LEGISLAÇÃO

sexta-feira, 30 de março de 2012

NOTÍCIAS JURÍDICAS



STF mantém compensação de crédito-prêmio de IPI

A multinacional Nitriflex, indústria especializada no fornecimento de polímeros especiais e borrachas nitrílicas, teve reconhecido o direito de receber o crédito-prêmio do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) referente ao período de 1988 a 1998. Nessa quarta-feira (28/3), o Plenário do Supremo Tribunal Federal aceitou Reclamação da empresa.
O direito já havia sido reconhecido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, com sede no Rio de Janeiro, e posteriormente confirmado pela 2ª Turma do STF, em decisão que transitou em julgado em janeiro de 2001. Mais tarde, a União entrou com Ações Rescisórias, tanto no TRF-2 quanto no STF, questionando a decisão das cortes no caso.
Na primeira, questionou a decisão da 3ª Turma daquele tribunal, que reconheceu o direito da indústria ao crédito-prêmio pelo período de 10 anos. E, na segunda, questionou decisão monocrática do ministro Néri da Silveira, já aposentado, que negou seguimento a Agravo de Instrumento, interposto na Suprema Corte contra decisão do TRF-2 que não havia admitido a subida de Recurso Extraordinário ao STF. Nesse recurso, a União questionava o acórdão da 3ª Turma, que lhe fora desfavorável.
O TRF-2 deu provimento parcial à Ação Rescisória e reformou a decisão para reduzir em cinco anos o direito da empresa ao crédito-prêmio do IPI. Na reclamação, a indústria alegou que as duas ações rescisórias sobre o mesmo tema e o mesmo caso — propostas na mesma data no STF e no TRF-2 — eram inviáveis.
De acordo com a ministra Cármen Lúcia, relatora do caso, houve desrespeito à decisão do STF quando o TRF-2 acolheu parcialmente a Ação Rescisória da União e reformou, em parte, a decisão da 2ª Turma do Supremo. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.
RCL 9.790
Revista Consultor Jurídico




CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS


CLASSIFICAÇÃO DAS MÁQUINAS E APARELHOS PARA TRATAMENTO PRELIMINAR DE MATÉRIAS-PRIMAS PARA FABRICAÇÃO DA PASTA DE MATÉRIAS FIBROSAS CELULÓSICAS
Essas máquinas e aparelhos servem para tratar as matérias-primas destinadas a fabricação de matérias fibrosas celulósicas.
Elas se classificam na subposição 8439.10, que foi desdobrada no Mercosul da seguinte maneira:
8439.10 - Máquinas e aparelhos para fabricação de pasta de matérias fibrosas celulósicas
8439.10.10 Para tratamento preliminar das matérias primas
8439.10.20 Classificadoras e classificadoras-depuradoras de pasta
8439.10.30 Refinadoras
8439.10.90 Outros
No grupo dessas máquinas e aparelhos podem ser citados os seguintes exemplos:
1) Os agitadores e outros desfibradores de papel ou cartão usados;
2) As abridoras ou desfibradoras de palha ou de matérias semelhantes, mesmo com dispositivo de desempoeirar;
3) Os trituradores de bambu, de cilindros, e os corta-palhas especiais para a indústria papeleira;
4) As máquinas para cortar toras em aparas, e as selecionadoras peneiradoras de aparas;
5) As desfibradoras de toras, de mós; e
6) As máquinas, do tipo Masonite, de desintegrar aparas, em fibras, por meio de uma forte compressão seguida de uma depressão brusca.
Entretanto, atenção: você não pode classificar unidades industriais que fazem esse tratamento preliminar na subposição 8439.10. Isto está errado e poderá ser alvo da Fiscalização.
Cesar Olivier Dalston, www.daclam.com.br. Fonte: NESH com adaptações.



quinta-feira, 29 de março de 2012

COMÉRCIO EXTERIOR - 29/03/2012



Corumbá e Puerto Suárez implantam área comum para exportação

HELOíSA GARCIA 
foto
Foto: Anderson Gallo/Diário Online
Acordo foi assinado pelo inspetor-chefe, Eduardo Fujita, e o administrador da Aduana de Puerto Suáre


A posse do novo inspetor-chefe da Receita Federal do Brasil em Corumbá, Eduardo Fujita, na tarde de ontem (27), foi marcada pela a assinatura do regulamento de criação de uma Área de Controle Integrado (ACI) entre a aduana boliviana de Puerto Suárez e a Inspetoria da Receita Federal corumbaense. As chamadas ACI são unidades onde operam conjuntamente autoridades dos dois países.
O acordo bilateral simplificará o processo de exportação e importação Brasil e Bolívia pela fronteira de Corumbá e a província de Gérman Busch, onde fica localizado o município de Puerto Suárez.
A ACI-Corumbá-Puerto Suárez - que desde 1º de março funciona no Porto Seco da Agesa, na rodovia Ramão Gomez - é importante porque além de simplificar os trâmites aduaneiros, proporciona melhor controle sobre a circulação das mercadorias, mediante troca de informações entre as aduanas.
80% das exportações
Números apresentados pela Superintendência Regional da 1ª Região Fiscal da Receita Federal do Brasil, mostram que em 2011 o volume do comércio exterior de Corumbá foi de R$ 2,7 bilhões em importações, que resultaram uma arrecadação de quase R$ 8 milhões em tributos e de cerca de R$ 2 bilhões em exportações.
Esse volume registrado pela Inspetoria da Receita Federal em Corumbá representa aproximadamente 80% das exportações do Centro-Oeste brasileiro.
(Com informações de Diário Online)




Dados complementares da balança de fevereiro são divulgados

Dados complementares da balança de fevereiro são divulgados

Brasília – Foram publicados, na página eletrônica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), os dados complementares da balança comercial de fevereiro 2012 e do acumulado do ano. As informações complementam os dados divulgados no dia 1° de março.
A série de arquivos apresenta ainda os valores mensais e acumulados das exportações e importações, além da série histórica desde 1991. As principais empresas exportadoras e importadoras, no resultado mensal e no acumulado do ano, estão dispostas e é possível obter também uma listagem de empresas exportadoras e importadoras classificadas por faixa de valor.
Está à disposição informações com a classificação dos principais produtos exportados e importados e a divisão por fator agregado (básicos, semimanufaturados e manufaturados). A relação dos principais países de destino (exportação) e de origem (importação) e dos principais parceiros comerciais (corrente de comércio) é outra informação acessível, além da lista por blocos econômicos.
Assessoria de Comunicação Social do MDIC





Exportações do agronegócio paulista atingem US$ 2,58 bilhões 

No primeiro bimestre de 2012, as exportações do agronegócio paulista atingiram US$ 2,58 bilhões, mantendo-se assim no mesmo valor de janeiro-fevereiro do ano passado, de acordo com análise do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Como as importações aumentaram 12,7%, para US$ 1,69 bilhão, o resultado foi redução de 17,6% no saldo comercial do setor, para US$ 890 milhões.
Vale destacar que as importações paulistas nos demais setores (excluindo o agronegócio) somaram US$ 10,75 bilhões para exportações de US$ 5,20 bilhões, gerando déficit externo desse agregado de US$ 5,55 bilhões. "O déficit do comércio exterior paulista só não foi maior devido ao desempenho dos agronegócios estaduais, cujos saldos ainda se mantiveram positivos mesmo que decrescentes", concluem os pesquisadores do IEA, José Roberto Vicente e José Sidnei Gonçalves.
Com isso, a participação das exportações do agronegócio paulista no total das vendas externas do Estado recuou 1,5 pontos percentuais no primeiro bimestre, de acordo com a análise do IEA. Já a participação das importações aumentou 0,4 pontos percentuais, quando comparado com o mesmo período de 2011.
Já o superávit do agronegócio brasileiro no primeiro bimestre foi de US$ 7,58 bilhões (acréscimo de 14,5% frente ao do mesmo período do ano passado), fruto de exportações crescentes (mais 12,4%, para US$ 12,36 bilhões) e importações de US$ 4,78 bilhões (acréscimo de 9,1%). "Portanto, o desempenho dos agronegócios sustentou a balança comercial brasileira, uma vez que os demais setores, com exportações de US$ 21,81 bilhões e importações de US$ 28,97 bilhões, produziram no período um déficit de US$ 7,16 bilhões", observam os pesquisadores do IEA.
Para finalizar, as exportações do agronegócio paulista representaram 20,9% das vendas externas do setor no Brasil, ou seja, 2,6 pontos percentuais a menos que no mesmo período em 2011. Já as importações representaram 35,4%, ou seja, 1,2 pontos percentuais superiores ao verificado no ano passado.





Para Cingapura, Brasil deixou de ser região exótica

A corrente de comércio entre Brasil e Cingapura atingiu US$ 3,6 bilhões no ano passado, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Além de projetar aumento nessa relação comercial para os próximos anos, o governo cingapuriano projeta incrementar os seus investimentos no Brasil. A intenção é aprofundar a presença em negócios com a Petrobras e ingressar no setor de infraestrutura.
Atualmente, existe capital de Cingapura na construção de dois estaleiros, em negócio avaliado em "cerca de US$ 1 bilhão" por Anchit Sood, diretor do Centro de Comércio Exterior de Cingapura para a América do Sul. "Há dois anos, nenhuma empresa havia procurado o centro para pedir informações sobre o Brasil. Esse é um movimento recente. Nós deixamos de ver o país como um lugar longe e exótico", afirmou.
As empresas de Cingapura estão de olho nas construções ligadas à camada pré-sal do petróleo. "Essa é a primeira fase. A segunda é diversificar os investimentos", diz o executivo.
Com o quinto maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita do mundo, a cidade-Estado procurou diversificar os investimentos nos últimos anos e vê no Brasil "a porta de entrada para a América Latina", segundo explicou Sood. O know-how em planejamento urbano, gestão de resíduos e tratamento de água são as apostas das empresas cingapurianas. Além disso, existe interesse nas áreas de agronegócios e tecnologia da informação.
Atualmente, há conversas com o governo brasileiro para a aplicação de um projeto de otimização na cabotagem (navegação na costa). Um sistema digital na carga e descarga de produtos já foi implantado no Espírito Santo. "Estamos em negociação com a Secretaria Nacional de Portos para colocar isso no país inteiro", afirma Sood.
Do outro lado do balcão, o Brasil também aumentou a presença em Cingapura. Pela localização estratégica e por causa das taxas baixas cobradas nas transações financeiras, grupos que desejam fazer negócios no continente usam Cingapura como entreposto. O Banco do Brasil, por exemplo, inaugurou seu primeiro escritório no país no fim do ano passado, assim como a Embraer. Também em 2011, a Singapore Airlines inaugurou voo Cingapura-São Paulo, com escala em Barcelona.
A nova linha aérea reflete uma demanda crescente, de acordo com a gerente de turismo de Cingapura para os Estados Unidos e América Latina Kristi Shalla. No ano passado, 15 mil brasileiros voaram para o país asiático, o que representou aumento de 45% em relação ao ano anterior. "A maioria viaja a negócios. O país é um 'hub' para a Ásia, um ponto em que se acessa China, Índia e todo o Sudeste Asiático", diz.
Mesmo com o aumento de interesse verificado em Cingapura como ponte para investimentos do capital brasileiro, os números mais expressivos estão nas exportações. No ano passado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior registrou US$ 2,8 bilhões em vendas, puxadas pelo petróleo, biocombustível e seus derivados, vindo em seguida a carne, o ferro e o aço. O montante representa um aumento de 112% em relação a 2010.
Fonte:  Valor Econômicohttp://www.suinoculturaindustrial.com.br/noticias/para-cingapura-brasil-deixou-de-ser-regiao-exotica/20120328083157_F_352

PORTOS E LOGÍSTICA - 29/03/2012



Empresa investe mais de R$ 250 mi no porto de Paranaguá

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) anunciou ontem que investirá mais de R$ 250 milhões até o fim de 2012. Parte do dinheiro, R$ 51 milhões, foi destinada à aquisição de novos equipamentos que começaram a operar nesta semana, como dois portêiners - espécie de guindastes gigantes utilizados para descarregar e carregar navios -, seis transtêines - para movimentação da carga - e caminhões. O restante, R$ 200 milhões, será destinado à construção e equipamentos para um terceiro atracadouro.

De acordo com o diretor superintendente do TCP, Juarez Moraes e Silva, os investimentos neste que é o terceiro maior terminal do Brasil ampliam a capacidade operacional da empresa e eleva o Porto de Paranaguá a um nível de excelência entre os melhores do mundo.

As mudanças começaram a ser planejadas ano passado após a entrada do fundo Advent Internacional que, em junho de 2011, adquiriu 50% das ações do TCP. Entre outros pontos de ação, a empresa faz parte do Plano Nacional de Dragagens e, depois de dez anos sem a manutenção, retomou em 2011 o processo de dragagem do canal de entrada. Atualmente, a profundidade do Porto de Paranaguá está em 12,5 metros com restrição (de acordo com tempo e horário).

Com isto, foi possível receber em fevereiro de 2012 o maior navio atracado na costa brasileira, o Cosco Vietnan, com 334 metros de comprimento.

Até o fim do primeiro semestre de 2012 a expectativa é retirar as restrições. Em médio prazo, a TCP pretende aumentar a profundidade e chegar aos 14,5 metros com recursos do Governo Federal por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

"A tendência é que os navios fiquem cada vez maiores para reduzir os custos do transporte, mas os portos precisam conseguir atender esta demanda. Com 14,5 metros, podemos receber todos os gigantes da navegação já construídos", destacou Silva.

A construção de um terceiro píer de atracação, de 315 metros de extensão, deve consumir R$ 140 milhões do consórcio. Para equipá-lo, o custo dos equipamentos, como um sétimo e oitavo portêiners, é de cerca de R$ 60 milhões.

"Estes investimentos, desde os que estão sendo colocados em prática esta semana como os novos equipamentos e a construção do novo berço, aumentarão a capacidade e eficiência do TCP", disse o diretor financeiro Luiz Antonio Alves.

Fonte:odiario.com(Maringá)/Poliana Lisboa
http://www.portosenavios.com.br/site/noticias-do-dia/portos-e-logistica/14715--empresa-investe-mais-de-r-250-mi-no-porto-de-paranagua




Porto do Pecém terá R$ 2 bilhões até 2016

O Porto do Pecém aguarda licença ambiental emitida pelo Ibama para seguir a segunda etapa das obras de expansão e modernização. O terminal completa hoje 10 anos de inauguração

Estavam lá. Tasso Jereissati, governador do Ceará de então; José Serra, que lançara o edital de licitação das obras em 2005 quando ministro do Planejamento; e Juraci Magalhães, prefeito de Fortaleza à época. Era a inauguração oficial do Terminal Portuário do Pecém, em 28 de março de 2002.

O porto, com seu complexo industrial batizado de Mário Covas - nome votado na Assembleia Legislativa -, recebeu investimento do Governo do Estado da ordem de R$ 220 milhões, segundo informou o secretário de Infraestrutura do período, Maia Júnior. Houve também recursos do Governo Federal.

Dez anos depois, sob a tutela do governador Cid Gomes, o Porto do Pecém prepara-se para a agenda de expansão e modernização. Serão R$ 2 bilhões até 2016.

A Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra) já assinou o contrato com o consórcio vencedor Marquise/QG/Ivaí, formado pela Construtora Marquise; Queiroz Galvão e Ivaí Engenharia de Obras. O valor firmado foi de R$ 568,7 milhões, com término das obras em 30 meses a contar da data de assinatura da ordem de serviços.

Para começarem os trabalhos, falta a licença ambiental, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama). A expectativa é que saia ainda neste mês ou no início de abril. O Ibama informou que o documento está em analise.

A segunda etapa da expansão inclui uma nova ponte de acesso ao quebra-mar existente com 1.520 metros (m) de extensão; pavimentação de 1.065m sobre o quebra-mar; ampliação do quebra-mar em cerca de 90m; alargamento em cerca de 33m da ponte; construção de 600 metros de cais com dois berços de atracação de navios cargueiros ou porta-contêineres, informou a Seinfra. Está prevista ainda a ampliação do pátio da retro-área de aproximadamente 69 mil metros quadrados.

Em agosto de 2011, foram entregues as obras do Terminal de Múltiplo Uso (Tmut), que tem dois berços de atracação; quebra-mar ampliado para mil metros e o prolongamento da ponte existente. A obra custou cerca de R$ 410 milhões.

A importância do Porto do Pecém e do seu complexo industrial foi tratado pelo O POVO na reportagem especial Dossiê Pecém, que começou a ser publicaa no dia 18.

Siderúrgica em pauta
O governador Cid Gomes se reuniu, ontem, no Palácio da Abolição, com o presidente da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), Marcos Chiorboli, além de representantes da Zona de Processamento de Exportação (ZPE).

Na pauta, a preparação da área da CSP para receber o material de construção, grande parte vindo da China, está previsto para chegar, em abril, conforme O POVO adiantou em matéria noa dia 21.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Porto do Pecém tem aspectos naturais de profundidade e localização muito competitivos. A infraestrutura está sendo montada e o empresário começa a se sentir mais seguro em fazer negócios no local.

Retrospectiva

Março/2002. Inauguração oficial do Porto do Pecém e do seu complexo industrial. Um dos dois nomes que estavam em votação para batizar o complexo era Cícero Romão Batista, mas Mario Covas acabou sendo escolhido.

Fevereiro/2003. Estudo Refinaria - Razões Técnicas de Sua Localização, feito pelo Núcleo de Pesquisa em Logística, Transporte e Desenvolvimento (Nupeltd), aponta o Porto do Pecém como o melhor para receber uma refinaria.

Maio/2005. Pesquisadores visitam o Ceará para definir os detalhes da construção de uma usina de geração de energia por meio das ondas do Porto do Pecém.

Dezembro/2007. Governo do Estado determina um estudo para montar o plano diretor do Complexo do Pecém e um planejamento para os dez anos seguintes.

Agosto/2008. O então presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, afirma, pela primeira vez à imprensa cearense, que a refinaria no Pecém seria mesmo construída e teria o início das obras em 2009.

Novembro/2009. Porto do Pecém completa 3 anos seguidos como líder em exportação de frutas.

Fevereiro/2010. Primeiro carregamento de minério de ferro.

Fonte: O POvo (CE)



Mucuripe: porto de futuro

publicado originalmente na coluna Vertical do jornal O Povo
O presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC), Paulo André Holanda, encontrou em sua mesa de trabalho o resultado da movimentação do Porto do Mucuripe relativa ao primeiro bimestre deste ano: 681.282 toneladas de mercadorias. O número manteve a média obtida em igual período de 2011. Paulo André acaba de chegar de Miami (EUA), onde divulgou, na feira Seatrade Cruise Shipping, o novo terminal de passageiros do Mucuripe. Ele garante que o ritmo das obras está no cronograma. Em Miami, André manteve reuniões com os presidentes dos portos de Miami e Fort Lauderdale, onde tratou sobre novas rotas de cruzeiros e cargas para o porto de Fortaleza.
Papel zero
O Ceará será, a partir de agosto, o primeiro estado apto a ter 100% dos seus processos virtualizados, diz o secretário do Planejamento, Eduardo Diogo. Segundo ele, em 2011 tramitaram 522.867 processos pelo Governo.




Considerações sobre os incentivos fiscais nos portos catarinenses

* por Hilda Rebello
Os portos catarinenses são importantes ferramentas logísticas e tem se desenvolvido nas últimas décadas por conta do expressivo aumento do comércio exterior brasileiro, abarcando, as cargas do estado de Santa Catarina e as de outros estados. Isso se dá principalmente, devido à excelente infraestrutura portuária, facilidade de acesso terrestre e áreas de apoio logístico. Contudo, é inegável que parte desse crescimento ocorrido nos últimos sete, oito anos se deu também, por conta dos incentivos fiscais concedidos pelo estado para as cargas de importação que aqui desembarcam.
Nas últimas semanas, governo, empresários, associações e o meio portuário, não tem discutido outra coisa, que não seja a questão da perda, pelos estados, da concessão dos benefícios fiscais para as cargas de importação. De um lado, a defesa pela permanência dos incentivos sob a alegação de que decisão do governo de desengavetar a resolução 72/ 2010 objetivando a uniformização do percentual do ICMS trará danos irreparáveis para a economia dos estados, de outro a de que os incentivos são os grandes vilões da desindustrialização do país e que portanto devem acabar.
Que a perda dos incentivos afetará no curto prazo a economia do estado é fato, porém, o próprio mercado tem facilidade de adaptação e pode criar outros mecanismos que possam compensar estas perdas a fim de continuar competitivo. Um deles é trabalhar a vantagem competitiva dos portos catarinenses no que se refere á logística. As cargas que não desembarcarem aqui, em sua grande maioria, desembarcará no Porto de santos, um porto com sérios problemas logísticos que notadamente não daria conta das cargas adicionais.
Seria então a grande oportunidade dos portos de Santa Catarina, e aqui se pode destacar o Complexo Portuário de Itajaí, de oferecer vantagens adicionais aos donos das cargas fazendo um pesado marketing institucional destacando, a priori a competitividade. Enquanto uma carga levaria dias para ser liberada no porto santista, pagando armazenagem e demurrage, os portos catarinenses liberariam esta mesma carga com tal rapidez, que as mesmas chegariam ao destino antes da liberação em Santos. Assim, o foco fica na qualidade da prestação de serviços, agilidade nas liberações e preços mais competitivos. Além de compensar a perda do benefício, tornará os portos catarinenses mais fortes no mercado.
Os incentivos não são os únicos responsáveis pela desindustrialização, eles são apenas uma ponta pequena do iceberg do conhecido custo Brasil: A alta carga tributária, deficiência logística, falta de investimentos públicos, juros altos entre outros.
Outra questão a se levar em conta é de que a maioria dos produtos importados é formada por insumos, matérias-primas e maquinários para modernização do parque fabril, ou seja, vem agregar valor e competitividade a cadeia produtiva. Sem os incentivos, o setor produtivo perde a chance de modernizar sua indústria e melhorar seu produto para torna-lo mais competitivo.
É sabido também que o Brasil se mantém no comércio internacional, devido ás exportações de commodities especificadamente, petróleo, soja e minério de ferro. O governo não incentiva a industrialização e a exportação de produtos com valor agregado, logo, contribui de forma crucial para a desindustrialização.
Não podemos temer um colapso nos nossos portos agora. O mercado possui grande capacidade de adaptação. Crises vêm e vão e em geral se ajustam ao sabor das conveniências. Sem apontar as questões de interesses políticos e empresariais relacionadas ao fato, vale também lembrar que Santos receberá dois grandes empreendimentos portuários, que para operar com a capacidade anunciada, precisarão que estas cargas retornem para lá. Melhor aguardar os acontecimentos!
* Hilda Rebello é especilista em Gestão Portuária e professora em Santa Catarina

AFRMM - LEI Nº 12.599/2012





LEI  Nº 12.599/2012 
Comércio Exterior, IPI, PIS, COFINS, PIS/PASEP-Importação, COFINS-Importação, IOF - AFRMM, suspensão e crédito de PIS/COFINS nas operações com café, prazo para recolhimento do IOF e RECINE 
Foi convertida na Lei nº 12.599/2012, a Medida Provisória nº 545/2011, com alterações, tratando sobre:

Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante - AFRMM e o Fundo da Marinha Mercante - FMM - Alterações

Foi alterada a Lei n° 10.893/2004, que trata do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante - AFRMM e o Fundo da Marinha Mercante - FMM. Tal alteração impactou os seguintes dispositivos: a) art. 3° (estabelece que o AFRMM destina-se a atender aos encargos da intervenção da União); b) art. 7° (trata da disponibilização de dados para controle da arrecadação do AFRMM); c) art. 8° (trata da constatação de incompatibilidade do valor da remuneração do transporte aquaviário); d) art. 11 (trata do pagamento do AFRMM); e) art. 13 (determina que o contribuinte deverá manter em arquivo pelo prazo de cinco anos os conhecimentos de embarque e demais documentos pertinentes ao transporte); f) art. 14 (trata da isenção do pagamento do AFRMM); g) art. 15 (trata da suspensão do pagamento do AFRMM); h) art. 16 (dispõe sobr e a incidência de multa de mora ou de ofício e juros de mora nos casos de atraso ou não pagamento do AFRMM); i) art. 17 (define o destino do produto da arrecadação do AFRMM); j) arts. 37 e 38 (tratam da taxa de utilização do MERCANTE). Foi alterada também a Lei n° 11.434/2006 (arts. 4° e 6°) e foi acrescido o art. 52-A na Lei n° 10.893/2004, para tratar da obtenção do ressarcimento do AFRMM sobre as mercadorias cuja origem ou cujo destino final seja porto localizado na Região Norte ou Nordeste do País.

PIS/PASEP e COFINS - Suspensão e crédito presumido sobre operações com café
Foi suspensa a incidência do PIS/PASEP e da COFINS sobre as receitas decorrentes da venda dos produtos classificados nos códigos 0901.1 (Café não torrado) e 0901.90.00 (cascas e películas de café; sucedâneos do café contendo café em qualquer proporção), da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados - TIPI, aprovada pelo Decreto no 6.006/2006 e instituiu crédito presumido para as pessoas jurídicas que efetuem exportação de café não torrado, ou que o utilizem na elaboração de produtos classificados nos códigos 0901.2 (café torrado) e 2101.1 (Extratos, essências e concentrados de café e preparações à base destes extratos, essências ou concentrados ou à base de café) da TIPI, nas condições que especifica.
A Lei ainda determinou que, as disposições dos arts. 8º e 9º da Lei nº 10.925/2004 não se aplicam mais às mercadorias ou produtos classificados nos códigos 09.01 e 2101.11 da Nomenclatura Comum no Mercosul (NCM), a partir da produção dos efeitos da nova regra de suspensão e crédito sobre operações com café.

Programa Cinema Perto de Você - Instituição
Foi instituído o Programa Cinema Perto de Você, objetivando: a) fortalecer o segmento de exibição cinematográfica, apoiando a expansão do parque exibidor, suas empresas e sua atualização tecnológica; b) facilitar o acesso da população às obras audiovisuais por meio da abertura de salas em cidades de porte médio e bairros populares das grandes cidades; c) ampliar o estrato social dos frequentadores de salas de cinema, com atenção para políticas de redução de preços dos ingressos; d) descentralizar o parque exibidor, procurando induzir a formação de novos centros regionais consumidores de cinema. O Programa Cinema Perto de Você compreende: a) linhas de crédito e investimento para implantação de complexos de exibição; b) medidas tributárias de estímulo à expansão e mo dernização do parque exibidor de cinema; c) o Projeto Cinema da Cidade.

IPI, PIS/PASEP e COFINS - Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica (RECINE) - Instituição
Foi instituído o RECINE, cujo credenciamento e aprovação é de competência da ANCINE e beneficiará com suspensão: a) do PIS/PASEP e da COFINS, as vendas para pessoa jurídica beneficiária do RECINE; b) do PIS/PASEP- Importação e COFINS-Importação, as importações efetuadas por pessoa jurídica beneficiária do RECINE; c) do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI incidente na saída do estabelecimento industrial ou equiparado, quando a aquisição no mercado interno for efetuada por pessoa jurídica beneficiária do RECINE; d) do IPI incidente no desembaraço aduaneiro, quando a importação for efetuada por pessoa jurídica beneficiária do RECINE.
Além disso, foram alterados os artigos 8º e 28 da Lei nº 10.865/2004 a fim de reduzir a zero a alíquota do PIS/PASEP e da COFINS incidente nas vendas e importações de projetores para exibição cinematográfica, classificados no código 9007.2 da NCM, e suas partes e acessórios classificados no código 9007.9 da NCM, sendo facultado ao Poder Executivo regulamentar essas disposições.
Também foi instituído o Projeto Cinema na Cidade, alterada a Medida Provisória nº 2.228-1/2001, que, dentre outros assuntos, estabelece princípios gerais da Política Nacional do Cinema e a Lei nº 8.685/1993, que cria mecanismos de fomento à atividade audiovisual e dá outras providências.

IOF - Prazo de recolhimento - Alterações Mediante alteração no artigo 70 da Lei nº 11.196/2005, foi modificado o prazo de pagamento do IOF, de forma a determinar o recolhimento: a) até o terceiro dia útil subsequente ao decêndio de ocorrência dos fatos geradores, no caso de aquisição de ouro e ativo financeiro; b) até o último dia útil do mês subsequente ao de ocorrência dos fatos geradores, no caso de operações relativas a contrato de derivativos financeiros; e c) até o terceiro dia útil subsequente ao decêndio da cobrança ou do registro contábil do imposto, nos demais casos.

Por fim, a Lei revogou:
a) a partir da data de publicação do ato do Poder Executivo que regulamentar os arts. 1o ao 3º, que trata do AFRMM:
a.1) o parágrafo único do art. 17 da Lei no 9.432/1997, e a.2) o art. 12 da Lei no 10.893, de 13 de julho de 2004, ambos tratando do mesmo assunto;
b) os §§ 6º e 7º do art. 8º da Lei nº 10.925, de 23 de julho de 2004; que tratava do crédito presumido sobre o café. 

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VINHOS





Salvaguarda ao vinho nacional: sou contra

Chico Junior |
Essa história de salvaguarda para o vinho nacional, com o aumento no imposto de importação - o que tornará o vinho que vem de fora muito mais caro, em nome da proteção do vinho nacional -, me lembra aquela história da reserva de mercado da informática. Lembram-se? Em nome do desenvolvimento da indústria nacional de computadores e softwares, taxavam-se de maneira brutal os produtos importados, praticamente inviabilizando a compra aqui no país. Como resultado vimos um aumento violento no contrabando e a patinação da indústria nacional, paramos no tempo e no espaço, perdemos tempo e dinheiro, um horror.

Mas naquela época, ainda sob a ditadura, não tínhamos muito que discutir. Aliás, nem podíamos. Era aceitar as imposições ou aceitar.

Felizmente, nos dias de hoje vivemos um estado democrático e todos podemos discutir abertamente os temas que no envolve. E é bom que o a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que abriu investigação para aplicação de salvaguarda às importações da bebida, ouça com carinho os que são contra e os que são a favor do aumento de impostos. Leio aqui no SRZD, que a assessoria do MDIC diz que "a salvaguarda visa proteger um setor que esteja sofrendo prejuízo grave".

Por princípio, sou contra a tal salvaguarda e o aumento de impostos de importação para o vinho. E tenho minhas dúvidas se os produtores brasileiros de vinho estejam sofrendo prejuízos graves. Concordo com a posição da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho do Rio de Janeiro (SBAV-Rio), que se manifestou contra a aplicação de salvaguardas para o vinho nacional. Também acho que a indústria nacional de vinho deveria investir mais em tecnologia de solo, tecnologia de produção, economia de escala, tudo para que se possa melhorar a qualidade do vinho nacional, e investir, principalmente, em propaganda e marketing.

Conheço um empresário suíço que sempre que vem ao Brasil procura beber determinados vinhos tintos brasileiros, que ele aprecia. Mas sempre reclama do preço.

Conseguimos superar preconceitos em relação ao produto nacional com o nosso espumante, por exemplo. Os produtores brasileiros desenvolveram técnicas de solo, plantio, colheita e hoje nós produzimos, simplesmente, espumantes que estão entre os melhores do mundo. Muitos deles só perdem em qualidade para o champanhe francês. Já batemos o prosecco italiano e a cava espanhola. Temos produtos bons, de qualidade excepcional e com preços competitivos. Sem necessidade de salvaguarda




Barreira ao vinho estrangeiro pode tirar bebida brasileira do cardápio

O importador português de vinhos Bernardo Gonçalves da Costa aponta o lacre de uma garrafa de Quinta Seara D"Ordens exposta em seu estande na Brasil Wine Fair - feira no Riocentro que reuniu produtores nacionais e internacionais da bebida, semana passada - e pergunta: "O que consegues ver aqui?". O que ele está "a indicar" é o que não consta na garrafa: o selo fiscal. A ausência do item foi uma vitória para todas as importadoras de vinho filiadas à Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (ABBA). Em outubro, a entidade conseguiu liminar contra a determinação do Ministério do Desenvolvimento que obrigava a aplicação do selo em todos os vinhos comercializados no país. Isso é parte da polêmica que opõe entidades de classe da bebida no Brasil e o resto do mundo.
O enredo inclui acusações de tentativa de eliminar pequenas vinícolas nacionais, recuos estratégicos de grandes empresas, a grita de chefs de cozinha e a discussão sobre se a taxação de vinhos importados é eficaz, visto que argentinos e uruguaios, nossos grandes concorrentes, estão fora da lista. Arrastando-se entre o Congresso e tribunais há um ano, a novela está prestes a ganhar capítulo decisivo: no último dia 15, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) abriu investigação que pode impor cotas ao produto estrangeiro ou aumentar a tarifa de importação.
Segundo Ciro Lilla, dono da importadora Mistral, 30% dos vinhos estão livres do selo graças a mandados de segurança. As liminares, porém, chegaram tarde para cerca de cem micro e pequenas vinícolas, a maioria no Rio Grande do Sul, que fecharam as portas desde que a norma entrou em vigor, em 10 de janeiro de 2011. Além das dificuldades de aplicação do selo, a empresa não pode ter pendência legal e a produção precisa de parâmetros estranhos à natureza do vinho.
- Do ponto de vista fiscal, o vinho é tratado como bebida alcoólica, mas, do sanitário, é um alimento. Essa política relega a cultura da viticultura familiar em nome do agronegócio - diz.
Cerca de 90% da produção são das grandes vinícolas
Das vinícolas brasileiras, 95% são familiares (500 mil litros ao ano), mas 90% da produção estão com 15 ou 20 grandes, explica Luiz Henrique Zanini, da Vallontano, a principal entre as menores do país. Para ele, é um movimento que visa ao oligopólio e acaba com a diversidade.
- Os produtores artesanais tendem a produzir um vinho com mais qualidade. Por isso, passaram a representar uma ameaça aos vinhos industriais - acusa Pedro Hermeto, dono do restaurante Aprazível, no Rio.
Além dos selos, o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), a Federação das Cooperativas do Vinho (Fecovinho) e o Sindicato da Indústria do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul (Sindivinho) lutam para que o vinho seja incluído na lista de exceções da Tarifa Externa Comum, aplicada pelo Mercosul a terceiros - o que permitira elevar o imposto de 27% para até 55% - e para que sejam estabelecidas cotas de importação.
- São demandas totalmente legais, previstas pela Organização Mundial do Comércio quando os países se sentem prejudicados. Dos 91,9 milhões de litros de vinhos finos comercializados em 2011, 56% vieram de fora do Mercosul e 21,3% eram nacionais - defende Carlos Paviani, diretor executivo da Ibravin.
Chefs, importadoras e sommeliers classificam o eventual aumento de impostos um contrassenso e "um tiro no pé". Segundo os contrários à proposta, impostos mais pesados, em vez de ampliar o consumo das bebidas brasileiras, desestimularão a venda no Brasil e toda uma cultura de sofisticação, com profissionais especializados, que surgiu nas últimas duas décadas. E os grandes beneficiados com a medida poderão ser os produtores argentinos, não os brasileiros.
O chef Felipe Bronze, do restaurante Oro, diz-se perplexo com a discussão. Ele ameaça tirar da carta da casa carioca qualquer vinho brasileiro.
A chef Roberta Sudbrack é uma das mais ativas contra as medidas e tem postado em sua conta no Twitter o link de um abaixo-assinado. Ela retirou da carta de seu restaurante vinhos das vinícolas que apoiam a salvaguarda. Mas frisa que a medida é momentânea, "até que o bom senso impere", e que não é um boicote ao vinho brasileiro.
Fonte: O Globo






Reflexos da salvaguarda ao vinho nacional
Os especialistas em vinhos do Centro do País já estão dizendo que a comunidade internacional começou a reagir à possibilidade de aplicação de salvaguardas contra o vinho importado pelo governo brasileiro. O produtor português António Soares Franco, por exemplo, garantiu que o “Brasil entrou em uma guerra comercial e irá perder”. O Comitê Interprofissional das Denominações de Origem e a Federação dos Exportadores de Vinhos e Espirituosos da França alertaram o ministro do Comércio Exterior e o Comissário Europeu oficialmente sobre as medidas protecionistas em estudo no Brasil. O pedido de aplicação de salvaguardas para o vinho brasileiro foi protocolado junto ao Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior em julho de 2011 e teve como peticionários o Instituto Brasileiro do Vinho, em conjunto com a União Brasileira de Vitivinicultura, a Federação das Cooperativas do Vinho e o Sindicato da Indústria do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul. O objetivo é tentar diminuir a concorrência do vinho importado. O melhor caminho, no meu entender, seria tratar de aumentar ainda mais  a qualidade do vinho brasileiro e sua competitividade, diminuindo os preços, neste caso com desoneração fiscal por parte dos governos. As entidades solicitaram a salvaguarda porque o mercado, nos últimos anos, “cresceu apenas para os produtos importados. Dos 91,9 milhões de litros de vinhos finos comercializados em 2011, apenas 21,3% eram nacionais”. O pedido não inclui o Chile, que é o principal exportador para o Brasil, com 40%, porque está no Mercosul. Talvez por isso, os europeus estão gritando mais

Danilo Ucha | ucha@jornaldocomercio.com.br
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=89820

Tribunal isenta empresa de pagar INSS sobre 13º salário

A empresa CPM Braxis ERP Tecnologia da Informação conseguiu autorização judicial para deixar de recolher a contribuição previdenciária relativa ao 13º salário pago a seus funcionários no ano passado. Depois de negar o pedido da companhia em fevereiro, o desembargador Antonio Cedenho, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, com sede em São Paulo, reformou seu voto e decidiu afastar a aplicação de uma norma da Receita Federal para empresas do setor. Para o magistrado, o Fisco legislou ao editar o Ato Declaratório Interpretativo nº 42, de 16 de dezembro. A norma determina às empresas de tecnologia da informação o recolhimento de 20% da contribuição sobre 11 meses do 13º salário de 2011. O ato foi editado após a entrada em vigor da Lei nº 12.546, em 1º de dezembro, que alterou a forma de cobrança do tributo. O recolhimento da contribuição ao INSS passou a ser de 2,5% sobre o faturamento bruto das companhias, e não mais de 20% sobre a folha de salários. Na decisão, proferida em 19 de março, o desembargador considerou que o ato estabeleceu critérios não previstos na lei que modificou a base de cálculo da contribuição. “E, portanto, [a Receita] legislou”, disse. Além disso, entendeu que a interpretação do Fisco deu alcance “indevido” às leis que regulam o pagamento do 13º salário. Para Cedenho, o fato gerador da contribuição previdenciária ocorre com o pagamento da verba decorrente do contrato de trabalho. O que, no caso da gratificação de Natal, diz o desembargador, se verifica até o dia 20 de dezembro. “Portanto, o critério do cálculo e pagamento exigido não deve prevalecer”, afirmou. Na prática, a decisão libera a empresa de recolher R$ 2,5 milhões, referente ao pagamento do 13º de 2011 de seus cinco mil funcionários. Procurada pelo Valor, a empresa não respondeu aos pedidos de entrevista até o fechamento da edição. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informou que ainda não foi intimada da decisão, mas que vai recorrer. A CPM Braxis, com sede em São Paulo, havia conseguido decisão favorável na primeira instância. A PGFN recorreu e conseguiu cassar a liminar. Na ocasião, Cedenho entendeu que não haveria risco de dano irreparável que justificasse autorizar a suspensão da cobrança. Isso porque o contribuinte poderia pedir a restituição do dinheiro caso ganhasse a ação. Dias depois, no entanto, ele reconsiderou seu voto, e restabeleceu a liminar. “Houve uma análise prévia do mérito”, disse o advogado que representa a empresa no processo, Leonardo Mazzillo, do WFaria Advocacia. Para ele, a decisão do TRF indica sintonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o assunto. O tributarista se refere a um precedente de 2005 em que foi decidido que a tributação do 13º salário deve ocorrer no momento do pagamento, efetuado em dezembro. A Fazenda, entretanto, sustenta que o tributo incide sobre o trabalho do empregado realizado ao longo do ano. Dessa forma, o benefício seria calculado proporcionalmente. “Acreditamos que a turma [do TRF] não compactuará com o entendimento de que o pagamento do 13º salário se mede pela prestação de serviço em dezembro”, afirmou o órgão, em nota. “A prevalecer essa ideia, o empregado que trabalha apenas no último mês do ano teria direito ao recebimento integral do 13º e não à parcela de 1/12 do benefício”. Em São Paulo, a PGFN possui outro caso em acompanhamento prioritário, cujo valor envolve cerca de R$ 500 mil. A ação ainda não foi julgada pelo TRF. Segundo uma fonte da Fazenda Nacional, o órgão não descarta a possibilidade de ajuizamento de mais ações, inclusive coletivas. “Estamos monitorando a distribuição da capital para verificarmos a existência de casos similares, o que, cremos, é muito factível”, disse. O presidente do Sindicato das Empresas de Processamentos de Dados de São Paulo (Seprosp), Luigi Nese, afirmou recentemente ao Valor que não pretende ajuizar ações para questionar a cobrança. Mas outras entidades, como a Associação Brasileira de Provedores de Serviços de Apoio Administrativo (Abrapsa), cogitam a possibilidade. Bárbara Pombo
Fonte: Valor Econômico
Associação Paulista de Estudos Tributários








INFRAESTRUTURA PRECARIA É AMEAÇA QUE DESAFIA O BRASIL

João Leopoldino Neto*
Embora a elevada carga tributária seja sempre apontada como a principal causa dos elevados custos da produção nacional, a acentuada defasagem da infraestrutura é, sem dúvida, também a grande responsável por essa discrepância de valores com produtos similares importados. E o problema vem se agravando com o correr do tempo e a falta de providências por parte do governo, em todos os níveis e graus de competência. 
As grandes cidades se transformaram em verdadeiros gargalos para o escoamento da produção, com gigantescos congestionamentos diários e incontáveis restrições à circulação de veículos pesados. As estradas, mesmo quando consideradas de qualidade satisfatória, como em São Paulo, em diversos trechos já não suportam o volume de veículos de grande porte, essenciais ao transporte de produtos de todas as naturezas até o destino final. 
Para chegar ao consumidor nas regiões metropolitanas, ou aos pontos de embarque para outras regiões ou países, a logística é cada vez mais intrincada e custosa. Envolve desde altas despesas com manutenção dos veículos, armazenamento de cargas dada a dificuldade de embarque em portos e aeroportos, elevadas taxas de pedágio e até escoltas que possam aumentar a segurança das cargas. Tudo isso, e mais, cresce em função da infraestrutura precária que tolhe partes fundamentais da produção, como o recebimento da matéria prima e a entrega do produto final a quem o irá comercializar ou consumir. 
O ponto essencial nessa dicotomia entre a real necessidade de ação e a ausência de providências nesse sentido é a falta de determinação dos responsáveis pela obtenção de recursos e investimentos na infraestrutura nacional. A aceleração desse processo continua sendo uma espécie de meta sempre relegada para mais adiante, com base em dificuldades irrelevantes diante da grandeza dessa tarefa, que tem tudo para mudar para melhor a economia do país.
A história comprova: as grandes crises econômicas foram e são superadas com investimentos maciços em infraestrutura. O Brasil, embora ainda a salvo dos efeitos da crise que afeta a zona do euro, não pode continuar ignorando suas conhecidas deficiências na malha rodoviária de dimensões continentais, nos portos, aeroportos e ferrovias, todos em contínuo e acelerado processo de defasagem em relação às necessidades do país.
Eventos internacionais já articulados, a melhoria nas condições econômicas da população e a concorrência cada vez maior de economias mais estruturadas, que colocam em xeque a produção nacional, precisam ser encarados pelas autoridades responsáveis em suas reais dimensões. A urgência nessas providências é flagrante, pois há muito essas deficiências deixaram de ser eventuais ameaças para se tornarem flagrantes obstáculos à competitividade do Brasil na economia mundial e na própria esfera interna.
Não há mais como postergar a necessidade de que o Brasil se una em torno dessa ideia e passe a exigir dos comandantes do país atitudes que realmente produzam resultados concretos. É imprescindível colocar ponto final em simulacros de realizações, que se perdem em discussões intermináveis, em diluição de competências e outros artifícios burocráticos que sempre emperraram o desenvolvimento. 
* João Lopoldino Neto é engenheiro, primeiro vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo - SINICESP

CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS




As máquinas-ferramentas de ultrassom comportam um punção submetido a vibrações ultrassônicas e um abrasivo em suspensão num líquido.
Essas máquinas podem incorporar um recipiente de reciclagem do abrasivo.
Fazem parte deste grupo, especialmente, as máquinas-ferramentas que permitem:
1) Brunidura de fieiras de diamante ou de carbonetos metálicos;
2) Furar e trabalhar minerais;
3) Gravar sobre o vidro; e
4) Fresar, brochar e retificar.
As máquinas-ferramentas que operam por ultrassom são classificadas na subposição do Sistema Harmonizado 8456.20, que se desdobra no Mercosul segundo apresentem ou não comando numérico, isto é:
8456.20 - Que operem por ultrassom
8456.20.10 De comando numérico
8456.20.90 Outras
Cesar Olivier Dalston, www.daclam.com.br. Fontes: SH, NCM e NESH com adaptações.


quarta-feira, 28 de março de 2012

COMÉRCIO EXTERIOR - 28/03/2012




Exportação do agronegócio mantém ritmo

As exportações do agronegócio brasileiro em fevereiro totalizaram US$ 5,9 bilhões, 11,8% a mais na comparação com o mesmo mês de 2011. As importações alcançaram US$ 1,3 bilhão. Como resultado, a balança comercial do agronegócio registrou superávit de US$ 4,7 bilhões. O setor do agronegócio que mais contribuiu para o aumento das vendas externas foi o complexo soja (grão, farelo e óleo), que registrou crescimento de US$ 517 milhões para US$ 1,2 milhões no valor exportado. O acréscimo foi de US$ 671,2 milhões, valor que suplantou o aumento total das exportações de fevereiro e participa com quase 20% no valor total exportado. 
Outros segmentos exportadores com destaque nesse mês foram as carnes (US$ 1 bilhão), complexo sucroalcooleiro (US$ 865 milhões), produtos florestais (US$ US$ 746 milhões) e café (US$ 584 milhões). Os cinco principais setores mencionados respondem por 75% nas exportações de fevereiro deste ano. Quanto ao destino das exportações do agronegócio, os valores exportados aumentaram muito para a Ásia (US$ 1,560 bilhão), União Européia (US$ 1,797 bilhão) e África (US$ 695 milhões). Na análise por país, destaca-se o forte crescimento das exportações para a China (+171,5%). A elevação das vendas ao país possibilitou que a participação chinesa chegasse a 11% do total das exportações em fevereiro de 2012. 

Venda de manufaturados se recupera 
Embora as exportações de manufaturados tenham recuado 2,9% na primeira semana de março (para US$ 353,8 milhões), em relação a igual período do ano passado, as duas semanas seguintes apresentaram uma recuperação nos embarques desses produtos. Ao fim da terceira semana do mês, segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a alta acumulada foi de 0,5%, totalizando US$ 355,7 milhões. No período, automóveis, óleos combustíveis, veículos de carga, calçados e suco de laranja não congelado puxaram as vendas. Por outro lado, na quarta semana de março, decresceram as vendas de manufaturados (-0,8%), em consequência, principalmente, de autopeças, açúcar refinado e máquinas para terraplanagem. Especialistas descartam uma possível mudança de tendência na comercialização destes itens ao longo de 2012, que devem continuar perdendo espaço na pauta exportadora. 

Analista de comércio exterior 
Foi publicado, na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União, o Edital n° 4 da Escola de Administração Fazendária (Esaf) para concurso público da carreira de analista de comércio exterior com a oferta de 157 vagas. A remuneração inicial da carreira é R$ 12.960,77 e as atribuições do cargo são voltadas para as atividades de gestão governamental, relativas à formulação, implementação, controle e avaliação de políticas de comércio exterior. Esse é o maior concurso já feito para preenchimento de vagas da carreira e estava previsto no Plano Brasil Maior. A ampliação no quadro de servidores do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) atende a uma necessidade de reforço nas atividades de comércio exterior, em especial as relacionadas às investigações de defesa comercial. Leia mais: www.mdic.gov.br 

Cosméticos conquistam mercados 
Na seara das exportações, a indústria brasileira de cosméticos embarcou o equivalente a US$ 754 milhões em 2011, um crescimento de 8,7% sobre o ano anterior, segundo a Abihpec. Basilio ressaltou que nos últimos 10 anos as vendas externas cresceram, em média, 14,7% ao ano, ao passo que as importações aumentaram 16,4%. "A valorização do real [frente ao dólar] trouxe esse resultado deficitário, mas ele [o déficit] é pequeno, de US$ 126 milhões", disse. "Isso não é preocupante, não sentimos uma invasão dos importados", acrescentou. O discurso é bem diferente do que o de outros setores da indústria, que reclamam da concorrência dos importados no mercado nacional. 
Entre os destinos dos cosméticos brasileiros está o mundo árabe. Segundo a diretora de Comércio Exterior da Abihpec, Silvana Gomes, o mercado do Oriente Médio tem dado um "resultado excelente". "É um mercado importante, que aceita os produtos brasileiros e reconhece sua qualidade", declarou. 

Calçadistas buscam negócios na China 
Um grupo de calçadistas brasileiros estará na China nesta semana para mais uma ação comercial. As marcas Amazonas, Anatomic Gel, Dumond e Stéphanie Classic irão expor na China International Clothing & Acessories Fair (CHIC), feira que ocorre dias 26 a 29 de março, em Pequim. 

Alfândega de Santos aumenta fiscalização 
A Receita Federal aumentou o rigor na fiscalização de produtos importados em portos, aeroportos e fronteiras. O Porto de Santos, por onde entraram US$ 55 bilhões em mercadorias no ano passado, ou 24% de tudo que o Brasil comprou no exterior, terá o dobro de agentes para conferência física de contêineres. Os 36 novos fiscais que atuarão no complexo chegaram ontem, remanejados de outras regiões do estado ou do país. O objetivo da Receita é impedir a entrada de produtos falsificados no Brasil, em um momento de acirrada competição internacional e crescimento das importações. O governo brasileiro entende que um maior volume de operações comerciais pode ser acompanhado por mais tentativas de operações fraudulentas, o que lesa o país e reduz a oferta de empregos na indústria 

Antonio Pietrobelli 
editor@exportnews.com.br 




Receita Federal realiza a maior retenção de bagagem da história do aeroporto de Viracopos
Apreensão de U$ 1 milhão inclui eletrônicos, joias, produtos médicos e até anabolizantes

A Operação Maré Vermelha, deflagrada pela Receita Federal dá resultados imediatos. Uma rigorosa fiscalização no voo Lisboa – Campinas resultou na retenção de 39 malas com mercadorias irregularmente trazidas como bagagem. A aeronave chegou ao aeroporto de Viracopos no último sábado 24/3, quando os passageiros tiveram as bagagens vistoriadas pela Receita Federal. As malas apreendidas pesam um total de 1.167 quilos. Foram encontradas joias de prata, produtos médicos, diversos componentes de computadores, celulares, eletrônicos e até suplementos alimentares e anabolizantes. A Receita Federal estima que o valor das mercadorias ultrapasse US$ 1 milhão.
Apenas dois passageiros que viajavam juntos traziam treze malas com mais de quatrocentos quilos de joias de prata italiana. As demais mercadorias eram portadas por outros oito passageiros.
As retenções foram possíveis graças aos trabalhos de inteligência e gestão de riscos da Alfândega de Viracopos. Existem indícios de que alguns desses passageiros estivessem atuando em quadrilha.
Será formalizado Auto de Infração contra cada uma dessas pessoas, que poderão perder definitivamente os produtos. Os fatos serão formalmente comunicados ao Ministério Público Federal e cada investigado poderá ser processado pelo crime de descaminho, cuja pena chega a quatro anos de reclusão.

A apreensão faz parte da Operação Maré Vermelha – a maior já realizada contra fraudes no comércio exterior no País. Deflagrada há uma semana pela Receita Federal do Brasil, a operação visa aumentar o rigor nas operações de comércio exterior e combater o comércio desleal.

Assessoria de Comunicação - Ascom/RFB