O acordo firmado entre oito Estados e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com objetivo de encerrar a greve geral da categoria não terá reflexos no Amazonas. Os servidores locais irão manter a paralisação, iniciada no dia 16 de julho. As principais reivindicações dos servidores são equiparação salarial com outras carreiras e reposição das perdas salariais desde 2008.
Segundo o Sindicato das Agências Reguladoras (Sinagências), na próxima segunda-feira, a categoria irá realizar uma assembleia geral para fazer uma avaliação da greve no Estado, mas uma possível retomada nos trabalhos foi descartada. “Não fechamos nenhum acordo com o governo e nossa paralisação está mantida firme por tempo indeterminado”, conta Altemir Calazans, diretor de Políticas do Sinagências.
Atualmente, apenas dois fiscais se revezam na fiscalização de todos os portos e grandes terminais da cidade. Em período normal, o número é de sete servidores. Na semana passada, seis embarcações carregadas com produtos como petróleo e matéria-prima para o Polo Industrial de Manaus (PIM), vindas de outros portos brasileiros e do exterior, tiveram a fiscalização atrasada devido à greve.
O material só foi liberado no início dessa semana pelos fiscais que estão trabalhando, atendendo à cota de 30%. “Estamos dando prioridade a cargas, como combustível e material perecível. Esta semana seis embarcações foram liberadas com atraso, e não descartamos uma situação mais complicada na próxima semana”, alerta o sindicato.
A fiscalização da Anvisa é fundamental para fazer o controle sanitário e garantir a circulação das mercadorias que entram em Manaus. Conforme o Sinagência, a Anvisa no Amazonas conta com apenas 25 funcionários, dos quais 60% estão de braços cruzados por conta da adesão à greve dos servidores federais.
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