LEGISLAÇÃO

terça-feira, 25 de agosto de 2015

MDIC inclui setor de serviços no portal Vitrine do Exportador


MDIC inclui setor de serviços no portal Vitrine do Exportador


Brasília – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) incluiu o setor de serviços no portal Vitrine do Exportador (VE), iniciativa do Governo Federal para divulgar internacionalmente as empresas brasileiras. A novidade foi anunciada pelo Secretário de Comércio e Serviços, Marcelo Maia, durante o Encontro Nacional de Comércio Exterior 2015, realizado semana passada no Rio de Janeiro.

Para Marcelo Maia, o Brasil tem grande destaque no comércio internacional de bens, mas ainda não está entre os principais exportadores de serviços. “Com a entrada do setor na Vitrine do Exportador, vamos poder fomentar as vendas de serviços, um setor que hoje tem enorme representatividade na economia nacional, mas que ainda está timidamente inserido internacionalmente”, avalia.

Além de uma poderosa ferramenta de comunicação, a Vitrine do Exportador busca a sinergia entre as diversas ações desenvolvidas por órgãos governamentais na área de comércio exterior, potencializando os esforços e os resultados dos exportadores brasileiros.

Fazem parte da Vitrine do Exportador mais de vinte e cinco mil empresas com seus principais produtos ou serviços exportados e regiões de destino. Isso torna a VE o mais completo e atualizado catálogo de exportadores brasileiros, visto que tem por fontes de informação o Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) e o Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços e Intangíveis (Siscoserv). Empresas que ainda não exportam, mas estão preparadas para exportar, também podem participar da VE como Potencial Exportador após aprovação de cadastro disponível no site.

Para mais informações, acesse http://www.vitrinedoexportador.gov.br/

Assessoria de Comunicação Social do MDIC

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=4&noticia=13995

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Comércio exterior: novos rumos




Comércio exterior: novos rumos





Indicado com quatro anos de atraso, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, tem feito o que pode para que as exportações e importações voltem a funcionar como indutoras da retomada do crescimento econômico. Como se sabe, o País, até dezembro de 2014, viveu 12 anos de uma política externa inconsequente que tentou encontrar alternativas para uma possível dependência econômica em relação aos Estados Unidos.

Adelto Gonçalves (*)

O resultado foi um desastre na corrente de comércio entre os dois países, como mostram os números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC): em 2002, o Brasil importou dos EUA US$ 10,2 bilhões FOB e exportou US$ 15,3 bilhões FOB. Em 2014, o País importou US$ 35 bilhões FOB e exportou US$ 27 bilhões FOB. Ou seja, de superavitária em US$ 5,1 bilhões em 2002, a corrente de comércio tornou-se deficitária em US$ 8 bilhões em 2014.
Importações maior que as exportações

Em 2015, segue na mesma toada, ainda que em menor intensidade: até julho, o Brasil importou US$ 16,5 bilhões e exportou US$ 14,1 bilhões, registrando um déficit de US$ 2,4 bilhões. Maior mercado consumidor do planeta, com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 17,7 trilhões em 2014, o normal é que os Estados Unidos sempre comprem mais do que vendam para os seus parceiros. Com essa situação deficitária na corrente de comércio, mais parece que o Brasil é o país desenvolvido e os Estados Unidos, a nação emergente.
Tentativa de aumentar exportações para os EUA

É para corrigir essa distorção que, desde que assumiu, o ministro Armando Monteiro tem- se empenhado em buscar uma reaproximação com os Estados Unidos, procurando aumentar as exportações para aquele país. Desde já, porém, as dificuldades são muitas, pois não adiantam apenas manifestações de boa-vontade. Sobrecarregadas de custos, as indústrias brasileiras, na maior parte, perderam o poder de competição. Ainda que a depreciação cambial tenha trazido algum apoio à competitividade dos produtos nacionais, até agora os benefícios da desvalorização do real tem produzido benefícios pouco visíveis. É de se ressaltar que o saldo comercial só tem ficado positivo porque as importações caíram 19,5% até agora, enquanto as exportações diminuíram 15,5%.

Além de acertar a ampliação de seu acordo comercial com o México, o Brasil, finalmente, parece perto de concluir um tratado entre Mercosul e União Europeia, que inclui o aumento do intercâmbio com a Alemanha e um grande plano de concessão e investimento em logística que prevê grande presença de empresas belgas. Como as exportações de commodities de minério e produtos agrícolas para a China estão em fase de desaceleração, só resta buscar alternativas. O que se espera é que os possíveis desdobramentos da crise política que atinge o governo não sejam suficientes para jogar por terra todo esse esforço do MDIC.

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(*) Adelto Gonçalves, jornalista especializado em comércio exterior, é doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br

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CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS


CLASSIFICAÇÃO DE "NET VIDEO RECORDER- NVR"
Aparelho gravador e reprodutor de sinais videofônicos em meio magnético, apresentado isoladamente, utilizado principalmente conectado a câmeras de vídeo de segurança, denominado comerciamente de "NVR - Net Video Recorder" (gravador de vídeo em rede).
Código NCM 8521.90.90.
DISPOSITIVOS LEGAIS: RGI 1 (texto da posição 85.21), RGI 6 (texto da subposição 8521.90) e RGC 1 (texto do item 8521.90.90) da NCM.
Cesar Olivier Dalston, www.dalston.com.br

Fonte: SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 178, DE 11 DE MAIO DE 2015.
Posted: 21 Aug 2015 09:27 AM PDT


CLASSIFICAÇÃO DE BANDAGEM ADESIVA CINESIOLÓGICA
Bandagem adesiva cinesiológica, constituída de matéria têxtil e plástico, destinada aos cuidados com a saúde para, dentre outras aplicações, levar a postura corporal para a posição correta e prevenir e aliviar dores, apresentando-se em tiras de 3,8 cm, 5 cm ou 7,5 cm de largura por 5 m, 10 m, 30 m ou 50 m de extensão, acondicionada para venda a retalho, em caixas de papelão.
Código NCM 3005.10.90.
DISPOSITIVOS LEGAIS: RGI 1 (Nota 2 da Seção VI e texto da posição 30.05), RGI 6 (texto da subposição 3005.10) e RGC-1 (texto do item 3005.10.90) da NCM.
Cesar Olivier Dalston, www.dalston.com.br
Fonte: SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 170, DE 8 DE MAIO DE 2015.

CLASSIFICAÇÃO DE "CAIXA CENTRAL PARA SISTEMA HOME THEATER SEM ALTO-FALANTES"
Caixa de madeira com acabamento em PVC, com características acústicas, preparada para receber dois transdutores para resposta em média frequência, um para frequências médio-altas e um para altas frequências, denominada comercialmente "caixa central para sistema home theater sem alto-falantes".
Código NCM 8518.90.10.
DISPOSITIVOS LEGAIS: RGI 1 (texto da posição 85.18), RGI 6 (texto da subposição 8518.90) e RGC 1 (texto do item 8518.90.10) da NCM.
Cesar Olivier Dalston, www.dalston.com.br

Fonte: SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 175, DE 11 DE MAIO DE 2015.
Posted: 21 Aug 2015 09:25 AM PDT



CLASSIFICAÇÃO DE "BÓIA DE NÍVEL"
Torneira de bóia composta de haste de alumínio ou latão, corpo de torneira e bóia, de plástico, utilizada para controlar o nível de água de caixa acoplada de descarga para uso em banheiros, também denominada comercialmente "bóia de nível".
Código NCM: 8481.80.19.
DISPOSITIVOS LEGAIS: RGI/SH 1 (texto da posição 84.81) e 6 (textos da subposição 8481.80) e RGC/NCM 1 (texto do item 8481.80.1 e do subitem 8481.80.19) da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).
Cesar Olivier Dalston, www.dalston.com.br
Fonte: SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 164, DE 5 DE maio DE 2015.

CLASSIFICAÇÃO DE SULFATO DE NEOMICINA PARA FABRICAÇÃO DE MEDICAMENTO DE USO VETERINÁRIO
Sulfato de Neomicina (antibiótico aminoglicosídeo) em pó, constituído por uma mistura de isômeros de Neomicina B e C (no mínimo 68%) ligados quimicamente a ácido sulfúrico (aproximadamente 30%), CAS number 1405-10-3, apresentado em tambores de 25 kg, próprio para fabricação de medicamento de uso veterinário.
Código NCM 2941.90.41.
DISPOSITIVOS LEGAIS: RGI 1 (Nota 1 c) do Capítulo 29 e texto da posição 29.41), RGI 6 (texto da subposição 2941.90) e RGC 1 (textos do item 2941.90.4 e do subitem 2941.90.41) da NCM.
Cesar Olivier Dalston, www.dalston.com.br

Fonte: SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 169, DE 8 DE MAIO DE 2015.

Nove propostas contra a corrupção na aduana brasileira




Nove propostas contra a corrupção na aduana brasileira

*Este artigo é uma versão reduzida de trabalho de conclusão da matéria de crimes econômicos, ministrada no âmbito do mestrado profissional da Escola de Direito de São Paulo da FGV pela professora Heloisa Estellita, a quem agradecemos pelas sugestões e comentários.
Uma das atividades públicas especialmente vulnerável à ocorrência de corrupção é a aduaneira[1]. Ela decorre, usualmente, de duas situações: (i) o agente público e o importador podem negociar uma vantagem para permitir o ingresso de mercadorias (i.1) proibidas ou (i.2) mediante o recolhimento de tributos em patamar inferior ao correto[2]; e (ii) o agente público pode acelerar o desembaraço aduaneiro mediante pagamento[3].
Esse problema não é exclusivamente brasileiro. Nos últimos 20 anos, vários países adotaram estratégias para a redução da corrupção aduaneira, dentre elas a adesão a tratados e convenções internacionais sobre o combate à corrupção, a promulgação de leis adaptando as normas internas a esses padrões internacionais, bem como a implementação de medidas de facilitação de comércio, auditorias externas e campanhas de conscientização, além da adoção de testes de integridade.
No entanto, as pesquisas sobre a adoção dessas medidas revelam que não há um emplastro Brás Cubas para combater a corrupção: medidas de sucesso em alguns países fracassaram em outros[4]. Estudos sugerem que o acerto ou o erro de uma medida depende do contexto político, social e econômico país onde ela será implementada[5]: a mera adesão a convenções internacionais não acarreta a diminuição da corrupção[6]. Esse fenômeno também está relacionado com a eficiência na prestação de serviços públicos e o grau de discricionariedade dos agentes estatais[7].
Por isso, procuramos oferecer alguma reflexão sobre o combate à corrupção aduaneira no Brasil, exclusivamente com base em um diagnóstico da atuação dos ocupantes do cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil[8] (AFRFB) no curso do despacho aduaneiro de importação de bens estrangeiros[9].
Nesse contexto, o primeiro elemento que, a nosso ver, tende a estimular a corrupção aduaneira é o grande nível de poder atribuído ao AFRFB, especialmente a prerrogativa de concluir o despacho de importação mediante (i) o desembaraço aduaneiro da mercadoria importada, ou (ii) a aplicação da pena de perdimento do bem, sujeita a julgamento em instância única administrativa[10] e sem a necessidade de respeito ao rito do processo administrativo fiscal[11].
Além do temor do importador em ter a mercadoria perdida, o AFRFB também pode decidir pelo encaminhamento de representação fiscal para fins penais ao Ministério Público Federal para apuração de descaminho ou contrabando, delitos que possuem um tratamento jurídico mais gravoso[12]que o aplicável aos crimes contra a ordem tributária.
O AFRFB responsável pelo despacho aduaneiro de importação também pode retardar o desembaraço aduaneiro do bem importado, pois não possui prazo para conclusão do despacho. Até o ano de 2002, quando estava em vigor a Instrução Normativa 69/1996, havia previsão de conclusão da conferência aduaneira em cinco dias úteis, exceto nos casos sujeitos a procedimento especial de fiscalização[13]. Todavia, desde a edição da Instrução Normativa 206/02, tal prazo foi suprimido das normas aduaneiras.
Além disso, nos casos de canal cinza, embora a Instrução Normativa 1.169/11 preveja um lapso máximo de 180 dias para conclusão do procedimento especial de fiscalização, a contagem é suspensa a partir da data de ciência do interessado de qualquer intimação por parte do AFRFB, o que, novamente, dá à fiscalização um grande poder de controle sobre a fluência desse prazo.
Por fim, um ponto que colabora para a corrupção, em nosso sentir, é o atual papel do despachante aduaneiro[14], especialmente: (i) a exclusividade do despachante como terceiro habilitado a operar o Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), e (ii) o contato pessoal ocorrido única e frequentemente entre os despachantes aduaneiros e os AFRFB.
A partir da identificação de algumas das principais circunstâncias que podem estimular as práticas corruptas na aduana brasileira, apresentamos a seguir ideias para colaborar com estratégias anticorrupção no setor:
1) A promulgação de norma estabelecendo o prazo máximo de 10 dias úteis[15] para a conclusão do despacho aduaneiro de importação em caso de conferência parametrizada nos canais amarelo e vermelho[16], com imediato desembaraço dos bens importados após este prazo;
2) Alteração no Código Tributário Nacional para afastar o entendimento do Superior Tribunal de Justiça que considera homologado o lançamento tributário quando do desembaraço aduaneiro do bem[17], com vistas a permitir a ampla fiscalização tributária dentro do prazo decadencial quinquenal;
3) Canal cinza: introdução de norma prevendo a retenção da mercadoria pelo prazo máximo de 90 dias, improrrogáveis, de modo que, se a pena de perdimento não for aplicada dentro deste prazo, a mercadoria deve ser liberada ao importador, sem prejuízo da conclusão posterior da fiscalização;
4) Universalização do acesso ao exame de qualificação como despachante aduaneiro, mediante revogação da necessidade de comprovação de inscrição no Registro de Ajudantes de Despachantes Aduaneiros;
5) Revogação da exclusividade da representação do importador por meio de despachante, podendo o importador indicar qualquer tipo de profissional para a elaboração dos registros, tais como contadores e consultores em comércio exterior[18];
6) Maior controle da comunicação entre AFRFB e importador (incluindo seus procuradores), mediante realização de audiências previamente agendadas e acompanhadas por outro servidor (escolhido aleatoriamente pelo próprio sistema eletrônico de agendamento), que ficará responsável por elaborar a ata oficial da reunião;
7) Criação de áreas monitoradas por câmeras onde serão gravadas  as vistorias das cargas parametrizadas para o canal vermelho[19];
8) Abolição das penas de perdimento a condutas cujo propósito seja exclusivamente o não recolhimento (ou o recolhimento a menor) de tributos, mantendo a aplicação dessa reprimenda apenas quando diante da prática de crime de contrabando; e
9) Tratamento da infração penal de descaminho como hipótese de crime contra a ordem tributária, de modo a permitir a extinção da punibilidade em caso de pagamento integral do débito tributário.
As propostas acima não foram testadas, mas revelam que o combate à corrupção pode ser feito observando as particularidades da regulação aduaneira do Brasil. Além disso, as reformas anticorrupção não precisam ser confundidas com medidas de maior rigor penal ou a mitigação do direito de defesa, cujo custo social é enorme e não têm comprovação de eficácia[20].
Não há respostas fáceis para o desafio de melhorar a governança nos órgãos aduaneiros, mas é melhor procurá-las em seu contexto do que copiar modelos importados fadados ao insucesso. Por isso, sugerimos que os formuladores de políticas públicas primeiro procurem entender o funcionamento das instituições aduaneiras no Brasil para depois conceber o método que possa ser mais eficiente para a redução na corrupção no setor. Enquanto a realidade brasileira não for estudada, são baixas as chances de êxito do país em diminuir a corrupção.
Referências
ANSON, José, CADOT, Olivier e OLERREAGA, Marcelo (2003). Tariff Evasion and Customs Corruption: Does Pre-Shipment Inspection Help?, World Bank Policy Research Working Paper nº 3156, disponível emhttp://ssrn.com/abstract=636575, acesso em 13.7.2015.
MICHAEL, Bryane e POLNER, Mariya (2008). Fighting Corruption on the Transdnistrian Border: Lessons from Failed and New Successful Anti-Corruption Programmes. Transition Studies Review 15(3), p. 524-541.
_________________ e GUBIN, Alexey (2012). Compliance Audit of Anti-Corruption Regulations: A Case Study from Carpatistan Customs, Internal Auditing, disponível em http://ssrn.com/abstract=2226501, acesso em 13.7.2015.
________________, FERGUSON, Frank e KARIMOV, Alisher (2010) Do Customs Trade Facilitation Programmes Help Reduce Customs-Related Corruption?International Journal of Public Administration 35(2), disponível emhttp://ssrn.com/abstract=1705904, acesso em 13.7.2015.
________________, e MOORE, Nigel (2010). What Do We Know about Corruption (and Anti-Corruption) in Customs? World Customs Journal, Vol. 4, No. 1, disponível em http://ssrn.com/abstract=1598207, acesso em 13.7.2015.
PRADO, Mariana M. e TREBILCOCK, Michael J. (2009), Path Dependence, Development, and the Dynamics of Institutional Reform. University of Toronto Law Journal,; Legal Studies Research Paper No. 09-04. disponível emhttp://ssrn.com/abstract=1415040.
ROSE-ACKERMAN, Susan (2010), The Law and Economics of Bribery and Extortion. Annual Review of Law and Social Science, Vol. 6, pp. 217-238, disponível em http://ssrn.com/abstract=1708416.
SHAH, Anwar (2006). Corruption and Decentralized Public Governance. InWorld Bank Research Working Paper 3824.
YANG, Dean (2005), Integrity for Hire: An Analysis of a Widespread Program for Combating Customs Corruption. Gerald R. Ford School of Public Policy Working Paper Series No. 2005-001, disponível emhttp://ssrn.com/abstract=649095

[1]. Como relatam MICHAEL, FERGUSON e KARIMOV (2010), as perdas decorrentes da corrupção aduaneira custaram ao menos 2 bilhões de reais aos membros da Organização Mundial do Comércio.
[2]. Via redução de base de cálculo (decorrente de práticas de subvaloração ou subfaturamento), redução de alíquota (normalmente, por meio de incorreta classificação fiscal) ou concessão de algum benefício tributário (regime aduaneiro especial, isenção, suspensão etc.).
[3]. Em um ambiente corrupto, outro fator que leva os contribuintes a pagar vantagens a funcionários públicos é a prévia ocorrência de concussão e excesso de exação, em que o agente exige uma vantagem indevida em razão de sua função ou exige o pagamento de tributos sabendo não serem devidos. Nessa situação, as autoridades podem exigir o pagamento de quantias para permitir o ingresso de mercadorias ou para não atrasar o desembaraço, mesmo quando a importação está sendo realizada com observância das normas aduaneiras.
[4]. Cf. MICHAEL, FERGUSON e KARIMOV, 2010; MICHAEL e MOORE, 2010; MICHAEL e POLNER, 2007; ANSON, CADOT e OLARREAGA, 2003; e YANG, 2005.  
[5].  Cf. SHAH (2006). Importante considerações teóricas sobre reformas institucionais são elaboradas por PRADO e TREBILCOCK (2009).
[6].  Cf. MICHAEL e MOORE, 2010.
[7]. O desenho de políticas públicas precisa ser sensível ao fato de que um excesso de normas de controle anticorrupção pode gerar lentidão nos processos de desembaraço. Os funcionários tendem a ser menos eficientes se tiverem sendo constantemente ameaçados de punição por descumprimento de normas burocráticas. Essa lentidão e o aumento de pontos de veto ao desembaraço cria um ambiente vantajoso para funcionários públicos corruptos oferecerem agilidade. Um aprofundamento sobre o equilíbrio burocracia x eficiência é feito por MICHAEL e GUBIN (2012).
[8]. Artigo 6º, I, “c”, da Lei nº 10.593/2002.
[9]. Instrução Normativa nº 680, de 02 de outubro de 2006, da então Secretaria da Receita Federal (SRF), atual Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB).
[10]. Salvo os casos de conversão da pena de perdimento em multa pecuniária, pelo fato de as mercadorias não terem sido localizadas (pena aplicada após o desembaraço), a matéria não é julgada pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF).
[11]. Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972.
[12]. Aqui não nos referimos às penas em si (até porque a pena prevista ao descaminho é até menos severa que a dos crimes previstos no artigo 1º da Lei nº 8.137/1990), mas ao fato de que (i) o Regulamento Aduaneiro, em seu artigo 741, não prevê que se aguarde o término do processo administrativo para o encaminhamento da representação fiscal para fins penais em caso de ocorrência de fato que configure, em tese, crime de contrabando ou de descaminho; e (ii) o Superior Tribunal de Justiça vem entendendo que “o descaminho não pode ser equiparado aos crimes materiais contra a ordem tributária, o que revela a impossibilidade de que o agente tenha a sua punibilidade extinta pelo pagamento do tributo.” (STJ, 5ª Turma, RHC 43558 / SP, relator Ministro JORGE MUSSI, j. em 05/02/2015, DJe 13/02/2015).
[13] . Procedimento especial de fiscalização Instrução Normativa nº 1169/11 preveja um lapso máximo de 180 dias para conclusão do procedimento especial de fiscalização
[14]. Artigo 5º do Decreto-lei nº 2.472, de 1º de setembro de 1988.
[15]. Não se exclui a possibilidade de exceções, como, por exemplo: (i) casos em que houver dúvida sobre a permissão de importação do bem (poderão ser parametrizados para o canal cinza, eventualmente); e (ii) casos em que for necessária a retenção de amostra para a elaboração de laudo técnico de classificação fiscal: amostra pode ficar retida por período maior (o dobro, por exemplo), sendo liberados os demais bens idênticos.
[16]. Para que o AFRFB possa atender o referido prazo, é preciso reduzir o nível de rigor da fiscalização, aumentando a incidência de canal verde (por meio de inteligência aduaneira) e concentrando a fiscalização nos casos relevantes (a aduana moderna, a nosso ver, deve ter como objetivo maior a segurança das fronteiras, visando o combate ao tráfico de drogas, armas, munições, pirataria, etc.), e o papel meramente arrecadatório deve ser direcionado à fiscalização pós-desembaraço aduaneiro.
[17]. Exemplificativamente, vide Agravo Regimental no Recurso Especial nº 1.347.324.
[18]. Tal como ocorre com o Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio (Siscoserv).
[19]. Podendo as gravações serem requisitadas a qualquer momento, por qualquer interessado.
[20].  Rose-Ackerman (2010) destaca o papel secundário do direito penal, visto sob o ponto de vista da eficiência no combate à corrupção. MICHAEL e POLNER (2008), por sua vez, indicam que a aposta em um endurecimento nas leis anticorrupção e na repressão penal pode ser contraproducente (p. 12).
 é advogado e professor, especialista em Direito Tributário pela FGV (GVlaw). Mestrando no programa de Mestrado Profissional da mesma instituição.
 é advogado, especialista em Direito Penal Econômico pela Faculdade de Coimbra e pela FGV-SP, mestrando na mesma instituição.

Revista Consultor Jurídico, 21 de agosto de 2015, 7h21

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Secretaria de Portos assina acordo de cooperação com a Alemanha



Secretaria de Portos assina acordo de cooperação com a Alemanha


Objetivo é trocar experiências e investir em capacitação e treinamento.
Brasil quer atrair empresas para concessões na área de infraestrutura.

Débora CruzDo G1, em Brasília


A Secretaria de Portos da Presidência da República assinou nesta quinta-feira (20), um acordo de cooperação na área portuária com o Ministério dos Transportes e da Infraestrutura Digital da Alemanha. A solenidade, em Brasília, contou com o ministro dos Portos, Edinho Araújo, e o ministro de Transportes e Infraestrutura Digital da Alemanha, Alexander Dobrindt.

Segundo o governo brasileiro, o objetivo é ampliar a cooperação bilateral nas áreas de portos e logística, além de investir em capacitação e treinamento. O acordo também prevê o desenvolvimento de projetos conjuntos e o incentivo à cooperação entre empresas e organizações dos dois países.

A assinatura do acordo faz parte da agenda que a chanceler alemã, Angela Merkel, cumpre no Brasil, acompanhada de dez ministros. Merkel desembarcou em Brasília na quarta -feira (19) à noite. Após deixar a Base Aérea do aeroporto, seguiu para o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, para jantar com a presidente Dilma, o vice-presidente Michel Temer e ministros dos dois países.

A Alemanha é atualmente o quarto maior parceiro comercial do Brasil, atrás de China, Estados Unidos e Argentina. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o fluxo comercial entre os países – soma entre exportações e importações – chegou a US$ 20,5 bilhões em 2014.


Concessões

Conforme o ministro dos Portos, o acordo assinado nesta quinta-feira deverá “estreitar ainda mais as relações Brasil-Alemanha”. O Brasil pretende atrair empresas alemãs para o Plano de Investimento em Logística, lançado em junho pela presidente Dilma Rousseff.

Só para o setor portuário, o investimento privado previsto é de R$ 37,4 bilhões. Ao todo, serão 50 arrendamentos, 66 novos portos privados, os chamados TUPs, e 24 renovações de arrendamentos.

O ministro alemão se comprometeu a conversar com empresários daquele país sobre a viabilidade de investir nos portos brasileiros. Ele sugeriu, ainda, ao governo brasileiro um encontro com especialistas em logística portuária da Alemanha sobre projetos para a área.


Crise econômica

Durante a cerimônia de assinatura do acordo, o ministro Edinho Araújo disse que os dois países “vivem momentos diferentes” na economia. Segundo ele, enquanto a Alemanha é vista como um país “forte e líder”, ocupando um “lugar de vanguarda no cenário mundial”, o Brasil passa por um momento de “travessia”, em referência à desaceleração da economia.

“No cenário, portanto, de ajustes, em que o cobertor é curto, a Secretaria de Portos está trabalhando para fomentar investimentos privados”, reconheceu.

Já o colega alemão elogiou a “leveza” com que os brasileiros enfrentam os problemas. Para Alexander Dobrindt, o Brasil tem condições de superar as dificuldades enfrentadas na área econômica.

“As adaptações que estão sendo realizados na atualidade no Brasil são algo que a Alemanha teve que fazer há alguns anos. A Alemanha saiu mais forte da crise. Eu confio que o Brasil saiba fazer o mesmo, sair da crise mais forte do que entrou”, completou.

http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/08/secretaria-de-portos-assina-acordo-de-cooperacao-com-alemanha.html

Ministro quer baixar custos de portos brasileiros




Ministro quer baixar custos de portos brasileiros


A Secretaria de Portos (SEP) está centrando esforços na busca de maior competitividade e diminuição de custos nos portos brasileiros. Este é o desafio diante da possibilidade de crescimento das exportações brasileiras, por conta do câmbio favorável, disse o ministro Edinho Araújo, em discurso nesta quarta-feira na abertura do Encontro Nacional de Comércio Exterior – o Enaex 2015, realizado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil, no Rio de Janeiro.


Segundo o ministro, estes esforços se concentram em duas frentes: expansão do sistema portuário em parceria com a iniciativa privada, por meio de concessões de arrendamentos, antecipações de renovações de contratos e autorização de novos terminais de uso privado, e no combate à burocracia para reduzir o tempo das operações de embarque e desembarque.


“O programa Porto Sem Papel já está em todos os portos públicos brasileiros e será estendido também aos terminais de uso privado. Até pouco tempo eram necessários 112 documentos numa operação portuária. Hoje, temos apenas um certificado, comum a todos os órgãos intervenientes”, destacou o ministro, lembrando que isso reduz tempo e, consequentemente, os custos dos operadores.


Edinho Araújo disse confiar na consolidação dos números previstos no Programa de Investimentos em Logística do setor portuário. “Creio que os R$ 37,4 bilhões de investimentos privados no setor portuário brasileiro, previstos no programa, serão concretizados, porque existe forte demanda”, afirmou o ministro.


Ele citou como exemplo do interesse privado o sucesso das primeiras consultas de PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse), lançado pela SEP para seis áreas portuárias a serem licitadas no ao que vem. “Recebemos 35 propostas, quase seis por área, o que atesta o elevado interesse dos investidores”, explicou.


Compuseram a mesa de autoridades do evento o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Armando Monteiro, os ex-ministros Ernane Galveas e Francisco Dorneles, o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores, José Augusto de Castro, o presidente do Conselho de Administração da entidade, Benedicto Moreira, o presidente da Apex Brasil, David Barioni, o presidente da Firjan, Eduardo Gouvêa, e o presidente da Associação Comercial do Rio, Paulo Protásio.

https://portogente.com.br/noticias/transporte-logistica/ministro-quer-baixar-custos-de-portos-brasileiros-87060

Brasil e Alemanha assinam acordos de cooperação em inovação e integração produtiva


Brasil e Alemanha assinam acordos de cooperação em inovação e integração produtiva


Brasília  - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, recebeu hoje comitiva alemã liderada pelo vice-ministro Matthias Machnig, responsável pelos departamentos de política industrial, política econômica externa, inovação, informática, política de comunicação e política para pequenas e médias empresas.

Monteiro e Machnig assinaram acordos de cooperação nas áreas de inovação e integração produtiva. O Brasil tem interesse em aprofundar o conhecimento quanto à visão alemã de quarta revolução industrial, ou seja, a integração produtiva aos sistemas de tecnologia da informação de ponta. Para isso, pretende trocar experiências em políticas públicas e apoiar parcerias entre empresas e institutos de pesquisa dos dois países.

Também foi assinada declaração de intenções em apoio à cooperação do INMETRO e os institutos de metrologia da Alemanha. Foi tratado ainda no encontro o lançamento de edital de primeira chamada no âmbito da Cooperação Bilateral em Pesquisa e Desenvolvimento Industrial Brasil – Alemanha para incentivar o desenvolvimento conjunto de projetos de P&D industrial.


Comércio

Para as exportações brasileiras, o mercado alemão é extremamente importante, posicionando-se como o maior importador de produtos brasileiros da indústria de transformação na região. A Alemanha é um dos 32 mercados prioritários do Plano Nacional de Exportações.

A Alemanha ocupou o 10º lugar no ranking do fluxo de entrada de investimentos em 2014. O estoque de investimento estrangeiro direto da Alemanha no Brasil é de US$ 18,2 bilhões, o maior na América Latina.


Assessoria de Comunicação Social do MDIC

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=13986

Enaex discute barreiras não tarifárias e facilitação de comércio


Enaex discute barreiras não tarifárias e facilitação de comércio

Brasília  - A secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Anamélia Soccal Seyffarth, participou hoje do segundo dia do Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro. Ela foi palestrante do painel "O Presente e o Futuro das Barreiras Não Tarifárias", que são leis ou práticas de negócios que afetam o comércio internacional.

Na palestra, Anamélia destacou o tratamento dado às barreiras não tarifárias pelo Plano Nacional de Exportações (PNE), lançado em junho deste ano pelo governo federal. Uma das ações do plano é a implementação de política pública para tratamento dessas barreiras por meio da construção de um sistema de recebimento, análise, processamento e tratamento (Sistema Barreiras) de barreiras não tarifárias às exportações, além de elaboração de inventário, entre outras medidas.

Outro ponto abordado relacionado ao PNE foi a importância da convergência regulatória entre os países. "É uma forma de fazer com que requisitos regulatórios ou padrões privados de diferentes países convirjam e sejam considerados harmonizados, equivalentes ou reconhecidos mutuamente", afirmou a secretária-executiva da Camex. "A regulamentação, padrões privados, requisitos sanitários, licenças e autorizações são as principais barreiras não-tarifárias, por isso os acordos de convergência regulatória são importantes para ampliar o acesso a mercado", finalizou.


Facilitação

No primeiro dia do Enaex, a diretora de competitividade da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, Ana Junqueira, participou do painel: "A Facilitação do Comércio Exterior: Caminho para Ampliar a Competitividade". Ana iniciou sua palestra destacando a importância da facilitação: "O governo brasileiro está ciente da necessidade de implementação do Acordo de Facilitação de Comércio da OMC, que permitirá uma economia de 12,5% a 17,5% em recursos utilizados no comércio exterior". Ela também deu destaque aos benefícios do Portal Único de Comércio Exterior, lançado em abril do ano passado para centralizar as informações, reduzir custos de exportadores e importadores, e aumentar a eficiência e transparência. "Nosso foco é o redesenho de processos que visa à racionalização da intervenção estatal", disse Junqueira.

A diretora da Secex explicou que implementação do Portal único está sendo feita em etapas e estará finalizada em 2017. Já foram entregues os módulos "Anexação Eletrônica de Documentos", que permite a entrega, pela internet, uma única vez, de documentos digitalizados em substituição a cópias de papel, e o "Visão Integrada", que permite que o operador de comércio exterior acesse os 22 órgãos intervenientes de em um único site.

Durante a palestra, Junqueira explicou que a implementação do Portal vai criar um fluxo único de informações, com foco no usuário, transformando uma visão fragmentada sobre as operações de comércio exterior em uma visão agregada como mesmo acesso para todos os intervenientes públicos e privados. Segundo ela, as expectativas, após a implementação completa do Portal Único em 2017 serão A meta final reduzir o prazo de exportação de 13 para oito dias e o prazo de importação de 17 para dez dias; economia de tempo de 40%; economia de US 23 bilhões; e aumento do PIB em 1,19%.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC

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Queremos inserir o Brasil na rede internacional de acordos comerciais e de investimentos


Monteiro: Queremos inserir o Brasil na rede internacional de acordos comerciais e de investimentos


Rio de Janeiro - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, participou hoje do Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro. Em seu discurso de abertura, Monteiro destacou as premissas do Plano Nacional de Exportações (PNE), lançado em junho pelo governo federal.

"Dois importantes pilares do plano são o de acesso a mercados e também o de promoção comercial", disse ressaltando a elaboração, em conjunto com a Apex-Brasil, de um mapa estratégico que identifica os 32 mercados prioritários para o comércio exterior brasileiro no período 2015-2018.


Veja a apresentação do ministro Armando Monteirona abertura do Enaex


No encontro, o ministro também falou sobre as relações comerciais com o Mercosul. “Trabalhamos muito bem com os parceiros do Mercosul”, disse o ministro destacando que o MDIC trabalha com o marco regulatório existente e “que quaisquer alterações no Bloco devem ser ponto de discussão no Congresso Nacional”. Monteiro reiterou que desde que assumiu a pasta, percebeu que há uma ampla possibilidade de atuação sem que o Mercosul represente uma trava para as negociações brasileiras.

Monteiro acredita que também é importante aumentar a atuação do Brasil na América do Norte. “Com os Estados Unidos, que é um dos mais importantes mercados do mundo, o Brasil vem negociando acordos de convergência regulatória e harmonização de normas.”

Em relação ao México, o ministro citou a ampliação do Acordo de Complementação Econômica (ACE) nº 53. "Estamos trabalhando para a liberação integral do comércio, com a segunda maior economia da América Latina". Ele explicou que o acordo, inicialmente, deverá cobrir uma gama de quatro mil itens. Após o início da retomada das negociações, segundo o ministro, as exportações brasileiras de automóveis para o México já aumentaram 70%.

Armando ainda citou as negociações com países da Baía do Pacífico - Peru, Colômbia e Chile -, com os quais o Brasil tem negociado a antecipação da desgravação tarifária, que culminará no livre comércio, de 2019 para 2017. "São mercados muito relevantes. O Brasil já teve 20% do mercado de automóveis da Colômbia e perdeu participação. Precisamos nos voltar para esses mercados". Essas negociações são feitas no âmbito do Mercosul, ressaltou o ministro.

Desde o início do ano, o Brasil já assinou quatro Acordos de Cooperação e Facilitação de Investimentos com Moçambique, Angola, Maláui e México. "Os acordos vão garantir um marco regulatório mais seguro para as empresas brasileiras que atuam nesses países", disse.


Apoio e fomento às exportações

O ministro também destacou a importância dos instrumentos de apoio e fomento às exportações como o Reintegra, que precisa ter os pagamentos regularizados, e o Proex Equalização, cujas operações já foram retomadas pelo Banco do Brasil e pelo Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (Cofig). "O Proex é um instrumento importantíssimo para os exportadores. Para este ano nós acreditamos que o orçamento estará adequado à demanda", disse. Monteiro ressaltou o aumento dos limites do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), ampliando a cobertura do fundo.

Sobre os regimes tributários drawback e de Entreposto Industrial sob Controle Aduaneiro Informatizado (Recof), Monteiro reiterou que são muito importantes precisam ser aperfeiçoados.

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezāo, ressaltou que com o PNE as exportações ganham papel importante nas unidades da federação. "No Rio de Janeiro, às exportações vem crescendo desde 2004. O estado era o quinto exportador em 2004 e hoje é o terceiro. Nossa intenção é manter este ambiente e incentivar ainda mais as exportações", disse.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fez um pronunciamento após a cerimonia de abertura do evento. Para ele, o momento pelo qual o país passa é ideal para olhar os itens estruturais e fundamentais. "Temos uma política monetária e cambial realistas, condizente com uma economia de livre iniciativa", disse. "Percebemos que a conta corrente começa a se equilibrar e já registramos superávit na balança comercial".

Levy também destacou a importância da parceria com o MDIC. "Trabalhamos no aperfeiçoamento do Proex, que nunca teve bases tão sólidas como agora, é também na ampliação da alavancagem o do FGE, melhorando as ferramentas de apoio ao exportador", completou.

Também estiveram presentes no primeiro dia do Enaex o vice-governador do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles; o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Edinho Araújo; o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), David Barioni; o presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB), José Augusto de Castro; o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouveia Vieira; além de Benedicto Fonseca Moreira e Ernane Galvêas, a quem o ministro Armando Monteiro chamou de "a boa guarda do comércio exterior", pelos longos anos de atuação no setor.


Enaex 2015

O Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2015) é realizado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e acontece nos dias 19 e 20 de agosto, no Rio de Janeiro. A 34ª edição do Encontro tem como tema central “AEB 45 anos em prol da competitividade no comércio exterior”.

Para mais informações, acesse o site www.enaex.com.br

Assessoria de Comunicação Social do MDIC

http://www.mdic.gov.br//sitio/interna/noticia.php?area=5&noticia=13982

Exportações de SP, MT, RS, PR e MG somaram US$ 6,17 bi em julho

Exportações de SP, MT, RS, PR e MG somaram US$ 6,17 bi em julho

Embarques dos cinco estados, líderes das vendas externas do país, representam 67,77% do total exportado no mês
São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais foram os estados que mais exportaram produtos agropecuários em julho deste ano. No total, as vendas externas dessas cinco unidades da Federação somaram US$ 6,17 bilhões, o que representa 67,77% do total exportado pelo país.
O estado de São Paulo ocupa a primeira posição no ranking de exportação por estado, com embarques de US$ 1,54 bilhão. O complexo sucroalcooleiro foi o principal setor exportador, com US$ 528,63 milhões: US$ 435,58 milhões de açúcar de cana ou beterraba, US$ 92,77 milhões de álcool e US$ 284 mil de demais açúcares.
Em seguida, aparecem os sucos, com exportações de US$ 202,59 milhões. Deste valor, US$ 199,16 milhões foram de suco de laranja e US$ 3,40 milhões de sucos de outras frutas.
Em terceiro, ficou o complexo soja, com US$ 177,43 milhões em exportações. O destaque do setor foi da soja em grãos, com US$ 150,19 milhões, seguida pelo farelo de soja, com US$ 25,13 milhões, e o óleo de soja, com US$ 2,11 milhões.
Mato Grosso
Mato Grosso ficou em segundo lugar no ranking, com exportações de US$ 1,41 bilhão em julho. No estado, o setor de destaque foi o complexo soja, com US$ 1,11 bilhão: US$ 838,71 milhões de soja em grãos, US$ 256,61 milhões de farelo de soja e US$ 16,88 milhões de óleo de soja.
Os cereais foram o segundo produto de destaque na pauta de exportação de MT, com US$ 128,28 milhões.

Em terceiro ficou o setor de carnes, com US$ 128,23 milhões. O principal item foi a carne bovina, com US$ 100,77 milhões, seguida pela carne de frango, com US$ 16,41 milhões, e pela carne suína, com US$ 10,14 milhões. As demais carnes somaram US$ 906,38 mil.
Rio Grande do Sul
Com exportações de US$ 1,30 bilhão em julho, o Rio Grande do Sul ocupou a terceira posição no ranking. O complexo soja foi o principal setor, com US$ 747,54 milhões: US$ 646,89 milhões de soja em grãos, US$ 90,55 milhões de farelo de soja e US$ 10,10 milhões de óleo de soja.
Em seguida ficaram as carnes, com US$ 202,50 milhões. Deste valor, US$ 129,07 milhões de carne de frango, US$ 50,25 milhões de carne suína, US$ 14,33 milhões de carne bovina, US$ 5,15 milhões de demais carnes, miudezas e preparações, US$ 3,37 milhões de carne de peru e US$ 344 mil de carne de equídeos.
O fumo e seus produtos constituem o terceiro item mais vendido para o exterior pelo RS. As exportações do setor somaram US$ 133,65 milhões.
Paraná
O Paraná, com montante de US$ 1,24 bilhão, ficou em quarto lugar ranking no mês de julho.  As exportações paranaenses do complexo soja somaram US$ 601,73 milhões. Deste valor, US$ 410,54 milhões foram de soja em grãos, US$ 157,48 milhões, de farelo de soja e US$ 33,71 milhões, de óleo de soja.
Em segundo lugar, ficou o setor de carnes, com US$ 295,26 milhões: US$ 265,02 milhões de carne de frango, US$ 16,50 milhões de carne suína, US$ 5,85 milhões de carne bovina, US$ 5,60 milhões de carne de peru, US$ 2,19 milhões de demais carnes e miudezas e US$ 95 mil de carne de equídeo.
Os produtos florestais ficaram em terceiro lugar, com US$ 130,12 milhões: US$ 81,86 milhões de madeira e US$ 48,25 milhões de papel.
Minas Gerais
Minas gerais ocupou a quinta posição no ranking das exportações por estados. As vendas externas mineiras alcançaram US$ 686,58 milhões em julho. O café foi o principal produto, com o valor de US$ 261,74 milhões.
Em segundo lugar, ficou o complexo soja, com US$ 134,95 milhões. Deste valor, US$ 124,87 milhões de soja em grãos, US$ 10 milhões de farelo de soja e US$ 72 mil de óleo de soja. Em terceiro ficaram os produtos florestais, com US$ 67,24 milhões: US$ 66,71 de celulose, US$ 435,86 mil de madeira e US$ 94,44 mil de papel.

Assessoria de comunicação social
http://www.agricultura.gov.br/comunicacao/noticias/2015/08/exportacoes-de-sp-mt-rs-pr-e-mg-somaram-uss-6-bi-em-julho

ICMS-SC: Decreto altera legislação para dar mais agilidade ao processo de importação


ICMS-SC: Decreto altera legislação para dar mais agilidade ao processo de importação
Objetivo é desburocratizar os trâmites, reduzindo custos para o contribuinte catarinense


Em decreto publicado nesta semana, o Governo do Estado altera o Regulamento do ICMS para desburocratizar os trâmites de importação e, assim, reduzir custos para o contribuinte. O novo texto determina que "a suspensão do imposto será concedida por despacho de auditor fiscal da Receita Estadual, nos mesmos prazos e condições em que concedido o regime de admissão temporária, à vista de requerimento do interessado, encaminhado por meio eletrônico ao Grupo Especialista Setorial Comércio Exterior (GESCOMEX) da Diretoria de Administração Tributária (DIAT)".

"Esse decreto veio convalidar procedimento já adotado pelo GESCOMEX e visa única e exclusivamente desburocratizar o trâmite de pedido de liberação de importação de mercadorias ou bens sob regime aduaneiro de admissão temporária", explica Lenai Michels, coordenadora do GESCOMEX.

A auditora fiscal explica que o procedimento de concessão da suspensão já foi bastante simplificado com a dispensa da garantia definida em decreto de 2011. Nos dois últimos anos, a SEF também conseguiu dispensar a apresentação de documentos e disciplinar as importações de embalagens ou outras formas de acondicionamento de mercadorias importadas (caixas, pallets) que vêm para o país e voltam para o exterior. "Atualmente tudo é feito eletronicamente. Não há necessidade do contribuinte comparecer às Gerencias Regionais para ter este tipo de carga liberada", destaca Lenai.

Fonte: Secretaria da Fazenda do Estado de Santa Catarina

http://www.legisweb.com.br/noticia/?id=14769

RECEITA FEDERAL ABRE CONSULTA PARA RECOF-SPED

RECEITA FEDERAL ABRE CONSULTA PARA RECOF-SPED
A Receita Federal do Brasil liberou uma Consulta Pública para tratar da proposta de Instrução Normativa sobre o Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado que utilize o sistema público de escrituração fiscal para controle de suas operações, o chamado Recof-Sped, entre outras melhorias que visam a simplificar procedimentos de adesão ao regime e seu controle.
O Recof-Sped permitirá à empresa beneficiária importar ou adquirir no mercado interno, com suspensão do pagamento de tributos, mercadorias a serem submetidas a operações de industrialização de produtos, partes ou peças destinados à exportação ou ao mercado interno.
O período para as contribuições dos interessados será de 20 de agosto a 8 de setembro de 2015.

Fonte: Aduaneira

http://www.aduaneiras.com.br/noticias/noticias/noticias_texto.asp?ID=27015752&acesso=2

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Cresce exportação do agronegócio aos árabes

Cresce exportação do agronegócio aos árabes

Receita superou os US$ 900 milhões em julho, um aumento de 2% sobre o mesmo mês de 2014. Egito foi destaque e ficou em quinto lugar entre os maiores mercados do Brasil.


São Paulo – As exportações do agronegócio brasileiro aos países árabes somaram mais de US$ 900 milhões em julho, um aumento de 2,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foram embarcadas 1,8 milhão de toneladas, um crescimento de 34% na mesma comparação. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O Egito foi o principal destaque. De acordo com o Mapa, o país ficou na quinta posição entre os maiores mercados do agronegócio brasileiro em julho. Os egípcios importaram o equivalente a US$ 261 milhões, um avanço de 32,4% sobre o mesmo mês de 2014. A quantidade embarcada foi de 755 mil toneladas, um acréscimo de 87,4% na mesma comparação. Os principais produtos enviados ao Egito foram açúcar, carnes (bovina e de frango), milho e soja.

Outro destaque foi a Arábia Saudita, com compras no valor de US$ 225 milhões, um aumento de 16% em relação a julho do ano passado. Vale lembrar que este desempenho ocorreu apesar da Arábia Saudita não estar importando carne bovina do Brasil, em função de um embargo imposto no final de 2012. Os principais itens comercializados foram frango, açúcar e soja.

Em receitas, avançaram também as exportações para o Catar, Ilhas Comores, Kuwait, Iraque, Jordânia, Marrocos, Mauritânia, Omã, Palestina, Sudão e Tunísia.

Por outro lado, caíram as vendas para a Argélia, Bahrein, Djibuti, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Líbano, Líbia, Síria e Somália. Iêmen, Líbia, Síria e Somália são países assolados por conflitos.

No total, os principais produtos embarcados aos países árabes foram carnes (bovina e de frango), açúcar, soja, milho, gado vivo e café.

No acumulado do ano, os embarques do agronegócio aos países árabes renderam pouco mais de US$ 5 bilhões, um recuo de 2,8% em relação ao período de janeiro a julho de 2014. O volume exportado chegou a 8,6 milhões de toneladas, um acréscimo de 3,8% na mesma comparação.
http://www.anba.com.br/noticia/21868713/agronegocio/cresce-exportacao-do-agronegocio-aos-arabes/

Comércio exterior é um dos canais para a retomada da economia, diz Monteiro


Comércio exterior é um dos canais para a retomada da economia, diz Monteiro


Agência Estado


Rio, 19 - O comércio exterior não teve a centralidade que deveria ter na economia brasileira nos últimos anos, mas agora se apresenta como um dos canais para a retomada da economia, afirmou nesta quarta, 19, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto. Segundo ele, o Plano Nacional de Exportações (PNE) é uma iniciativa concentra para que o País utilize esse canal.

"O comércio exterior não teve a centralidade nos últimos anos que deveria ter. Agora, um dos canais para retomada da economia é o canal externo", disse Monteiro durante apresentação do 34º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex). "O Brasil tem como desafio criar uma ação estruturante para elevar o status do comércio fiscal."

Em meio a um cenário de restrição fiscal, Monteiro admitiu que o Plano Nacional de Exportações (PNE) não resolve sozinho todos os gargalos e desafios da economia brasileira. "Alguns desafios são de caráter estrutural", disse o ministro. "Mas o PNE é iniciativa concreta para que Brasil possa se utilizar de maneira mais efetiva desse canal."

http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2015/08/19/internas_economia,679909/comercio-exterior-e-um-dos-canais-para-a-retomada-da-economia-diz-monteiro.shtml

Exportações de brinquedos cresceram 7,3% no primeiro semestre


Exportações de brinquedos cresceram 7,3% no primeiro semestre



Brasília  - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, elogiou hoje o desempenho da indústria brasileira de brinquedos, que do início de 2011 a junho deste ano fabricou 500 milhões de unidades. Monteiro participou de reunião no Palácio do Planalto com a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos, Synésio Batista da Costa.

Segundo o ministro, a indústria de brinquedos soube aproveitar as políticas industriais implementadas nos últimos anos e recuperar participação no mercado nacional e vender mais para o mercado externo. As exportações de brinquedos, de janeiro a julho deste ano, foram de US$ 5,4 bilhões, valor 7,3% maior que o verificado no mesmo período do ano passado (US$ 5 bilhões).

Ouça entrevista do ministro após reunião com a Abrinq

Synésio Batista lembrou que em 1995 a participação dos fabricantes brasileiros no mercado nacional caiu de 95% para 30%. “Reagimos e em 2011 já tínhamos perto de 40% de participação. Vamos terminar 2015 com 55% do mercado. Há cinco anos a indústria de brinquedos não demite e há seis não fecha nenhuma fábrica”, afirmou.

Monteiro também elogiou o “movimento bem-sucedido de integração produtiva no Mercosul”. Durante a reunião, foram apresentados os primeiros resultados da política de Tarifa Externa Comum no Mercosul e do programa de integração produtiva do setor de brinquedos entre os cinco países membros, que já produziu os primeiros brinquedos criados no Brasil com partes dos outros parceiros.

A indústria nacional do brinquedo projeta crescimento para o ano e uma aceleração dos negócios a partir do Dia da Criança, data mais forte em vendas do ano. O mercado nacional do brinquedo deve movimentar este ano perto de R$ 10 bilhões no varejo, segundo cálculos da Abrinq, e as vendas da Semana da Criança devem chegar a R$ 3,7 bilhões.

Levantamento da Abrinq mostra ainda que desde 2007 a indústria persegue altas consecutivas, somando-se preço para loja da produção nacional mais importações: R$ 2.234 bilhões, R$ 2.510 (2008), R$ 2.710 (2009), R$ 3.117 (2010), R$ 3.460 (2011), R$ 3.875 (2012), R$ 4.456 (2013), R$ 5.160 (2014) e R$ 5.934 bilhões, projeção para este ano.

Também participaram do encontro Andrés Luis Lavin Cebada (Gulliver); Audir Queixa Giovani ( BBRA Indústria de Plásticos); Carlos Antonio Tilkian (Estrela); Charles Kapaz (Elka Plásticos); Daniel Trevisan (Brinquedos Bandeirantes); Geraldo Zinato (Líder Indústria e Comércio de Brinquedos); Glauber Jensen Filho (Roma Jensen); José Eduardo Pañella (Toyster); Mauro Antônio de Ré (Sidepar); Ricardo Albino Gonçalves (Copag da Amazônia); Sérgio Curi Sabbag (Brinquedos Mimo) e Wagner Lefort (Long Jump


Assessoria de Comunicação Social do MDIC

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=13979

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Armador, o responsável por gerenciar as embarcações


Armador, o responsável por gerenciar as embarcações

Operação pode ser realizada por empresas ou pessoas físicas


DA REDAÇÃO



Armadores podem ter, gerenciar ou fretar os navios


Realizar o transporte marítimo de cargas em rotas locais ou internacionais, operando embarcações e movimentando vários tipos de mercadorias entre os portos. Estes são os serviços feitos pelos armadores, empresas que devem equipar e manter comercialmente os cargueiros – que podem ou não ser de sua propriedade. Pessoas físicas também podem exercer a atividade.


Existem três tipos de armadores: o proprietário, que é o dono e explora diretamente o navio; o gerente, que opera uma embarcação que pertence a vários proprietários; e o locatário, que recebe o poder de administrar um navio que não é de sua propriedade.


Desde o momento em que os armadores recebem as mercadorias para realizar o serviço de transporte, eles se tornam responsáveis e respondem juridicamente por todos os problemas, ou efeitos, sobre elas. Cabe a eles emitirem, em até 24 horas, contadas a partir da entrega da carga, o Conhecimento de Embarque (em inglês, Bill of Loading ou B/L), que é um documento onde se atesta os artigos embarcados, o consignatário, os portos de embarque e desembarque e o nome da embarcação, além dos valores da operação.


O armador deve registrar sua frota em um país de sua escolha. Com isso, as embarcações assumem a bandeira daquela nação. Este é um fator importante no transporte marítimo, uma vez que cada estado tem uma exigência específica para a operação de cargueiros de outras nacionalidades. Mas os navios não precisam estar cadastrados com a mesma bandeira do armador. Tais decisões envolvem principalmente a política tributária de cada país.


Para representar os armadores em operação no Brasil, foi criado, em 1907, o Centro Nacional de Navegação (Centronave), uma associação sem fins lucrativos que atua para o desenvolvimento do setor marítimo e o comércio exterior brasileiro. Atualmente, segundo o site do Centronave, a entidade tem 24 empresas associadas. Entre elas, estão alguns dos principais armadores do mundo em relação a movimentação de cargas, como a dinamarquesa Maersk Line, a suíça MSC, a alemã Aliança-Hamburg Sud e a francesa CMA CGM.


No Brasil, os armadores ainda enfrentam algumas dificuldades em suas operações. As embarcações de grande porte nem sempre podem escalar nos portos do País utilizando toda a sua capacidade de carga, pois a maioria dos complexos não têm infraestrutura para essa operação.


http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/porto%26mar/armadores-na-realizacao-do-transporte-maritimo/?cHash=3d56dfac80f0c7355f86f2595cecdfe5

China lidera importações de produtos agropecuários do Brasil em julho


China lidera importações de produtos agropecuários do Brasil em julho


O complexo soja foi o principal setor exportador, seguido pelos produtos florestais e carnes de frango, boi e suína

ESTADÃO CONTEÚDO

Complexo soja foi o principal produto comprado pelos chineses em julho (Foto: Thinkstock)


A China foi o país que mais comprou produtos agropecuários do Brasil em julho, elevando sua participação nas exportações do setor de 25,5% para 32,1%. Dados do Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (AgroStat) mostram que os asiáticos compraram US$ 2,92 bilhões no mês passado. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o incremento foi de 19,2%, puxado por soja em grãos e carne bovina.


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O complexo soja foi o principal setor exportador, com US$ 2,47 bilhões. Os produtosflorestais ficaram em segundo, com US$ 185,26 milhões (US$ 169,65 milhões de celulose, US$ 9,4 milhões de papel e US$ 6,21 milhões de madeira).


Em terceiro, ficaram as carnes, com US$ 127,39 milhões - US$ 69,51 milhões de carne de frango, US$ 57,27 milhões de carne bovina e US$ 610.080 de carne suína. No acumulado do ano até julho, a Chinatambém ocupa a primeira posição, com US$ 14,67 bilhões.


A lista dos cinco maiores compradores conta com: Estados Unidos - (S$ 3,72 bilhões), Páises Baixos - US$ 2,94 bilhões, Alemanha - US$ 1,63 bilhão e Rússia, com US$ 1,37 bilhão. Na América do Norte, os produtos florestais foram destaque em julho, com US$ 200,77 milhões.


No setor, a celulose ficou em primeiro lugar, com US$ 96,75 milhões, seguida pela madeira com US$ 86,69 milhões e papel, com US$ 17,33 milhões. O café ficou em segundo lugar, com US$ 113,36 milhões, US$ 105,40 milhões de café em grãos e US$ 7,96 milhões de extratos de café.


O complexo sucroalcooleiro foi o terceiro principal setor, com US$ 60 milhões, sendo US$ 43,80 milhões de álcool e US$ 16,20 milhões de açúcar.


Para os Países Baixos, o setor que mais exportou no mês passado foi o complexo soja, com US$ 317,77 milhões. O produto de destaque foi a soja em grãos, com US$ 160,15 milhões. Em seguida, ficou o farelo, com US$ 157,59 milhões e o óleo , com US$ 27,74 mil.


Os produtos florestais ocuparam a segunda posição, com US$ 106,67 milhões. Deste valor, US$ 102,65 milhões foram de celulose e US$ 4,02 milhões de madeira.


Em seguida ficaram as carnes, com US$ 66,96 milhões, sendo US$ 46,46 milhões de carne de frango, US$ 12,66 milhões de carne bovina, US$ 7,77 milhões de carne de peru e US$ 63.980 as demais carnes e miudezas.


http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/Soja/noticia/2015/08/china-lidera-importacoes-de-produtos-agropecuarios-do-brasil-em-julho.html


Alto custo faz comércio exterior buscar alternativas tecnológicas


Alto custo faz comércio exterior buscar alternativas tecnológicas


O setor de comércio exterior frequentemente enfrenta dificuldades de comunicação e integração entre os participantes das cadeias de suprimentos internacionais. O número de informações e dados necessários para a entrega de cargas importadas e exportadas, desde a colocação de uma ordem de compra até a sua entrega, é extenso. Como o processo envolve diversas partes interessadas, o principal desafio é acompanhar em tempo real todos os processos que envolvem o faturamento, transporte e desembaraço da carga.


Segundo Christian Sandke, um dos idealizadores do Global Pipeline - um movimento criado por empreendedores que pretende simplificar a forma de realizar comércio exterior - o número de informações necessárias para liberação pode chegar a mais de 250, se considerados todos os documentos, cotações, comprovantes de pagamentos, prazos, conferências e entrada de dados nos sistemas das indústrias, dos prestadores de serviços logísticos e do governo.


Coletar, tratar e repassar todas estas informações dentro dos prazos necessários e sem erros é uma tarefa que exige atenção e sinergia de todos os envolvidos. "Este é um processo muito fragmentado, em média são de 5 ou 10 empresas trabalhando em conjunto. Fazer com que todos estejam na mesma página e tenham as mesmas prioridades nos momentos certos é um desafio", aponta o consultor em Supply Chain e conselheiro do movimento João Benedetto.


Na maioria dos casos, o resultado desta comunicação falha e desalinhada são multas aplicadas por órgãos anuentes, custos indesejados de armazenagem e sobrestadias de contêineres. Além de atrasos que geram paradas de linhas de produção, perda de vendas, necessidade de embarques urgentes e multas por descumprimento de contratos comerciais.


Para o diretor da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), Ruy Martins, reunir as informações corretas e necessárias é um passo para garantir competitividade. "Se você tem as informações à mão com facilidade consegue melhorar sua produtividade e fazer mais movimentos com menos recursos, administrar processos de forma mais eficiente e reduzir custos. Sem contar a melhoria do serviço oferecido ao cliente, seja a linha de produção ou o consumidor final", destaca.


https://portogente.com.br/noticias/transporte-logistica/alto-custo-faz-comercio-exterior-buscar-alternativas-tecnologicas-87044

MANAUS IMPLANTA SISTEMA DIGITAL DE FISCALIZAÇÃO DE CARGAS NOS PORTOS


MANAUS IMPLANTA SISTEMA DIGITAL DE FISCALIZAÇÃO DE CARGAS NOS PORTOS


Escrito por CLIPPING






MANAUS - Com o objetivo de dar agilidade no recebimento, envio e fiscalização das mercadorias importadas e exportadas pelos portos, a capital do Amazonas vai implantar o Sistema de Informações Gerenciais do Trânsito Internacional de Produtos e Insumos Agropecuários (Sigvig). O Sistema reúne em um cadastro único os estabelecimentos, representantes autorizados e de requerimento de importação e exportação com seus respectivos termos. A operação será realizada nos dois portos, Chibatão e Super Terminais.


A coordenadora-geral da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), Edilene Cambraia Soares, e o chefe do Serviço de Vigilância e Controle Aduaneiro do Porto de Santos (Sevig), Daniel Rocha, do Ministério da Agricultura, apresentaram na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) o sistema digital que já funciona no porto de Santos.


O vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, aprovou o Sigvig. “Quanto mais rápida for a liberação da carga, menos onerosidade e burocracia, maior o impacto na competitividade, menos corrupção e menos custo às empresas”, afirmou Azevedo.


Fonte: Portal Amazônia


https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/31301-manaus-implanta-sistema-digital-de-fiscalizacao-de-cargas-nos-portos

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Brasil exporta 3,376 bilhões na segunda semana de agosto


Brasil exporta 3,376 bilhões na segunda semana de agosto


Brasília (17 de agosto) – O desempenho das exportações brasileiras na segunda semana de agosto, com cinco dias úteis, foi de US$ 3,376 bilhões, com média diária de US$ 675,2 milhões. As importações no período somaram US$ 2,706 bilhões (média diária de US$ 541,2 milhões), o que resultou em um superávit comercial semanal de US$ 670 milhões. No ano, as exportações acumulam US$ 120,144 bilhões e as importações US$ 114,140 bilhões, o que gerou um superávit anual de US$ 6 bilhões, até o momento.

Segunda semana

Na segunda semana de agosto, as exportações, pela média diária, registraram desempenho 13,5% menor que o verificado até a primeira semana do mês (US$ 781,2 milhões). Nessa comparação, observaram-se retração nas vendas externas de produtos semimanufaturados (-28%) – principalmente celulose, açúcar em bruto e semimanufaturados de ferro e aço – de manufaturados (-10%) – por conta de autopeças, laminados planos e motores para veículos e partes – e de básicos (-11%) – especialmente por soja em grão, minério de ferro, carne de frango e suína.

Já as importações apresentaram queda de 14,9%, na comparação da média diária registrada até a primeira semana do mês (US$ 636,0 milhões). Esse desempenho foi explicado, principalmente, pela redução nas compras de combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, automóveis e partes, produtos plásticos, farmacêuticos, adubos e fertilizantes.

Mês

Nas duas primeiras semanas de agosto, com dez dias úteis, as exportações brasileias somam US$ 7,282 bilhões e as importações US$ 5,886 bilhões, resultando em um superávit de US$ 1,396 bilhão. Pela média diária das exportações no mês (US$ 728,2 milhões) observa-se uma queda de 25,3% no desempenho, quando se compara com a média diária das exportações verificada em agosto do ano passado (US$ 974,4 milhões). Nesse comparativo, foram observadas retrações nos embarques de produtos das três categorias: manufaturados (-28,2%) – principalmente por conta de óleos combustíveis, açúcar refinado, óxidos e hidróxidos de alumínio, automóveis, pneus e medicamentos – produtos básicos (-27%) – especialmente por conta de farelo de soja, minério de ferro, milho em grão, minério de cobre, petróleo em bruto, fumo em folhas, carne bovina, suína e de frango e café em grão – e de semimanufaturados (-6,4%) – devido a açúcar em bruto, couros e peles, ouro em forma semimanufaturada. Em relação a julho de 2015, há uma retração de 9,6%, causado pela diminuição nas vendas de produtos básicos (-13,2%) e manufaturados (-12,1%). Porém, as exportações de produtos semimanufaturados cresceram 10,1%.

No acumulado do mês, até a segunda semana, as importações somam US$ 5,886 bilhões, com média diária de US$ 588,6 milhões. O desempenho médio diário das vendas externas ficou 36% abaixo do verificado no mês de agosto do ano passado (US$ 919,3 milhões). Nessa comparação, constatou-se retração nos desembarques de combustíveis e lubrificantes (-82,3%), adubos e fertilizantes (-47,6%), siderúrgicos (-33,6%), automóveis (-31,7%) e aparelhos eletroeletrônicos (-27,4%). Já em relação a julho de 2015, quando a média diária das importações foi de US$ 702 milhões, houve retração de 16,2%, devido a diminuição nas compras de combustíveis e lubrificantes (-65,1%), adubos e fertilizantes (-35,9%) e farmacêuticos (-16,2%).



Acesse as informações da balança comercial no período

Assessoria de Comunicação Social do MDIC



http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=5&noticia=13976