LEGISLAÇÃO

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Polícia Federal


PF combate fraudes no comércio exterior, no Pará

Foto: Divulgação / Polícia Federal
A Polícia Federal realizou a Operação Duty Free, nesta segunda-feira (21), no Pará. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes tributárias, descaminho, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
De acordo com a PF, estão sendo cumpridos em Belém, Tomé-Açu e Marabá, sete mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária, além de um mandado de condução coercitiva.
Durante as investigações foi identificada uma associação que tinha o objetivo de nacionalizar mercadorias vindas principalmente da China. A Receita Federal apreendeu um contêiner que havia recentemente desembarcado no Porto de Belém.
Ainda segundo a PF, as negociações do grupo previam ainda a chegada de outros 15 contêineres com mercadorias de alto valor agregado, como eletrônicos, relógios, bolsas de grife e maquiagem. O material foi avaliado em mais de R$ 1,5 milhão por reservatório.
O esquema incluía ainda a participação de doleiros nas transações comerciais, com pagamentos das importações feitas por intermédio de remessas ilegais de recursos ao exterior. Com isso, foi caracterizado o crime de evasão de divisas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Porto de Santos



Novas alternativas para o Porto de Santos

POR DUARTE NOGUEIRA


Alavancada pelo maior porto da América Latina, a Baixada Santista, um dos nossos grandes polos de atividade econômica, atravessa um momento crucial para seu desenvolvimento, o que, por seu potencial agregador, reflete também nas perspectivas de várias regiões importante do País. Nos últimos anos, a capacidade das forças produtivas passou a exigir um novo patamar da infraestrutura da qual dependem para atender às expectativas de seus mercados. Essa demanda foi prontamente verificada pelo governo do Estado de São Paulo, que vem destinando esforços no sentido de atendê-la.
A organização do tráfego de acesso ao Porto de Santos é uma das medidas de um amplo processo de ideias e investimentos capitaneado pelo Estado. Os investimentos chegarão a meio bilhão de reais junto a outros projetos, do governo federal e da Prefeitura, que beneficiarão uma das mais importantes regiões do País. As obras garantem novas alternativas e maior funcionalidade quanto ao tráfego para entrar e sair do porto. Tais esforços, no entanto, não são suficientes. Toda a logística portuária exige uma sinergia não só com sua infraestrutura rodoviária, mas, sobretudo, com a ferroviária.
Uma malha ferroviária acessível e eficiente seria capaz de atender com maior fluidez, maior capacidade de carga e maior economicidade as demandas de produtos industriais e de matérias-primas que chegam ou saem do porto, importados e exportados. Essa deve ser uma das nossas preocupações no sentido de dialogar com o governo federal, que tem o comando no âmbito das ferrovias.
O tema ganha importância ainda maior à medida que se torna fundamental definir também o gênero de atividade portuária. Qual o melhor negócio para o Porto de Santos? Seria razoável discutir novas possibilidades, como o transporte de produtos industriais e de maior valor agregado, explorando assim novas potencialidades e melhores oportunidades?
O governo do Estado tem feito sua parte, discutindo as mais diversas oportunidades. Estamos em tratativas com o governo federal para viabilizar o Ferroanel, que também traria grandes benefícios e ampliaria ainda mais o potencial de crescimento da Baixada. As obras de terraplanagem do Rodoanel Norte já contemplam a futura presença do Ferroanel Norte. Estamos elaborando o projeto básico de engenharia e viabilizando o licenciamento prévio ambiental.
Desse modo, passaríamos a ter uma ligação entre as estações de Perus e Manoel Feio, ambas na Grande São Paulo, viabilizando a interligação de cargas que vêm tanto de Minas Gerais e do Rio de Janeiro como do Norte do País, sem a necessidade de colapsar as linhas da CPTM, para poder passar com essas composições ferroviárias antes de descer, via Cremalheira, até o Porto de Santos.
Quando concluído o projeto, teremos fornecido ao governo federal os elementos para a decisão a respeito do Ferroanel, seja por meio de recursos diretos ou das concessões que estão sendo discutidas neste momento de crise econômica. Com os esforços de várias frentes, devemos sempre colocar o bem público acima de questões partidárias e ideológicas.
O significado dessas iniciativas passa também pela consolidação de nossos objetivos direcionados ao interesse da sociedade. São ações desse gênero que fazem do Estado um parceiro decisivo para que as forças produtivas gerem o desejado desenvolvimento.

Duarte Nogueira é secretário
de Logística e Transportes do Estado de São Paulo.
http://www.comerciodojahu.com.br/post/1334957/novas-alternativas-para-o-porto-de-santos

Porto do Rio Grande


PORTO DO RIO GRANDE SENTE POUCO OS EFEITOS DA CRISE


Apesar da crise econômica e da questão cambial, o porto do Rio Grande sustenta a estimativa feita na metade do ano de igualar, ou até mesmo superar, em 2015 a movimentação de cargas de 2014, quando foram atingidas em torno de 34,5 milhões de toneladas. "Quiçá, podemos ter alguma melhora, por incrível que pareça", afirma o diretor técnico do porto do Rio Grande, Darci Tartari.

Um fato que apoia essa tese é que, em agosto, o porto registrou o recorde histórico em movimentação de cargas em apenas um mês, chegando a 4,067 milhões de toneladas. Tartari explica que esse resultado é devido, principalmente, à soja e aos seus derivados e às exportações que são beneficiadas com a alta do dólar. Em contrapartida, o diretor admite que a valorização da moeda norte-americana prejudica importações como, por exemplo, as de fertilizantes. "Mas, para nossa agradável surpresa, a exportação está superando o déficit de importação", reforça.

A perspectiva geral do porto é compartilhada pelo Terminal de Contêineres (Tecon) Rio Grande. O gerente comercial do Tecon, Rodrigo Velho, comenta que a crise afeta todos os setores da economia e isso reflete no terminal. No entanto, o executivo espera que seja possível fechar o ano com um resultado próximo ao do ano passado, ou um pouco superior. Em 2014, o terminal trabalhou com cerca de 687 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

Um segmento que está rendendo bons resultados para o Tecon, no momento, é a cabotagem. No mês passado, a movimentação de cargas no terminal, levando em conta o transporte entre portos brasileiros, foi 35,1% superior no comparativo a agosto de 2014. Foram deslocados 4 mil TEUs, especialmente de cargas de arroz para o Norte e para o Nordeste do País. No acumulado dos oito primeiros meses de 2015, o incremento é de 15,4%, em relação ao mesmo período do ano passado, oriundo do transporte de 27,7 mil TEUs.

Enquanto Rio Grande espera uma estagnação ou um pequeno crescimento para este ano na área portuária, a vizinha Pelotas prepara-se para um salto nessa área a partir de 2016. Em março, deverá entrar em operação o terminal de toras que servirá para alimentar de matéria-prima a fábrica de Guaíba da CMPC Celulose Riograndense. O chefe da divisão do porto de Pelotas pela Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), Cláudio Oliveira, informa que a estrutura deverá movimentar cerca de 1,2 milhão de toneladas de toras anualmente. Hoje, são movimentadas pelo porto de Pelotas em torno de 500 mil toneladas em cargas. O investimento para adequar o complexo para essa ação é de aproximadamente R$ 5 milhões.

As embarcações envolvidas no planejamento, pertencentes à Navegação Aliança, levarão a celulose de Guaíba a Rio Grande, onde o produto ficará depositado no Porto Novo (cais público), e, na volta para a Região Metropolitana, pegarão as toras de madeira. A Sagres Agenciamentos Marítimos será o operador portuário responsável pela atividade em Pelotas. O diretor-presidente da companhia, Marcos Fonseca, detalha que a expectativa é que seja carregada uma barcaça ao dia, com capacidade para transportar de 2,5 mil a 3 mil toneladas de madeira.

O gerente de Operações Florestais da CMPC Celulose Riograndense, José Luiz Bazzo, destaca que o uso do terminal na Metade Sul desafogará rodovias gaúchas, principalmente a BR-116. "No total, deixarão de transitar por essa estrada, todo dia, 96 caminhões", salienta. Bazzo adianta que 20% da matéria-prima destinada para a fábrica de Guaíba chegará por hidrovia e 80%, por rodovia. Já no escoamento da celulose, o quadro inverte-se, com mais de 90% do material sendo deslocado pela via fluvial. Bazzo foi um dos participantes do Congresso Navegar, promovido pela revista Conexão Marítima, encerrado ontem no hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre.

Fonte: Jornal do Commercio (POA)/Jefferson Klein

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/31682-porto-do-rio-grande-sente-pouco-os-efeitos-da-crise

SOLUÇÃO DE CONSULTA DISIT/SRRF05 Nº 5017/2015 - Contribuições Sociais Previdenciárias



SOLUÇÃO DE CONSULTA DISIT/SRRF05 Nº 5017, DE 24 DE AGOSTO DE 2015


(Publicado(a) no DOU de 18/09/2015, seção 1, pág. 29)
ASSUNTO: Contribuições Sociais Previdenciárias
EMENTA: Em razão das disposições nas Notas PGFN/CASTF nº 174 e PGFN/CRJ nº 604, ambas de 2015, e no Ato Declaratório Interpretativo nº 5/2015 e, tendo em vista a declaração de inconstitucionalidade do art. 22, inciso IV da Lei nº 8.212, de 1991, proferida pelo STF em sede de julgamento de Recurso Extraordinário com repercussão geral reconhecida, nos termos do art. 543-B do CPC, a contribuição patronal a cargo da tomadora de serviços prestados por cooperado com intermediação de cooperativa de trabalho não é mais exigível pela RFB. No entanto, a contribuição do cooperado, como contribuinte individual, deverá ser retida e recolhida pela cooperativa no montante de 20% da remuneração recebida por ele.
SOLUÇÃO DE CONSULTA VINCULADA À SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT Nº 152, DE 2015
DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei nº 10.522, de 2002, art. 19, inciso IV e §§ 4º, 5º e 7º; Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 1, de 2014; Nota PGFN/CASTF nº174, de 2015; Nota PGFN/CRJ nº 604, de 2015; RE 595.838; ADI RFB nº5, de 2015; ADE Codac nº14, de 2015.

ASSUNTO: Contribuições Sociais Previdenciárias

EMENTA: Em razão das disposições nas Notas PGFN/CASTF nº 174 e PGFN/CRJ nº 604, ambas de 2015, e no Ato Declaratório Interpretativo nº 5/2015 e, tendo em vista a declaração de inconstitucionalidade do art. 22, inciso IV da Lei nº 8.212, de 1991, proferida pelo STF em sede de julgamento de Recurso Extraordinário com repercussão geral reconhecida, nos termos do art. 543-B do CPC, a contribuição patronal a cargo da tomadora de serviços prestados por cooperado com intermediação de cooperativa de trabalho não é mais exigível pela RFB. No entanto, a contribuição do cooperado, como contribuinte individual, deverá ser retida e recolhida pela cooperativa no montante de 20% da remuneração recebida por ele.

SOLUÇÃO DE CONSULTA VINCULADA À SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT Nº 152, DE 2015

DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei nº 10.522, de 2002, art. 19, inciso IV e §§ 4º, 5º e 7º; Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 1, de 2014; Nota PGFN/CASTF nº174, de 2015; Nota PGFN/CRJ nº 604, de 2015; RE 595.838; ADI RFB nº5, de 2015; ADE Codac nº 14, de 2015.

MILENA REBOUÇAS NERY MONTALVÃO
Chefe
*Este texto não substitui o publicado oficialmente.
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao=anotado&idAto=67894

Receita Federal

Administração da Receita Federal ameaça ajuste fiscal com projeto que transfere autoridade do órgão para o cargo de auditor


Administração da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) está elaborando uma minuta de Medida Provisória (MP) que transfere a autoridade do órgão para o cargo de auditor-fiscal. Se essa mudança for aprovada, a administração dos tributos da União, inclusive os previdenciários e incidentes sobre o comércio exterior, que hoje é realizada pelo órgão, será transferida para 10 mil auditores-fiscais, descentralizando decisões, o que fragiliza ainda mais o controle da administração tributária e aduaneira.
A transferência dessa autoridade tornará ainda mais subjetiva a interpretação da legislação tributária e aduaneira, comprometerá decisões e julgamentos na esfera administrativa, podendo, inclusive, ampliar a judicialização na área tributária e aduaneira com prejuízos para contribuintes e para a economia do País. De acordo com a proposta que está sendo conduzida pela administração da RFB, ao transferir as competências da Secretaria, os servidores do cargo de auditor fiscal, de forma isolada, serão os únicos responsáveis por gerir a arrecadação, julgar, na esfera administrativa processos envolvendo bilhões de reais em créditos tributários da União; interpretar, aplicar e elaborar propostas de alteração da legislação tributária e aduaneira federal; subsidiar a formulação da política tributária e aduaneira; formular e gerir a política de informações econômico-fiscais.
A presidenta do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita), Sílvia de Alencar, critica a proposta que está sendo elaborada pela administração da RFB, que tem como objetivo concentrar poder em um único cargo em detrimento da instituição. “A Receita Federal é um órgão específico, subordinado ao Ministério da Fazenda, e que exerce funções essenciais para o Estado, e por isso não pode transferir sua autoridade para qualquer que seja o servidor”, critica.
Sílvia de Alencar reforça que a definição e formulação da política tributária brasileira é uma obrigação da RFB, como órgão de Estado e deve estar alinhada aos interesses nacionais. “Um servidor não pode decidir de forma unilateral se poderão ou não ser realizadas ações no País de combate à sonegação fiscal, o contrabando, o descaminho, a pirataria, a fraude comercial, o tráfico de drogas e outros atos ilícitos. Não faz nenhum sentido um projeto dessa natureza que desmonta a Receita Federal e só favorece o cargo a que pertencem os administradores. É preciso que a sociedade reaja a essa tentativa de golpe que está sendo orquestrada na Receita Federal”, afirmou.
A presidenta do Sindireceita, Sílvia de Alencar, reforça que a proposta da administração da RFB, se for encaminhada nos termos que está sendo discutida internamente, ameaça, inclusive, o esforço do Governo que tem buscado de todas as formas recursos para equilibrar as contas públicas. “Um projeto como esse é um verdadeiro absurdo em qualquer época, mas, é ainda mais despropositado no momento em que o País precisa arrecadar como nunca para cobrir o déficit fiscal. Fica evidente que estão se aproveitando da crise política para tentar assumir de vez o controle da Receita Federal”, criticou. 
http://noticias.r7.com/dino/brasil/administracao-da-receita-federal-ameaca-ajuste-fiscal-com-projeto-que-transfere-autoridade-do-orgao-para-o-cargo-de-auditor-16092015

Greve

Greve de fiscais afeta exportação de grãos

Anffa Sindical estima que 70% dos trabalhadores aderiram ao movimento

A greve de fiscais federais agropecuários está afetando a emissão de certificados sanitários e já começa a prejudicar as vendas externas de produtos como milho e carnes, num momento em que as exportações desempenham papel fundamental para a economia brasileira.
"(A greve de fiscais) é a pior coisa que pode acontecer para exportações de grãos", disse à Reuters nesta sexta-feira, 18, o diretor-geral da Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes, referindo-se aos embarques de milho, que normalmente ganham ritmo no segundo semestre.
Os fiscais federais agropecuários iniciaram uma paralisação na quinta-feira por melhores salários e contra ajustes fiscais anunciados pelo governo. O Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) estimou nesta sexta que 70% dos trabalhadores aderiram ao movimento.
Nos portos de Santos, o principal para embarques de grãos do Brasil, e de Itajaí (SC), importante para carnes, a adesão à greve é de 100%, segundo a assessoria de imprensa do Anffa Sindical. Em Paranaguá, outro terminal relevante para exportações do agronegócio, a paralisação dos fiscais é parcial.
Segundo Mendes, da Anec, a falta de certificado fitossanitário pode impedir, por exemplo, o desembarque de milho brasileiro no exterior se o documento não for emitido a tempo.
"São vários importadores, é um mercado mais pulverizado, são granjeiros, não são grandes 'tradings', como é o caso da soja", disse. "E para cada importador tem que ter um certificado, isso vai dar um trabalho maior."
Ele disse que é prematuro para estimar perdas, acrescentando que as perspectivas são de exportações recordes de 30 milhões de toneladas de milho, que podem ser ameaçadas caso a greve dos fiscais se prolongue por muito tempo.
O Brasil é o segundo maior exportador global de milho, atrás dos Estados Unidos, e o principal fornecedor de carnes de frango e bovina no mercado internacional. Em meio à recessão da atividade no país, a balança comercial tem sido um alento para a economia nos últimos meses.
O diretor-geral da Anec disse que a associação está conversando diretamente com os fiscais de Santos, visando minimizar problemas. No caso dos outros portos, a negociação ocorre via Brasília.
A preocupação é para exportações com rotas mais curtas, com risco maior de o certificado não ser emitido a tempo de o produto chegar no destino. "Já informamos a fiscalização para priorizar esses casos, para não ter o perigo de não descarregar."
O certificado é emitido, normalmente, após o navio com o produto deixar o porto.
A Abiove, que representa os exportadores de soja, afirmou que ainda não há informações sobre problemas pela greve.
Fonte: Reuters
http://www.portaldbo.com.br/Revista-DBO/Noticias/Greve-de-fiscais-afeta-exportacao-de-graos/13937

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Empresas brasileiras migram para o Paraguai em busca de custos menores


Empresas brasileiras migram para o Paraguai em busca de custos menores

Fonte: Folha de São Paulo


Lalo de Almeida/Folhapress



Fila de carros em Foz do Iguaçu para atravessar a Ponte da Amizade com destino ao Paraguai


PATRÍCIA CAMPOS MELLO


A Oxygroup, empresa que produz gases usados em processos industriais, planeja fechar sua fábrica em Pará de Minas, em Minas Gerais, e transferi-la para o Paraguai, com um investimento de cerca de R$ 30 milhões. No país vizinho, a energia é 65% mais barata e os encargos trabalhistas são bem menores.

A Oxygroup é apenas uma das empresas brasileiras que estão migrando para o Paraguai ou transferindo para lá parte da produção. A Lei de Maquila paraguaia, que oferece isenção fiscal para importação de bens de capital, elimina imposto de renda e estabelece taxação única de 1% sobre o faturamento, já atraiu 42 empresas brasileiras desde 2014.

Segundo Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq (Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos), cinco indústrias brasileiras estão em estágio final de análise para abrir fábricas no Paraguai, já escolhendo as cidades para instalação.

De acordo com a Abit (associação da indústria têxtil e de confecção), 28 companhias do setor estudam investimentos no Paraguai.

Além do custo de energia menor (o país gera mais que consome) e dos incentivos fiscais, a mão de obra é 30% mais barata que no Brasil e a carga tributária é de 16,4%, segundo a OCDE, o bloco das economias avançadas. No Brasil, a alíquota é de 35,7% e na Argentina, de 31,2%.

O ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, está no país em uma missão da CNI (Confederação Nacional da Indústria) com representantes de 92 empresas brasileiras. "O Paraguai tem pouca densidade industrial e muito interesse em integração produtiva", disse Monteiro à Folha. Ele nega se tratar de uma fuga de indústrias do Brasil para o Paraguai, mas, sim, de transferir para o país vizinho apenas algumas etapas da produção.

Na visão dos empresários brasileiros, o atual governo paraguaio é "amigável aos negócios" e representa estabilidade política, ao contrário do vizinho argentino, que impõe excessivas barreiras para importação e remessa de capitais.

"O Paraguai tem uma legislação de proteção a investimento que deixa os investidores mais tranquilos, garantindo indenização em caso de expropriações", diz Diego Bonomo, gerente executivo de comércio exterior da CNI.


EM EXPANSÃO

Além disso, o país integra o sistema geral de preferências europeu, podendo exportar com tarifa zero ou baixa para o bloco (o Brasil foi retirado). O ritmo de crescimento tem conta: a economia paraguaia avançou 14,25% em 2013, 4,38% em 2014, e deve crescer 4% este ano e 4% no ano que vem, segundo dados do FMI. Enquanto isso, Brasil deve encolher 2% este ano.

Segundo os dados mais recentes do Banco Central, o investimento brasileiro direto no Paraguai passou de US$ 117 milhões em 2007 para US$ 641 milhões em 2013, expansão de 447%. Na Argentina, os investimentos são maiores, mas estão em queda —eram US$ 5,5 bilhões em 2012 e diminuíram para US$ 4,6 bilhões em 2013.

O número de investidores brasileiros no Paraguai praticamente dobrou. Eram 53 em 2007 e 104 em 2013. Na Argentina, eram 231 em 2007 e 322 em 2013.

"A ideia é usar o país como plataforma de exportação ou fazer integração produtiva com o Brasil, transferindo para lá partes do processo industrial para tornar o produto final mais competitivo", diz Bonomo. "É a chance de desenvolvermos uma cadeia de valor na região."

A entidade pressiona para que o Brasil feche com o Paraguai um acordo para eliminar a bitributação. Segundo Batista, da Abrinq, a transferência de produção para o Paraguai ajudou a salvar a indústria nacional de brinquedos. Na Venezuela, tentaram fazer o mesmo, mas as fábricas não eram boas e havia muitos problemas políticos "Estamos fazendo no Paraguai processos em que o Brasil não era competitivo", diz. "O governo paraguaio conspira a favor, dá incentivo."

"É melhor produzir no Paraguai do que importar da China", diz Pimentel.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/09/1680868-empresas-brasileiras-migram-para-o-paraguai-em-busca-de-custos-menores.shtml

http://tributoedireito.blogspot.com.br/2015/09/empresas-brasileiras-migram-para-o.html

REINTEGRA




REDUÇÃO DO REINTEGRA DIFICULTA RETOMADA DAS EXPORTAÇÕES, DIZ SETOR









A redução do Reintegra, programa que devolve aos exportadores parte de seus custos, pegou o setor de surpresa e deve dificultar a expansão das vendas de produtos manufaturados ao exterior. A avaliação é do presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro.

"Com essa medida, o governo sinaliza que as exportações de manufaturados, mais dependentes de medidas de apoio como o Reintegra, não são tão importantes", disse.

A principal reclamação do setor exportador é a falta de previsibilidade. "A dificuldade é saber o que vem amanhã. Os contratos para exportações de manufaturados são fechados para um, dois ou três anos. Não temos nenhuma segurança do que vai acontecer nos próximos anos", afirma.

Em fevereiro deste ano, o governo já havia reduzido a alíquota do Reintegra de 3% para 1%. Nesta segunda-feira (14), o governo anunciou redução da alíquota para 0,1% em 2016, considerada "simbólica" pelo setor.

A medida vai proporcionar uma economia de US$ 2 bilhões ao governo federal.

Além do menor benefício, Castro lembra que os exportadores também enfrentarão aumento de custos, devido à perda do grau de investimento do Brasil e dos principais bancos brasileiros pela agência de classificação de risco Standard & Poor's. "O custo do financiamento das exportações vai subir, e a nossa competitividade está diminuindo."

Para ele, a desvalorização do real não será suficiente para estimular as exportações de produtos industrializados. "A taxa de câmbio atual teoricamente torna o nosso produto altamente competitivo. Mas a realidade é diferente da teoria", afirma o representante dos exportadores.

Ele lembra que o superavit comercial, de US$ 7 bilhões de janeiro a agosto deste ano, é provocado por queda das importações, e não por aumento das exportações. "O governo talvez esteja interpretando esse superavit como uma solução, mas é um superavit negativo. Está longe de resolver os nossos problemas."

Fonte: Folha de São Paulo/TATIANA FREITAS DE SÃO PAULO

https://www.portosenavios.com.br/noticias/geral/31659-reducao-do-reintegra-dificulta-retomada-das-exportacoes-diz-setor?utm_source=newsletter_7613&utm_medium=email&utm_campaign=noticias-do-dia-portos-e-navios-date-d-m-y

3 DESAFIOS PARA FACILITAR O COMÉRCIO ENTRE BRASIL E ALEMANHA

3 DESAFIOS PARA FACILITAR O COMÉRCIO ENTRE BRASIL E ALEMANHA

A Alemanha é o quarto parceiro comercial do Brasil, atrás de China, Estados Unidos e Argentina, com participação de 4,5% no total da corrente de comércio brasileira de bens. Para os alemães, excluída a União Europeia, o Brasil ocupa a quarta posição como destino de investimento direto. Mas, nos últimos anos, o intercâmbio comercial entre os dois países tem diminuído. As exportações brasileiras para o país caíram 18,5% e as importações de produtos alemães aumentaram 10,2%. A balança comercial pesa mais para o lado alemão e registra déficit no Brasil. Há cerca de 1,5 mil empresas alemãs em território brasileiro, que representam 10% de todo o nosso PIB industrial.
Com o objetivo de melhorar essa relação, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias Alemãs (Bundesverband der Deutschen Industries - BDI), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, organizam o 33º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, entre os dias 20 e 22 de setembro. O evento vai discutir a "Cooperação para Superar Desafios", conforme noticiado pela CNI.

Fonte: Confederação Nacional da Indústria

http://www.aduaneiras.com.br/noticias/noticias/noticias_texto.asp?ID=27022245&acesso=2

FISCO FEDERAL MOSTRA NADA ESTÁ TÃO RUIM QUE NÃO POSSA PIORAR


FISCO FEDERAL MOSTRA NADA ESTÁ TÃO RUIM QUE NÃO POSSA PIORAR



Raul Haidar


A recente Portaria RFB 1.265, de 3 de setembro, assinada pelo atual secretário da Receita Federal, é um ato administrativo que reúne as características que ostenta boa parte das medidas adotadas pela administração fazendária deste país: é inútil e desagradável.

Inútil porque, ao dizer que vai adotar procedimentos para cobrança administrativa de débitos fiscais, nada mais anuncia que sua intenção de dar cumprimento a suas obrigações. Desagradável porque, como bem registrou O Estado de S. Paulo, trata-se ato típico daquilo que se pode denominar “terrorismo tributário”.

Ao que parece os atos administrativos baixados pelo fisco em geral e especialmente pela Receita Federal estão sendo criados sem qualquer exame de sua legitimidade jurídica.

Isso indica apenas duas hipóteses: a) as autoridades fazendárias não contam com qualquer assessoria jurídica; ou b) essa assessoria está ocupada demais com as respostas, explicações ou defesas para tentar consertar os equívocos praticados por jejunos em noções básicas de direito.

Na ementa que pretende indicar o fundamento da portaria, consta que o seu autor estribou-se nas “atribuições que lhe conferem os incisos III e IV do art. 280 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF 203 de 14 de maio de 2012”.

Tal regimento interno é um verdadeiro cipoal, que muda ao sabor das ondas de lama onde floresce ou sob os efeitos das ventanias que sopram a cada escândalo, produzido no ambiente onde foi plantado. Tente o leitor consultá-lo e verificará que é composto de mais de trezentos artigos e dezenas de anexos!

São tantas as iniquidades contidas na tal portaria, que comentá-las item a item é trabalho insano. Na verdade, suas normas não compõem um “ato administrativo”, mas bombas de ignorância jurídica ou armas da megalomania burocrática que ousa ignorar os direitos assegurados pela vigente Constituição Federal.

Mais uma vez ficam claras e permanecem perenes as lições de Ruy na “Oração aos Moços”, quando afastou a aplicação do princípio da presunção de legitimidade dos atos administrativos:

"Não vos mistureis com os togados que contraíram a doença de achar sempre razão ao Estado, ao governo, à Fazenda, pelo que os condecora o povo com o título de "fazendeiros". Essa presunção de terem, de ordinário, razão contra o resto do mundo,nenhuma lei a reconhece à Fazenda, ao Governo ou ao Estado. Antes, se admissível fosse qualquer presunção, havia de ser em sentido contrário. Pois essas entidades são as mais irresponsáveis, as que mais abundam em meios de corromper, as que exercem as perseguições, administrativas, políticas e policiais, as que, demitindo funcionários indemissíveis, rasgando contratos solenes, consumando lesões de toda a ordem (por não serem os perpetradores de tais atentados os que por eles pagam), acumulam, continuadamente sobre o Tesouro Público, terríveis responsabilidades. No Brasil, durante o Império, os liberais tinham por artigo do seu programa cercear os privilégios, já espantosos, da Fazenda Nacional. Pasmoso é que eles na República, se cem-dobrem ainda, concultando-se até, a Constituição em pontos de alto melindre, para assegurar ao Fisco essa situação monstruosa; e ainda haja quem, sobre todas essas conquistas, lhe queira granjear a de um lugar de predileções e vantagens na consciência judiciária,no fôro íntimo de cada magistrado."

Essa portaria é uma coletânea de atos do chamado “terrorismo tributário”.

Seus supostos destinatários ou vítimas se realmente são devedores, estão sujeitos aos mecanismos legais da execução fiscal e de uma série de medidas capazes de assegurar o cumprimento da lei. O que cabe à Receita Federal é, apurada em definitivo a dívida, encaminhá-la inscrição e à cobrança judicial. Para isso existe a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, que é aparelhada para o desempenho de sua função.

Veja-se que o Congresso Nacional, muitas vezes genuflexo ante o poderio do fisco, já passou por cima de vários princípios constitucionais e deu respaldo a formas de pressão sobre o devedor que não favorecem a boa aplicação dos princípios básicos do direito, a começar pelo da isonomia.

O contribuinte que deve sujeita-se a execução, arrolamento ou indisponibilidade de bens, Cadin, protesto de CDA, e até mesmo, em determinadas circunstâncias, a processo criminal. Já a pessoa que tiver valores a receber do Poder Público que espere...

Vejam-se, a propósito, as simples restituições de tributos pagos a maior, as desapropriações do Incra, os créditos da Vasp, os precatórios e tantos outros calotes que essa “coisa” que chamamos de governo aplica contra o povo. Já há quem pense em tornar-se anarquista, virar bicho grilo e não pagar mais nada a ninguém, mudar-se para Miami se tiver dinheiro ou para o Uruguai ou Paraguai se não tiver tanto.

Pretender a administração fazendária que o buraco orçamentário seja coberto por atos dessa natureza é mais um lamentável equívoco. Os contribuintes que devem mais de 10 milhões de reais ao fisco não irão correndo entregar-se à forca, pois já estão enforcados pelo mesmo carrasco que os ameaça.

Talvez pior do que essa porcaria (desculpe-me o leitor: não consegui resistir) , digo, Portaria, é o pretendido aumento de tributos que o superior hierárquico do Secretário deseja nos impor.

Já defendemos nesta coluna, em 31 de outubro de 2011 e também em 27 de abril de 2015 que a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas poderia ser uma forma de alcançarmos um pouco de Justiça Tributária e melhorar a arrecadação do país. Também comentamos a conveniência de promover o retorno de divisas levadas para fora do país em 4 de junho de 2012.

Essas questões, contudo, sujeitam-se a processo legislativo demorado. Mas esses assuntos, assim como o Código de Defesa do Contribuinte, andam a passos de tartaruga no Congresso, hoje e sempre mais preocupado consigo mesmo e com seus interesses mesquinhos do que com o povo.

A tal portaria, qualquer pessoa sabe, não é lei. Assim, não obriga a ninguém, não altera qualquer direito e deve submeter-me à apreciação do Judiciário onde por certo será anulada. Não venham com essa história ridícula de “faz parte da legislação”. Ademais, os atos administrativos sujeitam-se ao artigo 37 da Constituição, claramente ignorado neste caso e às leis ordinárias em geral.

A Lei 9.784, de 29 de janeiro de 1999, que “Regula o processo administrativo do âmbito da Administração Pública Federal” foi solenemente ignorada pela portaria.

Em seu artigo 2º ela ordena que a administração “obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, jurídica, interesse público e eficiência.”

Determina ainda que nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de atuação conforme a lei e o Direito, bem como:

a) a indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão;

b) a observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados; e

c) garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio.

Como essa lei está em vigor, tudo indica que o signatário da portaria aqui analisada arvorou-se em autor de medida legal sem a levar ao exame de quem conheça a lei.

Em 2016, o atual secretário completará 30 anos de serviço na Receita Federal. Antes disso, foi fiscal de tributos em Vila Velha (ES). Talvez possa aposentar-se e, a exemplo do que fez um de seus antecessores, que era geólogo, tornar-se “consultor tributário”. Afinal, mesmo sendo formado em administração de empresas, recebeu o título “economista do ano”. E viva a Wikipédia!


*Artigo publicado originalmente no Consultor Jurídico do dia 08 de setembro de 2015.


Autor: Raul Haidar
Jornalista e advogado tributarista, ex-presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-SP e integrante do Conselho Editorial da revista ConJur.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

ANTAQ



ANTAQ E ÓRGÃO ARGENTINO SE REÚNEM PARA DISCUTIR TRÁFEGO MARÍTIMO


Representantes da ANTAQ e da Dirección Nacional de Transporte Fluvial y Marítimo (DNTFYM), órgão da Argentina, se reuniram, em 9 de setembro, em Buenos Aires. Durante a reunião sobre o tráfego marítimo entre os dois países, ficaram acertadas a melhoria nas comunicações para agilizar as autorizações de afretamentos e a busca por uma maior eficiência nas fiscalizações de cargas de transbordo e tratamento das autorizações de afretamentos concedidas pela ANTAQ na Argentina.


Além disso, a ANTAQ e a DNTFYM acordaram em implementar algumas medidas visando melhorar o funcionamento do acordo bilateral. Uma delas será que, no caso de transbordo, as autoridades elaborarão um comunicado em conjunto (em espanhol e português) para os respectivos centros de navegação transatlântica no Brasil e Argentina, que englobam as empresas de navegação estrangeiras, reiterando que as cargas oriundas de portos brasileiros e argentinos são exclusivas das empresas nacionais brasileiras e argentinas.


No caso da comunicação entre a ANTAQ e a DNTFYM, o órgão argentino reconheceu que precisa melhorar e, nesse sentido, aceitará que as autorizações de afretamento emitidas pela ANTAQ possam ser via e-mail com assinatura digitalizada por parte da ANTAQ. A transmissão das informações da DNTFYM para ANTAQ será também por e-mail, porém sem a assinatura digitalizada a fim de dar maior velocidade as autorizações de afretamento. Foi esclarecido que na Argentina as assinaturas digitalizadas ainda não são reconhecidas entre os orgãos governamentais. Esse novo procedimento de comunicação entre as duas instituições estará em vigor a partir do dia 21 de setembro.


“Em relação às autorizações de afretamento, a ANTAQ entende que os navios afretados por tempo, 365 dias, e autorizados por ela, estão aptos a operar no tráfego bilateral”, explicou o diretor da ANTAQ, Adalberto Tokarski, que participou da reunião. Além dele, participaram o presidente do Comitê Rio de Janeiro, Cláudio Fontenelle, o diretor da DNTFYM, Sergio Dorrego, e o presidente da Semarbra (Serviços de Transporte Marítimo Argentina, Brasil, Mercosul), Omar Meggiolaro.


No encontro, foi comentada a participação do transporte de veículos entre Brasil e Argentina. Vale ressaltar que houve um aumento substancial neste segmento. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as estatísticas apontam que o transporte de veículos equivale a 35% do valor total das cargas do comercio bilateral.


Fonte: Antaq


https://www.portosenavios.com.br/noticias/navegacao-e-marinha/31616-antaq-e-orgao-argentino-se-reunem-para-discutir-trafego-maritimo

Greve


Fiscais agropecuários decidem entrar em greve nesta quarta


Os fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vão entrar em greve nesta quarta-feira, dia 16 de setembro. A decisão foi apoiada por 68,3% dos dirigentes com direito a voto na assembleia nacional do Anffa, sindicato nacional da categoria, e veio em resposta ao anúncio feito nesta tarde pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, de manter a proposta do governo de reajuste de 21,3% em quatro anos para todas as categorias de servidores federais.


O sindicato também informou que 91,9% dos fiscais rejeitaram, em votação nesta tarde, a proposta salarial do governo. A Anffa reivindicava aumento salarial de 27% - acima da proposta do governo de 21,3% -, além de outras demandas antigas dos fiscais como concurso público para a contratação de mais profissionais, mudança da nomenclatura para auditor fiscal, regulamentação de um adicional de fronteiras e a ocupação dos cargos de gestão do Ministério por critérios de meritocracia.


No total, são 2,7 mil fiscais que atualmente estão na ativa em todo o Brasil desempenhando funções de fiscalização em portos, aeroportos, fronteiras e empresas do setor agropecuário como frigoríficos e laticínios, por exemplo.


FONTE: VALOR ECONÔMICO


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CPMF



Ajuste fiscal: Entenda o que é a CPMF e como funciona a cobrança da taxa


Por Líria Jade Fonte:Portal EBC


A equipe econômica do governo federal anunciou nesta segunda-feira (14) que vai propor o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) com alíquota de 0,2%. A contribuição foi extinta em 2007, pelo Senado Federal, após vigorar por mais de uma década. Para que volte a valer, a proposta de retorno do imposto precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.


Segundo os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, o imposto servirá como alternativa para cobrir o déficit previsto da previdência. "A CPMF irá integralmente para o pagamento de aposentadorias e será destinada para a Previdência Social", garantiu Levy.


O conjunto de medidas fiscais anunciadas pelo Executivo pode trazer para os cofres públicos R$ 64,9 bilhões. A volta da CPMF, segundo os cálculos divulgados pelo governo, vai ser responsável por metade desse valor, com arrecadação prevista em R$ 32 bilhões.


Segundo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o objetivo é que a CPMF seja provisória e não dure mais do que quatro anos. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, declarou ser “muito pouco provável” a aprovação, no Congresso, do retorno da taxa.

CPMF na prática


O imposto vai incidir sobre todas as movimentações financeiras, por via bancária, feitas por pessoas físicas, como saques em dinheiro, transferências, pagamento de fatura de cartão de crédito e pagamento de contas via boleto. Por esse motivo, a CPMF era conhecida como o "imposto do cheque".

Entenda a CPMF


De acordo com o Ministério da Fazenda, a CPMF foi criada em 1996 para gerar receitas para o financiamento da Saúde. No entanto, o “imposto do cheque”, como é chamado popularmente, já existia desde 1993 como o Imposto Provisório Sobre Movimentação Financeira (IMPF).


Como IPMF, o tributo começou a ser cobrado no governo do presidente Itamar Franco sem vinculação definida.


Ao longo do tempo, o tributo, além de mudar de denominação, teve sua alíquota modificada algumas vezes: 0,25% em 1994; 0,20% em 1997 e 1998; e 0,38% a partir de junho de 1999. Exceção para a alíquota de 0,30% entre junho de 2000 até março de 2001.


Com a evolução da legislação em torno da cobrança do imposto, sua destinação também foi revista. Dos 0,38% arrecadados, 0,20% foram para a Saúde, 0,10% para a Previdência e 0,08% para o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza.


Enquanto existiu, a CPMF também ajudou o governo a sustentar o superávit primário, o imposto injetou nos cofres do governo mais de R$ 222 bilhões. Segundo Levy, agora a CPMF deve garantir o pagamento das aposentadorias e diminuir o déficit da Previdência Social.


Durante toda a sua vigência, a CPMF foi um dos poucos tributos criados pelo governo sem o registro de sonegação. A cobrança era feita pelo próprio banco, que repassava o valor à União. Os extratos bancários informavam aos correntistas o valor debitado.


A CPMF vigorou por pouco mais de dez anos e acabou em 2007, quando foi derrubada pelo Senado Federal.
Antes da volta da CPMF


Há cerca de uma semana, a presidenta Dilma Rousseff comentou a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A chefe do Executivo ponderou que não gostava do tributo, mas que não descartaria a criação de novas fontes de receita para o governo. “Não estou afastando nenhuma fonte de receita, quero deixar isso claro”, disse a presidenta.


Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a volta da CPMF para financiar a saúde e disse que o tributo, extinto em 2007, nunca deveria ter acabado. O vice-presidente Michel Temer, por sua vez, chegou a declarar nas úlimas semanas que a discussão sobre a CPMF era “um burburinho” e que o governo não estava avaliando a recriação do tributo.


Em janeiro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, avaliou que o retorno do imposto seria um retrocesso para a economia, porque as características do tributo desestimulam a produção e o consumo.


SAIBA MAIS:
Governo corta gastos e propõe receitas para equilibrar contas em 2016
Arrecadação com medidas anunciadas nesta segunda pode atingir R$ 28,4 bilhões
Nova CPMF vai financiar a Previdência Social


http://www.ebc.com.br/noticias/economia/2015/09/ajuste-fiscal-entenda-o-que-e-cpmf-e-como-funciona-cobranca-da-taxa

SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT Nº 188/2015 - CRÉDITO PRESUMIDO DE ICMS.



SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT Nº 188, DE 31 DE JULHO DE 2015


(Publicado(a) no DOU de 14/09/2015, seção 1, pág. 25)
ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
EMENTA: SUBVENÇÃO. CRÉDITO PRESUMIDO DE ICMS.
O crédito presumido de ICMS concedido pelo Estado de Santa Catarina, conforme previsto no art. 15 § 35, inc. XI do Anexo 2 do Decreto nº 2.870/01 - RICMS/SC, não está revestido dos aspectos e formalidades necessários para ser considerado subvenção para investimento.
A mera intenção do subvencionador não caracteriza a operação como subvenção. Necessário haver um projeto pré aprovado e vinculação plena dos recursos. A disponibilização dos recursos diretamente ao subvencionado descaracteriza a subvenção.
O incentivo concedido, da forma como se apresenta, caracteriza receita tributável do Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL e das Contribuições para o PIS/Pasep e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social -Cofins.
DISPOSITIVOS LEGAIS: RIR/1999, arts. 392 e 443; PN CST nº112, de 1978; Solução de Divergência Cosit nº 15, de 2003; Lei nº 12.973, de 13 de maio de 2014.
*Este texto não substitui o publicado oficialmente.
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao=anotado&idAto=67717

Nova cobrança da Receita é temerária, dizem advogados

Nova cobrança da Receita é temerária, dizem advogados

A Receita Federal intimará até o início de outubro mais de 400 grandes contribuintes a quitarem débitos que somam R$ 20 bilhões. A medida, que ajudará a engordar o caixa do governo, é o primeiro passo da chamada cobrança administrativa especial, instituída na semana passada pelo órgão. A nova modalidade de recuperação de débitos, no entanto, criou grande polêmica entre advogados da área. Eles acusam o governo de atropelar o trâmite administrativo e legal de defesa dos contribuintes para aumentar a arrecadação em ano de aperto fiscal.

Na semana passada, a Receita determinou a cobrança prioritária de débitos que somem mais de R$ 10 milhões por contribuinte. Serão intimados 411 empresas e 23 pessoas físicas, a maioria que já recorreram ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão que foi alvo de operação da Polícia Federal no início do ano.

Esses contribuintes serão notificados e terão 30 dias para pagar ou parcelar o que devem. Depois desse prazo, o órgão promete aplicar duras punições, que vão desde multas até a perda de concessões de serviços públicos e a exclusão de programas como o Refis.

"Os termos dessa portaria são temerários. Se você ficar um dia em uma situação irregular está sujeito a perder regimes de benefícios fiscais, e essas situações muitas vezes ocorrem por erros da própria Receita", acusa o advogado Maucir Fregonesi Júnior, sócio do escritório Siqueira Castro.

Para o tributarista Leonardo Mazzillo, sócio da WFaria Advocacia a portaria foi escrita de forma a dar uma "carta branca" para a fiscalização, que pode aplicar penalidades em situações não previstas em lei. "O fiscal pode ser levado a entender que simplesmente pelo fato de o contribuinte dever R$ 10 milhões ou mais ele pode ser excluído de qualquer parcelamento, e isso não tem previsão legal. É algo que assusta", afirma.

Insegurança - Para os advogados, a instituição da cobrança especial traz ainda mais insegurança jurídica ao já complexo sistema tributário. "Claramente, a Receita determinou que a fiscalização atue no menor prazo possível e verifique todas as possibilidades para forçar o contribuinte a fazer o pagamento do déficit e encher os cofres públicos", completou Mazzillo.

O coordenador-geral de Arrecadação e Cobrança da Receita Federal João Paulo Martins da Silva, disse ao Broadcast, serviço de tempo real da Agência Estado, que todos os débitos que serão alvos da cobrança são "exigíveis" e já tiveram todo o processo de recurso possível concluído. As dívidas têm em média de três a cinco anos, mas há casos de mais de dez anos. "São casos em que os contribuintes têm todos os recursos possíveis, todos os prazos previstos em lei, em todas as instâncias, e perdeu em todas", afirmou. "Tomamos um cuidado enorme, sabemos que não podemos usar nada que não esteja previsto em lei ou perderíamos na Justiça."

No entendimento dos advogados, porém, muitas vezes os créditos são declarados exigíveis pela Receita quando ainda há como o contribuinte recorrer do pagamento. A norma da receita consolida 25 itens já previstos em legislações anteriores, mas muitas vezes não utilizados pelo órgão. Um dos mais polêmicos é o que prevê a perda de concessões ou autorizações concedidas a empresas que não estão com os tributos em dia. A medida já era permitida por lei, mas dificilmente aplicada pela Receita. Agora o Fisco promete colocá-la em prática.
Fonte: R7 - Economia

Associação Paulista de Estudos Tributários

http://www.apet.org.br/noticias/ver.asp?not_id=22654

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Superávit acumulado no ano da balança comercial chega a US$ 8,744 bilhõe


Superávit acumulado no ano da balança comercial chega a US$ 8,744 bilhões

Brasília (14 de setembro) – A balança comercial da segunda semana de setembro de 2015, com quatro dias úteis, registrou superávit de US$ 888 milhões, resultado de exportações de US$ 3,246 bilhões e de importações de US$ 2,358 bilhões. Na semana, foi registrada a exportação da plataforma de petróleo P-67, no valor de US$ 394 milhões, para a China.

No ano, as exportações totalizaram US$ 134,759 bilhões e as importações US$ 126,015 bilhões, o que gerou um superávit US$ 8,744 bilhões. Os dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Na semana, a média diária das exportações somou US$ 811,5 milhões, valor 2,5% acima da média diária de US$ 791,5 milhões da primeira semana do mês. O resultado foi consequência do aumento nas exportações de produtos manufaturados (25,5%) – especialmente uma plataforma para extração de petróleo, aviões, laminados planos, polímeros plásticos, veículos de carga e óleos combustíveis.

Por outro lado, caíram as vendas de semimanufaturados (-33,9%) – destaque para açúcar em bruto, couros e peles, celulose, óleo de soja em bruto, ouro em forma semimanufaturada –, e básicos (-4,3%), por conta de soja em grão, minério de ferro, carne de frango e suína, café em grão, milho em grão.

A média diária das exportações até a segunda semana de setembro deste ano (US$ 801,5 milhões) registrou alta de 8,7% no comparativo com o resultado de agosto de 2015 (US$ 737,4 milhões) em virtude do aumento nas vendas de produtos: manufaturados (22,7%) e básicos (1,8%). Entretanto, houve queda nas vendas de semimanufaturados (-5,2%). Já no comparativo com setembro do ano passado (média diária de US$ 891,6 milhões), houve retração de 10,1%.

Do lado das importações, houve retração de 9,7% no comparativo entre a média da segunda semana (US$ 589,5 milhões) e a média da primeira semana de setembro (US$ 653 milhões), explicada, principalmente, pela queda nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, veículos automóveis e partes, produtos químicos orgânicos e inorgânicos, adubos e fertilizantes e farmacêuticos.

Nas importações, a média diária até a segunda semana de setembro de 2015, ante a média diária do mês passado, registrou crescimento de 2%, pelos aumentos de desembarques de adubos e fertilizantes (+41,5%), farmacêuticos (+36,7%), instrumentos de ótica e precisão (+12,9%) e produtos químicos orgânicos e inorgânicos (+6,1%).

Na comparação com a média diária de setembro de 2014 (US$ 934,5 milhões), houve redução de 33,5% em virtude de gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (-76,4%), siderúrgicos (-40,3%), aparelhos eletroeletrônicos (-29,8%), veículos automóveis e partes (-28,7%) e equipamentos mecânicos (-24%).

Ano

Até a segunda semana de setembro, as exportações totalizaram US$ 134,759 bilhões e as importações, US$ 126,015 bilhões, gerando um superávit US$ 8,744 bilhões. As exportações acumularam média diária de US$ 774,5 milhões, valor 16,2% menor que o verificado no mesmo período de 2014 (US$ 924,7 milhões). As importações apresentaram desempenho médio diário US$ 724,2 milhões, 21,9% abaixo do registrado no mesmo período de 2014 (US$ 927,6 milhões). No ano, a corrente de comércio soma US$ 260,774 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 1,498 bilhão. O valor é 19,1% menor que o verificado em 2014 (US$ 1,852 bilhão).

Acesse as informações da balança comercial no período

Assessoria de Comunicação Social do MDIC

Balança comercial brasileira: Semanal


BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA
SETEMBRO 2015 – 2ª semana

  • RESULTADOS GERAIS
Na segunda semana de setembro de 2015, com apenas quatro dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 888 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,246 bilhões e importações de US$ 2,358 bilhões. Na semana ocorreu a exportação de uma plataforma p/extração de petróleo no valor de US$ 394 milhões. No mês, as exportações somam US$ 6,412 bilhões e as importações, US$ 4,970 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,442 bilhão. No ano, as exportações totalizam US$ 134,759 bilhões e as importações, US$ 126,015 bilhões, com saldo positivo de US$ 8,744 bilhões.
  • ANÁLISE DA SEMANA
A média das exportações da 2ª semana chegou a US$ 811,5 milhões, 2,5% acima da média de US$ 791,5 milhões da 1ª semana, em razão do aumento nas exportações de produtos manufaturados (+25,5%, de US$ 291,4 milhões para US$ 365,8 milhões, em razão, principalmente, de plataforma para extração de petróleo, aviões, laminados planos, polímeros plásticos, veículos de carga, óleos combustíveis), por outro lado, decresceram as vendas de semimanufaturados (-33,9%, de US$ 117,9 milhões para US$ 77,9 milhões, em razão de açúcar em bruto, couros e peles, celulose, óleo de soja em bruto, ouro em forma semimanufaturada) e básicos (-4,3%, de US$ 362,5 milhões para US$ 347,0 milhões, por conta de soja em grão, minério de ferro, carne de frango e suína, café em grão, milho em grão).
Do lado das importações, apontou-se retração de 9,7%, sobre igual período comparativo (média da 2ª semana, US$ 589,5 milhões/média da 1ª semana, US$ 653,0 milhões), explicada, principalmente, pela queda nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, veículos automóveis e partes, químicos orgânicos/inorgânicos, adubos e fertilizantes e farmacêuticos.
  • ANÁLISE DO MÊS
      Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de setembro/2015 (US$ 801,5 milhões) com a de setembro/2014 (US$ 891,6 milhões), houve retração de 10,1%, em razão da queda de produtos semimanufaturados (-20,7%, de US$ 123,5 milhões para US$ 97,9 milhões, por conta de açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro/aço e couros e peles) e básicos (-16,4%, de US$ 424,4 milhões para US$ 354,7 milhões, por conta, principalmente, de minério de ferro, fumo em folhas, farelo de soja, petróleo em bruto e carne de frango). Por outro lado, cresceram as vendas de manufaturados (+4,0%, de US$ 315,8 milhões para US$ 328,6 milhões, por conta de plataforma p/extração de petróleo, laminados planos, tubos flexíveis de ferro/aço, papel e cartão, polímeros plásticos, óxidos e hidróxidos de alumínio, bombas e compressores, veículos de carga e autopeças). Relativamente a agosto/2015, houve crescimento de 8,7%, em virtude do aumento nas vendas de produtos: manufaturados (+22,7%, de US$ 267,7 milhões para US$ 328,6 milhões) e básicos (+1,8%, de US$ 348,5 milhões para US$ 354,7 milhões), enquanto decresceram as vendas de semimanufaturados (-5,2%, de US$ 103,3 milhões para US$ 97,9 milhões).
Nas importações, a média diária até a 2ª semana de setembro/2015, de US$ 621,3 milhões, ficou 33,5% abaixo da média de setembro/2014 (US$ 934,5 milhões). Nesse comparativo, decresceram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (-76,4%), siderúrgicos (-40,3%), aparelhos eletroeletrônicos (-29,8%), veículos automóveis e partes (-28,7%) e equipamentos mecânicos (-24,0%). Ante agosto/2015, houve crescimento de 2,0%, pelos aumentos em adubos e fertilizantes (+41,5%), farmacêuticos (+36,7%), instrumentos de ótica e precisão (+12,9%) e químicos orgânicos/inorgânicos (+6,1%).
SECEX/DEAEX
14.09.2015
Balança Comercial Brasileira - Setembro de 2015
US$ milhões FOB 
PeríodoDias ÚteisEXPORTAÇÃOIMPORTAÇÃOCORR. COMÉRCIOSALDO
ValorMédiaValorMédiaValorMédiaValorMédia
p/dia útilp/dia útilp/dia útilp/dia útil
 
Setembro (até a 2ª semana)86.412801,54.970621,311.3821.422,81.442180,3
 
1a. semana (01 a 06)43.166791,52.612653,05.7781.444,5554138,5
2a. semana (07 a 13)43.246811,52.358589,55.6041.401,0888222,0
 
Acumulado no ano174134.759774,5126.015724,2260.7741.498,78.74450,3
 
Janeiro2113.704652,616.874803,530.5781.456,1-3.170-151,0
Fevereiro1812.092671,814.932829,627.0241.501,3-2.840-157,8
Março 2216.979771,816.520750,933.4991.522,745920,9
Abril2015.156757,814.666733,329.8221.491,149024,5
Maio2016.769838,514.009700,530.7781.538,92.760138,0
Junho2119.629934,715.101719,134.7301.653,84.528215,6
Julho2318.533805,816.147702,034.6801.507,82.386103,7
Agosto2115.485737,412.796609,328.2811.346,72.689128,0
Setembro86.412801,54.970621,311.3821.422,81.442180,3
 
Setembro/20142219.616891,620.559934,540.1751.826,1-943-42,9
Agosto/20152115.485737,412.796609,328.2811.346,72.689128,0
Var. % Set-2015/Set-2014  -10,1 -33,5 -22,1-252,9-520,5
Var. % Set-2015/Ago-2015  8,7 2,0 5,6-46,440,8
 
Jan-Setembro/2015 (até a 2ª semana)174134.759774,5126.015724,2260.7741.498,78.74450,3
Jan-Setembro/2014 (até a 2ª semana)176162.740924,7163.253927,6325.9931.852,2-513-2,9
Var. % Jan/Set - 2015/2014  -16,2 -21,9 -19,1  
 
Fonte: SECEX/MDIC
Setembro/2015: 21 dias úteis; Setembro/2014: 22 dias úteis; Agosto/2015: 21 dias úteis.
http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=567