LEGISLAÇÃO

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

PORTOS E LOGÍSTICA - 16/02/2012


Maersk promete navios para Pecém






Jean Stoll, Diretor da Maersk, gigante mundial da navegação, prometeu ao diretor comercial da Ceará Portos, Francisco Oliveira, que sua empresa garantirá os navios que, pelo porto do Pecém, transportarão a próxima safra de melão do Ceará, cuja colheita começará em agosto.
Sexta-feira, 10, Stoll reuniu-se, na Fruit Logistica, em Berlim, com o diretor da Cearáportos e com fruticultores do Rio Grande do Norte e do Ceará, que se tranquilizaram com a informação.
A Maersk, dinamarquesa, lidera com a Hamburg Sud, alemã, o transporte de frutas por Pecém.
O cearense José Heliton Almeida, que preside a Cooperativa dos Fruticultores da Bacia Potiguar, disse: “Estou aliviado agora, pois, por causa da crise europeia, havia muita incerteza”.
Com as informações – Egídio Serpa / Diário do Nordeste
Por Rodrigo Cintra






Um navio colidiu com o equipamento de carregamento de grãos no complexo portuário de Santos, na noite de segunda-feira (13), interrompendo os embarques temporariamente no principal ponto de exportação de soja e milho do Brasil, segundo autoridades portuárias.

O graneleiro Milagro, de bandeira maltesa, colidiu e danificou dois dos quatro carregadores do terminal de grãos do Guarujá (TGG), no complexo do maior porto da América Latina, disse a autoridade portuária por meio de um porta-voz.

A porta-voz do TGG disse que um carregador foi "totalmente destruído" e que a companhia está tentando retomar a movimentação de cargas no local.

O TGG representa cerca de metade das exportações de soja do porto, além de embarcar farelo de soja e milho.

As autoridades não deram um prazo para a retomada das operações, nem falaram sobre o tempo que levará para a substituição do equipamento danificado.

Segundo informações do porto de Santos, o acidente não atrapalha o movimento de mercadorias em outras áreas.

O acidente ocorre no momento em que a colheita da nova safra de soja do Brasil, segundo produtor global, está em seu início. O país deverá colher cerca de 70 milhões de toneladas, abaixo do recorde de 75 milhões do ano passado, por conta de uma seca no Sul.

Mas a safra de milho está estimada para ser recorde, de cerca de 60 milhões de toneladas, com um aumento grande do plantio.
Reuters / Reese Ewing

Vale usará terminal em Santos para soja e açúcar
A Vale Fertilizantes pretende se tornar a maior operadora de logística integrada para exportação de granéis sólidos do porto de Santos (SP). Com investimentos de R$ 3,5 bilhões na Ferrovia Centro Altântica (FCA) e na ampliação do Terminal Marítimo Ultrafertil (TUF), em Santos, ambos sob sua concessão, a companhia passará a exportar soja e açúcar. Hoje, a empresa apenas importa a matéria-prima para atender a demanda própria por fertilizantes.

Quando concluída a expansão do TUF, atualmente em licenciamento ambiental e prevista para entrega em 2015, a empresa terá capacidade estática para armazenar 518,5 mil toneladas de soja e açúcar. O volume equivale a 37% da oferta atual dos oito terminais que escoam as duas commodities por Santos. A instalação com maior capacidade consegue estocar 280 mil toneladas de grãos.

Açúcar e soja são as duas principais cargas, em volume, exportadas por Santos. Em 2011, responderam juntas por 27% das 97 milhões de toneladas movimentadas no porto. O TUF passou para a Vale com a compra da Ultrafertil em 2010 e a criação da Vale Fertilizantes. "Até a chegada do negócio Fertilizantes, a Vale não tinha um terminal portuário em Santos. "A ideia era saber como maximizar as operações do terminal, sabendo que ele tem área de expansão", diz Ricardo Buteri, gerente executivo do terminal.

A ampliação portuária prevê a construção de mais três berços de atracação no TUF, hoje com apenas um. Dois serão dedicados a soja e açúcar e os outros dois para fertilizantes. A retroárea do terminal será quadruplicada, para 800 mil metros quadrados. Serão construídos ainda um novo pátio para enxofre e novo armazém para fertilizantes, além das instalações para estocagem de grãos. 

O investimento também contempla compra de material rodante - mais 2.700 vagões e 148 locomotivas. "Estamos pensando não só na ampliação do porto, mas na gestão integrada entre ferrovia e porto", diz Buteri. O transporte do granel até o TUF será 100% ferroviário. A FCA corta sete Estados: os quatro do Sudeste, Bahia, Sergipe e Goiás.

O investimento prevê ainda construção e adaptação de terminais e pátios de apoio nas cercanias da malha da FCA. "São dois terminais de transbordo, onde temos silos de estocagem, e 43 pátios, onde podemos fazer manobras e transbordo de composições de locomotivas", diz. O objetivo é ter a gestão sobre toda a logística, desde a captação da carga até a entrega no porto para que sejam feitos os carregamentos nos navios.

Hoje, todo o enxofre descarregado no TUF - quase 1,5 milhão de toneladas em 2011 - segue para Uberaba (MG) e Catalão (GO).

Apesar de o terminal da Vale não operar agronegócio, a FCA sempre transportou commodities agrícolas até o porto de Santos para outros terminais. Com a saturação de áreas no porto, viu na expansão do portfólio de cargas uma oportunidade de negócio e, ao mesmo tempo, a chance de reduzir o gargalo logístico no país. "Com essa integração de modais é possível evitar as filas quilométricas que acontecem em Paranaguá (PR), com o caminhão descendo com grãos de Goiás e Minas Gerais por falta de oferta de berço aqui em Santos".

Outro pilar da expansão do TUF foi a demanda por fertilizantes. Segundo o executivo, em 2014 a movimentação de cargas da Vale Fertilizantes já demandaria um píer adicional no TUF. Em dois anos, o terminal começará a receber potássio da Argentina e rocha do Peru, todas plantas da empresa.

Os granéis sólidos responderão por quase 50% da movimentação do TUF. A importação de insumos para fertilizantes, pelo restante do volume. Como o terminal é de uso privativo misto, pode movimentar carga de terceiros desde que a própria seja preponderante.

Em 2011, a Vale Fertilizantes importou cerca de 2,6 milhões de toneladas, volume que poderá chegar a 6 milhões de toneladas com a expansão do terminal. "O nosso nível de carga própria é tal que nos capacita a fazer quase 6 milhões de toneladas de oferta na prestação de serviço", afirma Buteri. Também haverá duplicação da oferta de tancagem para granel líquido, que irá para 46 mil metros cúbicos. Além de movimentação de amônia, já existente, a Vale operará álcool, cujo volume anual deverá ser equivalente a 1 milhão de toneladas.

O novo TUF não terá manobras ferroviárias, o que dará mais produtividade à operação. Serão construídos 10,6 km de linha férrea, permitindo que o trem entre e descarregue a carga em no máximo seis horas. "É um dos maiores ganhos desse projeto. A pera terá uma linha para cada produto, não tem concorrência entre as cargas, é fluxo contínuo", afirma Buteri. Uma linha será somente para enxofre, outra para granéis sólidos e outra para fertilizantes. Serão três composições diárias com 85 vagões em média.
Valor / Fernanda Pireshttp://www.portosenavios.com.br/site/noticias-do-dia/portos-e-logistica/14143-vale-usara-terminal-em-santos-para-soja-e-acucar




Dinheiro estrangeiro para hidrovias brasileiras
As hidrovias brasileiras, tanto no Sul quanto no Norte e Centro-Oeste do País, tem grande futuro. Todo mundo sabe disso, mas parece que são os estrangeiros, como sempre, os primeiros a despertar para suas possibilidades. Já está vindo do exterior até dinheiro para seu desenvolvimento. O Toz-ziniFreire Advogados assessorou o AIMCo (Albert Investment Management Corporation), gestor de investimento institucional do Canadá, na assinatura de contrato para aporte financeiro na Hidrovias do Brasil S.A., empresa com foco no desenvolvimento do transporte hidroviário de commodities na América Latina. O acordo, que envolve também a participação do Temasek (fundo soberano de Cingapura) e do P2FIP (fundo para investimento em infraestrutura formado pelo Pátria e pelo Grupo Promon), prevê investimentos no valor total de US$ 220 milhões nos próximos três  anos na Hidrovias. Fundado em 2008, o AIMCo investe globalmente em nome de 26 fundos de pensão, de doações (endowment funds) e do governo da província de Alberta, inclusive o Alberta Heritage Savings Trust Fund. Como diz o presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários, Wilen Manteli, não adianta investir nos portos marítimos se não houver boas hidrovias para abastecê-los.
Farmacêuticos
O Tribunal Superior do Trabalho, em decisão unânime, extinguiu o processo de dissídio coletivo proposto pelo Sindicato dos Farmacêuticos do RS contra o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos-RS, que garantia para os farmacêuticos um salário normativo de R$ 1.416,80 e adicional de insalubridade de 40% sobre a remuneração, retroativos a agosto de 2008. Segundo a advogada Ana Lúcia Garbin, do Flávio Obino Fº Advogados Associados, que representou o Sinprofar, a decisão do Tribunal Regional do Trabalho-RS já estava parcialmente suspensa desde outubro de 2010, em decorrência da concessão de efeito suspensivo ao recurso do Sinprofar.  A decisão do TST repercute em cerca de trinta ações que haviam sido propostas pelo sindicato dos farmacêuticos contra farmácias gaúchas. Com a decisão do TST, estes processos deverão ser julgados improcedentes pela Justiça do Trabalho.
Braskem
A Braskem lançou, no ano passado, o projeto-piloto de Logística Interna Sustentável, substituindo empilhadeiras movidas a GLP por similares elétricas, em Triunfo. Com a troca de sete veículos, em um ano, a empresa deixou de emitir 130 toneladas de CO2 (mesma poluição gerada por 20 carros usados diariamente por quatro horas no mesmo período). Segundo cálculos, teriam sido consumidas 43 toneladas do gás. Além de ser um combustível limpo e renovável, a eletricidade é mais econômica do que o GLP. No comparativo, a Braskem teria gasto R$ 37.440,00 com o gás ao ano; com a eletricidade, o custo cai para R$ 1.424,00.
Energia
A Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig assinou, na manhã de ontem, contrato de fornecimento de energia elétrica para as unidades industriais da Gerdau S.A. localizadas nas regiões Sudeste e Sul. Pelo acordo firmado, serão fornecidos montantes de 30 MW a 70 MW médios até o ano de 2021. Graças ao sistema interligado, a Gerdau consome um X, paga à Cemig e esta injeta o mesmo X de energia no sistema.
Imóveis
A taxa de velocidade de vendas (relação das vendas sobre as ofertas) de imóveis novos em Porto Alegre foi de 8,69% em dezembro de 2011, resultado superior ao de novembro de 2011, quando atingiu 8,13%, segundo apurou a Pesquisa do Mercado Imobiliário realizada mensalmente pelo Departamento de Economia e Estatística do Sinduscon/RS. Em relação a dezembro de 2010, houve redução significativa, uma vez que nesse período a taxa foi de 19,18%. A taxa média em doze meses de velocidade de vendas em dezembro de 2011 atingiu a 9,15%, resultado bastante inferior ao observado nos doze meses fechados em dezembro de 2010, quando foi de 13,16%.
Sustentabilidade
O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul,  Carlos Sperotto, afirmou que o Brasil tem adotado práticas sustentáveis no setor agropecuário, o que não tem ocorrido em outros países, inclusive entre grandes produtores mundiais de grãos e carnes. Falou, ontem, na abertura do quarto seminário de capacitação em Agricultura de Baixo Carbono, em Porto Alegre.

100 anos
A agência de publicidade São Jorge foi escolhida para preparar o material sobre os 100 anos do Colégio Militar de Porto Alegre, que serão festejados dia 22 de março, mas comemorados durante todo o ano. O material já está em exposição no colégio.

Escala
A agência Escala foi contratada para fazer a comunicação da Arena do Grêmio.
O Dia
  • Palestra sobre nutrição no Carnaval, no Praia de Belas Shopping, às 19h, com Luciana Dresseno. Pode participar quem tiver NF de R$ 50,00 em compras no shopping.
  • Até sexta-feira, segue, no Dado Bier do Praia de Belas, o projeto Delícias de Verão, organizado pela Ideale. A partir das 18h, venda de cervejas, copos, camisetas, bonés e degustações diárias, com o mestre-cervejeiro Carlos Bolzan
  • http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=86584



Portos do Paraná se preparam para duplicar movimentação de cargas em 30 anos

Os projetos de expansão dos portos de Paranaguá e Antonina, executados pela atual administração, serão suficientes para atender a movimentação de cargas para os próximos 30 anos, e estão de acordo com a expectativa da Secretaria de Portos, do Governo Federal. O plano soma investimento de 3 bilhões de reais, que elevarão o número de berços de atracação em Paranaguá de 20 para 32, entre outras melhorias em infraestrutura. Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina, responsáveis pela elaboração do Plano Nacional de Logística Portuária, apresentaram em Brasília, os resultados dos estudos realizados no Porto de Paranaguá. Contratada pela Secretaria de Portos, a Universidade Federal de Santa Catarina prepara o planejamento dos terminais para os próximos 20 anos. De acordo com o superintendente dos Portos, Airton Maron, o momento é muito bom para expandir os trabalhos, além de contar com o grande apoio do Governo Federal. // SONORA AIRTON MARON// Segundo a análise, até 2030, os portos de Paranaguá e Antonina deverão movimentar 80 milhões de toneladas, duplicando a movimentação atual. O estudo apontou necessidade de investimento na ampliação da infraestrutura para o atendimento da demanda futura de cargas. Técnicos da Appa e os pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina projetaram, na modelagem matemática, uma expansão prevista e foi verificado que todos atendem à demanda de cargas do porto para os próximos 30 anos. Logo que a atual administração assumiu os portos, começaram a ser feitos estudos e projetos para os portos paranaenses, conforme previa o plano do governo Beto Richa. (Repórter: Maria Eduarda Buchi)





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