LEGISLAÇÃO

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

PORTOS E LOGÍSTICA - 11/08/2011

Terminais privativos são destacados como alternativa de crescimento para o setor portuário
O investimento em terminais privativos de uso misto é uma alternativa para um país que deseja crescer no setor portuário, afirmou o coordenador do Comitê de Portos da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Osmari Castilho Ribas durante a terceira audiência pública da Subcomissão de Portos e Vias Navegáveis da Câmara, realizada na tarde desta terça-feira, em Brasília. No entanto, Ribas também destacou a dificuldade de financiamento para interessados em investir nesses terminais.

A falta de pessoal para atuar em portos, aeroportos e pontos de fronteira foi destacada pelos representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Receita Federal. O gerente geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados da Anvisa, Paulo Biancardi Coury, ressaltou a diminuição de seu efetivo nos últimos anos como grande fator dificultante na ação do órgão. Segundo ele, no ano de 2005, 1.600 funcionários atuavam na nas fronteiras brasileiras, atualmente são 1.104 funcionários. A agência segue, de acordo com o gerente, na contra-mão do desenvolvimento do país. "Peço a Deus que não aconteça nenhum surto como a Influenza, pois não temos pessoal para isso" declarou Coury.

O coordenador geral da Administração Aduaneira da Receita Federal, Dário da Silva Brayner Filho, disse que a Aduana teve que mudar alguns procedimentos na tentativa de agilizar suas operações, pois o modelo antigo não era possível com o efetivo atual.

A necessidade de investimentos na navegação brasileira de longo curso foi destaca pelo presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), Bruno Rocha Lima. Segundo ele, todo o comércio exterior brasileiro é feito por navios de bandeiras estrageiras.

Fechando o encontro, o diretor do Departamento de Programas de Transportes Aquaviários da Secretaria de Gestão dos Programas de Transportes do Ministério dos Transportes, Luziel Reginaldo de Souza destacou o trabalho do órgão na revitalização de portos fluviais no interior do Brasil, principalmente na região amazônica.

Para o presidente da Subcomissão, deputado Alberto Mourão (PSDB/SP) a terceira audiência pública foi mais uma oportunidade de ouvir todos os setores envolvidos no funcionamento do setor portuário. “Para que a economia do País se desenvolva, precisamos diagnosticar os problemas conversando com representantes do setor portuário, fazendo uma análise mais profunda dos problemas existentes”.
A Tribuna




Agendamento de chegada reduz fila de caminhões em portos
O Porto de Rio Grande, no Sul do estado gaúcho, decidiu inovar e tomou uma medida que facilita o trabalho nas instalações portuárias. Durante a safra de 2011, principalmente no período de abril a julho, os responsáveis por caminhões carregados de grãos agendaram a chegada aos terminais para diminuir as filas na BR-392 e reduzir o fluxo de veículos nas rodovias de acesso ao município.
Neste ano, até o momento, 70% das 6,6 milhões de toneladas de cargas transportadas por cooperativas e cerealistas chegaram ao porto com horário marcado. "Nós queremos facilitar este processo, proporcionar uma safra mais segura, rápida e objetiva aos produtores, caminhoneiros e à comunidade", explicou à Agência CNT de Notícias o superintendente do porto, Dirceu Lopes.
Para os motoristas que não conheciam a mudança, outra solução foi adotada. O porto construiu amplos estacionamentos, fora da rodovia, para a parada dos caminhões e futuro agendamento. Durante o pico da safra, até 10 mil caminhões circulam pela região todos os dias. "Problemas como engarrafamentos e roubos de cargas precisavam ser resolvidos e isso foi possível com esse trabalho", destacou Lopes.

Segundo ele, diante da experiência positiva deste ano, a intenção para 2012 é exigir o agendamento para todas as cargas da safra escoadas a partir do porto, inclusive as que são enviadas pelos produtores autônomos. "Queremos diagnosticar como são feitos os processos, identificar os fornecedores, estabelecer regras para o agendamento e trabalhar com logística", afirmou.

Integração

A decisão foi tomada em conjunto por representantes de todos os setores interessados - órgãos de segurança, governo e sindicatos, por exemplo. "A união mostrou que é possível buscar saídas que favoreçam o transporte e permitam mais agilidade ao processo de logística portuária", avaliou Lopes. A ideia, adianta, é ampliar o trabalho para outras cargas, além dos grãos escoados pela safra.
A Tribuna OnLine




São Sebastião volta a embarcar veículos
Após três anos, o Porto de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, retomou a movimentação de veículos. Para isso, a Companhia Docas investiu R$ 1,2 milhão em obras de infraestrutura no pátio 2, local onde são feitas as operações de embarque e desembarque de automóveis. Os recursos foram destinados pelo Estado.

Apenas no mês passado, 3.250 carros passaram pelo Porto, entre importações e exportações para a Argentina. Nesta terça, foram feitos o embarque de duas mil unidades da Fiat e da Volkswagen e o desembarque de 2.300 veículos da Fiat para o mesmo país. A operação levou cerca de 18 horas.Acarga é levada a bordo do navio Grande Spagna, que deveria deixar o Porto na madrugada de hoje.

A princípio, apenas a Fiat e a Volks estão operando veículos em São Sebastião. Porém, outras empresas, como a Nissan, a Ford e a General Motors (GM), já demonstraram interesse, garantiu o presidente da Docas, Casemiro Tércio Carvalho, satisfeito com o retorno da atividade, que durante alguns anos teve números significativos no complexo. “As montadoras têm nos procurado e estamos nos sentindo confortáveis, queremos atender esse mercado”, destacou.
A Tribuna



Mais uma ação de piratas na Amazônia
Uma embarcação com 150 pessoas a bordo foi atacada por seis piratas entre domingo e a madrugada desta segunda-feira na região da boca do Anamã, no rio Solimões, informou a Polícia Militar do Amazonas.

Armados com espingardas e rifles, piratas dominaram a tripulação por cerca de cinco horas. Por volta das 3h da madrugada de hoje eles fugiram em uma voadeira (canoa com motor de popa) que dava suporte ao grupo. Não houve feridos.

Segundo a polícia, os passageiros e tripulantes foram obrigaram a tirar as roupas e a entregar joias, dinheiros, notebooks e telefone celulares aos bandidos.
Os piratas deixaram os passageiros e tripulantes, incluindo o Comandante, amarrados no porão da embarcação. “Eles bateram em muita gente e amarraram todos no porão, foi uma coisa que nunca vi na minha vida”, disse o Comandante do navio Fênix em depoimento, Antônio Ademar Souza da Silva.
O Comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, Coronel Fabiano Bó, disse que a embarcação Fênix partiu do porto de Tefé (525 quilômetros de Manaus) na manhã de sábado com destino a Manaus. Fez escalas nas cidades de Coari e Codajás.

Segundo ele, os assaltantes, que estavam a bordo, se disfarçaram de passageiros. Eles embarcaram em Coari, segundo a polícia. Outros dois estavam na voadeira, que seguia a embarcação pelo rio Solimões.

O Coronel Fabiano Bó afirmou que um passageiro conseguiu avisar a polícia. O barco Fênix foi encontrado a deriva na região da ilha do Ajaratuba, distante a duas horas de barco da cidade de Manacapuru (80 quilômetros de Manaus). Uma equipe da polícia escoltou o barco até o porto de Manacapuru.

Em junho, um outro ataque de piratas foi registrado em embarcação no rio Negro, próximo à cidade de Novo Airão, no Amazonas. Em julho, na ilha de Marajó, no Pará, uma mulher foi morta em outro ataque.
Portal Naval




Vale e Gerdau estudam fazer trilhos no país
A Vale estuda montar uma usina em Governador Valadares (MG) com capacidade para produzir 500 mil toneladas anuais de trilhos destinados a abastecer suas próprias ferrovias e o mercado em geral. Atualmente, todos os trilhos utilizados no país são importados. Além da Vale, a Gerdau examina a viabilidade de produzir trilhos aproveitando o laminador de perfis que possui na usina siderúrgica de Ouro Branco (MG), a Açominas.

O Brasil não produz trilhos desde 1996, quando a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) desativou seu laminador de perfis em Volta Redonda (RJ) por falta de demanda. Com a retomada dos projetos de expansão, o assunto voltou a entrar em pauta.
Portos e Navios

 


Porto do Açu atrai fábrica alemã com encomendas de US$ 1,1 bilhão
A LLX Logística anunciará em setembro o nome da montadora de motores, bombas e compressores a diesel que irá se instalar na área industrial do Super porto do Açu. "Pelo fato de o estaleiro OSX ser um grande montador de navios gigantes, que dependente de vários componentes, vamos induzir essa indústria", afirma o empresário Eike Batista. Ele não revela o nome da empresa, adianta apenas que é de origem alemã. Segundo Batista, a companhia venceu concorrência no valor de US$ 1,1 bilhão em fornecimento de motores para as empresas do grupo EBX que irão ocupar o Açu (MPX,OGX e OSX).

Será a primeira indústria do polo metal-mecânico do Açu, espaço criado pela LLX para atender a demanda por equipamentos do complexo. Segundo a companhia, 60 empresas negociam ocupar partes dos blocos industriais do Açu (automotivo, metalmecânico, mineração, naval, siderurgia e tecnologia). O complexo prevê atrair US$ 40 bilhões em aportes de fábricas a partir de 2012, quando começará a operar, após R$ 3,4 bilhões já investidos pela EBX na construção do Açu.
NN A Mídia do Petróleo

 

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