LEGISLAÇÃO

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

PORTOS E LOGISTICA - 22/02/2011

Portos terão sistema integrado de controle de operações portuárias
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, participou na última semana, em Paranaguá, de uma reunião entre a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Celepar, Departamento de Estradas e de Rodagem (DER) e Ferroeste. A reunião discutiu as necessidades de criação de novos sistemas de gerenciamento da informação, para integrar o sistema logístico de escoamento de cargas no Estado.

Durante a reunião, a Celepar apresentou um diagnóstico dos sistemas de tecnologia e gerenciamento de informação existentes nos portos, além de expor um novo sistema que está em fase de criação.

“Nesta reunião ficou claro que existe uma necessidade de se criar um sistema integrado, que ligue o cais do porto a diferentes secretarias de governo e a órgãos federais, como a Receita Federal”, disse o secretário.
Richa Filho afirmou ainda que a intenção é oferecer um sistema ágil e eficiente, que englobe as informações do setor logístico e que consiga dar uma resposta rápida às demandas de gerenciamento interno e também ás demandas dos usuários do sistema portuário.
Para o superintendente da Appa, Airton Vidal Maron, o novo sistema de gestão da informação dará ainda mais agilidade ao recebimento de cargas nos portos de Paranaguá e Antonina. “Hoje temos o Carga Online que faz o gerenciamento do fluxo logístico dos veículos até o porto, estabelecendo quotas diárias de recebimento de caminhões e vagões para cada terminal/operador, dimensionando os fluxos e evitando filas. Com um novo sistema, integrado às demais secretarias e até a órgãos do governo federal, poderemos mapear com mais exatidão a chegada de produtos agrícolas, identificando os gargalos e nos antecipando às soluções dos problemas”, disse.
Analistas da Celepar apresentaram durante a reunião o SICOP – Sistema Integrado de Controle de Operações Portuárias e de Faturamento – que está sendo desenvolvido pela Celepar e vai permitir a integração de todas as informações relativas aos portos num sistema integrado de gestão pública.
“O Porto é um item vital para a infraestrutura e a logística do estado. Já fizemos um mapeamento dos sistemas existentes e agora nosso objetivo é desenvolver sistemas e mecanismos que integrem a gestão da atividade às demais estruturas logísticas do governo do estado”, explicou o presidente da Celepar, Jacson Carvalho Leite.
Antonina – O secretário José Richa Filho também esteve em Antonina e participou da primeira reunião do ano do Conselho de Autoridade Portuária de Antonina (CAP). “Já determinamos ao diretor do Porto de Antonina, Paulo Scalco, que faça uma aproximação com o CAP e intensifique os estudos para levantar quais são as soluções para os problemas do Porto”, disse.
Richa Filho afirmou também que já recebeu a visita de diversos grupos interessados em investir no Porto de Antonina. “Nosso papel como governo do estado é ser um facilitador. Acreditamos que Antonina compõe o complexo portuário paranaense e tem muito para contribuir com o desenvolvimento do estado”, disse.
A Tribuna Online



Brasil: Portos operando no limite
Pelos portos brasileiros passam mais de 80% das importações e exportações brasileiras.
E o montante movimentado não para de crescer.

De 2003 a 2010, as importações e exportações tiveram alta de mais 200%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Mas todo esse volume embarca e desembarca em uma infraestrutura portuária que não recebe qualquer investimento há praticamente 20 anos.

“Essa estrutura desestimula e dificulta o investimento privado”
Se o comércio internacional continuar em alta, os portos poderão não dar conta da demanda em dois anos, diz Carlos Campos, coordenador de Infraestrutura Econômica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que, juntamente com Bolívar Pêgo, organizou e editou o estudo “Infraestrutura econômica no Brasil: diagnósticos e perspectivas para 2025”. O Ipea é vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.
“Os principais gargalos são os acessos rodoferroviários aos portos”, afirma Campos. “É tão difícil para os caminhões e trens chegarem aos portos brasileiros quanto saírem.
”A falta de vias de acesso eficientes eleva o preço dos fretes, compromete cargas perecíveis e prejudica a competitividade dos portos e dos produtos, aponta o estudo.
“A carga não pode chegar no momento adequado. O navio, o caminhão e o motorista têm que esperar”, diz Wilen Manteli, diretor presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP). “Muita gente estima esse tempo improdutivo em perda de 3% até 5% sobre o valor do comércio exterior. Imagine isso em cima de quase US$ 400 bilhões, valor movimentado em 2010.”
Em 2010, o comércio internacional movimentou 761 milhões de toneladas nas instalações portuárias brasileiras, diz Manteli. Em 2015, o volume deve chegar a 1 bilhão de toneladas.
Outro problema apontado pelo estudo do Ipea é a falta de profundidade dos canais de acesso para receber e movimentar navios de grande porte.
Investimentos privados em operações portuárias adiaram colapso
Só não houve estrangulamento dos portos graças aos investimentos privados, iniciados na década de 90, com a Lei de Modernização dos Portos (Lei n° 8.630/1993), explica Campos.
O governo federal é proprietário e administrador da área dos portos, mas a operação portuária e os terminais passaram para o setor privado.
“A iniciativa privada investiu em equipamentos modernos que trazem muita eficiência nas cargas e descargas, fizeram avanços nas questões gerenciais, e, com muita dificuldade e fila, o Brasil ainda está conseguindo segurar”, completa Campos.
O Decreto n° 6.620/2008 deu condições para a criação dos chamados terminais portuários de uso privativo (TUPs). Montados por empresas, os TUPs são prioritariamente usados para transportar cargas das empresas proprietárias.
O decreto também prevê que empresas privadas peçam licitação para concessão de um novo porto. Mas, mesmo que a solicitante tenha apresentado projeto e seja proprietária da área onde pretende construir o terminal, deverá participar de uma licitação pública.
Se perder, a companhia é indenizada pela área, e o empreendimento é realizado pela empresa que vencer a licitação.
A primeira licitação nesses moldes será realizada em Manaus, no estado do Amazonas, e o edital já foi lançado, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)
“Essa estrutura desestimula e dificulta o investimento privado”, opina Campos. “E é assim que o governo quer por acreditar que o porto é serviço público e vai continuar com administração pública com operação privada.”
No vácuo regulatório antes da aprovação das novas regras, a Antaq autorizou a construção e a operação privada de três portos. Um deles foi o Superporto do Açu, do grupo EBX, do empresário Eike Batista, no município de São João da Barra, no norte do estado do Rio de Janeiro.
Com início de operações previsto para 2012, o Superporto terá calado profundo, para receber navios de grande porte, além de acesso estratégico às rodovias e linhas ferroviárias. O empreendimento dará suporte às operações de extração e tratamento de petróleo e gás da Bacia de Campos – a maior reserva petrolífera do Brasil.

Investimento em infraestrutura portuária é responsabilidade federal
Nos portos públicos, todo o investimento em infraestrutura cabe ao governo federal
Para resolver os gargalos atuais, seriam necessários R$ 42,88 bilhões, segundo o estudo do Ipea. O total deveria ser aplicado em construção, ampliação e recuperação de áreas portuárias (R$ 20,46 bilhões), obras de acessos terrestres (R$ 17,29 bilhões), dragagem e derrocamento (R$ 2,78 bilhões) e outras melhorias (R$ 2,34 bilhões).

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em janeiro de 2007 pela administração de Luiz Inácio Lula da Silva, destinou R$ 2,7 bilhões do seu orçamento de R$ 657,4 bilhões para melhorias em 12 portos até 2010.

Entre as obras mais contempladas pelo PAC estão dragagens, totalizando R$ 1,5 bilhão, dentro do do Programa Nacional de Dragagem.

“O Programa Nacional de Dragagem é ousado, considerado um dos maiores do mundo”, diz Manteli. “Estamos minimizando aquelas dificuldades que nós tínhamos nos acessos dos navios aos portos.”

Mas Campos afirma que os investimentos incluídos no PAC englobam apenas 19,2% do número de obras identificadas como necessárias para os portos e correspondem a 23% do total de investimentos necessários para corrigir esses gargalos.

Além disso, dos 14 projetos de melhorias iniciados em portos brasileiros, somente sete foram concluídos.

Do total de R$ 2,7 bilhões previstos no PAC para investimentos em portos de 2007 a 2010, o governo investiu R$ 789,1 milhões, segundo o último relatório do PAC, divulgado em 9 de dezembro de 2010.

Manteli reclama da série de documentos com as mesmas informações para diferentes órgãos do governo e que devem ser preenchidos pelos responsáveis pelas embarcações obrigatoriamente em português.
“O número de documentos, guias e formulários que se tem que preencher chega a 112, para mais de 20 instituições”, completa Manteli

Para facilitar o processo, o governo federal está implantando o programa Porto Sem Papel. Trata-se de um sistema informatizado para unificar todas as bases de informações. Com um único formulário preenchido pelo responsável pelo navio, as informações podem ser acessadas por todos os órgãos envolvidos no embarque ou liberação da carga.
O sistema está em teste em Santos (SP), no Rio de Janeiro (RJ) e em Vitória (ES) e deve reduzir em 25% o tempo que o navio fica atracado.
Mas Campos têm mais recomendações.
“A alfândega dos portos deveria operar 24 horas para que pudesse dar mais fluidez à liberação de cargas”, opina. “Sugerimos também a regulamentação do direito de greve no serviço público. Têm instituições públicas que às vezes fazem greve de 20, 30, 40 dias. Como vai dizer para um chinês, por exemplo, que não consegue chegar com a carga porque o porto está em greve?”
Infosurhoy.com

TRIBUTOS - 22/02/2011

Saiba o que separar para a entrega da declaração do Imposto de Renda
Progama da Receita deve ser baixado para se fazer a declaração do IR
Eduardo Djun

Faltando uma semana para o início do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2011, o contribuinte já pode começar a se preparar. Neste ano, o prazo de entrega começa no dia 1º de março e vai até 29 de abril. Ficam obrigados a declarar todos os contribuintes que receberam mais de R$ 22.487,25 em 2010.

Para evitar problemas e atrasos na restituição, o diretor da RNC (Rede Nacional de Contabilidade), Helio Donin Junior, recomenda organizar a papelada necessária e verificar se não falta nada. “Com o grande controle da Receita Federal sobre as operações financeiras, podemos cair na malha fina pelo esquecimento de um simples documento”, declarou.

Neste ano, existem algumas novidades, entre elas o controle da Receita Federal sobre as despesas médicas em clínicas. Elas estão obrigadas a partir de agora a apresentar a Dmed (Declaração de Serviços Médicos e de Saúde), onde serão identificados todos os recebimentos de clientes.

“Se houver um lançamento de dedução de despesa com clínica médica, mas a clínica não lançou os dados na Dmed, a declaração do contribuinte cairá na malha fina”, alerta ele.

Os documentos necessários para a elaboração da declaração do Imposto de Renda são:

- Comprovantes de rendimentos do ano-base 2010;

- Comprovantes de rendimentos, aplicações e saldos bancários;

- Comprovantes de aquisições, transferências e vendas de bens;

- Comprovantes de pagamentos: a médicos, dentistas, hospitais, clínicas, com educação, a profissionais liberais, de aluguéis, doações (filantrópicas / estatuto da criança / ativ. audiovisuais / incentivos a cultura), arrendamento, livro caixa (autônomos), imposto s/ ganhos de capital (venda de bens), imposto s/ renda variável (mercado financeiro).

- Valores pagos ao INSS de empregada doméstica, se houver;

- Declaração anterior para servir de base na confecção da atual.

Segundo o especialista, os informes de rendimentos são importantes assim como fazer uma avaliação das compras de vendas efetuadas no ano de 2010, como imóveis, veículo e outros bens.

Não recebi os comprovantes de rendimentos, e agora?

Apesar de as fontes pagadoras (bancos e empresas) estarem obrigadas a fornecer o informe de rendimentos, o não-envio deste documento pode acontecer. Nesses casos devem ser tomadas algumas providências. “Em instituições financeiras, praticamente na sua totalidade, esses informes estão disponíveis via internet banking ou nos caixas eletrônicos, com emissão imediata”, explica o especialista.

Já no caso de informes de rendimentos de empresas, a Receita Federal informa em seu site que, caso a companhia não forneça este documento ao seu empregado, ele deve comunicar o fato à Secretaria da Receita Federal de sua região, "para as medidas legais cabíveis".
eBand /Jornalismo Economia

 
Receita registra apreensões de mercadorias acima de 16 milhões em Foz do Iguaçu
Os eletrônicos lideram o ranking de apreensões em real, superando, em janeiro, 68% em relação ao mesmo período do ano passado.

As apreensões da Receita Federal em Foz do Iguaçu/PR superaram R$ 16 milhões no mês de janeiro/2011. Esse valor representa um aumento de 16% em relação ao mesmo mês de 2010.

O valor mais significativo em apreensões foi de eletrônicos, superando R$ 4,5 milhões, resultando no aumento de 68% em relação a janeiro/2010. Foram apreendidos, ainda, 269 veículos, uma média de 8 (oito) apreensões diárias, cujo valor total chega a R$ 4,3 milhões.

Já em termos percentuais, os relógios registraram o maior aumento no valor das apreensões. Comparado com janeiro de 2010, constata-se um aumento de 98%.

Outro item que também se destacou em relação a janeiro do ano passado foi ‘bebidas’ com incremento de 89%.
Além das mercadorias e veículos, foram apreendidos, no mês de janeiro/2011, os seguintes quantitativos de drogas e munições:

4.775 projéteis de munição;
78 kg de maconha;
2,6 kg de crack;
74,3 de anestésicos; e
3,4 kg de cocaína.

Quadro detalhado contendo os valores, inclusive com dados sobre os entorpecentes apreendidos no mês, veja em:

http://www.receita.fazenda.gov.br/AutomaticoSRFsinot/2011/02/18/2011_02_18_11_17_24_740539763.html


COSIT - Solução de Consulta nº 11/2011


SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT Nº 11, DE 15 DE FEVEREIRO DE 2011
DOU 17.02.2011

ASSUNTO: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF

EMENTA: DISPENSA DE RETENÇÃO. A retenção do Imposto sobre a Renda na Fonte, para pagamentos feitos por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas pela prestação de serviços, prevista nos arts. 647, 649 e 651 do RIR/99, fica dispensada quando, em cada importância paga ou creditada, realizada a qualquer tempo e tomada isoladamente, o imposto for igual ou inferior a R$10,00 (dez reais). Não se aplica, a esse imposto não retido, a adição prevista no § 1º do art. 68 da Lei Nº 9.430/1996, ou seja, não haverá acumulação desse valor para um futuro recolhimento.

DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei Nº 9.430/1996, arts. 67 e 68; Decreto Nº 3.000/1999, Regulamento do Imposto de Renda - RIR/99, arts. 647, 649 a 651, 724 e 873.

SANDRO LUIZ DE AGUILAR
Chefe
DOU

COSIT - Solução de Consulta nº 8/2011

SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT Nº 8, DE 2 DE FEVEREIRO DE 2011
ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ

EMENTA: LUCRO PRESUMIDO. PERCENTUAL APLICÁVEL. LOCAÇÃO E CESSÃO DE LICENÇA DE USO. SERVIÇOS DE INFORMÁTICA. A pessoa jurídica que atua exclusivamente na prestação de serviços de informática (instalação, implantação, suporte e treinamento) e de locação e cessão de licença de uso de software de terceiros deve adotar o percentual de 32% (trinta e dois por cento) para determinar a base de cálculo do IRPJ no lucro presumido, sendo-lhe facultado adotar o percentual de 16% (dezesseis por cento) se sua receita bruta anual for de até R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais).
DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei Nº 9.249, de 1995, art. 15; Lei Nº 9.430, de 1996, arts. 1º e 25, I; Instrução Normativa SRF nº 93, de 1997, arts. 3º, §2º, IV, "c" e "f", e 36, §3º; Parecer Normativo CST Nº 15, de 1983.
ASSUNTO: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL

EMENTA: LUCRO PRESUMIDO. PERCENTUAL APLICÁVEL. LOCAÇÃO E CESSÃO DE LICENÇA DE USO. SERVIÇOS DE INFORMÁTICA. A pessoa jurídica que atua exclusivamente na prestação de serviços de informática (instalação, implantação, suporte e treinamento) e de locação e cessão de licença de uso de software de terceiros deve aplicar o percentual de 32% (trinta e dois por cento) para determinar a base de cálculo da CSLL no regime do lucro presumido.

DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei Nº 9.249, de 1995, arts. 15 e 20 (NR).

ROBERTO DOMINGUES DE MORAES
Chefe Substituto
DOU

CHINA

Fabricantes chineses se preparam para produzir automóveis no País
O grupo SHC tem intenção de construir uma fábrica para produzir no País os modelos da JAC e entregou recentemente ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior projeto com seus planos. Sérgio Habib, presidente da empresa, afirma que o documento é uma prevenção, pois ainda avalia a possibilidade da unidade local.

"Uma fábrica só é viável se produzir mais de 100 mil veículos por ano", justifica o executivo. A concorrente Chery, por sua vez, escolheu a cidade de Jacareí (SP) para instalar uma fábrica de carros compactos.

Inicialmente, a Chery vai produzir 50 mil unidades ao ano a partir de 2013, mas o plano é atingir 150 mil, com investimento de US$ 400 milhões. Os dois primeiros modelos a serem produzidos são o hatch Face e o sedã A13.

Também manifestaram interesse em bases locais de produção as marcas Lifan, Chana, Hafei, Haima, BYD e Dongfeng. As quatro primeiras já atuam como importadoras, mas, apesar das declarações, nenhuma tem projeto concreto para filiais no País.
A imagem dos chineses está mudando no Brasil, acredita Habib. Segundo ele, em 2008 foi realizada pesquisa com 500 clientes das 50 revendas do grupo (Citroën, Ford e Volkswagen)e metade disseram que não comprariam um carro chinês. "A pesquisa foi repetida recentemente e 80% responderam que comprariam, desde que o carro tenha estilo e seja bom."
Componentes elétricos - De olho no potencial de novas clientes, a chinesa Johnson Eletric, no País há cerca de dez anos, vai anunciar uma nova fábrica em São Paulo nos próximos meses para a produção de componentes elétricos. O recém-empossado presidente da empresa na América do Sul, Jorge Delic, diz que vários itens hoje importados passarão a ser feitos localmente.
A Johnson tem uma unidade em Guarulhos, na Grande São Paulo, com 110 funcionários, e outra na Argentina, com 70 pessoas. São operações adquiridas nos últimos seis anos do grupo italiano Gate e Mma. Antes, atuava apenas na importação.
As duas unidades faturam US$ 70 milhões. "Nossa projeção é triplicar este faturamento nos próximos três anos, por meio de produção local e importação", afirma Delic, que trabalhou durante 14 anos na fabricante de autopeças de origem francesa Faurecia.
Além do setor automotivo, abastecido com sistema de refrigeração de motores (composto por motor elétrico, ventoinha, chicote elétrico e atuadores), a empresa fornece produtos para empresas de linha branca, informática, rádio e TV, entre outras.
No mundo todo a Johnson Eletric tem 20 fábricas, das quais cinco na China, duas na Coreia e as demais nos Estados Unidos, França, Alemanha, e vários outros países. O faturamento em 2009 foi de US$ 1,8 bilhão.
O Estado de São Paulo



Crescimento da China no cenário econômico mundial
Nunca a expressão dragão chinês soou tão verdadeira. A curva de ascendência da China no cenário econômico mundial produziu mais um feito no ano passado: o país se tornou a segunda maior economia do mundo, empurrando para o terceiro lugar o vizinho Japão, que ocupava o posto desde 1968.
A mudança se traduz nos dados do desempenho econômico dos dois países. Autoridades japonesas informaram nesta semana que a nação nipônica cresceu 3,9% em 2010, fechando o ano com um PIB de US$ 5,474 trilhões. Já a China, no mesmo período, viu suas riquezas aumentarem 10,3%, resultando em um PIB de US$ 5,878 trilhões. Agora, na frente dos chineses, só os Estados Unidos.
Há pelo menos 20 anos que analistas econômicos vasculham os números chineses atrás de explicações para a assombrosa elevação do país ao grupo dos mais ricos do mundo. Uma das mais óbvias é a imensa população de 1,3 bilhão pessoas. É gente que precisa de casa, de estradas, de alimentos, de roupas, de estudo, enfim, uma gama de infraestrutura e de serviços que permeia a estrutura de desenvolvimento de qualquer país.
No caso da China, a necessidade é maior ainda: por décadas a volumosa população viveu na pobreza, sem acesso a bens e serviços, situação que tem mudado radicalmente. Metrópoles como Xangai e Pequim exibem metrôs vistosos, comparáveis aos de cidades como Paris e Londres. Rodovias, hospitais e prédios públicos são construídos aceleradamente para dar conta das necessidades locais. No varejo, grandes redes ocidentais e butiques de luxo têm explorado o mercado chinês.
Mas há que se considerar o exagero na velocidade das mudanças. A utilização em larga escala de combustíveis fósseis - carvão mineral e petróleo, especialmente - tem ocasionado um aumento no nível de poluição do ar. Os rios também têm sido vítimas deste crescimento econômico, apresentando altos índices de poluição. Boa parte dos trabalhadores, como os operários que erguem gigantescos edifícios, recebe salários baixíssimos. Nos direitos humanos, a rigidez do regime comunista atrai antipatia e clamor de grupos do mundo inteiro.

No xadrez das relações internacionais, o protagonismo da China também é evidente em diversos setores, especialmente o cambial. Desde junho de 2010, quando as autoridades da China decidiram afrouxar o câmbio, a moeda local, o yuan, registrou uma valorização de 3,6% em relação ao dólar. Entretanto, analistas norte-americanos alertam que, devido à inflação, a apreciação real da divisa chinesa sobre o dólar foi superior a 10%.

Ontem, mais uma novidade foi anunciada: o país vai lançar operações domésticas com opções de yuan contra outras moedas a partir de 1 de abril, um movimento que sinaliza a intenção de Pequim de tolerar um câmbio mais flexível e volátil e de internacionalizar o yuan.
Afinal, é melhor crescer 10% ao ano ou 3%? Visto assim, sem incluir uma análise mais cuidadosa, 10%. Maior renda, mais recursos, um novo panorama econômico surge. Mas há o outro lado da moeda, como a inflação. É tarefa árdua a equação de elevar a riqueza sem aumento inflacionário. Com crescimento bem menor que o da China, o Brasil, conhece bem este lado da moeda.
Apesar dos percalços, o mundo segue olhando para a China. De uma economia rural há 30 anos para um dos países mais ricos do mundo em 2011, os chineses sabem que terão muito trabalho pela frente para manter as conquistas.
Jornal do Comércio - RS




No pré-sal, China já tem o tamanho da BG
Depois de tentar comprar ativos da Devon e uma participação na OGX no ano passado, as estatais chinesas fizeram uma estreia meteórica na exploração e produção no Brasil, com investimentos de US$ 10,2 bilhões.
Eles permitiram a duas estatais terem acesso a uma área de 1.232 quilômetros quadrados (Km2) nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo. É um pedaço quase igual à da britânica BG, que está no Brasil desde a abertura do setor, em 1999, e cujas concessões somam uma área de 1.361 Km2.

Com as aquisições, a China entrou indiretamente nos campos Carioca e Guará, no pré-sal da bacia de Santos, depois da aquisição, pela China Petroleum & Chemical Corporation (Sinopec), de 40% das participações da Repsol no país, sem nunca ter ido a um leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A chinesa participou de um aumento de capital e subscreveu 40% das ações oferecidas pela espanhola.

A segunda maior operação foi a da Sinochem, que pagou à norueguesa Statoil US$ 3,07 bilhões por uma fatia de 40% do campo de Peregrino, que vai entrar em produção nos próximos meses na bacia de Campos. A parceria com a Repsol gerou uma nova empresa, a Repsol Sinopec Brasil, que tem participação minoritária em 14 blocos exploratórios, onde existem 31 reservatórios descobertos e em diferentes fases exploratórias, e em áreas já em produção, como Albacora Leste, da Petrobras.

Sobre o negócio no Brasil, que cria uma empresa de US$ 17,8 bilhões, a Repsol não dá detalhes. Sobre a parceria, informou apenas que "não existe acordo sobre o destino da parte do petróleo que cabe à Sinopec na associação" e que "não existe nenhuma cláusula dispondo sobre aquisição de equipamentos". Na semana passada, a Sinopec informou que não tinha nenhum porta-voz no Brasil para conceder uma entrevista e os detalhes deveriam ser obtidos com a Repsol. Devido à natureza do negócio, a Sinopec não precisa se habilitar como concessionária na ANP, nem teria responsabilidade direta no caso de um acidente que exige indenizações, explicou um advogado que conhece alguns detalhes do negócio. Consultada, a ANP informou que ainda está analisando a operação.

A Repsol opera sete áreas no Brasil e isso significa que é a sócia que vai decidir o desenho dos projetos de produção e as aquisições de equipamentos e serviços. A Repsol e a Sinopec Brasil não atenderam aos pedidos de entrevista. A questão das compras é relevante, já que a chegada dos chineses traz algumas questões que ainda não foram respondidas, como a existência ou não de acordos de suprimento da fatia do petróleo produzido no país que cabe aos chineses e a origem dos equipamentos e serviços que serão utilizados na exploração do petróleo nas áreas onde a Repsol é operadora.
Na África, continente que os chineses tomaram de assalto, o investimento vem junto com mão de obra importada - às vezes os trabalhadores são alojados nos próprios navios em que viajaram - e financiamentos generosos em troca de preferência na aquisição de equipamentos e outros serviços. Ainda não há muitos registros dessa prática no setor de petróleo e gás, já que a China não tem tradição nesse mercado, mas o modelo causa espanto a algumas empresas brasileiras que atuam em Angola.
No Brasil a construção da Companhia Siderúrgica do Atlântico, (CSA) do grupo alemão ThyssenKrupp, no Rio, é um exemplo que pode se espalhar. Lá, a chinesa Citic tentou importar 2 mil trabalhadores para a obra, mas o Ministério do Trabalho só permitiu 600, que estão até hoje em Santa Cruz. Um esquema semelhante foi tentado na obra do Gasoduto do Nordeste (Gasene), que teve financiamento do China Eximbank, mas na época a Petrobras obrigou a contratação de mão de obra local.
"As empresas chinesas são estatais que operam com uma visão estratégica clara. Elas buscam acesso a recursos para atender objetivos como a garantia do suprimento para suprir a demanda doméstica, que cresce a taxas elevadas, e a abertura de mercado para os seus produtos. Para ajudar, contam com dinheiro abundante e barato. Vinham sendo muito ativos na África. Nos últimos tempos temos visto um aumento da presença deles na nossa região, especialmente no Brasil e na Argentina", diz Décio Oddone, experiente executivo da área internacional da Petrobras, com passagens pela África, Bolívia e Argentina, e hoje vice-presidente de investimentos da Braskem.

Ex-embaixador do Brasil na China - servia naquele país quando eclodiu a revolta dos estudantes na praça da Paz Celestial, em 1989 - e observador das relações entre os dois países há 30 anos, Roberto Abdenur acha que o Brasil não deve temer a chegada dos chineses no país.
"A China coloca ao Brasil um desafio muito grande, que é o desafio da competitividade. Mas não acho que a China seja um bicho-papão. Acho que a China está prestando ao Brasil um grande serviço, porque mais do que nenhum outro país no mundo ela realmente nos confronta com o desafios de superarmos nossas gravíssimas distorções e limitações para ganharmos competitividade no plano internacional. O grande desafio está menos na gestão, na administração da relação com a China, do que naquilo que nós vamos fazer aqui dentro", diz o embaixador, hoje aposentado, ao defender que o Brasil peça maior reciprocidade com relação a investimentos naquele país.
O impacto dos investimentos das estatais chinesas de petróleo no mundo foi objetivo de um relatório divulgado na semana passada pela Agência Internacional de Energia (AIE). A agência explica que se dispôs "a testar a suposição generalizada de que essas empresas atuam sob as instruções e em estreita coordenação com o governo chinês".
A conclusão dos pesquisadores Julie Jiang e Jonathan Sinton é que as estatais China National Petroleum Corporation (CNPC), Sinopec, Sinochem e CNOOC operam no exterior com "alto grau de independência do governo e seus investimentos ajudam a aumentar as reservas mundiais de petróleo e gás". Contudo, os pesquisadores disseram que não foram capazes de responder algumas questões que merecem mais estudo, como uma comparação dos investimentos das estatais chinesas na África e na América Latina em comparação com outras estatais e empresas internacionais de petróleo, além da análise de possíveis cenários de rupturas de abastecimento e seu impacto sobre a relação dessas estatais com o governo chinês e ainda a influência das tendências do mercado doméstico chinês sobre os investimentos das estatais no exterior.
Gás Brasil

CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS - 22/02/2011

SOBRE A CLASSIFICAÇÃO DOS ROLAMENTOS
Os rolamentos de esfera, roletes ou de agulhas são facilmente classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul, haja vista que têm prerrogativa toda especial do Sistema Harmonizado, qual seja, dispõem de uma posição própria (posição 8482).

Até aí tudo bem, pois nenhum classificador tem dificuldade em achar essa posição. Entretanto, a coisa começa a complicar quando a posição de desdobra em três distintos tipos de rolamentos, isto é:

- Rolamento de esferas (são os mais comuns e, por isso, os mais comercializados);

- Rolamentos de roletes (nos formatos: cônicos; tonel; agulha; cilíndrico);

- Rolamentos de outros tipos, incluídos os combinados.

Mal ou bem sempre é possível ver esses tipos de rolamentos na internet (eu sugiro o site: http://ciencia.hsw.uol.com.br/rolamentos3.htm, onde alguns desses tipos tipos são mostrados).

A coisa começa a complicar quando, depois de identificado o tipo de rolamento, vem a pergunta: ele é de carga radial ou axial? Aí a coisa pega e, em regra, o classificador sai buscando ajuda até mesmo junto ao bispo.

Para resolver a questão da carga, se radial ou axial, sem que seja necessário mergulhar, ainda que um pouco, na Engenharia Mecânica, coloque em mente as dicas:

- Os rolamentos de carga radial são aqueles que suportam esforços na direção dos seus raios (se você olhar para o rolamento, colocado sobre uma folha de papel, pense que radial é qualquer reta que sai do cento do rolamento e vai em direção as suas bordas). Esses rolamentos são aqueles que suportam cargas devidas a eixos e polias;

- Já os rolamentos de carga axial são aqueles em que a carga é perpendicular ao plano do rolamento (novamente, colocando o rolamento sobre uma folha de papel imagine a ponta de um lápis colocada no centro do rolamento; esse lápis representa uma carga axial). Um bom exemplo de rolamento axial é o que se encontra em banquetas de bar, que são capazes de girar; o peso de quem senta sobre essa banqueta é uma carga axial.

Espero que essas dicas ajudem os classificadores a classificar, melhor e de modo mais fácil, os diversos tipos de rolamentos.

Caso você queira mais informações sobre rolamentos eu recomendo o excelente site da SKF, um gigante mundial na fabricação de rolamentos: http://www.skf.com/portal/skf_br/home.
Cesar Olivier Dalston, www.daclam.com.br. / Fontes: NCM; http://www.hsw.uol.com.br/.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

PORTOS E LOGISTICA - 21/02/2011

ALL e Seara levarão grãos do MT até SP
De olho na possibilidade de ampliar a atuação no Mato Grosso e atrair cargas com grãos para o porto de Santos (SP), a Seara vai investir R$ 40 milhões na construção de um terminal em Itiquira (MT). Ele terá capacidade estática de 100 mil toneladas e movimentação estimada de 2,5 milhões de toneladas de soja, milho e farelo por ano, em parceria com a América Latina Logística (ALL).

O início da operação está previsto para agosto, quando a ALL deve concluir a primeira fase do Projeto Rondonópolis, no qual estão sendo investidos R$ 700 milhões e que vai ligar Alto Araguaia a Rondonópolis por malha ferroviária. O trecho tem 260 quilômetros e Itiquira fica no meio do caminho. A segunda fase será finalizada em meados de 2012 e deve resultar na assinatura de outras parcerias para a construção de terminais.

O superintendente de grãos da ALL, Leonardo Recondo Azevedo, diz que a chegada da ferrovia e a construção do terminal da Seara vão abrir novo caminho logístico para a região. Ele explica que hoje há duas possibilidades para os agricultores: enviar a produção de caminhão por mil quilômetros até Maringá (PR), para seguir de trem até o porto de Paranaguá (PR), ou vender para as fábricas da região.

A área do terminal da Seara vai ficar no pátio da ALL, que cedeu o terreno e vai compartilhar a estrutura. O diretor de logística da Seara, Jorge Yoshii, explica que os R$ 40 milhões em investimentos estão previstos para a primeira fase do terminal, mas ele já conta com ampliação em 2012. "Vai aumentar a competitividade."
Valor Econômico

Mercosul Line remaneja rotas no Sul
Armador troca escalas em Imbituba por Itajaí.

A Mercosul Line Navegação e Logística Ltda. anunciou um remanejamento no itinerário de seus serviços no Sul do Brasil. Segundo a companhia, a partir do dia 6 de abril, o armador passará a escalar o terminal Teconvi no Porto de Itajaí (SC), no lugar de Imbituba (SC).

De acordo com a empresa, a mudança pretende entregar uma solução de logística eficiente e completa aos clientes, pelo fato do Porto de Itajaí possuir uma Estação Aduaneira de Interior (porto seco) alfandegada.

O complexo catarinense também é servido pela rodovia BR-101, possibilitando ligação com Florianópolis, região sul do estado e Rio Grande do Sul, e ao norte, com Joinville e Curitiba. A BR-470 liga Itajaí a todo o oeste catarinense, passando por Blumenau, Lages e demais cidades.

Com a atualização do serviço, a rota de cabotagem da Mercosul Line passa a ser: Itajaí, Manaus (AM), Paranaguá (PR), Santos (SP), Suape (PE) e Pecém (CE). A empresa emprega três navios no serviço - Mercosul Manaus, Mercosul Santos e Mercosul Suape - todos com capacidade nominal para 2.500 Teus e 268 tomadas para carga refrigerada.
Guia Marítimo


Valores spot caem pela primeira vez este ano
As taxas spot na principal rota transpacífica de porta-contêineres apresentaram queda de 2,4% na última semana, em relação ao ano anterior - o primeiro declínio ano-a-ano desde janeiro de 2010, segundo a consultoria marítima Drewry.

O valor de embarque entre Hong Kong e Los Angeles chegou a US$ 1,964 por Teu (medida equivalente a um recipiente de 40 pés) durante a semana encerrada em 14 de fevereiro, ante US$ 2,012 no mesmo período há um ano.

O decréscimo no índice acontece em meio ao início de negociações anuais entre embarcadores e transportadores para a renovação dos contratos de serviço previstos para expirar no mês de maio. As operadoras declararam que esperam um espaço limitado nos navios, apesar da capacidade injetada no trade.

A TSA (Transpacific Stabilization Agreement), que representa a maioria das companhias marítimas atuantes nas rotas para o leste, estima um incremento de 7% a 8% nos volumes deste ano, quase equivalente à projeção de 8,8% no aumento de capacidade. A Alphaliner, por sua vez, espera um crescimento de 14% na capacidade para 2011.

O último valor de referência da Drewry estava 5,7% abaixo da leitura anterior, de US$ 2,081, em 31 de janeiro. O índice não foi publicado no dia 7 de fevereiro em virtude do Ano Novo Lunar na China.
Guia Marítimo


Proposta de norma da ANTAQ discutirá cobrança do THC
A diretoria da ANTAQ publicou, nesta quinta-feira (17), proposta de norma sobre parâmetros regulatórios nos serviços de movimentação e armazenagem de contêineres em instalações de uso público nos portos organizados. A Agência submeterá o texto à audiência pública, ainda sem data definida.

Um dos pontos importantes da proposta de norma é o que trata do Terminal Handling Charge (THC), que é o “preço cobrado pelo serviço de movimentação de cargas entre o portão do terminal portuário e o costado da embarcação, incluída a guarda transitória das cargas até o momento do embarque, no caso da exportação, ou entre o costado da embarcação e sua colocação na pilha do terminal portuário, no caso da importação.”

De acordo com a proposta de norma, é a empresa de navegação quem cobrará do exportador ou importador o THC. Essa cobrança será a título de ressarcimento das despesas com a movimentação das cargas pagas ao operador portuário.

Outro tópico relevante da proposta de norma é o que aborda o Box Rate, que é o “preço cobrado pelo serviço de movimentação das cargas entre o portão do terminal portuário e o porão da embarcação, incluída a guarda transitória das cargas até o momento do embarque, no caso da exportação, ou entre o porão da embarcação e sua colocação na pilha do terminal portuário, no caso da importação, considerando-se, neste último caso, a inexistência de cláusula contratual que determine a entrega no portão do terminal.”

Os serviços contemplados no Box Rate são realizados pelo operador portuário, como contratado da empresa de navegação, mediante remuneração livremente negociada e estabelecida em contrato de prestação de serviços.

O superintendente de Portos da ANTAQ, Giovanni Paiva, ressalta a proposta de norma, que possibilitará que a sociedade discuta a cobrança da THC. “Esperamos receber contribuições para que o texto definitivo da norma seja o ideal para o setor portuário”, disse.

Serviço
Resolução nº 1.967, de 10 de fevereiro de 2011 - Aprova proposta de norma que estabelece parâmetros regulatórios a serem observados na prestação dos serviços de movimentação e armazenagem de contêineres e volumes, em instalações de uso público, nos portos organizados, a fim de submetê-la à audiência pública.

Onde encontrar a proposta de norma: www.in.gov.br, seção 1, 17 de fevereiro de 2011. Em breve, no site www.antaq.gov.br, link “resoluções”.

Data da audiência pública: a ser definida
Portos e Navios

Coordenação Geral de Defesa da Indústria

Mudam locais de atendimento do Departamento de Defesa Comercial e da Coordenação Geral de Defesa da Indústria
Desde 16 de fevereiro, o gabinete do Departamento de Defesa Comercial da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a coordenação geral de Defesa da Indústria foram transferidos do 8º andar para a Sobreloja do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para onde também foi transferido o atendimento ao público. Para envio de correspondência, o novo endereço é: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Esplanada dos Ministérios, Bloco J, sala 102, CEP: 70053-900. Os telefones permanecem os mesmos: (61) 2027.7345 ou (61) 2027.7770.
Assessoria de Comunicação Social do MDIC

COMERCIO EXTERIOR - 21/02/2011

Noruegueses vêm ao Brasil para tentar vender mais que bacalhau
Em busca de oportunidades de negócios e joint ventures com empresas brasileiras, chegou ontem ao Brasil o ministro de Comércio e Indústria da Noruega, Trond Giske, comandando uma delegação de 140 executivos que representam cem empresas. A área prioritária de negócios para os noruegueses, segundo Gyske, é a de óleo e gás, seguida pelo setor marítimo e de navegação. Os noruegueses pretendem investir fortemente no pré-sal e estão buscando adquirir uma área de exploração nesses campos.

Outra prioridade é investir em prestação de serviços também no pré-sal. "Hoje, 25% das embarcações especializadas em petróleo e gás no Brasil são norueguesas", ressaltou. O investimento total feito até hoje pela Noruega no Brasil é estimado em US$ 25 bilhões, com destaque para as duas grandes empresas que aqui atuam: a Statoil, dona do campo de Peregrino, onde tem sociedade com a chinesa Sinochem, e a Hydro, gigante do alumínio. O fundo soberano da Noruega, formado com dinheiro da exploração de petróleo, tem um caixa de US$ 400 bilhões. Em 2010, o fundo investiu US$ 4,5 bilhões no Brasil, comprando ações de empresas, e deve dobrar esse valor nos próximos dois anos.
Nicomex


Importação de fertilizantes alcança nível recorde
A Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina) divulgou um incremento de 76% na importação de fertilizantes referente ao mês de janeiro, em comparação ao mesmo intervalo no exercício anterior. O resultado é um recorde histórico para os complexos paranaenses, que receberam 750 mil toneladas de fertilizantes no período.
A elevação na demanda é justificada pelo alto preço das commodities, como soja e milho, no mercado externo, o que leva os produtores nacionais a investirem mais em insumos agrícolas. "A alta nos preços está causando uma maior procura para plantar a safrinha. O produtor quer aproveitar o bom preço do milho no mercado internacional", considera o diretor para assuntos portuários do Sindiadubos (Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná), Dicesar Santiago de Souza.
A logística operacional dos portos paranaenses inclui a atracação de até cinco navios simultâneos para a descarga de fertilizantes, apesar de atualmente existirem apenas dois berços preferenciais para o escoamento da mercadoria. "Estamos procurando adequar da melhor maneira possível nossa logística para atender esta demanda. Hoje, nossa produção diária está variando entre 20 e 25 mil toneladas por dia só no cais comercial e sem chuva", sustenta o superintendente da Appa, Airton Vidal Maron.
Considerado o principal complexo importador de insumos agrícolas do País, Paranaguá conta ainda com o terminal da Fospar - voltado exclusivamente para a movimentação de fertilizantes -, enquanto as instalações da Ponta do Félix atendem à demanda para Antonina desde setembro de 2010, disponde de dois berços para atracação.
Guia Marítimo



Criação da Alfândega de São Paulo altera códigos
Com a criação da Alfândega de São Paulo, a RFB (Receita Federal do Brasil) informa que a partir da próxima segunda-feira (dia 21), as DI`s (Declarações de Importação), DSI`s (Declarações Simplificadas de Importação), DE`s (Declarações de Exportação) e DSE`s (Declarações Simplificadas de Exportação) deverão ser registradas com o código da nova unidade - 0817900.

Segundo circular da Receita, a Alfândega terá jurisdição sobre todos os oito Portos Secos da Grande São paulo e Correios, e os códigos dos recintos alfandegados não serão alterados. Se a declaração já estiver registrada com o código da IRF antes desse horário, não haverá problema.

O órgão recomenda que não sejam realizadas DTA`s (Declarações de Trânsito Aduaneiro) antes do dia 21, pois as respectivas DI`s e DSI`s não poderão ser registradas no prazo - existe o risco da presença de carga ser gerada na unidade antiga na sexta-feira (dia 18), na qual não será possível registrar DI`s e DSI`s posteriormente.
Guia Marítimo

Governo fala em conter importações,mas tem pouca margem de manobra
Apesar da pressão da indústria para que as medidas protecionistas sejam intensificadas, o governo não tem muita margem de manobra para aumentar os impostos de importação e esbarra na própria burocracia para fortalecer as medidas de defesa comercial.

Como o Brasil precisa praticar as mesmas tarifas que os parceiros do Mercosul, a elevação de alíquotas unilateralmente teria de ocorrer por meio da lista de exceção a que cada País tem direito. O problema é que a relação só pode ter 100 itens. O Brasil já tem 96, o que não deixa muito espaço para novos produtos.

O governo pode excluir alguns itens para introduzir outros, ou aumentar as alíquotas para alguns produtos que já estão na lista de exceção. Ainda assim, é restrito o espaço para uma ação do governo. "A margem para aumentar tarifas é pequena. Além disso, existe uma resistência de setores importadores ao aumento de tarifas", avalia o economista-chefe da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), Fernando Ribeiro.

Outro consultor de comércio exterior, que pediu para não ser identificado, avalia que o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, "caiu numa armadilha". "Ele prometeu muita coisa e não conseguirá cumprir."

O ministro antecipou que o governo analisa a possibilidade de elevar o Imposto de Importação de produtos cujos similares nacionais sofram concorrência de importados por causa da valorização do real e da concorrência chinesa, como calçados, têxteis, máquinas e equipamentos.

O problema é que a lista também é usada para conter o possível desabastecimento de algum produto ou baratear compras do governo, como medicamentos. Nesses casos, as alíquotas são reduzidas em relação ao imposto de importação cobrado pelo Mercosul. Sem a inclusão na lista de exceção, o Brasil só pode aumentar alíquotas se conseguir convencer os parceiros do bloco a aplicarem a mesma tarifa.

Camex. A lista de exceção está sendo analisada pelos técnicos da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que é composta por sete ministros. A primeira reunião do órgão no atual governo será presidida pela presidente Dilma Rousseff, que pretende, com o ato, mostrar o fortalecimento da Camex. Porém, o Planalto ainda não conseguiu um espaço na agenda da presidente para marcar a reunião. O colegiado terminou o governo Lula esvaziado. Praticamente todos os ministros enviavam representantes às reuniões mensais. A própria Dilma, que integrava a Camex como ministra da Casa Civil, quase não participava das reuniões.

Para o economista-chefe da Funcex, a saída para conter as importações desleais será o aperfeiçoamento do sistema de defesa comercial, também já anunciado por Pimentel.

Ele defende um posicionamento mais duro do Brasil na análise dos pedidos de abertura de processos contra dumping ou concorrência desleal. Ribeiro disse que o Brasil pode passar a adotar com mais frequência o chamado "direito provisório", ou seja, aplicar temporariamente uma sobretaxa até o fim do processo de investigação.

O mecanismo já existe, mas é pouco usado na avaliação do economista. "Os Estados Unidos usam o direito provisório com muita frequência", destacou Ribeiro. "Com esse mecanismo, o governo pode trabalhar nas regras da OMC (Organização Mundial do Comércio) e não pode ser acusado de protecionismo."

Receita. Uma fonte, no entanto, lembra que a abertura de processos de investigação está difícil porque a Receita Federal se recusa a passar para o Ministério do Desenvolvimento dados individualizados das operações de importações e exportações. O Fisco alega que as informações estão protegidas por sigilo fiscal.

O problema foi discutido entre Pimentel e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na semana passada. No fim do ano, chegou-se a cogitar a edição de uma medida provisória para permitir o repasse dos dados pela Receita, mas a MP não foi editada.
O Estado de São Paulo


Camex reduz alíquotas de importação de 417 produtos
O governo reduziu o Imposto de Importação (II) de uma lista de 417 produtos. A medida, que entrou em vigor ontem, baixa a alíquota do imposto, que estava entre 16% e 14%, para 2% até 30 de junho de 2012. Resoluções publicadas ontem no "Diário Oficial" trazem a relação dos 408 bens de capital e 9 bens de informática e telecomunicações beneficiados pela medida.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, os investimentos globais previstos vinculados aos 417 produtos somam US$ 2, 130 bilhões, enquanto as importações de equipamentos alcançam US$ 767 milhões. Quanto ao valor total dos investimentos, os três setores com maiores participações são o setor automotivo, com 56,67%, gráfico, com 6,78% e bens de capital, com 3,4%. Quanto ao valor das importações em ex-tarifários, os três setores com maiores participações foram gráfico, com 18,5%, petróleo, com 8,85%, e bens de capital, com 8,06%

O mecanismo de redução do Imposto de Importação é usado pelo governo desde 2003, para que a iniciativa privada possa adquirir no exterior bens de informática e telecomunicações que não são produzidos pela indústria instalada no país.
Valor Econômico

Desconto de ICMS sobre máquinas volta a vigorar (SP)

Para evitar uma onda de ações judiciais, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo decidiu suspender duas normas administrativas, em vigor desde novembro, que restringiam a aplicação de benefícios fiscais de ICMS sobre a aquisição de máquinas e equipamentos. Um dos benefícios era a redução da alíquota do imposto de 18% para 12% nas compras feitas dentro do Estado. O outro permitia a redução da base de cálculo do ICMS em operações interestaduais.

A Fazenda, porém, passou a aceitar a aplicação dos benefícios apenas para as compras de bens destinados ao ativo imobilizado de estabelecimento industrial ou agrícola. A suspensão da restrição foi instituída pela Decisão Normativa da Coordenadoria da Administração Tributária (CAT) nº 1, de 2011, criada para garantir a "segurança jurídica" nas relações entre empresas e a Fazenda estadual.
A medida criou uma grande polêmica entre as empresas. Com a delimitação, a compra de bens como peças para veículos e máquinas para a construção civil não seriam mais alcançadas pelos benefícios fiscais. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) estava preparada para ajuizar uma ação judicial contra a restrição. "Como a Fazenda abriu a possibilidade de solução negociada, não usamos ainda esse recurso. Mas é cabível porque a restrição é ilegal", afirma Hiroyuki Sato, diretor executivo da área de assuntos tributários da associação. O diretor diz que, antes mesmo da restrição, o Fisco chegou a autuar algumas empresas. "E elas (autuações) estão sendo derrubadas no Tribunal de Impostos e Taxas", afirma Sato.
A redução das alíquotas foi estabelecida pela Lei estadual nº 7.535, de 1991, e sua aplicação era ampla desde então. A própria Fazenda editou uma lista de máquinas e equipamentos diversos que fariam jus ao benefício. Já a redução da base de cálculo do imposto foi oferecida por meio do Convênio firmado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) nº 52, de 1991, que também contém uma vasta lista de bens alcançados pelo desconto.
Os escritórios de advocacia vinham recebendo consultas de empresas que cogitavam ingressar com ações na Justiça contra a Fazenda. "Algumas estavam preocupadas porque fecharam negócios, de longo prazo, com base nos benefícios aplicados", explica o advogado tributarista Mauricio Barros, do escritório Gaia, Silva Gaede & Associados. Para ele, o Fisco deu um passo atrás por pressão das empresas nesse sentido.
A restrição impedia a aplicação do benefício sobre máquinas ou equipamentos usados, por exemplo, para a movimentação de estoque. "Na lista da lei há ainda algumas autopeças, entre outros bens que não fazem parte do ativo imobilizado da empresa", afirma Barros. Também há máquinas listadas pela legislação, como motoniveladoras e rolo compactador, que não são apenas de uso industrial ou agrícola.
Uma empresa que fabrica hidrômetros para residências aplicava os benefícios da lei paulista tranquilamente. Isso porque seu produto está descrito na lista da lei. Com a publicação da norma que limitou a benesse para o uso industrial ou agrícola, não sabia mais o que fazer. Segundo o consultor tributário Douglas Rogério Campanini, da ASPR Auditoria e Consultoria, ao analisar casos como esse, chegou à conclusão de que nem a lei, nem o convênio exigem a destinação exclusiva para a aplicação industrial ou agrícola. "As normas da Fazenda extrapolaram o texto da lei e do convênio. Assim, seria possível discutir na Justiça", diz.
Na Decisão Normativa nº 1, a Fazenda paulista afirma que "constatou-se a necessidade de aprimoramento da legislação que trata dessas operações". Para o advogado tributarista Vinicius Branco, do escritório Levy & Salomão Advogados, se a exigência voltar, não poderá retroagir e atingir os que já fizeram as operações com o benefício fiscal. Em relação às operações futuras, ele entende que existirá argumentos para contestar a restrição. "Acho discutível o governo aderir a um convênio do Confaz e depois baixar norma infralegal restringindo o direito ao beneficio fiscal", afirma. "Primeiro, a Fazenda deveria renunciar ao convênio."
Procurada pelo Valor, a Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz) informou que seu entendimento já está exposto na Decisão CAT nº 1, de 2011, e não comentou o assunto.
Valor Econômico

CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS


SOBRE A CLASSIFICAÇÃO DOS ROLAMENTOS
Os rolamentos de esfera, roletes ou de agulhas são facilmente classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul, haja vista que têm prerrogativa toda especial do Sistema Harmonizado, qual seja, dispõem de uma posição própria (posição 8482).

Até aí tudo bem, pois nenhum classificador tem dificuldade em achar essa posição. Entretanto, a coisa começa a complicar quando a posição de desdobra em três distintos tipos de rolamentos, isto é:

- Rolamento de esferas (são os mais comuns e, por isso, os mais comercializados);

- Rolamentos de roletes (nos formatos: cônicos; tonel; agulha; cilíndrico);

- Rolamentos de outros tipos, incluídos os combinados.

Mal ou bem sempre é possível ver esses tipos de rolamentos na internet (eu sugiro o site: http://ciencia.hsw.uol.com.br/rolamentos3.htm, onde alguns desses tipos tipos são mostrados).

A coisa começa a complicar quando, depois de identificado o tipo de rolamento, vem a pergunta: ele é de carga radial ou axial? Aí a coisa pega e, em regra, o classificador sai buscando ajuda até mesmo junto ao bispo.

Para resolver a questão da carga, se radial ou axial, sem que seja necessário mergulhar, ainda que um pouco, na Engenharia Mecânica, coloque em mente as dicas:

- Os rolamentos de carga radial são aqueles que suportam esforços na direção dos seus raios (se você olhar para o rolamento, colocado sobre uma folha de papel, pense que radial é qualquer reta que sai do cento do rolamento e vai em direção as suas bordas). Esses rolamentos são aqueles que suportam cargas devidas a eixos e polias;

- Já os rolamentos de carga axial são aqueles em que a carga é perpendicular ao plano do rolamento (novamente, colocando o rolamento sobre uma folha de papel imagine a ponta de um lápis colocada no centro do rolamento; esse lápis representa uma carga axial). Um bom exemplo de rolamento axial é o que se encontra em banquetas de bar, que são capazes de girar; o peso de quem senta sobre essa banqueta é uma carga axial.

Espero que essas dicas ajudem os classificadores a classificar, melhor e de modo mais fácil, os diversos tipos de rolamentos.

Caso você queira mais informações sobre rolamentos eu recomendo o excelente site da SKF, um gigante mundial na fabricação de rolamentos: http://www.skf.com/portal/skf_br/home.
Cesar Olivier Dalston, www.daclam.com.br./ Fontes: NCM; http://www.hsw.uol.com.br

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

PORTOS E LOGISTICA - 18/02/2011

Estrutura submarina para Petrobras é embarcada em Paranaguá Uma peça gigante que fará parte do sistema de escoamento de gás da Plataforma P-57, da Petrobras, foi embarcada na madrugada desta quarta-feira (16) em Paranaguá. A PLEM Sul Capixaba é uma estrutura submarina fabricada pela empresa Aker Solutions, de Curitiba, que será instalada no campo de Jubarte, na bacia do Espírito Santo.

Para realizar o embarque da peça, de mais de 20 metros de comprimento e 292 toneladas, o Porto de Paranaguá organizou um esquema especial de segurança. É que a peça possui em seu interior um produto químico anticongelante que, embora biodegradável, em caso de acidente poderia causar danos ao ambiente. As equipes do Núcleo Ambiental da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) cercaram o navio com barreiras de contenção preventivas.

O navio que levará a peça é o Skandy Acergy, de propriedade da norueguesa Subsea7 e pertencente à frota de navios especiais da empresa para realizar operações delicadas. O embarque da peça levou cerca de cinco horas.
Agência Estadual de Notícias




Codesp vai implantar sistema de controle do tráfego no próximo mês
O sistema de monitoramento do tráfego de caminhões no Porto de Santos será implantado pela Codesp no próximo mês. O software, em fase de desenvolvimento pela Docas, servirá para inibir congestionamentos causados pelo excesso de veículos em direção ao complexo portuário.

A medida integra a primeira fase do projeto de monitoramento do trânsito no Porto e será implantada para caminhões destinados a terminais que operam granéis sólidos, líquidos, veículos e carga geral. Desde dezembro do ano passado, o controle dos caminhões que entram na área portuária é feito através de planilhas enviadas pelos terminais.
Esse material contém informações sobre as cargas, a capacidade de carregamento dos navios, o estoque dos armazéns e o quanto foi utilizado de sua capacidade. Além disso, mostram o desempenho dos terminais no dia anterior e a previsão de movimentação para a data.
A Tribuna




Congestionamento nos portos eleva custos
O vertiginoso crescimento de nossas exportações e, principalmente, das importações, após a crise de 2008, expôs de forma incontestável as deficiências de nossa infraestrutura portuária. Enquanto a economia brasileira cresce a taxas próximas de 7,5% ao ano, a movimentação de contêineres cresce num ritmo muito mais rápido, gerando um imenso congestionamento nos portos, com impacto no custo Brasil.

No segmento de contêineres, o volume de importação teve aumento de 47% somente em 2010. O Porto de Santos, o maior da América Latina, encontra-se em situação crítica. Nos últimos 10 anos o volume total de contêineres, incluindo importações e exportações, aumentou 215%, ante um aumento de apenas 6% no comprimento acostável nos berços de atracação e 49% na área alfandegada. O tempo de carregamento sofreu acréscimo de 75%, entre 2009 e 2010, por causa do aumento de fluxo de navios e de cargas.

Paralelamente, o aumento médio do comprimento dos navios - uma tendência mundial que visa a dar ganhos de escala ao transporte marítimo - no Brasil fez-se em dificuldade adicional, uma vez que os berços de atracação não sofreram o devido prolongamento, e também por limitação nos calados dos canais de acesso aos terminais. O resultado da soma desses fatores é o aumento exponencial do tempo de espera para atracação. Recentemente, navios Liners esperaram até cinco dias em Santos para atracar, o que descaracteriza esse tipo de serviço, cujo conceito é a agilidade no embarque e desembarque.

De acordo com levantamento feito pelo Centro Nacional de Navegação, o Centronave, entre janeiro e setembro de 2010, os atrasos nos embarques e desembarques nos 17 principais terminais de contêineres do País totalizaram 72.401 horas, gerando 3.017 dias de espera. O tempo somado nos nove primeiros meses do ano aumentou de 68.169 horas, em 2009, para 78.873 horas, em 2010 (variação de 15,7%). Navio parado representa custos adicionais e, por consequência, perda de competitividade.

O mais grave é o efeito dominó do gargalo. Quando uma embarcação aguarda tempo excessivo para atracar e realizar embarques e desembarques, é quase certo que deixe de fazer outra escala. Por isso o aumento da espera e dos atrasos nos embarques e desembarques, este ano, ocasionou 741 cancelamentos de escalas no período pesquisado, contra um total de 457, em 2009 (variação de 62,14%). Em sentindo inverso, as escalas efetivadas diminuíram, passando de 4.664 para 4.237 (-9,16%).

O mercado estima que os "sobrecustos" totais de atrasos em Santos podem ser de aproximadamente US$ 95 milhões ao ano ou de US$ 73 por contêiner cheio - valor que representa parte significativa dos fretes. Segundo estimativas do setor, os custos dos atrasos exclusivos na cidade representam aproximadamente 8% do frete.

Para reverter esse quadro, algumas providências urgentes precisam ser tomadas. Entre elas, estão a facilitação para a implantação de novas áreas retroportuárias alfandegadas, o aumento do quadro de fiscais da Receita Federal e a disseminação do conceito "porto 24 horas", a fim de garantir a agilidade no desembaraço da carga.

No longo prazo, é preciso promover a licitação de novos terminais, bem como a expansão dos atuais, além de aumentar o calado nos canais de acesso, para permitir a entrada de navios de maior porte. É necessário ainda reavaliar se os marcos regulatórios que orientam a implantação de novos terminais são compatíveis com as gigantescas demandas que temos hoje no País em termos de infraestrutura portuária. Tudo indica que esses marcos regulatórios precisam ser revistos, porque não atraem investidores.

Eis a agenda do setor para o governo Dilma. É preciso não perder essas providências de vista, sob o risco de assistirmos ao colapso dos portos, justamente quando nossa economia precisa de uma ágil infraestrutura logística.
O Estado de São Paulo
Seguradoras se livram de ICMS na venda de sucata
Numa grande vitória para as seguradoras de veículos, o Supremo Tribunal Federal (STF) editou ontem uma súmula vinculante dizendo que não incide o ICMS sobre a venda de automóveis com perda total - que acabam nas mãos das próprias empresas de seguros após o pagamento de indenização. A súmula estabelece, em termos técnicos, que "o ICMS não incide sobre a alienação de salvados de sinistros pelas seguradoras" - e pacifica a questão nacionalmente, fazendo com que juízes de todas as instâncias sigam o entendimento do STF.

A decisão foi tomada no julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (Adin) nº 1.648, apresentada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), em nome das seguradoras, contra a Assembleia Legislativa e o governador de Minas Gerais. A ação questionava a constitucionalidade da cobrança do tributo pelo Estado. A tributação era feita com base no artigo 15 da Lei nº 6.763, de 1975, modificado em 1989 pela Lei nº 9.758.
O argumento das seguradoras, aceito pela Corte Suprema, é que só a União pode criar tributos sobre as atividades de seguro. Elas acrescentam que a venda da carcaça de automóveis não faz parte de sua atividade-fim - mas como terminam com a sucata nas mãos, praticam a venda para recuperar os danos gerados pelo pagamento das indenizações, que algumas vezes excedem o dano efetivamente ocorrido como consequência do sinistro.
O advogado das seguradoras, Gustavo Miguez de Mello, argumentou no plenário que, para serem viáveis e protegerem os segurados, as empresas de seguro têm que operar em massa, em âmbito nacional. Por isso, de acordo com ele, só a União tem a competência de criar impostos sobre operações envolvendo seguros. "Esta decisão é particularmente importante porque evidencia a relevância das finalidades de política fiscal", afirmou.
Já alguns Estados defendiam que a venda dos "salvados de sinistros" não faz parte da atividade das seguradoras, ou seja, seria uma operação paralela praticada por elas - uma forma de circulação de mercadorias feita com o objetivo de gerar lucro. Com base nesse entendimento, defendiam a incidência do ICMS
Por sete votos a quatro, o Supremo aceitou o argumento das seguradoras, seguindo o voto do relator, ministro Gilmar Mendes. O julgamento, iniciado no fim dos anos 90, havia sido interrompido pela última vez em 2007, com um pedido de vista do presidente da Corte, Cezar Peluso. No julgamento de ontem, o ministro foi enfático: "Tenho para mim, sem nenhuma dúvida, que salvados de sinistros não são mercadorias", afirmou, lembrando que tal classificação seria um requisito para a cobrança do ICMS. De acordo com ele, a seguradora não é comerciante e a venda de sucata não integra a cadeia produtiva de veículos.
As seguradoras comemoraram a decisão. "A súmula pacifica o assunto no Brasil inteiro", ressaltou a superintendente jurídica da Confederação Nacional das Seguradoras, Glória Faria. De acordo com ela, muitas seguradoras já vinham deixando de recolher o tributo, respaldadas por decisões judiciais. Outras vinham depositando em juízo o valor do ICMS.
O desfecho de ontem foi o resultado de uma longa batalha judicial que começou nos anos 90.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) chegou a expressar, na Súmula nº 152, um entendimento contrário do firmado ontem pelo STF. Mas as seguradoras conseguiram suspender a súmula em 2007, durante uma questão de ordem num julgamento de uma ação da Sul América e outras 28 seguradoras. Isso depois de obterem duas liminares no STF suspendendo a cobrança do ICMS sobre os salvados de sinistros.
Ontem, na mesma sessão que julgou a Adin da CNC, o STF também analisou um recurso extraordinário da Sul América Seguros contra o Estado de São Paulo, sobre o mesmo tema. A seguradora questionava decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que entendeu ser cabível a incidência do ICMS na venda de bens salvados de sinistros. O desfecho foi novamente favorável às empresas de seguro.
Valor Econômico


COMÉRCIO EXTERIOR - 18/02/2011


CAMEX APROVA NOVOS EX-TARIFÁRIOS
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou reduções das alíquotas do Imposto de Importação. De acordo com a Resolução nº 3, publicada no Diário Oficial da União de 17/02/2011, ficam alteradas para 2%, até 30 de junho de 2012, as alíquotas ad valorem incidentes sobre os Bens de Informática e Telecomunicação relacionados na condição de ex-tarifários. Também os Bens de Capital tiveram o imposto reduzido, na mesma forma, por meio da Resolução Camex nº 4.

Os normativos alteram, ainda, alíquotas do Imposto de Importação incidentes sobre componentes dos Sistemas Integrados (SIs). Já a Resolução nº 4, por sua vez, também modifica a redação de normativos aprovados anteriormente e que concedem alteração do referido tributo.
Aduaneiras



Nova lista de restrições deve reduzir vendas do Brasil para a Argentina
A ampliação de 400 para 600 itens na lista de produtos submetidos à licença prévia de importação pela Argentina pegou de surpresa importantes segmentos exportadores brasileiros. Divulgada às vésperas de reuniões bilaterais entre Brasil e Argentina, que serão realizadas hoje e amanhã, a lista com os 200 novos produtos sujeitos à restrição inclui desde automóveis de luxo, motocicletas, autopeças e acessórios, a máquinas de lavar roupa, ventiladores, celulares, computadores, laptops e produtos químicos e vidros.

"A nova medida argentina deve afetar 50% das exportações brasileiras do setor para a Argentina", diz Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Ele lembra que as restrições agora alcançam celulares e microcomputadores, dois itens que são muito comprados pelos argentinos.
Para Barbato, o resultado será a redução das exportações ao país vizinho. No ano passado, diz, as vendas para os argentinos no segmento elétrico e eletrônico somaram US$ 2,2 bilhões, com crescimento de 12,8% em relação ao ano anterior. Itens como monitores de vídeo, porém, que já estavam na lista anterior de exigência de licença prévia, tiveram redução de 53% nas vendas. Houve também queda de 27% nas exportações brasileiras à Argentina no ano passado. Com a ampliação da restrição também para os celulares, Barbato acredita em nova redução das vendas do produto aos argentinos.
O presidente da Abinee lembra que a medida deve desestimular ainda mais a fabricação de celulares no Brasil. "As regras do jogo não são respeitadas, o que está fazendo as indústrias se mudarem para a Terra do Fogo."
"Recebemos com surpresa a notícia ontem à noite", diz Antonio Carlos Meduna, que tem acompanhado as negociações bilaterais pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). Ele lembra que a agenda de reuniões entre os dois países inclui encontros hoje e amanhã para tratar de questões do setor automotivo. A expectativa, conta, era discutir nas reuniões restrições de comércio para alguns componentes, como sistemas de embreagem e freios, por exemplo. A medida argentina, porém, acabou criando restrições adicionais com a extensão da licença prévia para vários produtos do setor.

Meduna diz que o Sindipeças ainda não levantou a representatividade da nova lista no total exportado pelo setor aos argentinos, mas diz que a diversidade é grande. Segundo ele, a restrição atinge não apenas os grandes sistemistas, mas também os fabricantes das chamadas "commodities" do setor, com peças menores como pistões e anéis. Um dos receios, diz, é de que os fabricantes brasileiros de autopeças percam espaço no mercado de reposição de peças argentino. As montadoras, lembra, terão maior facilidade para importação não só para a fabricação de veículos como também para venda no mercado de reposição. Com a imposição da licença prévia, que causa atrasos no desembaraço das mercadorias, há risco de desabastecimento no mercado argentino, o que fará os consumidores adquirirem peças de reposição nas concessionárias. Para Meduna, as medidas argentinas aumentam as expectativas em relação à reunião, que deverá ser a primeira do governo Dilma, num ambiente de mercado aquecido tanto no Brasil quanto no país vizinho.
Domingos Mosca, coordenador da área internacional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), acredita que a nova restrição divulgada às vésperas da reunião é um sinalizador de que a Argentina continuará dura para as negociações bilaterais. Para Mosca, o Brasil deveria mudar sua estratégia de negociação com o país vizinho. "Em vez de negociar licença por licença e produto a produto, no varejo, é preciso tentar negociar o assunto como um todo, de acordo com as normas do comércio internacional."

Segundo a Abit, a ampliação da lista de licença prévia atinge US$ 24 milhões dos US 392 milhões exportados do Brasil aos argentinos no ano passado, com a inclusão de tecidos e fios, principalmente. Com a nova listagem, o segmento fica com 230 produtos têxteis e confeccionados sob o regime de licenciamento não automático.
Valor Econômico OnLine


Brasil e Argentina realizam primeira reunião bilateral do ano
A Comissão de Monitoramento do Comércio Brasil-Argentina reúne-se pela primeira vez em 2011, a partir desta quinta-feira (17/2), em Buenos Aires. Os trabalhos serão coordenados pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, e pelo secretário de Indústria argentino, Eduardo Bianchi.

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, também participa da reunião, no prédio do Ministério de Indústria da Argentina, a partir das 10h. Os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, do Brasil, e da Indústria, Débora Giorgi, da Argentina, reúnem-se na sexta-feira.
No primeiro encontro do ano, brasileiros e argentinos vão discutir intercâmbio comercial, integração produtiva, acordos setoriais, Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC) e promoção comercial, dentre outros temas. Na manhã da sexta-feira (18/2), a partir das 10h, está prevista uma reunião técnica do Comitê Automotivo entre os representantes brasileiros e argentinos.
Assessoria de Comunicação Social do MDIC




Barreira argentina afeta importação de produtos do Rio Grande do Sul
A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul estima que a nova barreira adotada pelo governo argentino tem o potencial de afetar 13% das exportações gaúchas para o país vizinho. O percentual equivale a US$ 200 milhões das vendas externas anuais à Argentina. Entre os segmentos atingidos, estão fabricantes de ferro fundido, aço, adubos, carnes, móveis, couro, fibras sintéticas e papel.

A nova barreira eleva de 400 para 600 o número de itens na lista de produtos que não conseguem licença automática de importação. Com isso, eleva a burocracia e a demora para liberação dos pedidos por parte dos compradores argentinos de produtos brasileiros.
Zero Hora



Quatro regiões tiveram superávit comercial em janeiro de 2011
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulga, nesta quarta-feira (16/2), informações referentes à balança comercial dos estados e do Distrito Federal, e também de 1.778 municípios brasileiros que efetuaram operações com o mercado externo em janeiro de 2011 (21 dias úteis). No período, todas as regiões tiveram saldo positivo – Sudeste (US$ 557 milhões), Norte (US$ 290 milhões), Centro-Oeste (US$ 227 milhões) e Nordeste (US$ 14 milhões) – com exceção da Região Sul, que registrou déficit de US$ 831 milhões na balança comercial.

No levantamento por regiões, as exportações da Região Norte foram as que mais cresceram no comparativo entre o mês janeiro de 2011 e o de 2010, com expansão de 70,24%. As vendas nortistas ao exterior passaram de US$ 764 milhões, em janeiro de 2010, para US$ 1,302 bilhão, neste ano. Os embarques da região corresponderam a 6,77% do total mensal exportado pelo país (US$ 15,214 bilhões).
Em valores absolutos, a Região Sudeste foi a que mais exportou, US$ 8,893 bilhões, com alta de 38,49% sobre as vendas de 2010 e com participação de 56,80% sobre o total vendido pelo país em janeiro deste ano. As vendas externas da Região Centro-Oeste tiveram aumento de 57,16%, fechando o mês em US$ 1,098 bilhões. Os embarques desta região representaram 6,19% das exportações brasileiras.
Considerando o mesmo o período comparativo, o Sul registrou aumento de 27,62% nas exportações realizadas em janeiro de 2011 (US$ 2,514 bilhões), com participação de 17,43%. A Região Nordeste foi a única que teve queda nas vendas ao mercado externo, com retração de 5,28%. O mercado nordestino exportou US$ 1,232 bilhão, o que representou 11,51% do total vendido no mês

Quanto às importações, o Norte foi também o que registrou a maior expansão em comparação janeiro de 2010 (41,24%), com compras no valor de US$ 1,011 bilhão. Em seguida, aparece a Região Sul, com aumento de 34,78% e aquisições no valor de US$ 3,345 bilhões.
A Região Sudeste teve alta de 27,3% nas importações e somou US$ 8,335 bilhões em compras. Já o Centro-Oeste comprou US$ 871 milhões, com aumento de 26,78% em relação ao primeiro mês de 2010. No Nordeste (US$ 1,217 bilhão), o crescimento foi de 16,6%.
Estados
Em relação aos estados, São Paulo (US$ 3,327 bilhões) foi o que mais exportou em janeiro de 2011, acompanhado por Minas Gerais (US$ 2,731 bilhões) e Rio de Janeiro (US$ 1,713 bilhão). Em seguida, aparecem Pará (US$ 1,137 bilhões) e Rio Grande do Sul (US$ 1,122 bilhão). Na comparação com janeiro de 2010, todos os estados brasileiros tiveram variação positiva, com exceção de Piauí (-47,46%), Bahia (-25,7%), Pernambuco (-18,27%) Tocantins (-18,16%) e Rio Grande do Norte (-10,49%).
Nas importações, São Paulo (US$ 5,647 bilhões) foi o estado que mais fez compras no estrangeiro no mês, seguido de Paraná (US$ 1,283 bilhão), Rio de Janeiro (US$ 1,097 bilhão), Santa Catarina (US$ 1,040 bilhão) e Rio Grande do Sul (US$ 1,021 bilhão). Os estados que apresentaram variação negativa para as importações no comparativo com janeiro do ano passado foram Rio Grande do Norte (-76,95%), Piauí (-37,65%), Amapá (-35,24%) e Tocantins (-7,67%).

Quanto ao saldo da balança comercial por estado, os maiores superávits foram registrados por Minas Gerais (US$ 1,847 bilhão), Pará (US$ 1,027 bilhão), Rio de Janeiro (US$ 615 milhões), Espírito Santo (US$ 413 milhões) e Mato Grosso (US$ 381 milhões). Os estados mais deficitários foram São Paulo (US$ 2,319 bilhões), Amazonas (US$ 792 milhões), Santa Catarina (US$ 513 milhões), Paraná (US$ 418 milhões) e Mato Grosso do Sul (US$ 123 milhão).

Municípios
Em 2010, os municípios que mais exportaram foram: Parauapebas (PA) - US$ 725 milhões; Angra dos Reis (RJ) - US$ 674 milhões; Rio de Janeiro (RJ) - US$ 549 milhões; Itabira (MG) - US$ 524 milhões; e Vitória (ES) - US$ 341 milhões.

Na lista dos municípios que mais importaram no mês, estão: São Paulo (SP) - US$ 1,059 bilhões; Manaus (AM) - US$ 865 milhões; Rio de Janeiro (RJ) - US$ 549 milhões; São Sebastião (SP) - US$ 466 milhões; e Itajaí (SC) - US$ 438 milhões.
Assessoria de Comunicação Social do MDIC

CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS - 18/02/2011

A REGRA PARA INTERPRETAÇÃO DO SISTEMA HARMONIZADO Nº 4 – UM EXEMPLO BRASILEIRO E OUTRO ARGENTINO
A Regra para Interpretação do Sistema Harmonizado nº 4 (RGI 4) diz que: as mercadorias que não possam ser classificadas por aplicação das Regras acima enunciadas [isto é, as Regras 1 2 e 3] classificam-se na posição correspondente aos artigos mais semelhantes.

Assim, a classificação sob os auspícios da Regra 4 exige uma comparação das mercadorias apresentadas com mercadorias análogas, de maneira a determinar quais as mercadorias mais semelhantes às mercadorias apresentadas. Estas últimas devem classificar-se na posição correspondente aos artigos mais semelhantes.

Evidentemente, a analogia pode se basear em vários elementos, tais como a denominação, as características, a utilização.

Há dois pontos que eu gostaria de destacar:

1º) A RGI 4 não é para ser utilizada diuturnamente pelo contribuinte ou pelo fiscal; na realidade, essa regra é para ser empregada em casos muito especiais, seja pelas Divisões da Receita Federal, que emitem Soluções de Consulta, pelo Comitê Técnico nº 1 do Mercosul e pela Organização Mundial das Alfândegas (OMA). Tal ocorre porque essa regra é a ajuda que só o “juiz” (ou seja, OMA, Mercosul ou Receita Federal) pode recorrer para solucionar uma dada situação.

2º) Os exemplos de aplicação da RGI 4 são escassos; eu conheço dois que quero compartilhar com os leitores.

1º Exemplo – quadro pintado com os pés ou com a boca.

Trata-se de pintura onde o pincel foi manipulado com a boca ou com os pés. Esse tipo de pintura é feita por grandes artistas que têm necessidades especiais (visitem o site http://www.apbp.com.br/artistas.asp). Para classificar tais tipos de quadros na posição 9701 os classificadores argentinos aplicaram a RGI 4 (os quadros são feitos com aboca ou o pé, mas nunca com as mãos).

2º Exemplo – projetores cinematográficos digitais.

Esses projetores não projetam película (filme) no sentido da posição 9007, como pode ser visto nas NESH dessa posição (grifou-se para destacar):

C) Os projetores cinematográficos, que são aparelhos fixos ou portáteis para projeção diascópica de uma série de imagens em movimento, comportem ou não uma banda sonora no mesmo filme. Estes aparelhos possuem um sistema óptico que consiste essencialmente em uma fonte luminosa, um refletor, uma lente de condensação e uma lente de projeção. São também geralmente providos de uma cruz-de-malta, mecanismo com movimento intermitente que faz passar a película pela frente do sistema óptico, em geral à mesma velocidade da tomada dos quadros, e que obtura a fonte luminosa quando a película passa diante da janela de projeção. A fonte luminosa consiste geralmente em uma lâmpada de arco voltaico, mas é utilizada às vezes, especialmente nos pequenos aparelhos, uma lâmpada incandescente. Os projetores cinematográficos podem ser equipados com um dispositivo para rebobinar o filme e com um ventilador. Alguns projetores podem ainda ser equipados com um sistema de resfriamento a água.Mesmo assim, a Dinom (Divisão de Nomenclatura, Classificação Fiscal e Origem de Mercadorias), da Coordenação-Geral de Administração Aduaneira (Coana) da Receita Federal do Brasil, fez uso da RGI 4 para classificar tais projetores como um ex-tarifário (ainda em vigor), cujo texto é:

9007.20.99 - Ex 001 - Projetores cinematográficos digitais com unidade de processamento digital dedicada e definição igual ou superior a 2.048 x 1.080 pixels.
Cesar Olivier Dalston, www.daclam.com.br. Fontes: NCM e NESH.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

PORTOS E LOGISTICA - 17/02/2011

Frota reefer perde participação no mercado
As embarcações especializadas destinadas ao transporte de cargas frigorificadas têm perdido terreno para o segmento de porta-contêineres. Nos últimos anos, as operadoras reefer têm sentido uma pressão considerável das linhas de contêineres, que entraram em competição direta pelo mercado de itens perecíveis e obtido participação cada vez maior no segmento - em um processo semelhante ao observado no passado, quando as cargas conteinerizadas superaram o transporte de carga geral, segundo analistas.
Porém, segundo o gerente geral da transportadora reefer Seatrade, Yntze Buitenwerf, o segmento não deve desaparecer do mercado. "Todos dizem que que os navios reefer estão sumindo, mas isso não é uma verdade. Não estamos desaparecendo, apenas deixamos de crescer enquanto o mercado continua em crescimento", considera o executivo.
Buitenwerf reconhece que as embarcações continuam a perder market share em relação ao segmento de contêineres. "Em 2008, 30 milhões de toneladas - ou 45% dos 72 milhões de toneladas reefer - foram transportadas em navios especializados", disse o executivo. "O fato importante é que o montante transitado pelos navios refrigerados cairá para cerca de 20 milhões de toneladas nos próximos anos."
Segundo o executivo, isso se deve pela idade média da frota especializada, que é superior a 20 anos. Como não foram efetuadas encomendas para unidades de pequeno e médio porte do segmento nos últimos dez anos, a projeção é que a frota diminua pela metade daqui a dez anos.
Outras informações e matérias com os principais armadores, agentes de carga e câmaras de comércio atuantes no mercado reefer podem ser conferidas na edição 450 do Guia Marítimo - Especial Carga Reefer, disponível a partir da segunda quinzena de fevereiro.
Guia Marítimo



Cuba terá hub terminal para transbordos
O Porto de Mariel (Cuba) terá um novo terminal de contêineres para transbordo de cargas asiáticas. A instalação na região oeste de Havana será construída pela companhia brasileira Odebrecht, que conta com a ajuda de um empréstimo de US$ 300 milhões do governo do Brasil.

De acordo com o vice-presidente de planejamento e marketing da Autoridade do Canal do Panamá, Rodolfo Sabonge, o terminal passará a receberá cargas da Ásia após as obras de expansão do Canal do Panamá, com término previsto para 2014.
Sabonge diz que Cuba mudou a legislação que proíbe o investimento estrangeiro privado para permitir a construção da instalação, que será operada pela PSA International, de Cingapura.
A primeira fase de obras no Porto de Mariel inclui um cais e plataforma logística para a exploração de petróleo offshore. A segunda fase inclui um novo terminal de contêineres para competir com os atuais centros conteinerizados do Caribe em Kingston (Jamaica), Caucedo (República Dominicana) e Freeport (Bahamas), para transbordo de equipamentos com destino aos complexos poruários da costa leste da América do Norte e Sul - exceto nos EUA, que ainda mantém embargos comerciais com Cuba.
"A instalação se tornará um centro importante para transbordo de carga de e para os EUA, quando o embargo chegar ao fim", afirma Sabonge. O executivo ainda afirmou que os hubs em Cólon (extremo norte do Canal) estão longe dos portos do Golfo dos EUA para fornecer transbordos, fazendo com que os complexos americanos sejam melhor servidos por instalações no Caribe.
Guia Marítimo



Porto de Paranaguá inicia projeto de interiorização

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) realizou a primeira de uma série de reuniões programadas com o objetivo de “interiorizar” os portos, divulgando os projetos da nova administração para recuperar cargas e atrair novos clientes. O encontro aconteceu na noite de segunda-feira (14), na sede da Associação Comercial do Paraná (ACP), em Curitiba, e reuniu mais de 150 empresários.

O diretor empresarial da Appa, Lourenço Fregonese, fez um diagnóstico sobre os portos paranaenses e a ação comercial que será realizada para recuperar a credibilidade dos portos, atrair novas cargas e recuperar outras que foram perdidas ao longo dos últimos anos.

“Precisamos estar unidos: porto, governo e o empresariado para recuperar o prestígio dos nossos portos. Vamos buscar novos clientes e trazer de volta aqueles que deixaram de operar em Paranaguá. Isso se reverterá em desenvolvimento e bons negócios”, disse.
Fregonese explicou aos empresários que atualmente 32% da carga de grãos produzida no Paraná são escoados por outros portos. “Isso é inadmissível. Temos que fazer com que o Porto de Paranaguá seja sempre a primeira opção do produtor paranaense”, disse.

Benedicto Kubrusly Junior, vice-presidente da ACP, elogiou a iniciativa de interiorização dos portos de Paranaguá e Antonina. “Vender o porto neste momento é fundamental porque percebemos um projeto estratégico muito bem feito, elaborado por especialistas e pessoas que realmente entendem de porto”, afirmou.
Após esta primeira reunião, a diretoria empresarial da Appa dará início a uma série de outros encontros em 12 macrorregiões do Paraná. As reuniões acontecerão nas 12 coordenadorias da Federação das Associações Comerciais (Faciap).

“Queremos realizar,pelo menos,duas reuniões por mês em cada região do Paraná. Precisamos visitar todas as regiões e escutar dos empresários onde estamos errando e acertando para, juntos, buscar soluções”, disse Fregonese.

Monroe Olsen, coordenador do Conselho de Jovens Empresário da ACP e que promoveu o encontro com a Appa, disse que o empresariado jovem do Paraná está disposto a apostar e investir nos portos paranaenses. “O Conselho de Jovens Empresários tem uma meta arrojada para 2011 que é de trazer todos os atores mais importantes da nossa economia e promover debates. Abrir os trabalhos do ano com uma apresentação do porto é importante porque sabemos do papel estratégico que ele exerce e também temos muitos jovens empresários dispostos a investir e fazer negócios via Porto de Paranaguá”, disse.

Após a interiorização no Paraná, a Appa pretende dar início a um processo de mapeamento de regiões estratégicas de São Paulo, Goiás e Santa Catarina. De acordo com Fregonese, a Appa já está realizando um mapeamento das cargas perdidas para outros portos nos últimos anos. “Vamos buscar novas cargas e tentar trazer estas que perdemos nos últimos anos de volta. Vamos apresentar a estrutura do porto para quem produz e exporta, mostrar nossas potencialidades e nossa logística. Queremos provar para o empresário que investir em Paranaguá é multiplicar o ganho em pelo menos 10 vezes.

Fiep – Pela manhã, a Appa participou da 9ª Reunião da Câmara Temática de Petróleo e Gás. A administração dos Portos de Paranaguá e Antonina foi convidada para fazer a palestra de abertura do encontro do grupo, que reúne empresários, membros do governo e da academia para discutir as potencialidades do setor. A coordenadora do Núcleo de Estudos Estratégicos da Appa, Maria do Socorro, apresentou o diagnóstico dos portos e o Plano Estratégico dos Portos de Paranaguá e Antonina.

“Temos uma preciosidade em Paranaguá e Antonina, que é a disponibilidade de solo. Queremos desenvolver esta região, transformá-la num local com riqueza de emprego e renda para atrair investimentos relacionados ao pré-sal. As possibilidades de negócios são inúmeras e ainda pouco conhecidas. Têm potencil para promover uma mudança profunda não apenas no litoral, mas no Paraná”, disse.

De acordo com Jean Carlos Alberini, secretário executivo da Câmara de Petróleo e Gás da Fiep, o convite aos representantes do porto deve-se ao papel estratégico que ele representa para o segmento. “Entendemos que o estado tem um papel estratégico na questão logística. Nosso papel na Fiep é fomentar as discussões e fazer com que o empresariado paranaense esteja inserido nestas possibilidades de negócios que a indústria do pré-sal oferece”, disse.
AGência Estadual de Notícias



Parlamento europeu aprova acordos para liberação de vistos a brasileiros
O Parlamento Europeu aprovou hoje (15) dois acordos de isenção de visto entre a União Europeia (UE) e o Brasil. Um acordo se refere aos titulares de passaporte comum e o outro diz respeito aos portadores de passaporte diplomático, de serviço ou oficial. Os acordos envolvem a Estônia, Letônia, Malta e Chipre. Há, ainda, uma proposta em negociação para um acordo referente a turistas e pessoas que devam passar até três meses na Europa.

A Comissão Europeia estima que o novo acordo UE-Brasil beneficie cerca de 95% dos que viajam na região. Os acordos não substituem, mas complementam, os que estão em vigor entre vários países da UE e o Brasil, que abrangem deslocações com outras finalidades que não turísticas e profissionais.
Também foi aprovado hoje pelo Parlamento europeu um acordo sobre “certos aspetos dos serviços aéreos” entre a União Europeia e o Brasil. Por esse acordo, as transportadoras aéreas das duas regiões têm acesso ampliado. Ele ainda complementa as disposições dos atuais 14 acordos bilaterais de serviços aéreos entre os europeus e o Brasil.
"[A medida] se trata de um primeiro passo importante para o reforço das relações UE-Brasil no setor da aviação, que permitiu que o Brasil e a UE continuassem a reforçar a sua cooperação e avançassem para a negociação de um acordo geral no domínio dos serviços aéreos entre o Brasil e a UE", diz o acordo.
Agência Brasil

 

COMÉRCIO EXTERIOR - 17/02/2011



Segunda semana de fevereiro registra saldo positivo de US$ 548 milhões
A segunda semana de fevereiro, com cinco dias úteis (7 a 13), teve superávit na balança comercial de US$ 548 milhões, com média diária de US$ 109,6 milhões. As exportações, foram de US$ 4,226 bilhões (média diária de US$ 845,2 milhões) e as importações de US$ 3,678 bilhões (média diária de US$ 735,6 milhões). A corrente de comércio somou US$ 7,904 bilhões (média diária de US$ 1,580 bilhão).

Mês
No acumulado do mês, com nove dias úteis, as exportações fecharam em US$ 7,757 bilhões (média diária de US$ 861,9 milhões) e as importações em US$ 6,777 bilhões (média diária de US$ 753 milhões). As exportações cresceram 27,2% na comparação com a média diária de fevereiro de 2010 (US$ 677,6 milhões) e 19% frente ao mês passado (média diária de US$ 724,5 milhões).

Houve ainda aumento (14,8%) das importações de fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado (média diária de US$ 656 milhões). Na comparação com janeiro deste ano (média diária de US$ 704,3 milhões), o crescimento foi de 6,9%.

O saldo comercial, nas duas primeiras semanas de fevereiro, chegou a US$ 980 milhões (média diária de US$ 108,9 milhões). A corrente de comércio somou US$ 14,534 bilhões (resultado médio diário de US$ 1,614 bilhão), com aumento de 21,1% na comparação com fevereiro do ano passado (média de US$ 1,333 bilhão) e crescimento de 13% sobre a média de janeiro deste ano (US$ 1,428 bilhão).

Acumulado anual
No ano, de janeiro até a segunda semana de fevereiro, o superávit foi de US$ 1,404 bilhão (média diária de US$ 46,8 milhões), resultado 312,9% maior que o verificado no mesmo período de 2010 (média diária de US$ 11,3 milhões). Nos trinta dias úteis de 2011, a corrente de comércio somou US$ 44,540 bilhões (média diária de US$ 1,484 bilhão), com aumento de 25,6%, sobre a média do mesmo período do ano passado (US$ 1,181 bilhão).
No acumulado do ano, as exportações alcançaram US$ 22,972 bilhões (média diária de US$ 765,7 milhões), resultado 28,4% acima do verificado no mesmo período de 2010, que teve média diária de US$ 596,5 milhões. O resultado anual acumulado das importações também está maior (22,9%) em relação a 2010 (média diária de US$ 585,1 milhões). Em 2011, as importações chegam a US$ 21,568 bilhões (média diária de US$ 718,9 milhões).
Assessoria de Comunicação Social do MDIC



Para diversificar exportações, país precisa inovar
Parceria entre Vale, Posco e Dongkuk Steel, gigantes sul-coreanas da siderurgia, é um modelo de estreitamento de relações com benefícios mútuos

Enquanto as exportações sulcoreanas de automóveis e produtos de alta tecnlogia para o Brasil são crescentes, as vendas ao país asiático são principalmente de commodities. Uma realidade que a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex) afirma que vai tentar mudar pela diversificação da pauta de exportações. Mas, vale lembrar que a agência não teve qualquer missão recente ao país asiático.

Fabrício Bomjardim, consultor em política asiática do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (Ceiri), afirma que não há uma estratégia consolidada de aproximação com a Coreia do Sul ou com a Ásia como um todo. “Atualmente nosso empresariado está mais concentrado na China”, afirma.

Na visão de observadores do comércio exterior, a possibilidade de uma crise no setor de alimentos, que vem sendo debatida em âmbitos internacionais, cria possibilidades de ampliação da pauta exportadora do Brasil todo o continente. “O Brasil poderá preparar-se para ser um grande fornecedor global ”, diz Bomjardim.

Falta investimento

No entanto, a sonhada ampliação do mercado produtor de itens de maior valor agregado, ainda exige mais empenho do governo e das empresas nacionais. “Hoje nossas exportações relevantes para a Ásia são as de commodities, devido à falta de investimentos e criatividade em campos como o de tecnologia”, diz. “Mercados promissores existem, mas ainda falta uma estratégia ou interesse consolidado para o crescimento das relações”.

Daniela Alves, também pesquisadora do Ceiri, entende que a cooperação internacional é um elemento essencial para o desenvolvimento de parcerias e, portanto, da inovação, elemento essencial para ampliação da pauta exportadora do Brasil. “Não basta incentivar empresas nacionais a abrir escritórios no exterior. Se apenas isso ocorrer, a probabilidade da empresa ser esmagada pela concorrência será grande”, diz a especialista. “É indispensável que o país também tenha um ambiente para atração de investimentos em pesquisa e desenvolvimento de alto nível”.

Modelo

Exemplo disso é a parceria entre a mineradora brasileira Vale, a Posco e a Dongkuk Steel, ambas gigantes sul-coreanas do setor siderúrgico, para a instalação da Companhia Siderúrgica do Pecém, no Ceará. “Estima-se que em função da Companhia Siderúrgica do Pecém, o Produto Interno Bruto do Ceará cresça em 51%”, afirma Daniela. “A cooperação durante o processo de inovação é essencial para a difusão do conhecimento e há benefícios mútuos para os sócios e para os funcionários, uma vez que permite a mobilidade de pessoal e reforça o aprendizado entre empresas e instituições em diversos setores.”
Brasil Econômico



Argentina impede as importações brasileiras de notebooks, desktops e celulares
O Governo da Argentina acaba de dar uma pancada na indústria brasileira, inclusive, no setor de informática. Por meio da Resolução 45/2011, o Ministério da Indústria e Comércio Exterior e decidiu cancelar as licenças automáticas para importações de automóveis, têxteis e equipamentos eletroeletrônicos, entre eles,notebooks, desktops e celulares.

Significa que um fabricante brasileiro terá de entrar doravante na burocracia argentina para solicitar licença de importação desses produtos, medida que que não costuma ser rápida. Na melhor das hipóteses pode levar uns 60 dias para se obter tal autorização.
Mesmo assim, isso não será garantia de que conseguirá importar nas quantidades que deseja. A partir de agora, o governo argentino só pretende deixar entrar no país produtos que não conflitem com a indústria local. O que pressupõe que as importações somente se darão quando for necessário cobrir a demanda do mercado interno não-atendida pela indústria portenha.
"Estamos ampliando o universo de produtos cujo ingresso é monitorado pelo governo de modo a preservar o mercado interno e evitar danos ao processo de reindustrialização criado em nosso país a partir da aplicação do modelo produtivo de 2003", explicou a ministra argentina do Desenvolvimento, Débora Giorgi, ao jornal Clarin.
Segundo ela, a medida visa preservar postos de trabalho na indústria argentina e substituir as importações de produtos fabricados naquele país. A decisão, segundo ela, levou em conta todas as normas previstas pela Organização Mundial do Comércio(OMC) e que elas são "naturais em termos de defesa do mercado interno e da produção nacional".
Além dos notebooks, desktops e celulares, a decisão argentina também atingirá os fabricantes de produtos metalúrgicos, eletrônicos de consumo, tecidos, automóveis, vidro, bicicletas e partes de bicicletas, entre outros.

Veja a resolução argentina que impede as importações brasileiras (PDF - 200 KB)
http://convergenciadigital.uol.com.br/inf/mercosul_res45-2011.pdf
Convergência Digital



 

Sul-coreanos no cenário brasileiro
As empresas de eletroeletrônicos LG e Samsung, presentes no Brasil desde 2002, foram as primeiras sul-coreanas a identificar o potencial do mercado brasileiro, ainda numa época de incertezas em relação ao ritmo do crescimento econômico do país.

Vieram por conta própria, sem nenhum apoio específico de Seul, lembra Rafael Byung Na, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Coreia.

As duas marcas ocupam hoje espaço em condições de igualdade com outras grifes de eletroeletrônicos e anunciam a entrada na disputa pela clientela de itens da linha branca, como refrigeradores e lavadoras. Para isso, programam investimentos em unidades industriais para a produção local.

São dois exemplos da crescente presença sul-coreana no mercado brasileiro, traduzida numa pauta de produtos de alta tecnologia e um movimento comercial a cada ano mais favorável aos asiáticos. O déficit brasileiro saltou de US$ 300 milhões em 2004 para US$ 4,66 bilhões no ano passado, com evolução de 1.452% no período.
Enquanto importamos carros e eletroeletrônicos, exportamos principalmente commodities.
"Nosso empresariado está mais concentrado na China", diz Fabrício Bomjardim, consultor em política asiática do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (Ceiri), lembrando que falta ao país uma estratégia consolidada de aproximação com a Coreia do Sul ou com a Ásia como um todo
Daniela Alves, também pesquisadora do Ceiri, entende como indispensável que o Brasil tenha um ambiente para atração de investimentos em pesquisa e desenvolvimento de alto nível
No entanto, esse ambiente continua prejudicado pela falta de uma infraestrutura portuária inadequada e pela burocracia, especialmente, na parte referente aos tributos, de acordo com Byung Na.
A eliminação desses entraves traria enormes vantagens ao país, que seria beneficiado nas duas rotas, como plataforma de produtos coreanos para a América Latina e, ao mesmo tempo, utilizando a Coreia do Sul como porta de entrada para a Ásia.
Brasil Econômico



Indústria gaúcha inicia o ano com aumento nas exportações

Setor elevou em 21,8% suas vendas em janeiro

O ano começou positivo para as exportações industriais do Rio Grande do Sul. As vendas externas do setor cresceram 21,8% no primeiro mês de 2011, em comparação com o mesmo período de 2010, e totalizaram US$ 994 milhões, ou seja, 88,58% de tudo que o Estado embarcou em janeiro. Foi o segundo melhor desempenho da série histórica para o mês, superado apenas pelo resultado obtido em 2008, quando a indústria gaúcha exportou R$ 1,05 bilhão.
“Para este ano, esperamos uma economia internacional mais estruturada e com menor diferencial entre o crescimento dos países desenvolvidos e emergentes. Assim, alguns segmentos poderão retomar fatias do mercado perdidas após a crise mundial”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Tigre, ao avaliar a balança comercial na segunda-feira, 14. O industrial lembra ainda que existem fatores internos a serem resolvidos para que as exportações gaúchas possam continuar avançando: taxa de câmbio valorizada, altos custos de logística e concorrência desleal com produtos de alguns países, como a China.

Em janeiro, os setores que mais se destacaram foram Derivados de Petróleo (crescimento de 123,8%), impulsionado pelas vendas de óleo diesel para o Paraguai e Uruguai; Máquinas e Equipamentos (97,9%), com o envio de colheitadeiras para a Argentina e o Paraguai; e Alimentos (45,5%). Já as piores performances se concentraram em Materiais Elétricos (-30%), Fumo (-20%) e Produtos de Metal (-10%).
Os principais destinos das exportações gaúchas em janeiro, ante o mesmo período de 2010, foram a Argentina, com elevação de 13,5%, e os Estados Unidos, que ocuparam o segundo lugar, apesar de terem diminuído em 18% suas compras. A terceira posição ficou com a Espanha, ao aumentar em 205% seus pedidos.
O Rio Grande do Sul respondeu por 7,4% das vendas externas brasileiras e ocupou a quinta posição entre os Estados exportadores. São Paulo liderou o ranking (21,9% de participação), seguido por Minas Gerais (18%), Rio de Janeiro (11,3%) e Pará (7,5%), este último registrou, em janeiro, ante o mesmo mês do ano passado, um aumento de 142% nos envios de minério de ferro e de 98% de ferro fundido.

Nas importações, 94,6% das compras do Estado foram de produtos industrializados, que registraram um incremento de 24%, chegando a US$ 966 milhões. Os pedidos de bens intermediários aumentaram 66,7%, seguidos por bens de consumo duráveis (42,5%) e bens de capital (35,4%).
Correio do Povo