LEGISLAÇÃO

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

GREVE E OPERAÇÃO PADRÃO





AGU estuda medidas para manter serviços essenciais da Anvisa em portos

A Advocacia-Geral da União informou nesta quinta-feira que está “analisando a medida judicial cabível para garantir o quantitativo mínimo de servidores para continuidade dos serviços essenciais da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]”, cuja greve dos servidores tem afetado a movimentação dos principais portos do país.

A AGU informou que está monitorando a situação, mas que ainda não há prazo definido para eventual provocação judicial. E destacou, por meio de nota, que a orientação do governo federal está explicitada no decreto presidencial nº 7.777, que “tem o objetivo de assegurar serviços públicos federais essenciais e inadiáveis em período de greve”.

Pelo decreto, os ministros de Estado poderão promover nos órgãos em que ocorrer greve, mediante convênio, o compartilhamento da execução da atividade ou serviço com Estados, Distrito Federal ou municípios.

Na quarta-feira, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) entrou na Justiça Federal de Itajaí com dois pedidos de liminares na tentativa de garantir o desembaraço aduaneiro de importações e exportações no porto da cidade catarinense, prejudicado pela greve dos servidores da agência reguladora e pela operação-padrão dos auditores da Receita Federal.

Procurada pelo Valor, a Secretaria de Portos ainda não se manifestou.

Valor Econômico 





Operação em portos terá ajuda de Estados para liberar mercadorias

A avaliação do governo é que a greve dos servidores da Anvisa é "quase total" nos portos, e a posição da presidente Dilma Rousseff, que está sendo informada sobre a situação por boletins de hora em hora, é de endurecer com os grevistas.

"A decisão da presidente é não negociar e acionar os Estados para garantir os serviços", disse à Folha o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele afirmou que a AGU (Advocacia-Geral da União) também foi chamada para conseguir, na Justiça, o funcionamento dos portos.

Segundo ele, já foram feitos convênios com São Paulo, governado pela oposição (PSDB), e com Espírito Santo, Paraná e Goiás, onde há o chamado "porto seco", de redistribuição de mercadorias.

O governo vem monitorando a paralisação e produzindo relatórios de hora em hora, mas houve divergências entre os balanços da Saúde e da Secretaria de Portos sobre os serviços de fato atingidos.

Dilma se reuniu, no início da tarde de ontem, com o ministro Leônidas Cristino (Portos) e com a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para uma avaliação dos impactos da greve. Telefonou para Padilha em tom de cobrança.

A versão do ministro da Saúde para a presidente foi a de que as greves da Anvisa e também da Receita Federal estavam atingindo principalmente a vistoria de cargas, mas não o ancoramento dos navios nos portos. Segundo ele, a versão entregue à presidente estava ultrapassada.

Padilha acrescenta que parte da paralisação dos serviços nos portos independe das greves, pois é resultado de gargalos da infraestrutura portuária brasileira.

ONDA DE GREVES

O governo vive uma onda de greve de servidores públicos em quase 30 setores diferentes e só se dispôs a efetivamente negociar, até agora, com os professores das universidades federais --que mantiveram o movimento.

Do gabinete de Padilha, no quinto andar do Ministério da Saúde, os funcionários ouvem o dia inteiro um som bastante alto com refrões adaptados de músicas populares, como "Índia", do humorista e agora deputado federal Tiririca, e "Sociedade Alternativa", de Raul Seixas.

O Planalto analisa que as greves vão continuar ao longo deste mês, até o fim do prazo para a apresentação do projeto de lei do Orçamento de 2013 ao Congresso.

Folha de São Paulo 






Auditores continuam aprovando acirramento da mobilização
Aline Matheus   
Sessenta e cinco DS (Delegacias Sindicais) e 13 representações já encaminharam os resultados da Assembleia Nacional realizada na quarta-feira (1º/8). Ao todo 2.638 votos foram computados na segunda parcial, e os Auditores-Fiscais da RFB (Receita Federal do Brasil) continuam aprovando a realização de um Dia de Protesto Fora da Repartição como resposta ao Decreto 7.77/12 e à Portaria MF (Ministério da Fazenda) nº 260/12. 
A maioria absoluta dos Auditores (99,96%) está aprovando o indicativo 1, que repudia a edição das normas que visam a desmobilizar a categoria. A proposta de paralisação fora da repartição na zona secundária e operação-padrão na zona primária com assembleias semanais (indicativo 2) está sendo rejeitada por 70,44% da Classe.
Caso esta proposta fosse aprovada, 84,24% dos filiados optariam pela manutenção da forma atual, com operação-padrão na zona primária e crédito zero na zona secundária, nas segundas e sextas-feiras, e fora da repartição nas terças, quartas e quintas-feiras (indicativo 3/b).
Mas, 98,21% dos votantes demonstram querer o acirramento do movimento na forma atual, com operação-padrão e crédito zero até que o Governo se disponha a uma negociação efetiva sobre os pontos de pauta já apresentados (indicativo 4).
Além disso, 75,51% dos Auditores estão deliberando pela realização do Dia de Protesto Fora da Repartição, em 8 de agosto, na zona secundária, com manutenção da operação-padrão na primária (indicativo 5).
Por fim, o indicativo 6 está sendo aprovado por 94,06% dos votos. Ou seja, a Classe autoriza a utilização dos recursos do Fundo de Mobilização para custear despesas com a Campanha Salarial 2012, relativas a ações estritamente relacionadas à mobilização da categoria em caráter geral, tais como realização de atos públicos e demais eventos que requeiram deslocamentos de pessoal, bem como a infraestrutura para tal.
Ao longo da sexta-feira (3/8) novos números relativos à Assembleia serão divulgados.
Sindifisco  - Boletim Informativo - Ano III Nº 717, 3/8/2012



Mais de mil caminhões aguardam fiscalização em Uruguaiana
Rodrigo Oliveira   
A operação-padrão realizada pelos Auditores-Fiscais da RFB (Receita Federal do Brasil) nas unidades localizadas em zona primária tem impactado na velocidade de liberação de cargas e mercadorias em portos e aeroportos em todo o Brasil. Só no Porto Seco de Uruguaiana (RS), são mais de mil caminhões a espera da finalização dos procedimentos de desembaraço.
De acordo com o Auditor-Fiscal RenatoTerroso Lopes - lotado em Uruguaiana, até a tarde da quinta-feira (2/8), o estacionamento de caminhões no pátio do Porto Seco local estava com todas as mais de 700 vagas tomadas e outros 300 veículos aguardavam do lado de fora. "Os caminhões que não conseguem lugar no pátio recebem senhas e esperam pela fiscalização em outro lugar", explica o Auditor.
Vale lembrar que a situação em outras localidades também está crítica em função do protesto dos Auditores. A operação-padrão da Classe foi iniciada em 18 de junho deste ano, após mais de 18 meses de tentativas de negociação não correspondidas pelo Governo. Ao todo, foram 19 reuniões sem que o Executivo apresentasse uma só contraproposta às demandas da categoria.
Sindifisco  - Boletim Informativo - Ano III Nº 717, 3/8/2012


CRÉDITO ZERO
Números da Fiscalização comprovam a eficácia da mobilização

Cristina Fausta   
Em doze dias, a mobilização dos Auditores-Fiscais da RFB (Receita Federal do Brasil) completará dois meses de operação-padrão na zona primária e crédito zero na secundária. Os 46 dias de atividades reivindicatórias no setor de fiscalização já apresentam resultados importantes quando comparados aos números de igual período de 2011.
Segundo dados da Coordenação-Geral de Fiscalização da RFB, os resultados dos créditos constituídos de janeiro a julho deste ano tiveram uma queda da ordem de R$ 7 bilhões, quando comparados a igual período do ano anterior, sendo quase R$ 6 bilhões de PJ (Pessoas Jurídicas) diferenciadas (grandes contribuintes) e pouco mais de R$ 1 bilhão das demais pessoas jurídicas. 
Assim, em termos percentuais, a redução atingiu 16% no acumulado do ano, lembrando que o movimento foi iniciado a partir do dia 18 de junho. Se for considerado somente o mês de julho, ano passado, os créditos constituídos somaram R$ 5,5 bilhões. Esse ano, os números despencaram, totalizando apenas R$ 2,8 bilhões, uma queda significativa de quase 50%.
É importante destacar que as atividades só voltarão à normalidade depois que o Governo Federal se voltar para as revindicações da Classe, que está em Campanha Salarial há um ano e meio sem nenhuma resposta do Executivo. Os Auditores-Fiscais já demonstraram que há disposição para lutar pela valorização do cargo, mesmo diante da arbitrariedade da presidente Dilma Rousseff, que preferiu editar normas inconstitucionais para por fim ao movimento da Classe, a negociar. 
A decisão está nas mãos do Governo. Quanto maior for o tempo de mobilização, maior será o impacto negativo, que já afeta o Comércio Exterior, os gerencias da Fiscalização e, consequentemente a Arrecadação Federal de 2012. Se o movimento continuar retirando cifras da ordem de R$ 3 bilhões dos cofres públicos ao mês, até o final do ano, os reflexos na arrecadação serão irreversíveis.
A edição do Decreto 7.777/12 e da Portaria MF (Ministério da Fazenda) nº 260 deram ainda mais força ao movimento. Auditores-Fiscais em cargos de chefia estão abrindo mão de seus postos, a fim de se proteger dos riscos previstos nas normas, e a categoria não recuou diante das ameaças do Executivo. A tendência é que, diante de tal truculência do Governo, os gerenciais de fiscalização continuem em queda até que haja alguma contraproposta à Classe.
Sindifisco  -Boletim Informativo - Ano III Nº 717, 3/8/2012




Operação-padrão nas aduanas pode se intensificar, diz Sindifisco

O secretário-geral do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), Ayrton Eduardo de Castro Bastos, afirmou que a operação-padrão nas aduanas deve se intensificar e os procedimentos internos na Receita tendem a ser reduzidos nos próximos dias.

Na quarta-feira (8), os auditores fiscais das chamadas zonas secundárias, que trabalham na parte burocrática da Receita, devem fazer paralisação de 24 horas para participar de um grande ato de protesto de diferentes categorias de servidores, em Brasília. Todas essas ações ainda precisam ser oficializadas, mas consideradas como indicativos com mais chances de serem aprovados depois de uma assembleia dos auditores fiscais realizada na quarta-feira. O resultado oficial deve ser conhecido sexta-feira.

Contra a Anvisa

O diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima e Atividades Afins do Estado do Rio de Janeiro (SindaRio), Luiz Antônio Carvalho, disse que o advogado da entidade iria despachar com a juíza da 20ª Vara da Justiça Federal no Rio de Janeiro para pedir que a magistrada notificasse o posto da Anvisa, no porto do Rio, que não estaria cumprindo decisão judicial concedida no fim de julho. "Nossa avaliação é que a decisão judicial está sendo descumprida", disse Carvalho.

A decisão obtida pelo SindaRio determinou que fosse garantida a continuidade da prestação do serviço pela Anvisa, com o estabelecimento de uma escala de plantão com pelo menos dois funcionários. Carvalho disse que na quarta-feira havia dez navios aguardando fora da Baía de Guanabara para atracar no porto do Rio. O navio há mais tempo na fila chegou ao Rio no dia 29 de julho.

Carvalho disse que o SindaRio não tem recebido queixas dos associados em relação à liberação de cargas, operação que costuma envolver vários órgãos, entre os quais a Receita Federal, cujos auditores estão trabalhando, desde junho, em regime de operação-padrão.

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