LEGISLAÇÃO

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

CAOS AÉREO

CAOS AÉREO NO SETOR DE CARGAS DO AEROPORTO INTERNACIONAL DE GUARULHOS

O setor de cargas do Aeroporto Internacional de Guarulhos está em situação crítica e se aproxima do colapso, segundo o Sindasp (Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo) e o Ciesp de Guarulhos.

O aumento das importações nos últimos meses só agravou uma deficiência antiga e estrutural. Falta espaço para abrigar e operacionalizar as mercadorias, que muitas vezes se têm perdido pela falta de câmaras refrigeradas, tem causado grandes prejuízos para aqueles que exportam ou importam.

Em outros aeroportos brasileiros, como o de Brasília e o de Viracopos, em Campinas, o problema é semelhante. Uma reunião entre o Sindasp e a Infraero foi realizada ontem. "Tivemos a promessa da empresa responsável pela administração do Aeroporto de Guarulhos de que haverá mais espaço para armazenagem nos próximos dias com a utilização de um antigo terminal desativado da Vasp. A Infraero também informou que está tentando resolver o problema da falta de mão de obra com uma espécie de mutirão, realocando pessoal de outros aeroportos", disse o presidente do Sindasp, Valdir Santos.

Segundo Santos, parte da carga que chega ao aeroporto está sendo colocada na pista, sem adequado sistema de armazenagem. "Há casos de extravio. Muitas vezes, os caminhões chegam para buscar a mercadoria e ela não é encontrada. Isso além do atraso na liberação, o que provoca custos adicionais ao proprietário que serão repassados aos consumidores." O Sindasp estima que algumas cargas que até o começo do ano eram liberadas em 24h estão levando até cinco dias. O custo de armazenagem é progressivo, começando com 1% do valor da mercadoria para cinco dias.

De acordo com o Sindasp, entre os principais problemas estão a demora de até cinco dias para conferência documental pelo fiscal; perda de volumes; excesso de cargas nos armazéns; avarias nas cargas; cargas liberadas e não localizadas; cargas localizadas parcialmente; cargas molhadas com avarias "J" e ressalva, por parte da companhia aérea; solicitação de emissão de termo de dispensa de vistoria por parte da Receita Federal para os casos de ressalvas, elaborado pelo importador; questões sobre acesso dos despachantes em determinadas áreas; proibição de acesso aos armazéns, portando celulares; credenciais VCP/GRU; cobrança de armazenagem com vencimento dois dias após o recebimento da Infraero, sendo que o prazo legal é de seis dias; nova tabela: cobrança de R$ 10 por pallets trocados; baixa nos pagamentos de armazenagem pelos bancos Santander e Bradesco; ausência de colaborador no balcão de atendimento do setor de tarifação; demora no atendimento no CAC (Central de Atendimento ao Cliente) por falta de coalboradores; solicitação de concessão de espaço físico para aumentar a estrutura de atendimento do Sindasp.

O presidente do Ciesp de Guarulhos, Daniele Pestelli, considera graves os problemas no aeroporto. "Não vejo uma solução rápida, pois as deficiências de infraestrutura cresceram devido ao aumento das importações. Isso em função da cotação do dólar e da dinâmica própria da economia. E o problema deve perdurar", disse. Segundo ele, muitas empresas da cidade também estão sofrendo com o problema, que compromete toda a cadeia logística.

INFRAERO
Diante dos problemas expostos pelo Sindasp, a Infraero anunciou que providenciará a criação de um plantão de atendimento para solução dos problemas existentes, tais como cargas não localizadas, cobranças e outros.

Ficou acertado que no caso das armazenagens das mercadorias que não forem localizadas após sua liberação, se houver nesse meio tempo o vencimento da armazenagem, a Infraero prontificou-se em aboná-la, evitando o pagamento de um novo período. Nesses casos o despachante deverá procurar a Central de Atendimento ao Cliente CAC, com a Srta. Reijany Castro.

Nos casos em que a mercadoria chegou e a Infraero não fez o encerramento no Tecaplus, as armazenagens correspondentes somente serão cobradas a partir da data do encerramento e não data da chegada da carga. Para que assim ocorra o despachante aduaneiro deverá procurar o CAC, antes da confecção do D A I, pois providenciarão o equacionamento da operação junto à área operacional. Alertamos para nesses casos não colocarem a Declaração de Importação para cálculo de armazenagem sem antes procurarem o CAC, pois com relação aos casos que os D A I 's já estiverem sido emitidos, será revista situação mediante solicitação de ressarcimento, com correspondência protocolada no 1º andar, setor de protocolo, aos cuidados da gerência de logística.

Solicitada pelo DG a prestar esclarecimentos sobre a situação dos terminais de carga, a Infraero comunicou que várias medidas estão em andamento para amenizar o problema em uma semana. O sistema de transelevador com esteiras está sendo ampliado em 10% para cargas de mil quilos e em 180% para cargas de até 30 quilos. O terminal de cargas que era da Vasp está sendo somado ao antigo da Transbrasil, ampliando o espaço de armazenamento. A empresa também admitiu que há uma força-tarefa que reúne pessoal de outros aeroportos tentando resolver as dificuldades mais urgentes.
Sindasp

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