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Eu
consumo açúcar mascavo e quando este não existe tomo meu café sem açúcar. É uma
opção. Não defendo este ou aquele benefício, apenas gosto mais do sabor que o
açúcar mascavo dá ao café (e assim mesmo uso muito pouco).
Há
diversos tipos de açúcar mascavo, consoante o teor de sacarose (medido por um
polarímetro); há até mesmo falso açúcar mascavo, que é apenas mistura de açúcar
refinado, incluindo-se aí o açúcar cristal, e um corante (às vezes carmelo).
Classificar
o açúcar mascavo começa pela posição 1701 do Sistema Harmonizado (SH) e pelo
conhecimento do teor de sacarose (para isto você vai precisar empregar um
instrumento chamado polarímetro – coisa fácil, nada de mais).
Determinado
o teor de sacarose, traduzida como graus do seu polarímetro, fica fácil
encontrar a subposição do seu mascavo, haja vista que se trata de um açúcar
bruto.
Se
o seu mascavo é de cana-de-açúcar, cujo sabor é bem melhor do que o de
beterraba, então você estará restrito a dois códigos:
1º)
1701.13.00 -- Açúcar de cana mencionado na Nota 2 de subposição do Capítulo 17;
Essa
Nota de Subposição diz que:
A
subposição 1701.13 abrange unicamente o açúcar de cana obtido sem centrifugação,
cujo conteúdo de sacarose, em peso, no estado seco, corresponde a uma leitura no
polarímetro igual ou superior a 69º, mas inferior a 93º. O produto contém apenas
microcristais naturais xenomórficos, não visíveis a olho nu, envolvidos em
resíduos de melaço e de outros componentes do açúcar de cana.
2º)
1701.14.00 -- Outros açúcares de cana diferentes dos que se classificam no
código 1701.13.00.
Por
fim, note que não estamos falando de falsos açúcares mascavo, que têm código SH,
mas seus fabricantes merecem cadeia, exceto se mencionarem que não se trata
de fato de verdadeiro açúcar mascavo.
Forte
abraço para todos.
Cesar
Olivier Dalston, www.daclam.com.br.
Fonte: SH. |
quarta-feira, 4 de julho de 2012
CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS
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