LEGISLAÇÃO

quarta-feira, 4 de julho de 2012

COMÉRCIO EXTERIOR - 04/07/2012




Paraná estreita relações comerciais com o Canadá

Carta de intenções entre Fiep e GTMA favorece intercâmbio tecnológico e promoção comercial. Missão empresarial canadense vem à Fiep em outubro

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) assinou na última sexta-feira (29) uma carta de intenções com o Greater Toronto Marketing Alliance (GTMA), entidade que representa a chamada Greater Toronto Área (GTA), maior região metropolitana do Canadá, com mais de 6 milhões de consumidores e 100 mil empresas.
O documento, que estabelece uma aliança entre as duas instituições para intercâmbio tecnológico e promoção comercial, foi assinado pelo vice-presidente da Fiep e coordenador do Conselho Temático de Comércio Exterior, Rommel Barion, e pelo vice presidente da GTMA, Gerald Pisarzowski. Uma das primeiras ações desta nova etapa nas relações entre a Fiep e a GTMA é a vinda de uma missão empresarial do Canadá ao Paraná em outubro próximo.
A assinatura da carta de intenções vem coroar um trabalho que se iniciou em 2010 com a prospecção da GTMA de negócios no Paraná. Na ocasião, o Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiep promoveu uma apresentação do potencial econômico e das oportunidades comerciais do Estado.
Como desdobramento deste primeiro contato, em 2011 uma comitiva canadense liderada pela prefeita da cidade de Mississauga, Hazel McCallion, foi recebida pela Fiep para conhecer mais sobre o potencial do Paraná para negócios. Foram visitadas na ocasião empresas da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). “A prefeita ficou impressionada, o perfil do Estado para negócios é muito atraente para os canadenses”, observou a coordenadora do CIN, Janet Pacheco. Segundo ela, com a assinatura da carta de intenções na semana passada, começa a ser desenhado um plano de trabalho para fomentar as relações comerciais entre as duas regiões. “Queremos melhorar nossa pauta de exportações para o Canadá”, afirma.






Argentina e Brasil começam a destravar comércio

Agência Estado

Argentina e Brasil começaram a destravar o comércio bilateral de produtos chamados sensíveis: carros, azeitonas, azeite de oliva, e outros alimentos argentinos; e as carnes suína e de frango e outros itens brasileiros, segundo informações de despachantes da aduana, da indústria e de autoridades locais à Agência Estado. "As Declarações Juramentadas Antecipadas de Importação (DJAI) começaram a ser autorizadas para a entrada de suínos e derivados processados de frango do Brasil", disse um dos despachantes ouvidos.
"O que estava bloqueado pela Argentina está entrando, mas é preciso ir monitorando para ver se continua assim", disse uma fonte da indústria. "No que diz respeito às carnes brasileiras, já liberaram 50% do que estava travado e isso é um bom sinal. Inclusive, a Argentina autorizou a entrada de suínos e frangos industrializados, o que havia sido proibido desde fevereiro", detalhou. O Brasil, por sua vez, também já liberou licenças pendentes de vinhos, polpa de maçã e de pera, pêssego em lata, queijos e outros alimentos, segundo o secretário de Agroindústria da província de Mendoza, Marcelo Barg.
"O que foi negociado com a secretária Tatiana Prazeres, de Comércio Exterior do MDIC está sendo cumprido e estamos muito satisfeitos", disse ele. Fonte da indústria automobilística revelou à AE que "praticamente todos os carros que estavam parados na fronteira foram liberados pelo Brasil". "Estão destravando e não poderia ser diferente, porque somos o principal mercado de exportação de carros um do outro. A indústria está integrada e os dois países sempre terão que chegar a um acordo", afirmou o executivo de uma das montadoras instaladas na Argentina.
A fonte informou que a Anfavea e sua equivalente argentina, a Adefa, vão se reunir nos próximos dias 26 e 27 de julho para elaborar uma proposta do setor que será entregue aos seus respectivos governos. Na última sexta-feira, o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, anunciou que, em meados de julho, os dois governos vão iniciar as conversas sobre um regime comum para o setor automotivo, com base no programa brasileiro, que entrará em vigor em janeiro de 2013.
Autopeças
"As indústrias operam de maneira integrada e será difícil mudar isso. Nesse sentido, vão discutir e apresentar uma proposta que se enquadre aos interesses do governo e do setor", afirmou a fonte. Um dos maiores interesses da Argentina no setor é o de equilibrar o comércio de autopeças, principal responsável pelo déficit comercial bilateral. No ano passado, a Argentina teve um déficit de US$ 6,9 bilhões com autopeças, segundo dados do Ministério de Indústria argentino. O país quer que o novo acordo automotriz seja um verdadeiro "toma lá dá cá", como o que começou a ser concretizado nesta semana, com os alimentos.
As barreiras argentinas ao comércio em geral e as represálias brasileiras, somadas aos reflexos do contexto internacional acirrado, provocaram uma queda anual de 32% do comércio bilateral em junho. O déficit argentino com o Brasil foi de apenas US$ 262 milhões, 46,6% menor ao verificado em igual mês de 2011, segundo análise da consultoria Abeceb. No acumulado do primeiro semestre, o déficit da Argentina é de US$ 1,474 bilhão, bem abaixo do verificado em igual período de 2011, de US$ 2,447 bilhões. "Esta queda no comércio bilateral não se registrava desde 2009", alertou a consultoria.
A consultoria destacou que, em consequência da contração de suas exportações ao mercado brasileiro, a Argentina passou do terceiro ao quarto lugar no ranking dos principais fornecedores do Brasil e foi substituída pela Alemanha: EUA (US$ 2,734 bilhões); China (US$ 2,650 bilhões); Alemanha (US$ 1,110 bilhão) e Argentina (US$ 1,049 bilhão). Na mão contrária, a Argentina se manteve como terceiro comprador dos produtos brasileiros, atrás da China (US$ 3,945 bilhões) e EUA (US$ 2,009 bilhões).





Exportação de carne brasileira tem forte queda com embargo russo

As exportações de carne suína, bovina e de frango no Brasil tiveram forte queda no mês de junho, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira.

A maior queda foi registrada nas exportações de carne suína, que ficaram em 38,5 mil toneladas em junho, queda de 16,3% ante as 46 mil toneladas de junho de 2011. Em relação a maio, quando foram exportadas 47 mil toneladas, a queda foi ainda maior: 22%.

receita com as exportações de carne suína em junho recuou 28%, para US$ 99 milhões, ainda sob efeito do embargo parcial russo e com a queda no preço médio do produto no mês passado. Em junho do ano passado, foram US$ 139 milhões.

O setor enfrenta um embargo parcial a três Estados brasileiros - Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul - por parte da Rússia, principal destino da carne brasileira, desde 15 de junho de 2011.

O preço médio da carne suína exportada caiu para R$ 2.573 a tonelada, contra R$ 3.026 um ano atrás.

FRANGO

A indústria de carne de frango, principal do setor em faturamento, também registrou forte baixa nas vendas externas.

O volume embarcado em junho somou 287,9 mil toneladas, queda de 7,4% sobre as 310,9 mil toneladas de junho do ano passado.

Já a receita com a exportação de carne de frango caiu 20,6%, para US$ 505,5 milhões de dólares, ante US$ 636,4 milhões em junho do ano passado.

A carne de frango também registrou uma queda em seu preço, com o valor médio da tonelada exportada em US$ 1.755, contra US$ 2.047 dólares.

BOVINOS

As exportações de carne bovina foram de 74 mil toneladas em junho de 2012, com queda de 10,7% ante as 83 mil toneladas no mês anterior.

O levantamento da Secex aponta que os embarques da carne bovina renderam US$ 346,6 milhões de dólares, contra US$ 383,9 milhões no mês anterior.
http://www.jornalfloripa.com.br/economia/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=9559




Balança comercial tem pior resultado para um 1º semestre em dez anos
No primeiro semestre deste ano, saldo positivo somou US$ 7,07 bilhões. Contra igual período do ano passado, superávit caiu 45,4%, diz governo.
As exportações brasileiras superaram as importações em US$ 7,07 bilhões no primeiro semestre deste ano, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgados nesta segunda-feira (2).

Foi o pior resultado da balança comercial para um primeiro semestre desde 2002, quando o saldo ficara positivo em US$ 2,62 bilhões. A série histórica disponibililizada pelo MDIC começa em 1995.

O resultado da balança nos seis primeiros meses do ano também representa uma queda de 45,4% frente ao mesmo período do ano passado, quando foi registrado um superávit de US$ 12,95 bilhões.

Crise
A queda do saldo comercial brasileiro acontece em meio à nova etapa da crise financeira internacional. Com crescimento menor da economia mundial, as exportações por outros países também diminuem. A crise financeira também gera acirramento da competição internacional por mercados compradores, o que dificulta as vendas externas brasileiras.

"O cenário externo de baixa demanda está fazendo com que isso se reflita nas exportações brasileiras de todas categorias. Os produtos nos quais o Brasil é competitivo, como minério de ferro, açúcar, sofreram queda de preço. Há dificuldades em dfierentes mercados. É um ano difícil para o comércio brasileiro e para o comércio mundial em função da crise", declarou a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Tatiana Prazeres.

Na parcial do primeiro semestre deste ano, as exportações somaram US$ 117,21 bilhões, com média diária de US$ 937 milhões, enquanto as compras do exterior totalizaram US$ 110,14 bilhões (média de US$ 881 milhões por dia útil). Contra o mesmo período de 2011, as vendas externas tiveram queda de 1,7%, e as importações avançaram 3,7%, de acordo com dados do governo federal.

Mês de junho
No caso do mês de junho, o Ministério do Desenvolvimento informou que o saldo comercial foi positivo em US$ 807 milhões, resultado de US$ 19,35 bilhões em exportações (queda de 14,2% sobre junho de 2011) e de US$ 18,54 bilhões em compras do exterior (alta de 1,1%). Sobre igual mês do ano passado, quando o saldo comercial ficou positivo em US$ 4,43 bilhões, a queda foi de 81,8%.

Segundo Tatiana Prazeres, do MDIC, o resultado de junho acende o "sinal amarelo" nas operações de comércio exterior. Ela informou que viu o resultado do mês passado com "preocupação".

Resultado de 2011 fechado
Em todo o ano de 2011, o superávit da balança comercial brasileira somou US$ 29,79 bilhões. Com isso, o superávit da balança comercial registrou crescimento de 47,8% em relação ao ano de 2010, quando o saldo positivo totalizou US$ 20,15 bilhões. Trata-se, também, do maior superávit da balança comercial desde 2007 (US$ 40,03 bilhões). Em 2008 e 2009, respectivamente, o saldo comercial somou US$ 24,95 bilhões e US$ 25,27 bilhões.

Perspectivas para 2012
Para 2012, ano que está sendo marcado pelos efeitos da crise financeira internacional, com a previsão de crescimento do PIB em cerca de 2,05%, e pela concorrência acirrada pelos mercados que ainda registram crescimento econômico – como é o caso do Brasil –, os economistas dos bancos acreditam que o valor do superávit da balança comercial (exportações menos importações) registrará queda, atingindo cerca de US$ 19,2 bilhões.

O Banco Central, por sua vez, projeta um superávit da balança comercial de US$ 18 bilhões para este ano. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por sua vez, prevê um saldo comercial positivo de US$ 20,8 bilhões neste ano. 





Exportação para a argentina cai e reduz superávit brasileiro

Além da redução nas exportações para países europeus diante da crise financeira enfrentada pela eurozona, tem pesado também as restrições feitas pelo governo de Cristina Kirchner a uma gama deprodutos brasileiros, como calçados, têxteis e autopeças. Este material faz parte da "Perspectiva Macro" exclusiva da Agência Leia.

Considerando apenas as exportações para a Argentina, terceiro maior parceiro comercial do Brasil, houve queda de 10,96% no volume de produtos exportados entre os meses de janeiro e maio de 2012 em comparação com período idêntico no ano passado.

A Argentina já chegou a deter 13% de participação no mercado de exportação brasileiro, em 1998. De lá para cá, as reduções anuais são contínuas e a participação nas exportações brasileiras foi de 8,9% no ano passado. De janeiro a maio deste ano a participação argentina ficou em 7,7%.

A estimativa de Lia Valls Pereira, economista e coordenadora do Centro de Estudos do Comércio Exterior do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), a participação anual deve ser ainda menor.

"Provavelmente vai fechar o ano menor, com a Argentina em crise e as restrições feitas ao Brasil deve chegar a 7%", disse Lia, em entrevista à Agência Leia.

José Augusto de Castro, presidente em exercício da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), também prevê recuo para menos de 7% na participação argentina nas exportações brasileiras e a queda de pelo menos 50% no superávit anual brasileiro.

"Um déficit não está descartado, e seria o primeiro desde o ano 2000, caso o cenário da economia externa piore", aponta Castro.

As perdas já contabilizadas são ainda maiores no setor de máquinas e indústrias. De acordo com dados divulgados nesta semana pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o setor contabiliza queda de 28,8% nas exportações para a Argentina nos primeiros quatro meses do ano se comparado com mesmo intervalo em 2011.

A América Latina é o principal destino de maquinários brasileiros, mas a Argentina vem perdendo seu espaço.

No ano passado, entre janeiro e maio, os envios para o país representavam 13,5% do volume total exportado. No mesmo período deste ano, a participação argentina recuou para 8,5% desse mercado, com US$ 425 milhões.

De acordo com Celso Grisi, diretor-presidente do Instituto de Pesquisa Fractal e professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP), a Argentina tem "relevância brutal" no mercado de exportação brasileiro, mas é preciso levar em consideração as dificuldades enfrentadas pelo país.

"O grande problema com relação às restrições argentinas é que o país tem problemas econômicos internos que precisam de solução, assim como nós precisamos de medidas protecionistas para nossas indústrias", afirma Grisi.

Rodrigo Zeidan, professor de economia da Fundação Dom Cabral, acredita que o Brasil não tem embasamento para reclamar das restrições impostas, já que o País também recorre a medidas semelhantes para proteger sua indústria. "O Brasil é muito mais protecionista que a média mundial", destaca o economista.

Para Castro, da AEB, a postura do governo argentino é compreensível, mas a grande preocupação para o Brasil é a perda de mercado comprador de manufaturados.

"De tudo o que o Brasil exportou em 2011, 71% eram commodities e 29% produtos manufaturados. Em 2011 a Argentina importou 7,97% de tudo o que o País exportou.

Isso assusta o Brasil. Por isso, temos que preservar a Argentina, dando preferência para os produtos deles em caso de necessidade de importação.

Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) vislumbra períodos mais positivos para as relações comerciais entre Brasil e Argentina.

"Sou otimista e a relação com a Argentina está melhorando cada vez mais. Dificuldades são naturais, já que são dois países com economias parecidas, então há uma pequena fricção na área do comércio exterior, mas está sendo superado. O segundo semestre será melhor que o primeiro", disse Pimentel.


Nenhum comentário: