do-setor-eletroeletronico-atingiu-us-1225-bilhoes/

Brasil exportou US$ 1,218 bilhão em couro no mês de maio


Brasil exportou US$ 1,218 bilhão em couro no mês de maio

Números prévios das exportações de couros e peles no mês de maio foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O balanço destaca um total de US$ 258 milhões em exportações de couros e peles no mês, com valor acumulado no ano alcançando US$ 1,218 bilhão, de acordo com apuração do setor de Inteligência Comercial do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB).

Os números demonstram uma manutenção das posições do couro brasileiro junto ao comércio internacional, buscando uma diversificação de mercados, conforme avaliação do presidente executivo do CICB, José Fernando Bello. Segundo o gestor, a intenção é de que haja crescimento em exportações - em especial de couros acabados - e que 2014 se encaminhe para um segundo semestre positivo para o setor.

A participação do item couro nas exportações brasileiras ficou em 1,3%. Com um superávit de US$ 712 milhões em maio, o saldo da balança comercial brasileira acumulado teve o déficit reduzido para US$ 4,854 bilhões.

http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=153361&Categoria=CONJUNTURA

Políticas públicas auxiliam internacionalização de empresas


Políticas públicas auxiliam internacionalização de empresas

Lisboa, Portugal - Para uma plateia de autoridades e empresários dos oito países de que fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em quatro continentes, o secretário-executivo do MDIC, Ricardo Schaefer, apresentou propostas para aumentar a integração entre os países lusófonos e informações sobre internacionalização de empresas brasileiras.

"Foi somente na primeira década do século 21 que fatores políticos e econômicos, no Brasil e em outros países, contribuíram para uma maior internacionalização da economia brasileira e das suas empresas. O ingresso de capitais externos no Brasil bateu recorde em 2011, o que alçou o país à colocação de quinto maior receptor de Investimento Estrangeiro Direto", lembrou.

Por outro lado, disse ele, em 2006, que pela primeira vez na história a conta de investimento direto brasileira ficou negativa e o que foi investido no exterior por brasileiros superou o fluxo de investimentos no Brasil em US$ 8,6 bilhões.

Segundo o secretário, três fatores motivaram este acontecimento: o crescimento do preço das principais commodities internacionais; a implementação, pelo governo brasileiro, de uma política externa com objetivo de expandir e diversificar parceiros comerciais; e a retomada da política industrial brasileira, com ações voltadas para internacionalização de empresas.

Políticas públicas

O secretário também citou uma pesquisa feira em 2013 pela Fundação Dom Cabral, com a participação de 63 companhias brasileiras que atuam no exterior. Elas foram questionadas sobre os aspectos da política externa brasileira que mais favoreceram a sua internacionalização nos últimos dez anos. Foram avaliadas doze políticas e ações governamentais. As quatro mais relevantes, na opinião dos empresários, foram ações ligadas ao MDIC:

• Negociar a diminuição de barreiras alfandegárias
• Buscar cooperação bilateral e integração sul-americana
• Buscar lugar de destaque do Brasil no contexto internacional
• Criar linhas de crédito/financiamento para investimentos no exterior

Ainda segundo a pesquisa, as empresas brasileiras estão presentes em 84 países. Quanto à distribuição geográfica, os Estados Unidos têm maior presença brasileira, com 41 empresas. Em seguida estão a Argentina, com 35 empresas brasileiras; e o Chile, com 30 empresas.

Na distribuição por regiões, a América do Sul está em primeiro lugar. Quase 80 % das multinacionais brasileiras possuem presença física na região. Em seguida vem a América do Norte, com presença de 70% das empresas. Depois estão Ásia; América Central e Caribe; África; Oriente Médio; e Oceania. A presença das empresas brasileiras na África é de 30,16%, segundo o levantamento.

Entre as políticas que contribuem para a internacionalização de empresas brasileiras, o secretário deu destaque às ações de promoção comercial desenvolvidas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Só no ano passado, foram organizadas 1.164 ações entre feiras, eventos e rodadas de negócios, com a participação de 12.880 empresas brasileiras.

Outra ação importante, segundo Schaefer, é o financiamento oficial. O secretário - que preside o Comitê de Financiamento e Garantia das Exoprtações (Cofig), órgão ligado à Câmara de Comércio Exterior (Camex) - citou o aumento do volume de financiamentos brasileiros a obras de infraestrutura no exterior. Houve um crescimento de cinco vezes, na ultima década, totalizando US$ 8,6 bilhões.

Dois fatores que contribuíram para este fato, segundo Schaefer, foram o aumento da demanda pelos serviços de engenharia nos países em desenvolvimento e a aposta feita pelas empresas brasileiras na estratégia de internacionalização.

Segundo o BNDES, entre 2006 e 2012, a fatia de mercado das construtoras brasileiras na América Latina e no Caribe passou de 9,5% para 17,8%. Na África, a participação que era quase inexistente, chegou a 4,1%.


Propostas

"Eu creio que podemos aprofundar muito mais a integração produtiva e a internacionalização de nossas economias pois temos algo que nos facilita muito os negócios que é uma lingua comum", declarou, ao encerrar sua participação na conferência. "Precisamos planejar um encontro econômico e empresarial que possa dar visibilidade aos projetos em curso nos diferentes países, que se constituem em oportunidades para aprofundar nossa integração. Creio também que poderíamos criar um projeto para capacitar nossos empresários sobre como fazer negócios no âmbito de nossos países construindo assim uma plataforma que permita o conhecimento e a troca de informações", propôs Schaefer. "As oportunidades são muitas e os desafios são grandes, mas o fortalecimento de nossas relações nos dará uma maior segurança na inserção de nossos países no contexto internacional", finalizou.


A conferência

A palestra do secretário-executivo do MDIC abriu o painel "Como Reforçar a Internacionalização das Economias e o Relacionamento Mútuo" durante a Conferência sobre Internacionalização de Economias dos integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que são: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

O evento está sendo realizado terça (3) e quarta-feira (4) no Centro de Congressos de Lisboa, em Portugal. Também participaram do painel o ministro da Economia de Portugal, António Pires de Lima; o presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Artur Santos Silva; a ministra das Infraestruturas e Economia Marítima de Cabo Verde, Sara Lopes; o ministro da Planificação e Desenvolvimento do Governo de Moçambique, Aiuba Cuereneia; o ministro do Plano e Finanças de São Tomé e Príncipe, Hélio Vaz d´Almeida; o ministro do Comércio, Indústria e Ambiente de Timor- Leste, António da Conceição; e o embaixador de Angola em Portugal, Helder Lucas.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=13233

terça-feira, 3 de junho de 2014

Descompasso logístico termina em caos na chegada de cargas a Barcarena


Descompasso logístico termina em caos na chegada de cargas a Barcarena


Escrito por Bruno Merlin

A falta de ampla visão logística no momento de executar grandes obras que poderiam proporcionar maior competitividade ao Brasil no comércio internacional marca historicamente o país. Nas últimas semanas, um grande exemplo disso vem causando muitos transtornos a transportadores e à população de Barcarena, no Pará. O início das operações do Terfron (Terminais Portuários Fronteira Norte), administrado pela empresa Bunge, abriu “uma nova porteira para a logística do agronegócio do Brasil”, mas não conta com infraestrutura adequada para a chegada das cargas ao Município, que também abriga o Porto de Vila do Conde, administrado pela Companhia Docas do Pará (CDP).

Conforme artigo publicado pelo colunista Frederico Bussinger no Portogente, as ruas e estradas que cruzam o Município estão dia e noite inundadas de carretas aguardando poder descarregar. Os problemas ultrapassam a questão dos custos logísticos. Os caminhoneiros ficam na Cidade sem condições adequadas para se alimentar, ir ao banheiro ou dormir e já há um grande aumento de movimentação no "mercado" da prostituição.

Em contato telefônico com o Portogente, o secretário de Planejamento de Barcarena, Alberto Pereira Góes, destacou que a situação é fruto de um descompasso entre o que foi planejado e o que foi executado. "No projeto, o Terminal deveria operar com o transbordo de carga na relação três para um, sendo três [unidades de carga] sendo movimentadas pelo modal aquaviário e uma pelo modal hidroviário".


Imagem: Google Maps

Estado do Pará é rico em opções para o transporte hidroviário

No entanto, o secretário calcula que a relação está invertida, com mais de 75% das cargas chegando ao Terminal pela rodovias que dão acesso à Cidade, como a PA-483, conhecida como Alça Viária do Pará. Dessa forma, o fluxo de caminhões é tão intenso que as vias urbanas de Barcarena não comportam o tráfego, fazendo carretas serem estacionadas em locais improvisados, como terrenos recém-desmatados e campos amadores de futebol.

Alberto Pereira afirmou que as autoridades do Município, incluindo o prefeito Antônio Carlos Vilaça, irão se reunir nesta terça-feira (03) com autoridades do governo do Estado do Pará e com executivos da Bunge para uma visita ao Terminal e consequente análise desse atual panorama. "O ponto de chegada dos caminhões necessita ter uma infraestrutura remota, fora do centro urbano, com local adequado para os veículos aguardarem até acessar Barcarena para desembarcar as cargas", observou o secretário de Planejamento.

O modal aquaviário, como analisa Frederico Bussinger, só poderá ser explorado em sua plenitude a partir da obtenção do licenciamento de terminal em Miritituba-Itaituba, na outra ponta do estado. Todavia, até lá, Barcarena precisará de soluções imediatas para reduzir os transtornos estruturais, sociais e ambientais que a Cidade vem enfrentando.

http://portogente.com.br/noticias/portos-do-brasil/vila-do-conde/descompasso-logistico-termina-em-caos-na-chegada-de-cargas-a-barcarena-82310

Lançado Programa de Eficiência Logística para Joinville, Londrina e Foz do Iguaçu


Lançado Programa de Eficiência Logística para Joinville, Londrina e Foz do Iguaçu

Foi lançado na última quinta-feira (29) o Programa Infraero de Eficiência Logística para os aeroportos de Joinville (SC), Londrina e Foz do Iguaçu (PR). O Programa, que também foi lançado recentemente nos aeroportos de Florianópolis e Navegantes (SC), tem a meta de reconhecer e premiar as organizações que mais se destacaram pela eficiência na gestão dos processos da cadeia logística nos terminais de carga da Infraero, estimulando maior agilidade e eficácia nos procedimentos logísticos dos complexos.

A cerimônia de lançamento do Piel foi feita na Associação Empresarial de Joinville – ACIJ, contando com a presença de importadores e despachantes de Santa Catarina e do Paraná. Com o lançamento da iniciativa nestes terminais, todos os aeroportos da Regional Sul da Infraero com um terminal de carga passaram a ser contemplados pelo programa.

O Programa de Eficiência Logística envolve a medição periódica da eficiência das operações de logística realizadas pelas empresas e órgãos atuantes no terminal de logística de carga (Teca), feita por meio de um ranking mensal em vários segmentos de movimentação de carga. Com ele, as empresas envolvidas no setor podem avaliar o desempenho de todos os envolvidos nos processos de importação, incluindo seus prestadores de serviço. Após doze meses, as companhias que obtiverem o primeiro lugar nas diversas categorias do ranking serão premiadas através do Prêmio Infraero de Eficiência Logística.

“Os procedimentos de logística envolvem o manejo de todo tipo de carga, desde as mais simples até as mais complexas e perigosas. Dessa forma, a interação entre os elos é crucial para garantir a celeridade e eficiência do processo”, pontuou Jonas Batista da Silva, coordenador de Processos e Sistemas Logísticos da Infraero.

As informações são da Assessoria de Imprensa da Infraero.

http://portogente.com.br/noticias-do-dia/lancado-programa-de-eficiencia-logistica-para-joinville-londrina-e-foz-do-iguacu-82299

Balança comercial registra menor superávit para maio desde 2002




Balança comercial registra menor superávit para maio desde 2002

Brasília
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

A balança comercial – diferença entre exportações e importações – registrou em maio o menor resultado para o mês em 12 anos. Segundo números divulgados hoje (2) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, no mês passado, o país exportou US$ 712 milhões a mais do que importou. Para meses de maio, o superávit é o mais baixo desde 2002, quando tinha ficado em US$ 384 milhões.

Em relação a maio do ano passado, o superávit recuou 6,7%. Apesar de a balança ter registrado superávit pelo terceiro mês seguido, o resultado foi insuficiente para cobrir o déficit da balança no acumulado do ano. De janeiro a maio, a balança acumula resultado negativo de US$ 4,854 bilhões. O déficit é 9,8% menor que no mesmo período do ano passado (US$ 5,381 bilhões).

No mês passado, o país exportou US$ 20,752 bilhões, valor 4,9% menor que em maio do ano passado pela média diária. As importações somaram US$ 20,040 bilhões, recuo de 4,8% também pela média diária. No acumulado do ano, o resultado da balança comercial melhorou apenas porque as importações caíram mais que as exportações.

De janeiro a maio, as vendas para o exterior somaram US$ 90,064 bilhões, queda de 2,5% em relação ao mesmo período de 2013 pela média diária. As importações, no entanto, somaram US$ 94,918 bilhões, com retração de 2,9% também pela média diária. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, as importações foram afetadas pela alta do dólar em relação ao ano passado, e as exportações foram impactadas pela queda na venda de veículos para a Argentina e pela queda no preço das commodities (bens agrícolas e minerais com cotação internacional).

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-06/balanca-comercial-registra-menor-superavit-para-maio-desde-2002

Brasil registrou superávit de US$ 712 milhões em maio


Brasil registrou superávit de US$ 712 milhões em maio

Brasília  - Em maio, a balança comercial registrou superávit de US$ 712 milhões, o maior saldo positivo do ano. É também o terceiro mês consecutivo que a balança brasileira apresenta superávit comercial. No acumulado do ano, o resultado dos cinco primeiros meses de 2014 é melhor que 2013, visto que o saldo negativo reduziu de US$ 5,4 bilhões para US$ 4,9 bilhões.

As exportações brasileiras alcançaram a cifra de US$ 20,752 bilhões em maio deste ano, com média diária de US$ 988,2 milhões. Em relação a maio de 2013, as exportações tiveram decréscimo de 4,9%, e aumento de 0,2% em relação a abril de 2014. As importações mensais totalizaram US$ 20,040 bilhões, com queda de 4,8% em relação à média diária de maio de 2013, e redução de 0,7% sobre abril de 2014. Considerando o acumulado de janeiro a maio, exportações totalizam US$ 90,064 bilhões e as importações, US$ 94,918 bilhões, cifras 2,5% e 2,9%, respectivamente, abaixo das consignadas em igual período de 2013, pela média diária.

Em entrevista coletiva no auditório do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para comentar os resultados da balança comercial, o secretário de Comércio Exterior, Daniel Godinho, destacou a soja, que teve crescimento de 22% nos valores exportados nos primeiros cinco meses do ano sobre igual período de 2013.

"A soja em grão atingiu o recorde de exportação no acumulado do ano, com US$ 12,6 bilhões, o que é muito importante em um cenário de queda de preço. Isso mostra a importância do agronegócio brasileiro, reconhecidamente um dos mais competitivos do mundo. Este período do ano é tradicionalmente muito importante para as exportações de grãos e isso se reflete no resultado da balança de forma muito positiva", reforçou Daniel Godinho.

Outro destaque foi a melhora na conta petróleo em função do aumento das exportações e redução das importações de petróleo e derivados. "Acreditamos que esta será a tendência para o ano. As vendas externas, somente de petróleo, cresceram 28% no último mês em relação a maio de 2013", reforçou. Outro resultado positivo em maio foi o crescimento das exportações para a União Europeia, com aumento de 0,5% sobre maio de 2013, sendo o segundo mês consecutivo que se registra variação ascendente de vendas brasileiras ao mercado europeu.

Os dados completos da balança comercial de maio estão disponíveis no link

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=567

Assessoria de Comunicação Social do MDIC

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=5&noticia=13229

Exportação de minério de ferro é a maior desde dezembro


Exportação de minério de ferro é a maior desde dezembro

A exportação do produto aumentou 13% ante o mesmo mês de 2013
Reuters
Rogério Reis/EXAME.com



Transporte de minério de ferro: o preço médio teve ligeira recuperação

São Paulo - A exportação de minério de ferro do Brasil em maio aumentou 13 por cento ante o mesmo mês do ano passado, para 30,7 milhões de toneladas, o maior volume embarcado pelo país desde dezembro último, revelaram nesta segunda-feira dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

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Em dezembro de 2013 o Brasil havia exportado 31,8 milhões de toneladas de minério de ferro.

Na comparação com abril, os embarques do principal produto da pauta de exportação do Brasil cresceram 24,2 por cento.

O preço médio do produto exportado teve ligeira recuperação em maio para 84,5 dólares por tonelada, ante 83,5 dólares em abril, mas ainda está 22,2 por cento abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Com isso, a receita com as exportações caíram para aproximadamente 2,6 bilhões de dólares, ante 2,95 bilhões de dólares em maio de 2013, apesar de o Brasil ter embarcado um volume maior no mês passado.

Os preços do minério têm apresentado baixa no mercado da China, o maior importador global, sob o efeito de estoques abundantes e previsão de aumento na produção das principais mineradoras, entre outros fatores.

Na semana passada, o minério atingiu o menor valor desde setembro de 2012 na China.

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http://exame.abril.com.br/economia/noticias/exportacao-de-minerio-de-ferro-e-a-maior-desde-dezembro

Exportações

Soja torna China principal destino das exportações brasileiras em 2014

A antecipação do embarque da safra de soja ao exterior, motivada pela perspectiva de que os preços caiam no segundo semestre, provocou efeito concentrador nos destinos das exportações. A China ganhou terreno e passou a ser o país no mundo que mais comprou do Brasil. Foi responsável por US$ 1 em cada US$ 5 gerados pela exportação brasileira entre janeiro e abril.
Com 85% da pauta aos chineses reduzida a apenas três produtos -- soja, minério de ferro e óleos brutos de petróleo - o cenário mostra que a soja compensou o recuo nos embarques a outros importantes parceiros da região no mesmo período, como Japão, Coreia do Sul e Taiwan.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) indicam que neste ano o Brasil embarcou US$ 2 bilhões a mais de soja para a China do que em 2013. De janeiro a abril, os chineses compraram US$ 6,7 bilhões do grão produzido no Brasil, um valor 41% maior do que o registrado no ano passado. O anúncio de uma grande safra prevista nos Estados Unidos no segundo semestre e os bons preços no mercado mundial anteciparam os embarques neste ano.
José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) afirma, no entanto, que a perspectiva para 2014 é que as exportações aos chineses fiquem estáveis ou tenham pequena queda em valor ante 2013. "Os preços no mercado futuro estão altos até agosto e caem em setembro. Como 82% dos embarques do produto vão para a China e os preços das outras commodities estão em queda, esse incremento no comércio não deve se sustentar até o fim do ano", diz ele.
De fato, o preço do minério de ferro está em queda neste ano. A manutenção de US$ 4,6 bilhões em exportações do produto à China se deveu ao aumento de 16,3% dos embarques em volume. A previsão da AEB é que o minério fique em média 8% mais barato neste ano. Em óleos de petróleo, no entanto, houve recuo de volume embarcado, o que tirou US$ 500 milhões do comércio com os chineses.
A previsão da AEB é diferente do registrado até abril, quando o total de embarques ficou 14,6% maior na média diária, em US$ 14 bilhões. Assim, a China aumentou em três pontos percentuais a sua fatia entre os destinos das exportações brasileiras, alcançando 20,3% do total. No primeiro quadrimestre do ano passado, os Estados Unidos eram o principal parceiro, absorvendo 19,8% das exportações. Neste ano, os americanos responderam por 18,2% do total apesar de terem comprado 17,4% a mais do que ano passado na média diária.
Já as vendas brasileiras a outros países asiáticos foram afetadas pelo recuo nos preços de outras commodities. As vendas ao Japão, à Coreia do Sul e a Taiwan no primeiro quadrimestre do ano retrocederam 23%, 32% e 35%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado. E os número da Organização Mundial de Comércio (OMC) indicam que o Brasil perdeu espaço nesses mercados. Enquanto as importações de sul-coreanos e taiwaneses aumentaram 2,8% e 0,2% de janeiro a abril, as compras do Japão cresceram vigorosos 5,5% no acumulado até março - último mês com dados disponíveis.
A queda nas vendas de minério de ferro, cereais, carne, café e algodão a esses três países - principais produtos embarcados a eles - ajudou a subtrair US$ 1,4 bilhão das vendas totais do Brasil neste ano.
A concentração da pauta à China não pode ser vista como algo necessariamente ruim, segundo o consultor da Câmara Empresarial Brasil-China (CEBC), Claudio Frischtak, já que existe uma elevada complementaridade entre as duas economias. No médio e longo prazo, a China seguirá como um país que demanda do exterior recursos naturais, e o Brasil, com fortes vantagens comparativas nessa área, tenderá a ganhar espaço nesse mercado. "Não é fácil imaginar um cenário futuro diferente do da concentração da pauta. E o aumento do volume do minério de ferro mostra que ganhamos mercado, por exemplo", diz Frischtak.
O mais preocupante dos números do início do ano no comércio exterior é o encolhimento das vendas a outros mercados, "o que mostra uma persistente perda de competitividade das exportações", diz o consultor. A desvalorização cambial do segundo semestre de 2013 não foi suficiente para reverter o quadro, cuja tendência não deve ser alterada, avalia Frischtak.
"Do ponto de vista estrutural, a grande questão é a de recompor mercados. Se não reverter a trajetória, a China pode se tornar, em alguns anos, 30% até 40% do destino total das exportações brasileiras", diz Frischtak.
O encolhimento das vendas a Japão, Coreia do Sul e Taiwan não é fruto apenas de perda de mercado, na análise de Rodrigo Branco, pesquisador do Centro de Estudos de Estratégias de Desenvolvimento da Uerj (Cedes /Uerj). Ele vê um fluxo no comércio exterior internacional mais tímido neste ano do que o observado em 2013.
"Há um efeito híbrido. Creio que o resultado pior com esses países não se dá por algo específico. A queda nos preços das commodities e a demanda mais arrefecida estão presentes em muitos destinos para os quais o Brasil exporta", afirma Branco.

Fonte:  Valorhttp://www.suinoculturaindustrial.com.br/noticia/soja-torna-china-principal-destino-das-exportacoes-brasileiras-em-2014/20140602093458_M_398

Baixo investimento e ineficiência na infraestrutura atrapalham competitividade do Brasil


Baixo investimento e ineficiência na infraestrutura atrapalham competitividade do Brasil

publicado originalmente pelo jornal DCI

O baixo investimento anual do Brasil em infraestrutura - número que fica entre 2,2% e 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) - seria um dos grandes motivos para explicar o atraso que o País vive em termos de mais competitividade.

Na opinião do presidente da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, Cláudio Frischtak, o aporte anual deveria ficar entre 4% e 4,5% para que o mercado brasileiro consiga ser competitivo em escala mundial. "A Índia, por exemplo, investe 6% do PIB em infraestrutura. Já as economias asiáticas aportam entre 8,9% e 10%. No ritmo atual, o Brasil demoraria um quarto de década para acompanhar esse crescimento", disse o executivo durante palestra realizada ontem (29) no 9º Fórum Brasil ComexLog, em Santos (SP).

O executivo ressaltou ainda as limitações do setor público como restrição fiscal, falhas no planejamento e baixa qualidade dos projetos, como problemas adicionais que afastam o investidor e diminuem a capacidade do País crescer, em especial na área logística. "Se a acessibilidade dos portos é ruim, é óbvio que os investimentos privados são afetados diretamente", disse ele.

Sobre os portos brasileiros, Frischtak apontou a necessidade de as Companhias Docas terem uma gestão mais eficiente, além da necessidade do governo garantir investimentos para ampliar os serviços nos terminais. "Os programas de arrendamentos em portos públicos envolvem aportes de R$ 17 bilhões, porém, até hoje, nenhuma das 121 áreas foi licitada", disse.

Outro ponto que segue indefinido com relação ao setor portuário são os Terminais de Uso Privado (TUPs). A perspectiva do governo federal é que o modelo de negócio receba investimentos de R$ 11 bilhões, mas o problema, segundo o presidente da Inter.B, reside na burocracia que travam as negociações. "Mais de 40 terminais pediram a renovação antecipada de contratos de arrendamento. Temos de avançar com a agenda de reformas", disse ele.

Para Frischtak, as mudanças verificadas no setor portuário, em função da aprovação da Lei de Modernização dos Portos (Lei 12.815/2013), trouxeram vantagens, mas também problemas. "Em alguns aspectos, a Lei dos Portos avançou, como com relação à gestão portuária. Em outros houve retrocesso, como a centralização das decisões em Brasília e o aumento dos custos nos portos públicos", acrescentou.

Em busca de melhorar o desempenho do Porto de Santos, o diretor da Codesp, Paulino Moreira, afirmou que os 25 quilômetros do canal deverão ser alargados, com a perspectiva de chegar a 220 metros de largura, com 15 metros de profundidade, melhorando a recepção dos navios. De acordo com o executivo, a Codesp e a Secretaria dos Portos (SEP) elaboraram um plano de dragagem com traçado geométrico que visa a modernização do canal e, no que diz respeito à licitação dessas obras, as ações estão encaminhadas. "Essa dragagem tem propostas que serão decididas no dia 11 de junho, mas existem modernizações não só sobre dragagem. São ações que vão resultar em melhorias em todo o trecho, ao longo dos 25 km, porém serão 41 meses para as obras".

Conforme Moreira, a SEP tem atuado diretamente com a atividade portuária e delegou à Codesp, no início deste ano, a prerrogativa de atuar enquanto a licitação, em junho, não ocorrer. "Já fizemos três intervenções importantes com um ganho de eficiência clara. Ano passado também tivemos um contrato importante, em que foram firmados compromissos para auxiliar trechos emergenciais", completou.

Moreira apontou que para atuar no canal de navegação, "que é a estrada molhada mais importante de acesso ao Porto de Santos", as empresas que analisam a licitação para o mês de junho têm formado consórcios. "E já temos trabalho sendo desenvolvido com programas ambientais de forma sistemática. São programas que envolvem as secretarias de meio ambiente das cidades que o Porto interage", ressaltou o executivo da Codesp.

A necessidade de ampliação da capacidade do Porto de Santos também foi defendida pelo presidente do EcoPorto Santos, José Eduardo Bechara. Na opinião dele, o setor portuário exige um diálogo entre as empresas e o poder público altamente necessário. Ao DCI, ele afirmou que ações da Secretaria de Portos têm avançado, mas é de vital importância que o setor tenha maior agilidade nos processos de licitação na dragagem para que haja recuperação da capacidade do Porto de Santos. "A EcoPorto está investindo em suas instalações para alcançar maior ganho de eficiência e ampliar a capacidade de atuação. Nesse sentido estamos investindo R$ 140 milhões", ressaltou ele.

A preocupação com a profundidade dos canais, assim como os berços para a atracação das embarcações também foi um assunto que levantou discussões acaloradas no Fórum. Conforme o diretor-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), Matheus Muller, o modal aquaviário é como uma vitrine para o setor logístico, tanto que ele comparou o canal de um porto como se fosse considerado o cartão de visitas para os navios. "Um porto não vive sem navio e armador".

Então, apontou ele, a importância de manter os canais com sinalização adequada e com sistema com tecnologia de ponta é imprescindível. "É preciso também oferecer condições que permitam os armadores trazerem navios com maior porte. Só assim é possível gerar economia de escala para os terminais. Então, o canal tem essa relevância, afinal sem os navios não se faz realmente negócios no comércio exterior."

Promovido pela TVB Band Litoral, com apoio do jornal DCI, ambas, empresas das Organizações Sol Panamby, o Fórum Brasil ComexLog 2014 está na 9ª edição. A presidente das Organizações Sol Panamby, Alaide Quercia, ressaltou o legado do evento. Ela comentou que o Porto de Santos tem importância vital na economia brasileira e o evento contribui para o debate em prol da redução dos gargalos da infraestrutura no País. "No ano em que o Brasil sedia a Copa do Mundo e terá eleições majoritárias, temos uma oportunidade ímpar de contribuir para a reflexão em torno das questões logísticas e sugerir soluções aos especialistas e agentes do setor, além da própria população", destacou.

Já a diretora Corporativa de Mídia do Grupo Sol Panamby, Claudia Rei, apontou que os pontos discutidos constarão de documento que será enviado ao governo federal, com o objetivo de transformar em ações positivas as recomendações levantadas durante o evento.

http://portogente.com.br/noticias-do-dia/baixo-investimento-e-ineficiencia-na-infraestrutura-atrapalha-competitividade-do-brasil-82298

JUSTIÇA TRIBUTÁRIA



Nem mesmo reza brava é capaz de resolver situação tributária do país

Por Raul Haidar

Nada menos que três projetos de reforma tributária foram apresentados ao Congresso no governo anterior. Nenhum deles teve andamento, simplesmente porque nada se fez para isso. Não tinha o Executivo qualquer interesse no assunto. Não por acaso, todos foram apresentados no fim de fevereiro ou no começo de março, logo após o Carnaval, assim demonstrando que se tratava apenas de uma fantasia.

Ninguém ignora a necessidade urgente de uma reforma digna desse nome. Há que se reduzir a carga tributária, diminuir a burocracia e garantir uma razoável estabilidade do sistema. Não temos mais como suportar o constante aumento de arrecadação sem que o PIB não cresça acima do mesmo volume.

No quadro atual, em que a carga de tributos supera o aumento do PIB, isso significa apenas que a sociedade está cada vez mais onerada, mais pobre, enquanto o poder público gasta além do que arrecada.

A absurda e insuportável burocracia , que obriga o empresário a dar informações já contidas em dados anteriormente encaminhados — como o caso das declarações que se encontram em notas fiscais eletrônicas — e exige inscrições fiscais já existentes em diversos outros órgãos, o preenchimento de guias desnecessárias que, como as jabuticabas, só existem no Brasil, precisa urgentemente ser reduzida. Tal maluquice apenas onera os custos das empresas e, não raras vezes, estimula a corrupção.

Por outro lado, não é razoável que a legislação tributária mude a todo instante, de tal forma que não se sabe o que vai ser exigido amanhã, pois no dia seguinte algum burocrata maluco vai criar novo formulário inútil que, se não entregue, sujeita o contribuinte a pesadas multas.

Todo esse quadro pode sugerir ao empresário que se dirija ao templo, igreja, tenda, mesquita ou sinagoga, para ali fazer sua prece, oração, reza, despacho ou pajelança.

Parece brincadeira, mas infelizmente não é. Já há quem procure ajuda ao padre, bispo ou monsenhor. Ou peça o mesmo ao rabino, sheik, pai de santo, pajé. Todos enxergam o fisco como diabo, demônio, satanás, capeta, belzebu ou Asmodeu. Afinal, em matéria tributária já vivemos no inferno.

Não importa mais se podemos recorrer ao juízo ou tribunal, seja ele de segundo grau, superior ou Supremo. Este último, aliás, resolve furto de galináceos, briga de vizinhos e importantes casos de corrupção, mas parece não ter tempo para as causas tributárias. Não resolve, por exemplo, as questões da guerra fiscal, das alíquotas e convênios, da substituição tributária. Enfim, não soluciona o que interessa aos contribuintes que, no final das contas, são os que pagam tudo, inclusive os salários, férias e aposentadorias de todas essas excelências,

A justiça que se pretende obter no Judiciário é o único serviço que se paga adiantado sem saber o que, quando e se vai mesmo receber o que se pede. Como Dante já afirmou na Divina Comédia, ao deparar-se ante a porta do inferno: perdei toda esperança vós que entrais.

Claro está que a reforma tributária de que necessitamos passa por amplas mudanças constitucionais. Isso pode ser viabilizado mediante emendas ou em nova constituinte. Neste caso, pode-se cuidar da reforma política, da previdenciária etc., numa ampla revisão das regras impostas em 1988 que, ante o tempo decorrido, já não satisfazem as necessidades de um país democrático e de uma sociedade mais consciente de seus direitos, pelos quais já aprendeu a reclamar.

Há vários impostos que precisam ser eliminados por serem injustos, inflacionários ou inibidores do desenvolvimento nacional. Tal é o caso do IPVA, ITCMD e ITR. Outros precisam ser unificados, como o IPI e o ICMS, ante a repetida incidência de ambos sobre produtos e mercadorias, assim provocando mais inflação.

Pode-se concluir, portanto, que o nosso sistema tributário está falido, superado e inadequado para a sociedade em que vivemos. Resta-nos apenas o caminho democrático, por mais demorado e penoso que possa ser.

Nesse caso, não podemos buscar solução em protestos, marchas ou manifestos. O voto, essa poderosa arma em nossas mãos, não pode servir para brincadeiras e, mais um a vez, entregarmos nosso futuro a celebridades passageiras, ignorantes festeiros ou contumazes meliantes. O legislativo é o retrato da sociedade. Esse retrato pode ser o do progresso, do desenvolvimento e da felicidade. Mas pode ser também o de um faminto monstro a devorar, mais uma vez, as nossas esperanças.

Raul Haidar é jornalista e advogado tributarista, ex-presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-SP e integrante do Conselho Editorial da revista ConJur.

Revista Consultor Jurídico, 02 de junho de 2014, 08:00h

HTTP://WWW.CONJUR.COM.BR/2014-JUN-02/NEM-MESMO-REZA-BRAVA-CAPAZ-RESOLVER-SITUACAO-TRIBUTARIA-PAIS

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Tocantins exportou mais de US$ 171 milhões no primeiro quadrimestre de 2014



Tocantins exportou mais de US$ 171 milhões no primeiro quadrimestre de 2014

A soja continua liderando o ranking de produtos vendidos para outros países com 194.256 toneladas vendidas, gerando uma movimentação de US$ 95.514.539,00



O agronegócio continua liderando a pauta de exportações do Tocantins na Balança Comercial. Neste primeiro quadrimestre de 2014, foram vendidos para outros países 212.610 toneladas de produtos, movimentando US$ 171.655.831,00. O número representa um crescimento de 1,80% com relação ao primeiro quadrimestre de 2013, quando foram comercializados US$ 168 milhões. A balança comercial tocantinense continua positiva já que as importações registraram US$ 133 milhões, resultando em um superávit de US$ 38 milhões, enquanto que o Brasil registrou um déficit 9,39%. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A soja continua liderando o ranking de produtos vendidos para outros países com 194.256 toneladas vendidas, gerando uma movimentação de US$ 95.514.539,00. Já a carne e seus produtos e subprodutos ficam em segundo lugar com a exportação de 18.296 toneladas e uma movimentação de US$ 75.211.961,00. O relatório mostrou que as principais empresas exportadoras do Tocantins são: Minerva S.A, Bunge Alimentos S/A, Cooperativa dos Produtores de Carne e Derivados, ABC Indústria e Comércio S/A e Cargill Agrícola S.A.

De acordo com os dados da Secex, o município tocantinense que mais gerou receita foi Araguaína com US$ 40.455.966,00 movimentados, com a exportação de 9.019 toneladas de carnes, produtos e subprodutos. O boi araguainense segue para países como Venezuela, que adquiriu 24,37% do total exportado pelo município. O segundo país é o Egito com 18,74% e o Irã com 18,50%. Um dos destaques da exportação do município foi para a comercialização realizada para o país vizinho, Venezuela, que chegou a US$ 9.857,821, um aumento de 352,43% se comparado com o mesmo período de 2013, quando foram vendidos US$ 2.178.849.

Já o segundo município com maior volume de receita foi Campos Lindos com US$ 40.067.342,00, com a comercialização de 81.970 toneladas de soja. O grão foi enviado neste primeiro quadrimestre de 2014 para China que comprou US$ 24.313.162, ou seja, 60,68% do total exportado pelo município localizado no Sudeste do Estado. A Espanha comprou US$ 14.414.272 em produtos, ou seja, 35,98% e a Tailândia US$ 1.339.908, correspondendo a 3,34% do total.

Segundo o secretário da Agricultura e Pecuária, Júnior Marzola, os resultados da balança comercial apresentados pela Secex são considerados muito positivos, sobretudo porque o número de empresas exportadoras aumentou. “Os curtumes tinham reduzido a comercialização do couro que agora retornou e isso é muito bom. No geral, o Tocantins conseguiu manter o crescimento das exportações, enquanto o Brasil registrou um déficit de 9,39%”, explicou, acrescentando que as expectativas são positivas para os próximos meses quando aumentará a comercialização de soja no Tocantins.

O engenheiro agrônomo da Secretaria da Agricultura e Pecuária, Corombert Leão, também comenta que foi notado que o volume dos produtos vendidos praticamente se manteve, mas os preços aumentaram. “O valor do quilo da carne desossada congelada, por exemplo, aumentou de US$ 4,11 em 2013 para US$ 4,28 em 2014, um aumento de 4%. Já a carne resfriada teve um aumento de 5,6%, subindo de US$ 5,04 em 2013 para US$ 5,28 em 2014”, enfatizou, explicando que isso significa que mais dinheiro ficou no Estado para ser investido no setor no beneficiamento de produtos.

http://surgiu.com.br/noticia/155741/tocantins-exportou-mais-de-us-171-milhoes-no-primeiro-quadrimestre-de-2014.html

BB inaugura agência em Xangai e é o primeiro banco da AL a obter licença para atuar na China


BB inaugura agência em Xangai e é o primeiro banco da AL a obter licença para atuar na China



Xangai – Desde 2004, o Banco está presente no país inicialmente através de um escritório de representação em Xangai que tinha escopo de trabalho bastante limitado em respeito à legislação local. A estratégia em transformar o escritório em agência permitirá a ampliação negocial decorrente do incremento do intercâmbio comercial sino-brasileiro, do aumento dos investimentos chineses no Brasil e, também, da presença de transnacionais brasileiras no mercado chinês.

Atualmente, a China é o maior parceiro comercial do Brasil com um fluxo comercial de US$ 83 bilhões em 2013 podendo atingir os US$ 100 bilhões nos próximos anos. São mais de 70 empresas brasileiras presentes de alguma forma na China e mais de 25 empresas chinesas operando no Brasil. Também já operam no Brasil três grandes bancos chineses (Bank of China, ICBC e CCB).

Com a nova agência, o BB passa a buscar oportunidades de negócios no segmento de atacado, atendendo, principalmente, as demandas por produtos e serviços das empresas brasileiras com negócios com a China e as empresas chinesas com negócios com o Brasil, além dos bancos locais, grandes parceiros de negócios com o Banco do Brasil.

A agência BB-Xangai conta, inicialmente, com um administrador expatriado e 16 funcionários contratados na China. O Banco do Brasil espera aumentar o quadro de colaboradores em sintonia com o crescimento consistente do volume de negócios, o que se espera já para os dois primeiros anos de atividade.

Fonte: Banco do Brasil

http://comexdobrasil.com/bb-inaugura-agencia-em-xangai-e-e-o-primeiro-banco-da-al-a-obter-licenca-para-atuar-na-china/

Exportações de cooperativas crescem no quadrimestre


Exportações de cooperativas crescem no quadrimestre

Brasília  – No primeiro quadrimestre do ano (janeiro a abril), as cooperativas brasileiras exportaram US$ 1,957 bilhão, com aumento de 0,1% em relação ao mesmo período de 2013 (US$ 1,955 bilhão). As importações do setor fecharam o período com compras de US$ 156 milhões e crescimento de 54,9% em relação a 2013 (US$ 101 milhões).

Com esses resultados, a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 1,800 bilhão, valor 2,9% inferior ao observado nos primeiros quatro meses de 2013, quando atingiu US$ 1,854 bilhão. A corrente de comércio das cooperativas (soma das exportações e importações) foi de US$ 2,114 milhões, com expansão de 2,8% em relação a 2013 (US$ 2,056 bilhões).

Mercados e Produtos

De janeiro a abril, a China foi o principal destino das vendas brasileiras do setor, com US$ 419,4 milhões, representando 21,4% do total. Em seguida, aparecem: Alemanha (US$ 170,2 milhões, 8,7%); Emirados Árabes Unidos (US$ 156,7 milhões, 8%); Estados Unidos (US$ 153,8 milhões, 7,9%); e Arábia Saudita (US$ 95,3 milhões, 4,9%). As vendas externas das cooperativas alcançaram, no período, 127 países. Em 2013, este número foi de 123 países.

O produto mais comercializado pelo segmento, em valor, no período, foi soja em grão (com vendas de US$ 403,9 milhões, representando 20,6% do total exportado pelas cooperativas). Em seguida, seguem os produtos: açúcar refinado (US$ 305,9 milhões, 15,6%); carne de frango (US$ 275,4 milhões, 14,1%); açúcar em bruto (US$ 215,6 milhões, 11%); e farelo de soja (US$ 189,5 milhões, 9,7%).

Paraná foi o estado que registrou o maior valor de exportações de cooperativas, de US$ 721,7 milhões, representando 36,9% do total das exportações deste segmento. Em seguida aparecem: São Paulo (US$ 600,2 milhões, 30,7%); Minas Gerais (US$ 174,6 milhões, 8,9%); Santa Catarina (US$ 163,7 milhões, 8,4%); e Mato Grosso do Sul (US$ 114,7 milhões, 5,9%).

Em relação às importações, as principais origens das compras quadrimestrais foram: Argentina (compras de US$ 40,4 milhões, representando 25,8% do total); Paraguai (US$ 17,3 milhões, 11%); Estados Unidos (US$ 13 milhões, 8,3%); Alemanha (US$ 11,9 milhões, 7,6%); e Países Baixos (US$ 11,6 milhões, 7,4%).

Os produtos mais adquiridos pelo setor cooperativista brasileiro, nos quatro primeiros meses de 2014, foram: cevada cervejeira (com compras de US$ 31,1 milhões, representando 19,8% do total importado pelas cooperativas); malte não torrado, inteiro ou partido (US$ 27,7 milhões, 17,7%); cloretos de potássio (US$ 14,2 milhões, 9%); soja em grão (US$ 9,3 milhões, 5,9%); e etanol (US$ 8,5 milhões, 5,4%).

O estado que mais importou, no acumulado quadrimestral, foi o Paraná, com aquisições de US$ 105,8 milhões, representando 67,4% do total das importações deste segmento. Na sequência estão: São Paulo (US$ 23,3 milhões, 14,9%); Santa Catarina (US$ 15,1 milhões, 9,6%); Rio Grande do Sul (US$ 8,2 milhões, 5,2%); e Goiás (US$ 2 milhões, 1,3%).

Acesse os dados da balança comercial das cooperativas

Assessoria de Comunicação Social do MDIC

http://paginas.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=5&noticia=13224

Porto de Felixstowe


Porto de Felixstowe

Felixstowe é o porto mais movimentado em termos de quantidade de contêineres do Reino Unido, responsável por lidar com mais de 40% do comércio do tipo na Grã-Bretanha. É classificado como o 7º mais movimentado da Europa e 36º do ranking mundial com cerca de 4,1 milhões de TEU's movimentados em 2013, de acordo com informações do World Shipping Council.

Imagem: Wikipedia Commons
Felixstowe é o maior porto britânico em termos de TEU's movimentados

HistóricoO Porto é operado pela Felixstowe Dock and Railway Company, empresa pública que foi criada sob uma lei do Parlamento, o Felixstowe Railway and Pier Act, de 1875. Grande parte do terreno em que está localizado é de propriedade do Trinity College, em Cambridge, que em 1930 comprou os terrenos nos arredores de Felixstowe.

Em 1967, o porto inaugurou o primeiro terminal da Grã-Bretanha voltado para as operações com contêineres, e este mesmo terminou ttornou-se o maior porto de contêineres da Grã-Bretanha.

Felixstowe sempre foi um porto de propriedade privada, e é de propriedade da Hutchison Port Holdings Group. Em 1951, Gordon Parker, um comerciante agrícola, comprou a Felixstowe Dock & Railway Company, que, na época, mantinha apenas operações de carga e descarga com grãos e carvão. Em 1976, Felixstowe foi comprado pela European Ferries. Em junho de 1991, a P&O vendeu a maioria do share de Felixstowe a Hutchison Whampoa (a qual a Hutchison Port Holdings Group responde), empresa com sede em Hong Kong, por cerca de 90 milhões de euros. Em Junho de 1994, a Hutchison comprou a participação de 25% da Orient Overseas International em Felixstowe por 50 milhões de libras.

Assim como no porto de Los Angeles, Felixstowe possui seus próprios serviços de polícia, bombeiros e ambulâncias.

O porto tem dois principais terminais de contêineres: Trindad e Landguard.

Há um cais contínuo com cerca de 2,3 quilômetros de extensão, equipado com cerca de 30 portêineres. A profundidade do canal, de 15 metros, permite a Felixstowe receber os maiores porta contêineres do planeta, Como, por exemplo, a classe Triple-E.

Planos de expansãoEm 2008, iniciou-se a construção e reconfiguração do terminal de South Felixstowe do Sul, com criação de 1.300 m de cais servido por 13 novos portêineres. O final das obras em South Felixstowe está previsto para 2014, com a adição de 1 metro na profundiade do cais, que atingirá 16 metros em maré zero.

Modernização das linhas férreasA linha férrea entre Felixstowe e Nuneaton foi atualizada para permitir mais trens de carga, limpando o caminho para interligação com outras rotas ferroviárias, permitindo o carregamento de grandes quantidades de contêineres e ampliando a abrangência das atividades do porto. Consequentemente, as melhorias na rede ferroviária baratearão os custos de transporte interno dos volumes, o que confere vantagens competitivas ao

http://portogente.com.br/portopedia/porto-de-felixstowe-82080

Cenário para os operadores logísticos parece promissor



Cenário para os operadores logísticos parece promissor

Estima-se que esse mercado teve o faturamento quintuplicado nos últimos dez anos. E a expectativa das empresas do ramo é de manter o índice de crescimento nos próximos anos. Existem oportunidades pouco exploradas, e as empresas ainda estão conhecendo os benefícios de ser atendidas por operadores logísticos que oferecem operações dedicadas.

As possibilidades de crescimento do setor são muitas e gigantescas.Contudo, faz-se cada vez mais necessário dar incentivos relevantes ao setor, capazes de deslanchar o potencial logístico do País. Mas, na prática, os investimentos em logística prometidos para a Copa do Mundo ficaram muito abaixo do esperado.

O segmento é essencial para crescimento do Brasil, no que se refere ao escoamento da produção. Por isso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que espera investir R$ 215 bilhões em serviços de transporte entre 2014 e 2017.

Os incentivos, no entanto, são insuficientes para que o País possa alcançar o patamar de qualidade necessário. Mas oferece benefícios ao segmento de operadores logísticos. A evolução da infraestrutura e o aumento dos modais disponíveis impactam diretamente, e de forma positiva, as empresas do setor. Com uma malha mais distribuída, é possível melhorar o desempenho da utilização das frotas e, com isso, a tendência é a redução do custo logístico.

O crescimento de alguns setores, favorecidos também por investimentos para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas, poderá gerar oportunidades para os operadores logísticos. Como é o caso das telecomunicações. Com pesados incentivos na expansão das redes 3G e 4G em todo o território nacional, a necessidade de operações logísticas específicas para a manutenção e conservação das redes crescerá no mesmo ritmo.

Da mesma forma, nichos que exigem maior profissionalização dos operadores logísticos podem trazer boas oportunidades nos próximos anos. Mercados como o farmacêutico, de higiene e alimentício precisam de especialização do distribuidor, com a obtenção de licenças especiais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Operadores que se habilitam para tanto podem oferecer serviços com alto valor agregado. Grande desafio para as empresas de todos os setores no Brasil, a logística reversa também é um nicho promissor. A triagem de materiais e o descarte sustentável são metas instituídas em 2010 pela Política Nacional de Resíduos Sólidos e que têm prazo para implementação em 2014. Na prática, as ações não evoluíram muito desde a determinação da lei. Portanto, ainda há muito que fazer nessa área.

Algumas tendências nascem de dificuldades peculiares dos operadores logísticos. Devido às pressões nas margens de lucro, muitos operadores de médio e grande porte buscam a especialização em logística fracionada do varejo, como moda e e-commerce, segmento que cresce 30% ao ano e oferece margens de lucro um pouco melhores que as dos setores tradicionais.

No entanto, a logística para o varejo e o potencial de desenvolvimento do comércio eletrônico multiplica as entregas nas cidades, principalmente em metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro. São capitais que já possuem gigantescos congestionamentos e várias restrições para a circulação de veículos de carga como tentativa de solução do trânsito caótico.

O transporte nos centros urbanos exige planejamento e rápida capacidade de resposta das companhias do setor. Se a entrega depender da disponibilidade do cliente em receber a mercadoria e implicar o acompanhamento de uma equipe para montagem e instalação no momento da entrega, a operação ganha mais pontos de atenção. É um segmento que será cada vez mais para grandes players, mas as empresas que estiverem preparadas para atuar no setor conseguirão rápido crescimento.

Outro desafio para as empresas do setor é conseguir fazer o cliente entender que uma operação logística vai muito além do transporte de cargas. A operação está presente em toda a cadeia produtiva e integra várias das funções logísticas: do gerenciamento de armazéns e frota e seleção de modais, passando por operações de desembaraço alfandegário, até a montagem de kits e gestão de estoque, entre outras. Fazer o cliente entender todo o processo é um desafio, mas incorporar novas atividades ao escopo do trabalho é o objetivo de todo operador inteligente.

Como todo mercado, o setor de logística tem grandes desafios e enormes oportunidades. A visão de boa parte do empresariado continua sendo investir para manter as taxas de crescimento. Diversificar as áreas de atuação, aumentar a profissionalização da empresa e desenvolver know-how em nichos promissores do mercado são estratégias consistentes para enfrentar anos de fartura ou dificuldade e, com certeza, é o mais recomendado para os próximos anos.

Fonte: Segs/Luciano Guedes de Mello Costa

http://www.portosenavios.com.br/portos-e-logistica/24477-cenario-para-os-operadores-logisticos-parece-promissor

Gargalos do escoamento na produção nacional


Gargalos do escoamento na produção nacional

Maior porto vem dobrando a sua capacidade de movimentação de dez em dez anos

Verónica Goyzueta

O porto de Santos ainda é a grande porta de saída das exportações brasileiras. Ao mesmo tempo que ele é a solução, é também um dos seus principais gargalos. É por este porto - que passam 70% dos grãos exportados pelo Estado de Mato Grosso, 95% da exportação de suco de laranja, 84% da carne bovina, 70% do café e 69% do álcool etílico.

"O porto de Santos recebe, por falta de logística, a carga de todos os estados do Brasil, o que é uma aberração", diz Osvaldo Freitas Vale Barbosa, superintendente de Logística Integrada da Companhia Docas do Estado de São Pau¬lo (Codesp), responsável pelo porto de Santos. O desabafo de Barbosa aconteceu duran¬te o debate "Caos Logístico e Acesso ao Porto de Santos", organizado no final de maio pela Federação das Indús¬trias do Estado de São Paulo (Fiesp), para discutir os problemas da logística brasileira.

O porto de Santos vem dobrando a sua capacidade de movimentação de dez em dez anos e recebeu uma movimentação de 114 milhões de toneladas em 2013, quase 80 milhões delas em exportação. Barbosa diz que o porto de Santos está preparado, mas que o principal problema é a predominância do modal de caminhões.

"Dos quinze congestionamentos que tivemos neste ano, nenhum foi do porto de Santos. Descobrimos que pagávamos pelos congestionamentos de carga de retorno da indústria", conta Barbosa. De fato, a capacidade instalada do porto de Santos para este ano é de 8,8 mil contêineres (TEUs), mais do dobro da demanda prevista, que é de 4,25 mil TEUs.

A dificuldade para escoar a produção de grãos de Mato Grosso por Santos, por exemplo faz com que o custo de exportação do Brasil para a China seja quatro vezes maior do que dos Estados Unidos, reduzindo muito a competitividade dos brasileiros em relação aos seus concorrentes norte-americanos. "O produtor tem que ter muita competência da porteira para dentro, para enfrentar essa concorrência", diz Edeon Vaz Ferreira, coordenador-executivo do Movimento Pró Logística, criado em 2009 em Mato Grosso para oferecer soluções ao governo.

Para Martin Aron, diretor do Departamento de Infraestrutura da Fiesp, o preço de Santos é compatível com o de outros portos do mundo, mas o que encarece a exportação é a logística. "O que é caro no custo Brasil é a logística como um tudo. Enquanto não hou¬ver escoamento de grãos pelo Norte não vai melhorar", diz.

O pesquisador José Vicente Caixeta Filho, diretor da Esco¬la Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), acredita que um dos principais problemas brasileiros é o predomínio do modal ferroviário. São 200 mil quilômetros de rodovias ante a 30 mil em ferrovias, enquanto outros países continentais como China, Es-tados Unidos, Canadá e Rússia estão conectados por trens.

Para Barbosa, da Codesp, faltam obras de infraestrutura no entorno do porto -entre elas o ferroanel e uma nova estrada para a Baixada Santista, que diluiria o trânsito. "Por mais que haja investimentos, o caminhão ainda vai ser o principal modal de acesso ao porto de Santos nos próximos 20 anos", prevê. Projetada na década de 1990 e inaugurada em 2002, a Imigrantes é uma via difícil para os caminhões

http://www.dci.com.br/especial/gargalos-do-escoamento-na-producao-nacional-id398677.html

Receita regulamenta aplicação da lei que altera tributação de multinacionais


Receita regulamenta aplicação da lei que altera tributação de multinacionais

A Receita Federal publicou nesta quarta-feira (28/5) Instrução Normativaque regulamenta a aplicação da Lei 12.973/14, que trata de alterações na tributação dos lucros obtidos por multinacionais brasileiras.

Segundo a instrução, a pessoa jurídica poderá optar pela aplicação para o ano de 2014 das disposições contidas nos artigos 1, 2 e 4 a 70 e nos artigos 76 a 92 da Lei 12.973/14. As opções são independentes e deverão ser manifestadas na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), de acordo com o primeiro parágrafo.

O segundo parágrafo do mesmo artigo prevê que no caso de início de atividade ou surgimento de nova pessoa jurídica em razão de fusão ou cisão, em 2014, as opções citadas também deverão ser manifestadas na DCTF referente aos fatos ocorridos no primeiro mês de atividade.

O item seguinte especifica que o disposto no parágrafo anterior não se aplica caso o primeiro mês de início de atividade ou de surgimento de nova pessoa jurídica, nas mesmas circunstâncias, ocorrer entre janeiro e abril deste ano. Nessa hipótese, as opções a serem exercidas na DCTF devem se referir aos fatos geradores ocorridos em maio.

Segundo a advogada tributarista Mary Elbe Queiroz, presidente do Instituto Pernambucano de Estudos Tributários, as novas regras exigirão cautela das empresas pois ampliam o conceito de receita bruta. “Poderá haver mais tributo a pagar tendo em vista os ajustes que terão de ser feitos na contabilidade para atender à nova lei fiscal”, afirma.


Mudança legal

A Lei 12.973/2014 altera a legislação tributária federal relativa ao Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas, à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, à Contribuição para o PIS/Pasep e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. Revoga ainda o Regime Tributário de Transição, instituído pela Lei 11.941/2009. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União do último dia 14.

As novas regras sobre a tributação dos lucros das empresas controladas ou coligadas no exterior por empresas brasileiras vêm sendo debatidas na Justiça desde 2011, sendo que as principais modificações da lei entrarão em vigor a partir de 2015.

Clique aqui para ler a Instrução Normativa.
Revista Consultor Jurídico, 29 de maio de 2014, 18:19h

http://www.conjur.com.br/2014-mai-29/receita-regulamenta-lei-altera-tributacao-multinacionais

domingo, 1 de junho de 2014

Ministros do STF discutem a legislação portuária em Curitiba



Ministros do STF discutem a legislação portuária em Curitiba

Os ministros do Supremo Tribunal de Justiça (STF) Paulo Dias de Moura Ribeiro, Marco Aurélio Mello, Fátima Nancy Andrighi, João Otávio Noronha, Luis Felipe Salomão e Enrique Ricardo Lewandowski participam neste sábado (31), em Curitiba, do seminário "Portos: um desfio histórico", promovido pela Escola da Magistratura do Paraná. O objetivo do encontro é discutir a nova lei dos portos que, na próxima semana, completa um ano de vigência.

O secretário de infra-estrutura e logística, Jose Richa Filho, e o superintendente dos portos do Paraná, Luiz Henrique Dividino, participaram da abertura do evento.
"Promover esta discussão é de uma Importância enorme, haja vista que se esperou mais de 20 anos por uma mudança. Ela veio mas gerou uma série de discussões e tem que esclarecer certos pontos já que não se percebeu ainda um avanço. Ainda não vimos investimentos nos portos e isso tem preocupado a todos no pais. Por isso é tão oportuno este debate envolvendo o judiciário", disse o secretário.

A programação dos ministros no Paraná teve inicio na sexta-feira, com uma visita técnica ao Porto de Paranaguá. A ministra Fátima Nancy Andrighi avaliou como produtiva a vista ao Porto, para facilitar os julgamentos dos magistrados. "Muito importante que os magistrados conversem diretamente com aqueles que administram os portos, aqueles que utilizam dos serviços dos portos para que a gente possa entender quais são as necessidades. Fizemos uma visita ao Porto de Paranaguá de um aprendizado imenso porque, dificilmente num processo o juiz consegue abarcar todas as necessidades e o verdadeiro objetivo que, as vezes, tem um pedido de prestação jurisdicional. Então este encontro serve para uma troca de experiências de quem sabe efetivamente e os juízes que conhecem abstratamente a lei", afirmou.

A diretora administrativa-financeira dos portos paranaenses, Jacqueline Wendpap, disse que a visita dos ministros ao Porto será bastante produtiva para julgamentos futuros. " A lei anterior demorou muito tempo para ser implantada e a lei nova naturalmente gera interpretações. Esta interação traz uma aproximação bastante profícua para um debate mais intenso do quotidiano do Porto que as vezes a lei não reflete", afirmou.

O presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Desembargador Guilherme Luiz Gomes, avaliou o encontro como uma oportunidade única de ouvir a experiência dos ministros e trocar informações com especialistas do setor portuário.

José Richa Filho disse que a lei dos portos ainda gera muitas dúvidas ao setor. "Em nosso entendimento é um equívoco ter promovido esta centralização já que governo federal não tem uma estrutura suficiente para atender todo o pais e, mesmo que tivesse, eu acho um erro a centralização, ainda mais num assunto como este, que guarda tantas especificidades em cada Porto, num país de tamanho continental como o nosso", afirmou o secretário.

Além dos ministros, palestram ainda no evento o Desembargador Luiz Roberto Sabbato e Dr. Sávio Ferreira de Souza. O encontro acontece até as 17h30 no Tribunal de Justiça do Paraná.

http://www.portosdoparana.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1272&tit=Ministros-do-STF-discutem-a-legislacao-portuaria-em-Curitiba

Governo da Venezuela pagará dívidas pendentes desde 2012 a 939 empresas


Governo da Venezuela pagará dívidas pendentes desde 2012 a 939 empresas

Agência Brasil

O governo da Venezuela anunciou hoje (30) que iniciará o pagamento de quase US$ 1,2 bi devidos a 939 pequenas e médias empresas dos setores de comércio, plástico, alimentação, agricultura, saúde, telecomunicações e indústria. De acordo com Rafael Ramírez, vice-ministro para a área econômica, o processo de liquidação das dívidas começará a ser feito na próxima segunda-feira (2).

"Com este valor, executaremos todos os pagamentos pendentes entre 2012 e 2013”, disse o dirigente, em uma entrevista coletiva em Caracas. Ramírez acrescentou que a liquidação cobrirá mais de 80% das empresas de alimentação e agricultura, 73% do setor de saúde, 31% da área de químicos e plásticos e 20% do setor industrial.

A escolha das empresas foi feita com base nas informações recebidas pelo Centro Nacional de Comércio Exterior (Cencoex). “Identificamos as empresas mais importantes do setor produtivo e com isso vamos impulsionar a produção nacional”, afirmou.

Mas o vice-ministro também lembrou que o compromisso com o pagamento das dividas tem a ver com o cumprimento da Lei de Preços Justos, em vigor desde fevereiro. A norma define um teto de 30% de lucro sobre os produtos. Ramírez falou que o “governo não faria nada” por aqueles que “especulam” no mercado do país. A Venezuela enfrenta problemas de inflação e de escassez de produtos básicos.

http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2014/05/30/governo-da-venezuela-pagara-dividas-pendentes-desde-2012-a-939-empresas/

Cais da Copa no Porto de Santos fica pela metade


Cais da Copa no Porto de Santos fica pela metade

Escrito por Redação Portogente

O cais da Copa, no Porto de Santos (litoral paulista), se soma às demais obras com problemas para ficarem prontas para abrilhantar o maior show de futebol da Terra, promovido pela Fifa. Da extensão total prevista de 1.280 metros, ficaram prontos 512 metros, dos quais 40 metros construídos na área prevista para a construção do túnel submerso ligando as duas margens do estuário. Mais que uma dificuldade da Copa, que será atendida com o cais pronto, é o esquisito planejamento das obras portuárias no país.

As sondagens geológicas no canal do Porto estão em curso por conta do governo do Estado com a perspectiva de demolição da parte do cais que afeta o projeto submarino original. Propondo uma solução alternativa e próxima de embocadura do túnel, a diretoria da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), administradora do complexo portuário santista, deliberou por não demolir a parte do cais.

É bom lembrar que, há mais de 20 anos, o local onde foi construído o cais da Copa já foi definido como trajeto do túnel ligando os municípios de Santos e Guarujá. Diretorias anteriores da Codesp participaram desse estudo, para tornar realidade um sonho da região acalentado há quase um século. São frequentes filas demoradas nas travessias de veículos entre as duas margens do Porto.

Essa obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-Copa), no valor de R$ 287,2 milhões, investidos por meio da Secretaria de Portos (SEP). A demolição dos 40 metros de cais sugerida pelo Governo do Estado tem um custo previsto de R$ 12 milhões, e o valor estimado da proposta alternativa da Codesp custa três vezes o da demolição. Neste caso, haverá mudança do atual traçado.

Situações como essa alimentam comentários como o da revista inglesa The Economist, de que se o Brasil continuar como está, poderá aumentar a sua improdutividade.

http://portogente.com.br/noticias/dia-a-dia/cais-da-copa-no-porto-de-santos-fica-pela-metade-82247

COMÉRCIO EXTERIOR TORNA OS PEQUENOS NEGÓCIOS MAIS COMPETITIVOS


COMÉRCIO EXTERIOR TORNA OS PEQUENOS NEGÓCIOS MAIS COMPETITIVOS

Atualmente, as micro e pequenas empresas respondem por 1% das exportações brasileiras




Oportunidade para os pequenos

Preparar sua empresa para atuar no mercado externo pode ser uma estratégia que vai tornar o pequeno negócio se tornar mais competitivo no mercado interno. De 2002 a 2011, o valor médio exportado por micro e pequenas empresas quase dobrou, passando de US$ 100 mil para US$ 193 mil. Apesar de o mercado interno estar bastante aquecido, a exportação de produtos manufaturados representa uma oportunidade de mercado e os pequenos negócios devem ficar atentos. Atualmente, as micro e pequenas empresas respondem por 1% das exportações brasileiras.

Com foco nesse mercado e no tema competitividade e inovação, o Sebrae apoia a realização do Encontro Empresarial de Comércio Exterior (Encomex Empresarial), no próximo dia 5 de junho, em Jaraguá do Sul (SC).

O Encomex reúne autoridades e palestrantes para tratar de assuntos relevantes para o comércio internacional. Por meio de parcerias importantes, o Encomex encoraja ainda pequenas e médias empresas a explorarem o mercado externo. Na programação do evento está prevista a palestra de Patrícia Mayana Maynart Viana, gerente-adjunta de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae, que falará sobre caminhos para diferenciação e acesso a mercados internacionais.

Para o Sebrae, apoiar eventos dessa natureza visa sensibilizar os pequenos negócios para a importância de se utilizar o comércio exterior como estratégia para aumentar a competitividade. “Mesmo que o empresário atue somente no mercado local, a partir do momento em que ele inicia um processo de preparação dos seus produtos com foco no mercado externo (observando exigências e tendências internacionais), a qualidade dos produtivos e serviços produtivos são aperfeiçoados, o que o torna mais competitivo”, explica o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos.

É o que pensa o empresário Antônio José Isaac. Há quase 30 anos no ramo de redes de balanço, o empresário, dono da “Redes Isaac”, em Fortaleza (CE), exporta seus produtos (redes, cadeiras e almofadas) para Alemanha, França, Espanha, Holanda, Dinamarca, Bélgica e Estados Unidos, desde 1994. “Com a bagagem que acumulamos para nos adaptar ao mercado internacional, conseguimos atender o público brasileiro com mais qualidade. Os brasileiros têm ficado cada vez mais exigentes, especialmente com a ascensão de classes dos últimos anos”, informa Antônio José. A expectativa de faturamento com exportação da empresa para este ano é de mais de R$ 3 milhões.

Quem acabou de adentrar ao universo das exportações foi o empresário Pedro Caetano, sócio da Lajedo do Ouro, indústria de cacau fino, localizada no interior da Bahia, no município de Ibirataia. No ano passado, sua empresa, fundada em 2006, passou a exportar cacau fino para os Estados Unidos, França e Bélgica. “Isso tem contribuído para que a gente se prepare para o mercado brasileiro, que, aos poucos, começa a se abrir as linhas de produtos premium, como cacau e café”, diz.

O Sebrae busca apoiar o pequeno empresário que tem interesse em acessar o mercado internacional, por meio de consultorias, cursos e informações. Para isso, oferece os seguintes cursos virtuais aos empresários:

Proex - Procedimentos para Exportação, direcionado aos empresários de pequenos negócios interessados na preparação da empresa em atividades de exportação, nos procedimentos relacionados ao controle administrativo e ao aduaneiro das exportações, bem como nos procedimentos incluídos no Sistema Integrado de Comércio Exterior do Brasil (Siscomex);

CVME - Condições de venda para o mercado externo, destinado aos empresários de micro e pequenos negócios e pessoas que possuem interesse em conhecer as técnicas de vendas no mercado externo;

Plaex - Planejamento para Exportar, direcionado aos empresários dos micro e pequenos negócios interessados em preparar sua empresa para atividades de exportação.

Também há o serviço “Autodiagnóstico de negócios internacionais”, que analisa o estágio de maturidade da empresa que deseja acessar mercados internacionais e tem um processo de tutoria durante o cadastramento.

O Encomex tem como objetivo expandir a pauta brasileira de exportação em quantidade, qualidade e variedade de produtos, mercados de destino e empresas participantes. A iniciativa é resultado da necessidade das instituições públicas e privadas de fomentar o desenvolvimento da exportação nos setores de indústria, comércio, serviços, agropecuária e turismo e de promover o acesso às informações sobre as políticas, ações e estrutura do comércio exterior.

Para atingir estes objetivos, a Secex conta com a parceria da Apex-Brasil, do Sebrae, do Banco do Brasil, do BNDES, da Caixa Econômica Federal, do Governo do Estado de Santa Catarina, da Prefeitura de Jaraguá do Sul, de entidades de classe, entre outros.

Serviço
Encomex Empresarial
Dia 5 de junho de 2014
Centro Empresarial de Jaraguá do Sul (Cejas), localizado na Rua Octaviano Lombardi, 100 - Bairro Czerniewicz -Jaraguá do sul - SC

Informações: http://www.encomex.mdic.gov.br/sitio
Agência Último Instante
Temas relacionados: Micro e Pequenas Empresas , Comércio, Negócios, Pequenas empresas
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Brasil e EUA formam quatro grupos de trabalho em Transportes



Brasil e EUA formam quatro grupos de trabalho em Transportes

O ministro dos Transportes do Brasil, César Borges, e secretário de Transportes dos Estados Unidos, Anthony R. Foxx, anunciaram ontem, quinta-feira (29/05), a formação de quatro grupos de trabalho para a realização de estudos conjuntos sobre rodovias, ferrovias, portos e hidrovias interiores, assim como preparação e respostas a desastres naturais. A parceria é consequência de um memorando de cooperação assinado pelos dois governos em maio do ano passado.

Na reunião realizada no Ministério dos Transportes em Brasília, César Borges afirmou que o Brasil vive um momento de grandes desafios em sua infraestrutura e logística e salientou que o intercâmbio com os americanos é bem vindo. “Nossas relações têm um potencial muito grande a ser explorado”, disse. “Por isso, é importante que esses grupos de trabalho funcionem para termos resultados palpáveis o quanto antes”, completou.

Na mesma linha, o secretário americano enfatizou a importância da parceria com o Brasil. “Como disse o presidente (Barack) Obama na última vez que visitou o país, nós não estamos passivamente interessados no Brasil, nós estamos ativamente interessados no Brasil”, lembrou Foxx. “Quanto mais forte o Brasil estiver, mais forte os Estados Unidos serão”, finalizou.

De junho de 2013 a maio de 2014, técnicos dos dois países promoveram várias reuniões de trabalho e videoconferências, a fim de definir os caminhos da cooperação técnica. A reunião desta quinta-feira entre autoridades de Transportes dos dois países foi a primeira para tratar da parceria. Veja a íntegra da Declaração Conjunta da Parceria em Transportes Brasil-Estados Unidos nas versões em português e em inglês.

Melhores práticas - A criação dos grupos de trabalho visa a enfrentar os desafios comuns e discutir as melhores práticas no desenvolvimento e manutenção de um sistema de transportes seguro, eficiente e ambientalmente correto.

No grupo que se dedicará a rodovias, as prioridades e os desafios serão a manutenção da rede existente, principalmente com recursos públicos, e a ampliação de capacidade da rede, com participação do setor privado. O grupo facilitará a cooperação em tópicos que podem incluir planejamento, segurança, operação, gestão, construção, recuperação, gestão de ativos, logística, impacto ambiental, mitigação de congestionamentos, Sistemas de Transporte Inteligente (STI) e parcerias público-privadas.

Open acess - Em ferrovias, os temas prioritários em debate são a expansão da rede e a implantação de novo modelo operacional Open Access nas ferrovias brasileiras, segundo o qual o concessionário constrói a ferrovia, mas não presta diretamente o serviço de transporte, que será feito por operadores ferroviários independentes. O grupo também promoverá o intercâmbio e a cooperação nas áreas de segurança, sinalização, comunicações, padrões técnicos e operacionais, utilização de combustível alternativo, parcerias público-privadas e outros tópicos de interesse mútuo.

O grupo de portos e hidrovias interiores dará início ao intercâmbio e à cooperação para a promoção e desenvolvimento das vias aquáticas, parcerias público-privadas em investimento e desenvolvimento da infraestrutura, planejamento e orientação de investimentos em portos, planejamento estratégico de transporte de carga em nível nacional, desempenho operacional e governança institucional. Os principais desafios do grupo são a ampliação da extensão navegável, a implantação de projetos-piloto de concessão hidroviária e o planejamento e a gestão integrada do sistema de transportes. Finalmente, o grupo de preparação e respostas a desastres naturais trocará informações nos campos da segurança e proteção dos transportes e do gerenciamento de respostas emergenciais, facilitando a cooperação bilateral nesses setores.

(Fonte:Ministério dos Transportes)

http://portosenavios.com.br/portos-e-logistica/24482-brasil-e-eua-formam-quatro-grupos-de-trabalho-em-transportes