Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre. (Carlos Dummond de Andrade)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

COMÉRCIO EXTERIOR - 20/02/2012


Automóveis deixam negociações Brasil-México no limbo

A pressão do Brasil para deter o forte déficit que enfrenta no intercâmbio de automóveis com o México deixou no limbo as negociações bilaterais de livre comércio previstas para este mês, ao mesmo tempo em que desnudou as dificuldades que enfrentam as duas maiores economias da América Latina para se integrarem.
Não se sabe como ficaram as conversas programadas para o fim de fevereiro, mas todos assumem que foram postergadas diante do afundamento do acordo de livre comércio de automóveis que deveria servir como modelo. "Evidentemente que esta negociação sobre o setor automotivo afeta a dinâmica do acordo estratégico", disse a secretária de Comércio Exterior do Brasil, Tatiana Prazeres.
"Seguimos com interesse de um acordo mais amplo com o México, mas agora estamos negociando este setor, especificamente", acrescentou. Alarmado por um aumento de cerca de 700% em seu déficit comercial com o México, para US$ 1,170 bilhão em 2011, o Brasil deu este mês um golpe na mesa e exigiu negociar o acordo automotivo.
A medida busca devolver competitividade à indústria brasileira, golpeada pela forte apreciação do real que levou a um aumento das importações de automóveis mexicanos, mais baratos.E o México, que recentemente parecia entusiasmado com um acordo de livre comércio para reduzir sua dependência dos Estados Unidos, já indicou que levará a negociação com cuidado.
Juan Francisco Torres Landa, especialista em comércio exterior do escritório Barrera Siqueiros y Torres Landa, na Cidade do México, disse que "é importante não gerar um tratado de livre comércio onde a mesa está inclinada", disse. "De alguma maneira, é melhor que estas assimetrias surjam agora e não durante a vigência do tratado, para que não contamine o ambiente de negócios", acrescentou.
Os negócios entre as duas nações triplicaram na última década, para US$ 9 bilhões em 2011, mas ainda representam menos de 2% do comércio exterior dos dois países. A ruptura do acordo automotivo lançaria ao mar o negócio bilateral de automóveis e autopeças que no ano passado somou US$ 4,3 bilhões - 47% do comércio bilateral - e demonstraria que as maiores economias da região não estão preparadas para a integração.
Brasil e México levaram anos em torno de uma ideia de um tratado de livre comércio. Em tese, o Brasil deveria ganhar um mercado de 112 milhões de habitantes para seus produtos agrícolas e um trampolim para os Estados Unidos. O México, por sua parte, reduziria sua exposição aos vaivéns da ecomomia dos Estados Unidos, que absorve cercada de 80% das exportações.
Reuters
http://invertia.terra.com.br/carros-motos/noticias/0,,OI5619560-EI19500,00.html







Exportações de industrializados crescem 20,4% em janeiro no Estado

Em 2011, as vendas ao exterior totalizaram US$ 2,87 bilhões, representando crescimento de 36,7% em relação a 2010

Após encerrar o ano passado com crescimento de 36,7% com relação ao ano retrasado, as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul mantêm neste início de ano o mesmo ritmo com o mês de janeiro apresentando aumento de 20,4% na comparação com o mesmo período de 2011, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Com receita de US$ 181 milhões contra os US$ 150,4 milhões obtidos em janeiro do ano passado, janeiro deste ano registra o melhor resultado já alcançado para o mês em toda a série histórica da exportação de industrializados do Estado.
Após encerrar o ano passado com crescimento de 36,7% com relação ao ano retrasado, as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul mantêm neste início de ano o mesmo ritmo com o mês de janeiro apresentando aumento de 20,4% na comparação com o mesmo período de 2011, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Com receita de US$ 181 milhões contra os US$ 150,4 milhões obtidos em janeiro do ano passado, janeiro deste ano registra o melhor resultado já alcançado para o mês em toda a série histórica da exportação de industrializados do Estado.
Na prática, quando comparado com os resultados de igual mês, vale ressaltar que de janeiro de 2009 até agora foram registradas 27 quebras de recorde nas receitas de exportação. Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, os sucessivos aumentos da receita obtida com as vendas dos produtos industrializados ao exterior demonstram que o setor prossegue no mesmo compasso dos últimos dois anos, quando as exportações de industrializados fecharam com receita acima de US$ 2 bilhões. “Neste ano, devemos nos manter nos mesmos patamares de 2010 e 2011, ou seja, fechar 2012 também acima de US$ 2 bilhões”, previu.
Ainda de acordo com o Radar da Fiems, quanto à participação relativa, no mês de janeiro as vendas externas de industrializados atingiram a marca de 82,7% de tudo o que foi exportado por Mato Grosso do Sul. Com relação ao volume, os produtos industrializados exportados alcançaram o equivalente a 241,1 mil de toneladas no mês passado, indicando, deste modo, uma redução de 19,6%, em volume, sobre igual mês do ano anterior, quando as vendas externas somaram 299,8 mil toneladas.
Principais grupos
Em janeiro, os principais grupos de industrializados que apresentaram crescimento nas exportações foram os do Complexo Carne, Açúcar e Álcool, Papel e Celulose, Couros e Peles e Extrativa Mineral. No caso do Complexo Carne, a receita de exportação do grupo foi de US$ 75,5 milhões, com destaque para carnes desossadas e congeladas de bovinos, com US$ 37,9 milhões ou 50,1% da receita total, e para pedaços e miudezas comestíveis congeladas de galos/galinhas, com US$ 16,6 milhões ou 22% da receita total, tento como principais destinos Rússia, Hong Kong, Arábia Saudita e Japão.
Já o grupo Açúcar e Álcool obteve receita de US$ 47,1 milhões, com destaque para outros açúcares de cana, com US$ 38,2 milhões ou 81,1% da receita total do grupo, tendo como principal destino Bangladesh, Quênia e Índia. O grupo Papel e Celulose alcançou receita de US$ 33,9 milhões, com destaque para a pasta química de madeira semibranqueada (celulose), com US$ 33,5 milhões ou 98,7% da receita total do grupo, tendo como principal destino a China, Holanda, Itália e Turquia.
No caso do grupo Couros e Peles atingiu receita de US$ 7,99 milhões, tendo como principal produto outros couros bovinos e bubalinos não divididos e úmidos, com US$ 5,1 milhões ou 64% da receita total do grupo, outros couros bovinos e bubalinos divididos e úmidos, com US$ 1,4 milhão ou 17,8% do total, e couros bovinos inteiros e preparados, com US$ 986,8 mil ou 12,4%, apresentando como compradores a Itália e Taiwan. O grupo Extrativa Mineral teve receita de exportação de US$ 4,26 milhões, tendo como produtos principais os minérios de ferro não aglomerados e seus concentrados, com US$ 4,26 milhões ou 100% da receita total do grupo, sendo que os principais destinos são Alemanha e Paraguai

Balança comercial das cooperativas tem superávit de US$ 329,9 milhões em janeiro
No período, as exportações crexeram 21%, enquanto as importações tiveram alta de 5,3%.
A balança comercial das cooperativas apresentou superávit de US$ 329,9 milhões em janeiro, resultado 22,3% superior ao registrado no mesmo período de 2011 (US$ 269,8 milhões), informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). 

No primeiro mês deste ano, as exportações das cooperativas atingiram US$ 352,9 milhões, ganho de 21% contra o mesmo período do ano anterior. Já as importações atingiram US$ 23 milhões, alta de 5,3%. Desta forma, a corrente do comércio (soma das exportações e importações) subiu 19,9%, atingindo US$ 375,9 milhões. 

Exportações

No período, 75 cooperativas brasileiras realizaram exportações, com destaque para os produtos do agronegócio: café em grãos (US$ 71,7 milhões, 20,3% do total), farelo de soja (US$ 60,1 milhões, 17%), açúcar refinado (US$ 49,5 milhões, 14%), pedaços e miudezas comestíveis de frango (US$ 38,2 milhões, 10,8%) e etanol (US$ 31,1 milhões, 8,8%).

Em relação aos mercados de destino, as vendas externas atingiram 93 países, onze a mais que em janeiro de 2011. Os principais destinos foram Estados Unidos (vendas de US$ 59,6 milhões, 16,9%), Alemanha (US$ 32,9 milhões, 9,3%), Reino Unido (US$ 25 milhões, 7,1%), Países Baixos (US$ 20 milhões, 5,7%) e China (US$ 19,7 milhões, 5,6%). 

Em janeiro, das 27 unidades da federação, 15 fizeram exportações por meio de cooperativas. O Paraná registrou o maior valor de exportações (US$ 116,6 milhões, 33%), seguido por Minas Gerais (US$ 82,4 milhões, 23,3%), São Paulo (US$ 63,6 milhões, 18%), Santa Catarina (US$ 29,8 milhões, 8,4%) e Rio Grande do Sul (US$ 26,5 milhões, 7,5%). 

Importações

Em janeiro, 37 cooperativas realizaram compras externas, tendo boa parte deste percentual importado insumos agrícolas (fertilizantes, ração, entre outros). Entre os principais produtos adquiridos destacam-se ureia (US$ 8,5 milhões, 37,2%), cloretos de potássio (US$ 2,6 milhões, 11,2%), diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 1,9 milhão, 8,3%), farelo de soja (US$ 1,5 milhão, 6,4%) e máquinas e aparelhos para trituração ou moagem de grãos (US$ 1,2 milhão, 5,4%). 

As importações das cooperativas no mês vieram de 25 países, três a mais que em 2010. Segundo o Mdic, os países com maior percentual foram Ucrânia (US$ 4 milhões, 17,5%), Estados Unidos (US$ 3,4 milhões, 14,8%), Belarus (US$ 3,3 milhões, 14,3%), Espanha (US$ 2,7 milhões, 12%) e Paraguai (US$ 1,6 milhão, 7,2%). 

Em janeiro, sete estados fizeram importações por meio de cooperativas. Dentre estes, merece destaque o Paraná (US$ 9,1 milhões, 39,7%), seguido por Santa Catarina (US$ 5,8 milhões, 25,4%), Goiás (US$ 3,2 milhões, 13,9%), Mato Grosso (US$ 2,9 milhões, 12,7%) e Rio Grande do Sul (US$ 1,2 milhão, 5,3%). 



Sentinela nos portos

Sem instrumentos para mexer no câmbio, o governo intensifica a defesa comercial para proteger o mercado brasileiro do crescimento das importações.

Por Denize BACOCCINA
Ainda em novembro do ano passado, examinando com lupa os números da balança comercial entre Brasil e México, a presidenta Dilma Rousseff decidiu que o déficit de US$ 1,5 bilhão no comércio de veículos não podia continuar. Determinou que o acordo automotivo – que por quase uma década teve saldo favorável ao Brasil no intercâmbio de peças e veículos feito por empresas como General Motors, Ford, Fiat e Nissan – tinha de ser renegociado. Coube à secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Tatiana Prazeres, mandar o recado de que o Brasil pretendia suspender o acordo, assinado em 2002. Tanto o Ministério do Desenvolvimento quanto o Itamaraty, que tem de lidar com as consequências do desgaste provocado nas relações bilaterais,  foram contra. 
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Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior: "Precisamos lidar com a novarealidade do comércio exterior"
Mas Dilma decidiu que era preciso dar uma demonstração de força. Ela deixou de atender a três telefonemas do presidente do México, Felipe Calderón – e só retornou a ligação na sexta-feira 3, depois da insistência do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Acertaram uma reunião de negociadores, que terminou sem solução, entre os dias 7  e 9 de fevereiro, e o agendamento de um nova rodada para os dias 28 e 29 do mesmo mês. Dilma disse a seu colega mexicano que aceitava manter o acordo, desde que o comércio fosse mais equilibrado. Foi uma amostra de como o governo brasileiro pretende lidar com a ameaça de deterioração da balança comercial neste ano. A despeito da retomada do diálogo, a reação de Calderón não foi das mais animadoras. 
“Devido à importância bilateral do acordo, o governo mexicano não buscará renegociá-lo”, afirmou. Sua posição, porém, teve o dom de manter inalterada a determinação do governo brasileiro. “Precisamos utilizar da melhor maneira possível a margem de manobra que temos para lidar com a nova realidade do cenário exterior”, diz Tatiana Prazeres. “Num cenário externo de crise, vários países olham para o Brasil como um mercado capaz de absorver exportações que no passado iam para outros países”, afirmou. Sem muitos instrumentos disponíveis para mexer no câmbio – flutuante e fortalecido pela forte entrada de divisas no País –, a arma que resta ao Brasil é o endurecimento da defesa comercial. São medidas que tentam proteger o mercado nacional de um aumento acentuado nas importações. 
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Montadora no méxico: há a suspeita de que as peças dos carros sejam provenientes
dos Estados Unidos.
O problema é que, apesar do efeito importante em setores específicos, elas têm um impacto muito pequeno sobre a balança comercial. O superávit de US$ 29,7 bilhões obtido no ano passado deve ser reduzido sensivelmente neste ano. Janeiro começou com um déficit de US$ 1,29 bilhão, mas as duas primeiras semanas de fevereiro já mudaram a tendência. Ainda assim, o governo não chegou a fazer uma previsão para 2012, e analistas do mercado acreditam num saldo de US$ 19 bilhões até dezembro, num cenário em que as importações continuam crescendo e as exportações ficam estáveis, desequilibrando, assim, a balança, em prejuízo do Brasil. A mudança preocupa especialmente a indústria, que sofre a concorrência dos fabricantes estrangeiros tanto no mercado interno quanto nas exportações. 
“Quando as empresas lá fora olham para onde podem vender seus produtos, elas veem  o Brasil”, diz o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade. “Não podemos entregar nossa grande vantagem, que é um mercado interno em crescimento.”  Trata-se do mesmo argumento esgrimido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que defende a proteção do mercado para as empresas que produzem no País. O economista da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex) Rodrigo Branco acredita que o governo está certo em intensificar a defesa comercial, mas diz que as medidas deveriam se restringir a ações legais, como antidumping e salvaguardas. “É bom que o governo esteja atento, mas o aumento do IPI é condenado pela Organização Mundial do Comércio”, afirma. 
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Toma lá dá cá: o vice-primeiro-ministro chinês, wang qishang, e o vice-presidente
Michel temer debatem o comércio entre os dois países.
Até agora, o Brasil adotou 88 ações de defesa comercial, um recorde. Uma delas foi anunciada na terça-feira 14, quando o Ministério do Desenvolvimento estabeleceu uma sobretaxa sobre as importações de cobertores do Paraguai e do Uruguai. A suspeita é de que eles sejam produzidos na China e apenas passem pelos países vizinhos para driblar uma medida antidumping que já havia sido adotada contra os chineses há dois anos. Como num passe de mágica, as exportações de cobertores do Uruguai passaram de US$ 913 mil para US$ 6 milhões, entre 2009 e 2010. Os embarques do Paraguai aumentaram de US$ 214 mil para US$ 3,2 milhões. “Quanto mais medidas antidumping são aplicadas, mais se multiplicam as formas de driblar o que está sendo imposto”, diz Tatiana. 
O Ministério do Desenvolvimento também está investigando e pode aplicar uma medida semelhante contra a importação de calçados do Vietnã e da Indonésia, que seriam produzidos na China. O setor têxtil também pediu uma salvaguarda para evitar o subfaturamento de peças que vêm do gigante asiático. Há ainda uma suspeita de triangulação no comércio automotivo com o México – e esse é um dos pretextos para rever ou anular o acordo. O governo federal suspeita que as peças que são consideradas conteúdo local mexicano são, na verdade, produzidas nos Estados Unidos, e o carro é apenas montado nas maquiadoras mexicanas. Por isso, quer rever a regra de conteúdo local no acordo, exigindo que uma parcela maior seja produzida no país.
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Felipe Calderón, presidente do México: "O governo mexicano não renegociará o acordo automotivo".
Apesar do superávit de US$ 11,5 bilhões que o Brasil teve em 2011 com os chineses por causa principalmente da exportação de soja e minério de ferro, o aumento da importação de produtos manufaturados preocupa o governo brasileiro, que sofre pressão de outros setores para barrá-la. Uma das medidas, o aumento do IPI de 30 pontos sobre carros importados – em vigor até o fim do ano e adotada justamente após a invasão de carros chineses – foi alvo de reclamações da delegação asiática em reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível e Concertação e Cooperação (Cosban), em Brasília, na segunda-feira 13. O vice-presidente Michel Temer, presidente da comissão pelo lado brasileiro, defendeu uma restrição voluntária das exportações chinesas, para evitar que o Brasil se veja obrigado a adotar cotas para os produtos daquele país. 
“Nos preocupamos com o aumento maciço e indiscriminado de produtos chineses no mercado brasileiro, o que ocasiona o deslocamento da produção brasileira”, afirmou Temer, em discurso durante um almoço oferecido à representação oficial da China, no Itamaraty. Apesar das discussões duras na reunião fechada entre as duas partes, os chineses se mostraram dispostos a negociar. “Queremos aprofundar o comércio bilateral”, afirmou o vice-primeiro-ministro Wang Qishang, Isso inclui importar mais produtos com valor agregado e fazer investimentos em infraestrutura.” Seria uma grande evolução para as exportações brasileiras, nas quais o peso dos  produtos básicos chega a  84%. E uma demonstração de que, ao contrário dos mexicanos, os astuciosos chineses sabiamente preferiram não encarar o Brasil.
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Exportadores pernambucanos podem divulgar seus negócios no Panamá

Foto: Imagem internet
A Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) está disponibizando gratuitamente um espaço de apoio ao exportador no Panamá, entre os dias 21 a 24 de março, durante a realização da Expocomer, evento multisetorial mais importante de toda América Latina e Caribe. Esta é a primeira vez que Pernambuco participa do evento, contando com o apoio da Agência, do Consulado do Panamá em Pernambuco e do Centro Internacional de Negócios (CIN/Fiepe).
Além do espaço de apoio, quem participar da comitiva pernambucana terá a sua disposição assessoria técnica e agendamento de encontros, para os que se inscreverem logo. Embora ainda falte mais de um mês para a realização da feira, os interessados têm pouco tempo para garantir presença. Para aqueles que desejarem ter reuniões com possíveis compradores, por exemplo, a AD Diper precisará fazer os agendamentos dos encontros, tarefa que requer prazo maior e precisão.
Será dada prioridade às empresas integrantes do Projeto Primeira Exportação, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, executado no estado pela AD Diper. O empresário precisará arcar com sua passagem aérea e hospedagem. O investimento, dependendo do hotel escolhido e do tipo de acomodação, varia de US$ 2.157,00 a US$ 2.979,00. A parte área pode ser parcelada em cinco vezes no cartão e a terrestre, em três no boleto. Uma agência especializada cuidará dessa parte.
De acordo com Ivone, através do cruzamento das pautas de importação do Panamá e da pauta de exportação de
Pernambuco, é possível enxergar oportunidades no mercado panamenho para uma vasta gama de produtos locais, como medicamentos, calçados, perfumes, moda masculina e feminina, alimentos, artigos para decoração e construção civil.
“Ficamos surpresos com a gama e diversidade de produtos de Pernambuco que o Panamá compra do mundo, significando um mercado com grande potencial a ser explorado”, comenta.
A FEIRA- O evento ocorrerá em um espaço de mais de 20.000m2 e apresentará expositores de mais de 30 países das Américas, Europa, África e Ásia. Para se ter uma ideia do peso da Expocomer, na edição de 2011 participaram 534 empresas expositoras de 36 países, 22.311 visitantes profissionais dos quais 70% provenientes do Panamá e os outros 30% compradores vindos de países da África, das Américas, Caribe, Europa e Ásia. Foram realizados 12.633 contatos de negócios e as transações comerciais somaram US$ 128,5 milhões.
“Quatro fatores, entre outros, tornam o Panamá muito atrativo para as exportações de bens e serviços de
Pernambuco: a estratégica localização geográfica faz dele um hub para os mercados das Américas e da região do Caribe; a Zona livre de Colon, que além de ser a maior ZLC das Américas se constitui em um centro redistribuidor de produtos para a Região; o Brasil participa apenas com 0,6% das importações totais do Panamá e as boas oportunidades podem ser mais bem aproveitadas se as empresas conhecerem mais profundamente o mercado. Por fim, a partir de junho deste ano teremos quatro vôos semanais de Copa Airlines do Recife para a capital Cidade do Panamá”, enumera Ivone Malaquias, gerente de Comércio Exterior da AD Diper.
O PAÍS - O Panamá é um mercado foco para a promoção comercial de Pernambuco. Em 2008 a AD Diper e o Consulado do Panamá no estado fizeram uma prospecção naquele país, por meio da qual identificaram uma série de oportunidades, principalmente se a empresa se instalar na Zona Livre de Colón para se beneficiar com a isenção ou redução do imposto de importação dos inúmeros Acordos de Livre Comércio celebrados com a China, Cingapura, Costa Rica, Colômbia, México, República Dominicana, Chile, etc. Atualmente, estão em negociação acordos desse tipo com os Estados Unidos, Canadá, União Européia e Cuba.
Informações:
AD Diper: 81 31817327/7326, com Fabiana Macêdo ou Lucas Cisneiros
fabiana@addiper.pe.gov.br / lucas.cisneiros@addiper.pe.gov.br


Brasil pode reduzir IPI sobre carro importado em março, diz agência

Agência Estado
O governo brasileiro pode revogar no mês que vem uma taxação maior imposta sobre automóveis importados. A revogação se aplicaria a montadoras que se comprometeram a construir fábricas no País, segundo noticiou nesta sexta-feira, 17, a agência de notícias Bloomberg.

Em 16 de dezembro do ano passado o governo elevou em 30 pontos porcentuais o Imposto sobre Produtos Industrializados (PI) para automóveis importados. A taxação exclui veículos com no mínimo 65% de componentes produzidos localmente.

A revogação do imposto no mês que vem pode beneficiar a montadora chinesa JAC e a alemã BMW, que planejam construir fábricas no Brasil, diz a Bloomberg, citando Mauro Borges Lemos, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Detalhes sobre essa revogação ainda não foram definidos. Segundo Lemos, o IPI deve ser reduzido a partir de 2013, dando incentivos para carros com maior eficiência de combustível, melhores padrões de segurança e um porcentual maior de componentes locais. As informações são da Dow Jones.





Brasil e Emirados Árabes Unidos assinam acordos de cooperação

Memorandos de entendimento visam promover as exportações dos dois países, facilitar a atração de investimentos e o atendimento às empresas brasileiras com potencial para realizar negócios no Oriente Médio e criar uma incubadora para empresas exportadoras de serviços.
Acordos foram firmados no dia 15 de fevereiro (quinta-feira),em Dubai, no terceiro dia da Missão Comercial ao Oriente Médio, chefiada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil)
Brasil e Emirados Árabes Unidos assinaram, nessa quarta-feira (15), quatro memorandos de entendimento para ampliar as relações comerciais entre os dois países. Os acordos foram firmados em Dubai (Emirados Árabes Unidos) durante a cerimônia de abertura das atividades em mais uma etapa da Missão Comercial ao Oriente Médio, chefiada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
A Missão Comercial, que já passou por Catar e Arábia Saudita, é formada por representantes de 47 companhias, entre empresas dos setores de casa e construção civil, alimentos e bebidas, grandes empreiteiras e investidores brasileiros em busca de negócios com parceiros locais. Integram a comitiva o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, que participou da solenidade de abertura da Missão na etapa de Dubai, e o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges.
Os memorandos de entendimento foram assinados em Dubai por Mauricio Borges – com intermediação do Centro de Negócios da Apex-Brasil em Dubai – e por representantes de quatro instituições locais – Dubai Export, Dubai FDI, Jebel Ali Free Zone (JAFZA) e Dubai Media City.
Com a Dubai Export e a Dubai FDI, os acordos visam facilitar o estabelecimento de contatos locais para promover as exportações e a atração de investimentos por meio de ações conjuntas no Brasil e nos Emirados Árabes Unidos.
A parceria com a JAFZA tem por objetivo estabelecer um novo modelo de incubadora para empresas brasileiras na zona franca de Jebel Ali, fortalecendo a relação entre as partes. O acordo visa oferecer um melhor atendimento às empresas brasileiras que queiram se estabelecer e realizar negócios em Dubai e na região.
Já o acordo com a Dubai Media City permitirá a abertura de uma incubadora de empresas de serviços em Dubai a custos menores do que os normalmente praticados na cidade. O modelo adotado é semelhante ao do JAFZA, porém, nesta zona franca, não é permitida a instalação de empresas de serviços.
Relação com os Emirados Árabes Unidos - “O grande volume de comércio estabelecido entre o Brasil e os países do Oriente Médio não teria sido possível sem o forte interesse demonstrado pelo governo brasileiro em desenvolver as relações com os países da região. Também destaco os esforços da Apex-Brasil, que têm contribuído para o desenvolvimento do comércio bilateral por intermédio das frequentes participações brasileiras em feiras e eventos, como esta Missão Comercial”, enfatizou José de Mendonça e Lima, embaixador brasileiro nos Emirados Árabes Unidos, durante seu discurso de abertura.
Nessa quarta-feira (15/02), 26 empresas brasileiras participaram de 320 encontros de negócios com cerca de 130 compradores locais.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Fernando Pimentel, destacou a importância do Oriente Médio como destino das exportações brasileiras de produtos e serviços e fonte de investimentos para empresários brasileiros. “Com uma economia dinâmica e forte foco nas relações comerciais com os países vizinhos, os Emirados Árabes Unidos são uma excelente plataforma para reforçar as atividades comerciais entre o Brasil e os países da região”, disse Pimentel.
“O momento favorável que vive a economia brasileira traz grandes oportunidades de investimentos para empresários do Oriente Médio, permitindo a diversificação de seus portfólios de negócios no exterior”, complementou Mauricio Borges, presidente da Apex-Brasil.
Na quinta-feira (16/02), a Missão tem na agenda 200 rodadas de negócios entre os empresários brasileiros e 27 potenciais compradores de Omã, Catar, Bahrein, Líbano e Kuwait. Paralelamente, investidores e representantes de grandes construtoras brasileiras participam de encontros de negócios em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos).
O seminário “Invest in Brazil”, apresentado em Riad (Arábia Saudita) na segunda-feira e nesta quarta-feira em Dubai, forneceu detalhes de projetos para os setores de infraestrutura (portos, ferrovias e setor de energia) e construção civil (hotéis e logística) para um público de 90 potenciais coinvestidores e parceiros locais.
Catar e Arábia Saudita -A Missão Comercial ao Oriente Médio começou no último domingo (12) em Doha (Catar), quando cinco grandes empreiteiras brasileiras participaram de seminário de posicionamento de imagem. Na ocasião, foram relatadas experiências sobre a qualidade técnica de obras brasileiras no Catar, com foco em grandes projetos de infraestrutura para a Copa de 2022. O seminário teve a participação de 95 pessoas, entre representantes de ministérios e agências de governo responsáveis pelos grandes projetos de infraestrutura no país e de construtoras locais e internacionais, potencialmente interessadas em estabelecer parcerias no Catar. A ação foi desenvolvida pelo recém-inaugurado escritório da Apex-Brasil em Doha, vinculado ao Centro de Negócios da Agência em Dubai, com apoio da Câmara de Comércio Árabe Brasileira e do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
Na segunda-feira (13/02), já em Riad (Arábia Saudita), as 23 empresas brasileiras que participaram de encontros com compradores locais realizaram 164 contatos e geraram negócios estimados em US$ 16,3 milhões. Na terça-feira (14), os empresários brasileiros tiveram, na programação, visitas técnicas a empresas locais na Arábia Saudita, antes de seguirem para Dubai.
Relações comerciais -Em 2011, o Brasil exportou US$ 3,476 bilhões para a Arábia Saudita. Os principais produtos comercializados foram carnes de galos/galinhas, não cortadas em pedaços, congeladas (US$ 824,034 milhões), minérios de ferro, aglomerados e seus concentrados (US$ 791,193 milhões) e açúcar de cana em estado bruto (US$ 458,220 milhões). Já as importações totalizaram US$ 3,093 bilhões, com destaque para os óleos brutos de petróleo (US$ 2,690 bilhões), naftas para petroquímica (US$ 111,061 milhões) e outros propanos liquefeitos (US$ 80,877 milhões).
As exportações brasileiras para os Emirados Árabes Unidos em 2011 totalizaram US$ 2,169 bilhões. Os principais produtos vendidos foram outros açúcares de cana, beterraba, sacarose (US$ 483,494 milhões), açúcar de cana em estado bruto (US$ 353,667 milhões) e minérios de ferro aglomerados e seus concentrados (US$ 300,475 milhões). No mesmo período, as importações brasileiras dos Emirados Árabes Unidos ficaram em US$ 478,672 milhões, com destaque para querosenes de aviação (US$ 265,784 milhões), enxofre a granel, exceto sublimado, precipitado ou coloidal (US$ 59,709 milhões) e outros propanos liquefeitos (US$ 54,343 milhões).




Câmara Brasil-Alemanha firma acordo de cooperação com o Governo do Estado do Rio de Janeiro

A Câmara de Comércio e Indústria Brasil- Alemanha do Rio comemorou no dia 15 de fevereiro (quarta-feira), os seus 95 anos com a assinatura de um Protocolo de Intenções para a conjugação de esforços para estimular e incrementar as relações comerciais entre a Alemanha e o Estado do Rio de Janeiro.
A solenidade de assinatura do documento, firmado pelo Governador Sergio Cabral e pelo presidente da Câmara Brasil-Alemanha, Guilherme Stussi Neves, contou com a presença do ministro federal do exterior da República Federal da Alemanha, Dr. Guido Westerwelle, do seu embaixador no Brasil, Sr. Wilfried Grolig, do consul Geral, Dr. Michael Worbs, de secretários de Estado e de empresários brasileiros e alemães.
Pelo documento o Governo do Estado compromete-se a continuar a apoiar, através das secretarias especializadas e dos programas governamentais de estímulo aos novos investimentos e à ampliação dos já existentes, das rodadas de negócios bilaterais e de reuniões com os seus corpos técnico e operacional, visando o sucesso das empresas alemães instaladas no Estado, em especial no tocante aos mega-eventos esportivos, entre estes a Olimpíada de 2016.
Já a Câmara Brasil-Alemanha compromete-se a continuar a estimular junto aos empresários alemães a decisão por investimentos no Estado do Rio de Janeiro, em especial naqueles relativos às obras de infraestrutura requeridas pelos mega-eventos (Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016). e também mostrar as vantagens comparativas do Estado do Rio, como endereço mais adequado para sediar indústrias ou empresas alemães, em especial a dos segmentos de logística, óleo e gás, siderurgia, turismo e hotelaria, tecnologia da informação, segurança, meio ambiente e formação profissional.
"Nos últimos seis anos o Rio de Janeiro recebeu a visita de 50 comitivas de empresários alemães, lideradas quase sempre pelos respectivos secretários de estado das áreas econômica, de infraestrutura, de tecnologia e de transportes, sendo que duas delas foram chefiadas pelos ministros Guido Westerwelle, das Relações Exteriores, e Rainer Bruderle, da Economia. Isso é uma demonstração dos investidores e empresas alemães em estabelecer uma base de negócios no Estado do Rio de Janeiro', diz Stussi Neves, presidente da Câmara Brasil-Alemanha do Rio.
“A parceria entre o Rio de Janeiro e a Alemanha é muito importante e cada vez mais sólida. Em 2008, quando lá em missão oficial, pude perceber o respeito e a admiração dos alemães pelo nosso estado. Com uma gestão séria e eficiente, revertemos o quadro de esvaziamento que o Rio vivia quando assumimos o governo em 2007. Posso garantir que o nosso estado está pronto para receber mais empresas alemãs, a exemplo daqueles que aqui estão como é o caso da MAN e da CSA Thyssen Krupp, por exemplo. Não tenho dúvida de que vamos estreitar ainda mais essa relação que já é muito bem sucedida”, afirmou o governador Sergio Cabral.
“Essa é a minha segunda viagem para o Brasil e ao Rio como Ministro de Relações Exteriores. A dinâmica do seu pais, não só no setor da economia, mas também na sociedade e na cultura me impressionam muito. Por isso o Brasil é um parceiro natural da Alemanha. Lhes felicito dos progressos na segurança publica que me foram apresentados durante a minha visita numa comunidade na Mangueira, e experimentei a esperança das crianças lá. Desejo pleno sucesso ao Rio nos grandes eventos e desafios dos próximos anos. Alemanha esta disponível para apoiar o Rio na organização desses grandes eventos com as suas experiências feitas nos últimos anos.”, declarou o Ministro Guido Westerwelle.
http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=192233






sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

COMÉRCIO EXTERIOR - 17/02/2012




Governo reduz taxa de componentes
Vários itens pagarão simbólicos 2%; medida visa estimular competitividade


DA REDAÇÃO
General Motors




Até o dia 30 de junho de 2013 diversos componentes automotivos trazidos do exterior pagarão uma taxa simbólica de 2% para ingressar no Brasil. A decisão foi publica na última segunda-feira (9), no Diário Oficial da União, pela Comissão de Comércio Exterior (Camex), que integra do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (leia aqui). A resolução 9 reduz de 16% para 2% a alíquota para esses produtos. 

A lista inclui bombas de freio utilizadas nos sistemas ABS (anti-travamento) e ESP (controle eletrônico de estabilidade), módulos com mostradores de cristal líquido (LCD), aparelhos de diagnóstico de ABS, airbags, alarme e GPS, entre outros. A maioria dos itens é importada da Alemanha e da França. A medida do MDCI vai contemplar também componentes das indústrias de celulose, vidros planos, bebidas, cimento e petróleo. 

Agora classificados como ex-tarifários, esses componentes resultarão num investimento do Ministério do Desenvolvimento de cerca de R$ 4,5 bilhões. A intenção é fazer com que a indústria local fique mais competitiva, aplicando o capital obtido com o desconto no desenvolvimento de novas tecnologias, e aumentando consequentemente os volumes de emprego e renda no país. Equipamentos usados ou remanufaturados não terão benefício. 
http://revistaautoesporte.globo.com/Revista/Autoesporte/0,,EMI294987-10142,00.html



Agronegócio puxa alta na exportação de Mato Grosso 
Estado embarcou US$ 642 milhões no primeiro mês do ano



Agronegócio puxa alta na exportação de Mato Grosso

As exportações mato-grossenses encerraram o primeiro mês do ano com alta de 32,60% na comparação com o mesmo período ano passado.

O volume embarcado para diferentes destinos avançou de US$ 484,1 milhões a outros US$ 642 milhões, com destaque para os produtos oriundos do setor agropecuário, que encabeçaram a lista dos itens mais vendidos, segundo apontou a secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Em janeiro, do total exportado pelo estado, 20% foram de milho. Ou seja, US$ 131,1 milhões. O volume foi 26,63% menor ao negociado no igual mês de 2011, quando somou US$ 178,7 milhões.

O gestor do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca, explica que a redução dos embarques do cereal está diretamente relacionada à baixa disponiblidade de produto no mercado estadual. Isto porque todos os grãos comercializados no primeiro mês do ano referem-se aqueles colhidos na safra 2010/11 em Mato Grosso.


Conforme Latorraca, até dezembro, 99,9% da safra passada de milho já tinham sido comercializadas pelos produtores mato-grossenses. "Naturalmente ela [exportação] cairia. A tendência vinha se confirmando porque exportamos um volume considerável entre outubro e dezembro. A disponibilidade do produto está zero", declarou.

Apesar do desempenho negativo do milho em janeiro, Latorraca explica que a tendência é as vendas ao mercado internacional voltarem a crescer, principalmente a partir de julho, quando ocorre a colheita do cereal.

Outro produto do complexo agropecuário mato-grossense que também registrou queda na venda ao mercado internacional foram as carnes desossadas de bovino, congeladas. Passaram de US$ 45,3 milh]oes a US$ 40 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior. O embargo russo também contribuiu para recuar o comércio da proteína.

"Não podemos esquecer o embargo da Rússia, que desde julho do ano passado não compra mais carne de Mato Grosso", acentuou ainda Daniel Latorraca.

Na lista dos produtos mais exportados por Mato Grosso em janeiro estão ainda outros grãos de soja, mesmo triturados, cuja comercialização saltou 82,20% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. De acordo com a Secex, passou de US$ 54,3 milhões a outros US$ 99,1 milhões. De soja mesmo triturada, exceto para semeadura, os mato-grossenses embarcaram US$ 82,3 milhões.

A alta de 32,60% nas exportações do estado também contribuiu para elevar a participação da unidade federada. Em 2011, o estado foi responsável por 3% de todas as vendas efetuadas junto ao mercado internacional. Um ano depois, este percentual subiu para 3,98%.

Mato Grosso registrou um dos maiores superávits no saldo da balança comercial, de US$ 522,317 milhões em janeiro. A realidade foi a mesma em estados como Minas Gerais (US$ 1,289 bilhão), Pará (US$ 855,552 milhões), Rio de Janeiro (US$ 783,833 milhões) e Rio Grande do Sul (US$ 484,677 milhões).

Na contramão desta realidade, foram deficitários São Paulo (US$ 2,668 bilhões), Amazonas (US$ 955,833 milhões), Paraná (US$ 645,676 milhões), Santa Catarina (US$ 623,831 milhões), e Maranhão (US$ 352,171 milhões), conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
http://www.cenariomt.com.br/noticia.asp?cod=163208&codDep=6






Açúcar lidera ranking de exportações de MS no primeiro mês de 2012

Fonte: Acrissul 
O açúcar apareceu na primeira posição do ranking das exportações de Mato Grosso do Sul em janeiro de 2012, no levantamento divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
Segundo a Secex, foram exportados pelo estado no primeiro mês deste ano, 68,6 mil toneladas de açúcar cristal, o que representou uma receita de US$ 38,2 milhões, o equivalente a 17,4% do valor total das vendas externas de Mato Grosso do Sul no período, que chegou aos US$ 218,7 milhões.
Além do açúcar cristal que ficou em primeiro na lista, o açúcar em bruto (VHP), apareceu na sétima posição no ranking, com uma venda de 15,7 mil toneladas, o que resultou em uma receita de US$ 8,4 milhões, que representa 3,85% do total exportado pelo estado.
Segundo o economista e consultor em mercado externo Aldo Barrigosse, o aumento das exportações de açúcar de Mato Grosso do Sul se deve ao crescimento da demanda nos países que já compram o alimento do estado e ainda da abertura de novos mercados.
"No mês de janeiro a maior parte do açúcar do estado foi exportada para nove países diferentes. O bruto foi em grande parte para a Índia e o Canadá e o outro tipo para Bangladesh, Quênia, Argélia, Arabia Saudita, Índia e Irã", explica o consultor.
Atrás do açúcar cristal, no top cinco da receita com as exportações no estado, aparecem a carne desossada de bovinos com US$ 37,8 milhões (17,3% do total), a celulose com US$ 33,5 milhões (15,3%), os pedaços e miudezas de frango com US$ 16,6 milhões (7,6%) e o milho com US$ 9,8 milhões (4,5%).
Na comparação de janeiro de 2012 com o mesmo mês de 2011 o levantamento aponta um crescimento de 28,6% na receita com as exportações do estado, que passou de US$ 170 milhões registrados no ano passado para US$ 218,7 milhões.  http://www.correiodecorumba.com.br/?s=noticia&id=4163

Piauí exporta mais de US$ 8,5 milhões no mês de janeiro de 2012


As exportações piauienses no mês de janeiro deste ano alcançaram US$ 8,854 milhões. O resultado representa USS 5,7 milhões a mais do que o movimento registrado em janeiro de 2011, de acordo com números fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Mesmo assim, a balança comercial do Estado apresentou um saldo negativo de U$$ 4,856 milhões, por conta das importações do mês, que totalizaram U$$ 13,710 milhões. Durante todo o ano de 2011, as vendas do Piauí para o exterior somaram US$ 164,3 milhões.

As ceras vegetais, algodão, mel natural, couros e quercetina, flavonóide natural, que possui propriedades farmacológicas, foram os principais produtos exportados no início deste ano. Também fazem parte da lista itens como pedra para calcetar meio-fio, assessórios para bicicletas, vestuários e castanha e caju.

Só as ceras vegetais renderam ao Estado US$ 6,397 milhões em divisas no primeiro mês de 2012, US$ 4 milhões a mais do que as vendas em igual período do ano passado. O algodão rendeu US$ 1,847 milhão e o mel natural, US$ 351,5 mil. Todos os produtos da pauta de exportações apresentaram desempenho melhor do que o registrado no início de 2011.

Os principais exportadores foram Brasil Ceras, Pontes Indústria de Ceras do Piauí, Multigrain, Rodolfo Morais, Noble Brasil, José Salustiano de Sousa, Apis Nativa Agroindustrial, Nutrade Comercial Exportadora, Cartomix do Brasil, PVP e Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido. Os principais mercados consumidores foram Estados Unidos, Itália, Japão, Coreia do Sul, Holanda, Marrocos, Índia, França, Tailândia, Alemanha e China.
Da Redação
redacao@cidadeverde.com




Pesquisa da Apex aponta necessidades das empresas brasileiras para aumentar competitividade no exterior


Rio de Janeiro – Informações adequadas para a tomada de decisões, ganhos em escala e redução dos riscos são algumas das necessidades apontadas pelas empresas brasileiras para se tornarem mais competitivas no mercado internacional. A pesquisa feita pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) ouviu 400 companhias nacionais, dentro do processo de planejamento estratégico do órgão, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
A pesquisa teve como foco 25 competências gerenciais em termos de estratégia, marketing, produção e finanças. “O que a pesquisa procurou avaliar foi quais eram aquelas competências onde havia uma atribuição de importância maior e onde as empresas estavam desempenhando pior”, disse à Agência Brasil a gerente-geral de Negócios da agência, Ana Repezza.
Com base nas respostas, a Apex-Brasil dividiu os grupos de empresas em cinco graus de maturidade exportadora, abrangendo desde as companhias que ainda não exportam até as já internacionalizadas.
As necessidades apontadas são diferentes, disse Ana Repezza. “A gente percebeu que à medida que a maturidade exportadora aumenta, surgem necessidades diferentes para que ela se torne mais competitiva no mercado internacional”. As empresas que ainda não exportam apresentam grande dificuldade para saber tomar as decisões adequadas. “Há uma dificuldade grande de informações para ter um melhor conhecimento e poder tomar decisão de forma menos arriscada”, completou.
De acordo com a gerente, nas empresas mais maduras, o nível de exigência é maior em termos de competitividade. “As empresas mais experientes demonstram interesse em otimizar o custo de produção, ou seja, em ganhar mais escala”, disse. As companhias internacionalizadas têm necessidade de receber informações mais refinadas para diminuir os riscos financeiros na operação efetuada no mercado exterior.
O objetivo da pesquisa foi subsidiar as discussões do planejamento estratégico para que a Apex possa realinhar a lista de produtos e serviços e buscar um parceiro estratégico mais adequado para conseguir atingir esses objetivos. Daí a apresentação, hoje (15), dos resultados da pesquisa para o BNDES. “Para ele [o banco] avaliar, em conjunto com a Apex, como podem atuar para atender às diferentes necessidades das empresas em seus diversos graus de maturidade exportadora”. A pesquisa não teve viés setorial, e englobou empresas de várias áreas econômicas.
Ana Repezza sublinhou que a geração da competitividade é priorizada no Plano Brasil Maior, lançado pela presidenta Dilma Rousseff em agosto do ano passado. “A gente quer ter uma base de competitividade das nossas empresas. O que para nós se traduz em programas de capacitação, treinamento, indução de melhoria de processos nas empresas, inclusive que elas invistam mais em design, inovação em seus produtos, para que conquistem um diferencial no mercado”.
http://www.jornaldiadia.com.br/index.php/economia-e-negocios/85837-pesquisa-da-apex-aponta-necessidades-das-empresas-brasileiras-para-aumentar-competitividade-no-exterior





Milho foi o produto mais exportado em Sorriso
Fonte: Só Notícias/Bianca C. Zancanaro
As vendas de diversos produtos industrializados em Sorriso, para o comércio exterior, em janeiro, aumentaram 101,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior constatou que os negócios com milho, soja e outros foram de US$ 30,9 milhões ante US$ 15,3 milhões de 2011.
O milho em grãos, exceto para semeadura, foi o mais comercializado pelos empresários sorrisenses para outros países e geraram US$ 15,2 milhões, o que representa 49,4% do total. A soja aparece em segundo com US$ 8,8 milhões vendidos, responsável por 28,48%. Já outros grãos geraram aos produtores US$ 6,7 milhões. Em último aparece o algodão que rendeu US$ 31,7 mil.
O país que mais comprou dos sorrisenses foi o Irã, responsável por 30,17% do total e negócios de US$ 9,3 milhões. A China aprece em seguida com US$ 9 milhões e 29,2% da quantidade negociada. A Malásia aparece em terceiro com US$ 3,9 milhões. Já a Espanha importou US$ 3,7 milhões. Em último, o Marrocos com US$ 12,7 mil.



Governo quer que pequenas empresas consigam "selo ético" para exportar

Por Juliano Basile | De Brasília
BRASÍLIA - O governo quer incentivar as pequenas e médias empresas exportadoras a adotar um selo de boa governança e padrões éticos no mercado. O objetivo é prepará-las para vender para países em que há leis de combate à corrupção corporativa. "As empresas brasileiras devem estar preparadas para atender o que prevê a legislação nos países em que elas atuam", disse a diretora de Prevenção da Corrupção da Controladoria-Geral da União (CGU), Vânia Vieira.
Segundo ela, há um descompasso legislativo quanto ao tratamento contra a corrupção para as empresas no Brasil e no exterior. No Brasil, não há uma legislação específica para punir diretamente as empresas com multas por eventuais subornos de seus funcionários a órgãos públicos. Nos Estados Unidos, na Inglaterra e no Chile, essa prática é coibida com penas equivalentes a dezenas de milhões de dólares. "As leis nesses países são muito rigorosas com a corrupção e uma empresa brasileira que atua nesses mercados se sujeita às legislações locais", avaliou.
Desde que o selo ético foi criado, em 2010, mais de 50 empresas pediram para ter o atestado de boas práticas no mercado. Mas apenas oito companhias conseguiram o benefício. São: AES Sul, EDP Energias do Brasil, AES Tiete, Johnson Controls Building Efficiency, AES Eletropaulo, CPFL Energia, Infraero e Siemens.
Dessas oito empresas, cinco são companhias de energia. Essa maioria não partiu de nenhuma orientação da CGU e sim um acaso do mercado. Como a primeira companhia a obter o selo foi a AES Sul outras empresas do setor também buscaram ter o mesmo reconhecimento.
"Nós não conseguimos identificar uma razão específica para essa preferência das empresas do setor de energia", admitiu Vânia. Mas o fato de serem de um setor que é regulado desde os anos 1990 e com tradição no mercado aberto pode ter peso nesse sentido. "Todas estão na Bolsa de Valores e, portanto, adotam padrões de responsabilidade corporativa", avaliou a diretora. O prazo para as empresas conseguirem o selo termina no dia 12 de março.
A CGU tem uma parceria com a Apex para incentivar as exportadoras a requisitarem o selo. Mas, receber o atestado ético não é uma tarefa fácil. Para obtê-lo, a empresa precisa responder a 65 perguntas sobre a implementação de medidas de integridade e anticorrupção. Não basta apenas uma carta de boas intenções. A empresa tem que encaminhar informações e documentos mostrando que cumpre os requisitos questionados pela CGU.
Exige-se, por exemplo, que a empresa faça investimentos em várias medidas de transparência, como a criação de um canal para recebimento de denúncias de seus funcionários, a divulgação das contribuições que faz para campanhas políticas, a publicação de relatórios periódicos e de manuais de prevenção de conflitos de interesse com o setor público.
As empresas devem obter uma resposta satisfatória em 29 questões, que são consideradas medidas de adoção obrigatória. Nas demais 36 questões, a empresa deve cumprir as metas em 18 itens. Essas são as medidas consideradas desejáveis, como, por exemplo, a realização de um curso específico para treinar funcionários em medidas anticorrupção, ou a implementação de uma política de prevenção e gerenciamento de casos de fraude. Ou seja, das 65 perguntas, a CGU exige que a empresa tenha resposta satisfatória em pelo menos 47. Tudo isso para obter uma vantagem de imagem.
O selo ainda não traz consequências práticas diretas às empresas. Hoje, elas obtêm apenas a divulgação de que conseguiram um atestado ético. Mas, se for aprovado o projeto de lei que está no Congresso e cria novas punições às empresas que se envolvem em casos de corrupção, o selo vai dar às companhias um ponto a mais nas licitações públicas. Com isso, ser ético vai pesar diretamente no bolso e a lista que, hoje, está com pouco mais de 50 pedidos, deve aumentar bastante.
(Juliano Basile | Valor)