LEGISLAÇÃO

quarta-feira, 13 de abril de 2011

COMÉRCIO EXTERIOR - 13/04/2011

Frigoríficos brasileiros são habilitados na China
O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, informou hoje,de Pequim, que a China habilitou três unidades frigoríficas para vender ao país asiático.
Ele disse ainda não saber quais, mas comemorou a abertura do mercado para a carne suína do Brasil, anunciada hoje. "Foi uma ruptura. Estávamos com dificuldade de abrir a China e a atuação da presidente Dilma Rousseff foi fundamental para que avançássemos nas negociações", afirmou o executivo, sobre a viagem da presidente ao país. Camargo, que acompanha a missão comercial brasileira, disse esperar que as exportações "comecem imediatamente".
O pleito inicial do setor era habilitar 26 unidades, que representariam vendas de cerca de 200 mil toneladas de carne suína em três a cinco anos. "O que foi autorizado agora está muito longe do que queríamos inicialmente. Mas as exportações brasileiras de aves e bovinos também começaram assim e estão aumentando com o tempo", disse o presidente da Abipecs. "Espero em um ano ter 20 unidades habilitadas e, em três anos, 26 frigoríficos, para atingirmos as mais de 200 mil toneladas embarcadas no período citado", declarou.
A China é o maior consumidor de carne suína do mundo, sendo responsável por metade da demanda. No entanto, quase todo o consumo de 50 milhões de toneladas é suprido pela produção local. De acordo com previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país asiático deverá importar cerca de 480 mil toneladas em 2011, o que indica um incremento de cerca de 15% ante o ano passado.
Agência Brasil



Acordo pode manter fábrica da Embraer na China

Um acordo entre Brasil e China pode evitar o fechamento da fábrica da Embraer em Harbin. A expectativa foi confirmada pelo embaixador do Brasil na China, Clodoaldo Hugueney, que confirmou que um acordo permitirá a produção do jato executivo Legacy pela fábrica no país asiático, o que salvaria as operações da Embraer na China.

O governo brasileiro também quer a garantia de que os contratos fechados entre Embraer e empresas aéreas chinesas sejam cumpridos, com a concessão das licenças de importação pela China.

A empresa brasileira é parceira da estatal Aviation Industries of China (Avic) desde 2002 e produzirá, ainda em abril, a última unidade do modelo para o qual tem licença de fabricação, o ERJ-145, aeronave comercial de 50 lugares cuja demanda na China e no mundo despencou nos últimos anos. Sem licença para fabricar outro modelo mais competitivo, a fábrica corria o risco de ficar ociosa e fechar as portas em breve.

Apesar de ainda não ter confirmado o acordo, a Embraer informou que é relativamente "fácil" readaptar a linha de produção, e fazer com que passe a fabricar o jato executivo Legacy 600-650 (dois modelos que devem ter demanda na China), uma vez que este tipo de aeromodelo pode usar a mesma plataforma do ERJ-145.

O acordo é um dos principais temas da viagem de Dilma Rouseeff à China. Antes mesmo de deixar o Brasil, a presidente concedeu entrevista exclusiva à agência estatal chinesa Xinhua, insistindo na necessidade de reciprocidade na relação entre China e Brasil.

Segundo o embaixador brasileiro, a Embraer também obteve autorização para a liberação da venda de dez aviões do modelo 190, que custa US$ 43 milhões, com a possibilidade de novos pedidos.
Segundo a Embraer, o ERJ-145 é vendido por US$ 22 milhões, e começou a ser produzido na metade da década de 90, mas sua demanda foi afetada, entre outras coisas, por custos fixos mais elevados, como o aumento do preço dos combustíveis. Já os modelos do Legacy, bem menor, com 13 assentos, e seu preço varia, entre US$ 28 milhões (o Legacy 600) e US$ 31 milhões (o Legacy 650).
Soja
O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) também comemorou o investimento de US$ 4 bilhões para implantação, em Barreiras (BA), de um pólo de processamento de soja pelo Chongqing Grain Group. A oficialização ocorrerá durante a visita da delegação do governo a Pequim.
AEL
A subsidiária no Brasil da israelense Elbit Systems e principal subcontratada da Embraer Defense and Security para o contrato de atualização de jatos da Força Aérea Brasileira, a AEL, informou fechado contrato com a Embraer para a atualização de onze aeronaves F-5. O valor chega a US$ 85 milhões e chegará até 2013.
O projeto incluirá serviços de engenharia e a entrega de todos os sistemas de equipamentos, incluindo computador de missão, sistemas de telas, radar, administração de munição, entre outros.
http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=93494

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