LEGISLAÇÃO

terça-feira, 5 de julho de 2011

Fisco pode voltar a abusar ao fiscalizar importações
Por Raul Haidar
Foram publicadas a Instrução Normativa 1.169 e a Portaria 3.014, assinadas pelo secretário da Receita Federal, relativas a irregularidades no comércio exterior, tudo referente a importações. A Portaria vigora a partir de 1º de agosto e a IN já vale.

Combater fraudes é o que todos desejamos como atividade indispensável à Justiça tributária, e a legislação em vigor já prevê mecanismos legais para isso. Assim, as novas normas não são necessárias, bastando aperfeiçoar as atuais, eliminando-se os equívocos e ilegalidades que a Justiça e a própria administração já reconheceram, e que possam geram abusos.

As imprecisões de redação das novas regras indicam que podem se repetir erros do passado recente, com equívocos ou abusos de agentes fiscais, em alguns casos com fortes indícios de crimes que podem ser atribuídos a tais servidores.

Outrossim, a criação de um sistema chamado de inteligência fazendária que também já existe chega a parecer ridículo, pois todos os servidores públicos, especialmente os fazendários, são inteligentes. Isso está provado nos concursos e na vida prática.

Não existe burrice fazendária, mas apenas alguma ignorância, outro tanto de autoritarismo e mais ainda de desprezo aos contribuintes e à ordem jurídica vigente. Não é por acaso que discussões entre fisco e contribuinte abarrotam o Judiciário. Tudo isso impede a existência da Justiça tributária.

Vejamos o que querem reinventar agora. A instrução, já no seu primeiro artigo, registra que basta uma suspeita de irregularidade para ter início o procedimento, ao lado de hipóteses como a interposição fraudulenta de terceiro e o subfaturamento.

Pretende-se que dúvidas sobre o preço, por exemplo, sejam resolvidas com base em valores apurados em publicações especializadas ou no mercado interno, considerando-se inclusive a margem de lucro usual.

Tais conceitos são vagos, imprecisos e subjetivos, abrindo margem para abusos ou corrupção, seja de quem for, inclusive de profissionais que trabalham no setor.

Num Estado Democrático de Direito, todas as suspeitas podem e devem ser investigadas. Mas aponta o texto da SRF que até coisas contra a moral e os bons costumes podem caracterizar suspeita de irregularidade. Eis aí subjetivismo ou saudade da Idade Média.

Também se fala na necessidade de histórico de operações, verificação de instalações físicas, etc. Há um monte de imprecisões nisso tudo.

Pode-se exigir que alguém tenha determinadas condições para importar, mas não chegar a absurdos e loucuras, como pedir tradição no ramo ou ver suspeita em nacionalidade. Teoria é bom na academia, entre mestres e doutores que lecionam, fazem palestras, publicam teses e participam de congressos.

Queremos apenas tentar demostrar a necessidade de rever certos conceitos e preconceitos, reduzindo riscos de abusos e perda de tempo, dinheiro e credibilidade. Se os servidores públicos correm com muita pressa na sua ânsia de arrecadação (que sem isso já bate recordes o tempo todo), podem acabar com a economia. Vampiros agem assim: sugam tanto o sangue da vítima que acabam por matá-la. Vamos a alguns fatos.

Incompatibilidade entre volume de operações e instalações

Empresa industrial da grande São Paulo foi considerada suspeita porque em seu relatório o fiscal afirmou que seu administrador era um chinês, dono de firma fantasma e mantinha fábrica fictícia.

Em Mandado de Segurança que recebeu liminar e teve sentença favorável, provou-se que o chinês era brasileiro naturalizado há mais 30 anos e a empresa existia há mais de 20. A fábrica não podia ser fictícia ainda que quisesse: funciona em prédios e com máquinas próprias, fornece para grandes multinacionais aqui estabelecidas desde a sua fundação e com mais de 200 funcionários diretos, nenhum deles fantasma.

A Justiça resolveu o problema em prazo razoável, após o qual outro fiscal tentou abrir novo procedimento com base nas mesmas suspeitas e com a informação de agora se apoiar em uma IN mais recente.
De novo o fisco teve que reconhecer seu erro, no caso por deixar tais questões na mão de neófitos brilhantemente aprovados em concurso recentemente, especializados em teorias e provas de múltipla escolha, informática, etc, que não tiveram tempo de ler a Constituição, as leis e a jurisprudência talvez por desinteresse ou desprezo mesmo.

Essa palhaçada toda ocorreu há cerca de cinco ou seis anos. Não é coisa da ditadura ou da burguesia, mas sim de funcionários arrogantes e prepotentes, que se baseiam em legislação feita de afogadilho, sem adequada discussão pública, sem exame do Congresso , onde uma parte expressiva compõe o PVP - Partido das Vaquinhas de Presépio.

Final dessa novelinha: só quem ganhou alguma coisa foi o advogado, já elogiado falsamente como advogado de sonegadores. Resultado prático: a família do chinês, que é brasileiro porque o desejou, está hoje industrializando o Uruguai, o que não é ruim para uruguaios. Os que perderam seus empregos podem receber ajuda do generoso povo brasileiro, que sempre aceita aumento de tributo sem receber o que merece. Os que inventaram o problema vão bem, obrigado. Quosque tandem?

Subfaturamento

Duas grandes empresas de São Paulo, uma de veículos e outra de objetos de luxo, foram acusadas de fraudar importações, a primeira há cerca de dez anos, e a segunda há menos de cinco. Em ambos os casos, os preços foram apurados de forma ridícula e fora da lei.

Carros importados diretamente do fabricante na Alemanha tiveram seus preços fixados com base em suposta pesquisa feita em revistas americanas com preço dos veículos nos Estados Unidos, cujo mercado exigia carros mais sofisticados, com acessórios que nossa legislação não exige ou porque eram sistematicamente furtados em Santos. Enfim, uma farsa. Nesse caso, a Delegacia de Julgamento de São Paulo deu razão ao contribuinte no julgamento de primeira instância. O importador encerrou as portas mesmo vencendo o caso. A fábrica alemã eliminou seu distribuidor e os empresários viraram empregados de outra multinacional. Talvez estejamos sendo novamente colonizados.
A grande loja de artigos de luxo, embora tenha cometido alguns erros que admitiu e pagou, não conseguiu arcar com a parte fantasiosa da autuação. Por esta, ela deveria importar o que vendia pelos preços das butiques de Milão ou Paris e apenas quando estavam na temporada. Ignoraram : a) artigos exportados geralmente não pagam impostos internos; b) compras do fabricante em grandes quantidades custam menos que nas butiques; c) há diferenças sazonais. Assim, revogaram: condições climáticas, a lei da oferta e da procura e os sistemas tributários de outros países (isenção para exportações).

Interposição fraudulenta

Essa é nova, de cerca de dois anos atrás. A empresa é uma importadora pequena, fundada em 1984, multada em 2008 em valor de dezenas de vezes seu patrimônio. O dono é um brasileiro de mais de 70 anos, formado pela POLI/USP, ex-diretor de estatal, sem qualquer mácula. Perfil, experiência profissional e acadêmica para ser ministro. Ficha limpíssima, imaculada desde os tempos do SNI.

A suposta fraude: importar componentes industriais a preços do mercado internacional, enfrentando oligopólios com uma estranha façanha: ser sério, poliglota, culto e conhecer empresários até na China que confiam nele, mesmo numa pequena empresa brasileira. Realmente isso é estranho, pois até hoje ele não está rico. Final desta novela: futura ação de indenização que o povo talvez pague um dia aos herdeiros da vítima. Quando e se esses atos vigorarem na prática, poderemos voltar ao assunto.
Conjur


COMÉRCIO EXTERIOR - 05/07/2011

Exportações podem ser beneficiadas no CE
Exportações de frutas, calçados e de toda indústria têxtil cearense devem ser beneficiadas com a crise europeia. A afirmação é do superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN), Eduardo Bezerra Neto.

No entanto, falar em estatísticas ou números é arriscado, conforme Bezerra. “Uma crise econômica ocorre por etapas, as pessoas começam a restringir o consumo daquilo que consideram mais supérfluo e os últimos elementos que as pessoas deixam de comprar são medicamentos, alimentos e material de vestuário”, explica Bezerra.

Ele avalia que na crise esses setores serão os menos afetados no Ceará, apesar do volume não se comparar com as exportações de outros estados do Brasil.

De acordo com Eduardo Bezerra, existem 300 empresas cearenses exportadoras e importadoras. Em discurso otimista ele diz que as relações internacionais devem ser fortalecidas principalmente com a Espanha, e anuncia a visita na próxima semana ao Ceará de dez empresários estrangeiros que desejam investir.

“Os espanhóis estão vindo com muita força, e todo mundo sabe que o Brasil é um mercado em expansão. E com crise ou sem, o Ceará é um ponto de apoio para os países, é um estado que pode mudar o seu perfil. Segundo o superintendente, a Copa do Mundo também é o grande impulsor de investimento no Ceará de infraestrutura básica e social.

Oportunidades - Em uma crise algumas portas fecham e outras abrem. Para Roberto Marinho, diretor do Ceará Trade Brasil e vice presidente da Câmara Brasil Portugal no Ceará, é preciso observar as oportunidades para o Ceará e agir com muita cautela. “É prematuro ainda dizer quais são os projetos que vão ficar parados. A crise vem desde 2008, causando alguns efeitos pontuais. Mas é um momento também de muita atenção para empresas que estão começando a buscar novas oportunidades lá fora. Com a crise estamos recebendo inúmeros empresários da Europa que podem nos ser benéficos para trabalhar”, analisa Roberto Marinho.

E ainda afirma que pode haver necessidade de uma atuação mais agressiva das pequenas e médias empresas.

O turismo e as energias renováveis estão bem encaminhadas com a Espanha e Portugal, segundo o vice presidente da Câmara Brasil Portugal no Ceará. “Eu vejo como um momento de investir. Buscar outros mercados, para ver seu capital. Nós estamos com uma oportunidade, podemos ser um ponto de extrema importância e apoio para os países. Mas temos que ter muita atenção, nem avançar, nem recuar. Várias empresas de Portugal e Espanha já estão querendo se estabelecer aqui, querendo vender máquinas de equipamentos”, comenta Marinho.

Na conclusão dele, o Ceará pode “tirar vantagem do mercado” e que há a possibilidade do Estado ter produtos mais baratos e adquirir mais tecnologia dos países europeus, além de baixa inflação. Com uma ressalva: saber interferir de forma saudável e sustentável.

Entenda a notícia - A crise europeia pode contribuir na vinda de novos negócios dos países como Portugal e Espanha para o Ceará. Os impactos negativos estariam ligados caso haja uma redução de linhas de créditos para importação e exportação, na avaliação do IBEF.

A crise - Na última década, a Grécia gastou bem mais do que podia, pedindo empréstimos pesados e deixando sua economia refém da crescente dívida. Nesse período, os gastos públicos foram às alturas, e os salários do funcionalismo praticamente dobraram. Enquanto os cofres públicos eram esvaziados pelos gastos, a receita era afetada pela evasão de impostos - deixando o país totalmente vulnerável quando o mundo foi afetado pela crise de 2008, que “enxugou” o crédito mundial e deixou a Grécia em dificuldades para rolar essa dívida.

O montante da dívida deixou investidores relutantes em emprestar mais dinheiro ao país. Hoje, eles exigem juros bem mais altos para novos empréstimos que refinanciem sua dívida, que supera os 355 bilhões de euros. No início de 2010, o país recorreu a um pacote de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia. A ideia era dar à Grécia tempo para sanear sua economia, o que reduziria os custos para que o país obtivesse dinheiro no mercado, o que ainda não ocorreu. A previsão é que o país só tenha acesso aos mercados financeiros no próximo ano.

Possíveis impactos negativos para o CE - Uma hipótese para uma interpretação negativa dos impactos da crise europeia ao Ceará é a redução das linhas de créditos para importação e exportação, pelo olhar do presidente nacional do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), Sérgio Melo. “A crise na Europa, afeta o mundo inteiro por conta de uma insegurança do que poderá ocorrer no futuro caso a Grécia não consiga se livrar do enorme problema que ela se encontra. Os problemas para o Ceará serão em tese pequenos porque o Estado não tem no comércio internacional a base do seu produto interno. A princípio, se o fornecimento de linhas de crédito específicas de comércio internacional forem reduzidas em 2011, é que poderão ser agravados os impactos”, diz Sérgio Melo.

Conforme informações do presidente do Ibef, o Ceará não tem grande expressividade de exportação se comparado aos outros estados brasileiros e a corrente de comércio (exportação e importação) não chega a 1%.

Já na avaliação do presidente do Ibef-Ce, Luis Eduardo Barros, a crise está focada na solução do problema na Grécia e não há reflexos diretos para o Ceará. “Nosso grau de envolvimento não é grande com nessa parte da Europa, não afetando de forma substancial. E o mercado financeiro adora crises, porque na crise as coisas mudam de valor rapidamente e o especialistas em mercado de capitais conseguem ganhar com isso”, acredita Barros.

Outra pontuação é feita sobre a possibilidade de haver complicações com os mercados da China e Alemanha. “A dinâmica da economia no Ceará está ancorada no mercado interno do Brasil e as exportações de commodities são mais com a China. Então isso é que pode nos afetar. Se os clientes da nossa soja e ferro tiverem dificuldade, isso sim nos afetará”, afirma Luis Barros.
O Povo - CE




Brasil quer rever pauta comercial com a China
O comércio bilateral com a China, que cresceu mais de 1.600% em dez anos, tem problemas que não podem ser ignorados, sinalizou o embaixador brasileiro junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo em evento comemorando os dez anos da entrada da China na entidade.

Azevedo listou preocupações que se refletem no debate interno sobre a China, sobretudo pelos setores mais diretamente afetados pela competitividade chinesa. Já o embaixador chinês na OMC, Yi Xaozhun,acenou com a duplicação das importações globais em cinco anos e com a multiplicação dos investimentos no exterior.
A inquietação brasileira é com a veloz taxa de crescimento das exportações chinesas, a penetração de seus produtos em segmentos tradicionalmente ocupados pela indústria nacional, concentração de exportações de commodities para a China e importações de produtos com valor agregado, além de investimentos chineses na agricultura e mineração no Brasil, com modelo de negócio orientado para a exportação para a China. A natureza legal das companhias chinesas que competem no mercado brasileiro também preocupa, já que são estatais e têm menores custos, o que é percebido como promoção de competição desleal.

Azevedo minimizou diplomaticamente as dificuldades. Segundo ele, quando há crescimento da magnitude da registrada no comércio bilateral - de US$ 3,3 bilhões para US$ 56,4 bilhões -, é natural que haja impacto em determinados setores e reclamações de lado a lado. Os chineses também reclamam das medidas antidumping sobre seus produtos.

O importante, na visão brasileira, é que os problemas não devem desencorajar, mas incentivar a busca mais rápida de soluções no comércio bilateral. Azevedo reiterou que o Brasil quer, junto com Pequim, encontrar maneiras de melhorar a composição da pauta de exportação para o mercado chinês, para evitar desequilíbrios e pressões em segmentos da indústria nacional.

A China é hoje o maior parceiro comercial do Brasil, representando 15,2% das exportações do país e 14,1% das importações. De janeiro a maio, o saldo a favor do país alcançou US$ 3,6 bilhões, numa alta de 93% em relação ao mesmo período do ano passado. O saldo comercial em todo o ano de 2010 atingiu US$ 5,2 bilhões.

Essa desempenho ocorre sobretudo pelos preços elevados para soja, minério de ferro e petróleo. Esses produtos representaram 86% das exportacoes totais brasileiras para a China nos cinco primeiros meses do ano. Já as importações brasileiras continuam carregadas de equipamentos industriais, incluindo reatores nucleares.

Para Azevedo, essa situação se explica, de um lado, pela enorme competitividade brasileira nas exportação de commodities, aliada com a crescente necessidade chinesa. E de outro, com a competitividade chinesa na área industrial apoiada em custo barato e pesado investimento em infraestrutura para exportação. Além disso, tem a apreciação do real em relação ao yuan e seu impacto negativo para a indústria brasileira.

No encontro, promovido com apoio da China, vários participantes previram crescente influência chinesa na OMC e aumento de disputas comerciais com Pequim. O analista americano Gary Hofbauer estima que medidas chinesas que poderão ser questionadas na OMC, como desoneração de impostos nas exportações, afetam volume de comércio de US$ 236 bilhões, comparado a apenas US$ 5,5 bilhões do fluxo comercial já contestado pelos EUA e outros parceiros.

Segundo o embaixador chinês, os investimentos diretos chineses no exterior deverão alcançar, até 2017, o mesmo volume dos investimentos que entram na China. Para se ter uma ideia, o estoque de investimentos externos no país atinge US$ 1 trilhão atualmente, enquanto o montante acumulado investido por Pequim em outros países está em US$ 300 bilhões.

Em dez anos, o PIB chinês cresceu 10,5%, em média, por ano, quase quadruplicando a economia de US$ 1,3 trilhão para US$ 4,98 trilhões, passando de sexta para segunda maior do mundo. A renda per capita subiu de US$ 800 para US$ 3.300.
Em 2010, a China se tornou o maior mercado para as exportações do Japão, Austrália, Brasil e Africa do Sul, o segundo para a União Europeia e o terceiro para os EUA. Atualmente, 34.700 empresas estrangeiras estão instaladas no país, gerando quase metade das exportações chinesas. "A China vai aumentar seu comércio com outros países em desenvolvimento, para construir uma rota da seda para o sul’, disse o embaixador chinês.
Portos e Navios


NOVO SISTEMA INFORMATIZADO DE CÂMBIO REDUZ BUROCRACIA A PARTIR DE OUTUBRO

Dando continuidade ao processo de simplificação e modernização da estrutura do mercado de câmbio brasileiro, com a consequente redução de custos e melhoria da qualidade dos serviços, o Banco Central do Brasil (BCB) implantará o novo sistema informatizado de registro de operações de câmbio a partir de outubro para operações entre instituições autorizadas e seus clientes (mercado primário). Numa segunda etapa, será implementado o novo sistema referente ao mercado interbancário, previsto para começar a funcionar a partir de julho de 2012.

O novo sistema moderniza a tecnologia dos sistemas informatizados que registram essas operações, com a adoção de um modelo de envio de dados semelhante ao já utilizado no Sistema de Pagamentos Brasileiros (SPB). A mudança resultará em uma redução de até 71% nos custos de ressarcimento ao Sisbacen (Sistema de Informações do Banco Central). Tais custos são pagos pelos agentes autorizados a operar no mercado de câmbio e compõem as tarifas cobradas dos clientes finais nas operações de compra e venda de moeda estrangeira. A significativa redução de custos operacionais para o BCB e para as instituições cria condições para beneficiar, em última instância, todas as pessoas e empresas que negociam moeda estrangeira no mercado cambial brasileiro.
Além das mudanças tecnológicas, haverá simplificação nos contratos de câmbio, com a eliminação de informações que hoje são consideradas desnecessárias. No lugar dos atuais oito modelos de formulário utilizados no mercado primário, será estabelecido um modelo único, no qual haverá uma indicação simples da operação - compra ou venda, conforme o caso.
Para dar maior capilaridade ao sistema, as instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio passarão a ter autonomia para escolher diversas agências que poderão comprar e vender moeda estrangeira e fazer o respectivo registro no sistema, podendo, inclusive, escolher mais de uma por praça. O sistema atual limita, para fins de registro, a uma única dependência por praça, que concentra todos os registros e responsabilidades daquela praça.
O sistema de câmbio conta hoje com 175 instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio, registra diariamente 21 mil operações, envolvendo 54 mil eventos, com giro diário de US$ 5,6 bilhões nas operações com clientes e de US$ 7,4 bilhões nas transações entre instituições bancárias.

Sobre o assunto, o BC divulgou a Circular 3.545/11, alterando o Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais (RMCCI), e a Circular 3.546/11, estabelecendo novas regras para o ressarcimento dos custos do Sisbacen.
Banco Central do Brasil

CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS - 05/07/2011

COMO DEVEMOS ENTENDER A EXPRESSÃO “PRODUTOS SEMIMANUFATURADOS” EM TERMOS DE CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS

Produtos semimanufaturados são aquelas mercadorias que ainda não apresentam a forma essencial das mercadorias acabadas, como é, geralmente, o caso das barras, discos, tubos, etc.

No âmbito do Capítulo 72 e na Nomenclatura, consideram-se produtos semimanufaturados os produtos maciços obtidos por vazamento contínuo, mesmo submetidos a uma laminagem primária a quente; e os outros produtos maciços simplesmente submetidos à laminagem primária a quente ou simplesmente desbastados à forja ou martelo, incluídos os esboços de perfis. Estes produtos não se apresentam em rolos.
Cesar Olivier Dalston, www.daclam.com.br. Fonte: NESH.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

PORTOS E LOGÍSTICA - 04/07/2011

Tecon Santos bate novo recorde de produtividade
O Tecon Santos, da Santos Brasil, registrou neste fim de semana um novo recorde de produtividade em um mesmo período: 186 MPH (Movimentos Por Hora) entre o horário das 07 às 13h do sábado, durante a operação do maior navio já recebido no porto santista.

A produtividade final da operação do navio foi de 131,65 MPH, o segundo melhor índice atingido na história da empresa, desde o início de sua concessão em 1997. Neste período, foram registrados 1.008 movimentos, sendo 984 contêineres, 22 tampas e três break bulks. O recorde anterior foi de 750 movimentos em um único período.
Guia Marítimo


ALL vai ampliar atuação em rodovias
Depois de criar a Brado Logística no ano passado, focada em movimentação de contêineres, a América Latina Logística (ALL) diversifica ainda mais sua atuação, com a criação da Ritmo Logística. Focada no modal rodoviário, a empresa nasce com 65% do capital sob propriedade da ALL e 35% da Ouro Verde (transportadora e locadora com sede em Curitiba).

O objetivo inicial é abocanhar os negócios oriundos da demande de transporte entre rodovias e ferrovias. A ALL já atua nesse segmento, mas de forma tímida: o modal rodoviário representa cerca de 3% de sua receita bruta e 1% de seu Ebitda. Com a criação da Ritmo, a ALL quer elevar esses números. "Existe um grande mercado rodoviário no entorno da malha da ALL tendo como origem ou destino a ferrovia. Atualmente, esse mercado é pouco explorado pela companhia, havendo um potencial de faturamento muito maior", resume Paulo Basílio, presidente da ALL, ao Valor.

Do giro operacional da ALL e da Ouro Verde, a empresa herda uma receita bruta de R$ 270 milhões. Segundo Marcelo Mokayad, presidente da Ritmo, a expectativa é multiplicar esse faturamento por cinco nos próximos anos. A nova empresa nasce incorporando ativos e operações de ALL e Ouro Verde. Da primeira, serão 325 caminhões, trucks e cavalos. Da Ouro Verde, 373 (de um universo de 15 mil, segundo o presidente da transportadora, Karlis Kruklis).

O aporte financeiro de cada companhia será de R$ 3 milhões, além de aportes recebíveis que totalizam R$ 15 milhões, sendo R$ 9,8 milhões da ALL e R$ 5,3 milhões, da Ouro Verde. Segundo os diretores de ambas as companhias, a Ritmo nasce sem dívidas. Os eventuais passivos anteriores à criação da nova empresa permanecem com os respectivos acionistas. "Já nascemos como uma das grandes no setor. A geração de valor para esse negócio vai se alavancar muito mais nos próximos anos", diz Mokayad. A Ritmo já tem em seu portfólio clientes como Bayer, Guardian, GM, Iveco, White Martins, AmBev, Nestlé, Heineken, Peróxidos e Kraft Foods.

A Ouro Verde foi procurada há cerca de oito meses pela ALL para o novo projeto. Com 38 anos de atuação, realiza serviços relacionados às áreas de logística (transporte cargas secas, líquidas, além dos setores de vidros, papel, celulose, alimentos e bebidas), locação de veículos, equipamentos e serviços. Trabalha com exportação e importação de cargas para a Argentina (onde a ALL tem concessões ferroviárias), além de Chile, Paraguai e Uruguai.

Em 2010, a unidade rodoviária da ALL apresentou receita bruta de R$ 106,6 milhões e Ebitda, de R$ 12,9 milhões. Já a Ouro Verde apresentou receita bruta de R$ 169,9 milhões e Ebitda, de R$ 16,7 milhões.
Portos e Navios



Navalshore 2011 reunirá no Rio grandes empresas internacionais do setor
Grandes empresas do cenário internacional ligadas à indústria da construção naval estarão reunidas no Rio de Janeiro, no próximo mês de agosto, para encontros e reuniões de negócios, durante a Navalshore 2011. Aproveitando o cenário extremamente favorável do Brasil para o setor, impulsionado pela demanda offshore da exploração e produção de petróleo no país, diversas companhias apresentarão novidades na feira. É o caso da Dresser, conglomerado industrial americano, que equipamentos de última geração de aplicação no setor naval. Já a Aveva trará para o evento recentes soluções de engenharia para o design de navios de apoio, cruzeiros e FPSOs ou petroleiros GNL de grande volume.

Segundo a organizadora da Navalshore, a edição de 2011 da feira terá uma área de exposição 55% maior que a edição anterior, somando mais de 11 mil metros quadrados, que receberão profissionais de cerca de 40 diferentes países. Este ano o evento contará com mais de 350 empresas expositoras nacionais e internacionais - vindas da Argentina, Japão, China, Espanha, Suécia, Coréia do Sul, EUA, Itália, Noruega, Canadá, Holanda, entre outros locais - consagrando a feira como estratégica para a cadeia de produtos e serviços da indústria naval e offshore do Brasil.
NN A Mídia do Petróleo


COMÉRCIO EXTERIOR - 04/07/2011

Ministério da Fazenda cria procedimentos especiais de controle aduaneiro
O Ministério da Fazenda publicou hoje (30) uma instrução normativa que cria procedimentos especiais de controle aduaneiro para operações de importação e de exportação de bens e mercadorias suspeitas de irregularidades. Entre as medidas previstas na norma estão a pena de perdimento (confisco), independentemente de o despacho aduaneiro ter sido iniciado.

Entre as situações de irregularidades citadas na instrução normativa estão a apresentação de documentos probatórios falsos; casos de suspeita sobre a autenticidade decorrente de falsidade material ou ideológica, inclusive quanto à origem e ao preço pago ou a pagar da mercadoria; e a falsidade ou adulteração de característica essencial da mercadoria.

Segundo a instrução normativa, o novo procedimento de controle aduaneiro será instaurado pelo auditor fiscal da Receita Federal responsável, que apontará as possíveis irregularidades que motivaram a suspeita, e fará a descrição das mercadorias ou declarações suspeitas. A mercadoria submetida ao procedimento de controle ficará retida até a conclusão do procedimento de fiscalização.

O auditor responsável pelo procedimento especial poderá fazer diligência ou fiscalização no estabelecimento do interveniente; solicitar laudo técnico para identificar a mercadoria, suas matérias-primas; e solicitar a movimentação financeira do importador ou do exportador, entre outras medidas. Sendo confirmados os ilícitos, será aplicada a pena de perda das mercadorias.
Agência Brasil

Receita pode reter por até 90 dias produto importado
Para ampliar o combate à triangulação de mercadorias importadas ilegalmente, a Receita Federal aumentou o alcance e a dureza dos procedimentos especiais de controle nas fronteiras nos casos de suspeita de comércio desleal. Entre as medidas, o Fisco poderá reter por até 90 dias os produtos importados cuja documentação apresente indícios de fraude. Até então, a Receita apreendia essas mercadorias por no máximo 60 dias.

"Chegou-se a um consenso de que o prazo precisava ser ampliado para possibilitar a conclusão das investigações", afirmou o subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita, Ernani Checcucci. "Além do reforço na questão da origem, também vamos demandar informações ao exportador lá fora e, enquanto houver dúvidas, a mercadoria ficará retida", acrescentou.

O Fisco também ampliou o número de situações que denotam suspeitas de irregularidades na importação, sobretudo com foco nos documentos de origem das mercadorias. Além disso, os adidos tributários da Receita em outros países também participarão do processo, facilitando o intercâmbio de informações com as autoridades dos países de origem.

Para burlar as medidas antidumping impostas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), exportadores estrangeiros têm enviado mercadorias ao Brasil via terceiros países, ou desmontadas em partes e peças, escapando assim das sobretaxas por prática desleal de comércio.

Investigações
Para dar finalmente celeridade às investigações sobre triangulação pelo MDIC, a Receita também enviará informações à Secretaria de Comércio Exterior (Secex). "A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional nos deu parecer positivo e dados começarão a ser fornecidos a partir de agora", acrescentou Checcucci.
Apesar da legislação que estende os processos antidumping também para os casos de triangulação ter sido aprovada ainda na segunda metade do ano passado, até agora apenas uma investigação nesse âmbito foi iniciada, no caso dos cobertores chineses. "Há pedidos de investigação que dependem desses dados da Receita. Agora essas investigações poderão ser abertas o quanto antes", garantiu a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.
Segundo ela, a partir do início das investigações os produtos suspeitos de irregularidades começarão a passar pelo processo de licenças não automáticas, que retarda a entrada no País e permite maior controle do volume importado.
Além da troca de informações, uma outra medida é o Centro Nacional de Gestão de Risco Aduaneiro, que deve entrar em funcionamento dentro de um mês e meio. Criado em conjunto pela Receita e a Secex, o grupo irá trabalhar com as informações geradas pela inteligência de ambos os órgãos com o objetivo de acelerar as investigações. O grupo, sediado no Rio de Janeiro, contará a princípio com 30 servidores. "O objetivo é dar musculatura a essa atividade de controle e análise de risco nas operações de comércio exterior", concluiu Checcucci.
Agência Estado




Superávit no primeiro semestre chega a US$ 12,985 bilhões
Brasília (1° de julho) – De janeiro a junho de 2011 (124 dias úteis), o superávit foi de US$ 12,985 bilhões e a média por dia útil, de US$ 104,7 milhões, conforme dados da balança comercial brasileira divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O saldo comercial é 63,3% maior que o do mesmo período de 2010, na comparação pelo resultado médio diário.

As exportações, no primeiro semestre do ano, chegaram a US$ 118,306 bilhões (média diária de US$ 954,1 milhões), valor 31,6% maior que o do mesmo período de 2010. Já as importações, fecharam o período em US$ 105,321 bilhões (média diária de US$ 849,4 milhões) – resultado 28,5% maior, considerando o mesmo critério e períodos comparativos. A corrente de comércio totalizou US$ 223,627 bilhões, com média diária de US$ 1,803 bilhão. Na comparação com a média diária do primeiro semestre de 2010, houve aumento de 30,1%.

Resultado Mensal

O mês de junho de 2011 registrou saldo comercial positivo de US$ 4,430 bilhões, com valor médio diário de US$ 211 milhões. O superávit do período é 31,6% maior que o de maio deste ano e está 95,4% acima do registrado em junho do ano passado, na comparação pela média diária.

Nos 21 dias úteis do mês, as exportações totalizaram US$ 23,692 bilhões, fechando com média diária de US$ 1,128 bilhão. Por esse critério, o resultado é maior que o verificado no mês passado (6,9%) e em junho de 2010 (38,6%).

Nas importações de abril (US$ 19,262 bilhões e média diária de US$ 917,2 milhões), houve crescimento pelo resultado médio diário de 29,9% em relação a maio de 2011 e 2,5% considerando junho do ano passado. Como resultado da soma das exportações e importações, a corrente de comércio foi de US$ 42,954 bilhões, com média diária de US$ 2,045 bilhões.

Últimas Semanas

O saldo comercial da quarta semana de junho foi positivo em US$ 966 milhões e média diária de US$ 241,5 milhões. A corrente de comércio, nestes quatro dias úteis (20 a 26), foi de US$ 8,118 bilhões e média diária de US$ 2,029 bilhões. As exportações foram de US$ 4,542 bilhões (média diária de US$ 1,135 bilhão) e importações de US$ 3,576 bilhões (média diária de US$ 894 milhões).

Na quinta semana do mês, o superávit contabilizado foi de US$ 849 milhões, com média diária de US$ 212,3 milhões, levando-se em consideração que houve quatro dias úteis (27 a 30). As vendas ao mercado externo somaram US$ 4,877 (média diária de US$ 1,219 bilhão) e as compras foram de US$ 4,028 bilhões (resultado diário de US$ 1,007 bilhão).
Assessoria de Comunicação Social do MDIC




Secex e Receita Federal explicam funcionamento de Grupo de Inteligência
Brasília (30 de junho) – Em entrevista coletiva hoje, a secretária de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres, e o subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita Federal do Brasil (RFB) do Ministério da Fazenda, Ernani Checcucci, explicaram o funcionamento do Grupo de Inteligência de Comércio Exterior (GI-CEX), formado pelos dois órgãos e criado por meio da Portaria Interministerial Nº 149, de 16 de junho de 2011.
Hoje foi realizada a primeira reunião entre os integrantes do GI-CEX para deliberar sobre o plano de trabalho e a agenda de reuniões. As autoridades destacaram que a criação do novo grupo será importante para identificar os instrumentos administrativos de cada órgão no combate às práticas desleais e ilegais no comércio exterior.

“A reunião destes dois órgãos será útil para que possamos nos antecipar aos movimentos realizados, muitas vezes, em conjunto, pelo exportador no exterior e pelo importador no Brasil. A Secex, com um olho no exportador fora, a Receita, com um olho no importador no Brasil. A reunião destas informações irá permitir que nos antecipemos para combater estas práticas”, explicou Tatiana.
Caso o grupo encontre indícios dessas práticas, poderá recomendar medidas de licenciamento mais rígidas, para verificar se os termos da transação são fidedignos, ou sugerir, por exemplo, que os produtos sejam incluídos em um canal de conferência física e documental mais rigorosa no desembaraço de mercadorias (canais conhecidos como vermelho e cinza). Comprovadas as irregularidades, os respectivos órgãos poderão aplicar as penalidades previstas em sua área de atuação.
Dados para investigações de triangulação
Os representantes informaram ainda sobre a Portaria Nº 3.011, publicada hoje no Diário Oficial da União, que autoriza o repasse de dados, da Receita Federal para a Secex, para que seja feita a análise sobre as petições de abertura de investigação para extensão das medidas de antidumping, nos casos em que estas estejam sendo frustradas. Tratam-se dos casos classificados como prática de circunvenção (circumvention) ou de triangulação, que é caracterizada pela venda de produtos de um país, mas que, na verdade, foram produzidos em outro.
Esta extensão também é prevista para situações em que ocorre a mera montagem, em terceiro país, com partes, peças ou componentes do país sujeito à medida de defesa comercial ou ainda quando esta mera montagem é realizada no Brasil.
“É um passo a mais no esforço de combater práticas desleais no comércio exterior. A partir de agora, está clara a base legal para que nós possamos receber os dados de investigação de triangulação da aplicação do direito antidumping”, comentou Tatiana.
Assessoria de Comunicação Social do MDIC



Medidas de Fiscalização e Controle Aduaneiro para Fortalecimento da Defesa Competitiva
I – Medidas de fortalecimento

CRIAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DO CENTRO NACIONAL DE GESTÃO DE RISCO ADUANEIRO
- Instituído o grupo de trabalho para planejar, orientar e propor as medidas necessárias para a implantação do Centro Nacional de Gestão de Riscos Aduaneiros;

- O grupo criado terá como atribuições, dentre outras, definir:

§ competências regimentais, definições organizacionais e estrutura de cargos; e
§ projeto de escritórios, definição de mobiliário e equipamentos necessários.

- A implementação do Centro Nacional de Gestão de Riscos Aduaneiros permitirá:
§ Receber e tratar informações - receber e tratar de forma eficaz e eficiente o grande número de informações existentes em fontes tais como: declarações de importação fraudulentas, denúncias recebidas de órgãos públicos e da iniciativa privada, infomações provenientes de outras Administrações Aduaneiras no exterior, etc ;
§ Monitorar a ocorrência de fraudes - monitorar a ocorrência das principais fraudes no comércio exterior e as tentativas de burla às medidas de defesa comercial, propondo e implemendo medidas de aprimoramento do combate:
§ Adotar medidas de prevenção e combate – adotar medidas nacionais, regionais e setoriais de prevenção e combate às principais fraudes.

CRIAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DO GRUPO DE INTELIGÊNCIA DE COMÉRCIO EXTERIOR (GI-CEX)
- Publicada a Portaria Conjunta MDIC/MF no 149, de 16 de junho de 2011, que cria o Grupo de Inteligência de Comércio-Exterior (GI-CEX) para o combate a práticas desleais e ilegais de comércio exterior e dá outras providências.

§ Grupo composto por servidores da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX);

§ O Grupo terá as atribuições de:
- identificar setores e produtos propensos às práticas desleais e ilegais no comércio exterior;
- propor diretrizes, prioridades e medidas para a detecção das práticas desleais e ilegais no comércio exterior e para o seu combate; e
- estabelecer canais de comunicação e cooperação com outros órgãos anuentes no comércio exterior para a obtenção de informação e conhecimentos para detectar e combater as práticas referidas nos incisos I e II deste artigo.

- Já foi realizada, em 21 de junho último, a primeira reunião do grupo.


APRIMORAMENTO DO FORNECIMENTO DE INFORMAÇÕES À SECEX
- Publicada a Portaria RFB no 3.011, de 29 de junho de 2011, que permite o fornecimento de informações destinadas a subsidiar a Secex em processos de investigação de prática de dumping no País ou de extensão das medidas antidumping para terceiros países.


APERFEIÇOAMENTO NORMATIVO – NOVA IN SOBRE PROCEDIMENTOS ESPECIAIS
- Editada a Instrução RFB no 1.169, de 30 de junho de 2011, que estabelece procedimentos especiais de controle, na importação ou na exportação de bens e mercadorias, diante de suspeita de irregularidade punível com a pena de perdimento.

- O procedimento especial de controle aduaneiro estabelecido nesta IN se aplicará a toda operação de importação ou de exportação sobre a qual recaia fundada suspeita de irregularidade punível com a pena de perdimento, independentemente de ter sido iniciado o despacho aduaneiro ou de que o mesmo tenha sido concluído.

- Dentre os indícios de irregularidade a serem verificados, destacam-se os casos de suspeita quanto à autenticidade de qualquer documento apresentado, à falsidade ou adulteração de característica essencial da mercadoria, ao preço efetivamente pago ou a pagar, à origem da mercadoria; à ocultação do real vendedor, comprador ou de responsável pela operação ou à falsa declaração de conteúdo.


II - Balanços da atuação da Receita Federal no combate ao contrabando, descaminho e outros ilicítos aduaneiros

1º QUADRIMESTRE DE 2011
Total de apreensões pela Receita Federal (Vigilância, Repressão e despacho aduaneiro):
- R$ 618 milhões - aumento de 51,11 % em relação ao 1º quadrimestre de 2010.

Operações de vigilância e repressão:
- R$ 96,402 milhões em apreensões - aumento de 25% em relação ao mesmo período de 2010;
- Realização de 716 operações.

Alguns destaques:
a) Crescimento nas apreensões de munições:

Período  Qtd 
Todo ano 2010  13.003
2011 (1º Quadrimestre)  13.079

b) Apreensões de drogas:

Tipo  Quantidade
Cocaína  342,49 kg
Maconha  1.388 kg
Comprimidos de Ecstasy  64.000 unidades
Haxixe  19,900 kg
Crack  13,960 kg

c) Comparativo das apreensões – alguns destaques:
Comparativo de Mercadorias Apreendidas - Janeiro a Abril 2010/2011

DESCRIÇÃO  Janeiro a Abril 2010  Janeiro a Abril 2011  Variação 2010/2011
Munições 2.936 13.079 445,47%
Bebidas Alcoólicas  R$ 1.099.702,03 R$ 1.911.432,43  173,81%
Brinquedos R$ 3.366.482,87 R$ 6.167.145,55   183,19%
Bolsa e Acessórios R$ 6.207.541,08 R$ 26.281.962,05 423,39%
Cigarros R$ 24.328.769,02 R$ 35.590.064,72   146,29%
Eletro-eletrônicos R$ 23.603.604,31 R$ 34.732.934,34  147,15%
Veículos R$ 34.339.253,43 R$ 39.305.435,72  114,46%
Vestuário R$ 19.611.363,52 R$ 29.260.825,14   149,20%
Relógios R$ 9.840.725,59 R$ 47.847.356,25  486,22%
Medicamento R$ 1.826.569,14 R$ 3.297.269,94   180,52%
Inseticidas, fungicidas, herbicidas, desinfetantes R$ 595.804,24 R$ 1.472.432,31 247,13%
Mídias para Gravação (CD e DVD) R$ 1.055.881,95 R$ 1.904.628,73 180,38%
ANO DE 2010:
- Total de apreensões = R$ 1,274 bilhões (vigilância, repressão e despacho aduaneiro)
- Total de operações de vigilância e repressão = 2223
- Total das Apreensões das operações de vigilância e repressão = R$ 436,4 milhões em mercadorias apreendidas.

Aspectos relevantes:
- 18.730 representações para fins penais encaminhados ao Ministério Público Federal para abertura de processo criminal.
- R$ 72.570.000,00 em multas.
- R$ 436,4 milhões em mercadorias apreendidas
- 4.590 veículos apreendidos
- Crescimento de 80,79 % nas apreensões , em relação ao ano de 2009.
- 2223 operações de vigilância e repressão pela RFB , em todo país, sendo 730 na faixa de fronteiras.

Operações de Destaque:
1. Operações aéreas:
§ 122 dias em operações
§ 1800 horas de vôo em operação
§ Operações realizadas com a utilização dos helicópteros:
- Fronteira blindada, com participação da Receita Federal e órgãos de segurança do MJ e demais polícias.
- Operações de busca integradas entre a RFB e DPF, DPRF e demais forças policiais.

2. Operação Persa – Realizada em março, com o apoio da Polícia Federal, que resultou na apreensão de aproximadamente R$ 3,5 milhões em produtos estrangeiros que se encontravam expostos à venda ou estocados em 33 lojas localizadas em oito shoppings da capital cearense. A megaoperação mobilizou um efetivo de 100 servidores da Receita, entre analistas e auditores de todo o País, além de 30 agentes da Superintendência local da PF.

3. Operação Nacional Leão Expresso - Realizada em julho, em 25 cidades, com participação de 120 servidores. Apreensão de 5200 volumes e resultado de R$ 137 milhões nos principais centro de distribuição e agências dos correios.

4. Operação Fronteira Blindada – Realizada ao longo do ano na região de Foz do Iguaçu e Cascavel contabilizaram neste ano cerca de US$ 127 milhões em apreensões, sendo 6,9 % de produtos de informática, 3,5 % de eletrônicos, 7,1 % de brinquedos, 0,25 % de bebidas, 8,2 % de cigarros, 41,8 % de outras mercadorias, 32,2 % de veículos e 0,04 % de armas e munição, estabelecendo assim um novo recorde, com 19,43 % de aumento em relação ao ano de 2009.

Esses números só foram possíveis pelo empenho das Unidades Locais, apoios da Receita Federal do Brasil como um todo e, em especial dos órgãos de segurança e da Divisão de Operações Aéreas - DIOAR.
SRF



Receita Federal apreende doze veículos com mercadorias na região de Foz do Iguaçu
Na tarde de ontem, 30/6, foi deflagrada mais uma operação de combate ao contrabando e descaminho na região da tríplice fronteira, realizada no posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal, em Santa Terezinha de Itaipu/PR. Participaram da operação servidores da Receita Federal do Brasil em conjunto com patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal.

Foram apreendidos doze automóveis de passeio que transportavam diversos tipos de mercadorias, notadamente eletrônicos e vestuário. A apreensão foi estimada em US$ 24 mil.

Os veículos com as mercadorias foram encaminhados ao pátio da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Foz do Iguaçu para posterior deslacração e valoração das mercadorias.
Assessoria Comunicação Social - Ascom/RFB

RICMS/SC

REVOGAÇÃO DA IMPORTAÇÃO NO PROGRAMA PRÓ-EMPREGO: NOVOS PEDIDOS NÃO SERÃO ANALISADOS
O Governo de Santa Catarina enviou à Assembleia Legislativa, no dia 5 de maio, o Projeto de Lei n° 0143.4/2011, que pretendia alterar a legislação do Programa Pró-Emprego no sentido de revogar os incentivos fiscais destinados à importação, tanto nas operações com insumos e ativos imobilizados, como nas com mercadorias destinadas à comercialização (sem processo produtivo).

O Projeto de Lei foi aprovado e convertido na Lei Estadual n°. 15.499. Com efeito, a partir da publicação da lei (20/06), novos pedidos de enquadramento no Programa, objetivando especificamente os tratamentos tributários diferenciados para operações de importação, não serão mais concedidos pela Secretaria da Fazenda, ante a falta de amparo legal. Os demais benefícios do Programa Pró-Emprego continuarão sendo concedidos normalmente.

Diante desta revogação, as empresas que pretendem solicitar incentivo fiscal ao Estado para importar, seja na condição de indústria, como na de comercial importadora, terão que avaliar outras possibilidades dispostas atualmente na legislação. Válido destacar que existem alternativas tributárias disponíveis que poderão ser estudadas para cada caso.

Com relação às empresas que foram enquadradas no Programa Pró-Emprego anteriormente à publicação da Lei nº. 15.499, estas terão os seus incentivos relacionados à importação mantidos até 31 de dezembro do corrente ano, por força da Lei Complementar n°. 534/11. Ressalva-se, no entanto, que a referida manutenção aplica-se somente aos regimes especiais vigentes de 1º de janeiro até 20 de abril.

Por fim, destaca-se que todas as empresas, inclusive as que foram enquadradas no Pró-Emprego depois de 20 de abril, serão abrangidas pelo projeto de Lei n°. 0179.5-2011, denominado de Revigorar III, que ainda tramita na Assembleia Legislativa. Além de promover a regularização de débitos tributários relativos ao ICMS e ao IPVA, o Projeto de Lei atribui à Secretaria da Fazenda a obrigação de rever todos os tratamentos tributários diferenciados concedidos às empresas catarinenses. Enquanto não revistos, os enquadramentos ficarão mantidos nos termos da legislação vigente na data de suas concessões.
MARTINELLI ADVOCACIA EMPRESARIAL

NOTÍCIAS JURÍDICAS - 04/07/2011

STF - Mantida decisão que determinou restituição de valores pela Zona Franca de Manaus
O plenário do STF negou provimento ao RExt 556854 (clique aqui) interposto pela Suframa - Superintendência da Zona Franca de Manaus contra decisão do TRF da 1ª região que determinou a restituição dos valores pagos à autarquia pela empresa Gradiente Eletrônica S/A, entre os anos de 1991 e 1999, a título de remuneração pela anuência aos pedidos de guias de importação de insumos e bens de capital e remuneração pela anuência ao internamento (desembaraço aduaneiro) desses insumos e bens de capital. Segunda a advogada da Suframa, a estimativa de restituição é de R$ 100 milhões, o que pode inviabilizar a autarquia, caso haja sucessivas decisões nesse sentido.
Em voto relatado pela ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha – que foi acompanhado à unanimidade pelos demais ministros – foi mantido o entendimento de que a cobrança feita pela Suframa tem natureza jurídica de taxa (e não de preço público, como alegou a autarquia), é compulsória (e não facultativa, como quis fazer entender a superintendência) e está ligada a atividade do poder de polícia. Sendo assim, só poderia ter sido instituída por lei, e não por meras portarias, nem poderia ter por base de cálculo o Imposto de Importação. Com o não provimento do recurso da Suframa, foi mantida a decisão que garantiu à Gradiente o recebimento dos valores pagos, corrigidos pela taxa selic (o que afasta juros de mora e correção monetária).
A ministra relatora rejeitou o argumento da Suframa de que a cobrança não seria compulsória, apenas facultaria às empresas que quisessem gozar dos benefícios oferecidos pelo decreto-lei 288/67 (clique aqui) e legislação pertinente a utilização de sua área de atuação para internamento de suas mercadorias, de modo a configurar-se o direito à isenção tributária própria da Zona Franca de Manaus extensiva às suas áreas de livre comércio. Entre os benefícios às empresas que importam produtos pela Zona Franca de Manaus está a redução de até 88% sobre o Imposto de Importação, isenção total do Imposto de Produtos Industrializados, redução de 75% do IR sobre Pessoa Jurídica e isenção de PIS, PASEP e Cofins nas operações internas.
"A meu ver o argumento não procede. A ora recorrida [Gradiente] não se poderia beneficiar dos incentivos oferecidos pelo decreto-lei 288/67 sem pagar as exações cobradas pela Suframa. Assim, as cobranças efetuadas pela Superintendência da Zona Franca de Manaus não são de pagamento facultativo a quem pretende fazer uso dos benefícios daquela Zona Franca. A atividade exercida pela Suframa é afeta ao Estado. Não se trata de atividade comercial ou industrial, pelo que deve ser cobrada por meio de taxa", afirmou a ministra Cármen Lúcia em seu voto. A relatora acrescentou que o dispositivo do decreto-lei 288/67 que previa a fixação da cobrança de taxas e emolumentos pelo superintendente da Suframa, depois de aprovados pelos conselho técnico, não foi recepcionado pela CF/88 (clique aqui).
"Assim, a meu ver, não poderia a Superintendência da Zona Franca de Manaus, com fundamento no parágrafo único do art. 24 do decreto-lei 288/67, ter instituído, por meio de portarias, insisto – atos normativos infralegais –, cobranças pela anuência aos pedidos de guias de importação de insumos e bens de capital, de desembaraço aduaneiro e pelo controle dos internamentos na Zona Franca de Manaus, sob pena de ofensa ao princípio da legalidade. O acórdão recorrido, portanto, a meu ver coaduna-se perfeitamente com os princípios constitucionais e não merecem reforma", asseverou. A ministra acrescentou que atualmente há lei (lei 9.960/00 - clique aqui) regulando a cobrança de TSA - Taxa de Serviços Administrativos da Suframa.
Processo Relacionado : RExt 556854
STF
Muito além do ´ponto com´
Por Rodrigo Azevedo,
4advogado

O Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) aprovou na semana passada, em Singapura, novas regras que prometem mudar a forma pela qual acessamos e identificamos saites na Internet. A partir de janeiro de 2012, será possível registrar domínios com qualquer terminação, como por exemplo, .brasil, .futebol ou mesmo com denominações contendo marcas (.globo, .apple, .flamengo).

Esta é uma oportunidade para empresas que já não encontram domínios disponíveis para lançar seus novos produtos e serviços, o que acontece frequentemente em emissoras de televisão ou conglomerados com muitas marcas.

Os novos domínios também podem servir para separar conteúdos legítimos de outros fraudulentos ou que não sejam autorizados. Por exemplo, tudo o que estivesse abaixo de .RollingStones teria procedência garantida, seria conteúdo oficial da banda e estaria livre de vírus ou outras pragas.

Mas os novos domínios trazem também algumas preocupações. Prevê-se uma nova corrida a esses endereços a partir de janeiro, o que certamente será acompanhado de controvérsias por empresas homônimas localizadas em diferentes partes do mundo.

Independentemente da avaliação se os novos domínios serão positivos ou negativos para a Internet, uma coisa é certa: esse tema é altamente relevante para a proteção e o posicionamento das marcas das grandes corporações nesse meio.

Outro ponto que já gerando críticas é o alto preço a ser pago pelas pessoas e empresas interessadas. Para obter o domínio, elas precisam pagar taxa de 185 mil dólares e investir em infraestrutura tecnológica.
espacovital.com.br

CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS - 04/07/2011

O QUE SÃO FIOS DE ALTA TENACIDADE?

São aqueles cuja tenacidade, expressa em cN/tex (centinewton por tex), é superior aos seguintes limites:

a) 60 cN/tex para o caso de fios simples de náilon ou de outras poliamidas, ou de poliésteres;

b) 53 cN/tex quando se tratar de fios retorcidos ou retorcidos múltiplos de náilon ou de outras poliamidas, ou de poliésteres; e

c) 27 cN/tex tratando-se de fios simples, retorcidos ou retorcidos múltiplos de raiom viscose.

Assim, para você dizer se um fio é ou não alta tenacidade são necessários dois parâmetros: a) determine o tipo de fio; b) determine a tenacidade (cN/tex). E como se faz isso? Através de um laboratório especializado em têxteis.

A expressão fios de alta tenacidade aparecem nas posições 5402 e 5403.
Cesar Olivier Dalston, www.daclam.com.br. Fonte: NESH.



domingo, 3 de julho de 2011

CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS

ANÁLISE DA POSIÇÃO 2829 QUE ABRIGA OS CLORATOS E PERCLORATOS, BROMATOS E PERBROMATOS, IODATOS E PERIODATOS
Na posição 2829 estão classificados os cloratos (que servem, por exemplo, para produzir o dióxido de cloro, empregado no branqueamento de polpa de celulose), percloratos (empregados, por exemplo, na fabricação de explosivos e fogos de artifício), bromatos, perbromatos, iodatos e periodatos, que são empregados como regentes de uso trivial na indústria química.

As NESH da posição 2829 são esclarecedoras sobre os principais compostos que aí se classificam. Assim, leia com atenção essas NESH e se por ventura não entendê-las não quebre a cabeça: apresente a um técnico a sua dúvida (não deixe de entender sua mercadoria, para em seguida classificá-la).

Vamos então as NESH da posição 2829:

A - CLORATOS

Este grupo compreende os sais do ácido clórico (HClO3) da posição 2811.

1) Clorato de sódio (NaCl03). Obtém-se por eletrólise de uma solução aquosa de cloreto de sódio, e apresenta-se em cristais incolores, brilhantes, muito solúveis em água; perde facilmente o seu oxigênio; e contém, freqüentemente, como impurezas, cloretos alcalinos. Tem diversos usos: agente de oxidação, síntese orgânica, estampagem de têxteis (tinta ao negro de anilina), fulminantes, preparações para cabeças de fósforos, herbicidas, etc.

2) Clorato de potássio (KClO3). Prepara-se como o clorato de sódio. Apresenta-se em cristais incolores, pouco solúveis em água. Tem propriedades análogas às do clorato de sódio. Emprega-se também em medicina e na preparação de explosivos estilhaçantes (tipo chedita).

3) Clorato de bário (Ba(ClO3)2). É produzido durante a eletrólise do cloreto de bário em solução e apresenta-se em cristais incolores, solúveis em água. Em pirotecnia, emprega-se como corante verde e também se utiliza na preparação de explosivos e de alguns outros cloratos.

4) Outros cloratos. Citam-se ainda o clorato de amônio, empregado na preparação de explosivos, o clorato de estrôncio, que, além deste mesmo emprego, se usa em pirotecnia para produzir chamas vermelhas, o clorato de cromo, que se utiliza como mordente em tingimento; o clorato de cobre, em cristais verdes, também se emprega em tingimento, na produção de explosivos e de chamas verdes em pirotecnia.

B.- PERCLORATOS

Este grupo compreende os sais do ácido perclórico (HClO4) da posição 28.11. Estes sais, muito oxidantes, empregam-se em pirotecnia e na indústria de explosivos.

1) Perclorato de amônio (NH4ClO4). Prepara-se a partir do perclorato de sódio. Apresenta-se em cristais incolores, solúveis em água, sobretudo a quente; decompõe-se pelo calor, às vezes com detonação.

2) Perclorato de sódio (NaClO4). Obtém-se por eletrólise das soluções refrigeradas de clorato de sódio. Apresenta-se em cristais incolores e deliqüescentes.

3) Perclorato de potássio (KClO4). Obtém-se a partir do perclorato de sódio. É um pó cristalino, incolor, relativamente pouco solúvel, que detona pelo choque. Emprega-se na indústria química como oxidante mais enérgico do que os cloratos.

4) Outros percloratos. Citam-se perclorato de bário (em pó hidratado) e o perclorato de chumbo; este último apresenta-se, em solução saturada, como um líquido pesado (densidade de 2,6) que se emprega na separação por flotação.

C.- BROMATOS E PERBROMATOS

Este grupo compreende os sais do ácido brômico (HBrO3) da posição 28.11, tais como o bromato de potássio (KBrO3) e os sais do ácido perbrômico (HBrO4).

D.- IODATOS E PERIODATOS

Este grupo compreende os sais do ácido iódico (HIO3) da posição 28.11 e os sais do ácido periódico da posição 28.11.

O iodato de sódio (NaIO3), o iodato neutro de potássio (KIO3) e o hidrogenodiiodato de potásio (KH(IO3)2) empregam-se em medicina e, como reagentes, em análises químicas. O iodato de bário cristalizado utiliza-se na fabricação do ácido iódico.

Os periodatos de sódio (monossódico e dissódico) obtêm-se pela ação do cloro sobre o iodato de sódio.

Cesar Olivier Dalston, www.daclam.com.br. Fonte: NESH.

sábado, 2 de julho de 2011

CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS

CLASSIFICAÇÃO DA LUPULINA
A lupulina é um pó resinoso amarelo que recobre os cones de lúpulo; ela contém o princípio (amargo, aromático e corante) ao qual é devido, em grande parte, as propriedades do lúpulo.

Na indústria cervejeira, a lupulina substitui parcialmente o lúpulo.

Utiliza-se a lupulina também em medicina.

Obtém-se a lupulina, separando-a dos cones por meios mecânicos, após secagem daqueles.

A lupulina tem classificação pacífica na posição 1210 da Nomenclatura Comum do Mercosul.

Cesar Olivier Dalston, www.daclam.com.br. Fonte: NESH.



sexta-feira, 1 de julho de 2011

PORTOS E LOGÍSTICA - 01/07/2011

Importações devem diminuir 8% nos maiores portos do norte
As importações nos seis maiores portos do norte da Europa irão diminuir 8% este ano, um pouco menos do que os 15,9% registrados em 2010. Enquanto isso, as exportações devem aumentar 10,9%, quase igual ao que se observou no ano passado, de acordo com dados do relatório mensal da Port Tracker.

Pacotes governamentais austeros, crescimento econômico enfraquecido e mais precaução nos gastos do consumidor são fatores que têm diminuído o ritmo de crescimento do volume de importações.

"O sentimento do consumidor é um reflexo da instabilidade da economia, o que resulta em um padrão mais fraco de gastos e que acaba reduzindo o volume de importações", afirmou Bem Hackett, da Hackett Associates.

A Port Tracker afirmou que a combinação de volume de importação e exportação dos portos de Le Havre, Zeebrugge, Antuérpia, Roterdã, Bremen-Bremerhaven e Hamburgo em abril totalizou 1,94 milhão de Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), 2,1% menos do que em março, mas 7,6% mais alto no ano a ano.
Guia Marítimo




Clima de desconfiança dificulta liberação de cargas no Mercosul
Uma tensa cordialidade paira sobre brasileiros e argentinos ligados à operação do maior complexo aduaneiro rodoviário da América Latina, nas cidades fronteiriças de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, e Paso de Los Libres, em Corrientes, na Argentina.
Alimentado pelos frequentes desentendimentos comerciais entre Brasília e Buenos Aires e pela rivalidade histórica entre os dois países, o clima de desconfiança mútua atrapalha as negociações e contribui para a manutenção de gargalos burocráticos que dificultam o trânsito de mercadorias entre os principais sócios do Mercosul.
Tentativas de superar os entraves não faltam. Os coordenadores de cada país na Área de Controle Integrado (ACI) - o delegado da Receita Federal do Brasil em Uruguaiana, Jorge Luiz Hergessel, e o oficial da Gendarmería argentina, força militar encarregada da vigilância das fronteiras, Raul Rolando Rivero - fazem reuniões quadrimestrais com representantes dos serviços oficiais e das entidades privadas para aparar arestas. Conforme Hergessel, o objetivo é estabelecer "rotinas mais harmoniosas" dos dois lados. Mas as soluções não são tão simples.
No encontro realizado dia 10 deste mês, que foi acompanhado pelo Valor, cobranças e evasivas se sucediam quando vinham à tona temas como a demora na liberação de caminhões, o descompasso entre os horários de atendimento dos órgãos públicos de cada país e as diferentes normas para o trânsito de cargas perigosas. A reunião foi realizada no quartel do 7º Regimento da Gendarmería, sob os olhares de soldados armados que, embora prestativos, davam ao local ares pouco compatíveis com a ideia de integração.

A maior queixa dos brasileiros, sobretudo transportadores e despachantes aduaneiros, é contra o atraso das obras que vão permitir o trabalho conjunto dos agentes dos dois países para o desembaraço das exportações à Argentina no Complexo Terminal de Cargas (Cotecar), em Paso de Los Libres.

A integração é prevista pelo Acordo de Recife, de 1994. Desde o fim dos anos 90, órgãos argentinos, como a Administração Nacional de Ingressos Públicos (Afip) - a aduana do país - e o Serviço Nacional de Sanidade Animal (Senasa) já operam no porto seco de Uruguaiana para liberar as cargas destinadas ao Brasil.

Sem a operação integrada, os caminhões que vão para a Argentina - ou atravessam o país rumo ao Chile - param no porto seco de Uruguaiana e no Cotecar. Além desses dois pontos, há um terminal na BR-290, na cabeceira da ponte internacional sobre o rio Uruguai, onde são fiscalizados os veículos que trafegam nos dois sentidos, vazios ou com cargas destinadas a aduanas interiores pelo sistema "porta a porta". Os controles migratórios dos motoristas são feitos apenas pela Gendarmería no Cotecar, para quem chega à Argentina, e no terminal da BR-290, para quem sai.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), José Carlos Becker, a integração do desembaraço das exportações brasileiras no lado argentino dará mais rapidez ao fluxo de cargas. Só que a obra é esperada há cerca de dez anos e não há prazo definido para a conclusão. Rivero admite que ela deveria estar pronta em junho ou julho deste ano, mas ninguém espera que isso ocorra antes do início de 2012. A Direção Nacional de Vialidad (DNA) argentina, responsável pelo projeto, não arrisca uma data.
Atualmente, segundo o gerente da Eadi Sul, concessionária do porto de Uruguaiana, Flávio Renato Evaristo, o período médio para liberação dos caminhões que chegam ao local com produtos importados é de 39 horas. Nas exportações, o tempo é de pouco menos de cinco horas, porque os procedimentos são mais simples e não há recolhimento de impostos, mas nesse caso há a parada adicional no Cotecar. Lá, segundo Rivero, a "maioria" das cargas é despachada em até 24 horas, mas Becker diz que o tempo médio chega a 48 horas. "Um caminhão de R$ 450 mil não pode ficar dias parado na fronteira servindo de armazém", reclama o empresário.

Outro problema é o descasamento entre os horários de funcionamento dos órgãos oficiais do Brasil e da Argentina, diz o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Rio Grande do Sul, Lauri Kotz. A aduana argentina opera das 7h às 19 horas, e a Receita Federal do Brasil, das 8h às 20h. Os fiscais do Ministério da Agricultura brasileiro trabalham das 8h às 12h e das 14h às 18 h e os do Senasa, das 9h às 17h, com meia hora de intervalo. Quem quiser usar os serviços oficiais argentinos fora do horário regular precisa pagar a "taxa de habilitação" -pouco mais de 40 pesos, cerca de R$ 18.

Na opinião do presidente da ABTI, os países parceiros do Mercosul precisam adotar uma política comum de "eliminação de documentos" para reduzir a burocracia e o número de intervenientes no comércio regional, que pode chegar a "mais de 20" dependendo da mercadoria em trânsito, incluindo as aduanas, os serviços de sanidade animal e vegetal, de saúde pública e o Ministério da Defesa. "A integração aduaneira existe só no papel", afirma Becker.

Segundo Rivero, ele e o delegado da Receita Federal do Brasil em Uruguaiana vêm "intensificando" o trabalho em busca de "consensos" para melhorar os procedimentos na fronteira, mas, como são coordenadores locais, têm que seguir as diretrizes dos respectivos governos.

De acordo com Hergessel, uma das melhorias já implementadas é a possibilidade de inspeção conjunta por parte dos fiscais brasileiros e argentinos das cargas que caem no canal vermelho em qualquer das duas aduanas.

Mesmo assim, alguns transportadores cansaram de esperar. Há um ano, depois de seis de operação, Jonas Garay Pinto, dono da JS Transportes, retirou seus dois caminhões da rota Mato Grosso-Chile, devido à "burocracia" e às "filas". Segundo ele, os veículos não levavam menos do que 24 horas para atravessar a fronteira e agora fazem apenas linhas dentro do Brasil.
"Se quisermos preservar nosso trabalho, e que Paso de Los Libres e Uruguaiana cresçam, temos que acelerar as soluções", cobra o delegado da Federação Nacional dos Trabalhadores Caminhoneiros da Argentina, José Alejandro Cetina.
Valor Econômico



No porto de Uruguaiana, caminhoneiro precisa pegar senha
De Uruguaiana e Paso de Los Libres - Sem a integração do trabalho das autoridades brasileiras e argentinas no desembaraço das exportações do Brasil em Paso de Los Libres, o porto seco de Uruguaiana se aproxima do esgotamento da capacidade. Segundo Flávio Renato Evaristo, gerente da Eadi Sul, concessionária do grupo EcoRodovias que administra a unidade aduaneira desde 2003, o local, que pode receber 180 mil caminhões por ano, deve fechar 2011 com movimento de 170 mil veículos.
A situação ameaça provocar dificuldades adicionais para os importadores e exportadores brasileiros que negociam com Argentina, Chile e Uruguai e precisam passar por Uruguaiana. O porto seco recebe de 600 a 800 caminhões por dia, mas em momentos de maior movimento, como ocorre às segundas-feiras, filas se formam do lado de fora do terminal e a administração precisa distribuir entre 30 e 70 senhas para agendar o atendimento, explica Evaristo.
Uruguaiana tem espaço para 600 caminhões, mas pode acomodar até 870 usando os corredores entre as vagas, diz o executivo. Cerca de 70% dos veículos estacionados transportam produtos importados, porque a liberação das mercadorias que entram no Brasil é mais demorada. Mesmo assim, como 30% das cargas paradas são para exportação, a integração no lado argentino abrirá espaço para o porto brasileiro aumentar em mais de 40% a capacidade de atendimento às importações.
Para o delegado da Receita Federal em Uruguaiana, Jorge Luiz Hergessel, é importante que a ampliação do Complexo Terminal de Cargas (Cotecar), em Libres, esteja pronta para receber os fiscais brasileiros no início de 2012. Segundo ele, do total de R$ 1,1 bilhão em impostos federais arrecadados na cidade no ano passado, R$ 950 milhões foram gerados pelas operações de importação no porto seco.
Uruguaiana também enfrenta a concorrência de outros portos secos nas fronteiras, diz Evaristo. "Há uma tendência de maior distribuição das cargas", comenta. No ano passado, o terminal local recebeu 162,4 mil caminhões (62% destinados à exportação), que transportaram US$ 9,2 bilhões em cargas, com altas de 16,5% e 34,6% sobre 2009, respectivamente

Na divisa entre São Borja e Santo Tomé, onde a integração operacional está mais avançada, o crescimento foi de 39,5%, para 88,4 mil veículos, segundo a Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI).
De acordo com o gerente, só neste ano a Eadi Sul planeja investir R$ 1,4 milhão em melhorias operacionais, das instalações e da segurança do terminal rodoviário. Segundo ele, desde o início de 2010 o tempo médio para o desembaraço das exportações caiu de sete horas para menos de cinco horas. No caso das importações, 70% dos caminhões eram liberados em mais de 48 horas e hoje esse percentual caiu para 57%.
"O atendimento da Receita Federal melhorou, assim como o trabalho dos despachantes e dos transportadores", explica. O terminal, que opera de segunda à sexta-feira das 8h às 21h e aos sábados, das 8h às 14h, cobra diárias de R$ 16 a cada seis horas de permanência do caminhão. Para armazenagem, a tarifa é de R$ 4,73 por metro cúbico ou 0,11% sobre o valor da mercadoria com seguro e frete, o que for maior. Os valores foram estabelecidos na licitação da Receita Federal, vencida pela concessionária.
Valor Econômico





Porto seco deve entrar em operação até o final do ano
O novo terminal ferroviário em Itirapina, região Central do Estado de São Paulo, deve gerar no mínimo 500 empregos e aumentar a arrecadação do município. O porto seco deve entrar em operação até o fim do ano.
Mesmo ainda no início, a obra, que fica em uma área de 230 hectares, próximo à Rodovia Washington Luís, já se mostra grandiosa. (confira o vídeo ao lado). Um armazém tem 7,8 mil metros quadrados. O investimento na construção é de R$ 200 milhões. Cerca de 300 funcionários trabalham para erguer toda a estrutura e deixá-la pronta no tempo previsto.
O terminal terá capacidade para escoar até 250 mil toneladas de açúcar por mês. O projeto tem outras fases e, até 2013, com a construção de novos armazéns, a capacidade será quatro vezes maior.
O porto será semelhante ao que já existe hoje em Sumaré, na região de Campinas. A diferença é que o de Itirapina será exclusivo para açúcar. A cidade já começa a ser chamada como a futura capital do açúcar e foi escolhida para abrigar o porto por ser um lugar estratégico. No município passam duas rodovias e também está o entroncamento das duas ferrovias mais importantes do estado.

A partir do terminal de armazéns em Itirapina, o açúcar será levado de trem até o porto de Santos para exportação. A valorização da ferrovia vai desafogar as estradas. A previsão é de que 30 mil caminhões deixem de circular pelas rodovias a cada mês.

O prefeito Omar de Oliveira Leite explica que a cidade vai precisar de mão-de-obra qualificada e que já tem parceria com o Senac para a realização de cursos profissionalizantes.
EPTV




Paranaguá terá mais linhas de contêineres
São Paulo - O Porto de Paranaguá (PR) iniciará no 2º semestre obras orçadas em R$ 137 milhões. Será feita a ampliação de 315 metros do cais para abrigar o 3º berço do terminal e comprados mais equipamentos. Além disto, já no início de julho o porto terá 4 novas linhas de embarque e desembarque, que se juntarão às 16 que existem no local.

De janeiro a maio deste ano foram movimentados por Paranaguá 276,5 mil TEUs (unidades de contêineres). As 4 novas linhas de navegação atenderão à Europa, Ásia, Caribe e Golfo do México e à Costa Leste dos EUA. Segundo o diretor superintendente do terminal de contêineres, Juarez Moraes e Silva, a novidade permitirá um aumento na movimentação em Paranaguá: "Com as novas linhas, o volume de contêineres transportados crescerá potencialmente 15%."
No início de 2011, foram investidos no local R$ 50 milhões, usados para por em operação um 4º guindaste, o que possibilitou um aumento de produtividade de aproximadamente 20% em comparação com 2010. Estão a caminho 2 portêineres póx-panamax (guindastes capazes de operar em navios de grande porte), além de diversos equipamentos como transtêineres, empilhadeiras e caminhões, com chegada prevista para outubro.
Só estas melhorias já aumentarão a capacidade operacional de contêineres do porto em até 50%, a qual passará dos 700 mil TEUs por ano em 2011 para 1,2 milhão de TEUs por ano em 2012. A capacidade prevista de Paranaguá em 2013 chegará a 1,5 milhão de TEUs porano.
DCI/Alex Ricciardi


COMÉRCIO EXTERIOR - 01/07/2011

Brasil quer barreira regional contra importações baratas
A presidente Dilma Rousseff propôs o aumento da proteção comercial contra a enxurrada de produtos importados nos países do Mercosul - Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai -, numa tentativa de conter a entrada de produtos baratos da Europa, Ásia e Estados Unidos em uma região de rápida expansão.

A proposta, levada pelo Brasil à Comissão de Comércio do bloco será discutida nas próximas semanas e permitirá que cada país eleve individualmente seus tributos de importação de bens não pertencentes à zona comercial, de acordo com uma autoridade do governo brasileiro.

"Nós, países do Mercosul, devemos estar bem atentos ao que se passa no mundo. Neste momento de excepcional crescimento da região, identificamos que alguns parceiros de fora buscam vender-nos produtos que não encontram mercado no mundo rico", disse Dilma, em sua primeira participação numa Cúpula do Mercosul desde que tomou posse em janeiro, está é a 41ª reunião do bloco.
Ministros de Comércio e Economia do bloco, reunidos desde a última terça-feira, já haviam expressado sua preocupação pela perda de competitividade da economia regional por uma apreciação de suas moedas.
O Mercosul completa 20 anos com o temor de perder espaço para outras economias e ser invadido pelo escoamento da produção de países desenvolvidos que não têm para quem vender em meio à crise nas economias centrais.
"Precisamos avançar no desenvolvimento de mecanismos comunitários que venham reequilibrar a situação econômica do bloco em relação aos nossos parceiros comerciais fora do Mercosul" e pediu que a Comissão de Comércio do bloco aprove a proposta do Brasil até dezembro, quando chegará ao fim o semestre de presidência uruguaia no Mercosul.
Ao deixar o posto, o presidente paraguaio, Fernando Lugo, deixou para o presidente do Uruguai, José Mujica, diversas pendências que vão merecer maior dedicação política e técnica. Uma delas é o fim da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum, que deve entrar em vigor em janeiro de 2012.
Mas o maior desafio de Mujica será reaproximar os presidentes do Mercosul. Embora o médico do gabinete presidencial argentino tenha justificado que Cristina Kirchner não podia viajar por causa do golpe que levou na testa na semana passada, a ausência dela foi muito mal recebida pelos governos paraguaio e uruguaio. Lugo tinha expectativa de uma reunião com a colega para poder fechar o acordo de venda de energia elétrica para o Uruguai, que sofre de escassez energética em consequência do corte no fornecimento do gás argentino.
No discurso de abertura, Lugo manifestou que o cumprimento de ambos os reclamos garantirá a liberdade dos povos e pediu aos seus pares do bloco e países associados a contribuir para ter um Mercosul cada vez mais forte, com a livre circulação de mercadorias e a integração energética.
Enlace comercial

Dilma enalteceu o crescimento do Mercosul nos seus 20 anos de criação, passando de um comércio de US$ 5 bilhões, em 1991, para US$ 45,5 bilhões, em 2010.

"Temos de cuidar dos nossos mercados para que sirvam ao nosso crescimento, gerando emprego e renda para nossos povos. Precisamos avançar na agregação de valor de nossos produtos. Nos países do Mercosul devemos estar muito atentos ao que se passa no mundo. Nesse momento de excepcional crescimento da região, identificamos que alguns parceiros de fora buscam vender aqui produtos que não encontram mercado no mundo rico."

O presidente Mujica pediu que as companhias brasileiras, as maior fortes da região, cooperem para ajudar a desenvolver seus sócios. "O Brasil não tem culpa de ser tão grande nem nós temos culpa de sermos tão pequenos. Isso se arruma multiplicando os atores", disse Mujica.

De acordo com a presidente brasileira, as economias do Mercosul voltarão a crescer este ano acima da média mundial, com taxas que oscilarão entre 4%, no caso do Brasil, até 7% ou mais, no caso da Argentina - um nível mais moderado em comparação com o crescimento de 2010.

No encontro fechado entre os presidentes Dilma e Lugo foram discutidos temas para aumentar a integração de ambos os países, informou o assessor especial da presidência brasileira para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia.

"A presidente Dilma insistiu que um dos princípios fundamentais da política externa brasileira é que (.) não teremos um país rico ao lado de países pobres", afirmou Garcia. Os presidentes "discutiram projetos para o futuro", afirmou o porta-voz, como a instalação de uma linha ferroviária entre os dois países, além do crescente interesse de empresários brasileiros de se instalar no Paraguai.

O Paraguai, que cresceu 15% em 2010, busca atrair empresários garantindo o abastecimento de energia, graças a uma nova linha de transmissão que comunicará a represa binacional de Itaipu com Assunção a partir de dezembro de 2012.
Diário do Comércio e Indústria




África do Sul reabre mercado para carne suína do Brasil
Ministro da Agricultura, Wagner Rossi, destacou potencial.

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, anunciou hoje que a África do Sul reabriu o mercado para a carne suína do Brasil. Segundo ele, as últimas negociações ocorreram semana passada, no dia 24 de junho, em Pretória.
O Ministério da Agricultura brasileiro informa que, para que os embarques sejam efetivamente retomados, o governo sul-africano irá oficializar em breve a decisão e enviar um modelo de certificado sanitário internacional para as autoridades brasileiras. O documento vai indicar os critérios para a compra pelos sul-africanos da carne brasileira. O Brasil já exporta carne bovina e de frango para o país.
— A África do Sul é um mercado promissor de algo em torno de US$ 40 milhões a US$ 50 milhões por ano — disse Rossi.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 451,7 milhões em produtos agropecuários para a àfrica do Sul. A carne de frango foi o principal item da pauta, gerando receita de US$ 161,4 milhões em exportações para o país africano em 2010.
O Ministério da Agricultura ressalta que o governo está em entendimento avançado com a Coreia do Sul e o Japão para também desbloquear com esses países o comércio para a carne suína brasileira.
 Zero Hora



CSN aumenta exportações em 198%
Volta Redonda - De janeiro a maio deste ano, a CSN aumentou em 198,81% suas exportações, na comparação com o mesmo período do ano passado. A siderúrgica voltou a assumir a quarta posição entre os maiores exportadores do Estado do Rio, posto que ocupava até cerca de dois anos atrás, e que foi perdido quando a empresa decidiu focar mais seus esforços comerciais no mercado interno, que permitia a obtenção de maiores lucros. Os dados constam de relatório da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O valor das exportações da Companhia nos primeiros cinco meses do ano chegou a US$ 232 milhões (cerca de R$ 371,2 milhões) contra US$ 77,7 milhões (cerca de R$ 124,32 milhões) no mesmo período do ano passado. De acordo com os números do primeiro trimestre deste ano, a Companhia vende 15% de sua produção de aço para o exterior e 85% no Brasil. Mas a maior parte do resultado obtido pela empresa provavelmente vem de vendas de minério de ferro. A CSN usa suas instalações no Porto de Itaguaí para vender minério de ferro, e 94% das vendas desse produto, no primeiro trimestre deste ano, foram para o exterior.
O volume de vendas da CSN para o exterior por crescer ainda mais no curto prazo, já que a Companhia comprou recentemente duas usinas de aços longos na Espanha e uma distribuidora de aço na Alemanha do grupo Alfonso Gallardo. Se optar por vender insumos nacionais para as novas unidades, como faz com a CSN LLC, em Terre Haute, Indiana, e com a Lusosider, em Portugal, a empresa pode ampliar muito suas exportações.
Das três empresas que exportaram mais que a CSN, duas são do setor de petróleo. A Petrobras é a maior exportadora do Estado do Rio, com mais de três quartos das exportações fluminenses nos cinco primeiros meses do ano (US$ 6 bilhões, ou R$ 9,6 bilhões).

A segunda maior exportadora do Estado do Rio é a CSA, siderúrgica do Grupo Thyssen, da Alemanha, em sociedade com a Vale, que funciona em Santa Cruz, zona oeste do Rio. A CSA, que foi concebida para produzir com vistas ao mercado externo, vendeu pouco mais de US$ 770 milhões (R$ 1,232 bilhão) no período entre janeiro e maio de 2011.
Em terceiro lugar vem outra petrolífera, a Chevron, que é sócia da Petrobras numa área da bacia de Campos e exportou US$ 489 milhões (R$ 782,4 milhões).

A região tem ainda outras duas empresas entre as dez maiores exportadoras do Estado do Rio: a PSA Peugeot Citroën, em sétimo lugar e a Man Latin America, em oitavo.

Municípios

Os dados das exportações por município, liberados pela Secex, apontam cinco municípios da região entre os dez maiores exportadores do Estado do Rio. Angra dos Reis, que lidera a lista, é também o maior exportador do Brasil, graças às vendas de petróleo e derivados. Em sétimo lugar, aparece Porto Real, com as vendas da montadora PSA Peugeot Citroën, e em oitavo, Resende, sede da Man Latin America e de outras indústrias, como a Votorantim Siderurgia.

A nona posição fica com Volta Redonda - por conta de exportações de aço da CSN - e a décima com Itatiaia

Os municípios de outras regiões na lista dos maiores exportadores são o Rio, em segundo lugar, Macaé, em terceiro, Itaguaí em quarto, Niterói em quinto e Duque de Caxias, em sexto lugar.
Sinaval Link



Exportações à Rússia
Sob pressão de industriais e produtores para tentar acelerar a derrubada do embargo da Rússia às carnes brasileiras, o governo decidiu reduzir, de 210 para 140, as unidades frigoríficas habilitadas a exportar os produtos ao parceiro comercial.
Os russos embargaram as compras de 85 plantas brasileiras desde 15 de junho. Sob o pretexto sanitário, os russos têm usado seu mercado de US$ 4 bilhões para as carnes nacionais para forçar o Brasil a suavizar as exigências nas negociações para seu ingresso na Organização Mundial do Comércio (OMC).
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, anunciou ontem que uma missão brasileira desembarcará na segunda-feira, em Moscou, para dar "todas as explicações técnicas" ao czar da área sanitária russa, Sergei Dankvert. "Eliminamos plantas inadequadas, aquelas que estavam na lista, mas não exportavam havia mais de 18 meses, e exigimos total adequação às normas russas das demais unidades", disse Rossi.
"Que cada um cumpra sua obrigação. Vamos indicar aqueles que já cumpriram ou se adequaram". Em audiência na Câmara, produtores e industriais voltaram ontem a cobrar uma solução técnica e política do governo.
O ministro Rossi afirmou ter determinado aos técnicos do ministério que atendam "todas as exigências" da Rússia "sem opiniões ou reclamações" contra um dos maiores clientes das carnes nacionais. E reclamou publicamente da postura da área de Defesa Agropecuária do próprio ministério.
"Não quero opiniões nem discursos de técnicos. Quero explicações técnicas para atender ao cliente", disse. "Não se faz reclamação contra cliente. Atende-se. Qualquer dono de bar sabe disso. O técnico não pode dizer o que o cliente pode ou não pode pedir". O ministro também censurou o serviço de tradução dos documentos técnicos enviados a Moscou. Os russo reclamaram da precariedade dos textos. "Um mercado de US$ 4 bilhões não pode ficar sujeito a isso", afirmou.
O ministro Wagner Rossi informou que a presidente Dilma Rousseff autorizou a imediata modernização e "revisão total" da rede de laboratórios agropecuários para adequá-los aos níveis tecnológicos internacionais. A rede é fundamental para respaldar tecnicamente o programa nacional de resíduos e contaminantes, que garante a sanidade da produção agropecuária exportada. "Temos total respaldo da presidenta Dilma. Ela não pôs limites e autorizou recursos adicionais e já estamos fazendo um projeto", afirmou ele.
Rossi afirmou, ainda, que, "se for preciso", o ministério contratará os serviços de laboratórios privados nacionais e internacionais para atender às exigências técnicas de importadores de produtos brasileiros. E voltou a desabafar contra a burocracia do ministério: "Ninguém poderá dar desculpa de não fazer".
Os acertos para atender às exigências russas, que incluem testes para a presença de elementos radioativos como césio e estrôncio nas carnes nacionais, foram feitos durante a reunião do G-20 Agrícola, realizado na semana passada, em Paris. Rossi fez um acordo "franco e respeitoso", segundo relatou, com Sergei Dankvert. "Me coloquei à disposição para resolver o assunto pessoalmente em Moscou", disse.
http://www.aviculturaindustrial.com.br/PortalGessulli/WebSite/Noticias/exportacoes-a-russia,20110630083829_N_388,20090313114400_K_069.aspx

Senado Federal prorroga incentivo às exportações por mais um ano
Brasília (30 de junho) – O Senado Federal aprovou, na noite desta quarta-feira (29/6), a prorrogação, por mais um ano, do Drawback Integrado Suspensão, mecanismo que permite às empresas exportadoras adquirir insumos importados ou produzidos no Brasil, com suspensão de IPI, PIS/Cofins, Imposto de Importação e ICMS.

“Os senadores compreenderam que, neste momento, era importante aprovar uma medida na qual estão amparadas 25% das nossas exportações. É um incentivo para que produtos brasileiros cheguem ao mercado internacional de forma mais competitiva”, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.

Mais tempo para exportar

A prorrogação do drawback é um dos temas da Medida Provisória 526/2011, aprovada na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 16/2011. O texto já havia passado pela Câmara dos Deputados e, como não houve alteração, segue para sanção presidencial. A proposta permite que as concessões de drawback que venceram em 2011 ou que já tenham sido prorrogadas e ainda vencerão neste ano sejam estendidas, em caráter excepcional, por mais um ano.

O objetivo do prazo adicional é permitir que as empresas cumpram a condicionante de exportar o produto acabado, prevista no regime especial. Em decorrência da crise financeira de 2008, o Governo Federal já havia prorrogado o drawback em duas ocasiões: primeiro, em 2009, quando o prazo para exportar foi ampliado de dois para três anos, e, em seguida, em 2010, ampliando de três anos para quatro anos o período previsto para a exportação.

O drawback reduz os custos de produção de produtos exportáveis, tornando-os mais competitivos no mercado internacional. No parecer, o relator-revisor, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), cita especialmente os benefícios ao setor têxtil e de confecções, que, segundo ele, ganhará “competitividade nas exportações, em uma conjuntura em que enfrentam forte concorrência da produção de países com baixos salários e que não garantem direitos mínimos a seus trabalhadores”.
Assessoria de Comunicação Social do MDIC

RECEITA LIBERA USO DE MEIO MAGNÉTICO PARA FORNECIMENTO DE INFORMAÇÕES ECONÔMICO-FISCAIS CONSTANTES DAS DECLARAÇÕES DE IMPORTAÇÃO

A Receita Federal do Brasil decidiu autorizar a utilização de meio magnético para fornecimento de informações econômico-fiscais, constantes das declarações de importação registradas no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), ao Departamento de Defesa Comercial (Decom) da Secex/MDIC, quando se destinarem a subsidiar processos de investigação de prática de dumping ou de extensão das medidas antidumping para terceiros países.
De acordo com a Portaria RFB nº 3.009, publicada no Diário Oficial da União de hoje, 29/06, o fornecimento das informações será efetuado nas hipóteses em que a solicitação do Decom preencha requisitos e condições definidos no Código Tributário Nacional e deverá ser realizado mediante processo regularmente instaurado na Secretaria da Receita Federal do Brasil.
A entrega será feita pessoalmente à autoridade solicitante, mediante recibo, que formalize a transferência e assegure a preservação do sigilo.
Aduaneiras

 

TRIBUTOS - 01/07/2011

PRÓ-NÁUTICA
Santa Catarina está despontando no mercado de embarcações de luxo no país, sendo que, ultimamente, foram noticiados investimentos relevantes no Estado por marcas estrangeiras. A receita de sucesso advém da política de incentivos fiscais e da implantação de quatro polos industriais (Palhoça, Joinville, Itajaí e Biguaçu). Como resultado prático, a Associação Catarinense de Marinas, Garagens Náuticas e Afins (Acatmar) estima que, nos últimos dois anos, o Estado tenha passado do terceiro para o segundo lugar no ranking nacional do segmento, estando atrás somente do Rio de Janeiro.

O Programa de incentivo à Indústria Náutica – Pró-Náutica – tem como finalidade fomentar o desenvolvimento da atividade e consolidar polo da indústria náutica no Estado, mediante concessão de tratamento tributário diferenciado no campo do ICMS, que poderá ser verificado tanto para o investimento na estrutura física da empresa (implantação ou expansão), como na redução da tributação quando da venda do produto acabado.

De um lado, poderão ser concedidos incentivos para desonerar a importação ou a aquisição interna (SC) de mercadorias destinadas à utilização como matéria-prima em processo de industrialização no estabelecimento de indústria náutica. Na outra ponta, o Estado também concede redução na tributação incidente sobre a venda de embarcações promovidas pelos estabelecimentos industriais que as produzirem, podendo chegar a patamares bem baixos.

Além disso, a empresa também poderá conseguir a desoneração (diferimento) na compra de máquinas, equipamentos, peças, partes e acessórios, destinados ao ativo permanente, aplicando-se nas importações, aquisições internas (SC) e nas compras interestaduais (diferencial de alíquota).

Para usufruir dos benefícios do Pró-Náutica, a empresa deverá pleitear o seu enquadramento no Programa, sendo que a fruição dos incentivos estará condicionada à concessão de Regime Especial pela Fazenda Estadual, onde serão estabelecidas algumas condições e garantias.
MARTINELLI ADVOCACIA EMPRESARIAL




Rio de Janeiro propõe cadastro nacional para isenções fiscais
O Secretário de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro, Renato Villela, defendeu ontem a criação de um cadastro nacional de empresas candidatas a benefícios fiscais. Segundo ele, seria uma forma de avaliar melhor os interessados — não só se estão em dia com suas obrigações tributárias em outros estados e municípios, mas também se já foram alvo de ações por terem causado prejuízos ao erário.

— Essa é uma ideia que mereceria ser discutida no âmbito da reforma tributária. Acho que pode ser interessante ter um cadastro único com essas informações — disse Vilela.

Segundo o secretário, a renúncia fiscal do Rio em razão de benefícios fiscais não chega a R$ 50 bilhões entre 2007 e 2010, como consta do documento enviado pela Fazenda à Alerj, mas a R$ 12 bilhões. Ele explicou que a cifra de R$ 50 bilhões envolve, além de isenções efetivamente concedidas pelo governo, benefícios garantidos por regras ou leis federais que estabelecem alíquotas diferenciadas ou isenção de impostos. Segundo Vilela, a maioria dos convênios que determina descontos no pagamento de tributos no Rio é anterior a 2007.
SEFAZ-RJ

Capital Brasileiro no Exterior


Capital Brasileiro no Exterior: Fixado o cronograma de entrega trimestral da Declaração CBE
O Banco Central do Brasil, através da Circular 3.543, publicada no Diário Oficial de hoje, 27/6, estabelece que a declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE) deverá ser apresentada nos seguintes períodos:

– de 1/7 até 29/7/2011, referente à data-base de 31/3/2011;

– de 1/9 até 30/9/2011, referente à data-base de 30/6/2011; e

– de 1/12 até 30/12/2011, referente à data-base de 30/9/2011.
Devem apresentar a Declaração CBE com periodicidade trimestral as pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no País, cujos bens e valores possuídos no exterior totalizarem, nessas datas, quantia igual ou superior a US$100.000.000,00 (cem milhões de dólares dos Estados Unidos da América), ou seu equivalente em outras moedas.
IR-LegisWeb


CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS - 01/07/2011

O QUE É CHENILLE?
Chenille, na Nomenclatura do Sistema Harmonizado, é termo que se refere aos fios de froco ou aos tecidos de froco.

No caso dos fios de froco. Estes são constituídos geralmente por dois ou mais fios têxteis torcidos em conjunto e retendo entre si felpas de fios têxteis que lhes podem ficar praticamente perpendiculares; por vezes, as felpas são mantidas em anéis formados em um tear de malhas.

Chenille têm, em todos os casos, a aparência de fios eriçados de felpa em todo o seu comprimento. Em geral, fabricam-se diretamente em teares especiais (torcedeiras de anéis, teares Raschel, por exemplo) ou obtêm-se por corte, no sentido da urdidura, de tecidos em ponto de gaze preparados especialmente para esse efeito; neste último processo, os fios da urdidura do tecido (fio fixo e fio de volta) são os que servem de suporte ao fio de froco (chenille), sendo a trama que forma o pêlo depois do corte longitudinal do tecido de um e de outro lado de cada grupo de fios de urdidura.

Os fios de froco ou chenille se classificam na posição 5606, não desdobrada pelo Sistema Harmonizado e pelo Mercosul

Também se incluem nessa posição os fios de froco (chenille) obtidos por fixação de flocos têxteis sobre uma alma de fio têxtil. Neste processo, o fio suporte passa por um banho de cola, depois por uma câmara onde, sob a ação de um campo eletrostático de alta tensão, os flocos têxteis se implantam radialmente sobre este fio suporte.

Os fios de froco (chenille) utilizam-se como matéria-prima, especialmente na fabricação de tecidos de froco (também referido como chenille) ou de numerosos artigos (artigos de decoração de interiores e de camas, tapetes, passamanaria, vestuário, etc.).

Os tecidos de froco (chenille) são classificados na posição 5801.

Cesar Olivier Dalston, www.daclam.com.br. Fonte: NESH.