LEGISLAÇÃO

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

COMÉRCIO EXTERIOR - 27/10/2011

Pequeno empresário da Flórida 'sonha' com o Brasil


Buscando pegar carona no superávit de US$ 11,6 bilhões registrados no ano passado na balança comercial com o Brasil, empresários da Flórida iniciaram ontem, em São Paulo, a Expo-Florida 2011, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Para tentar "vender o peixe" ao investidor brasileiro, pequenas e médias empresas do Estado americano instalaram seus estandes na sede da entidade.

Animados com o crescimento do comércio com o país, e de olho nas condições da economia e do mercado interno brasileiro, bancos e empresas do setores imobiliário, aeronáutico, de componentes eletrônicos e equipamentos médicos, entre outras, querem estabelecer ou ampliar laços comerciais.
No ano passado, a Flórida (quarta maior economia dos EUA, com PIB de US$ 770 bilhões em 2010) vendeu ao Brasil US$ 13,7 bilhões, de acordo com levantamento da Florida Enterprise, empresa público-privada que auxilia os americanos a fazer negócios em solo brasileiro. Em contrapartida, o Brasil vendeu US$ 2,1 bilhões em produtos ao Estado. A previsão para este ano é que a corrente de comércio aumente 25% em relação a 2010. Nesse comércio, imperam as grandes empresas de setores de alta tecnologia, como o de componentes aeronáuticos. Mas agora, os pequenos querem uma "carona";
O otimismo com o mercado brasileiro atingiu Bill Rutherford, presidente da Clemon's, Rutherford & Associates, que visita o país pela primeira vez. A intenção do executivo é vender projetos arquitetônicos para hospitais, escolas e presídios. Apesar de não revelar o valor dos negócios, Rutherford afirma que está conversando com cinco empresas nacionais para fornecer o serviço. A expectativa é que os acordos cresçam nos próximos anos. "O Brasil está grande em tudo e, pelo que sei, há atrasos em obras relacionadas à Copa e à Olimpíada. Estamos aqui para o que necessitarem."
Com atuação no segmento de produtos de luxo, Phillip Greenman, vice-presidente da Bellingham Marine, quer construir marinas no Brasil. Também em sua primeira viagem, diz que a demanda por infraestrutura traz boas perspectivas ao seu negócio. "A produção aqui é de 3 mil barcos por ano. Faltam marinas, então devemos fechar contratos para construir seis delas."
Outro que sonha alto é Luis Riano, diretor de vendas para a América Latina da Aeroflex. Depois de vender US$ 1 milhão em equipamentos eletrônicos para hospitais em 2010, a empresa espera dobrar a receita neste ano e ampliar a atuação em direção à indústria de petróleo e navegação. Para o executivo colombiano, há espaço de sobra para crescer no Brasil. "Nós atendemos a uma demanda grande, que não é preenchida pela indústria nacional."
O otimismo dos vendedores da Flórida é explicado pelos números de 2011. De janeiro a julho, as exportações ao Brasil atingiram US$ 8,9 bilhões, número 19,7% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Em sentido contrário, as vendas brasileiras para o Estado americano caíram 2,7% até julho, ficando em US$ 1,1 bilhão.
Além de serviços e produtos industriais de tecnologia de ponta, os americanos registram expressiva entrada de capital via turismo e compra de imóveis. De acordo com levantamento da National Association of Realtors (entidade que representa as imobiliárias americanas), 20% dos compradores de casas na Flórida, no ano passado, eram estrangeiros. Nesse grupo, 3% eram brasileiros. Neste ano, esse número subiu para 8%.
Em média, um imóvel na Flórida sai por US$ 135 mil, segundo John Sebree, da Florida Realtors. O real valorizado e a crise no mercado imobiliário americano atraíram os brasileiros, que são vistos como bons clientes. "Eles preferem Miami e a região de Orlando, e 85% pagam em dinheiro, à vista. Por isso, conseguem um preço melhor", afirma Sebree.
De olho tanto na necessidade de financiamento de empresas americanas interessadas em fazer negócios no Brasil quanto brasileiros que buscam comprar casas na Flórida, o banco português Espírito Santo também está na feira. Raul Vidal, vice-presidente da área imobiliária do banco, afirma que os empréstimos para brasileiros são, em média, de US$ 550 mil. Vidal, que é cubano e vive na Flórida há 20 anos, elogia os clientes do Brasil. "A taxa dos EUA é muito mais atrativa do que as dos bancos brasileiros, então eles nunca deram calote. São bons pagadores."
Excluído o comércio com a Flórida, o Brasil registrou superávit na balança comercial com os EUA no ano passado: US$ 17,2 bilhões em exportações e US$ 14,3 bilhões em importações, com saldo positivo de US$ 3,1 bilhões. No entanto, contando o Estado, a balança, em 2010, foi deficitária em US$ 7,7 bilhões para o Brasil.
Apostando no comércio com o Brasil como fonte de geração de empregos em seu território, Rick Scott, governador da Flórida, foi o responsável pela abertura da feira na Fiesp. No que depender dele, a relação entre as partes vai se intensificar. "O Brasil é o pais mais importante para a Flórida."
Valor Econômico
http://www.portosenavios.com.br/site/noticiario/geral/12420-brasil-e-atraente-para-asiaticos-diz-bid





Petrobras modifica contrato de exportação para os Estados Unidos

DO RIO - A Petrobras mudou parte dos contratos de exportação de petróleo para os EUA do tipo WTI (West Texas Intermediate) para o Brent. Cerca de 30% desses contratos eram feitos pelos preços WTI, mas, como as cotações do Brent estão mais vantajosas, a Petrobras alterou os contratos, disse o diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa. O óleo do tipo WTI é o comercializado na Bolsa de Nova York e se refere ao produto extraído principalmente na região do golfo do México.

O Brent é comercializado na Bolsa de Londres, tendo como referência tanto o petróleo extraído no mar do Norte como no Oriente Médio. Historicamente, o WTI costuma operar com alta de US$ 1 a US$ 2 por barril sobre o Brent, porque tem qualidade maior. No entanto, essa relação mudou no último ano em consequência do excesso de WTI, enquanto problemas de produção no mar do Norte e perda de produção na Líbia elevaram o preço do Brent.

Atualmente, a diferença entre o WTI e o Brent está em cerca de US$ 20. Segundo Costa, como o WTI está em curva descendente, a manutenção desses contratos representaria uma perda de arrecadação.
Folha de São Paulo
http://www.portosenavios.com.br/site/noticiario/geral/12422-petrobras-modifica-contrato-de-exportacao-para-os-estados-unidos





Depois de crescer 60% em 2010, exportações mineiras em 2011 devem ser 40% maiores


A crise financeira na Europa e a recessão nos Estados Unidos acenderam o sinal amarelo sobre o comércio de Minas Gerais com o exterior, que embora tenha crescido mais de três vezes em valores nos últimos oito anos mantém uma pauta concentrada nas exportações de produtos básicos (minerais e agrícolas) de baixo valor no mercado internacional.

A receita das vendas externas do estado, projetada neste ano ao redor de US$ 43 bilhões pelo governo mineiro, representa um crescimento inferior a 40% frente à receita de US$ 31,224 bilhões apurada no ano passado. Em 2010, o estado havia registrado um vigoroso acréscimo de 60% frente ao ano anterior (US$ 19,518 bilhões). Com a turbulência na economia mundial, a tendência é de nova redução do ritmo de expansão das vendas mineiras em moeda estrangeira no ano que vem, avaliou nessa terça-feira a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck.

“Não vejo nenhum sinal de perigo neste momento, mas a situação internacional é instável e não me sinto confortável para desenhar cenários para 2012”, disse a secretária, ao lançar um site oficial bilíngue –inglês/português – dedicado a abrigar informações das empresas exportadoras e a promover o encontro delas com potenciais importadores. A ferramenta batizada de www.exportaminas.net foi anunciada como iniciativa inédita no Brasil e tem como inspiração os portais de comércio eletrônico adotados na Ásia, e, em especial, na China. Será alimentado pela Central Exporta Minas, braço da Secretaria de Desenvolvimento em parceria com instituições da iniciativa privada, a exemplo da Federação das Indústrias de Minas (Fiemg).


De janeiro a setembro, as exportações mineiras somaram US$ 30,270 bilhões, um aumento de 39,1% ante idêntico período de 2010. A China continua sendo o maior parceiro do estado, ao comprar o equivalente a 31,9% do total das vendas mineiras. A participação do gigante asiático é coerente com o peso isolado do minério de ferro nas exportações de Minas, de quase metade da pauta, exatos 46,6%. O café ficou na vice-liderança, representando 13,2%. Os Estados Unidos responderam pelo terceiro lugar na relação de destino dos produtos mineiros vendidos no exterior, com 7,2% da cifra global, e a Europa comprou o correspondente a 20,5%.
Raciocinando sobre os caminhos que as exportações mineiras podem tomar, a secretária Dorothea Werneck disse que o radar dos mineiros têm de estar voltado para o que ocorrer nas economias dos países emergentes. “Eles é que seguram o crescimento mundial. A expansão mais baixa da China é um alerta amarelo piscando”, afirmou. Segundo Jorge Duarte de Oliveira, diretor da Central Exporta Minas, o crescimento de 37,7% esperado das exportações mineiras neste ano ainda será expressivo, tendo em vista a base alta de comparação de 2010.
Diante da forte participação do minério de ferro na pauta mineira, a queda dos preços da commodity no mercado internacional preocupa, mas está sendo compensada pela reação do dólar frente ao real. Os preços da matéria-prima com teor de ferro de 63,5% estão na casa de US$ 150 por tonelada, menor patamar dos últimos dois anos, de acordo com levantamento da consultoria Metal Bulletin. O minério entregue na China, alavanca do comércio de minério de ferro, caiu 21% neste mês. “Qualquer mudança no comércio de minério vai refletir nos resultados das exportações mineiras. Quem vai ditar muito esse comportamento será a China”, disse Jorge Duarte. O café, por sua vez, tende a influenciar de forma positiva em 2012, ano de safra favorável do grão no estado.

Estreia tem 1.600 empresas - O portal criado pela Central Exporta Minas entrou no ar com material de divulgação anunciado por 1.600 empresas exportadoras a partir de Minas Gerais. A iniciativa tem por objetivos elevar significativamente o número de empresas exportadoras de pequeno e médios portes, aumentar e diversificar o volume de produtos exportados. Além de hospedar gratuitamente os sites dos exportadores, a ferramenta virtual www.exportaminas.net vai cadastrar as demandas de negócios captadas pelas embaixadas no exterior e apresentar aos importadores um panorama completo e detalhado da produção de bens e serviços mineiros destinados ao exterior.

Só poderão se cadastrar para navegar no portal as empresas com domicílio fiscal em Minas e registro ativado no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) da Receita Federal. O cadastro é gratuito e terá tradução automática para o inglês. Os exportadores poderão contar, ainda, com serviços de criação e impressão de cartão de visitas em língua inglesa. Até 2030, o governo mineiro tem a meta de duplicar o número atual, de 2.874, produtos exportados e triplicar o universo de micro e pequenas empresas exportadoras, hoje de 775 contados só os exportadores de bens. Outro alvo é triplicar o valor das exportações de serviços, que alcançaram US$ 490 milhões em 2009, dado mais recente disponível.
Estado de Minas






Com maquiladoras, Paraguai exporta mais para o país

Os fios de cobre apareceram de repente na pauta de exportação do Paraguai ao Brasil.

De janeiro a setembro do ano passado o Brasil não comprou um dólar sequer desse produto com origem no país vizinho. No mesmo período deste ano, porém, a importação desse fio chegou a US$ 22,3 milhões, ocupando o lugar de quinto produto mais exportado pelos paraguaios ao Brasil. Os tecidos de lâminas sintéticas não apareceram agora, mas seus desembarques originados do Paraguai subiram dos US$ 3,2 milhões nos nove primeiros meses do ano passado para US$ 7,2 milhões no acumulado até setembro de 2011.
Para esses dois movimentos, diz Wagner Enis Weber, diretor do Conselho Empresarial Brasil-Paraguai, contribui em grande parte a "Ley de Maquila", regime que tem levando investimentos brasileiros a terras paraguaias. A lei concede incentivos fiscais a empreendimento estrangeiros na importação de insumos, desde que a produção seja voltada para a exportação. Atualmente, diz ele, há cerca de 20 empresas brasileiras atuando ou iniciando atividades no Paraguai sob esse regime. "O total de empresas estrangeiras que usa o benefício ou já está autorizado a usar chega perto de 60."

A maior parte das empresas brasileiras instaladas no Paraguai sob esse regime se concentra no setor têxtil e de vestuário, de calçados e de produtos plásticos, diz Oscar Stark, diretor da Rede de Investimentos e Exportações (Rediex). Segundo o ministro de Indústria e Comércio do Paraguai, Francisco José Rivas Almada, as maquiladoras brasileiras instaladas no Paraguai exportam predominantemente para o Brasil. Isso, diz, tem elevado o valor da exportação paraguaia de itens manufaturados, como calçados e têxteis.
"A Ley de Maquila está mudando a pauta paraguaia de exportação ao Brasil", diz Weber. Ele lembra que as exportações das maquiladoras têm contribuído também para aumentar o valor que os brasileiros compram de seu vizinho. "Mas ainda estamos longe de outros países por perto, como o Uruguai, por exemplo."
O comércio bilateral com o Paraguai é superavitário para o Brasil historicamente. No ano passado, o Brasil exportou para o Paraguai US$ 2,55 bilhões. As importações foram de US$ 611,4 milhões. Neste ano as importações com origem no Paraguai no acumulado até setembro chegaram a US$ 468,5 milhões. As importação com origem no Uruguai somaram, no mesmo período, US$ 1,25 bilhão.

Ninguém nega que a grande vantagem para as maquiladoras está na carga tributária. Se cumpridas as condições desse regime, a empresa fica livre do Imposto de Importação, do Imposto de Renda e paga apenas um imposto único de 1% sobre o valor agregado no Paraguai. Weber diz que não é somente o incentivo fiscal que tem atraído as empresas. "No Paraguai há também maior disponibilidade de mão de obra, a um custo menor."
Almada diz, porém, que atualmente a ideia do governo paraguaio é atrair investimentos brasileiros não só com base na Lei de Maquila mas também para áreas como infraestrutura, em concessões de estradas, hidrovia e aeroportos, por exemplo. "Também queremos atrair investimentos para o setor de carnes, turismo e biocombustíveis", diz Stark. O ministro Almada e Stark estiveram ontem em São Paulo para divulgar programas de atração de investimentos oferecidos pelo governo paraguaio.

Usando a lei para maquiladoras ou não, o governo paraguaio destaca os incentivos fiscais e a carga tributária relativamente baixa do país para tentar elevar os estimados US$ 600 milhões em investimentos estrangeiros totais que o Paraguai deve receber este ano.

Stark diz que investimentos estrangeiros podem ser beneficiados com desoneração total de Imposto de Importação, além de tributação zero na remessa de juros e de dividendos ao exterior e também na compra local de bens de capital. Alguns benefícios são válidos apenas para investimentos estrangeiros superiores a US$ 5 milhões e por prazo definido.

Além dos incentivos fiscais, lembra Stark, o Paraguai já é naturalmente um país com carga tributária reduzida, com cobrança de 10% de Imposto de Renda e outros 10% de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), por exemplo. Além disso, lembra, há mão de obra jovem, proximidade geográfica com o Brasil e perspectiva de crescimento, embora 2011 deva terminar com desaceleração em relação ao ano passado. Em 2010, segundo Stark, o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraguai cresceu 15%. Neste ano o crescimento deve ficar perto de 5%. Para 2012 a previsão, diz, é de 4,5%.
Valor Econômico





NOVA VERSÃO DO SISTEMA HARMONIZADO ENTRA EM VIGOR EM JANEIRO DE 2012

A Receita Federal do Brasil publicou, no Diário Oficial da União de 26/10/2011, a Instrução Normativa nº 1.202/2011, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2012, aprovando a "V Emenda à Nomenclatura do Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias".

Classificação importantíssima aplicada por mais de 200 países, a Nomenclatura do Sistema Harmonizado (SH) corresponde a uma identificação de produtos no comércio internacional. Sua linguagem comum na codificação de mercadorias possibilita aos importadores e exportadores identificar possíveis mudanças na classificação fiscal de suas mercadorias.

A Nomenclatura do SH constitui a base para a elaboração do texto em língua portuguesa da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), que tem sua mudança prevista também para janeiro. A alteração da NCM já com as mudanças incorporadas ao novo SH não foi publicada até o momento no Diário Oficial.
Aduaneiras





Basileia relaxa regras para linhas de comércio exterior
As autoridades reguladoras bancárias globais relaxaram parte das regras de adequação de capital para conter as preocupações dos bancos com as medidas, que poderiam afetar o comércio internacional. O Comitê de Supervisão Bancária da Basileia disse que vai abrir mão de algumas regras sobre as reservas que os bancos precisam manter contra garantias concedidas a importadores e exportadores, de modo a proteger o crescimento nos mercados emergentes.
As mudanças "vão melhorar o acesso dos países de baixa renda aos instrumentos de financiamento comercial e reduzir o custo", disse o comitê em um comunicado. As alterações "ajudarão a promover" o comércio com essas nações.

Os governos tentam reforçar as reservas dos bancos para impedir uma repetição das turbulências que se seguiram ao colapso do Lehman Brothers e restabelecer a confiança no mercado, abalada pela crise fiscal da zona do euro. As medidas anunciadas vão se aplicar às atuais regras de capital e às propostas de Basileia 3, que vão mais que triplicar o núcleo de capital que os bancos precisam manter.

O Institute of International Finance, que representa os bancos, disse que os planos acertados no ano passado poderiam "colocar em risco o comércio a preços acessíveis de bens essenciais e afetar de maneira adversa o negócio de importação e exportação e os mercados emergentes".

Uma das mudanças acertadas pelo grupo da Basileia permitirá aos bancos usar instrumentos de capital de prazos mais curtos para garantir as cartas de crédito fornecidas a importadores e exportadores.

Uma carta de crédito de um banco garante que o comprador pagará ao vendedor pontualmente. Essas cartas são emitidas pelo banco do importador e confirmadas pelo banco do exportador. Outra alteração vai reduzir a quantidade de capital que os bancos precisam manter contra as cartas de crédito emitidas por bancos de países de baixa renda.

O comitê decidiu pelas mudanças depois de consultar o Banco Mundial, a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Câmara Internacional do Comércio. O presidente do Banco Mundial Robert Zoellick e o diretor-geral da OMC Pascal Lamy elogiaram as mudanças. "Embora necessário, o fortalecimento dos padrões de cautela para a indústria financeira precisa levar em conta a natureza de baixo risco e o impacto favorável ao desenvolvimento dos financiamentos comerciais", disseram em um comunicado conjunto.
As mudanças anunciadas não resolvem as "principais preocupações" levantadas pelos bancos britânicos, disse Irving Henry, diretor da British Bankers' Association. A avaliação é de que o limite ao endividamento poderá levar a um aumento de cinco vezes no capital
Valor Economico






MT exporta menos grão e mais produto agregado de soja

Por Ana Conceição

São Paulo - Maior produtor de soja do País, Mato Grosso está vendendo menos grão e mais produto agregado, na forma de farelo, óleo ou carne, uma mudança significativa no modelo produtivo local. Colheitas cada vez maiores, a estrutura tributária do País e o crescimento da produção de proteínas têm contribuído para aumentar a capacidade de esmagamento mato-grossense. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), compilados a partir de números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram que até setembro Mato Grosso exportou 38% da soja produzida no Estado. Ao final do ano, essa fatia deve ficar em torno de 40%. "É o menor porcentual desde 2005", afirma Rodrigo Feix, economista da entidade.

Em todo o ano de 2010, as exportações atingiram 46% da produção, ao passo que, em 2009, 59% da safra de soja mato-grossense saiu do Estado na forma de grão. Enquanto isso, a produção local da oleaginosa aumentou 18% no período, de 17,4 milhões de t em 2008/09 para 20,566 milhões de t em 2010/11. Esse decréscimo na exportação de soja em grão tem acompanhado o aumento da capacidade de processamento local, que passou de 24,8 mil t/dia em 2008, para 29,3 mil t/dia em 2009 e a 36,6 mil t/dia em 2010. Com 13 esmagadoras, a mais recente instalada no ano passado, Mato Grosso superou o Paraná em capacidade em 2010. A capacidade da indústria paranaense era de 35,65 mil t/dia.

Feix explica que, por causa do regime tributário brasileiro, a indústria está praticamente impedida de comprar soja em um Estado e esmagar em outro. "A soja em grão 'anda' muito pouco pelo País", afirma. Quando a indústria compra o grão, processa no mesmo Estado e exporta farelo ou óleo, fica isenta da cobrança de ICMS. Mas quando compra grão em um Estado e processa em outro gera um crédito de ICMS, cujo ressarcimento é muito demorado, o que, na prática, inviabiliza a operação. "Em função do sistema tributário, as empresas são levadas a investir próximo à originação do produto. Os Estados que mais crescem em soja recebem mais investimento", diz.

Região atrai investimento
De acordo com levantamento feito pela Agência Estado junto a participantes do mercado, de seis projetos de reativações ou instalações de esmagadoras planejadas para os próximos anos, quatro são em Mato Grosso (Bunge, Noble, Agrenco e Grupal), um em Tocantins (Granol) e outro em Mato Grosso do Sul (Cargill). No Paraná, tradicional produtor da oleaginosa, o esmagamento tem crescido menos porque, conforme participantes do mercado, a capacidade instalada já atende grande parte da necessidade. O Estado tem um atrativo para a instalação de novas esmagadoras, que é o porto de Paranaguá, por onde sai a maior parte da oleaginosa exportada pelo País, mas os investimentos esbarram, novamente, no sistema tributário.

Em Mato Grosso, se parte do farelo derivado do esmagamento da soja vai para exportação, outra parte tem ficado no Estado para a produção de ração. Embora não existam números a respeito do consumo de farelo pela indústria local, a elevação da produção de carnes de frango e suína subentende um aumento de consumo.
Mato Grosso ainda está distante da produção de carnes do Sul do País, mas suas taxas de crescimento têm sido expressivas. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de frango cresceu 21% no primeiro semestre de 2011 na comparação com o mesmo período em 2010 e 41% ante 2009. No caso da carne suína, o crescimento no primeiro semestre de 2011 sobre 2010 foi de 9%. Na comparação de 2011 com 2009, o aumento foi de 62%.

O farelo, junto com o milho, forma a base da alimentação de aves e suínos. Juntos, chegam a representar quase 70% do custo de produção desses rebanhos. Para César de Castro Alves, analista da MBAgro, o processamento de carnes deve continuar a aumentar em regiões como Mato Grosso e Goiás por causa da oferta barata de farelo e milho. "O abate no Sul não vai diminuir, mas o Centro-Oeste tem ganhado competitividade sobre regiões como São Paulo", afirma. De acordo com Alves, mesmo com os problemas logísticos de Mato Grosso, produzir carne ali ainda é viável. "Como soja e milho têm os preços muito mais baixos que no Sul, o custo total da carne processada e colocada no porto compensa a desvantagem logística", afirma sem, contudo, revelar números. "As maiores taxas de crescimento de produção de aves e suínos estão no Centro-Oeste."

Tomando como base os preços sinalizados na sexta-feira pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço da saca de 60 quilos de milho no norte do Paraná era de R$ 24,90, ante R$ 18,36/saca em Sorriso (MT), uma diferença de 35,6%. O preço do farelo de soja em Ponta Grossa (PR) era de R$ 644,78 por tonelada, ante R$ 550/t em Lucas do Rio Verde (MT), ou 17% mais.

Castro Alves ressalta ainda que há uma tendência de aumento nos confinamentos e semiconfinamentos de gado por causa da perda de pastagens, o que tem se agravado nos últimos anos em Mato Grosso. "Essa prática de reforçar a alimentação do rebanho com grãos e farelos deve ganhar espaço entre os pecuaristas locais", afirma.

China

Embora exista forte potencial de agregação de valor à soja do Centro-Oeste, Rodrigo Feix, da Abiove, lembra que o principal cliente da soja em grão brasileira é a China e isso pode limitar a expansão do processamento não só no Estado como no País. "A China tem política muito clara de importação da matéria-prima e a exportação da soja em grão tende a acompanhar esse mercado", afirma.

Ele pondera que uma perspectiva positiva é a abertura do mercado chinês de carne suína. Plantas brasileiras habilitadas podem começar a exportar a partir de janeiro. "Se essa exportação se desenvolver satisfatoriamente haverá uma nova demanda de farelo e milho no mercado interno", diz.

Mas Castro Alves, da MBAgro, avalia que o mercado chinês para carnes deve demorar a ser desenvolvido. "É muito difícil dizer quando isso vai virar volume. Mas a bola está na marca do pênalti", diz. Com a demanda chinesa crescendo rápido, diz, o Brasil pode se beneficiar desse canal, mas não já.
Agência Estado
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/mt-exporta-menos-grao-e-mais-produto-agregado-de-soja


 
 
 
Indústria de máquinas segue negociando ações contra importados

SÃO PAULO - A Abimaq - entidade que representa a indústria nacional de máquinas e equipamentos - informou hoje que segue em negociações com o governo por medidas de defesa comercial.

O setor esperava por uma resolução ainda neste mês, mas o Planalto ainda não deu qualquer sinalização de que vai atender aos pedidos que visam colocar obstáculos para a entrada de 60 bens de capital mecânicos com competitividade abalada.
Durante apresentação à imprensa dos resultados da indústria de máquinas em setembro, o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, disse que algumas reuniões com membros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) foram realizadas nas últimas semanas, mas sem chegar a um resultado. As discussões se dão no âmbito da regulamentação da nova política industrial.

Segundo o executivo, alguns produtos estão chegando ao país com preços inferiores ao custo de produção dos fabricantes brasileiros. Uma saída para frear a concorrência desleal, segundo ele, seria fixar preços de referência no cálculo de tributos para as importações, instrumento da Receita Federal conhecido como valoração aduaneira.

De janeiro a setembro, as importações de máquinas e equipamentos no Brasil somaram US$ 21,98 bilhões, 20,7% a mais do que no ano passado. No período, o setor marcou déficit comercial de US$ 13,36 bilhões, montante que deve chegar a US$ 18,7 bilhões até o fim do ano, segundo estimativas da Abimaq.

As críticas da entidade se centram na crescente penetração dos competitivos produtos chineses no mercado brasileiro. Nos nove primeiros meses do ano, as vendas de máquinas e equipamentos da China ao Brasil cresceram 33,6%, somando US$ 2,99 bilhões, ou 13,6% do total importado.

Porém, os Estados Unidos e a Alemanha - principais fornecedores externos de máquinas ao mercado brasileiro - também estão expandindo agressivamente as exportações de bens de capital ao país. No caso das máquinas americanas, as importações subiram 25,6%, somando US$ 5,41 bilhões, enquanto as da Alemanha avançaram 43,7%, para US$ 3,1 bilhões.
Durante entrevista a jornalistas, Aubert Neto defendeu que outros fornecedores, além da China, poderão ocupar espaços no mercado doméstico se nenhuma atitude for tomada no sentido de defender a indústria nacional.

"Estamos perdendo mercado interno, e também mercado lá fora, mesmo nos setores em que tínhamos 100% de domínio", afirmou o presidente da Abimaq, que voltou a criticar os juros altos, o real valorizado e a pesada carga tributária, uma combinação a qual chamou de "tripé do mal":
(Eduardo Laguna Valor)
http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2011/10/26/industria-de-maquinas-segue-negociando-acoes-contra-importados.jhtm


 
 
 
Em Brasília, gaúchos pedem o fim de barreiras argentinas

Mayara Bacelar

MDIC/DIVULGAÇÃO/JC

Comitiva busca apoio para acabar com restrições que atingem principalmente calçados e móveisA continuidade da restrição argentina à entrada de produtos brasileiros no país, movimento que assola principalmente as indústrias calçadista e moveleira do Rio Grande do Sul, levou o governo gaúcho, parlamentares e empresários a pressionar a União a adotar medidas contra o vizinho. Reunidos em Brasília com o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Alessandro Teixeira, ouviram a promessa de que será dada continuidade à negociação "diária" com líderes argentinos na tentativa de reduzir o impacto às cadeias afetadas.

Para ganhar maior poder de barganha, um levantamento produzido pela Associação das Indústrias de Móveis do

Estado do Rio Grande do Sul (Movergs) e pela Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados) diagnosticando o volume de perdas ao Estado com as barreiras comerciais será produzido e enviado ao Mdic. A elaboração do documento foi acordada durante o encontro, com a proposta de dar mais um argumento ao governo brasileiro nas negociações com a Argentina.

Até agora, cerca de 3,4 milhões de pares de calçados não conseguiriam obter permissão para entrar em solo argentino. Os fabricantes já foram onerados com perda das vendas no Dia das Mães argentino, comemorado em outubro. O receio hoje é que a comercialização para o Natal também seja atingida. "O secretário Teixeira disse que passadas as eleições argentinas, o Brasil iria retomar as negociações com Buenos Aires de forma mais intensa para uma rápida solução nesse contingenciamento de milhões de pares ainda trancados", afirma o diretor-executivo da Abicalçados, Heitor Klein.

Apesar da esperança em ver o dilema das diversas exportadoras solucionado, o principal argumento apontado na reunião para que o governo brasileiro não adote medidas mais drásticas é que a balança comercial com a Argentina ainda é bastante favorável ao Brasil, com um saldo de aproximadamente R$ 7 bilhões. O cenário, que dificulta as negociações, porém, não pode ser aplicado ao Rio Grande do Sul e a setores que exportam aos vizinhos cisplatinos. De acordo com o deputado federal Ronaldo Zulke (PT-RS), que participou da audiência, enquanto o Rio Grande do Sul exporta ao país cerca de R$ 1 bilhão, as importações já estão na casa dos R$ 3 bilhões. "Isso exige uma mediação entre o que são os interesses do Estado e esse quadro mais geral do País", afirma.

Apesar de reconhecer que o saldo brasileiro nas vendas com a Argentina é um entrave para liberar a entrada de produtos naquele mercado, o parlamentar demonstra otimismo quanto à persistência do Mdic nas negociações. Ele lembra que o governo brasileiro, ainda que em menor medida, também está impondo restrições a produtos como balas, chocolates e automóveis argentinos.

As sanções brasileiras parecem não ter efeito sobre a cadeia moveleira. A conselheira da Movergs e vice-presidente regional da Fiergs, Maristela Cusin Longhi, calcula que mais de R$ 7 milhões em móveis produzidos no Estado estejam barrados, com licenças que levam, em médio, 136 dias para serem concedidas.

"Isso tem que ser resolvido de alguma forma, precisamos de uma interferência", reivindica Maristela. A dirigente afirma que uma das questões priorizadas durante a reunião em Brasília é a falta do posicionamento argentino em cumprir os acordos comerciais, que segundo ela, não pode ser encarado como um problema pontual.

Em encontro na Argentina, governo local afirma que vai cumprir cota de 15 milhões de pares por ano

O embargo argentino aos produtos brasileiros não foi motivo de agenda apenas no Brasil nesta terça-feira. Deputados do Vale do Sinos foram a Buenos Aires em um encontro emergencial com membros do Ministério da Indústria local. Giovani Feltes (PMDB), João Fischer (PP) e Lucas Redecker (PMDB) foram recebidos pelo diretor de política comercial externa do governo Cristina Kirchner e pelo diretor do Mercosul do ministério industrial argentino. Como resultado do encontro, a promessa de que até o fim deste ano a cota de 15 milhões de pares brasileiros que ingressam no país a cada ano deve estar nas prateleiras do comércio portenho.

O deputado Giovani Feltes revela que "passado o episódio eleitoral, a situação pode, pelo menos, voltar ao normal". Ainda assim, Feltes explica que outras demandas argentinas junto ao governo brasileiro podem interferir nas negociações, principalmente nas cadeias láctea e vinícola. "Eles são sensíveis ao fato de que a indústria calçadista emprega de forma intensiva mão de obra, porém, as coisas têm que ser analisadas num contexto maior", observa. Ou seja, a vantagem brasileira na balança comercial é um empecilho às liberações dos produtos gaúchos.

O parlamentar afirma que apesar da compreensão com a indústria gaúcha, os calçados não estão no centro da estratégia do comércio bilateral, e que os argentinos estão levando em conta outros fatores e setores para arquitetar os próximos passos. "A situação que nos colocaram é que o Brasil é um mercado importante para a indústria argentina, assim como eles para nós, mas isso tem que ser contextualizado", sintetiza. (MB)

Encerramento das eleições pode não ser solução final para entraves

As eleições argentinas serviram como justificativa para o aperto à concessão de licenças aos produtos brasileiros. Na tentativa de emplacar sua reeleição, o governo de Cristina Kirchner estaria se utilizando do embargo para equilibrar as contas entre os dois países. Passado o período eleitoral e reeleita a presidente, a expectativa é que as negociações afrouxem a entrada de calçados, móveis e máquinas agrícolas na Argentina.

O deputado estadual Luis Lauermann (PT) é um dos representantes presentes à audiência com o secretário-executivo do Mdic, Alessandro Teixeira, que acredita na tese. "Esperamos que esse processo de eleição definido contribua para a resolução da negociação", diz. Ainda assim, o parlamentar defende que o governo brasileiro deve agir com mais dureza. "Do contrário, a Argentina fará o que faz há muito tempo, desrespeitando os acordos e não cumprindo com as regras do comércio internacional", acrescenta.

Mesmo vislumbrada pelos representantes brasileiros, a resolução do impasse comercial pode não ser solucionada com o fim do pleito argentino. Estudo desenvolvido pela consultoria argentina Abeceb aponta que além de não amenizar a restrição à entrada de artigos brasileiros, a reeleição de Cristina Kirchner pode acentuar o entrave. Isso porque os principais fatores conjunturais continuam a desfavorecer o país vizinho, que deve intensificar as barreiras para proteger seu mercado.

Um dos motivos apontados pela Abeceb é a relação entre o câmbio e os custos de produção na Argentina. A valorização do real compensava o aumento dos custos internos daquele país. Com a desvalorização do real e produtos brasileiros mais competitivos no mercado vizinho, as fronteiras devem se fechar ainda mais. "A interrupção do processo de valorização do real também vai pressionar negativamente o intercâmbio industrial, ampliando o déficit industrial bilateral", destaca o levantamento. (MB)
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=76913





Cooperativas exportaram 35,5% a mais este ano

Agência Brasil

BRASÍLIA – As exportações feitas por cooperativas acumulam divisas de US$ 4,6 bilhões de janeiro a setembro deste ano, um crescimento de 35,5% em relação às vendas externas do setor no mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas exportações de US$ 3,4 bilhões.

A informação divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostra também que as importações feitas por cooperativas, no período, foram pequenas, na faixa de US$ 300 milhões. Como resultado, o saldo comercial do setor corresponde a 93,4% das vendas, no total de US$ 4,3 bilhões, ou 43,3% a mais que o saldo de US$ 3 bilhões em igual período de 2010.
Ao tomar conhecimento dos números, o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, ressaltou que a tendência é o setor manter o ritmo crescente das exportações, de modo a somar vendas externas de US$ 6 bilhões este ano. Resultado, segundo ele, de uma visão focada na gestão profissional do negócio.

De acordo com dados da OCB, as maiores exportações das cooperativas, de janeiro a setembro, foram do complexo sucroalcooleiro (US$ 1,7 bilhão), equivalentes a 37,7% do total. Merecem registro também as vendas do complexo soja (US$ 1,1 bilhão), café em grão (US$ 534 milhões), carne de frango (US$ 397,3 milhões) e trigo (US$ 241,5 milhões). Esses cinco itens respondem por 85,5% das exportações do sistema cooperativista.

Os estados com maior participação de cooperativas nas exportações deste ano foram São Paulo (34,1% dos negócios), Paraná (33,8%), Minas Gerais (12,2%), Rio Grande do Sul (6,9%) e Santa Catarina (4,6%). E os principais mercados compradores foram a China (US$ 601,5 milhões), os Emirados Árabes (US$ 465,5 milhões), os Estados Unidos (US$ 385,2 milhões) e a Alemanha (US$ 360,9 milhões).
http://www.dci.com.br/Cooperativas-exportaram-35_5_-a-mais-este-ano-6-395920.html




Suzano registra alta de 27,82% nas exportações


Por André Magnabosco

São Paulo - Após registrar crescimento médio de exportações na casa dos 10% por dois meses consecutivos, a Suzano Papel e Celulose voltou a apresentar resultado mais expressivo de vendas em setembro. Segundo dados divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a companhia brasileira exportou US$ 113,720 milhões no mês passado, volume 27,83% superior ao do mesmo período de 2010.

A alta, entretanto, é fundamentada na fraca base de negócios registrada naquele mês, quando os negócios ficaram abaixo de US$ 90 milhões. Tanto que o volume de negócios do mês passado é o pior dado mensal da companhia deste abril deste ano, quando as vendas externas somaram US$ 109,391 milhões.

No acumulado de janeiro a setembro, as exportações alcançaram US$ 1,074 bilhão, acréscimo de 15,19% ante o mesmo intervalo do ano passado. A Suzano aparece na 30ª posição entre os maiores exportadores do País.

Fibria

No ranking elaborado pela Secex, a Fibria também tem participação de destaque. Maior fabricante mundial de celulose de eucalipto branqueada, a companhia ocupa a 21ª posição do levantamento, com exportação total de US$ 1,291 bilhão. O resultado representa expansão de 19,20% em relação ao mesmo intervalo de 2010.

Em setembro, as exportações da companhia, cujo balanço do terceiro trimestre foi divulgado nesta quarta-feira, somaram US$ 156,257 milhões, incremento de 19,59% em relação ao mesmo período do ano passado.
Agência Estado
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/suzano-registra-alta-de-27-82-nas-exportacoes


 
 
 
Exportações da BRF somam US$ 3,571 bilhões até setembro


Número representa alta de 9,9% ante mesmo período de 2010

As receitas com exportações da BRF - Brasil Foods, somando os resultados das vendas externas de BRF (antiga Perdigão) e Sadia, atingiram US$ 3,571 bilhões no ano até setembro, alta de 9,9% ante os US$ 3,249 bilhões obtidos nos nove primeiros meses de 2010, segundo dados divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Com o resultado, a companhia se mantém na quarta posição no ranking das 40 principais exportadoras brasileiras, ficando atrás de Vale, Petrobras e Bunge Alimentos, e segue líder entre as empresas do segmento de proteínas do País. Embora a união de BRF e Sadia tenha sido aprovada, com restrição, em 13 de julho, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Secex ainda divulga os resultados das companhias separadamente.

Até setembro, a BRF (antiga Perdigão) exportou US$ 1,788 bilhão, alta de 12,92%, ocupando a 11ª posição na lista, enquanto a Sadia, no mesmo período, teve receita de US$ 1,783 bilhão, aumento de 7,05%. A JBS teve receita cambial de US$ 1,945 bilhão entre janeiro e setembro, alta de 59,41% na comparação com o US$ 1,220 bilhão obtido no mesmo período do ano passado. Na lista das 40 maiores exportadoras do País, a empresa aparece em 9º lugar.

Já a Seara Alimentos, adquirida pela Marfrig no início de 2010, aparece na 23ª colocação no ranking, com US$ 1,195 bilhão. O resultado é 56,64% maior do que os US$ 763,353 milhões do acumulado de 2010 até setembro. Em agosto, o Cade aprovou a compra da Seara pela Marfrig, mas a Secex, assim como no caso de BRF, divulga os dados das duas companhias separadamente.

Em setembro, os números da Marfrig não apareceram na lista das 40 maiores exportadoras do País. Na análise dos números de setembro ante o mesmo mês do ano passado, a receita cambial da BRF, incluindo a da Sadia, somou US$ 336,286 milhões, queda de 10,9% com relação aos US$ 377,393 milhões de setembro de 2010. Somente a Sadia exportou US$ 168,784 milhões, recuo de 10,55% na mesma base de comparação. A BRF teve receita cambial de US$ 167,502 milhões, diminuição de 11,24%. As receitas com exportação da JBS totalizaram US$ 215,376 milhões em setembro, alta de 16,97%, e as da Seara, US$ 139,081 milhões, aumento de 51,99%.
http://economia.ig.com.br/empresas/exportacoes-da-brf-somam-us-3571-bilhoes-ate-setembro/n1597326603746.html







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